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Mãe vende bebê no Face, se arrepende após parto e entrega compradores

Quatro pessoas de uma mesma família do Rio foram presas; segundo a polícia, elas fizeram vários depósitos em dinheiro para a mulher ao longo da gestação

O arrependimento de uma mãe, de 24 anos, que deu à luz a um menino na tarde dessa segunda-feira (5), em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, impediu a conclusão da venda do próprio filho.

Durante a gestação, a mulher prometeu, por meio de um grupo no Facebook, entregar o bebê a uma família do Rio de Janeiro. No entanto, nessa terça-feira (6), quando os compradores foram ao Complexo Hospitalar de Contagem (CHC), no bairro Eldorado, para buscar a criança, a mãe desistiu e revelou o esquema.

O tenente Thiago Rangel, da 26ª Companhia do 39º Batalhão da Polícia Militar (PM), explicou que quatro pessoas, sendo dois casais de uma mesma família, estavam na maternidade com o objetivo de levar a criança e acabaram presas. Apesar do arrependimento, a mãe também foi detida e permanece sob custódia policial na unidade de saúde ao lado do filho até receber alta médica.

“No momento da abordagem da PM, essa mãe disse que doaria a criança, mas seria por meio fraudulento, sem seguir os trâmites legais da lei de adoção. Mas tudo indica, principalmente pelas conversas nas redes sociais (entre os envolvidos), que trata-se na verdade de uma venda”, disse o tenente.

A PM descobriu que a mulher recebeu ao longo da gravidez dinheiro da família do Rio de Janeiro como forma de pagamento pelo bebê. A corporação, entretanto, não sabe qual foi o valor enviado para ela. “Eles não revelaram. A informação que foi passada para a gente é que foram realizados diversos depósitos, mas não foi especificada a quantia”, ressalta Rangel.

Todos os envolvidos foram enquadrados no artigo 238 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que prevê prisão de um a quatro anos e multa para quem prometer ou efetivar a entrega de filho a terceiro, mediante pagamento, e também para quem oferecer a remuneração ou recompensa.

Funcionários do hospital ajudaram a descobrir o crime

O diretor-geral do Complexo Hospitalar de Contagem, João Pedro Machado, contou que desde a chegada da gestante à maternidade, os funcionários desconfiaram que algo estava errado. “Ela chegou já em trabalho de parto e foi atendida normalmente. Mas depois do nascimento do bebê algumas situações chamaram a atenção das enfermeiras. A mãe não levou para o hospital roupinhas, fraldas, nada para a criança. Isso não é comum”, salienta Machado.

O estopim veio nessa terça no momento em que um homem – da família do Rio – apareceu no hospital pedindo informações sobre a criança. Ele alegou ser o pai do recém-nascido. “Isso nos causou uma estranheza porque geralmente o pai acompanha o parto ou tem o nome registrado na recepção para fazer a visita depois”, destaca o diretor-geral. “Diante dessa situação, uma psicóloga e uma assistente social foram conversar com a mãe. Ela confessou tudo. Arrependida, ela disse que estava com medo, insegura e precisando de ajuda. Ligamos para a polícia que abordou essas quatro pessoas na recepção”, conclui.

Investigação

Na noite dessa terça, os casais foram ouvidos na delegacia de plantão de Contagem. A PM não divulgou as identidades dos criminosos, porém, informou que nenhum deles tem passagem anterior pela polícia. Contudo, não está descartada a possibilidade de que eles façam parte de uma quadrilha envolvida no esquema de compra de bebês.

“Nós não temos informações se eles integram alguma quadrilha. Isso vai ficar a cargo da Polícia Civil que vai fazer uma investigação mais detalhada sobre o fato para se fazer esse tipo de levantamento. São dois casais do Rio de Janeiro, duas irmãs da mesma família com os respectivos maridos”, comenta o tenente Rangel.

Maternidade de Contagem

Apesar do arrependimento, a mãe também foi detida e permanece sob custódia policial na maternidade

O hospital informou que o menino está bem. Segundo a PM, caberá à polícia judiciária o destino da criança. Durante o registro da ocorrência, uma mulher que se identificou como prima da mãe informou que a família dela não sabia da gravidez.

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FONTE: O Tempo.


Por filho americano, brasileiras viajam a Miami para dar à luz

Agência oferece assistência em português para grávidas; Constituição dos EUA garante cidadania automática a crianças nascidas no país.

