Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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BRT/MOVE
Um lado livre e outro sufocado
Proibição de circulação de ônibus convencionais e táxis em faixa exclusiva na Avenida Antônio Carlos provoca reclamações de motoristas, transtornos e congestionamento

 

 

Novas linhas começam a operar hoje na Antônio Carlos, mas desde ontem os ônibus comuns estão proibidos no corredor exclusivo




Motoristas e passageiros do transporte coletivo que passaram ontem pela Avenida Antônio Carlos começaram a perceber o que adiantou na terça-feira o presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar: “a passagem no purgatório para chegar ao paraíso”. No primeiro dia de fechamento do corredor exclusivo, que ontem recebeu os últimos ajustes para a entrada em operação do Move hoje, táxis e ônibus comuns circularam entre os carros particulares nas faixas mistas, com atraso nas viagens. E assim deve permanecer nas próximas três semanas, na avaliação do próprio dirigente da BHTrans. Houve também muitas reclamações, devido à falta de informações sobre os novos pontos de ônibus, já que muitas linhas que ainda rodavam pela busway voltaram ontem para as faixas comuns. 

Dois pontos de ônibus da Antônio Carlos, na altura do Bairro São Francisco, Região da Pampulha, concentraram muitos passageiros perdidos, que precisaram da ajuda de outros usuários para encontrar os locais corretos. O marceneiro Daniel Pereira da Cruz, de 56, foi para o ponto em frente à concessionária Forlan, perto do cruzamento com a Avenida Major Delfino de Paula, onde a linha 2210C (Piratininga Via Rio Branco) deveria parar. “Ele passou direto, nem os motoristas estão sabendo direito. Desse jeito, o trabalhador fica na mão”, afirmou. 

BRT AC

O supervisor de almoxarifado Eder Luiz Dias, de 44, esperava a linha 2211B (Planalto) na busway, quando percebeu algo errado. “Não vi movimento nenhum e estranhei. Como o outro ponto estava lotado, imaginei que seria ali, mas não vi circular nenhum tipo de informação sobre mudança nos pontos”, diz.

Ontem, apesar de o trânsito ainda não ter apresentado filas quilométricas, o fechamento da pista exclusiva significou a entrada de 191 ônibus dividindo espaço com os carros no horário de pico. O vendedor Júlio Cesar Evangelista, de 43, é morador do Bairro Colégio Batista, Nordeste, e gasta, de carro, normalmente cinco minutos de casa até a loja em que trabalha, no Bairro São Francisco, Pampulha: “Está bem agarrado. Gastei 25 minutos por conta dessas mudanças”.

Segundo ele, alguns funcionários da empresa de galvanização que usam ônibus para trabalhar se atrasaram ainda mais. “Gente que mora em Venda Nova e precisava estar aqui às 8h, chegou às 9h30”, completa. O auxiliar administrativo Maicon Ribeiro, 28, sai normalmente às 7h40 do Bairro Betânia, Oeste de BH, para chegar ao serviço, no Bairro Jaraguá, Pampulha, pouco antes das 9h. “Cheguei às 9h35. Se for continuar assim, vou precisar pegar o ônibus mais cedo”, lembrou. 

Na primeira fase do Move na Antônio Carlos, 40 mil passageiros serão beneficiados com a entrada em operação de três novas linhas troncais. A frota de 50 novos ônibus articulados e padroon sai da Estação Pampulha em direção ao Centro, à Lagoinha e aos hospitais. Mas 85 mil motoristas serão prejudicados ao dividir espaço com os ônibus e táxis. A expectativa da BHTrans é de que a situação melhore em três semanas, com a mudança gradativa do sistema atual para o Move e a substituição de linhas e extinção de outras. 

SINALIZAÇÃO e orientação  A BHTrans informou  que a retirada das linhas convencionais do corredor exclusivo, entre o Viaduto São Francisco e a barragem da Pampulha, vai minimizar os impactos do primeiro dia de operação do Move, além de finalizar a preparação da via com reforço de operações como limpeza e sinalização. 

Ainda segundo a BHTrans, os pontos de embarque e desembarque na pista exclusiva foram sinalizados com a informação “desativado” e com a indicação do novo local na pista mista. “Os novos pontos da pista externa foram implantados com a indicação das linhas. Alguns ainda não estão com a sinalização definitiva, mas contam com a provisória com todas as informações”, explica a nota. A empresa acrescentou que agentes da empresa estão orientado usuários no novos locais de embarque e desembarque e em todos os pontos desativados.

