Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Cidades mineiras e até o criador da Turma da Mônica mudam queima de fogos para poupar animais

Parece que Bidu, Floquinho e todos os animais que estiverem perto de Mauricio de Sousa terão um Ano Novo mais tranquilo neste domingo (31). É que o artista decidiu cancelar a queima de fogos de artifício, que costumava fazer em sua chácara, na cidade de Caçapava, no interior de São Paulo, em respeito aos animais.

Mauricio publicou uma mensagem no Instagram para informar os vizinhos e amigos que o show não ocorrerá. “Volto com os fogos quando forem fabricados sem os estrondos”, escreveu.

As prefeituras de Alfenas e de Poços de Caldas, ambas no Sul de Minas Gerais, também decidiram poupar os animais do barulho. Em Alfenas, a tradicional queima de fogos na virada do ano foi suspensa. O anúncio foi feito pelo Facebook, nesta sexta-feira (29), e a postagem “bombou” entre os internautas.

Em 24 horas, foram quase 4 mil curtidas e cerca de 12.800 compartilhamentos. “A Prefeitura de Alfenas informa que não haverá queima de fogos no Ano Novo, atendendo a solicitação de diversas associações de protetores de animais do município”, diz a nota.

Teve quem não gostasse da decisão, mas a maioria dos comentários na postagem é de pessoas satisfeitas com o silêncio na virada do ano. Confira:

 

Já em Poços de Caldas, a festa de virada será com fogos de artifício silenciosos. O show pirotécnico promovido pela Secretaria Municipal de Turismo segue lei que determina que todos os eventos realizados pela prefeitura utilizem somente fogos sem barulho.

A administração municipal justificou que os danos por conta do barulho atingem tanto animais domésticos quanto os silvestres, a começar pelos pássaros. E com as explosões repentinas, colônias que estão descansando, ao ouvirem os barulhos, têm uma reação instintiva de fuga que, combinada com a falta de visibilidade, causam a morte de muitos exemplares decorrentes do choque com estruturas urbanas e até árvores durante os voos.

A queima de fogos será no Complexo Santa Cruz, podendo ser vista do centro e de vários bairros da região.

Os cachorros e gatos de Alfenas dormirão mais tranquilamente na virada do ano

 

Instagram

 

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FONTE: Hoje Em Dia.


Cachorros e fogos de artifícios: como acostumá-los ao barulho

Com as comemorações da passagem de ano muitos cachorros passam por momentos de stress que não fazem bem para a saúde

Olá, amigos do Canal do Pet! Hoje eu vim falar sobre uma combinação que está prestes a acontecer e que pode te dar trazer muitas preocupações: cachorros e fogos de artifícios.

 

A mistura cachorros e fogos de artifícios pode ser perigos

O novo ano se aproxima e, junto com ele, as festas de Réveillon. Mas, para muitos pets, esse evento pode ser sinônimo de medo extremo, o que não é nada bom. Por isso, se não deu tempo de tratar a questão cachorros e fogos de artifícios ao longo do ano, é importante que todos os que convivem com o cão saibam como lidar em situações delicadas como essa.

Falei sobre o assunto no programa É de Casa, da rede Globo, no último dia 17, no qual dei dicas sobre o que fazer. E agora, queria compartilhar aqui com vocês também.

Muitos costumam afirmar que cães não gostam de barulhos de fogos de artifício ou de trovões, pois sentem dor no ouvido. Mas, na verdade, o motivo real é que barulhos muito altos servem para alertar o cão de que algo errado está acontecendo. Significa, literalmente, perigo e o animal já pode ter feito associações ruins com esse estímulo.

 Fobia

Cães que apresentam verdadeira fobia ao som de fogos de artifício costumam babar muito (hipersalivação), perdem o apetite, respiram com dificuldade e ficam o tempo todo procurando um lugar seguro para se esconder, geralmente algum local menor do que eles. Nessas situações, eles podem acabar se machucando ao tentar pular uma cerca ou muro, por exemplo.

O que fazer

Algumas dicas podem ajudar a amenizar a situação para o cão na noite de ano novo.

– Em momentos de estouro de rojões, é indicado distrair o amigo com os brinquedos que ele gosta, fazendo do momento algo prazeroso. Pode-se dar petiscos nessa hora também. Assim, a associação com os barulhos começa a ser positiva.

– Se o pet demonstrar medo, o tutor deve sempre manter uma postura que transmita a sensação de segurança. Por mais que se tenha pena, não se deve abaixar para confortar o cãozinho: ele pode entender que o tutor também está com medo.

– Os cães, nessa situação, costumam buscar um local para se esconder. Não se deve privá-lo disso. De preferência, deixar um cômodo livre para que ele possa se aninhar, se possível fechando janelas e portas para que o som seja abafado (até vedando para os sons de fora ficarem menos perceptíveis), o que trará um pouco de conforto nesse momento. Um rádio ligado com uma música tranquila e em um volume mais alto melhorará ainda mais o ambiente. Caso seja possível já começar a acostumar o cão nesse local, brincando com ele antes das festas de fim de ano, na noite de ano novo a tendência é que ele já tenha feito uma boa associação desse local e se sentirá mais seguro ali.

Leia também: Como acabar com o medo de barulho dos cachorros?

– É importante tomar cuidado com fugas: cães amedrontados podem tentar fugir para longe do barulho. Por isso, o ideal é manter o cão devidamente identificado com uma placa na coleira, onde constem o nome dele e um telefone para contato. De qualquer forma, deve-se verificar se cercas, portões e portas estão bem trancadas e deixar os cães dentro de casa.

 – Além disso, alguns cães chegam a quebrar portas de vidro, ferindo-se gravemente, para tentar se refugiar. Por isso, nunca se esqueça de verificar se o local onde ele estará abrigado é seguro e livre de perigos.

Outras medidas

Se o caso já for caracterizado como fobia (o cão treme muito, baba, arfa, não tem apetite e pode até se tornar agressivo com pessoas que tentem pegá-lo a força) é indicado consultar um especialista em comportamento animal, para tentar minimizar o sofrimento dos animais.

Um veterinário de confiança pode também prescrever medicamentos em casos extremos, se for o caso. Importante: é conveniente testar o uso de medicamentos antes da situação mais extrema, sempre sob orientação do veterinário.

 

De qualquer forma, seguindo as dicas acima na noite de ano novo é possível amenizar os resultados negativos da combinação cachorros e fogos de artifícios, o que já é um grande passo para evitar acidentes.

Um abraço e boas festas!

Alexandre Rossi.

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FONTE: iG.

 


Moradora de mansão recupera cães roubados: “meu coração está cheio de amor”

Os dois animaizinhos foram entregues a dona

Os dois animaizinhos foram entregues a dona

A felicidade agora está completa. Pelo menos para a moradora de uma mansão que, além de joias, eletrodomésticos e um veículo, teve os dois cães de estimação roubados no fim de semana.

Na noite de terça-feira (3), o segundo cachorrinho da família foi recuperado. O primeiro foi localizado e entregue durante a manhã, quase 48 horas após o roubo.

Apesar da perda dos bens materiais, avaliados em R$ 1 milhão, a mulher estava preocupada com os animais, que são considerados “filhos peludos”. Ela já havia declarado que os bens podem ser conquistados novamente.

Com o reencontro com os caezinhos, ela se declara feliz. “Meu coração está cheio de amor para dar para os dois”, declarou a mulher em entrevista a TV Record.

Segundo a emissora, um telespectador encontrou o animal na rua e o reconheceu, após o forte apelo feito nas redes sociais. Conforme a mulher, um dos cães, o que foi encontrado à noite, tem problemas de saúde.

Os dois são da raça Shih Tzus e atendem pelos nomes de Porco e Urso.

 

Crime

O assalto milionário aconteceu na rua Coronel Pacheco. A mansão estava vazia quando bandidos invadiram o imóvel e roubaram um cofre com aproximadamente R$ 1 milhão em joiais. Além disso, os bandidos fugiram levando um veículo, vários eletrodomésticos e os dois cachorros.

A residência possuía sistema interno de segurança. No entanto, o equipamento com as imagens da ação também desapareceram. O caso foi registrado na 3ª Delegacia Sul. O assalto está sendo investigado pela Polícia Civil.

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FONTE: Hoje Em Dia.


Abandonados dentro de balde em Belo Horizonte

As quatro fêmeas foram doadas com a ajuda de um amigo da jovem que as encontrou na rua. O irmão levou três machos para Jequitibá, na Região Central de Minas, onde também ganharam um lar

Divulgação/Facebook

A história de sete filhotes de cão abandonados dentro um balde plástico em Belo Horizonte repercutiu nas redes sociais. Ao contrário dos bichanos de “Os Sete Gatinhos”, filme brasileiro de 1980, baseado na obra de Nelson Rodrigues, eles tiveram um final feliz. “Gente, preciso de ajuda! Encontrei hoje na rua um balde com sete filhotes de cachorro. Não tive coragem de deixá-los para trás, mas não posso ficar com eles. Estou sempre viajando. Alguma ONG ou alguém que queira ficar com eles? Já estão desmamados, limpinhos, fofos demais. Tomaram leite e apagaram”, diz a mensagem publicada em 5 de dezembro por Said Godinho, que teve 996 compartilhamentos e muitos comentários na internet.

Said compartilhou também o final feliz da historia, que fez o seu feriado “super diferente”. As quatro fêmeas foram doadas, três com a ajuda do amigo Henrique. O irmão dela conseguiu um lar para uma fêmea e levou os três machos para serem doados em Jequitibá, na Região Central de Minas.

“Não tenho palavras para agradecer os compartilhamentos, as curtidas, a preocupação, as dicas, as mensagens de cada um de vocês. Nao sei se consegui responder a todas mensagens via messenger, desculpem se alguém ficou sem resposta”, escreveu.

Divulgação/Facebook

E Said continua a agradecer.

“Quero que saibam que a energia de todos foi fundamental para o processo. Foi uma experiência ímpar. Em meio a muito cocô e xixi, vivenciei sentimentos de compaixão, solidariedade, carinho, ansiedade, confusão, irritação, gratidão, descobertas e gargalhadas..rsrs. Fiquei perplexa em ver como simples atos podem repercutir tanto em nossas vidas, despertar sentimentos poucos vivenciados, trazer inúmeros questionamentos, mudar nosso foco e a forma de olhar certas coisas. Também não tinha experimentado este lado solidário do facebook. Impressionante o poder desta rede social. Vamos em frente!! De volta à rotina! Se encontrarem um balde de filhotes, recomendo levarem para casa…rs gratidão!”, conclui a jovem.

Divulgação/Facebook

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FONTE: Estado de Minas.


Respeito pelo espaço comum

Com sacolinhas a tiracolo, servidora pública recolhe toda a sujeira de seu pet e de outros menos cuidadosos para deixar as vias públicas mais bonitas para os pedestres

Paula Cristina Dias passeia com sua cachorra Rosinha e dá dicas de como manter a rua limpa, recolhendo os resíduos deixados pelos animais (Euler Júnior/EM/D.A.Press )

No rosto está estampada a alegria de levar a cadela Rosa Bianca, a Rosinha, para passear. Na bolsa, a certeza de que o passeio não vai deixar prejuízos para trás. Desde que tem a pequena poodle, há três anos, a servidora pública Paula Cristina Dias, de 55 anos, carrega consigo sacolas plásticas para recolher as fezes do animal, numa demonstração de gentileza urbana. “Preocupo-me em cuidar do espaço público, que é de todos, e não somente meu”, diz a mulher, que, na tarde de ontem, passeava com Rosinha na Praça Floriano Peixoto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

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Além de cuidar dos dejetos de seu pet, Paula vai além: “Também cato o cocô de cães cujos os donos não se preocupam em recolher. Uma pessoa que faz isso ‘queima’ toda a classe de pessoas que têm animais domésticos, inclusive aqueles que não deixam as fezes do bicho para trás. Há quem olhe pra gente passeando com o animal e faça cara ruim, achando que vamos deixar a rua suja”, afirma. Ela conta, ainda, que, sabendo de sua atitude de recolher as fezes de Rosinha, muitas amigas passaram a juntar sacolas plásticas para ela, contribuindo com a conduta de gentileza. “Não sei se usar as sacolinhas é a atitude mais adequada do ponto de vista ecológico, mas acho um absurdo deixar o cocô na rua”, afirma a servidora pública.

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A atitude é, aparentemente, simples para Paula, mas muita gente ainda não a adota. Ou seja, saem para passear com o bicho e não se lembram de carregar a sacolinha. E, como cocô na rua é proibido – se o cão usar o passeio público como banheiro, o dono deve limpar –, deixar de recolher os resíduos em via pública passou a ser, em BH, desde 2012, infração administrativa, passível de multa.

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Muita gente que passeia com os animais ainda desconhece a restrição e está sujeita à punição, com a multa de R$ 790,54. Mas desde a criação da lei, nenhum auto foi emitido pela Prefeitura de Belo Horizonte, sob alegação de que é difícil para os fiscais flagrar o descumprimento da regra.
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OBRIGAÇÃO No entorno da Praça Lagoa Seca, no Bairro Belvedere, a Associação dos Amigos do Bairro Belvedere dá demonstração de bom exemplo e gentileza e mantém placas lembrando aos donos dessa obrigação. E, em parceria com uma construtora, colocou porta-sacolas disponíveis para quem “se esqueceu” de trazer a sua de casa.

