Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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‘Meu filho deixou de ser caminhoneiro porque temia os perigos das estradas’, diz pai de motorista morto em acidente

Alexsandro Evangelista Pinto e Fabiano Melo da Luz ficaram presos entre as ferragens da van atingida por um caminhão desgovernado no Anel Rodoviário de Belo Horizonte na manhã desta quarta-feira

Juarez Rodrigues/EM/Reprodução

O desastre no Anel Rodoviário de Belo Horizonte na manhã desta quarta-feira, que matou o umbandista Fabiano Melo da Luz, de 28 anos, e o católico Alexsandro Evangelista Pinto, de 39, destruiu sonhos que estavam próximos de serem conquistados pelos primos, que moravam no Bairro Jardim Vera Cruz, em Contagem, na região metropolitana.

Fabiano deixou um filho de 7 anos e começaria a construir uma casa em fevereiro. Alexsandro tinha três filhos, dois garotos, de 15 e 5 anos, e de uma menina de 3. Ele foi caminhoneiro por muitos anos. Há dois, desistiu de ganhar a vida com veículos de carga “porque temia os perigos das estradas”, segundo o pai, João Evangelista, e começou a trabalhar com vans.

Alexandro e Fabiano morreram na hora. Familiares e amigos foram ao Instituto Médico Legal (IML) de BH reconhecer os corpos, que serão sepultados hoje nesta quinta-feira. As famílias não divulgaram os cemitérios.

O motorista do caminhão que causou o acidente, Manoel Elson Santana, de 32 anos, não conhecia o trecho e disse que perdeu o freio do veículo. Na tarde desta quarta-feira, ele aguarda para prestar depoimento na Coordenação de Operações Policiais (COP), do Detran-MG. Conforme o Boletim de Ocorrência, ele não estava alcoolizado.

Juarez Rodrigues/EM/Reprodução

Depois de bater na van, conduzida por Alexsandro, o veículo também atingiu outros dois carros no km 4, altura do Bairro Betânia, Região Oeste de Belo Horizonte. Santana sofreu ferimentos leves e foi socorrido no hospital da Unimed no Bairro Santa Efigênia, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, e recebeu alta por volta das 11h40. Ele foi levado para a Delegacia Especializada em Acidentes de Veículos (Deav) no início da tarde.

“Ele diz que perdeu o freio, tentou desviar, desviou de vários veículos, e foi a carroceria que bateu na van”, explicou o sargento Ederson Macedo, da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), um dos militares que acompanhou o condutor. Segundo ele, o caminhoneiro disse que não viu qual veículo atingiu. Ele seguia com uma carga de cal de Ouro Preto para São Paulo. Era a primeira vez que ele passava pelo Anel Rodoviário.

De acordo com o tenente Pedro Henrique Barreiros, da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), conforme os relatos dos motoristas dos carros, o caminhão seguia pela faixa do meio e teria perdido os freios. Ao colidir com a van, ela foi arremessada contra a mureta de pedra às margens do Anel, atingindo os carros logo em seguida. A van foi parar a 300 metros do veículo de carga.

Os dois veículos menores são de Belo Horizonte. Augusto Eduardo, condutor do Strada, e Larissa Aymi Araki, que estava na direção do HB20, não ficaram feridos. “Eu não vi muita coisa. Só ouvi o estrondo, um barulho muito alto, e depois o caminhão passou por mim e bateu”, diz Augusto, que estava a caminho de casa quando seu carro foi atingido de raspão pelo caminhão. Ele diz estar muito assustado. O pai de Larissa  também esteve no local do acidente. Ele contou que a família mora no moram no Belvedere e ela estava seguindo para o trabalho, em Contagem, quando se envolveu no acidente. A motorista já está em casa.

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FONTE: Estado de Minas.