“É importante lembrar que é natural que exista um período de adaptação, especialmente nos primeiros dias de alterações. Com o início da operação da primeira fase do Move na Antônio Carlos e a transformação de linhas expressas em alimentadoras, oito linhas deixarão de circular na pista mista da avenida”, justificou a empresa.

FONTE: Estado de Minas.


MOVE » Um teste de alerta
Para fugir de pane no metrô, milhares de passageiros correram para os ônibus do novo sistema, que não conseguiu absorver a grande demanda e precisou ser reforçado com cinco veículos articulados
Move
Veículo articulado deixou de embarcar muitos passageiros e houve empurra-empurra, por causa da superlotação na Estação São Gabriel no início da manhã de ontem (FOTOS EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS)
Veículo articulado deixou de embarcar muitos passageiros e houve empurra-empurra, por causa da superlotação na Estação São Gabriel no início da manhã de ontem

Uma pane no sistema de informações do metrô de Belo Horizonte acabou servindo como um teste de fogo para o BRT/Move no segundo dia útil de operação do novo sistema. Mais do que cruzamentos invadidos por veículos e pedestres ou confusão por falta de sinalização e orientação comuns no dia anterior, bastou a velocidade dos trens do metrô ser reduzida de 60km/h para 25km/h na Linha 1 (Vilarinho/Eldorado) para que milhares de passageiros migrassem pela passarela da estação de integração São Gabriel das plataformas do metrô para as de ônibus. O sistema ficou saturado, com empurra-empurra nos embarques e passageiros deixados para trás por falta de lugar nos coletivos. Ontem, a reportagem do EM testou o desempenho de uma linha de bairro a bairro e de uma que leva até o corredor exclusivo do Move e constatou que o percurso sem baldeação é mais rápido.

Por causa da pane no metrô, a BHTrans teve de disponibilizar mais cinco veículos articulados para que as linhas 82 (São Gabriel/Savassi) e 83 (São Gabriel/Centro), Paradora e Direta, não entrassem em colapso. Segundo um especialista consultado pelo EM, nem se o Move estivesse operando com as todas as linhas troncais previstas conseguiria absorver o número de passageiros do metrô.

O defeito no sistema de sinalização do metrô ocorreu em pleno horário de pico, das 7h30 às 9h15, no trecho entre as estações Waldomiro Lobo e São Gabriel, informou a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Por causa da dificuldade de orientação, os maquinistas tiveram de reduzir a velocidade das composições por segurança.

Irritados com os atrasos e incomodados pelo abafamento gerado pela redução do sistema de ventilação, que funciona conforme a movimentação dos carros, os passageiros que chegaram à Estação São Gabriel viram no Move uma solução. Muitos encontraram a Estação Vilarinho com catracas fechadas por correntes, para que mais pessoas não entrassem nos trens, e também recorreram ao Move.

“Tenho de chegar à fábrica onde trabalho às 8h, mas acho que não vou conseguir”, lamentou a operária de confecção Eliane Aparecida Militão, de 38 anos, que aguardava a vez de embarcar no Move. “Aqui está tão tumultuado como no metrô. É mais uma opção, mas não está atendendo”, constatou. Normalmente, ela usaria o metrô pela Estação São Gabriel para ir de sua casa, no Bairro Nazaré, para o local de trabalho, no Funcionários, Centro-Sul da capital.

Por volta das 7h30, a partida de um veículo da linha 83D chegou a ser atrasada em cerca de dois minutos porque o excesso de passageiros impedia o fechamento de uma das quatro portas. “Se não apertar direito, não sai”, avisou um funcionário da BHTrans. Coletivos das linhas 82 (Estação São Gabriel à Savassi, passando pela área hospitalar) e 83P (mesmo trajeto da 83D, só que parando em oito estações na Avenida Cristiano Machado) também saíam com pessoas até encostadas nas portas. Filas extensas se formaram nas catracas.

