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Há motorista tão pão-duro que o seu carro sente somente o odor do combustível. Mas, com essa tentativa de economizar, ele pode acabar pagando caro na manutenção
 (Arte: Estado de Minas)
Passa um posto, o motorista olha para o ponteiro e continua rodando. Outro se aproxima, ele dá uma pequena conferida no mostrador e segue o seu caminho. Mesmo com a luz amarela acesa, alertando para uma possível pane seca, ele prefere “deixar para o próximo”. E assim vai, como sempre faz. Mas essa ilusão de estar economizando ao evitar as bombas pode acabar aumentando os gastos com manutenção, além de gerar uma multa por permitir que o veículo fique imobilizado por falta de combustível. Essa atitude de rodar constantemente com o tanque quase vazio (o nível da reserva pode variar entre 5 e 10 litros) pode trazer danos a alguns componentes do sistema de alimentação e fazer com que a conta da oficina fique mais alta. 

Se bobear, dança

Queima da bomba de combustível. Esse é um dos problemas que o motorista que adora rodar com a luz amarela de alerta de pane seca pode ter. E o conserto não sai barato, pois dependendo do modelo, uma bomba pode custar até R$ 300. Isso sem falar no preço da mão de obra para a troca e no transtorno que vai provocar, dependo da hora e do local em que ela queimar.

Para quem não sabe, a bomba tem como função levar o combustível que está no tanque para o sistema de alimentação do motor. Atualmente, a maioria delas é acionada por um motor elétrico e fica dentro do tanque. Talvez por isso, muitos mecânicos afirmam que ela pode queimar caso não esteja completamente submersa no combustível, que teria a função de resfriá-la. Mas a verdade é que ele pode ajudar na refrigeração, mas a bomba não queima pelo fato de não estar mergulhada por inteiro. “Isso não provoca a sua queima, embora ajude no resfriamento e possa, com isso, prolongar a sua durabilidade”, afirma o responsável pelo treinamento técnico e comercial da Bosch, fabricante do componente, Vilmar Betarellor.

O indicador do nível de combustível não deixa margem a dúvida quando a luz amarela acende: a energia está perto do fim (Divulgação)
O indicador do nível de combustível não deixa margem a dúvida quando a luz amarela acende: a energia está perto do fim

NO AMARELO Ele explica que para facilitar a captação de combustível dentro do tanque, a bomba trabalha dentro de um “copo”, com alguns furos na base. Isso evita que ela deixe de sugar quando o carro faz uma curva, mesmo com o nível baixo. Vilmar alerta que o problema maior de quem roda sempre com o tanque na luz amarela é a sujeira, que fica acumulada no fundo do tanque e vai acabar sujando o pré-filtro – componente que também fica dentro do tanque. “Com o tempo, ele vai ficar entupido (na maioria das vezes, antes da manutenção preventiva), provocando a queima da bomba, que não vai conseguir aspirar o combustível”.

Quanto à manutenção do componente, ele disse que ela é estabelecida pelo fabricante do veículo, que recomenda os intervalos de troca do pré-filtro e do filtro de combustível externo. “A durabilidade vai depender exatamente da qualidade dessa manutenção. Se ela for benfeita, a bomba pode durar o mesmo que o motor do veículo”, afirma. A Bosch alerta que não existe reparo de bomba de combustível. Uma vez diagnosticado algum tipo de problema, ela deve ser substituída, pois trata-se de um produto “selado”, que se for aberto perde a garantia de funcionamento perfeito.

MULTA Além da conta da manutenção, o dono do carro que anda sempre com o tanque na reserva pode ter outras dores de cabeça, pois o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em seu artigo 26, diz que: “Antes de colocar o veículo em circulação nas vias públicas, o condutor deverá verificar a existência e as boas condições de funcionamento dos equipamentos de uso obrigatório, bem como assegurar-se da existência de combustível suficiente para chegar ao local de destino”. O artigo 180 do CTB define como infração de natureza média deixar o veículo imobilizado na via por falta de combustível, independentemente de estar atrapalhando o trânsito. Isso resulta em multa de R$ 85,13, quatro pontos no prontuário e até a remoção do veículo, dependendo do local. Por isso, se quiser mesmo economizar, abasteça antes de chegar à reserva.

FONTE: Estado de Minas.

