Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Cadelinha se entrega à polícia junto ao dono que foi preso por tráfico

Quando o animal viu seu dono se jogar no chão para se render aos agentes, a cadela, se entregou à polícia junto com ele

Dois homens foram presos por tráfico de drogas em um distrito de Campo Grande, no Mato Grosso. Porém, uma cadelinha roubou a cena na hora do flagrante, ocorrido na última sexta-feira (15).

De acordo com a Polícia Militar (PM), quando o animal viu seu dono se jogar no chão para se render aos agentes, a cadela, com pouco mais de dois meses, “se entregou” à polícia junto com ele. A cena logo viralizou na internet.

O oficial que atendeu a ocorrência informou que a foto foi tirada no instante que ela estava deitada, de barriga para cima, o que deu a impressão de que ela estava realmente se entregando.

A dupla foi presa com 11 quilos de maconha e foram encaminhados para a delegacia de Deodápolis. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

Reprodução redes sociais

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FONTE: O Tempo.


Família recupera cachorra que foi roubada em drogaria da Savassi

A dona da cadela Kika contou que a mulher que a roubou tentou vendê-la por 50 reais na vila Cafezal, na região Centro-Sul de Belo Horizonte

Cachorrinha está com a família há 13 anos

Cachorrinha está com a família há 13 anos

A família da cachorra que foi roubada nesta sexta-feira (13) em frente a uma drogaria na Savassi conseguiu recuperar o animal neste sábado  (14). A dona da cadela Kika contou que a mulher que a roubou tentou vendê-la por 50 reais na vila Cafezal, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Uma mulher que tinha visto o vídeo divulgado pela família com o roubo da cachorra avisou a engenheira civil Luciana Curi.
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De acordo com Luciana, a mulher comprou a cadela e avisou a família que estava com Kika. “Uma mulher caridosa viu a ladra oferecendo a Kika por R$ 50 em um salão de beleza, como ela tinha visto as reportagens, ela acabou me devolvendo ela”, contou Luciana. Ela registrou boletim de ocorrência e espera que a mulher seja encontrada e punida.

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Entenda o caso

O crime ocorreu na manhã desta sexta-feira (13) na esquina da rua Cláudio Manuel com avenida do Contorno, no bairro Funcionários.

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“Eu amarrei minha cachorrinha na grade na entrada da drogaria e entrei para fazer compras. A fila estava muito grande e acabei demorando. Eu fui algumas vezes até a porta e vi que ela estava bem. Depois, quando eu sai, ela já não estava mais lá e descobri que a tinham roubado”, conta Luciana.

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Desesperada, a engenheira ainda tentou correr atrás da mulher que estava com sua cadela pelas ruas Cláudio Manuel, Maranhão e avenida Getúlio Vargas, mas não conseguiu alcançá-la. Ela, então, voltou a drogaria e conseguiu as imagens da câmera de segurança. Nas imagens, é possível ver que a mulher fica parada muito tempo próxima a cachorra e depois conversa com ela e a rouba. Luciana está divulgando as imagens afim de encontrar a mulher.

Veja o vídeo CLICANDO AQUI!

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FONTE: O Tempo.


Vídeo flagra mulher furtando cadela em porta de farmácia na Região Centro-Sul de BH

A cachorrinha foi levada em uma sacola; família está desesperada e pede ajuda, já que o animal tem problemas de saúde

ATUALIZAÇÃO: família recupera a cadelinha. VEJA AQUI!
Arquivo Pessoal

Uma família está desesperada em busca da cadelinha ‘Kika’, de 13 anos, que sofre de problemas de saúde. Na manhã desta sexta-feira, uma servidora pública, de 48 anos, que não quis se identificar, parou em uma drogaria na Região Centro-sul de Belo Horizonte e teve o seu animal de estimação furtado enquanto fazia compras. O crime ocorreu na Rua Cláudio Manoel, esquina com Avenida do Contorno, no Bairro Funcionários.