RISCOS  O número de passageiros aglomerados nas plataformas foi muito superior ao registrado na segunda-feira e causou riscos, já que a multidão acabou se precipitando para a beirada da estrutura, muito perto de onde os ônibus articulados param. O problema é que não havia agentes de embarque ou avisos postados antes da linha amarela de segurança ao longo da plataforma, que foi ultrapassada como se não existisse.

Das janelas dos veículos passageiros reclamaram da superlotação fazendo gestos com os dedos. A grande quantidade de usuários, acima do esperado para as três linhas em operação, fez com que mais espaços fossem ocupados nas instalações ainda em obras, com movimentação de maquinário pesado, material de construção e operários.

Para o especialista em transporte e trânsito e professor da Fumec Márcio Aguiar, mesmo que o Move estivesse em pleno funcionamento, transportando as cerca de 700 mil pessoas por dia, não seria capaz de absorver a demanda do metrô. “O BRT é um sistema de média capacidade, que transporta uma quantidade razoável de passageiros (cerca de 150), enquanto cada vagão do metrô chega a transportar 250 pessoas, ou seja, até 1 mil quando estiver cheio”, calcula.

Mas o teste não programado teria servido para conhecer as limitações do sistema, avaliar a capacidade de resposta operacional e de introduzir mais ônibus em casos extremos. Os cinco carros adicionados pela BHTrans rodaram apenas durante o problema no metrô, segundo a empresa. Logo depois de a situação se contornada, a frota voltou a 18 coletivos.

Além dos passageiros que não haviam conseguido pegar o metrô, o BRT foi procurado por gente que queria ver se o sistema era boa alternativa aos ônibus BHBus.

Tumulto no Move foi provocado por falha no sistema de informação do metrô
Tumulto no Move foi provocado por falha no sistema de informação do metrô
 
FONTE: Estado de Minas.

Avenida Padre Pedro Pinto será interditada nesta quarta para obras da BHTrans

A avenida Padre Pedro Pinto, entre a rua das Pedrinhas e avenida Dom Pedro I, no sentido bairro/Centro, em Venda Nova, será interditada a partir das 9h30 desta quarta-feira (12). De acordo com a BHTrans, a alteração no tráfego é necessária para obras do BRT/Move.

Ainda conforme a empresa, os locais serão sinalizados com faixas. Além disso, agentes da BHtrans e da Guarda Municipal irão orientar os pedestres e motoristas.
Desvios
Sentido bairro/Centro: rua Padre Pedro Pinto, rua das Pedrinhas, rua Antônio Rocha, avenida Pedro I,…
Sentido Bairro /MG10-Confins: rua Padre Pedro Pinto, avenida Álvaro Camargos, avenida Vilarinho, rua das Melancias, avenida Cristiano Guimarães, avenida Dom Pedro I,…
Transporte coletivo
As linhas 61, 63, 64, 65, 6350, 2207, 2234A, 2234B, 2208B e 2224C terão o itinerário alterado em função da interdição.
Outras informações podem ser obtidas no site da BHTrans
BHTrans/Divulgação
interdição da avenida padre pedro pinto

 FONTE: Hoje Em Dia.


As linhas que vão passar pela Cristiano Machado começam dia 8 de março.
Saiba como vai operar o novo sistema em detalhes.

A Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHtrans) confirmou, nesta sexta-feira (28), que o Move, nome dado ao BRT (sigla para Transporte Rápido por Ônibus em inglês) vai começar a circular no dia 8 de março. A informação havia sido divulgada no dia 12 de fevereiro. A primeira data de início do Move era 15 de fevereiro, mas a empresa disse que começariam os testes operacionais.

De acordo com a BHTrans, as linhas vão começar a operar de forma gradativa. No dia 8, entram em funcionamento as linhas troncais que vão circular na Avenida Cristiano Machado, entre as estações São Gabriel e Central. As atuais linhas alimentadoras – que ligam os bairros à estação de integração – vão se ligar às novas.Entenda como será a operação

– Linha 83D – Estação São Gabriel/Centro-Direta, que sairá da Estação São Gabriel para o Centro, sem parar nas estações de transferência da Avenida Cristiano Machado;

– Linha 83P – Estação São Gabriel/Centro-Paradora, que sairá da Estação São Gabriel, com destino ao Centro, parando nas estações de transferência da Avenida Cristiano Machado;

– Linha 82 – Estação São Gabriel/Savassi Via Hospitais sairá da Estação São Gabriel e vai circular pela Avenida Cristiano Machado, parando nas estações de transferência, e seguindo  pela Avenida dos Andradas em direção à Área Hospitalar e Savassi.