Viatura da Rotam atropela policial militar durante perseguição em Belo Horizonte

Acidente aconteceu em cruzamento no Bairro Goiânia, Região Nordeste da capital. Soldado do GPMor, que estava de motocicleta, não corre risco de morte

Polícia Militar/Divulgação

Uma perseguição a criminosos acabou causando um acidente envolvendo policiais militares e preocupou moradores e trabalhadores nas proximidades da Rua Maria Conceição Bonfim, no cruzamento com a Rua Petrina Alves, no Bairro Goiânia, Região Nordeste de Belo Horizonte. Uma viatura do Batalhão Rotam atropelou um motociclista do Grupo de Policiamento Motorizado (GPMor), no início da noite desse sábado.


Confira o vídeo do momento do acidente:

Um vídeo de câmeras de segurança de um imóvel próximo ao local do acidente registrou a cena. Na gravação, é possível ver quando uma primeira viatura da Rotam passa pela Rua Maria Conceição Bonfim e, depois, três motos do GPMor descem em alta velocidade pela Rua Petrina Alves. No momento em que um quarto motociclista militar atravessa o cruzamento entre as vias, a segunda viatura atinge a moto com violência.

De acordo com o boletim de ocorrência (BO), da Polícia Militar (PM), após a colisão, os dois veículos ainda bateram em um outro carro, que estava estacionado. No registro, o cabo Fábio César Pereira, de 36 anos, que estava conduzindo a viatura, diz que foi surpreendido pela presença do colega no cruzamento.

Ainda segundo o BO, o soldado Rodolfo Brayer, que estava na motocicleta, bateu a cabeça e teve várias escoriações pelo corpo. No momento, ele não se lembrava do que teria acontecido e foi encaminhado até o Hospital de Pronto Socorro João XXIII. A assessoria de imprensa da unidade hospitalar informou que o militar foi atendido com um trauma na cabeça, avaliado e está em observação no ambulatório. O soldado não corre risco de morte.

A perícia da Polícia Civil realizou as análises no local e a ocorrência foi encerrada na delegacia de plantão do Departamento de Trânsito (Detran), na capital.

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FONTE: Estado de Minas.


JUVENTUDE INTERROMPIDA »Festa, baderna e assassinato

Rapaz de 22 anos é morto a tiro por causa de esbarrão em calourada perto da PUC Minas. Vizinhos e a própria universidade criticam os excessos nos eventos no entorno do câmpus

Marcada pela violência que vitimou Daniel Vianna (detalhe), festa provocou sujeira e confusão, que 
a comunidade denuncia como frequentes  (edésio ferreira/EM/D.a press)

A festa festa para calouros da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) se transformou em baderna e terminou com um assassinato, além de brigas e acidente com motorista alcoolizado, entre a noite de sexta-feira e madrugada de ontem. Os estudantes que organizaram o encontro fecharam a Avenida 31 de Março, diante da unidade do Bairro Coração Eucarístico, na Região Noroeste de BH, em evento que contou com farto consumo de bebidas alcoólicas e gerou muito lixo.

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Por volta da 1h30 de ontem, em meio à festa, o estudante Daniel Adolpho de Melo Vianna, de 22 anos, do último período de direito da Faculdade Pitágoras, se desentendeu com o soldador Pedro Henrique Costa Lourenço, de 29. Segundo testemunhas, Pedro Henrique tinha um revólver na cintura e atirou no rosto de Daniel, que morreu na hora. Amigos do universitário morto entraram em luta com o atirador e o imobilizaram. Horas antes, um calouro de 19 anos, do curso de ciências contábeis da PUC, que havia saído da festa, bateu em pelo menos cinco carros estacionados. .

A polícia fez o teste do bafômetro e constatou que o rapaz apresentava mais de três vezes o teor alcoólico limite para crime de trânsito.