De acordo com a servidora, ela deixou sua poodle amarrada pelo lado de fora, mas quando retornou o animal já não estava mais no local. As câmeras do circuito de segurança da drogaria registraram quando uma mulher observou a movimentação, fez amizade com o animal, desamarrou a coleira e colocou a cachorra dentro de uma sacola

 

 

 

 

FONTE: Estado de Minas.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 05/06/2015

De volta para a amada
Xerife, cachorro de rua que havia desaparecido na Cidade Nova, retorna à rua do Prado onde vive a cadela com quem teve 10 filhotes. Dona do imóvel vai tentar ficar com o cão

Xerife, Olívia e filhotes em casa da Rua Turquesa: dona do imóvel quer que eles fiquem juntos, mas brigas com outro cachorro atrapalham (Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

Novo capítulo do romance entre Xerife ou Lord Voldemort e Olívia Palito. Depois de quatro dias sem ser visto na Rua Turquesa, esquina com a Avenida Francisco Sá, no Bairro Prado, na Região Oeste de Belo Horizonte, o cachorro de rua voltou a cortejar a cadela e sua ninhada de filhotes. Como mostrou o EM na semana passada, Xerife costuma ficar deitado no passeio em frente à casa onde vive Olívia, que deu à luz no mês passado 10 filhotes do casal.

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Xerife desapareceu, na última terça-feira, quando foi levado a um veterinário na Avenida José Cândido da Silveira, no Bairro Cidade Nova. Pelo menos sete quilômetros separam o local onde ele desapareceu e a casa no Prado. Mas, mesmo com toda a distância, o cachorro voltou à Rua Turquesa. Por volta de 8h30 de ontem, os vizinhos viram Xerife se aproximar do portão da casa de Olívia.

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“Ele veio sozinho. Achou o caminho por conta própria, sem ajuda de ninguém”, disse a aposentada Cleusa de Azeredo Coutinho, de 69 anos, que mora no imóvel. “Hoje, eles já deram um beijinho de focinhos, mas Xerife é bem arisco”, completou. No dia em que Xerife desapareceu, Tatiana de Azeredo Coutinho, filha de Cleusa, rodou a vizinhança do petshop por três horas para tentar encontrá-lo, mas não conseguiu. A jovem adotou Olívia e também é a dona de Kurt Cobain, outro cachorro que vive na casa.
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No regresso, Xerife chegou de vagar e com receio. Foi preciso que Tatiana colocasse comida para encorajá-lo a atravessar a rua e se aproximar. Quando Olívia apareceu, ele ficou mais à vontade e, minutos depois, estava dentro da casa com a cadela e a ninhada de filhotes.
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Futuro O destino dos dois é incerto. Depois de o EM publicar a história, uma mulher de Juiz de Fora se interessou em adotá-lo. Tudo caminhava bem até Xerife desaparecer. O tempo em que esteve sumido fez com que a interessada e a própria Tatiana avaliassem que não é boa ideia separá-lo de Olívia. O desejo de Tatiana é que, em caso de adoção, os dois possam seguir juntos.

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A rivalidade entre Xerife e Kurt Cobain é o maior empecilho para que ele possa viver sob o mesmo teto de Olívia. No regresso, os dois voltaram a se estranhar, demonstrando que falta muito para uma boa convivência. “Vamos ver se conseguimos ficar com os dois juntos. Estamos olhando um adestrador para que ele possa conviver com o Kurt”, contou Tatiana.
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Linha do tempo
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29 de maio – O EM publica reportagem sobre o romance de Olívia Palito e Xerife, ou Lord Voldemort. Havia três meses o cachorro passava boa parte do tempo no portão da casa onde vive a cadela adotada.
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30 de maio – A história teve grande repercussão, inclusive nas redes sociais, e muita gente demonstrou interesse em adotar o cachorro. Ativistas da defesa dos animais sugeriram que os vizinhos se unissem e cuidassem do animal.No mesmo dia, Xerife conseguiu escapar de um táxi-dog no Bairro Cidade Nova, Região Nordeste, quando era levado para uma clínica para ser castrado, a pedido de uma pessoa de Juiz de Fora, Zona da Mata, interessada em adotá-lo.
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Ontem – Xerife reapareceu no Prado, em frente à casa de Olívia. O cão percorreu mais de sete quilômetros  e acertou o caminho de volta. A dona de Olívia, Tatiana Azeredo, estuda a possibilidade de adotar o cachorro de rua.
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“Vamos ver se conseguimos ficar com os dois juntos”

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Tatiana Coutinho, moradora da casa de onde Xerife não desgruda

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Futuro de cão apaixonado vira assunto entre ativistas e internautas

Um dia depois de o EM mostrar romance de vira-lata que vive na rua e cadela adotada no prado, todos querem saber qual será o destino do animal. Adoção e guarda dividida são opções