No Centro, as linhas 83D e 83P  vão parar nas estações de transferência “São Paulo”, localizada na Avenida Santos Dumont, e “Tamoios”, na Avenida Paraná.

Nesta primeira fase, o Move vai circular entre 4h e 23h. No período noturno, os passageiros poderão usar as linhas convencionais que já circulam normalmente. Nos domingos e feriados, a linha troncal que irá circular é a 83P.

A estimativa da BHtrans é que, no início desta operação, as linhas da Avenida Cristiano Machado vão transportar cerca de 30 mil passageiros por dia útil. Ao todo, serão 18 ônibus em circulação nesta etapa.

Bilhetagem
De acordo com a BHtrans, o pagamento da tarifa, que não sofrerá aumento, deverá ser feito fora dos ônibus troncais. Todas as estações têm catracas eletrônicas, onde o usuário vai passar o cartão BHBus ou inserir o cartão unitário.

O cartão unitário pode ser comprado nas estações de integração, neste princípio na Estação São Gabriel, e nas estações de transferência. Nestes pontos também será possível recarregar o cartão BHBus.

A empresa alerta, no entanto, que as estações de transferência das avenidas Paraná e Santos Dumont não têm bilheteria. Para fazer a compra ou recarga de cartão, o usuário deve usar quiosques espalhados pelas esquinas da região, nos endereços abaixo:

– Rua Rio de Janeiro com Avenida Santos Dumont

– Rua São Paulo com Avenida Santos Dumont

– Rua dos Tupinambás com Avenida Paraná

– Rua dos Carijós com Avenida Paraná

Estação do BRT na Região Central de Belo Horizonte. (Foto: Flávia Cristini/G1)
Estação do BRT na Região Central de Belo Horizonte.
FONTE: G1.

BHTrans anuncia três linhas do BRT/Move a partir de 8 de março

Estação do BRT em BH - João Marcos Rosa/ Nitro/Portal da Copa
Novas linhas do BRT/Move passam a operar no corredor exclusivo da avenida Cristiano Machado
A partir de 8 de março, três novas linhas frontais do BRT/Move passam a operar no corredor exclusivo da avenida Cristiano Machado, em Belo Horizonte. Duas delas sairão da Estação São Gabriel com destino ao Centro e outra sairá da mesma estação, também passando pelo Centro, mas com destino à Área Hospitalar.
São elas: 83D – Estação São Gabriel/Centro Direta, ou seja, não para nas estações de transferência da avenida Cristiano Machado; 83P – Estação São Gabriel/Centro Paradora, sai do São Gabriel com destino ao Centro e para nas estações de transferência; e 82 – Estação São Gabriel/Savassi – Via Hospitais, que sai do São Gabriel, para na avenida Cristiano Machado, e segue pela avenida dos Andradas em direção à Área Hospitalar e Savassi.
No Centro, as linhas 83D e 83P irão embarcar e desembarcar passageiros nas estações de transferência São Paulo, na avenida Santos Dumont, e Tamoios, na avenida Paraná. Ao todo, 18 ônibus do BRT integram as três linhas e a expectativa da BHTrans é de que, nesta primeira fase de operação do Move, 30 mil passageiros serão transportados por dia útil na capital mineira.
Ainda conforme a BHTrans, as viagens terão um intervalo de 15 minutos nos horários de pico e de 20 minutos no horário normal. Além disso, o órgão informou que com o BRT o tempo médio de viagem da avenida Cristiano Machado ao Centro de BH será reduzido pela metade, passando de 35 para 20 minutos, em média.
Os usuários poderão tirar dúvidas pelo site da BHTrans e pelo telefone 156 da Prefeitura de Belo Horizonte.
FONTE: Hoje Em Dia.