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No caso de Paula Cristina e Rosinha, o cuidado em ser gentil com o outro é mantido ainda em outras atitudes. Quando sai para brincar com a cadela em praça pública, a servidora pública passeia bastante para que ela faça cocô no asfalto, e não na grama. Somente depois disso, e de catar e descartar as fezes, é que as duas se dirigem para o gramado. “Na grama, as pessoas se deitam, crianças brincam. Não deixo a Rosinha defecar na grama para não sujá-la.” E, se vai à casa de uma amiga com o animal, também não tem problema. Na bolsa, Paula carrega ainda um vidrinho de água sanitária para limpar o chão, caso a cadela defeque no local.

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Paula lembra, ainda, que é de gentilezas que devemos viver. “Se as pessoas fossem mais sensatas, seria muito mais fácil. Às vezes, me vejo no trânsito respeitando uma fila de carros para fazer uma conversão, por exemplo, e vem um “mais espertinho” e entra na frente de todo mundo. Acho isso horrível”, afirma. Ela lembra, ainda, que ser gentil não é só dar passagem na faixa de pedestre ou ajudar um idoso a atravessar a rua, mas sim ter um comportamento de respeito com o espaço, que é de todos.

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#Bhmaisgentil
Os Diários Associados promovem campanha de mobilização social abordando assuntos relacionados a trânsito, cultura e sustentabilidade. A meta da campanha, batizada de #bhmaisgentil, é fazer de Belo Horizonte a capital mais gentil do Brasil, sugerindo ações simples como distribuir sorrisos, não jogar lixo na rua, desligar os celulares nos cinemas e teatros, entre outras.

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FONTE: Estado de Minas.


Homem usa ônibus para salvar mais de 100 cães de enchente no RS

Morador de Alvorada abrigava animais de rua em terreno ao lado de casa.
Atitude comoveu comunidade, que se mobilizou para fazer doações.

Morador de Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, José Damião dos Santos, de 47 anos, perdeu quase tudo na enchente que atingiu a cidade nos últimos dias. Só não deixou para trás mais de 100 cães de rua que ele cuida, e outros tantos abandonados pelos donos que tiveram que deixar suas casas.

Os animais foram recolhidos e colocados dentro de um ônibus, a salvo da água que invadiu residências e alagou ruas. A atitude de José foi parar nas redes sociais e motivou uma corrente de solidariedade em Alvorada.

Cães resgatados Alvorada RS (Foto: Nelson Fernandes/Arquivo Pessoal)
Cães foram levados para dentro de ônibus durante enchente

Nesta terça-feira (21), após uma postagem feita no Facebook, que teve mais de 20 mil compartilhamentos, ele começou a receber doações para alimentar os animais.

“Estou recebendo muita ração. Estou até tendo que anotar os nomes, de tanta gente”, diz José, que trabalha na Ceasa de Porto Alegre.

Ele, que tem 15 cachorros em casa, conta que recolhe cães abandonados há vários anos e os abriga em um terreno baldio, ao lado de onde mora. Com o tempo, o número de animais foi crescendo. “Eu tirei todos eles da rua, eram todos abandonados, não tinham dono”, diz.

José mora com a família no bairro Americana, um dos mais atingidos pela cheia em Alvorada.

Quando a água subiu, decidiu levar os animais para dentro do seu ônibus antigo, parado perto de casa. “Antes eram uns 140 cachorros. Mas muitos a enchente levou, os carros atropelaram ou morreram de doença”, lamenta.

Enchentes
A casa onde José mora com a mulher e três filhos ficou completamente alagada com a forte chuva de segunda-feira (21). “Foi tudo muito rápido, não deu tempo de salvar nada. Saí com meu nenê de 10 meses no colo e com a água pela cintura. Perdemos tudo”, diz a dona de casa Carla, mulher de José. “Eu não me apego muito, mas quando vi todas as nossas coisas boiando, comecei a chorar”, completa José.

Cães resgatados Alvorada RS (Foto: Nelson Fernandes/Arquivo Pessoal)Mais de 100 cães estão dentro de ônibus, diz dono 

Desalojada, a família está na casa de uma filha, em Viamão. Já José passou a noite dentro do ônibus, junto com os cachorros.

“Ontem [segunda] eu fui mordido. Mas não tem como deixar eles sozinhos, senão eles brigam ou pode acontecer alguma coisa”, afirma o carregador da Ceasa.

A história também comoveu o voluntário Nelson Fernandes, que há dias socorre vítimas da enchente em Alvorada em uma moto aquática.

Ao ver a situação de José e seus cachorros, ele decidiu oferecer ajuda, pediu um jipe emprestado para um amigo e rebocou o ônibus velho até o terreno disponibilizado por uma associação, no bairro Formosa. “Também sou fã de cachorro, tenho quatro em casa, e decidi ajudar. É um lugar improvisado, mas está seco”, diz Nelson.

Segundo a Defesa Civil, 11.351 pessoas foram atingidas pela cheia em Alvorada. Destas, cerca de 200 estão em abrigos públicos. Em todo o estado, as chuvas dos últimos dias afetam 50.728 pessoas, conforme o levantamento divulgado na manhã desta terça. Cerca de 680 pessoas voltaram para casa, mas ainda há 2.029 desabrigados no estado.

Ônibus cães Alvorada RS (Foto: Nelson Fernandes/Arquivo Pessoal)Ônibus com cães foi rebocado para área seca no município

 

FONTE: G1.


Cadelas que seriam sacrificadas conseguem um lar; veja imagem que comoveu internautas

cães adoção

Entre tantas notícias ruins publicadas diariamente, não é nada mau descobrir uma história com final feliz. E a boa nova desta terça (21) é que os cães na foto acima, que estavam prestes a serem sacrificados se não fossem adotados, acabaram conseguindo uma casa.

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Os bichinhos estavam no abrigo Angels Among Us Pet Rescue, Estados Unidos. A imagem ganhou o mundo e comoveu os internautas que prontamente fizeram uma campanha para que Kala e Keira encontrassem um tutor.

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No post publicado na última segunda pela própria instituição, um texto vinculado à imagem dizia: “Nós estamos tão assustadas aqui. Precisamos ter alguém para nos adotar ou então nós seremos as próximas”.

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O apelo teve mais de 8 mil compartilhamentos e pouco mais de duas horas após a publicação, os animais foram salvos e levados ao veterinário. “Não temos palavras para dizer o quão felizes estamos por estas duas melhores amigas estarem seguras e juntas. É por isso que resgatamos”, comemorou o abrigo em novo post e uma imagem.

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Olha só a alegria que todo mundo ficou:

 

cães doação 

 

FONTE: Hoje Em Dia.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 05/06/2015

De volta para a amada
Xerife, cachorro de rua que havia desaparecido na Cidade Nova, retorna à rua do Prado onde vive a cadela com quem teve 10 filhotes. Dona do imóvel vai tentar ficar com o cão

Xerife, Olívia e filhotes em casa da Rua Turquesa: dona do imóvel quer que eles fiquem juntos, mas brigas com outro cachorro atrapalham (Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

Novo capítulo do romance entre Xerife ou Lord Voldemort e Olívia Palito. Depois de quatro dias sem ser visto na Rua Turquesa, esquina com a Avenida Francisco Sá, no Bairro Prado, na Região Oeste de Belo Horizonte, o cachorro de rua voltou a cortejar a cadela e sua ninhada de filhotes. Como mostrou o EM na semana passada, Xerife costuma ficar deitado no passeio em frente à casa onde vive Olívia, que deu à luz no mês passado 10 filhotes do casal.

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Xerife desapareceu, na última terça-feira, quando foi levado a um veterinário na Avenida José Cândido da Silveira, no Bairro Cidade Nova. Pelo menos sete quilômetros separam o local onde ele desapareceu e a casa no Prado. Mas, mesmo com toda a distância, o cachorro voltou à Rua Turquesa. Por volta de 8h30 de ontem, os vizinhos viram Xerife se aproximar do portão da casa de Olívia.

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“Ele veio sozinho. Achou o caminho por conta própria, sem ajuda de ninguém”, disse a aposentada Cleusa de Azeredo Coutinho, de 69 anos, que mora no imóvel. “Hoje, eles já deram um beijinho de focinhos, mas Xerife é bem arisco”, completou. No dia em que Xerife desapareceu, Tatiana de Azeredo Coutinho, filha de Cleusa, rodou a vizinhança do petshop por três horas para tentar encontrá-lo, mas não conseguiu. A jovem adotou Olívia e também é a dona de Kurt Cobain, outro cachorro que vive na casa.
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No regresso, Xerife chegou de vagar e com receio. Foi preciso que Tatiana colocasse comida para encorajá-lo a atravessar a rua e se aproximar. Quando Olívia apareceu, ele ficou mais à vontade e, minutos depois, estava dentro da casa com a cadela e a ninhada de filhotes.
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Futuro O destino dos dois é incerto. Depois de o EM publicar a história, uma mulher de Juiz de Fora se interessou em adotá-lo. Tudo caminhava bem até Xerife desaparecer. O tempo em que esteve sumido fez com que a interessada e a própria Tatiana avaliassem que não é boa ideia separá-lo de Olívia. O desejo de Tatiana é que, em caso de adoção, os dois possam seguir juntos.

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A rivalidade entre Xerife e Kurt Cobain é o maior empecilho para que ele possa viver sob o mesmo teto de Olívia. No regresso, os dois voltaram a se estranhar, demonstrando que falta muito para uma boa convivência. “Vamos ver se conseguimos ficar com os dois juntos. Estamos olhando um adestrador para que ele possa conviver com o Kurt”, contou Tatiana.
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Linha do tempo
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29 de maio – O EM publica reportagem sobre o romance de Olívia Palito e Xerife, ou Lord Voldemort. Havia três meses o cachorro passava boa parte do tempo no portão da casa onde vive a cadela adotada.
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30 de maio – A história teve grande repercussão, inclusive nas redes sociais, e muita gente demonstrou interesse em adotar o cachorro. Ativistas da defesa dos animais sugeriram que os vizinhos se unissem e cuidassem do animal.No mesmo dia, Xerife conseguiu escapar de um táxi-dog no Bairro Cidade Nova, Região Nordeste, quando era levado para uma clínica para ser castrado, a pedido de uma pessoa de Juiz de Fora, Zona da Mata, interessada em adotá-lo.
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Ontem – Xerife reapareceu no Prado, em frente à casa de Olívia. O cão percorreu mais de sete quilômetros  e acertou o caminho de volta. A dona de Olívia, Tatiana Azeredo, estuda a possibilidade de adotar o cachorro de rua.
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“Vamos ver se conseguimos ficar com os dois juntos”

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Tatiana Coutinho, moradora da casa de onde Xerife não desgruda

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Futuro de cão apaixonado vira assunto entre ativistas e internautas

Um dia depois de o EM mostrar romance de vira-lata que vive na rua e cadela adotada no prado, todos querem saber qual será o destino do animal. Adoção e guarda dividida são opções

Fotos: Beto Novaes/EM/D.A Press

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Quem vai ficar com Xerife, também chamado de Lord Voldemort? A pergunta passou de boca em boca nessa sexta-feira nas imediações de uma residência no Bairro Prado, Região Oeste de Belo Horizonte, onde, há mais de três meses, um cão de rua fica deitado no passeio, dia e noite, na esperança de ver sua “amada” Olívia Palito, que deu à luz, em 9 de maio, 10 filhotes do casal. Nem a chuva e o frio da manhã impediram a visita do esperto vira-lata – na quarta-feira, ele escapou da coleira de um agente de endemias do Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura, que foi ao local capturá-lo após denúncias anônimas de que poderia atacar os pedestres (VEJA A HISTÓRIA DA FUGA ABAIXO).