Fotos: Beto Novaes/EM/D.A Press

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Quem vai ficar com Xerife, também chamado de Lord Voldemort? A pergunta passou de boca em boca nessa sexta-feira nas imediações de uma residência no Bairro Prado, Região Oeste de Belo Horizonte, onde, há mais de três meses, um cão de rua fica deitado no passeio, dia e noite, na esperança de ver sua “amada” Olívia Palito, que deu à luz, em 9 de maio, 10 filhotes do casal. Nem a chuva e o frio da manhã impediram a visita do esperto vira-lata – na quarta-feira, ele escapou da coleira de um agente de endemias do Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura, que foi ao local capturá-lo após denúncias anônimas de que poderia atacar os pedestres (VEJA A HISTÓRIA DA FUGA ABAIXO).

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A história de amor no reino animal, publicada pelo Estado de Minas, teve grande repercussão nas redes sociais, com muita gente interessada em adotar o cachorro de pelo preto e olhos apaixonados. Ativistas da defesa dos animais sugerem que os vizinhos se unam e cuidem do bicho, dando vacina, alimento, vermífugo, casa e afeto, em vez de enviá-lo a um abrigo.
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A casa da Rua Turquesa, com grade marrom, virou atração logo cedo e chamou atenção de quem passava a pé, no volante ou indo para a escola de van. “Há muito tempo estou pedindo, pela internet, para adotarem esse cachorro. Ele não pode mais ficar desse jeito, sem dono, solto por aí. Sempre o vejo parado em frente ao portão”, disse a motorista Mônica, obrigada a acelerar o carro, quando o sinal da Avenida Francisco Sá abriu para os veículos. O mestre de obras Alaerte Alves Pereira, de 53 anos, reafirmou a intenção de levar o bicho, batizado por ele de Xerife, para sua casa em Ribeirão das Neves, na Grande BH, mas notou mudanças no comportamento do animal e está pensando duas vezes antes de agir.
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“Acho que ele ficou meio traumatizado com a tentativa de captura, por isso se afasta ao notar a minha presença. Gostaria muito de ficar com ele, e não descarto a possibilidade, mas agora estou preferindo um filhotinho. Xerife sempre foi dócil, não faz mal a ninguém”, comentou, ao ver a ninhada na varanda da casa sendo paparicada pela funcionária pública Tatiana de Azeredo Coutinho Ferreira e por sua mãe, a dentista aposentada Cleusa. Apaixonadas por animais, assim como toda a família, as duas moradoras deram ontem um dia especial a Xerife, que entrou na varanda de rabo em pé, cortejou Olívia Palito, saiu com ela para um passeio pelo bairro e, depois teve direito a almoço no mesmo prato, no melhor estilo A dama e o vagabundo, filme de animação dos estúdios Disney lançado há 60 anos. “É só oferecer um pouco de queijo que ele vem louco. É louco por queijo!”, disse Cleusa, com carinho. Dito e feito, e lá veio o cão com pinta de galã do pedaço.
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Tatiana esclarece que gostaria de ficar com o animal, mas não há a menor chance. É que na casa moram, além de Olívia Palito – “por ser magrinha ao chegar aqui, parecia a namorada do marinheiro Popeye”, recorda-se –  Kurt Cobain, de 11 anos, nome em homenagem ao guitarrista (1967-1994) da extinta banda Nirvana. O estranho triângulo se forma, pois Kurt é louco pela cadelinha de sangue nobre e viralata, embora a paixão nunca tenha se consumado. O problema é o cãozinho não ter altura suficiente para cruzar. “Nas vezes em que Lord Voldemort, como tratamos o Xerife, entrou aqui para beber água, mordeu o Kurt. Eles brigam muito”, contou Tatiana. Ao lado, Cleusa traduziu o sentimento mútuo: “Puro ciúme”. O nome Lord Voldemort é o do vilão da série Harry Potter, mas Xerife é tratado com todo carinho pela família.
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CUIDADO DIVIDIDO Há muitas sugestões para o destino de Xerife, que, até agora, só tem promessas de pretendentes à adoção, sem nada de concreto. A presidente da Associação Cão Viver, Marisa Catelli, propõe o sistema “cão comunitário”, no qual os vizinhos se unem para cuidar de um animal. “Os abrigos das organizações governamentais, os canis, enfim, todos os lugares que poderiam receber o cão estão superlotados”, afirma. “Os moradores podem se responsabilizar fazendo uma casinha na própria rua para o cachorro, além de dar vacina, vermífugos, cobertor para os dias frios, consultas no veterinário e providenciando a castração”, indicou.
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Ao ler a reportagem no EM e assistir ao vídeo no portal Uai, a psicóloga Débora Vaz, moradora do Bairro São Marcos, na Região Nordeste de BH, confessa que chorou. E é candidata a adotar Xerife. “Fiquei com muita pena dele, tão romântico…”, comentou ela, que acrescentou com bom humor: “Acho que estou assim, tão enternecida, pois vou me casar”. Na opinião da psicóloga, Xerife deveria ficar com a família que já tem Olívia Palito e Kur Cobain. “Mas entendo a impossibilidade, devido ao Kurt”.
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FESTA NA PORTA Por volta das 11h, Tatiana saiu com Olívia Palito com a guia, mas logo deixou a cachorrinha correr livre e solta ao lado do seu grande amor, Xerife. A parte conhecida da história dessa dupla começou pouco antes do carnaval, quando Tatiana acolheu em casa a fêmea, que, logo depois, no cio, escapuliu e voltou prenha. Não tardou muito para Xerife rondar a área e ficar de prontidão no portão da frente.
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Depois da refeição ao meio-dia, hora de lamber as crias, que Olívia Palito ainda está amamentado. Se alguém se aproxima, como fez o repórter, ela dá um “chega pra lá”, marcando a roupa do intruso com a pata suja de barro. Com a netinha Luiza, de 2 anos, no colo, a pedagoga Terezinha Passos, moradora do bairro, contemplou durante longos minutos a cena de Xerife, Olívia Palito e a prole se enroscando sobre uma almofada no chão da varanda.
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Feliz ao contemplar a família canina, a vendedora de loja infantil Aline de Abreu não escondeu a emoção: “A natureza nos surpreende. Esse sentimento é mais bonito do que o dos seres humanos, algo inexplicável”. Já a atendente de uma loja de pet shop da Avenida Francisco Sá, Tatiane Viana, contou que Xerife é muito esperto. “Ele andava com uma coleira antipulgas, mas não está mais com ela. Tentei pegá-lo para cuidar, mas ele se assustou e mordeu a minha mão”.