Paulistana quis que seu primeiro filho tivesse a cidadania americana e melhores oportunidades no futuro (Foto: Arquivo pessoal/BBC)Paulistana quis que seu primeiro filho tivesse a cidadania americana e melhores oportunidades no futuro

Quando voltou de sua última viagem a Miami, a empresária paulistana Bianka Zad trouxe mais do que malas cheias. Ela carregava no colo um bebê recém-nascido.

Ao dar à luz na Flórida, Zad quis que seu primeiro filho tivesse a cidadania americana e melhores oportunidades no futuro.

“Mesmo antes de saber que estava grávida, eu já queria fazer o parto lá”, conta Zad, de 37 anos.

A Constituição americana garante a cidadania automática a todas as crianças nascidas no país, inclusive se forem filhas de turistas ou imigrantes ilegais.

A empresária viajou a Miami com um visto de turista na trigésima segunda semana de gravidez e se hospedou no apartamento que comprou há quatro anos para passar férias.

Zad deu à luz em 22 de maio e voltou ao Brasil dois meses depois. Seu filho, Enrico, desembarcou em São Paulo com dois passaportes – o brasileiro e o americano.

 Médico criou empresa especializada em fazer partos de brasileiras nos Estados Unidos  (Foto: Arquivo Pessoal)Médico criou empresa especializada em fazer partos de brasileiras nos Estados Unidos

Para tirar o americano, ela teve de registrar o nascimento num cartório e levar o filho a um centro do governo. O processo todo, diz Zad, levou 20 minutos, e o passaporte chegou pelo correio em 20 dias.

Ela afirma que não sofreu qualquer constrangimento nem teve de prestar qualquer esclarecimento às autoridades.

Conseguir o documento brasileiro exigiu que ela fosse ao consulado e comprovasse sua nacionalidade.

‘Ser mamãe em Miami’
Para tirar os planos do papel, a empresária contratou os serviços de uma agência especializada em partos de brasileiras na cidade, a “Ser mamãe em Miami”.

O médico brasileiro Wladimir Lorentz, 46 anos, diz que resolveu fundar a agência com um sócio após descobrir serviços semelhantes para turistas russas.

Lorentz, que trabalha como pediatra em Miami há 17 anos, começou a atender turistas brasileiras em setembro e, há duas semanas, lançou um novo site com os serviços.

Desde então, ele diz ter sido procurado por quatro brasileiras interessadas.

Não há leis que proíbam grávidas de viajar de avião, embora as companhias aéreas costumem exigir atestados médicos de passageiras em estado avançado de gravidez.

Lorentz recomenda que elas consultem um obstetra antes de embarcar e façam a viagem antes de completar sete meses de gestação.

Sua agência oferece três pacotes de partos. O natural sai por US$ 9.840 (cerca de R$ 37.800); a cesárea, US$ 11.390 (R$ 43.700); e o múltiplo (gêmeos ou mais), US$ 14.730 (R$ 56.600).

Todos os planos incluem atendimento pré e pós-natal, até três dias de “internação hospitalar em suíte VIP” e exames básicos para a mãe e o bebê.

“Uma grávida em São Paulo que comece o trabalho de parto na hora do rush corre o risco de dar à luz no meio do trânsito ou acabar num hospital ruim”, ele diz à BBC Brasil. “Aqui não tem esse perigo”.

O diferencial de sua agência, diz Lorentz, é o atendimento em português. Seu sócio, o obstetra Ernesto Cárdenas, nasceu na Colômbia e também compreende a língua.

Para contratar os serviços, o médico diz que a grávida pode viajar com um visto de turista, já que o documento também vale para quem recebe cuidados médicos nos Estados Unidos.

Ele diz que seu principal desafio é convencer os brasileiros de que o serviço é legal.

‘Bebês âncoras’
Ter um filho americano não dá aos pais o direito de morar no país, explica a advogada brasileira Juliana Pechincha, que atende em Nova York. Ela diz que os filhos só podem pleitear que os pais se tornem residentes ao completar 21 anos.

Mesmo assim, milhares de mães estrangeiras têm viajado aos Estados Unidos para dar à luz no país. A prática gerou uma polêmica na campanha à eleição presidencial de 2016.

O pré-candidato republicano Donald Trump tem defendido acabar com a concessão automática de cidadania a filhos de estrangeiros.

Ao comentar a posição de Trump, o também pré-candidato republicano Jeb Bush defendeu a regra atual, mas provocou a ira de muitos imigrantes ao se referir às crianças como “bebês âncoras”.

Considerada pejorativa, a expressão se refere à crença de que ter um filho nos Estados Unidos torna a deportação dos pais mais difícil.