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A história de amor no reino animal, publicada pelo Estado de Minas, teve grande repercussão nas redes sociais, com muita gente interessada em adotar o cachorro de pelo preto e olhos apaixonados. Ativistas da defesa dos animais sugerem que os vizinhos se unam e cuidem do bicho, dando vacina, alimento, vermífugo, casa e afeto, em vez de enviá-lo a um abrigo.
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A casa da Rua Turquesa, com grade marrom, virou atração logo cedo e chamou atenção de quem passava a pé, no volante ou indo para a escola de van. “Há muito tempo estou pedindo, pela internet, para adotarem esse cachorro. Ele não pode mais ficar desse jeito, sem dono, solto por aí. Sempre o vejo parado em frente ao portão”, disse a motorista Mônica, obrigada a acelerar o carro, quando o sinal da Avenida Francisco Sá abriu para os veículos. O mestre de obras Alaerte Alves Pereira, de 53 anos, reafirmou a intenção de levar o bicho, batizado por ele de Xerife, para sua casa em Ribeirão das Neves, na Grande BH, mas notou mudanças no comportamento do animal e está pensando duas vezes antes de agir.
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“Acho que ele ficou meio traumatizado com a tentativa de captura, por isso se afasta ao notar a minha presença. Gostaria muito de ficar com ele, e não descarto a possibilidade, mas agora estou preferindo um filhotinho. Xerife sempre foi dócil, não faz mal a ninguém”, comentou, ao ver a ninhada na varanda da casa sendo paparicada pela funcionária pública Tatiana de Azeredo Coutinho Ferreira e por sua mãe, a dentista aposentada Cleusa. Apaixonadas por animais, assim como toda a família, as duas moradoras deram ontem um dia especial a Xerife, que entrou na varanda de rabo em pé, cortejou Olívia Palito, saiu com ela para um passeio pelo bairro e, depois teve direito a almoço no mesmo prato, no melhor estilo A dama e o vagabundo, filme de animação dos estúdios Disney lançado há 60 anos. “É só oferecer um pouco de queijo que ele vem louco. É louco por queijo!”, disse Cleusa, com carinho. Dito e feito, e lá veio o cão com pinta de galã do pedaço.
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Tatiana esclarece que gostaria de ficar com o animal, mas não há a menor chance. É que na casa moram, além de Olívia Palito – “por ser magrinha ao chegar aqui, parecia a namorada do marinheiro Popeye”, recorda-se –  Kurt Cobain, de 11 anos, nome em homenagem ao guitarrista (1967-1994) da extinta banda Nirvana. O estranho triângulo se forma, pois Kurt é louco pela cadelinha de sangue nobre e viralata, embora a paixão nunca tenha se consumado. O problema é o cãozinho não ter altura suficiente para cruzar. “Nas vezes em que Lord Voldemort, como tratamos o Xerife, entrou aqui para beber água, mordeu o Kurt. Eles brigam muito”, contou Tatiana. Ao lado, Cleusa traduziu o sentimento mútuo: “Puro ciúme”. O nome Lord Voldemort é o do vilão da série Harry Potter, mas Xerife é tratado com todo carinho pela família.
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CUIDADO DIVIDIDO Há muitas sugestões para o destino de Xerife, que, até agora, só tem promessas de pretendentes à adoção, sem nada de concreto. A presidente da Associação Cão Viver, Marisa Catelli, propõe o sistema “cão comunitário”, no qual os vizinhos se unem para cuidar de um animal. “Os abrigos das organizações governamentais, os canis, enfim, todos os lugares que poderiam receber o cão estão superlotados”, afirma. “Os moradores podem se responsabilizar fazendo uma casinha na própria rua para o cachorro, além de dar vacina, vermífugos, cobertor para os dias frios, consultas no veterinário e providenciando a castração”, indicou.
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Ao ler a reportagem no EM e assistir ao vídeo no portal Uai, a psicóloga Débora Vaz, moradora do Bairro São Marcos, na Região Nordeste de BH, confessa que chorou. E é candidata a adotar Xerife. “Fiquei com muita pena dele, tão romântico…”, comentou ela, que acrescentou com bom humor: “Acho que estou assim, tão enternecida, pois vou me casar”. Na opinião da psicóloga, Xerife deveria ficar com a família que já tem Olívia Palito e Kur Cobain. “Mas entendo a impossibilidade, devido ao Kurt”.
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FESTA NA PORTA Por volta das 11h, Tatiana saiu com Olívia Palito com a guia, mas logo deixou a cachorrinha correr livre e solta ao lado do seu grande amor, Xerife. A parte conhecida da história dessa dupla começou pouco antes do carnaval, quando Tatiana acolheu em casa a fêmea, que, logo depois, no cio, escapuliu e voltou prenha. Não tardou muito para Xerife rondar a área e ficar de prontidão no portão da frente.
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Depois da refeição ao meio-dia, hora de lamber as crias, que Olívia Palito ainda está amamentado. Se alguém se aproxima, como fez o repórter, ela dá um “chega pra lá”, marcando a roupa do intruso com a pata suja de barro. Com a netinha Luiza, de 2 anos, no colo, a pedagoga Terezinha Passos, moradora do bairro, contemplou durante longos minutos a cena de Xerife, Olívia Palito e a prole se enroscando sobre uma almofada no chão da varanda.
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Feliz ao contemplar a família canina, a vendedora de loja infantil Aline de Abreu não escondeu a emoção: “A natureza nos surpreende. Esse sentimento é mais bonito do que o dos seres humanos, algo inexplicável”. Já a atendente de uma loja de pet shop da Avenida Francisco Sá, Tatiane Viana, contou que Xerife é muito esperto. “Ele andava com uma coleira antipulgas, mas não está mais com ela. Tentei pegá-lo para cuidar, mas ele se assustou e mordeu a minha mão”.

Fotos: Beto Novaes/EM/D.A Press

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Castração: a nova fuga de Xerife
Vira-latas mais famoso do Prado escapa de táxi-dog a caminho de pet shop. Cão, que já se livrou da carrocinha para voltar para a cadela Olívia, é procurado nos quatro cantos de BH

Olívia recebeu visitas e carinho durante todo o dia de ontem, mas seu olhar atento procurava por Xerife, que ainda não havia aparecido<br /><br /><br />
 (Alexandre Guszanche/EM/D.A Press)

Depois da primeira noite dormindo em família – com a amada Olívia Palito e seus 10 filhotes, Xerife desapareceu. O cão vira-lata, que há mais de três meses montou vigília na porta de uma residência na Rua Turquesa, no Bairro Prado, à espera de viver junto à cadela, foi acolhido pela funcionária pública Tatiana Azeredo Coutinho Ferreira, dona de Olívia, para estar de prontidão às 7h de ontem, quando seria levado por um táxi-dog. Ele seria encaminhado para adoção.
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Mas Xerife não chegou nem mesmo a conhecer o novo lar. Apanhado pelo táxi-dog na porta da casa onde Olívia mora desde fevereiro, para seguir a uma clínica no Bairro Cidade Nova, onde seria castrado, tomaria banho e faria teste de leishmaniose, o cão fugiu quando a motorista abriu a porta do veículo. A fuga impôs um novo capítulo à saga entre Xerife, também conhecido por Lord Voldemort (personagem de Harry Porter), e a cadela Olívia. Na casa da funcionária pública, a pergunta é: “Será realmente o destino do cão viver ao lado da ‘amada’?” A família ainda acredita que o vira-latas irá voltar e tenta achar uma solução para que os dois não mais se separem.
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O desafio, até então, era lidar com o triângulo amoroso entre o casal e o cão Kurt Cobain – cachorro de 11 anos que também mora na casa de Tatiana e “morre de ciúmes” do rival Xerife. Além do mais, com a ninhada de 10 filhotes, Tatiana não via condições de abrigar mais um animal em casa. A funcionária pública conta que foram várias as tentativas de conseguir um lar adotivo, sem sucesso. “O que ele queria mesmo era ficar aqui. Sempre fica batendo a patinha no portão, pedindo para a gente abrir e faz festa quando vê Olívia. Mas já temos muitos cães”, justifica.
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Agora, a angústia passou a ser outra. Na tarde de ontem, Tatiana e a mãe, a dentista aposentada Cleuza Azeredo Coutinho, de 69, tentavam imaginar onde estaria Xerife. “Para onde ele pode ter ido? Ele é um cão difícil, arredio. Quando a moça veio buscar, explicamos isso a ela. Agora, para voltar, vai ser difícil, porque vai ter que passar pelo Túnel (da Lagoinha) e pela Via Expressa”, conjecturou Cleuza. Pela manhã, Tatiana passou três horas percorrendo o Bairro Cidade Nova, na tentativa de encontrar Xerife, sem sucesso. “Vou voltar lá com Olívia, para ver se eles sentem o cheiro um do outro”, disse.
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Tatiana mora em Brasília e vem para Belo Horizonte nos fins de semana. Está decidida de que, na viagem de volta, vai levar Kurt para o Distrito Federal. Nas entrelinhas, dá a deixa para que a mãe adote Xerife e ponha fim ao sofrimento do vira-lata, que vive à espera de Olívia na grade marron da casa no Prado.
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FUGA Essa não foi a primeira vez que Xerife fugiu, depois de ser retirado da porta da casa de Olívia. No bairro, a história já é conhecida e muita gente tentou levar o cão pra casa, mas ele se recusa. “Uma vez, levei ele para vacinar e o veterinário contou que umas seis pessoas já levaram ele à cliníca, na tentativa de adotá-lo, mas ele sempre fugia”, lembrou Tatiana. Na quarta-feira, ele escapou da coleira de um agente de endemias do Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura, que foi ao local capturá-lo, depois de denúncias anônimas de que poderia atacar os pedestres. Dona Cleuza não esconde o carinho que tem pelo animal, mas explica a dificuldade em ficar com o bicho, por questões de saúde. “Não estou muito bem. Esse tanto de cachorro dá muito trabalho. Vamos ver se ele vai voltar”, deixa o assunto no ar.
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As protetoras de animais que estavam intermediando a adoção de Xerife e os tratamentos na clínica no Bairro Cidade Nova também estão preocupadas com o futuro de Xerife. Uma delas, que preferiu não se identificar, disse temer pela situação em que o bicho se encontra. “No Prado, pelo menos, ele já conhecia o bairro, as pessoas. Agora está em um lugar estranho. Estamos angustiadas, porque não sabemos como e o quê ele está passando”, disse. As protetoras estão avaliando quais providências serão tomadas junto ao serviço de táxi-dog, contratado para buscar Xerife. “A motorista foi alertada de que ele era arisco e não se precaveu para evitar que ele fugisse. Foi uma irresponsabildiade”, avalia.

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Zoonoses só age com nova denúncia
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Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), o agente de endemias só retornará ao Bairro Prado se houver nova denúncia de agressão. Em nota, a direção do órgão informa que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) recolhe os animais em situação de rua por meio de ações de rotina e também via demanda espontânea da população. Ao chegar à unidade, os cães são avaliados clinicamente por médico veterinário e submetidos à coleta de sangue para exame de leishmaniose visceral, informam os técnicos, ficando aguardando por três dias úteis o resgate por seus proprietários. Expirado o prazo, os animais se tornam disponíveis para adoção, após serem castrados, vacinados contra raiva e outras doenças, vermifugados e identificados com microchip e com resultado negativo para leishmaniose visceral. De acordo com o censo canino realizado em 2014, BH tem aproximadamente 283 mil cães e 64 mil gatos. Desse total, cerca de 10% têm acesso às ruas sem supervisão.

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Discussão na Web
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Comentários de leitores e internautas nas redes sociais
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Que lindo! Ele precisa de um lar e ser castrado, afinal não dá pra deixar cachorrinhos abandonados. Estes estão bem, mas outros… vai saber.
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Aline Vieira 
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Próximo capítulo? Se a zoonoses pegou, já era!
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Raquel Colares
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Excelente, em meio a tanta notícia de desastre, corrupção e outras coisas ruins, os leitores precisam de algo bom assim. Espero e torço que algum vizinho adote o xerife.
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João
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Em janeiro, ao chegar em casa do trabalho, fui atacado por dois cães de rua, morderam minha perna e por sorte passava um carro que atropelou os dois e me salvou. Minha esposa tinha acabado de chegar com meu filho de 3 anos. Imagina se fosse com eles? Na verdade, esses cães de rua, são, sim,  perigo para população. 
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Marcos
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E cadê o Xerife? Ele realmente fugiu? Eu adoto ele. E a história foi muito legal..
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Eduardo
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Muito legal. Só aparece coisa ruim e a gente fica surpreso com uma história dessa. Tomara que essa família adote o Lord também.
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Wesley

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FONTE: Estado de Minas.


BOMBEIROS CANINOS

Voluntários defensores de bichos arriscam a vida para resgatar animais em situação de perigo. Só este ano, oito cachorros foram tirados do ribeirão Arrudas em cinco operações

Canjica foi resgatado do Arrudas no último sábado e está à espera de adoção
 (Facebook/Reprodução da Internet)

 

