Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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A atual falta de compromisso dos estudantes de Direito com os estudos

O advogado Paulo Silas Taporosky Filho publicou um texto muito interessante no site Empório do Direito tratando da forma como o estudantes de Direito hoje constroem o próprio conhecimento.

Segue o interessante texto e, depois, algumas considerações sobre ele.

Poucos querem aprender direito!

O que me levou a escrever o que segue foi uma postagem realizada em uma página de humor jurídico no Facebook. O que era para se tratar apenas de uma piada, pelo menos aparentemente (e assim espero), evidenciou um problema gritante que permeia o ensino jurídico: o total descompromisso de alguns estudantes. É o direito sendo levado nas coxas.

O problema vem sendo denunciado de maneira contumaz por nomes como Lenio Streck, Alexandre Morais da Rosa e André Karan Trindade, cujos autores demonstram toda a problemática existente no ensino jurídico. Professores mal preparados, cursinhos preparatórios que ensinam apenas decoreba e “macetes infalíveis” para passar em concursos, além ainda de faculdades que não passam muito longe disso, estão entre as causas do caos que vem se alastrando na academia. No entanto, para além de tais aspectos que contribuem para o declínio da coisa, temos também como fator responsável parte daqueles que deveriam querer aprender, mas optam pelo conforto epistêmico. Ali, onde tudo é mais fácil, onde se obtém o “conteúdo” mastigado por meio de resumos, onde os manuais facilitados são puramente objetivos (irrefletidos), é que residem os alunos preguiçosos, os quais não estão preocupados em aprender, mas meramente em decorar o suficiente para passar na prova – e posteriormente no concurso.

Quanto à postagem em questão, assim dizia a imagem: “QUEM GOSTA DE ESTUDAR DETALHADAMENTE É ALUNO DE MEDICINA… ALUNO DE DIREITO GOSTA MESMO É DE RESUMÃO DA INTERNET”. A frase é de causar um reboliço no estômago. Particularmente, achei a piada de mau gosto. No entanto, sou forçado a reconhecer que a postagem apenas traduz a realidade de grande parte dos estudantes de direito. Os comentários realizados na postagem corroboram para com tal análise. Dentre os diversos, dos quais poucos se salvavam pela irresignação com o conteúdo ali exposto, eis alguns dos mais escabrosos:

“Depois que descobri o passei direto, com um mundo de resumos a minha disposição, estudar jamais kkkk”

“vou ler não que tem resumo na internet. Vou copiar não que tem resumo do e-mail”

“kkkkkkkkkkkkkkkkk, tão eu…”

“ler doutrina é para os fracos.. a gente gosta mesmo é de vídeo aula kkkkkkkkk”

“”livro grande de letra pequena” ai esse professor de civil é iludido”

“Vivendo de sinopses e códigos comentados hahahahahaha”

“Já inicio a busca com “resumo de…””

“Estudar Direito é: chegar um dia antes da prova e procurar vídeos no Prova Final do Youtube”

“noix gosta mesmo é de uma doutrina esquematizada, umas vídeos aulas, um resumo massas”

“Pura verdade. Eu adoro um resumão, resuminho até mesmo um resumo kkkkkk”

E por aí vai… Escabroso. Assustador. Indigesto. Faltam-me palavras. Manifestar-se publicamente que não se estuda como deveria, que está se levando o curso nas coxas, que finge que aprende, pior, demonstrando orgulho por tal modo de (não) agir, é tão ignóbil quanto aqueles indivíduos que publicam fotos se gabando do crime que praticaram.

O curso de direito, atualmente bastante saturado, está cheio de “alunos” assim. Busca-se muitas vezes apenas o status de “Estudante de Direito” (com E e D maiúsculos). A pose é necessária para sustentar o próprio Ego. Fabiano Oldoni publicou há pouco em sua página no Facebook: “Não basta tirar foto ao lado do jurista famoso, é preciso ler suas obras”. Corretíssimo! O tipo de estudante de direito preguiçoso quer apenas o glamour de receber curtidas dos amigos na foto que tirou ao lado do jurista famoso, mas não quer aprender sobre o que sustentam ou como se posicionam os autores que “admira”. Pura busca por status, mas também mero engodo.