Bush afirmou que se referia a “casos específicos de fraudes” – cometidas, segundo ele, principalmente por asiáticos – que viajavam aos Estados Unidos para ter filhos e “tirar proveito de um conceito nobre”.

O pediatra brasileiro Wladimir Lorentz diz que a crítica não se aplica a seus serviços.

“Seguimos rigorosamente a legislação e todos os nossos profissionais são certificados. Nossa atividade gera receitas e empregos para o país”, afirma.

 Irene Kim foi a Miami para comprar enxoval e acabou dando à luz nos Estados Unidos  (Foto: Arquivo Pessoal)Irene Kim foi a Miami para comprar enxoval e acabou dando à luz nos Estados Unidos

Turismo do enxoval
Hoje no nono mês de gravidez, a advogada e contadora paulistana Irene Kim, de 33 anos, chegou a Miami em julho para fazer o enxoval do seu primeiro filho.

Durante as compras, Kim diz que se sentiu mal e soube que corria o risco de ter uma coagulação se viajasse de avião antes do nascimento.

Ela então decidiu fazer o parto na cidade e, ao descobrir que o filho ganharia a cidadania americana, passou a considerar migrar legalmente para os Estados Unidos nos próximos anos.

“Aqui a educação é gratuita, enquanto no Brasil uma educação de qualidade consome grande parte da renda familiar”, justifica.

Outra razão para se mudar, diz Kim, é a insegurança no país.

A empresária Bianka Zad também se prepara para se migrar legalmente para os Estados Unidos com o marido e o filho Enrico, nascido em Miami.

Ela diz ter colocado à venda terrenos e a casa em que a família mora em Aphaville, condomínio de luxo em São Paulo, para se mudar em 2018.

“O Brasil é um país que não tem a ordem que vemos aqui na América”, ela diz.

“Quando você vai e conhece a América, você se apaixona”.

 

FONTE: G1.


Condenada por jogar filha na Lagoa da Pampulha obtém condicional

Crime aconteceu em janeiro de 2006 em Belo Horizonte.
Benefício foi concedido pela Vara de Execução Criminal.

Bebê encontrado em sacola plástica na Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Bebê foi encontrado em sacola plástica na Lagoa da Pampulha, em BH,  em janeiro de 2006.

A Justiça concedeu, nesta segunda-feira (23), a liberdade condicional a Simone Cassiano da Silva, mulher condenada por jogar a filha na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. O crime, que chocou o país, aconteceu em janeiro de 2006, quando a criança tinha dois meses de vida.

Segundo a decisão do juiz da Vara de Execução Criminal de Belo Horizonte, Guilherme de Azevedo Passos, Simone terá que cumprir alguns procedimentos para manter o benefício. Entre eles, está o comparecimento bimestral à Justiça para comprovação de trabalho e residência. Ela também não poderá se ausentar por mais de 20 dias da Região Metropolitana de Belo Horizonte, sem comunicado prévio.

Até esta terça-feira, Simone Cassiano cumpria pena no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, na Região Leste da capital, em regime aberto – no qual o detento apenas passa as noites e os fins de semana na unidade prisional. Ela foi condenada, em 2007, a nove anos de prisão por tentativa de homicídio.

De acordo com o TJMG, Simone Cassiano tinha direito à liberdade condicional desde dezembro do ano passado. Entretanto, na época, a Justiça negou o benefício após avaliação de um relatório do comportamento de Simone no sistema prisional.

Entenda o caso
Simone Cassiano foi presa em flagrante em 29 de janeiro de 2006. Segundo o inquérito policial, ela escondeu a gravidez de toda a família e do namorado. Assim que a mãe e a menina foram liberadas da Maternidade Odete Valadares, em 28 de janeiro de 2006, Simone teria jogado a filha na lagoa. Um casal e um vigia que passavam pelo local resgataram a menina que estava boiando dentro de um saco de lixo preto. A criança foi adotada por uma família escolhida pela Justiça.

FONTE: G1.


Na edição deste blog procuramos divulgar notícias e fatos que tenham relação direta ou indireta com o DIREITO, principalmente, e também há espaço para notícias e fatos interessantes e de grande repercussão. Evitamos o “sangue” que jorra de alguns jornais. Por isto pedimos desculpas pela veiculação da notícia que segue, mas não podíamos fingir que não vimos. Mais médicos vão resolver este caso (e outros parecidos)? 😦

 

A polícia vai investigar a denúncia de uma família do Espírito Santo, que teria sido orientada por funcionários do Hospital Menino Jesus, na cidade de Itapemirim, a guardar o corpo de um recém-nascido na geladeira de casa até o enterro. A família contou que o parto foi prematuro e que o bebê ficou por oito horas no refrigerador até ser sepultado.