Fotos: Beto Novaes/EM/D.A Press

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Castração: a nova fuga de Xerife
Vira-latas mais famoso do Prado escapa de táxi-dog a caminho de pet shop. Cão, que já se livrou da carrocinha para voltar para a cadela Olívia, é procurado nos quatro cantos de BH

Olívia recebeu visitas e carinho durante todo o dia de ontem, mas seu olhar atento procurava por Xerife, que ainda não havia aparecido<br /><br /><br />
 (Alexandre Guszanche/EM/D.A Press)

Depois da primeira noite dormindo em família – com a amada Olívia Palito e seus 10 filhotes, Xerife desapareceu. O cão vira-lata, que há mais de três meses montou vigília na porta de uma residência na Rua Turquesa, no Bairro Prado, à espera de viver junto à cadela, foi acolhido pela funcionária pública Tatiana Azeredo Coutinho Ferreira, dona de Olívia, para estar de prontidão às 7h de ontem, quando seria levado por um táxi-dog. Ele seria encaminhado para adoção.
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Mas Xerife não chegou nem mesmo a conhecer o novo lar. Apanhado pelo táxi-dog na porta da casa onde Olívia mora desde fevereiro, para seguir a uma clínica no Bairro Cidade Nova, onde seria castrado, tomaria banho e faria teste de leishmaniose, o cão fugiu quando a motorista abriu a porta do veículo. A fuga impôs um novo capítulo à saga entre Xerife, também conhecido por Lord Voldemort (personagem de Harry Porter), e a cadela Olívia. Na casa da funcionária pública, a pergunta é: “Será realmente o destino do cão viver ao lado da ‘amada’?” A família ainda acredita que o vira-latas irá voltar e tenta achar uma solução para que os dois não mais se separem.
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O desafio, até então, era lidar com o triângulo amoroso entre o casal e o cão Kurt Cobain – cachorro de 11 anos que também mora na casa de Tatiana e “morre de ciúmes” do rival Xerife. Além do mais, com a ninhada de 10 filhotes, Tatiana não via condições de abrigar mais um animal em casa. A funcionária pública conta que foram várias as tentativas de conseguir um lar adotivo, sem sucesso. “O que ele queria mesmo era ficar aqui. Sempre fica batendo a patinha no portão, pedindo para a gente abrir e faz festa quando vê Olívia. Mas já temos muitos cães”, justifica.
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Agora, a angústia passou a ser outra. Na tarde de ontem, Tatiana e a mãe, a dentista aposentada Cleuza Azeredo Coutinho, de 69, tentavam imaginar onde estaria Xerife. “Para onde ele pode ter ido? Ele é um cão difícil, arredio. Quando a moça veio buscar, explicamos isso a ela. Agora, para voltar, vai ser difícil, porque vai ter que passar pelo Túnel (da Lagoinha) e pela Via Expressa”, conjecturou Cleuza. Pela manhã, Tatiana passou três horas percorrendo o Bairro Cidade Nova, na tentativa de encontrar Xerife, sem sucesso. “Vou voltar lá com Olívia, para ver se eles sentem o cheiro um do outro”, disse.
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Tatiana mora em Brasília e vem para Belo Horizonte nos fins de semana. Está decidida de que, na viagem de volta, vai levar Kurt para o Distrito Federal. Nas entrelinhas, dá a deixa para que a mãe adote Xerife e ponha fim ao sofrimento do vira-lata, que vive à espera de Olívia na grade marron da casa no Prado.
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FUGA Essa não foi a primeira vez que Xerife fugiu, depois de ser retirado da porta da casa de Olívia. No bairro, a história já é conhecida e muita gente tentou levar o cão pra casa, mas ele se recusa. “Uma vez, levei ele para vacinar e o veterinário contou que umas seis pessoas já levaram ele à cliníca, na tentativa de adotá-lo, mas ele sempre fugia”, lembrou Tatiana. Na quarta-feira, ele escapou da coleira de um agente de endemias do Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura, que foi ao local capturá-lo, depois de denúncias anônimas de que poderia atacar os pedestres. Dona Cleuza não esconde o carinho que tem pelo animal, mas explica a dificuldade em ficar com o bicho, por questões de saúde. “Não estou muito bem. Esse tanto de cachorro dá muito trabalho. Vamos ver se ele vai voltar”, deixa o assunto no ar.