Estudar direito não é fácil. Pelo menos para aqueles que de fato estudam. Aos que se enganam e logram terceiros fingindo que estudam, resta o pesar. Tal cenário caótico há de mudar. A esperança é a última que morre.

Fonte: Empório do Direito

Mais de uma vez escrevi que estudar dói, e dói porque demanda tempo e concentração. Dói porque há muito o que se estudar, em especial no universo jurídico, onde a densidade dos conteúdos é grande.

Isso gerou um campo propício para esquemas e estudos facilitados, métodos revolucionários de aprendizagem que NÃO entregam o prometido, tudo em busca da otimização do tempo, o mais precioso e caro artigo de luxo no universo dos estudos.

Estudar toma tempo. E muito!

É verdade que os modelos de provas aplicados hoje em dia facilitam o surgimento de aulas e doutrinas direcionados para objetivos específicios, como o Exame de Ordem e certos concursos públicos. E é natural que seja assim, pois o estudante que atingir seu objetivo primário com eficiência. Jamais recomendaria a leitura de um Curso de Direito Civil para quem está estudando essa disciplina para a OAB. A equação conteúdo x tempo nunca fecharia, e o candidato negligenciaria as demais disciplinas.

A reprovação seria praticamente certa.

Um bom aluno da faculdade, dizem, não precisaria estudar para a OAB. Entretanto, as estatísticas da prova dizem o contrário: todos precisam estudar, e precisam pois a OAB tem características próprias, construída para atender a demanda de praticamente 120 mil candidatos a cada edição: é uma prova de massa.

E sendo prova de massa precisa ter caracteríticas específicas, como a padronização da correção das provas, por exemplo.

E é prova de massa porque nós hoje temos 1.306 faculdades de Direito espalhadas pelo país, formando a cada ano aproximadamente 100 mil novos bacharéis.

A conta não fecha!

E o modelo de estudo direcionado para a OAB e para os concursos terminou por, assim dizer, contaminar o estudo jurídico. O que é grave!

O mercado – destino final de todos – pouco se importa com essas nunaces, pois ele, o mercado, tem lógica própria, e uma lógica completamente desprovida de sentimentos: ele segrega e ponto final. Quem não diferencia é inexoravelmente condenado a receber remunerações ínfimas.

Sim! O jovem advogado hoje é uma commoditie. Como ele existem centenas de milhares de outros iguais, com uma base de conhecimentos aproximada, fruto do sistema de apendizado denunciado pelo Dr. Paulo Silas Taporosky Filho.

Estudar muito, e dar densidade ao próprio conhecimento, é a forma mais evidente – e eficiente – de fugir do lugar comum.

Repetindo: o mercado não está nem aí para ninguém. Ou se diferencia, e estuda muito para isto, com material e doutrina de qualidade, ou vai amargar o que há de pior no universo profissional, incluindo aí o desemprego.

FONTE: Blog Exame de Ordem.


Cada vez mais quente
Moradores de BH enfrentaram mais um dia de sol forte, com os termômetros chegando a 36,6°C, recorde do ano na capital.
Chegada da chuva deve amenizar a situação

 

Sistema SolarO forte calor dos últimos dias levou a diversas brincadeiras nas redes sociais