Segundo o hospital, foi formada uma comissão para investigar o caso. Já a Prefeitura de Itapemirim esclareceu que a unidade de saúde não acionou a assistência social após a morte da criança.

A mãe contou que estava grávida de um casal, e que um dos bebês morreu dez minutos após o nascimento. Ela foi transferida para outro hospital, para tentar dar à luz ao segundo filho, que também não resistiu. Ainda segundo a mulher, o bebê foi entregue ao pai em uma caixa de papelão, para ser levado para casa e colocado na geladeira.

FONTE: Itatiaia.


 

Agente de saúde faz teste rápido para detectar o vírus: estudo traz nova esperança na batalha para combater a doença (Gladyston Rodrigues/EM DA Press)
Agente de saúde faz teste rápido para detectar o vírus: estudo traz nova esperança na batalha para combater a doença

Brasília – Após o anúncio da cura funcional de um bebê americano infectado com o HIV, duas semanas atrás (VEJA AQUI!), pesquisadores franceses divulgaram, ontem, que 14 pacientes adultos se livraram dos efeitos do vírus da Aids mesmo depois de suspenderem o tratamento com as drogas antirretrovirais. Da mesma forma como ocorreu com a criança nos Estados Unidos, esses pacientes não se livraram totalmente do micro-organismo causador da síndrome – ele permanece no corpo, mas em quantidades mínimas e quase indetectáveis.

Com esse baixíssimo índice de contágio, o sistema imunológico dos pacientes se mostrou capaz de evitar a multiplicação do vírus, impedindo que qualquer sintoma se manifestasse. Os resultados, descritos em artigo publicado na revista Plos One Pathogens, são animadores e parecem colocar o ser humano mais perto da cura completa do mal.

Os 14 pacientes atendidos pela equipe de Asier Sáez-Cirión, da Unidade de Regulação das Infecções Retrovirais do Instituto Pasteur, em Paris, estão sem a medicação há sete anos em média. Antes disso, foram tratados por cerca de três anos. O longo período sem o coquetel e a idade dos pacientes fazem com que o estudo seja recebido com mais otimismo do que o caso do bebê americano.

O francês acompanhou 70 indivíduos soropositivos. Todos começaram o tratamento entre 35 dias e 10 semanas após a infecção, mais cedo do que a prática normalmente adotada nas instituições de saúde. Eles tiveram a interrupção da medicação por motivos aleatórios. Na maioria dessas pessoas, o vírus, que antes era controlado pela medicação, voltou em grandes quantidades. No entanto, quatro mulheres e 10 homens foram uma surpreendente exceção.

PRECOCE

Para esses 14 pacientes, os coquetéis não precisaram ser ministrados novamente. Os níveis do vírus no sangue se mantiveram baixos e até indetectáveis em alguns. E um paciente já atingiu 10 anos e meio sem qualquer medicação. Sáez-Cirion alerta que essa não pode ser vista como a erradicação da doença, mas demonstra que soropositivos podem viver claramente sem comprimidos por um longo período de tempo.

Ele ressalta que seu time de especialistas verificou que os adultos “curados” não fazem parte do grupo conhecido como “controladores de elite”, pessoas naturalmente resistentes ao HIV, por possuírem genes capazes de codificar proteínas que combatem o vírus.

RESERVATÓRIOS

A descoberta pode ser vista como um indicativo de que a pesquisa médica deva olhar mais profundamente para o sistema de defesa do corpo que apenas estar focada no funcionamento do vírus. Unaí Tupinambás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acredita que o estudo traz uma lição interessante de que talvez essa seja a hora de olhar para o ser humano, o hospedeiro do HIV. “O que algumas pessoas têm que controla a infecção pelo vírus? A dúvida é quais pacientes se beneficiariam de um tratamento mais precoce e por que isso acontece”, avalia. Segundo Tupinambás, a busca deve estar em descobrir qual característica imune torna esses pacientes diferentes. Em seguida, seria possível trabalhar na reprodução da estratégia para outros soropositivos.

O infectologista Alberto Chebabo, do Laboratório Exame e do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), reforça que, apesar de os resultados terem sido recebidos com bastante otimismo pela comunidade médica, não significam de forma alguma que o tratamento possa ser interrompido pelos pacientes à revelia de orientação médica. “Os pacientes que participaram do trabalho foram acompanhados muito de perto e boa parte dos exames feitos nem está à disposição da clínica diária. É importante entender que os resultados precisam ser repetidos e comprovados.”

FONTE: Estado de Minas.


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