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“Socorro, socorro, socorro! Estou dentro do ônibus na Avenida dos Andradas, indo pro estágio. Acabo de ver um cachorrinho lá embaixo no Ribeirão Arrudas, andando desnorteado! Ele é caramelo com branco, porte pequeno! Pelo amor de Deus, alguém ajude!” Há alguns dias este apelo desesperado era multiplicado em escala geométrica na internet, ganhando enorme repercussão entre os mais de 70 grupos autodenominados protetores de animais de Belo Horizonte. Desde o momento em que foram avisadas de que um provável vira-latas estaria com frio e com fome, nadando no meio do esgoto a céu aberto, dezenas de pessoas se mobilizaram para fazer uma operação emergencial de resgate do animal.
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Não é a primeira vez que esses bravos defensores de animais arriscam a própria vida para salvar outras, ainda mais indefesas do que a sua. Só este ano, já foram feitos cinco operações e oito cãezinhos foram resgatados do Arrudas, sendo três deles de uma única leva. No último sábado, um grupo de15 protetores anônimos levou escadas, cordas e botas de borracha para salvar a vida do vira-latas Canjica, que foi vacinado, vermifugado e castrado. Acolhido em um lar temporário (LT), o dócil e brincalhão cachorrinho, com cerca de um ano e meio, já está com toda a documentação em dia, pronto para a adoção. Ganhou até gravata na organização não-governamental (ONG) Cãoviver, que subsidia vacinas, banho e remédios em casos de cães resgatados. O restante das despesas foi cotizado entre o grupo.
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Espécie de bombeiros caninos, esses protetores anônimos estão dispostos a sacrificar a folga do fim de semana para fazer o trabalho do poder público. “A maioria dos bombeiros da corporação é gente boa, mas ainda não tem equipamento e nem treinamento para fazer esse tipo de resgate. No Brasil, o animal ainda é tratado como coisa, enquanto em Los Angeles os helicópteros sobrevoam o rio para buscar um cachorro ou resgatar um pássaro preso ao fio de alta-tensão. A defesa dos animais é uma questão de saúde pública”, defende o dançarino de Belo Horizonte Charles Porto, que milita na causa há 15 anos.
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Como um todo, o processo de resgate de cães no Ribeirão Arrudas pode durar de um a dois dias. Não é fácil. Primeiro, é preciso localizar o animal, em quilômetros de extensão do córrego. Depois, rezar para não chover no dia marcado para o resgate e as águas subirem às margens do Arrudas. Sem falar que o cão não quer ser salvo, apesar de estar esfomeado. Acuado e com medo, tende a fugir do grupo ou, por instinto, avança em seus salvadores, que o atraem com ração. “Da última vez, levei uma mordida que arrancou a tampa do meu dedão, a parte mais vascularizada do corpo. Nada fazia a dor passar”, explica o advogado e professor universitário Carlos Brandão.
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Tampouco adianta apenas retirar o vira-latas do Arrudas e abandonar em qualquer canto da cidade. O cão pode ter chegado até o esgoto pelo encanamento, mas, se estiver mancando, a hipótese mais provável é que tenha sido jogado lá de cima para morrer. Nos dois casos, precisará ser acolhido em um LT, a R$ 300 mensais e a R$ 60 o saco de ração. Se estiver ferido, poderá precisar de radiografia (R$ 60), de um ultra-som (R$ 100) ou até de uma cirurgia para colocar um parafuso, a partir de R$ 600.
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RECOMPENSAS “Há quem diga que deveríamos ajudar crianças em vez de cachorros. A diferença é que, no Brasil, se uma criança estiver morrendo nas ruas, alguém vai chamar o Samu e levar para o Hospital de Pronto-socorro João XXIII, onde ela terá atendimento. Se estiver sofrendo maus-tratos, o conselho tutelar vai denunciar. Já os animais não contam com a mesma proteção do poder público. Ninguém vai pedir por ele. É capaz de o bicho ficar agonizando até morrer”, compara Brandão, que presta assessoria jurídica gratuita para ONGs de proteção anos animais. Nos últimos meses, está afastado das suas funções, mas confessa que se observar um cão abandonado rondando o bairro, tem receio de ter uma recaída. 
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“Quando me vejo entrando dentro do Arrudas para salvar um cachorrinho, às vezes me questiono onde vou parar tentando socorrer os animais, mas a paixão fala mais alto. Cada vida que salvo é uma recompensa”, desabafa a turismóloga Marina Lott, de 28 anos, que desde que se arvorou na atividade de bombeira de bichos, há três anos, calcula ter resgatado em torno de 40 animais. Depois de medicados e sadios, quase todos foram encaminhados à adoção, por meio da página dela no Facebook, que dispõe de conta-corrente autônoma para ajudar a financiar os salvamentos. Da turminha, restaram três gatos e dois cahorros, conforme apelidou Marina, o que obrigou os pais dela a mudarem de um apartamento para uma casa com quintal no mesmo bairro, o Santa Lúcia, na Região Centro-Sul de BH.
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Pelo Facebook, Marina recebeu a denúncia de que um flanelinha estava espancando uma cadela vira-latas, amarrada a um poste.  “Encontrei Nina encolhida no poste, amarrada a um barbante, com sede e com fome. Enfrentei o homem e a arranquei de lá. Não consigo entender porque as pessoas fazem tanta ruindade com os animais. Não sei se é falta de consciência, de instrução ou se é falta de amor mesmo?”, questiona a jovem, que arranjou por fim a Luna.

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O homem de 50 cachorros

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Sob inspiração da cantora de salsa cubana, Célia Cruz já está idosa e começa a ficar cega. Mel Gibson também está coroa, mas permanece bem de saúde. A vira-latas magrela Gisele Bundchen ainda é nova, mas o mesmo não se pode dizer de Xuxa, que por sinal, vive grudada no labrador Pelé. Estes são alguns dos cerca de 60 cães resgatados pelo dançarino Charles Porto, um dos pioneiros na arte de salvar animais domésticos em perigo.
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Tudo começou com há mais ou menos 15 anos, quando Charles seguia com a então mulher passar o fim de semana em Escarpas do Lago. Na parada do pão com linguiça, descobriu-se hipnotizado por um cão mestiço com basset, esquálido, que olhava insistentemente para ele. “Comprei um pão com linguiça para ele, que devorou. Comprei outro e mais outro. Lá se foram cinco ou seis sanduíches e uma garrafa de água. Não consegui deixar pra trás o Fred Astaire”, lembra. Apesar de ter água no pulmão, sobreviveu por mais três anos.
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Depois de Fred, viria o cooker chamado Steve (Wonder), resgatado dentro de um bueiro. “Baixou em mim o espírito de São Francisco de Assis. Outro dia estava na igreja, em uma formatura, nos bancos do meio. Entrou um cachorro e deitou do meu lado. Descobri que estava marcado”, brinca ele. Autônomo, Charles cuida atualmente de quase 50 cães no sítio da família, em Itabirito, na Região Central, de outros cinco na casa da ex-mulher e de outros cinco na empresa. A despesa mensal atinge R$ 3,5 mil com ração, despesa com funcionário e remédios. “Não faço doações. É o meu asilo de cães velhinhos, que ninguém quer adotar porque dá muito trabalho. Já combinei que eles ficam lá até morrer”, diz.

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FONTE: Estado de Minas.


De porta e coração abertos
Receber um pet em casa significa estar preparado para dar toda a atenção e cuidado

Veterinário José Geraldo Lasmar diz que o animal precisa ter um  lugar que identifique como seu para sentir que ali é seu refúgio (Cristina Horta/EM/D.A Press)Veterinário José Geraldo Lasmar diz que o animal precisa ter um lugar que identifique como seu para sentir que ali é seu refúgio

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Assim como se prepara a casa para uma criança, a chegada de um animal de estimação também exige cuidados: é preciso dar segurança e conforto ao novo morador, o que pode demandar menor ou maior investimento, dependendo do bichinho escolhido. Não se cria peixe sem aquário, passarinho sem gaiola, gato sem caixa higiênica e cachorro sem coleira. Mas a chegada do pet, tão sonhada em alguns casos, vai muito além de onde ele vai dormir. Animal de estimação é sinônimo de compromisso, a partir daquele momento um novo ser depende de você. E para sempre, porque cachorro algum vai querer sair de casa quando crescer.
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É preciso preparar a casa, mas também a cabeça. Cachorros, ao contrário dos gatos, que instintivamente procuram suas caixas de areia, não aprendem a fazer suas necessidades no lugar certo de um dia pro outro. “É preciso lembrar que se trata de um filhote e que ele não vai aprender onde fazer xixi e cocô sem muita paciência do dono. É preciso demarcar o local, com jornal ou fralda própria, pingar um atrativo ou a própria urina do animal, pois ele sente o cheiro e volta ao local para repetir o ato”, alerta o veterinário José Lasmar, da Bom Garoto Pet Shop e Clínica Veterinária Gutierrez. 
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Segundo José Lasmar, alguns itens básicos devem ser providenciados desde o início, caso de uma cama ou caixinha (tipo iglu), de material lavável, para facilitar a limpeza. Para os maiores a cama é o ideal, enquanto a caixinha vai bem para os de pelo curto, por sentirem mais frio. Nesse caso, pode também ser uma cama com edredon. Lasmar defende sua importância mesmo em casas onde os cães podem dormir nas camas ou sofás dos donos. “É ideal que ele tenha um lugar que identifique como seu, para que sinta que ali é seu refúgio.”
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Também é preciso providenciar recipiente para água e ração, coleira com identificação e guia leve, escova de dente e brinquedos. Para Lasmar, os passeios com animais são essenciais e devem começar cedo. “Muitos veterinários defendem que o cão só saia para passeios após a vacinação completa, que termina aos cinco ou seis meses. Sou contra. Acho que assim ele já está deixando se ser um filhote e perdeu o tempo de socialização, o que pode torná-lo um cão nervoso ou medroso. Além disso, o sistema imunológico precisa de desafios, o que não ocorre quando se mantém o animal sem contato com vírus e bactérias.”
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ADOTADA Raquel Dutra, de 35 anos, passeia com Amora todos os dias. Ter um cachorrinho em casa era um sonho para a atriz e dubladora que, na infância, no interior, teve não só cães, mas também gato, pato, coelho e passarinho. “Ela tem 3 anos e corre muito. Sempre a perco de vista. Aqui no bairro todos sabem seu nome, de tanto que corro atrás gritando, porque tenho tentado adestrá-la para andar sem coleira e na calçada. Eles a veem e dizem: ‘Lá vem Amora’. Uma vizinha até sugeriu que a chamasse de Lola, em referência ao filme Corra, Lola, corra, porque ela só para quando encontra um ossinho.”
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Moradora de apartamento, Raquel, acostumada a cães de guarda, criados fora de casa, queria um cachorro de cama e sofá. Evitou por temer que o espaço restrito fosse ruim para o bichinho, mas ao ver tantos cães adaptados à vida doméstica, arriscou. Os bassets, “linguicinhas”, são sua raça preferida, mas, com tantos animais precisando de adoção, não teve coragem de comprar. Amora é uma vira-lata, que pegou com uma cuidadora da ONG Cão Viver. “Ela chegou assustada e magrinha. Até hoje o temperamento é temeroso, desconfiado. No entanto, é meiga e calma.”
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Já os gatos, de atitude mais vertical, têm outras demandas. Não precisam de caminhadas pelo bairro, mas não vivem sem um arranhador. Economizar nesse item pode sair mais caro, pois eles vão matar a vontade nos móveis da casa. Também requerem brinquedos próprios, de preferência que permitam ocupar espaços mais altos. Esse mesmo hábito exige cuidados como proteger janelas, para que não pulem, e retirar tudo que pode cair nesses passeios adorados pelos “bichanos”. Lasmar também chama a atenção para não deixar no chão qualquer coisa que os bichos possam engolir. 
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Antes que o bichinho chegue a casa, sua comida precisa estar garantida. Pensando nos cachorros, os pets mais comuns, em relação à qualidade elas se dividem em quatro grupos: A, B, C e D. “Escolhe-se de acordo com o que se está disposto a pagar”, explica Lasmar. Elas também se agrupam em relação à idade. Até um ano, deve-se usar a de filhote, depois disso, a de adulto. A partir dos 8 anos, o ideal é a de idoso. Rações especiais só devem ser adotadas segundo orientação do veterinário, que também indicará o tamanho da porção diária.

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Cobra em casa
Animal que não demanda muitos cuidados é uma opção diferente

Jiboia arco-íris da caatinga é liberada para criação (Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

Jiboia arco-íris

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Um animal de estimação que não suje a casa, não precise de carinho o tempo todo, seja alimentado apenas duas vezes por mês e não faça barulho é o sonho de todas as pessoas que amam pets, mas não têm tempo de dar atenção a eles e prezam por uma casa organizada. Mas e se esse bichinho for uma cobra? Esse foi o conflito que o geógrafo Iran Alencar Carvalho Filho passou, ao levar, em 2011, uma jiboia arco-íris para casa, onde mora com sua mãe e a avó. Depois de quase quatro anos, elas se acostumaram com o pet. 
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Para ter uma cobra, é necessário documentação. O animal vem com microchip e nota fiscal. Segundo o biólogo Tiago Lima, sócio-diretor da Jiboias do Brasil, a lei brasileira permite que apenas duas espécies sejam liberadas para o comércio: a jiboia arco-íris e a jiboia comum. O preço pode variar de R$ 2 mil a R$ 5 mil. Porém, ele garante que o valor investido compensa.

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Elas gostam de chamego
Calopsitas podem ser criadas em gaiola ou ficar soltas pela casa

Criador de calopsitas, Alberto Petrillo diz que é preciso estabelecer contato com a ave desde cedo (Beto Novaes/EM/D.A Press-3/4/15)

 

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Os animais de estimação são ótimos companheiros para o dia a dia. Para aqueles que querem ter um pet que goste de dar e receber carinho, a dica é ter calopsitas. Elas são totalmente dependentes da atenção dos humanos e, assim como qualquer outro pet, precisam de cuidados especiais, como alimentação balanceada, higienização e, antes de mais nada, muito amor. Essa espécie vive cerca de 25 anos e pode custar até R$ 300, dependendo do sexo. Mesmo não precisando de ir ao veterinário com frequência, como outros pets, elas precisam ser vermifugadas anualmente.
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De origem australiana, a ave pode ser criada em gaiola fechada, ou pode ficar solta passeando nos móveis da casa, desde que esteja sempre acompanhada do dono. De acordo com o criador de calopsitas Alberto Petrillo, para ter o pássaro manso e domesticado, é necessário comprá-lo ainda filhote. “É preciso que o dono estabeleça um contato direto com o pássaro desde cedo. O ideal é manusear bastante e dar a papinha pela seringa, mas, depois de adulto, apesar de ele já se alimentar sozinho, é preciso que o contato e a atenção continuem. Dessa forma, a ave cria um vínculo de confiança com o dono e dificilmente se tornará um pássaro bravo”, destaca.
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Para manter uma calopsita saudável, Alberto recomenda uma alimentação rica em vários tipos de nutrientes. Existem no mercado rações específicas para a espécie. “Elas amam alpiste e semente de girassol. Com a ração, alcançam os níveis de vitaminas, sais minerais e outros nutrientes necessários”, afirma. Outros alimentos que podem ser oferecidos ao pássaro são beterraba, cenoura e milho. 
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Além da alimentação, o local de moradia precisa ser adequado para a espécie. Quando a pessoa não pretende criar o pássaro solto, deve oferecer espaço adequado para que ele consiga se movimentar sem ficar apertado e possa fazer voos curtos. 
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Apaixonado por animais desde a infância, Jairo Leitte tem um casal que reproduz com frequência, além de dois filhotes que saíram do ninho há menos de um mês. “Elas são muito dóceis, gostam de atenção e não vivem sozinhas.”