“Amor da minha vida, meu filho tão amado e querido. Você agora está com Deus, onde um dia iremos nos encontrar. Meu coração está partido, despedaçado. Mas você foi um anjo que Deus me emprestou, para poder ser sua mãe por 22 anos. Não sei como vou viver com sua ausência aqui na Terra, mas jamais te esquecerei. Te amo, te amo, te amo e assim para sempre será.” Wânia Lúcia Melo Vianna, mãe de Daniel Adolpho de Melo Vianna, em depoimento postado em rede social
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O rapaz assassinado durante a festa deixou de viajar com a família da mãe para passar o Dia dos Pais em Belo Horizonte, com o pai. Tio materno de Daniel, o comerciante Sérgio Luiz Perpétuo de Melo, de 54, disse que a família está devastada. “Estávamos em Carandaí (137 quilômetros de BH), no meu sítio. Por volta das 4h30, nos deram a notícia. Voltamos na hora. A mãe dele ainda não acredita. A irmã, de 17, está muito abalada. Ninguém entendeu como alguém pode destruir uma família de uma forma tão estúpida”, desabafou.
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Segundo o comerciante, Daniel era um rapaz de família e muito reservado. “Tinha começado um escritório de advocacia com amigos e todo dinheiro que ganhava usava para comprar algo para casa. Ele era o sonho da minha irmã, que teve de lutar muito em tratamentos para engravidar dele. A ficha dela ainda não caiu”, conta. O pai, em estado de choque, não falou sobre o episódio. O corpo do rapaz deve ser sepultado hoje, às 10h, no Cemitério do Bonfim, na capital.
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De acordo com uma engenheira ambiental de 26 anos, que participava da festa e pediu para não ser identificada, o homem apontado como assassino chegou ao evento com um grupo que se destacava por um aspecto que ela classificou como “típico de marginais”. “Esse pessoal esquisito mal chegou e a confusão começou, em frente ao banheiro feminino. Escutei um tiro e fiquei apavorada. Fui embora imediatamente. Antes, estava tudo pacífico, com as pessoas dançando e conversando numa boa. Foi só esse pessoal chegar que ocorreu essa tragédia”, conta..

Pelo relato feito à Polícia Civil por seis testemunhas, que são amigas da vítima, Daniel e outro colega estavam de passagem pelo interior do bar, quando o estudante de direito esbarrou na perna de Pedro Henrique e pisou no seu pé, por descuido. O soldador, segundo essa versão, teria se irritado e gritado com Daniel, que abriu os braços, esboçando não ter entendido o que se passava.

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Nesse momento, o homem teria sacado um revólver da cintura e atirado no rosto da vítima, que morreu na hora. “Pedro correu por 10 metros e os amigos da vítima entraram em luta corporal com ele. Um deles é lutador de jiu-jítsu e conseguiu imobilizar o agressor, que ainda tentou atirar nele, mas a arma caiu”, contou o delegado Sidney Aleluia, da Central de Flagrantes. A Polícia Militar chegou ao local e prendeu o homem, mas a arma desapareceu. “Acredito que algum colega do acusado tenha escondido o armamento”, disse o delegado.

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EUFÓRICO Na delegacia, Sérgio Luiz, tio do rapaz morto, contou que o soldador não demonstrou arrependimento e seus pais chegaram a zombar da família da vítima. “Minha irmã estava desesperada e os pais daquele monstro ficaram falando que logo ele estaria solto. Se fosse meu filho, iria chegar de joelhos e pedir perdão por ele ter tirado a vida do filho de outra pessoa”, criticou. De acordo com o delegado Sidney Aleluia, o acusado aparentava estar muito eufórico e poderia ter feito uso de alguma substância entorpecente.

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Pedro Henrique não quis falar sobre o episódio e disse aos policiais militares que não foi ele quem atirou. O advogado Fábio Piló, contratado pela família do acusado para acompanhar a lavratura do flagrante, disse que ainda não havia conversado com o cliente sobre o caso. O delegado disse que indiciaria o homem por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e com emprego de arma de fogo, além de tentativa de homicídio contra um dos amigos do rapaz e disparo de arma de fogo em via pública. As penas, somadas, em caso de condenação, podem chegar a 54 anos de reclusão e multa.

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Horas antes do assassinato, ainda pintado de azul, como é tradição na recepção dos calouros, um estudante de 19 saiu da mesma calourada dirigindo seu automóvel Gol, mas perdeu o controle e bateu em pelo menos cinco carros estacionados na Alameda Guajará, a menos de um quarteirão da PUC. Policiais do 34º Batalhão da PM detiveram o motorista, que concordou em soprar o bafômetro. A quantidade de álcool medida no ar expelido pelos pulmões foi de 1,19 miligrama por litro de ar, sendo que o limite para que se configure crime de trânsito é de 0,34 miligrama. O caso foi encerrado na delegacia do Detran e o veículo, levado pela mãe do calouro.