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As protetoras de animais que estavam intermediando a adoção de Xerife e os tratamentos na clínica no Bairro Cidade Nova também estão preocupadas com o futuro de Xerife. Uma delas, que preferiu não se identificar, disse temer pela situação em que o bicho se encontra. “No Prado, pelo menos, ele já conhecia o bairro, as pessoas. Agora está em um lugar estranho. Estamos angustiadas, porque não sabemos como e o quê ele está passando”, disse. As protetoras estão avaliando quais providências serão tomadas junto ao serviço de táxi-dog, contratado para buscar Xerife. “A motorista foi alertada de que ele era arisco e não se precaveu para evitar que ele fugisse. Foi uma irresponsabildiade”, avalia.

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Zoonoses só age com nova denúncia
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Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), o agente de endemias só retornará ao Bairro Prado se houver nova denúncia de agressão. Em nota, a direção do órgão informa que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) recolhe os animais em situação de rua por meio de ações de rotina e também via demanda espontânea da população. Ao chegar à unidade, os cães são avaliados clinicamente por médico veterinário e submetidos à coleta de sangue para exame de leishmaniose visceral, informam os técnicos, ficando aguardando por três dias úteis o resgate por seus proprietários. Expirado o prazo, os animais se tornam disponíveis para adoção, após serem castrados, vacinados contra raiva e outras doenças, vermifugados e identificados com microchip e com resultado negativo para leishmaniose visceral. De acordo com o censo canino realizado em 2014, BH tem aproximadamente 283 mil cães e 64 mil gatos. Desse total, cerca de 10% têm acesso às ruas sem supervisão.

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Discussão na Web
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Comentários de leitores e internautas nas redes sociais
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Que lindo! Ele precisa de um lar e ser castrado, afinal não dá pra deixar cachorrinhos abandonados. Estes estão bem, mas outros… vai saber.
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Aline Vieira 
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Próximo capítulo? Se a zoonoses pegou, já era!
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Raquel Colares
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Excelente, em meio a tanta notícia de desastre, corrupção e outras coisas ruins, os leitores precisam de algo bom assim. Espero e torço que algum vizinho adote o xerife.
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João
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Em janeiro, ao chegar em casa do trabalho, fui atacado por dois cães de rua, morderam minha perna e por sorte passava um carro que atropelou os dois e me salvou. Minha esposa tinha acabado de chegar com meu filho de 3 anos. Imagina se fosse com eles? Na verdade, esses cães de rua, são, sim,  perigo para população. 
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Marcos
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E cadê o Xerife? Ele realmente fugiu? Eu adoto ele. E a história foi muito legal..
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Eduardo
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Muito legal. Só aparece coisa ruim e a gente fica surpreso com uma história dessa. Tomara que essa família adote o Lord também.
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Wesley

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FONTE: Estado de Minas.