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Animal de personalidade
Felinos carinhosos não dão trabalho para o dono

 

 (Letícia Martinez Matos/Divulgação)

 

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O primeiro passo para quem decide conviver com um gato é entender que ele não é cachorro. As pessoas que buscam um bichinho de estimação e que têm a carência dos cães como parâmetro estranham quando começam a conviver com um animal de tanta personalidade. Os gatos são companheiros e amorosos, mas dão carinho quando querem, como querem e, principalmente, no momento que for mais adequado para eles. Não ouse interromper o sagrado soninho.
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“É preciso ter consciência de que é um ser vivo e, ao contrário do que dizem, o gato é um animal extremamente dependente do dono, apenas não dá trabalho”, sintetiza a veterinária Luciana Duchamps, da clínica Sr. Gatos. Segundo ela, muita gente se deixa levar pelo impulso, adota e, no primeiro imprevisto, abandona. 
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Estar preparado para cuidar de um gato envolve disposição para mudanças na casa. Eles gostam de sofás, sobem em todos os móveis, passeiam entre as plantas. Quem mora em apartamento, por exemplo, deve colocar telas nas janelas. “Muita gente acha que gato não cai. Mas, se ele vir uma borboleta, ele não cai, ele se atira”, afirma Luciana. Ela diz que somente depois desses cuidados se deve pensar na escolha do animal.

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Existem critérios técnicos. Nenhum deles, no entanto, é mais importante do que você bater o olho e gostar. Tipo amor à primeira vista mesmo. Numa segunda etapa, comece a avaliar a pelagem, procure informações sobre o comportamento dos pais e atualize-se sobre a saúde do bichano.
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Em relação à pelagem, a veterinária Myrian Iser, da clínica Gato Leão Dourado, afirma que isso varia de acordo com o gosto pessoal. “Em alguns casos, os gatos de pelos longos, quando a limpeza não é adequada, podem apresentar pelos embolados, o que, em última instância, exige uma tosa.”
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Não existem tantas diferenças de atitude entre machos e fêmeas. As moças costumam ser menores e, se não forem castradas, dão trabalho no cio. Já os machos adoram dar voltas nas redondezas para marcar seu território.

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Sempre no pique
Hamsters são boa pedida para quem chega em casa à noite e quer um bichinho para brincar

A veterinária Marcela Ortiz apresenta um hamster anão russo  (Euler Júnior/EM/D.A Press)

Hamster anão russo

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De hábito noturno, eles são opção para quem passa o dia fora, mas não abre mão de um animalzinho. Ao chegar a casa, o  bichinho estará no maior pique,  correndo sem parar em sua rodinha de exercícios. Não ouse deixar um hamster sem ela. Ele também precisa desgastar os dentes, que crescem constantemente. Ração e brinquedos próprios ajudam. 

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Da classe dos roedores, tal como a chinchila, o porquinho- da-índia, o esquilo-da-mongólia, o topolino, os ratos e camundongos, os hamsters vivem no máximo dois anos.  Se o apego é muito grande, é bom considerar essa questão ao escolher o pet. Segundo a veterinária da Animalle Marcela Ortiz, especialista em animais silvestres e exóticos, no Brasil, é comum achar três espécies: o sírio, de maior porte; o chinês e o anão russo. Todos são carismáticos e de custo baixo, mas  o kit necessário para criá-los exige um investimento na faixa de R$ 200. É imprescindível uma gaiola própria para hamster, com a rodinha, pois ele passa a noite correndo. Para evitar barulho, há opções de acrílico, mais silenciosas. Eles também gostam de entrar em canos, que lembram suas tocas.

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Também é necessário   serragem, bebedouro em forma de chupeta e coxinho para a ração. Há, no mercado, mix de sementes, mas, segundo Marcela, elas não têm as vitaminas necessárias. Também são gordurosas e moles, não ajudando no desgaste dos dentes. O ideal é a ração extrusada, própria para hamster, em forma de palet e equilibrada.

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O contato do dono com o hamster deve começar cedo. É importante que ele seja colocado na mão para se acostumar. As crianças devem fazê-lo com supervisão, porque o bichinho  é ágil e frágil e, se cair, pode se machucar facilmente. “Tenho clientes que chegam a casa e assistem à TV com o bichinho na mão”, conta.  Territorialistas, só aceitam outro na gaiola se forem criados assim desde cedo. E, nesse caso, é bom que sejam de sexos diferentes. Um casal vai significar uma ninhada atrás da outra.

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Peixes
Qual a espécie ideal?
Antes de escolher o tipo, é preciso definir o aquário

 (Aquários Ornamentais/Reprodução da internet).

Muitas pessoas têm desejo de ter um aquário em casa ou no escritório, pois ele é um excelente objeto de decoração. Mas não basta ter o desejo e colocar qualquer peixe dentro de um recipiente de vidro. Um aquário requer cuidados durante a montagem, bem como a escolha dos peixes. Para aqueles que querem ter um aquário e não sabem por onde começar, o aquarista Jockson Melo, graduando de ciências biológicas pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), dá algumas dicas.
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“Para os iniciantes, existem peixes e plantas que são mais fáceis de serem cuidados e mantidos. É importante lembrar que os peixes precisam de cuidados básicos para mantê-los confortáveis e saudáveis”, diz o aquarista. Outro fator é o dinheiro que a pessoa está disposta a gastar pela montagem e manutenção do aquário, pois existem tipos e preços diversos. 
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Os filtros são essenciais em todos os aquários, mesmo para aqueles que contenham peixes que conseguem capturar o oxigênio atmosférico, conhecidos como beta. Muitas pessoas colocam esse tipo de peixe em aquários minúsculos, com cerca de 0,5 litro de água, o que é errado. Segundo Jockson Melo, esses peixes necessitam de um aquário que tenha de 30 a 40 litros, e de preferência com vegetação subaquática, filtro compatível com o tamanho, além de termostato para controle da temperatura. Porém, se houver troca regular de água, é possível criar o peixe betta confortavelmente sem o uso do filtro. 
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É importante ressaltar que a melhor forma de escolher os peixes é perguntar para aquaristas mais experientes e também lojistas, que podem ajudá-lo na montagem do aquário.

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DIREITO ANIMAL
Daniela Guimarães Loures, Pós-graduada em direito de empresa pelo Instituto de Educação Continuada da PUC Minas
Meu gato foi atropelado e ficou com sequelas nas patas. O motorista que o atropelou se recusa a bancar o tratamento veterinário. O que devo fazer?
No Brasil, a legislação em caso de atropelamentos de animais é inexistente. A falta de regras específicas que protejam os nossos bichinhos é um problema que precisa ser discutido. O certo é que um animal, por mais dócil e domesticado, ainda tem instintos e agirá impulsivamente diante de determinadas situações. Por essa razão, é obrigação do proprietário zelar pela sua guarda, bem-estar e segurança. Para evitar surpresas, em locais públicos, os cães e gatos devem andar com coleiras ou peitorais. Se o seu gatinho estava na calçada e na guia quando foi atropelado, o motorista é responsável pelo socorro e pode ser acionado judicialmente caso não cumpra com sua obrigação. No entanto, não há como responsabilizá-lo se o gato estava solto pela rua. Seria praticamente impossível evitar o atropelamento de um gato que surgisse inesperadamente na frente de um veículo.


Centro de Zoonoses de BH oferece castração gratuita de cães e gatos

Serviço é feito em três unidades da capital mineira.
Dono precisa levar comprovante de residência e identidade.

 

O serviço de castração de cães e gatos é feito gratuitamente pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Belo Horizonte. O agendamento pode ser realizado presencialmente ou pelo telefone. As unidades ficam nos bairros Caiçara, Salgado Filho e São Bernardo. É preciso levar documentação de identidade, ser morador da capital e ainda apresentar comprovante de endereço.

Há risco cirúrgico, por isso o animal deve estar saudável. Além do controle da superpopulação, a castração no caso das fêmeas previne o surgimento de tumores e doenças no útero. Os procedimentos levam em média 20 minutos. Outras informações no portal da Prefeitura de Belo Horizonte.

CLIQUE ABAIXO PARA VER O VÍDEO DA REPORTAGEM:

Veja abaixo os endereços e os telefones das unidades:
Centro de Controle de Zoonoses
Endereço: Rua Edna Quintel, 173 – São Bernardo
Telefone: 3277-7411 / 3277-7413

Centro de Esterilização de Cães e Gatos Noroeste
Endereço: Rua Antônio Peixoto Guimarães, 33 – Caiçara
Telefone: 3277-8448

Centro de Esterilização de Cães e Gatos Oeste
Endereço: Rua Alexandre Siqueira, 375 – Salgado Filho
Telefone: 3277-7576

FONTE: G1.


ADOTE, NÃO COMPRE!

Evento acontecerá de 10h até às 16h, na Av. Dr. Cristiano Guimarães, 1302, no bairro Planalto

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Durante a feira haverá apresentação do Canil da PM.
Interessados em adotar um amigo podem ir, neste sábado (25), a mais uma feira de animaizinhos abandonados. Cães e gatos vermifugados estarão à disposição entre 10h e 16h, na Clínica Veterinária Unipet, que fica na Av. Dr. Cristiano Guimarães, 1302, no bairro Planalto, região norte de Belo Horizonte.

FONTE: O Tempo.


Bichinhos de estimação conquistam clientes em Belo Horizonte

 

Grafite de Beré, no antigo endereço do Balaio de Gato, que morreu semana passada
Grafite de Beré, no antigo endereço do Balaio de Gato, que morreu semana passada
Bom amigo, protetor, “filho”… e garantia certa para a diversão no “recesso do lar”. Há casos, porém, em que as funções desempenhadas pelo animal de estimação extrapolam territórios, estendendo-se para o local de trabalho de seus felizes proprietários – são raros, mas há inclusive bichinhos que batem o ponto quase que diariamente.
Beré, Zé Branco e Dimitry foram além. Esses três “best friends forever” – dois caninos e um bichano, respectivamente – não só conquistaram a clientela como viraram cartões de visitas. “O Zé é mais conhecido do que eu”, reconhece a “dona”, Mariana Hardy.
Proprietária da agência de design que carrega seu sobrenome, Mariana conta que o dálmata virou personagem de vários produtos da Hardy (agendas, cadernos e cartões de Natal), distribuídos como material de divulgação. “É o nosso garoto-propaganda”, orgulha-se a moça. Mesmo papel desempenhado por Dimitry, um gato que, ao primeiro contato, leva os frequentadores da Cat’s Shop a confundi-lo com um cão. “Culpa” do tamanho. “É a maior raça de gato”, alerta o vendedor Giovanni Barros da Silva. Presente de uma fabricante de ração, o felino suscita uma certa idolatria. “Muita gente vai à loja só para vê-lo”, diz Giovanni.
Apesar do nome Balaio de Gato, a principal atração do bar cultural era Beré, vira-lata que latia com entusiasmo quando começavam a cantar “Parabéns para Você”. “Os clientes adoravam vê-la sentada em sua mesa”, recorda a proprietária do espaço, Luciana Alvim.
Mascote do Balaio de Gato tinha mesa cativa
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“Beré faleceu na semana passada”. Foram as primeiras palavras de Luciana Alvim à reportagem do Hoje em Dia. A proprietária do Balaio do Gato, hoje localizado no Mercado Distrital do Cruzeiro, ainda está, claro, abalada com a perda, após 17 anos de convivência estreita com a vira-latinha. “Estava velhinha demais, com um tumor no cérebro. A matéria será uma homenagem”, registra Luciana, que lembra como se fosse ontem o dia em que socorreu a cadelinha, que havia sido atropelada.
À época, Beré tinha outro dono, que, vendo a fratura resultante do acidente, resolveu que não, não iria cuidar dela. “Disse: ‘levo ao veterinário desde que fique com ela’. E ele liberou”. Mais tarde, o ex-dono admitiu, ao ser recebido com receio por Beré, que (acredite) batia na cachorra. Luciana, naturalmente, não quis mais que se reencontrassem.
O período difícil ficou para trás e Beré angariou a atenção que merecia no Balaio de Gato, quando o bar cultural ainda funcionava no Funcionários. Foi lá que ganhou, por exemplo, um grafite na área externa. “Antes, tínhamos feito um tratamento acústico, que deixou o lugar o feio”, conta. A solução para diminuir o impacto da “feiúra” foi um trabalho artístico. Convidado para dar vazão à criatividade, Ramon Marquinhos pediu sugestões e a proprietária não conseguiu pensar em outra coisa que não Beré, que teve reproduzida uma “foto 3X4” sua, postada no Facebook do bar.
“Beré estava sempre comigo. Viajamos para vários lugares”, lamenta Luciana, que não economizou no enterro da cadela. Comprou um jazigo no cemitério de animais, com direito ao nome da cadelinha gravado. “Não queria cavar um buraco qualquer e jogar seu corpo. Fechamos nossa história com chave de ouro”.
Dimitry tem papel de suma importância
Dimitry está na Cat’s Shop desde a inauguração dessa que é a primeira de Belo Horizonte dedicada exclusivamente aos felinos, em 2009. Foi um presente de uma marca de ração para a proprietária, Paula Andrade. Apesar de ficar boa parte de seu dia deitado ou preso à coleirinha, ele exerce um papel de suma importância por lá.
“O objetivo de tê-lo aqui é o de estreitar laços e mudar conceitos junto aos clientes e pessoas em geral que visitam a loja. Principalmente em se tratando de gatos, pois quem não convive ou conhece bem esses belos animais não sabe como podem ser carinhosos, divertidos e companheiros”, pondera Paula.
Segundo ela, ainda há pessoas que alimentam um certo preconceito em relação aos bichanos. “Felizmente, isso está mudando rapidamente e elas estão passando a ver, no gato, um animal independente, mas companheiro, com facilidade para aprender, e um bicho muito sensível”, assinala.
A raça de Dimitry, a maine coon, é chamada de “gatos gigantes” e figura no Guinness como a mais comprida entre os peludos. Mas o gato mineiro é pequeno se comparado a outros companheiros do estado norte-americano do Maine, onde a raça se originou.
Muito dócil, Dimitry se transformou num xodó, a ponto de um dos clientes da Cat’s Shop ter se especializado na criação do maine coon. “É um gato muito resistente, principalmente à neve, já que é bastante frio no Maine. Dificilmente fica doente e vive muito tempo”, garante o vendedor Giovanni da Silva.