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Vizinhança pede fim do transtorno

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Moradores do entorno do bar onde ocorreu o homicídio reclamam que os transtornos relacionados a barulho, sujeira e brigas começaram desde a abertura do estabelecimento, há pouco mais de dois anos. E que, inclusive, procuraram o Ministério Público no fim do ano passado, para relatar os problemas, mas não tiveram retorno. De acordo com o presidente da Associação de Moradores do Bairro Coração Eucarístico, Walter Freitas, festas marcadas em redes sociais chegaram a reunir cerca de 5 mil pessoas nas imediações.

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“Nas calouradas, vêm alunos da PUC, mas também muita gente de fora, porque os encontros são divulgados na internet. Vira uma verdadeira balbúrdia”, afirma o morador, ressaltando que, ontem, o bar estava aberto. “Estão funcionando, como se nada tivesse ocorrido”, criticou. Os transtornos na região são criticados pela própria PUC, que destacou em nota nada ter a ver com o evento que terminou em morte.

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O líder comunitário conta que, com tanta gente, o trânsito fica complicado e ônibus das linhas que atendem ao bairro ficam travados entre veículos, muitas vezes estacionados de forma irregular. “Vira um caos generalizado. Os frequentadores ligam o som dos carros e fazem muito barulho madrugada adentro. Atrapalham a passagem de pedestres e de quem chega de carro em casa”, lembrou. Segundo Walter, a associação vai voltar a procurar o MP, desta vez para pedir que o funcionamento dos bares ocorra somente até as 23h, além de reforço de policiamento.

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Em nota, a PUC Minas informou que o evento não era uma calourada da universidade. E, ainda, que o estabelecimento onde ocorreu o confronto é frequentado por um grande número de pessoas, entre elas, alunos, e que os eventos provocam, muitas vezes, transtornos para o trânsito e riscos para a segurança de toda a comunidade. “Com os moradores da região e a Polícia Militar, a universidade tem mantido um permanente diálogo sobre o problema, entendendo que há prejuízos claros à tranquilidade e à qualidade de vida dos vizinhos do estabelecimento. Além disso, por meio de seus professores, gestores acadêmicos e funcionários, a universidade procura desestimular a ida de seus alunos àquele local, em função, exatamente, das aglomerações que ali eventualmente se dão”, diz trecho da nota.

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A instituição lamentou o ocorrido, que, de acordo com a nota, “expressa, de modo grave, a banalização da violência em nossa sociedade”. “A PUC Minas reitera sua determinação em continuar buscando uma solução para o fim dos mencionados transtornos, que resulte de um amplo diálogo, envolvendo toda a comunidade”, conclui o texto

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FONTE: Estado de Minas.


Batida entre caminhão-tanque e caminhonete provoca incêndio e mata cinco na BR-040

Acidente aconteceu por volta das 14h30, próximo a Fábrica da Coca-Cola. Trânsito está totalmente bloqueado e não há previsão para liberação

 