Cadela Tiffany acompanha garota com doença rara em escola e anima alunos

“Que emoção, que emoção! Parece que o meu coração vai explodir”, dizia Gabriel Sprocatti, 9, enquanto a cadela Tiffany, 2, adentrava, como num desfile, a sala de aula.

A euforia do garoto era a síntese da emoção que tomou conta da turma do quinto ano do ensino fundamental do colégio Dante Alighieri, em São Paulo, um dos mais conceituados do país, na manhã desta quinta-feira (26).

Há cerca de um mês, a instituição começou a preparar funcionários, alunos e pais para uma inédita medida de inclusão: aceitar um cão treinado para ajudar uma criança com deficiência.

Tiffany é assistente de Ana Luiza Gaia Folino, 9, função que já exerce fora da escola desde o início do ano.

A menina tem uma doença metabólica rara e progressiva –mucopolissacaridose tipo 6– que afeta parte de sua visão e de sua mobilidade e também a respiração, em razão da falta de produção de uma enzima no corpo.

Semanalmente, ela precisa ir a um hospital para receber seis ampolas artificiais da substância no organismo. Cada unidade do remédio, que hoje é fornecido pelo Estado, custa US$ 1.910 (o equivalente a cerca de R$ 6.100).

Tiffany, que nasceu no Brasil de uma ninhada com dez cães da raça golden retriever, está sendo treinada para auxiliar a menina a abrir portas, sair de muvucas, descer escadas, pegar objetos no chão, carregar parte de seu material escolar e guiar seus passos, quando for necessário.

“Quem tem perguntas sobre o que pode e o que não pode fazer com a Tiffany?”, disse o adestrador Leonardo Ogata, da ONG Cão Inclusão, que foi à escola para explicar aos alunos que a cadela está ali para trabalhar e atender às necessidades de Ana, e não para brincar.

Dos 32 alunos da sala, 23 levantaram a mão. Do fundo da sala, uma menina loira de cabelos cacheados abriu a sessão, que durou uma hora: “Podemos tirar fotos dela?”. Com a permissão do adestrador, um alvoroço se formou com a molecada toda atrás de seus telefones celulares para clicarem a cachorra.

“Agora não, gente. Ele falou de maneira genérica, não é para tirar fotos dentro da sala”, explicou a professora Cristhiane Ribeiro, que se declara “apaixonada” por cães e entende a presença de Tiffany no colégio como “um passo importantíssimo para a inclusão escolar”.

“A experiência que os alunos tiveram hoje na sala de aula vai repercutir em toda a vida deles”, disse.

Na mesma sala de Ana, desde o maternal estudando no Dante, há uma menina com síndrome de Down, que entendeu que não pode acariciar nem alimentar a cadela a qualquer hora, para não distraí-la da sua função.

“A Ana já fez diversas cirurgias reparadoras e precisa de extrema atenção médica. Se não tivesse acesso a todos esses cuidados, teria uma vida muito regrada”, diz a mãe, Ana Paula Gaia, 38.

“Mas fazemos de tudo para que ela possa realizar o que uma criança comum faz, e isso passa pela independência que a Tiffany irá ajudá-la a ter. O apoio do colégio está sendo incrível”.

REPERCUSSÃO

“Ahhh, ela não vai vir todos os dias?”, perguntam os alunos, em coro.

Por enquanto, a presença de Tiffany na escola é temporária. Ela está se habituando ao espaço, e os estudantes estão aprendendo a conter o entusiasmo com a presença da peluda. A previsão é que, em agosto, ela passe a frequentar as aulas diariamente.

“Informamos todos os pais da medida antecipadamente. As respostas foram extremamente positivas. Recebemos incontáveis mensagens”, afirma a assistente de direção Vânia Barone.

Durante o tempo que passou na sala de aula, Tiffany teve comportamento exemplar: estava calma, obedecia aos comandos e ficava atenta e quieta, sempre ao lado de Ana, que parecia orgulhosa com tanta aceitação e carinho por parte dos colegas.

FONTE: Folha.



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