Estreia com três rotas

Novo sistema de transporte de BH, o BRT/Move tem início confirmado para sábado com três linhas troncais, que farão a maior parte do percurso pelo corredor Cristiano Machado. Um itinerário deve ter começo de operação adiado

ARTICULADOS JÁ TRANSITAM PELA AVENIDA CRISTIANO MACHADO EM CARÁTER DE TESTES. MOTORISTAS SE FAMILIARIZAM COM AS TAREFAS QUE VÃO EXIGIR MAIS ATENÇÃO NO COTIDIANO DA OPERAÇÃO DO SERVIÇO (fotos: Beto magalhães/EM/D.A Press)
ARTICULADOS JÁ TRANSITAM PELA AVENIDA CRISTIANO MACHADO EM CARÁTER DE TESTES. MOTORISTAS SE FAMILIARIZAM COM AS TAREFAS QUE VÃO EXIGIR MAIS ATENÇÃO NO COTIDIANO DA OPERAÇÃO DO SERVIÇO

O sistema de Transporte Rápido por Ônibus (BRT) de Belo Horizonte, batizado de Move e previsto para ser inaugurado pela BHTrans no sábado, terá três linhas troncais no primeiro dia de funcionamento. A informação parte de fontes ligadas à empresa que gerencia o transporte na capital. A ideia inicial era ter quatro linhas na estreia do serviço. Quando estiver completo, o ramal da Avenida Cristiano Machado, que marca o início do Move, vai receber 10 linhas troncais, trafegando nas pistas exclusivas, e 35 alimentadoras, que se comunicam com bairros e estações. Oficialmente, a BHTrans e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra BH) ainda não se pronunciaram sobre que linhas entram em operação primeiro, mas a reportagem do Estado de Minas teve acesso a mapas oficiais que descrevem o trajeto das linhas iniciais pela Savassi, Centro, Lagoinha e hospitais . Ontem, motoristas que vão operar o BRT falaram sobre o treinamento e listaram dificuldades no percurso da Avenida Cristiano Machado.

Os primeiros ônibus articulados e simples (padron) do Move a rodar nos corredores exclusivos das avenidas Cristiano Machado, Santos Dumont e Paraná (com trecho na Avenida Antônio Carlos) serão os das linhas 82 (São Gabriel-hospitais), 83 (São Gabriel-Centro – direta) e 84 (Estação São Gabriel-Lagoinha, via Avenida Antônio Carlos). De acordo com as fontes ouvidas pelo EM, a BHTrans não conseguiu viabilizar a tempo a estreia da linha 80 (Estação São Gabriel-Estação Lagoinha), que deverá ser implantada após a inauguração, em um trajeto controverso, por se tratar de percurso semelhante ao que hoje é feito pelo metrô ao custo de
R$ 1,80, contra os R$ 2,65 do Move. Todos os ônibus desses trajeto são de linhas chamadas troncais. Os veículos que levam passageiros dos bairros para as estações, classificados de alimentadores, entram no sistema futuramente, como já era previsto pela BHTrans.

Mesmo sem a operação completa da Estação São Gabriel – que não terá as adaptações para receber o Move concluídas até a inauguração do sistema, segundo admitiu a própria BHTrans ao EM –, os passageiros terão algumas opções já nesta primeira etapa, ainda que a cobertura se estenda pouco além da região dos corredores principais. A linha 82, por exemplo, fará a ligação entre a Estação São Gabriel e a região da Savassi, passando pela Avenida Afonso Pena até a altura da Avenida Getúlio Vargas, ingressando depois na área hospitalar, passando pelas avenidas Brasil, Francisco Sales e dos Andradas, com uma alternativa de caminho pela Alameda Ezequiel Dias. A Linha 83 ligará diretamente as estações que serão inauguradas na região central, onde terá ponto inicial na Avenida Paraná, altura da Rua dos Tupis, até a Região Nordeste, na Estação São Gabriel. Ainda não foi definido o percurso atual da linha 84 até a Estação Lagoinha, uma vez que o corredor da Avenida Antônio Carlos ainda está em obras e a previsão é de que seja aberto ao tráfego do Move apenas em 15 de março.