 

FONTE: Hoje Em Dia.


Casais disputam na Justiça quem fica com a “guarda” do animal

 

Disputa animal na Vara de Família
Em guarda compartilhada, Syd fica 4 meses na casa de carolina e outros 4 na casa de Guilherme
Ao fim de quatro anos de relacionamento, a fotógrafa Carolina Salgado e o engenheiro de automação Guilherme Carvalho quase foram à Justiça para definir com quem ficaria a guarda do gato Syd. Eles, porém, decidiram que o melhor para ambos e para o bichinho de estimação seria dividir as responsabilidades. A partir da orientação de um advogado, ficou acordado que cada um cuidaria de Syd em períodos intercalados de quatro meses.
Mas nem sempre fins de romances terminam em um simples aperto de mãos. Nos últimos anos, reivindicações de tutela de cães e gatos têm movimentado a Vara de Família, que bate o martelo sobre as guardas compartilhada ou unilateral dos animais.
Mesmo sem legislação específica, em muitas ações, as partes chegam a exigir pensão para custear despesas relacionadas – de ração a viagens.
A Justiça tem optado pela divisão de responsabilidades, melhor condição financeira ou ainda a quem comprovar ser o dono legítimo do bicho. “O Código Civil Brasileiro trata apenas da questão de maus-tratos aos animais. Sobre guarda unilateral ou compartilhada, fica a critério do entendimento e da sensibilidade de cada juiz”, explica o especialista em direito de família Nacib Rachib Silva.
Nos processos, explica ele, a jurisprudência leva em consideração a afetividade de cada um dos donos. “Dependendo da situação, o afastamento definitivo pode até comprometer a estrutura psicológica das partes. Por isso a necessidade de tratar o assunto ponderando os dois lados, além do benefício do animal”, analisa Silva.
Às vezes, a decisão sobre a tutela foge da alçada da Vara de Família, como foi o caso da cadela Mimi, da raça labrador, hoje sob os cuidados da dentista Fayanne Machado. O cão foi tratado como um objeto e entrou na partilha de bens dos proprietários, em processo julgado na Vara Cível.
“Mimi foi um presente dos nossos padrinhos de casamento. Com a separação, o meu ex-marido quis levá-la, mas eu não deixei. Acabei ficando com a responsabilidade pelos cuidados dela”, conta. Antes de ter a guarda definida, a dentista participou de várias audiências nos tribunais. “Foram meses desgastantes. Até a Mimi ficou triste e sentiu essa disputa. Não imaginava que seria tão cansativo e sofrido”.
A guarda compartilhada apresenta-se como a melhor saída. Para o gato Syd, a divisão das atenções parece vantajosa. “Quando é minha vez, adapto minha rotina de trabalho para ficar mais tempo em casa com ele. É a forma que encontrei para poder dar carinho e atenção”, afirma o engenheiro Guilherme Carvalho. As despesas com veterinário, remédios e alimentação também fazem parte dessa partilha. “Assim, conseguimos ficar presentes na vida do Syd de maneira igualitária. Acredito que ele consegue sentir todo o carinho que temos por ele”, conclui a fotógrafa Carolina Salgado.
Primeiro caso foi julgado há dez anos
Com o fim do casamento, a funcionária pública Helenice Machado Mendes, de 55 anos, recorreu à Justiça para ter direito de cuidar, juntamente com o ex-marido, das cadelas Bela e Hortência. “Era um desejo nosso continuarmos essa convivência, e decidimos deixar isso formalizado. Seria doloroso tanto para nós quanto para as cadelinhas, a separação”.
Para explicar os motivos da decisão ao juiz, eles tiveram de descrever, em uma carta, o que a guarda compartilhada dos cães significava para os dois. “Bela e Hortência eram nossas filhas. O amor é incondicional, e foi isso que colocamos no papel”, disse Helenice.
O caso, pioneiro em Minas, foi julgado há dez anos na Vara de Família e teve como parecer o compartilhamento da guarda e dos custos referentes aos cuidados dos animais. “Lembro do espanto do juiz como se fosse hoje, porque era algo inédito a ser tratado. Até a minha advogada ficou curiosa com o pedido. Foi uma vitória elas não serem analisadas no acordo como um objeto ou um bem, mas como membros da casa”, disse Helenice.
Hortência e Bela, que viveram 8 anos, foram acompanhadas de perto pelos donos. “Nenhuma decisão era tomada sem um consultar o outro. Quando um viajava, o outro assumia a responsabilidade sem nenhum problema. Isso fez com que elas não sentissem essa mudança de casa”, explicou a funcionária pública.
Após a morte das cadelas, as fotos e a boa relação com o ex-marido são as lembranças da divisão da guarda inusitada.
“Acredito que isso somente deu certo porque era um desejo dos dois. Apesar da separação, tínhamos uma amizade que favoreceu a criação delas”, afirma Helenice.
Bichos de estimação podem ficar agressivos
Ansiedade, falta de apetite, desânimo e até agressividade afetam bichos de estimação de proprietários em processo de separação litigiosa. “Em questões emocionais, cães e gatos vivenciam intensamente essas mudanças e percebem as mudanças no ambiente. Os que são mais próximos dos donos sofrem ainda mais”, afirma o mestre em medicina veterinária Demerson Ferreira Rocha.
Júlio Cambraia, medico veterinário da Escola de Veterinária da UFMG, explica que as mudanças no comportamento de cães e gatos durante o processo de disputa de tutela são previsíveis. “O animal pode apresentar desde prostração a agitação e agressividade”.
Cambraia alerta que o excesso de afetividade dos donos também pode prejudicar. “Muitos mimos e cuidados podem ser danosos no que se refere ao comportamento. São importantes os limites e separar o que é característico do ser humano e de um animal. Deixar que cão e gato sejam verdadeiramente animais domésticos”.
Saúde
Apesar da alteração de humor dos bichos, segundo especialistas, a mudança de casa não afeta a saúde dos animais. “Não existe nenhuma comprovação científica que correlacione essa situação de separação ou disputa de tutela ao ponto que interfira na saúde do cão ou gato. O que observamos é que alguns se tornam mais emotivos e outros ficam indiferentes”, explica Cambraia.
Projeto de lei tenta diminuir conflitos
Para tentar reduzir os conflitos sobre a guarda ou tutela dos pets, tramita desde 2010, na Câmara dos Deputados, em Brasília, o Projeto de Lei nº 7.196, que determina a guarda para quem comprovar ser legítimo proprietário do animal, por meio de documentos (cartão de vacinação, registro de pedigree) considerados válidos pelo juiz.
Na falta desse registro que comprove a propriedade do pet, a guarda seria concedida a quem demonstrar maior capacidade financeira.
A ideia é que o projeto de lei beneficie também casos de disputa de guarda de animais que envolvam irmãos, pais e filhos. Porém, especialistas em direito de família recomendam o acordo entre as partes.

FONTE: Hoje Em Dia.


Estudo norte-americano indica que o cérebro de mulheres é ativado de forma semelhante diante de fotografias de suas crianças e de seus cães

Cães mulheres

Eles já não são mais simples donos de cachorros. Hoje, muitos proprietários de animais de estimação preferem chamar seus xodós de “filhos”. E não é só uma questão semântica: os pets ganham guarda-roupa próprio, dormem na cama dos “pais”, ganham presente no Dia das Crianças — enfim, ocupam um espaço privilegiado na família. Curiosa com essa relação construída com os bichos domésticos, uma equipe de pesquisadores do Hospital Geral de Massachussetts, nos Estados Unidos, decidiu investigar se, além do coração, o cérebro reconhece os cachorros como filhos de verdade. “Os animais domésticos ocupam um lugar especial no coração e nas vidas de muitas pessoas, e há evidências convincentes de estudos clínicos e laboratoriais de que interagir com pets pode ser benéfico para o bem-estar físico, social e emocional dos humanos”, defende Lori Palley, pesquisadora do Centro de Medicina Comparativa do hospital e coautora do estudo. Ela lembra que a domesticação dos cães começou entre 18 mil e 32 mil anos atrás, e que a prática de dispensar cuidados paternais a eles é um comportamento comum em diferentes culturas, que provavelmente emergiu da necessidade evolutiva de tê-los como companheiros fiéis. 

De acordo com Palley, aproximadamente dois terços dos lares americanos têm animais de estimação, e mais de US$ 50 bilhões são gastos anualmente com eles. No Brasil, há um cachorro para cada seis habitantes, e dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que, nos últimos quatro anos, aumentou 17,6% a população de cães e gatos domésticos no país. “Na mídia, os proprietários já são chamados de ‘pais de pets’ e metade deles considera que seus animais são tão parte da família quanto qualquer outro integrante da casa”, afirma Palley, citando uma pesquisa de 2009. 

A médica revela que muitos estudos anteriores constataram que níveis de neuro-hormônios, como a oxitocina, envolvidos no processo de ligação emotiva e vínculo materno, aumentam depois da interação com os pets. “Novas tecnologias de imagem estão nos ajudando a começar a entender as bases neurobiológicas dessa relação, o que é bastante animador”, afirma. 

Coincidências Para comparar os padrões de atividade cerebral envolvidos na relação humanos-pet e aqueles suscitados pela interação mãe-filho, o estudo recrutou um grupo de mulheres com pelo menos um filho de 2 a 10 anos e um cachorro que havia entrado para a família mais de dois anos antes do estudo. A pesquisa foi dividida em duas sessões. Na primeira, as participantes receberam os cientistas em casa e completaram diversos questionários, incluindo perguntas sobre sua relação tanto com os filhos quanto com os cães. Os pets e as crianças foram fotografados na casa das voluntárias. 

Na segunda fase, as participantes foram até o Centro de Imagens Biomédicas do Hospital Geral de Massachussetts, onde se submeteram ao exame de ressonância magnética funcional. Esse teste não invasivo indica os níveis de ativação de determinadas estruturas cerebrais, detectando alterações no fluxo sanguíneo e nas taxas de oxigenação. Os cientistas mostraram uma sequência de fotografias enquanto as mulheres faziam o exame. As imagens incluíam os filhos das voluntárias e seus cachorros, alternados com retratos de crianças desconhecidas e cães pertencentes a outras pessoas. No fim, cada participante completou algumas tarefas, incluindo um teste de reconhecimento de imagem, para confirmar se ela havia prestado atenção às fotos apresentadas durante o escaneamento. As mulheres também deram notas para diversas imagens mostradas durante a sessão em relação ao nível de prazer que essas fotos haviam despertado. 

Os resultados revelaram semelhanças e diferenças na forma como importantes regiões cerebrais reagem à imagem de um filho e de um cão. Áreas previamente associadas a funções como emoção, recompensa, afiliação, processamento visual e interação social tiveram aumento de atividade quando as participantes viram tanto as crianças quanto seus pets. Porém, uma região implicada na formação do vínculo mãe-filho se ativou apenas em resposta à imagem da criança. Já o giro fusiforme, envolvido no reconhecimento facial e em outras funções de processamento visual, teve uma resposta mais expressiva quando as mulheres viam a foto de seus cachorros. 

“Embora seja um pequeno estudo que pode não se aplicar a outras pessoas, o resultado sugere que há um circuito cerebral comum importante para a criação e a manutenção de ligação emocional, ativado quando as mães veem imagens tanto de suas crianças quanto de seus cachorros”, conta o psiquiatra Luke Stoeckel, coautor do trabalho. Os pesquisadores observam que mais estudos são necessários para replicar a descoberta, principalmente aumentando a amostra e incluindo outras populações, como mulheres sem filhos e homens. “Combinar estudos de ressonância com testes adicionais de comportamento e psicologia também nos ajudará a obter evidências que suportem o que observamos”, acredita Lori Palley.

