Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Aos 91 anos, morre o escritor Carlos Heitor Cony

Escritor teve falência múltipla dos órgãos; ele estava internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro

O escritor e jornalista Carlos Heitor Cony morreu na noite de sexta-feira, 5, de falência múltipla de órgãos. Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), ele estava com 91 anos. Cony estava internado no Hospital Samaritano no Rio e sua morte foi confirmada pela Companhia das Letras, editora que atualmente lançava seus livros.

Membro da Academia Brasileira de Letras, Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 1926. Sua estreia na literatura se deu com os romances A Verdade de Cada Dia e Tijolo de Segurança. Lançados em 1957 e 1958, os dois livros receberam o Prêmio Manuel Antônio de Almeida – abrindo uma carreira de distinções literárias que mais tarde incluiriam o Prêmio Jabuti (em 1996, 1998 e 2000) e o Prêmio Machado de Assis, em 1996, pelo conjunto da obra, além da comenda de Artes e Letras concedida em 2008 pelo governo francês

Antes da estreia na ficção, ele iniciara a vida profissional como jornalista – função que nunca abandonaria. Em 1952, entrou para o Jornal do Brasil e mais tarde foi redator do Correio da Manhã. Foi preso diversas vezes durante a ditadura militar. E, em 2004, o Ministério da Justiça concedeu a ele uma pensão vitalícia de R$ 23 mil, valor correspondente ao salário que receberia como redator-chefe de uma publicação. Após deixar o Correio da Manhã, entrou para a Manchete, onde atuou também no departamento de teledramaturgia, participando de projetos como as novelas A Marquesa de Santos e Dona Beija.

Em meados dos anos 60, Cony já tinha 8 livros publicados – além de ficção, coletâneas de crônicas. “Todos eram romances de forte afirmação do individualismo, numa época e num país com pouca tolerância para com individualismos. As esquerdas viam Cony com desconfiança, apesar de seus livros saírem por uma editora sobre a qual não restava a menor dúvida: a Civilização Brasileira, de Ênio Silveira, um homem ligado ao Partido Comunista. Ênio podia não concordar com Cony quanto à linha apolítica e alienada que imprimia a seus romances, mas não abria mão de tê-lo entre seus editados. Cony era talvez o maior escritor profissional do Brasil – produzia um romance por ano, firmara um público certo e não dava bola para os críticos”, escreveu Ruy Castro sobre o autor no Estado no final dos anos 90.

Em 1967, no entanto, lançaria um livro seminal em sua trajetória: Pessach, a Travessia. A obra retrata um escritor carioca que, em pleno regime militar, rejeita qualquer tipo de posição política mais radical, assim como renega sua origem judaica. Pouco depois de completar 40 anos, no entanto, acaba se comprometendo, involuntariamente, com questões políticas. O livro continha crítica dura ao Partido Comunista. Em 1999, o autor voltaria ao tema com Romance Sem Palavras, no qual continuava a história do escritor Paulo.

Ditadura

Em entrevista publicada no Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo em 2008, Cony relembrou o período da ditadura ao falar do romance O Ventre – e tratar da melancolia e do pessimismo que são normalmente associados à sua obra, influência, naquele instante, do pensamento de Sartre. “Havia nessa época um tom exagerado de bossa nova, de desenvolvimento, que não me encantava. Da mesma forma que não aderi à literatura engajada que surgiu depois da Revolução de 1964, mesmo depois de preso pelos militares. Nessa época, escrevi Antes, o Verão, um romance completamente alienado, sem nenhum referência política, assim como Balé Branco, que veio em seguida. Mesmo Pilatos, que saiu em 1973, quando a situação continuava difícil. É curioso que alguns críticos entenderam ao contrário, identificando o homem castrado do romance como uma alusão ao que viviam os cidadãos, alijados politicamente. Mas não era nenhuma metáfora para mim. Minha crítica aberta estava nos textos que escrevia para os jornais, especialmente o Correio da Manhã”, disse.