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Um grave acidente envolvendo um caminhão-tanque e uma caminhonete deixou pelo menos cinco mortos e um ferido na tarde desta quarta-feira na BR-040, altura do quilômetro 582, em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a batida foi frontal e não há previsão para a liberação do trânsito.
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Duas viaturas do Pelotão de Ouro Preto e o helicóptero Arcanjo 2 do Corpo de Bombeiros compareceram ao local para prestar atendimento às vítimas. O acidente aconteceu por volta das 14h30, próximo a fábrica da Coca-Cola.
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Por volta das 14h50, o Corpo de Bombeiros informou que houve vazamento de combustível e há suspeita de contaminação de um córrego que passa pela área. A Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) já foi acionada. Com a colisão, os veículos pegaram fogo e os ocupantes da caminhonete morreram carbonizados.
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De acordo com a Via-040, concessionária que administra a pista, foram empenhados no resgate às vítimas, duas ambulâncias, dois caminhões-pipa, um guincho leve e outro pesado. Por volta das 16h, os motoristas encontravam cerca de sete quilômetros de congestionamento no sentido Juiz de Fora/Rio de Janeiro e seis no sentido BH/Brasília.
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Para evitar o congestionamento, os condutores que trafegam no sentido Juiz de Fora podem entrar no Km 597, em Belo Vale. Já os que estão rumo à BH, podem entrar em Moeda, no Km 442.
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Conforme a PRF, o caminhão-tanque envolvido no acidente é do modelo 1620 e a caminhonete é uma S10, placa KRY-2132, do Rio de Janeiro.

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FONTE: Estado de Minas.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 03/09/2014, 05:30.

Apagão de motorista acende sinal de alerta
Condutor de ônibus de 28 toneladas perde a consciência e articulado quase provoca tragédia: em 70 metros de destruição, 13 veículos foram atingidos e 18 pessoas se feriram.
Causas do desastre envolvendo profissão sujeita a alto grau de estresse são investigadas

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Destruição em frente e verso – Coletivo do BRT/Move parou depois de arrastar um ecosport, uma van e atingir outros 11 veículos

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A dona de casa Célia Aparecida Guimarães, de 58 anos, viveu um pesadelo acordada, às 7h20 da manhã de ontem. Ela estava a caminho de uma consulta médica, andando pela calçada da Avenida Alfredo Balena, na Região Hospitalar de Belo Horizonte, quando um barulho ensurdecedor chamou a sua atenção. Célia olhou para trás e se assustou com um ônibus de 28 toneladas e 18 metros de comprimento vindo desgovernado em sua direção, destruindo os carros e tudo o que encontrava pela frente. O motorista Ramon Apolinário de Lima, de 29 anos, sofreu um “apagão” na direção de um ônibus articulado da linha 82 do BRT/Move (Savassi/Hospitais), que atingiu 13 veículos, entre eles um coletivo da linha 5503 A (Goiânia). 

O resultado do desastre foi um rastro de destruição de 70 metros: a um triz de provocar uma tragédia, o articulado só parou sobre o passeio, depois de passar por cima de um semáforo de pedestre, destruir placas de sinalização, bater de raspão em uma árvore e arrastar um Ford EcoSport e uma van por vários metros. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) informou ontem que o pagamento dos prejuízos depende de avaliação das cláusulas do seguro e, eventualmente, de ações judiciais.

O acidente – o nono envolvendo coletivos do Move desde a implantação do sistema e o de maiores proporções – chama a atenção sobre as condições dos motoristas encarregados de transportar passageiros em uma profissão reconhecidamente suscetível ao estresse, principalmente diante das dimensões dos novos ônibus incorporados ao sistema de Belo Horizonte. No desastre de ontem, 18 pessoas ficaram feridas, entre motorista e passageiros do coletivo e ocupantes dos carros. Todos foram atendidos no Hospital João XXIII e no Hospital das Clínicas, próximos ao local. “Pela destruição dos veículos, foi sorte ninguém ter morrido. Testemunhas relatam que o ônibus passou entre os carros, jogando todos para as laterais”, conta o tenente Gil César de Paula, do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). Peças dos veículos ficaram espalhadas pelo asfalto e houve vazamento de combustível na pista.

Na noite de ontem, o Estado de Minas conseguiu contato com o motorista do ônibus . Ramon Apolinário de Lima permanecia internado no Hospital João XXIII, onde passaria por avaliação neurológica. Em entrevista concedida pouco após o desastre, o condutor disse ter perdido a consciência ainda quando subia a Avenida Francisco Sales. Ele, inclusive, se desviou de sua rota: deveria seguir direto, passar em frente à Santa Casa e virar na Avenida Brasil, mas virou à direita antes da Praça Hugo Werneck e pegou a Avenida Alfredo Balena, no sentido Centro. Ramon andou por vários metros agarrado ao volante, paralisado, sem se lembrar de nada. “Senti muito sono e acho que dormi ao volante. O cobrador disse ter me chamado várias vezes, mas não escutei. Acordei e já tinha batido nos carros. Não vi nada”, contou o motorista. O teste do bafômetro comprovou que ele não havia ingerido bebida alcoólica.