A “bolha de calor” que está sobre Minas Gerais desde o começo da semana passada levou a mais um recorde de temperatura em Belo Horizonte, com os termômetros alcançando 36,6°C, maior marca do ano na capital. O recorde histórico na cidade é de 37,1°C, registrado em outubro de 2012. E para enfrentar tanto calor em pleno domingo, dia de lazer, os belo-horizontinos optaram por roupas leves e muita hidratação à base de água de coco e caldo de cana.  No fim da tarde, uma chuva ligeira em algumas regiões da capital aliviou um pouco o calor.
Na Praça da Liberdade, Região Centro-Sul de BH, o bancário Alexandre Júnior da Silva, de 38 anos, e a mulher, a auxiliar administrativa Valéria Barbosa, de 38, estenderam uma canga sobre o gramado, onde deitaram o filho, Achilles Emanuel, de 7 meses, enquanto aproveitavam a brisa no espaço aberto. “Viemos em busca de ar puro para refrescar um pouco. Escolhemos ficar em um lugar próximo à fonte de água potável para mantermos a mamadeira sempre abastecida. Também trouxemos suco de laranja”, disse Alexandre. O sobrinho do casal, Thales Rafael Nunes Barbosa, de 12, aproveitou para tirar a camisa e brincar. “Neste calor, também gosto muito de ir para a casa de meu avô, onde tem horta e muitas árvores. Lá, tomo banho de mangueira e também dou banho nos cachorros.”
Nas praças, as fontes de água eram um oásis para quem queria se hidratar e se refrescar. Molhar o rosto, a cabeça, as mãos e os braços era a solução para quem saiu de casa para caminhar e buscava minimizar os efeitos do dia mais quente do ano. “Buscamos locais com sombra e muito verde. Parece que isso ajuda a afastar o calor”, afirmou a estudante Laura Pimenta da Silva, de 23. Ela e o namorado, que gostam muito de passear nas áreas verdes no entorno da capital, ontem foram para a Praça da Liberdade.
No entorno da Lagoa da Pampulha, quem gosta de se exercitar não abriu mão de pedalar na ciclovia, apesar do sol forte. As barracas de água de coco e de caldo de cana, comuns na região, se tornaram pontos obrigatórios para quem queria se manter hidratado. Por toda a orla, havia filas nas barracas e trailers, fazendo a alegria dos comerciantes. O casal Diego Nascimento Camargos, de 26, e Bruna Dorneles Foureaux, de 19, recorreu à água de coco e aproveitou para dar a bebida ao filho Fernando, de 7 meses.
“Hoje está muito mais quente do que nos últimos dias. O Fernando estava suando muito, de escorrer. Tiramos a camisa dele e viemos para o ar livre”, afirmou Diego. Para o vendedor de água de coco Wilson Werneck, de 57, o calor não trouxe nenhum incômodo. Pelo contrário, pois aumentou seu faturamento. “Vendi 250 cocos”, informou.
Na fila para comprar caldo de cana, o bancário Marcus Paulo Fernandes, de 23, não reclamou da espera até ser atendido. “Não estou com pressa”, disse. Para ele, o ideal ontem seria ficar todo o tempo em uma piscina bem gelada. “Sou muito calorento e hoje está muito quente”, disse.MAIS CALOR As temperaturas vão continuar elevadas em Belo Horizonte e no interior pelo menos até amanhã, mesmo com a chegada de uma massa de ar polar ao estado, vinda do Sul do país. A máxima ontem no interior foi de 40,4°C em São Romão, no Norte de Minas, mas cidades do Noroeste, como Unaí, Paracatu e Arinos, também enfrentaram calor acima de 40°C.
No Triângulo Mineiro e no Sul do estado, foram registradas pancadas isoladas de chuva, que pouco ou nada adiantaram para diminuir o calor. Uberlândia, Uberaba, Araguari, Campina Verde e Ituiutaba, no Triângulo, tiveram máxima acima dos 40°C. Com a onda de calor no Sul de Minas, onde o clima normalmente é mais ameno, a temperatura ficou acima dos 36° em Varginha, Pouso Alegre e Poços de Caldas.
A diminuição do calor está condicionada à chegada de uma frente fria no Sudeste do país. O Climatempo alerta para a possibilidade de pancadas de chuva forte, com granizo, raios e trovões na Zona da Mata, Campo das Vertentes e Sul de Minas. Já as regiões Norte e Jequitinhonha devem continuar com o clima quente e seco.

FONTE: Estado de Minas.


Provas serão nos dias 26 e 27 de outubro, afirmou Aloizio Mercadante.
‘A grande mudança vai ser no maior rigor com a redação’, diz o ministro.

 

O ministro Aloizio Mercadante e o presidente do Inep, Luiz Claudio Costa, divulgam as regras do Enem 2013 (Foto: Vitor Matos/G1)
O ministro Aloizio Mercadante e o presidente do
Inep, Luiz Claudio Costa, divulgam as regras do
Enem 2013

As inscrições para a edição de 2013 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão abertas na segunda-feira (13), afirmou nesta quarta-feira (8) o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Segundo a pasta, o edital com todas as normas da prova deve ser publicado na edição de quinta-feira (9) do “Diário Oficial da União”.