Amor incondicional Na casa da comerciante Ana Paula Breder, 29 anos, o pug Hulk, 8 meses, é o caçulinha da família. O cão foi presente do marido de Ana, que estava muito triste com a perda de Yuri, um yorkshire que morreu de leishmaniose no início do ano. “Eu estava muito triste e só chorando. Foi muito difícil, pois não queria mais um cãozinho, até que esse gordinho ganhou meu coração e o dos meus filhos”, conta. Bagunceiro e sempre aprontando, Hulk faz a alegria das crianças da casa, Matheus, 5 anos, e João Lucas, 1. “O Hulk é um filho para nós, superprotegido e muito amado. Ele, com toda certeza, é um membro da minha família”, diz Ana Paula. 

Para a estudante de fisioterapia Erika Mercier, 41 anos, o west terrier Drake, 9, é como um filho. Tanto que ela não considera sacrificante fazer coisas como passar o réveillon debaixo da cama com o cãozinho, que tem medo de fogos, deixar de ir a algumas festas para ficar com ele, oferecer água filtrada e frutas cortadas… “Todo dia, ouço alguma crítica: ‘Deixa de ser boba, é só um cachorro, não é gente’. Eu falo: ‘Para mim, é um filho peludo de quatro patas’”, conta. 

A comerciante Ana Paula também sofre críticas pelo fato de o pug Hulk conviver diretamente com os “irmãos”, principalmente com o bebê. “Dizem que ele vai passar doenças, mas nem ligo, pois meus filhos o amam e são correspondidos. Ele tem acesso total aos meus filhos: eles brincam, dormem e fazem tudo juntos. Com toda certeza, o Hulk está no meu coração. Ele trouxe a luz e a alegria que faltavam. Nós não saberíamos viver sem ele hoje. É um amor incondicional ao gordinho”, derrete-se a “mãe” coruja, que até uma conta no Instagram fez para o pug. 

“Para famílias com filhos pequenos, os pets podem ser parte de um sistema de suporte social e fornecer oportunidades para educar as crianças”, observa a veterinária Lynette A. Hart, pesquisadora da Universidade da Califórnia em Davis e autora de diversos livros sobre a relação entre humanos e animais domésticos. Depois de mais de quatro décadas de investigações nessa área, ela constatou que, ao contrário do que dizem os estereótipos, pessoas sozinhas e solitárias não são as que mais adotam os pets nem as que relatam maior vínculo afetivo com os bichos. “Pode parecer paradoxal, mas isso é mais comum em famílias com filhos. Há uma forte relação entre ter animais com a coesão, o vínculo emocional e o respeito mútuo familiares. Ter uma relação próxima com seu pet pode ser um indicador da saúde das relações da família”, afirma.

FONTE: Estado de Minas.


Eles se mordem de ciúmes

Psicóloga demonstra em experimento inédito algo que os donos há muito tempo sabem na prática: os cachorros não gostam de dividir seus “humanos” com outros animais

 

Eric Brochado Monteiro entre Laika (E) e Nescau: os cães são bons companheiros, mas se tornam rivais quando disputam a atenção do dono  (Ed Alves/CB/D.A Press)
Eric Brochado Monteiro entre Laika (E) e Nescau: os cães são bons companheiros, mas se tornam rivais quando disputam a atenção do dono

 

Pode começar com um rosnado, seguido por fortes latidos. Se a estratégia não funcionar, provavelmente ele vai arranhar o dono e balançar o rabinho. E, se ainda assim não receber a atenção que deseja, é hora de apelar: orelhas caídas, olhar pidão e aquele chorinho que mata qualquer um de pena. Quem convive com cachorros sabe que eles são possessivos e detestam dividir “seus humanos” com outros. Agora, um artigo publicado na revista Plos One comprova: o melhor amigo do homem também é capaz de sentir ciúme.

Essa é uma característica que muitos atribuem apenas ao Homo sapiens. Contudo, nos últimos tempos, os cientistas estão descobrindo em outras espécies – não apenas nas domesticadas – uma complexidade emocional muito maior do que se imaginava. “Eles podem sofrer de muitas emoções que pensávamos serem experimentadas apenas por primatas”, afirma Paul Morris, psicólogo da Universidade de Portsmouth, especialista no estudo de sentimentos animais. De acordo com ele, de forma geral, bichos domésticos sentem ciúmes dos donos. Mas, nos cachorros, isso parece mais exacerbado. “Eles também têm raiva, ansiedade, orgulho e vergonha”, revela Morris. Em dois estudos feitos com 907 pessoas, o psicólogo disse que 81% consideram seus cãezinhos ciumentos.

Agora, a psicóloga Christine Harris, professora da Universidade da Califórnia em San Diego, fez experimentos diretamente com cachorros. Até onde ela sabe, esta é a primeira vez que os animais protagonizam pesquisas sobre ciúmes. Usando um método que geralmente é aplicado em crianças pequenas, Harris confirmou que os cães se sentem frustrados quando os humanos dão atenção a outros animais. Assim como os bebês, o melhor amigo do homem não se importa se os donos estão entretidos com objetos, mas ficam enciumados na presença de um semelhante ou de um boneco parecido com ele.

O experimento foi realizado com 36 cães de raças pequenas, como dachshund, maltês, shih-tzu e pug. Eles foram filmados enquanto seus donos interagiam com três diferentes objetos: um cão de pelúcia, uma lanterna em forma de abóbora e um livro. No primeiro caso, os humanos foram instruídos a se relacionar com o boneco, que latia, choramingava e balançava o rabinho quando um botão no topo da cabeça era acionado. Os participantes deviam apertar o dispositivo uma vez e brincar com o cachorro, como se ele fosse real. Ao mesmo tempo, tinham de ignorar completamente o peludo de verdade. Com a lanterna de abóbora, a tarefa era igual. Já com o livro, eles deveriam ler em voz alta, como se estivessem contando a história para uma criança.

Christine Harris com Samwise, uma de suas três border collies que inspiraram o estudo sobre ciúmes canino (Steve Harris/DIvulgação)
Christine Harris com Samwise, uma de suas três border collies que inspiraram o estudo sobre ciúmes canino

Reação Ao assistir, posteriormente, aos vídeos, os pesquisadores analisaram o comportamento do cachorro, levando em consideração a agressividade, a busca por atenção e o interesse no que o humano fazia. O resultado não deixou dúvida: em 78% dos casos, os cachorros tocaram ou empurraram o dono quando esse interagia com o animal de brinquedo. Quando eram usados a lanterna e o livro, o percentual foi bem menor: 42% e 22%, respectivamente. Cerca de 30% dos cães tentaram se colocar entre os humanos e o bicho de mentira, sendo que isso ocorreu apenas com 1% dos peludos no caso dos outros objetos. 

“É de se supor que os cachorros acreditaram que o cão de brinquedo era real. Acreditamos que sim. Até porque 86% deles cheiraram a região anal do brinquedo, e isso nós sabemos que é uma forma de cumprimento entre os animais. Então, podemos dizer que os cachorros exibiram um comportamento de ciúmes em relação ao falso rival, da mesma forma que vemos acontecer com crianças em testes do tipo”, afirma Christine Harris. Em nota, a coautora do estudo, a psicóloga Caroline Prouvost, observa que os animais não apenas demonstraram os ciúmes como tentaram quebrar a conexão entre o dono e o “concorrente”. “Obviamente, são experiências subjetivas e não podemos falar pelos cachorros, mas realmente parece que eles estavam motivados a proteger uma importante relação social”, disse. 

“Brigas” Para o estudante de publicidade Eric Brochado Monteiro, 25 anos, a constatação científica não chega a ser uma novidade. Dono de dois cachorros, uma mestiça de cane corso com labrador e um labrador, ele sabe o que é ser alvo de ciúmes do melhor amigo. Laika, 3 anos, era a rainha do lar até a chegada de Nescau, 1 ano. Embora tenham virado bons companheiros, os dois peludos disputam os carinhos da família do rapaz, que se diverte com a ciumeira dos bichos. “Se a gente faz carinho nela, ele fica chamando. Quando damos atenção para ele, a Laika esquenta e vai com a pata na cabeça dele, dando um caldo mesmo, para abaixar o Nescau”, comenta. Nem os amigos de Eric escapam da disputa entre os dois. “O pessoal não sabe em quem fazer carinho”, conta. De acordo com o estudante, para Laika, Nescau não é o único rival em relação aos sentimentos do dono: “Quando tem mulher aqui em casa, ela fica louca”.

A psicóloga Christine Harris diz que se costuma pensar que o ciúme é um sentimento 100% humano porque as pessoas o associam a relacionamentos sexuais ou românticos. “Mas nosso resultado desafia essa ideia, mostrando que animais também se estressam quando um rival ganha a atenção de quem eles amam”, diz. Para ela, essa pode ser uma característica que emergiu para assegurar os laços sociais criados entre humanos e cachorros há pelo menos 15 mil anos, quando a domesticação de lobos deu início a essa grande história de amizade.

FONTE: Estado de Minas.

 

 

 

Não deixe seu animalzinho sofrer com os fogos de artifício

 

Com a audição muito mais aguçada que a dos humanos, os pets sofrem com fogos de artifício e buzinas e podem até ficar doentes.

Durante a Copa do Mundo, eles precisam de cuidados especiais

A estudante Michelle Hallais e os cães Lola, Nina e Kira: 'Vamos assistir os jogos juntinhos. Com amor e carinho, não há medo que resista' (Samuel Gê)

FONTE: Estado de Minas.
Fogos de artifício, cornetas, apitos, buzinas e, claro, uma multidão de vozes gritando ao mesmo tempo. Nos jogos da Copa do Mundo, a euforia é certa e o barulho também. O que para as
pessoas é uma maneira de comemorar, para os animais de estimação é uma verdadeira tortura.

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Com a audição quatro vezes mais aguçada que a dos humanos, os pets sofrem
profundamente com o excesso de ruídos, e até mesmo animais saudáveis podem vir a óbito. “O excesso de estresse por conta do barulho pode provocar edema pulmonar agudo, extremamente fatal”, diz a veterinária Simone Paulino, da Clínica Pet Zoo. O pânico é tanto que o índice de
animais desaparecidos nesses períodos é grande. Assustados e tentando se proteger, alguns fogem e acabam sendo atropelados. Para evitar tantos transtornos e garantir o bem-estar dos animais, algumas técnicas podem ser utilizadas. Fazer uma boa caminhada com o cão antes do jogo ajuda a relaxar e a deixá-lo mais tranquilo. Em casa, a recomendação é verificar se todas as portas e janelas estão trancadas, para evitar fuga, especialmente dos gatos.
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Criar ambientes aconchegantes, com alguns esconderijos do tipo cabanas ou casinhas acolchoadas ajuda a abafar o ruído externo. Também contribui ligar a televisão ou colocar uma música suave. “Também aconselhamos retirar móveis de vidro e objetos pontiagudos que possam resultar em acidentes”, diz Ceres Faraco, veterinária da Comac (Comissão de Animais de Companhia do Sindan). Além de redirecionar o foco do animal com petiscos e brincadeiras, a presença do dono é muito importante para lhe transmitir segurança. Caso isso não seja possível, o ideal é deixar roupas com o cheiro do proprietário junto a ele. Para aqueles que aguardam muitas visitas,
a dica é associar a presença de estranhos a coisas positivas. Nos dias que antecederem os jogos, peça a amigos para visitá-lo levando agrados para o seu bichinho.
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Em alguns casos, o uso de calmantes é recomendado, mas somente com orientação do especialista.
A recomendação é dar preferência para os medicamentos homeopáticos e fitoterápicos, como os florais. “Os calmantes são indicados para reduzir o estresse de animais muito ansiosos e agitados. Mas o seu uso deve ser moderado”, diz o veterinário Manfredo Werkhauser, da Clínica São Francisco de Assis. Ansiosa pela Copa, mas também preocupada com os seus três cãezinhos – Lola (pretinha SRD de 8 meses), Nina (SRD de 4 anos) e Kira ( weimaraner de 5 anos) –, a estudante Michelle Hallais, de 22 anos, sabe bem o que fazer para proteger seus animais de estimação. “Vamos assistir os jogos juntinhos. Com amor e carinho, não há medo que resista”.
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Sob a proteção da lei
Pressionados pela opinião pública, políticos investem em projetos que asseguram o bem-estar dos bichos. Na Câmara de BH, 11 iniciativas ampliam os direitos animais

 

 

 Marina, o labrador Tunico e a cadela Olívia, amor baseado no respeito aos direitos dos animais, causa pela qual a veterinária luta (Beto Novaes/EM/D.A Press)
Marina, o labrador Tunico e a cadela Olívia, amor baseado no respeito aos direitos dos animais, causa pela qual a veterinária luta

Aos animais, no mínimo, a dignidade. A Constituição Brasileira de 1988 colaborou com a natureza ao reconhecer que os bichos são dotados de sensibilidade e impor aos cidadãos o dever de respeitar a vida, a liberdade corporal e a integridade física dos animais. Assim, ficam expressamente proibidas as práticas que coloquem em risco sua função ecológica ou os submetam à crueldade. Dez anos depois, a Lei Federal nº 9.605/98 estabeleceu penas de prisão para quem maltrata os bichos. Nas três esferas do poder público, em atenção à demanda social, políticos das mais diversas siglas partidárias propõem normas de proteção e defesa dos bichos – só na Câmara Municipal de Belo Horizonte são 11 os projetos de lei pela causa animal, que vão do fim das carroças à criação de hospital veterinário público 24 horas. Entretanto, defensores e especialistas se unem em coro, dizendo que a lei é pouco. O que vale é a prática da presença ética e responsável.