Ramon contou que acordou por volta das 3h50, depois de quase 12 horas de sono, para pegar serviço às 5h. Porém, como sentia fortes dores de cabeça e no corpo, tomou um analgésico e relaxante muscular antes de seguir para a sede da empresa Bettânia Ônibus, no Bairro Betânia, Região Oeste. Pegou o articulado para começar a rota a partir da Estação São Gabriel, na Região Nordeste. O acidente aconteceu na segunda viagem. “Não comentei com ninguém que estava passando mal. Mas não é a primeira vez que sinto dor de cabeça. Tomo remédio direto”, contou. 

Motorista profissional há quatro anos, Ramon afirmou que há três é condutor de ônibus, depois de um ano ao volante de caminhões. “Fiz dois meses de treinamento para dirigir os ônibus do Move”, informou. O cobrador Napoleão Jorge conta que trabalha com o colega há dois meses e que nunca percebeu nada de diferente nele, nem mesmo ontem, antes do desastre. Na hora do desespero, ele conta que tentou de todas as formas despertar o motorista. “Os passageiros assustados, gritando, querendo descer, mas o Ramon não reagia de jeito nenhum. Ficou paralisado”, contou. Segundo ele, são sete horas e 20 minutos de jornada diária. No dia anterior, a dupla pegou serviço às 5h e largou ao meio-dia. “Tivemos tempo para descansar”, contou. 

CONGESTIONAMENTO O trânsito parou em diversas regiões da cidade por causa do acidente, apesar dos desvios montados pela BHTrans para tentar garantir o fluxo de veículos. Das 7h20 às 10h49, a pista da Avenida Alfredo Balena sentido Centro permaneceu isolada para o trabalho da perícia, que foi demorado devido à quantidade de carros e pessoas envolvidos. Às 9h50, os veículos começaram a ser rebocados. Na noite de ontem, além do motorista do coletivo, uma das 70 passageiras do ônibus permanecia em observação no Hospital João XXIII. Os demais feridos foram liberados.

Três perguntas para…

Ramon Apolinário de Lima, motorista

 

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Como aconteceu o acidente? Por que você saiu do seu itinerário?

Tudo foi muito rápido. Senti um mal-estar ao virar o ônibus para a direita na Avenida Francisco Sales. Mas não me lembro de nada. Não sei o que aconteceu. Antes do BRT, em abril, eu dirigia um ônibus da linha 3050 que passava pela Avenida Alfredo Balena, mas no sentido contrário ao da pista onde aconteceu o acidente.

Você, aparentemente, estava bem fisicamente depois do acidente. Qual o motivo da sua internação?  Você sente alguma dor?

Não, só a dor de cabeça. Acordei com ela e continua até agora (às 19h50 de ontem). Agora mais leve, pois fui medicado. Sinto também uma dorzinha na coluna, por causa do cinto de segurança. Fui internado para fazer uma avaliação neurológica, por causa do meu apagão, mas o exame ainda não foi feito. Uma psicóloga conversou comigo e quis saber se eu dormi bem à noite e se me alimentei. Eu disse que fui para a cama às 4 horas da tarde de ontem (16h de segunda) e não jantei. Acordei 3h50 da madrugada para trabalhar e tomei café com leite e comi dois pães. Só isso.

Qual a avaliação da psicóloga?

Ela disse que, se eu tivesse tomado bebida alcoólica, eu iria acordar na primeira batida do ônibus. Mas eu não bebo. Não foi imprudência minha. Eu amo a minha profissão. Amo o que eu faço.