Em fase
de testes

Na avaliação do coordenador-geral do Núcleo de Transportes da UFMG (Nucletrans), Ronaldo Guimarães Gouvêa, a inauguração dos corredores servirá mais como um teste para ajustes dos veículos, estações, semáforos e corredores do que propriamente como um termômetro dos benefícios do sistema. “Não dá mesmo para começar com todos os veículos e linhas, mas neste primeiro momento o que será feito é a solução dos problemas, para que seja possível receber mais ônibus depois”, disse. O grande desafio do Move, na opinião do especialista, será convencer as pessoas a deixar de pegar apenas um ônibus em seu bairro para fazer baldeações até o corredor exclusivo do Move. “Isso se mostrou uma barreira importante quando o BHBus foi implantado nas estações do Barreiro. De forma geral, o usuário não gosta de fazer baldeação e só a aceita se ganhar no custo, o que não vai ocorrer, ou no tempo”, afirma.

Com 7,1 quilômetros, o corredor da Avenida Cristiano Machado poderá transportar 300 mil passageiros por dia quando estiver plenamente implantado. Contará com dois terminais de integração com o metrô, que receberão as linhas alimentadoras dos bairros: a José Cândido da Silveira e a São Gabriel. Outras nove estações de transferência funcionarão em trechos ao longo da via apenas para captar e desembarcar passageiros. A expectativa da Prefeitura de BH é de que o número de ônibus na avenida caia de 458 para 230 ao dia, reduzindo o tempo médio das viagens de 35 para 20 minutos.

VEJA MAIS:

https://universobh.wordpress.com/2013/10/16/o-brt-ou-move-vem-ai/

https://universobh.wordpress.com/2014/02/01/brt-bh-mudancas-no-transito-das-avenidas-brasil-e-francisco-sales/

https://universobh.wordpress.com/2014/01/22/transito-em-bh-as-mudancas-na-av-carandai-para-o-brt/

https://universobh.wordpress.com/2013/12/17/belo-horizonte-alteracoes-no-transito-da-regiao-central/

FONTE: Estado de Minas.


Conversões à esquerda no cruzamento das avenidas Francisco Sales e Brasil são proibidas

Essa é a sétima mudança no trânsito na capital mineira por causa das obras do sistema rápido por ônibus, denominado Move, neste ano. Alterações passam a valer na terça-feira

BRT Brasil
Clique no mapa para ampliar e ver as mudanças

Os motoristas e pedestres que circulam por Belo Horizonte devem se preparar para mais uma mudança no trânsito por causa das obras do sistema rápido por ônibus, denominado Move. A BHTrans anunciou, na tarde desta sexta-feira, alterações no cruzamento das avenidas Francisco Sales e Brasil, no entorno da Praça Lucas Machado. Os motoristas não poderão mais fazer as conversões à esquerda no encontro entre as vias. A nova regra passa a valer na próxima terça-feira.

Com as mudanças, os motoristas que seguirem pela Avenida Francisco Sales, vindos do Bairro Floresta, e que quiserem acessar a Avenida Brasil – sentido Praça Floriano Peixoto – devem entrar na Rua Padre Rolim à direita e, em seguida, pegar a Av. Brasil.

Já quem segue no sentido Avenida do Contorno / Avenida Afonso Pena terá de pegar Avenida Francisco Sales, Rua Padre Rolim à esquerda, Avenida Brasil à esquerda. Também pode entrar na Avenida Francisco Sales, Rua Ceará à direita, Rua Álvares Maciel à direita, Rua Maranhão, e Avenida Brasil à direita.

Os condutores que circulam no sentido Avenida Afonso Pena / Floresta terão de pegar a Avenida Brasil, Rua Maranhão à direita e, em seguida, Avenida Francisco Sales, também à direita. Com as alterações, a Rua Padre Rolim, entre as avenidas Francisco Sales e Brasil, passa a operar em mão única nesse sentido.

Mais mudanças à vistaEssa é a sétima grande intervenção nas ruas da capital mineira. E não deve parar por aí. A BHTrans já adiantou que na próxima semana deve anunciar alterações na Avenida Augusto de Lima. Os motoristas que seguem em direção a Praça Raul Soares não vão mais poder entrar à esquerda na Rua Curitiba. A opção será pegar a direita na Rua Padre Belchior e acessar a Rua Curitiba. Ainda não há data para a operação.Também serão implantadas faixas exclusivas para ônibus na Alfredo Balena no mesmo estilo da Avenida Nossa Senhora do Carmo. A mudança está prevista para quando o Move entrar em circulação. Também será implantado um radar no trecho, mas não há data para a instalação.