Mais de cem agentes participaram do cerco ao local onde o suspeito estava (REUTERS/Shannon Stapleton)
Mais de cem agentes participaram do cerco ao local onde o suspeito estava

Dzhokha Tsarnaev, de 19 anos, foi preso depois de um forte cerco na cidade de Watertown, na Região Metropolitana de Boston. O jovem estava dentro de um barco, no quintal de uma casa, e foi cercado por mais de 100 militares. Ele estava sangrando e apresentando sinais de fraqueza. Policiais e moradores vizinhos aplaudiram o momento em que Dzhokha se entregou.

No início da noite desta sexta-feira, policiais encontram um rastro de sangue que ia até a embarcação colocada no quintal de uma residência em Watertown. Rapidamente centenas de policiais foram levados ao local e durante o cerco foram escutados novos disparos durante a ação. A detenção foi confirmada pela polícia local.

Dzhokha Tsarnaev, de 19 anos escapou de um tiroteio com a polícia na noite de quinta-feira e era procurado em uma área de 20 quadras. Viaturas blindadas, helicópteros  e mais de nove mil agentes estavam sendo usados nas buscas pelos suspeitos pelos ataques que deixaram três mortos e mais de 180 feridos no final da Maratona do Patriota, em Boston.

Em uma outra operação, três outras pessoas foram detidas, elas são suspeitas de terem participação nas explosões realizadas nesta seguna-feira.

FONTE: Estado de Minas.

Composto de vitaminas A, D e E, de uso veterinário, é vendido ilegalmente, o que mostra falhas na fiscalização

Brasília – É difícil medir com exatidão o poder devastador das “bombas” e demais substâncias usadas para melhorar a performance na atividade física. Não há no Brasil números sobre mortos ou internados por esse motivo. O que se tem, de concreto, é o drama silencioso vivido por pais, mães, irmãos, filhos, maridos e mulheres. Entre os produtos mais letais estão os de uso veterinário — muitos com venda limitada e controlada. Só em 2012, a Polícia Federal apreendeu 1.110 medicamentos ilegais para animais. A fiscalização é falha nos pontos de venda.

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Um composto de vitaminas A, D e E para cavalos virou febre entre os jovens atualmente. Em Vitória da Conquista (BA), duas pessoas que injetaram o composto estão internadas. “Eles perderam músculos, algo que não pode ser enxertado. O menino pode ter perda de movimentação do braço, a menina pode ter perda no caminhar”, explica a médica Bianca Oliveira. Segundo ela, das coxas e nádegas da moça foram retirados quase seis litros de pus. Apesar de não correrem mais risco de morrer, devido ao estado de necrose avançado eles devem ficar pelo menos mais dois meses no hospital, sob observação, explica.

Mike Jefferson Silveira de Lira não teve a mesma sorte. O rapaz, de 26 anos, morador de São José do Rio Preto (SP), se achava franzino, apesar do abdômen definido, dos braços musculosos e da força acima da média. Segurança de uma boate, o rapaz já usava esteróides quando recebeu o conselho de um amigo para injetar nos braços anabolizantes para cavalos. Mike não teve nenhuma dificuldade para comprar o produto, de uso restrito veterinário.

O Equi-boost, indicado pelo amigo do segurança, é um esteroide exclusivo para animais de competição. Com a primeira injeção, o jovem já começou a se sentir fraco e chegou a desmaiar. Mike aplicou novamente o anabolizante e teve três paradas cardíacas. Morreu em casa, no colo da mãe, deixando uma filha de apenas 1 ano.

A morte ocorreu em setembro de 2009, e somente agora, quase quatro anos depois, a família teve forças para entrar na Justiça contra a empresa agropecuária que vendeu o anabolizante de cavalo a Mike. “Venderam sem receita, sem sequer questionar por que ele poderia querer um remédio de cavalo”, acusa a mãe do jovem morto. A Polícia Civil, que investigava o caso à época, chegou a pedir a exumação do corpo do rapaz um mês após a sua morte. Mas o laboratório que fez os exames no cadáver alegou que não tinha material específico para identificar a presença do anabolizante.

O Ministério da Agricultura é responsável por fiscalizar os cerca de 35 mil estabelecimentos que vendem remédios veterinários no Brasil. Coordenador substituto da área na pasta, Egon Vieira da Silva reconhece as dificuldades. “Mal conseguimos visitar todas as casas uma vez por ano. Dependemos das secretarias de Agricultura dos estados ou de denúncias”, lamenta Egon. De acordo com ele, ciente das ilegalidades na venda dos produtos, o governo reviu a lista de substâncias de uso e comercialização proibidos recentemente: de cerca de 30 itens, a relação passou a ter 120.

FONTE: Estado de Minas.


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