Vítimas de acidente com BRT/Move recebem alta do Hospital das Clínicas

Dez pessoas foram socorridas com ferimentos leves e trauma emocional. Outras oito foram encaminhadas ao Hospital João XXIII

 (Paulo Filgueiras/Em/DA Press)

As 10 vítimas que foram socorridas no Hospital das Clínicas da UFMG após o acidente envolvendo um ônibus do BRT/Move e 14 veículos já receberam alta. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do hospital na tarde desta terça-feira. 
Quinze pessoas foram avaliadas no HC no início da manhã. As 10 que permaneceram no local sofreram ferimentos leves e trauma emocional. Pelo menos outras oito pessoas deram entrada no Hospital João XXIII. Segundo a assessoria de imprensa da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), as informações sobre o estado de saúde delas devem ser divulgadas no fim da tarde. 

O acidente aconteceu por volta das 7h20. O motorista da linha 82 (Savassi via Hospitais) disse à reportagem que começou a trabalhar às 5h de hoje. O homem de 29 anos explicou que já estava se sentindo mal, com dores no corpo e na cabeça, mas tomou um remédio e assumiu o serviço.

 (Janey Costa/Arte EM)

Na segunda viagem, ao sair da Avenida Francisco Sales, ao invés de entrar na Avenida Brasil, ele seguiu para a Avenida Alfredo Balena, onde perdeu a consciência. Segundo o cobrador, o colega ficou paralisado e não atendeu aos seus chamados. O ônibus desgovernado arrastou outros 14 veículos pela Alfredo Balena, bateu em postes na calçada e parou em frente ao Hospital das Clínicas da UFMG. O motorista só voltou a si no momento das colisões.

A movimentação de viaturas do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tomou conta da Avenida Alfredo Balena. O trânsito precisou ser interditado para os trabalhos de resgate e perícia, o que congestionou vias em diferentes pontos da cidade. Além da região do Floresta e a área hospitalar, as ruas e avenidas do entorno da Praça da Estação, hipercentro e Avenida Cristiano Machado foram afetadas pelo acidente.

 

Ônibus do BRT/Move arrasta carros na Avenida Alfredo Balena

Coletivo desgovernado atingiu outros 14 veículos e derrubou postes pelo caminho. Mais de 15 pessoas foram hospitalizadas

 (Paulo Filgueiras/EM DA Press)

Um ônibus articulado do BRT/Move se envolveu em um grave acidente na manhã desta terça-feira na Avenida Alfredo Balena, na região hospitalar de Belo Horizonte. Mais de 15 pessoas ficaram feridas e pelo menos 14 veículos foram atingidos. O motorista da linha 82 (Savassi via Hospitais) perdeu a consciência ao volante.

O motorista, de 29 anos, disse que já estava sentindo dores de cabeça há algum tempo, mas não comentou com ninguém da empresa porque pensou que fosse um mal estar comum. Nesta terça, ele acordou passando mal, com dores no corpo e na cabeça, mas tomou um remédio e foi trabalhar, assumindo o posto por volta das 5h. Esta era a segunda viagem da manhã na linha 82. Por volta das 7h20, ele subiu a Avenida Francisco Sales e devia ter seguido para a Avenida Brasil, mas perdeu a consciência e entrou na Avenida Alfredo Balena.

Desgovernado, o veículo andou mais de 100 metros. O cobrador do ônibus disse que chegou a gritar o nome do motorista, mas ele não reagiu e ficou paralisado, com os olhos abertos e segurando o volante. O condutor só voltou a si quando o BRT/Move já havia atingido vários carros e subido na calçada, derrubando um poste de sinalização, outro de iluminação pública e uma árvore. O veículo, que tem 18 metros de comprimento, só parou depois que bateu em um Ecosport que estava entrando no estacionamento do Hospital das Clínicas da UFMG.
Pelos estragos nos veículos, o tenente Gil César de Paula, do Batalhão de Trânsito, disse que foi sorte não haver vítimas fatais ou pedestres atropelados na calçada. Segundo ele, o ônibus seguiu pela via empurrando os carros para as laterais. “Igual àqueles filmes americanos que a gente vê”, diz.