Falta muito para que os bichos conquistem a dignidade sonhada por tantos. “O mundo seria maravilhoso se não precisássemos dessas tais leis para vivermos de forma harmoniosa e respeitosa, e mesmo regido por elas, o homem, ainda assim é capaz de destruir, matar, desrespeitar, entre tantas outras reticências noticiadas e vividas no nosso cotidiano”, diz Marina França Pellegrino, “desde sempre”, defensora da causa animal. Para a médica veterinária, a proteção e a defesa dos animais “via lei” são uma grande conquista no Brasil. Contudo, Marina entende que o melhor seria não haver a obrigação do que deveria ser natural. “Não adianta a lei se não aprendemos a amar e, acima de tudo, a respeitar os animais”, considera.

Casada com Carlos Augusto Gontijo Pellegrino, também médico veterinário, Marina tem em casa o labrador Tunico e a shih tzu Olivia, ambos tratados como sujeitos da família. Recentemente, o casal fez de tudo, sem poupar recursos, para salvar a yorkshire Mel, com problemas de saúde, “irmãs de coração” de Tunico e Olivia. Não teve jeito. Marina não segura as lágrimas ao relembrar as alegrias da pequena travessa e os tempos difíceis de idas e vindas nos melhores hospitais veterinários da cidade. “Era o mínimo que podíamos fazer por ela. Vivenciamos com esses bichinhos o verdadeiro amor. Amor que não pede ou espera nada em troca”, emociona-se.

A doutora vê com a alegria o movimento crescente de ativistas, que tem mobilizado políticos de partidos diversos pela causa. Marina, contudo, cobra das autoridades mais recursos para abrigos e atenção à necessidade urgente de um hospital veterinário público. “Muitas famílias carentes gostariam de oferecer aos seus bichinhos um atendimento adequado e não têm condição. Falta, ainda, a valorização do médico veterinário. Muitos profissionais abandonam a área por falta de suporte técnico e financeiro.” Marina também espera da justiça maior rigor contra maus-tratos e abusos de qualquer natureza. “Assusta a quantidade de animais abandonados . E os cavalos, que são forçados a trabalhar exaustivamente?”, denuncia.

SUPORTE DA UFMG Marina elogia o suporte da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aos cavalos, mulas e burros dos carroceiros e o atendimento do Hospital Veterinário do câmpus da Pampulha. Entende que a oferta, porém, “é insuficiente” para a necessidade dos cidadãos. Duas das demandas listadas pela doutora estão na Câmara Municipal de Belo Horizonte. O Projeto de Lei nº 832/2013, de autoria do vereador Adriano Ventura (PT), cria o Programa BH de Bem com os Animais e propõe a redução gradativa do número de veículos de tração animal. Já o Projeto de Lei nº 0041/2013, de autoria do vereador Leo Burguês de Castro (PTdoB) “autoriza o poder executivo a criar o pronto-socorro veterinário gratuito 24 horas”.

Esperançosa com o encaminhamento dos assuntos, Marina França diz que gostaria de ver, além dos projetos de lei, medidas efetivas contra a venda de animais e investimento do poder público em campanha vacinal para leishmaniose. “Acho um absurdo o comércio de animais no Mercado Central.São urgentes, também, medidas contra a leishmaniose. BH é uma zona endêmica. Mesmo que as vacinas não garantam 100% de proteção, uma campanha do governo poderia diminuir muito a incidência”, ressalta.

Legislação em vigor em BH
» Lei nº 6.223, 
de 5 de agosto de 1992
Dispõe sobre a criação e a manutenção de animais exóticos e alienígenas de alta periculosidade em residências e sítios.

» Lei nº 6.313,
de 11 de janeiro de 1993
Estabelece normas para abate de animais destinados ao consumo e dá outras providências.

» Lei nº 7.452, 
de 9 de março de 1998
Estabelece normas sanitárias para abatedouros, criatórios comerciais de animais, micro e pequenas indústrias de embutidos e dá outras providências.

» Lei nº 9.830, 
de 21 de janeiro de 2010
Dispõe sobre a manutenção, utilização e apresentação de animais em circos ou espetáculos e atividades e dá outras providências.

» Lei nº 10.148, 
de 24 de março de 2011
Institui a política de estímulo à adoção de animais domésticos e dá outras providências.


Lei federal
No Brasil, os maus-tratos aos animais são crime previsto no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605, chamada Lei de Crimes Ambientais. Para o infrator, a lei imputa multa ou pena de três meses a um ano de prisão. As denúncias podem (e devem) ser feitas em qualquer um dos seguintes órgãos competentes: Delegacia do Meio Ambiente, Ibama, Polícia Florestal, Ministério Público, Promotoria de Justiça do Meio Ambiente ou até mesmo na Corregedoria da Polícia Civil.

Declaração Universal dos Direitos dos Animais

» 1 – Todos os animais têm o mesmo direito à vida

» 2 – Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem

» 3 – Nenhum animal deve ser maltratado

» 4 – Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu hábitat

» 5 – O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser abandonado nunca

» 6 – Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor

» 7 – Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida

» 8 – A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais

» 9 – Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei

» 10 – O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais

FONTE: Estado de MInas.


Insatisfeitos com demora e valor do ressarcimento dos danos, moradores de imóveis atingidos decidem recorrer à Justiça. Empreiteira afirma que todos foram amparados

O deslizamento de terra ocorreu no terreno onde será construído um prédio e comprometeu moradias próximas (Fotos: Beto Magalhães/EM/D.A.Press)
O deslizamento de terra ocorreu no terreno onde será construído um prédio e comprometeu moradias próximas
Maria de Lourdes mostra as trincas nas paredes da casa onde vive
Maria de Lourdes mostra as trincas nas paredes da casa onde vive

Prestes a completar dois meses, o desmoronamento do terreno de uma obra no número 559 da Rua Jacuí, no Bairro Floresta, na Região Leste de Belo Horizonte, em 21 de janeiro, continua criando impasse. Isso porque parte dos moradores que residiam nos imóveis na Rua Itaúna, nos fundos do empreendimento, danificados e interditados por causa do deslizamento, permanece insatisfeita com as negociações com a Associação Pró-Construção 3, responsável pela intervenção no lote onde ocorreu o problema. Alguns deles, como o assistente técnico André Milagres, de 30 anos, e sua mulher, Dalila Milagres, de 31, que por pouco não foram vítimas do desabamento, já ingressaram com uma ação na Justiça. Eles tentam reaver o valor dos bens que perderam na madrugada de 21 de janeiro quando o barracão onde moravam veio abaixo. Alguns vizinhos estão sendo ressarcidos de alguns prejuízos e outros, que eram inquilinos, se mudaram e estão recebendo o valor do aluguel. Mas há ainda quem reclame da lentidão da construtora no pagamento dos danos e, assim como o casal, se prepara para buscar amparo na Justiça.

RELEMBRE: à época do desmoronamento, cães viraram heróis ao salvar casal – CLIQUE AQUI!

Morando desde janeiro em uma casa alugada na Região da Pampulha, André conta que ele e a mulher foram orientados durante a primeira reunião com representantes do grupo construtor a listar os danos materiais e repassar a proposta de preço a eles. “Fizemos uma estimativa com o valor do prejuízo material e moral, mas eles nunca retornaram. Como temos três cães, não podíamos ir para um hotel nem para apartamento, como outras pessoas foram, então alugamos uma casa. Entramos com uma ação cautelar na Justiça exigindo pelo menos o pagamento dos gastos imediatos”, contou o técnico. Segundo ele, o custo mensal com aluguel , condomínio e IPTU é de R$ 3 mil. “A situação é muito delicada. No primeiro momento, eles disseram que iam dar total atenção, mas depois não retornaram mais os e-mails, as ligações nem responderam se podemos entrar no local para retirar alguns pertences que continuam lá”, reclamou. O ressarcimento dos outros danos será objeto de uma nova ação judicial, segundo André, caso a associação não se manifeste favoravelmente.

Quem também promete ir à Justiça é o casal morador da casa de número 112 da Rua Itaúna, David Rodrigues Tanure e Maria de Lourdes Gomes Tanure. Desde o deslizamento de terra, ele contratou um advogado que vem acompanhando as negociações com a associação. De acordo com Maria de Lourdes, os representantes das empreiteiras já arcaram com alguns prejuízos imediatos e pagam o valor do aluguel de um canil para onde os dois cães da família foram levados. “No entanto, são lentos nas negociações e nos pagamentos. Além disso, a advogada deles passou um e-mail informando que a quantia depositada seria o suficiente para sanar todo o prejuízo. Temos uma obra para fazer. Nossa área de lazer está cheia de trincas, toda comprometida e isolada pela Defesa Civil”, queixou-se. Segundo Davi, os reparos ainda dependem da estabilização do solo e da aprovação da Defesa Civil, e como garantia ele vai entrar na Justiça para assegurar o depósito em juízo do valor referente aos custos da obra.

CONTESTAÇÃO
 As reclamações dos moradores da Rua Itaúna são contestadas pela advogada Elisa Duarte, que defende os representantes do empreendimento. Além de não ter sido considerada culpado pelo deslizamento de terra, segundo a defensora, o grupo arcou com todas as despesas de aluguel de inquilinos dos imóveis afetados, carreto e outros danos imediatos. “Todos estão amparados. Estão tendo seus gastos custeados. E a associação fez isso mesmo sem ter sido declarada culpada pelo que aconteceu, já que nossa perícia constatou que o deslizamento da encosta foi causado pelo excesso de chuva”, informou a advogada.

Segundo ela, a exceção do processo de negociações é o caso do casal André e Dalila, e que o impasse teria, entre outros motivos, o fato de os reclamantes não constarem no contrato como locatários do imóvel. “O contrato está em nome de um senhor Régis, que seria irmão da Dalila. Mas ele mesmo nunca requereu nada. Não tenho como pagar nada, porque eles não têm como provar que moravam no local”, disse, Além disso, Elisa explica que o casal não deixou telefone nem e-mail no dia da primeira reunião com as pessoas atingidas pelo deslizamento da encosta.

“Em momento algum eles deram oportunidade de negociação e logo depois recebemos o processo. A indenização que pedem é exorbitante. Se a Justiça entender que a associação terá de pagar, ela pagará. Mas além de não ser culpada, ela sofreu um prejuízo enorme, que ainda nem pôde ser calculado”, alegou. De acordo com Elisa, especialistas estão sendo contratados para avaliar as condições do local e calcular o valor dos danos.

Enquanto isso…
…Sem disputa no São Bento

A criação de uma comissão foi a saída para resolver o problema do desmoronamento de uma quadra de tênis que desde o dia 27 de janeiro deixou 39 famílias fora de suas residências no Bairro São Bento, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os estudos de solo estão sendo feitos e um laudo provisório deve ficar pronto em duas semanas para verificar o risco de intervenções no local, que permanece isolado. Um projeto de engenharia para refazer a contenção está em vias de ser contratado, mas segundo especialistas já consultados, deverá ser diferente do existente anteriormente. Para lembrar, o muro de quase 15 metros que fazia a contenção da quadra de esportes do Edifício Morigerati, no número 77 da Rua Abadessa Gertrudes Prado, cedeu sobre a parte de trás dos edifícios São Tomás de Aquino e Bela Morada. Os dois prédios ficam, respectivamente, nos números 70 e 120 da Avenida Professor Cândido Holanda, já no Bairro São Bento.

FONTE: Estado de Minas.


 

Cães domesticados tendem a roubar comida quando pensam que não estão sendo observados por seus donos, o que sugere que são capazes de entender o ponto de vista humano, mostra pesquisadora da Universidade de Portsmouth, no Reino UnidoLifesize/Getty Images

Animais domesticados, como os cachorros, seriam capazes de entender o ponto de vista humano e usar isto a seu favor, segundo aponta pesquisa da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido.

Juliane Kaminski, pesquisadora do departamento de Psicologia da Universidade, testou o comportamento de 42 fêmeas e 42 machos em um ambiente com diferentes níveis de iluminação para ver se os cães roubariam comida.

A intenção era observar como eles desenvolviam as estratégias para “roubar” a comida, já que todos os cães eram proibidos de se alimentar no local, segundo estudo publicado na Animal Cognition.

Os animais que estavam em locais escuros desobedeciam quatro vezes mais as ordens do que os que estavam nos cômodos iluminados, indicando que os cachorros entendem o que os humanos podem ou não ver. Além disso, o ambiente escuro fez que com que os cachorros pegassem mais comida e de uma maneira mais rápida para não serem descobertos.

Os experimentos foram feitos com muitas variáveis para evitar que os animais não tivessem respostas condicionadas, como entender que a escuridão significava obter comida farta e fácil, por exemplo.

“Os resultados mostram que os cachorros decidem que é mais seguro ‘roubar’ comida quando o quarto está escuro, porque compreendem um fator da perspectiva humana”, explica.

 

FONTE: UOL.



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