O foco da BHTrans também será eliminar os sinais de três tempos ao longo da Avenida Afonso Pena e implantar o dois tempos. As primeiras mudanças devem acontecer entre a Avenida Carandaí e a Rodoviária de Belo Horizonte. Um dos cruzamentos que terão as alterações é a Rua Tupinambás com Espirito Santo.

Mudanças já feitas na capital

A primeira mudança aconteceu em 7 de janeiro e causou confusão no trânsito em algumas regiões. A Rua Goiás, entre a Avenida Álvares Cabral e Rua dos Guajajaras, passou a operar em mão única. A Rua Sergipe, entre Timbiras e Aimorés, também terá tráfego em apenas um sentido. Com a mudança na Rua Goiás, os motoristas farão um novo caminho para acessar a Avenida Augusto de Lima, devendo seguir pela Rua dos Guajajaras, conversão à direita na Avenida João Pinheiro e à esquerda na Avenida Augusto de Lima.

Ficou proibida a conversão da Avenida Augusto de Lima para Rua Espírito Santo (sentido Praça Raul Soares / Praça Afonso Arinos). O condutor que está na Augusto de Lima deve virar à direita na Rua da Bahia, à direita na Rua dos Guajajaras e à direita na Rua Espírito Santo.

Logo no primeiro de das mudanças, veículos ignoraram faixas e cavaletes e entraram em vias de mão invertida. Na Avenida Brasil, um motorista acessou a Rua Rio Grande do Norte, que passou a ter sentido proibido, e capotou, sofrendo ferimentos leves. O marmorista Romeu Salomé Fernandes, de 53 anos, dirigindo um Kadett, foi atingido por uma caminhonete Toyota, que descia a Brasil.

Em 9 de janeiro, foi a vez da Avenida Silviano Brandão sofrer mudanças. A via passou a ser mão inglesa entre a Rua Capuraque e Avenida Cristiano Machado. A alteração da BHTrans tem objetivo de melhorar a mobilidade e circulação do BRT, reduzindo de três para dois o estágio semafóricos no trecho. Assim, o tempo de sinal verde será aumentado, permitindo mais fluidez ao trânsito. As alterações causaram confusão de motoristas que passaram pela via.

Três dias depois, foi a vez da área hospital e do Viaduto B ganharem diferentes rotas. No Bairro Santa Efigênia, Região Centro-Sul de BH, as conversões à esquerda e à direita no cruzamento das avenidas Francisco Sales e Professor Alfredo Balena, na Praça Hugo Werneck, ficaram proibidas. Desvios foram criados para os motoristas que desejam acessar as avenidas Professor Alfredo Balena e Francisco Sales. Mesmo com as alterações, não houve confusão no tráfego.

Já no Viaduto B, os motoristas ganharam um novo acesso para à Avenida Olegário Maciel. A mureta central do elevado foi derrubada para facilitar a mudança do trânsito. Quem pega o elevado pela Avenida Antônio Carlos sai na Rua dos Caetés, mas agora pode sair também na Olegário Maciel, com a redução de uma faixa na alça Pedro II-Olegário Maciel.

A última delas entrou em operação em 23 de janeiro. Dois canteiros centrais foram construídos na Avenida Carandaí, o que dividiu a pista em três. Dessa forma, os veículos que seguem pela Avenida Professor Alfredo Balena e querem acessar a Avenida Afonso Pena no sentido Centro / Bairro Mangabeiras ou entrar na Rua Guajajaras, devem pegar a pista da esquerda da Avenida Carandaí. Esse trecho da via, que antes era no sentido Afonso Pena / Rua Pernambuco, mudou de direção, virando mão inglesa.

Os condutores que quiserem acessar a Avenida Afonso Pena, no sentido Mangabeiras/Centro, devem seguir pela Avenida Carandaí, onde normalmente já trafegavam. Porém, poderão passar apenas por uma via ao lado do Palácio das Artes, que foi criada pela BHTrans. Os coletivos não poderão acessar esta via.

Já quem segue pela Avenida Afonso Pena, no sentido Centro /Mangabeiras, terá que pegar a pista da esquerda, onde era contramão de direção, para chegar à Avenida Carandaí em direção a área hospitalar. De lá poderão acessar a Alameda Ezequiel Dias, no sentido Avenida dos Andradas.

FONTE: Estado de Minas.


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