Segundo Mercadante, as provas serão realizadas nos dias 26 e 27 de outubro. Os portões serão abertos às 12h (horário de Brasília).

O ministro afirmou que o período de inscrições vai dos dias 13 e 27 de maio, e os candidatos terão até o dia 29 de maio para pagarem a taxa de inscrição, que foi mantida no valor de R$ 35.

Neste ano, a logística do exame deve envolver 1.632 municípios brasileiros. O MEC estima que será necessária a impressão de 13,5 milhões de provas para os candidatos.

‘Maior rigor com a redação’
As regras de correção do Enem serão semelhantes às da edição de 2012. Porém, segundo Mercadante, “a grande mudança vai ser no maior rigor com a redação”. Para isso, algumas medidas foram tomadas.

Para coibir tentativas de deboche na prova, um item será acrescentado no artigo do edital que fala sobre as razões para que uma redação receba nota zero do MEC. O item 14.9.5 do edital que deve ser publicado na quinta-feira afirma que a redação “que apresente parte do trecho deliberadamente desconectada com o tema proposto, que será considerada ‘anulada'”.

A nova regra já estava em debate pela comissão que elabora o edital do Enem, depois que candidatos que no último Enem inseriram receita do miojo e o hino do Palmeiras no texto ganharam notas 560 e 500, respectivamente. Esse tipo de teste ao Enem, agora, será punido com a nota zero.

Além disso, uma das cinco competências exigidas pela redação será mais rígida: trata-se da quinta, que fala sobre o “domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa”. A partir deste ano, erros de português só serão desconsiderados quando forem uma “excepcionalidade” e quando “não caracterizem reincidência”. O objetivo é evitar que redações com poucos desvios gramaticais ou convenções de escrita recebam a nota máxima na prova.

“A banca tem que justificar que aquele desvio é excepcional para justificar uma nota máxima”
Aloizio Mercadante, ministro da Educação

A partir deste ano, caso queira dar nota 1.000 para uma redação que contenha algum desvio, o ministro afirmou que “a banca tem que justificar que aquele desvio é excepcional para justificar uma nota máxima”.

Terceiro corretor
Todas as redações do Enem são corrigidas por pelo menos duas pessoas. A necessidade de um terceiro corretor para reavaliar provas com notas discrepantes deve aumentar neste ano. Segundo o MEC, agora, todas vezes que as duas notas tiverem uma diferença de mais de 100 pontos, um terceiro avaliador corrigirá a prova para que se chegue à nota final. No ano passado, essa tolerância era de 200 pontos.

Se a nota em um das cinco competências (que vai de 0 a 200) tiver discrepância de 80 pontos, a redação também vai para o tercerio corretor.

Por causa da mudança, Mercadante afirmou que estima um aumento no número de redações que passem pela terceira correção. Em 2012, 21% das provas estiveram nessa situação. Agora, ele afirma que essa porcentagem chegue a um terço.

Para garantir uma correção mais rigorosa, Mercadante anunciou um aumento no número de corretores. Em 2012, foram contratados 5.692 corretores, 234 supervisores de avaliação, 468 auxiliares e dez subcoordenadores pedagógicos para o processo de avaliar as redações, mas mais de 300 deles foram afastados por não cumprirem os requisitos de qualidade.

Sobre o Enem
O exame do MEC é realizado uma vez por ano e tem cinco provas: quatro com questões de múltipla escolha e uma redação. Sua nota pode ser usada para processos seletivos centralizados pelo próprio ministério ou em vestibulares de instituições públicas e particulares que usam a pontuação do Enem parcial ou integralmente para selecionar seus calouros.

O Enem 2013 é obrigatório para estudantes interessados em disputar vagas em mais de 100 instituições federais e estaduais de ensino superior participantes do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Além disso, devem se inscrever para a prova vestibulandos que pretendem cursar a faculdade em uma instituição particular com bolsa de estudos parcial ou integral do Programa Universidade para Todos (Prouni).

FONTE: G1.



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