O veículo transportava 70 pessoas. Uma delas sofreu ferimentos mais graves. Outros feridos estavam nos carros de passeio. A polícia faz um levantamento para saber se outras pessoas procuraram hospitais por conta própria. No Hospital das Clínicas, 15 vítimas foram avaliadas, sendo 10 com ferimentos leves e trauma emocional. Todas permanecem em observação. Outras cinco vítimas foram encaminhadas ao João XXIII. A assessoria da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) informou que oito deram entrada na unidade, apenas com ferimentos leves.

 (Paulo Filgueiras/EM DA Press)

 

DESESPERO Os motoristas que estavam na avenida relataram que houve pânico no momento do acidente, porque a velocidade do ônibus não diminuiu após a manobra na Francisco Sales. Muitos pedestres saíram correndo para fugir do veículo desgovernado.

De acordo com funcionárias da Escola Estadual Pedro II, que fica bem perto do local do acidente, os pais de alunos começaram a ligar desesperados para a instituição para ter notícias, mas oor sorte, os alunos já estavam dentro das salas no momento da batida.

Mapa mostra o local do acidente (clique para ampliar) (Janey Costa/Arte EM)
Mapa mostra o local do acidente (clique para ampliar)

Entre as vítimas do acidente, há três crianças que estavam a caminho de uma escola em um Linea, primeiro veículo atingido pelo BRT/Move. O farmacêutico Marcelo Augusto Vieira, de 45 anos, é pai de um menino de 7 anos e uma menina de 9. O carro era conduzido pela esposa dele, que também levava um colega dos filhos. A menina sofreu um ferimento na boca e o menino machucou a testa, mas não foi preciso atendimento hospitalar. Ele foi para o local depois que soube do acidente e disse que as crianças choravam muito, em pânico. O farmacêutico questionou o treinamento recebido pelos motoristas do novo transporte, que é composto por ônibus maiores.

Os veículos acidentados ficaram parados na pista da Alfredo Balena no sentido Centro, onde também se posicionaram as ambulâncias do Corpo de Bombeiros, Samu e viaturas policiais. O local foi isolado. No sentido área hospitalar, a movimentação de curiosos que reduziam a velocidade para observar o acidente também deixou o trânsito congestionado. A perícia da Polícia Civil trabalha na via, onde há muitos pedaços de veículos espalhados. Houve vazamento de óleo e foi preciso despejar serragem na pista.

Por volta das 9h48, os veículos começaram a ser retirados com a ajuda de reboques. Às 10h15, os trabalhos para liberação da via ainda continuavam. Alguns veículos saíram sem rodas e foram retirados com patins automotivos. Remoção entrou na fase de encerramento às 10h30.

FONTE: Estado de Minas.


Ônibus do Move bate com moto e duas pessoas morrem em BH

Acidente foi na Avenida Carlos Luz, no bairro Ouro Preto.

Motociclista e garupa foram parar embaixo do coletivo e morreram no local.

 

Um ônibus do sistema Move atropelou um motociclista na Avenida Carlos Luz, no bairro de Ouro Preto, na Região da Pampulha, em  Belo Horizonte, na manhã desta quarta-feira (2). O motociclista foi parar embaixo do coletivo e morreu no local, segundo a Polícia Militar. Outra pessoa ainda não identificada também morreu.

O acidente aconteceu no sentido Centro, em frente à Usiminas. O serviço de Atendimento Médico de Emergência (Samu) e o Corpo de Bombeiros estão no local, que foi isolado para perícia.

FONTE: G1.


BH – 7h30: Carro bate na traseira de ônibus na marginal da MG-010

Acidente interditava parte da pista e havia congestionamento no trecho.

Uma pessoa ficou ferida e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros.

Acidente MG 10

Comente agora

Um carro bateu na traseira de um ônibus, na marginal da MG-010, perto da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, na manhã desta sexta-feira (2).

Parte da pista está interditada e há congestionamento no trecho até agora (08:10).

Acidente MG 10 02 Mai 14

Uma pessoa ficou ferida (o motorista do Palio) e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros, estando internada em estado grave no Pronto Socorro do Hospital João XXIII.

FONTE: G1.



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