Pilatos é ainda hoje considerado por muitos o grande livro de Cony – inclusive pelo próprio autor. Lançado em 1973, narra a história de um homem que, após sofrer um acidente, vaga pelas ruas do Rio com o órgão sexual mutilado em um jarro, encontrando diferentes personagens pelo caminho. Havia na obra uma sátira sobre a situação política e a contestação no Brasil. E o autor, feliz com o resultado, decidiu abandonar a escrita de romances. Foi o que fez, ao menos pelos próximos 20 anos, até a publicação, em 1995, de Quase Memória.

Nele, o escritor explora território nem sempre claro que existe entre a ficção e a memória – e o faz a partir das lembranças que têm do pai. O cineasta Ruy Guerra trabalha há anos na adaptação para o cinema da obra e, em 1996, em texto publicado no caderno Cultura, explicaria como a relação entre pais e filhos o levou à produção. “Houve mesmo uma vez que cheguei a aflorar o assunto e dediquei-lhe um rápido parágrafo, quando falava de algumas lembranças da minha juventude. Só que depois achei que ele merecia mais, e melhor, e resolvi deixar para outra ocasião. Só que agora a questão se tornou muito mais difícil. Surgiu um livro. Um livro magnífico, que conta as aventuras de um pai que faz lembrar o meu. Talvez por isso me tenha tocado tão profundamente o seu humor e sua ternura. Quase Memória é o livro que eu gostaria de ter escrito sobre o meu pai. Como escrever agora algo sobre a matéria? Só me resta aceitar a sabedoria do destino, fazer um filme com o seu romance, e assim cumprir a minha promessa de infância, de outro modo, sob uma outra forma, com um outro pai.”

Relações humanas

Ainda que toque em temas políticos, a obra de Cony tem como foco, antes de mais nada, as relações humanas – e, em direção ao final da vida, essas relações se transformam na possibilidade de reencontro. Quase Memória, na aproximação que o autor tenta com a figura paterna, faz parte desse processo, assim como A Casa do Poeta Trágico, lançado em 1997, que evoca a ideia de que todo homem tem a capacidade de distinguir entre o bem e o mal, mas nem sempre a sabedoria de se decidir por um ou outro. Como coloca o professor gaúcho Antonio Hohlfedt, em texto publicado na edição dos Cadernos de Literatura Brasileira dedicada a Cony, o autor lança mão de recursos memorialísticos para contar histórias da classe média urbana, no quadro da falência da família e da busca da identidade e do sentimento de vazio dos narradores”, dentro do conceito de que “a literatura é um modo de resistência”.

O modo como tratou esses temas deu ao autor a pecha de pessimista inveterado. O jornalista Zuenir Ventura, amigo do escritor, discordaria, no entanto, em texto também publicado nos Cadernos de Literatura Brasileira. “Desconfiem do auto-proclamado Cony pessimista e muito menos acreditem no Cony cínico. Ou melhor, acreditem, mas considerem que é uma atitude filosófica, moral, intelectual, uma visão do mundo que é desmentida a cada dia por sua prática de vida. Gozador, ele deve se divertir com o efeito sobre os outros da imagem que criou de pessimista, mal-humorado e rabugento.”

Cronista. O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, que estará hoje na cidade

Na mesma entrevista de 2008 citada acima, Cony falava dos problemas de saúde – “Segundo Ruy Castro, eu já me tornei o mais antigo doente terminal do Brasil” – e da falta de disposição para escrever novos romances. De lá para cá, a Alfaguara realizou trabalho de reedição de suas obras – mas Cony se dedicaria apenas ao jornalismo, seja nas colunas que publicava no jornal Folha de S. Paulo, seja na publicação de reuniões de crônicas. “Com 60 anos de carreira jornalística, é só abrir a gaveta e sacar alguma”, brincava.

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FONTE: O Tempo.


Na pacata Fernandes Tourinho, município de 3 mil habitantes no Vale do Rio Doce, católicos e evangélicos têm locais diferentes para sepultamento desde o século passado

 

Sara Veloso da Silva no Bom Jesus, onde a mãe está sepultada: ela já pagou R$ 2,7 mil por um jazigo no local, que fica a um quilômetro do cemitério para evangélicos   (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Sara Veloso da Silva ao lado do túmulo da mãe, no cemitério Bom Jesus, na rua Joaquim Ribeiro Carvalhaes, para sepultamento de católicos (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Sara Veloso da Silva ao lado do túmulo da mãe, no cemitério Bom Jesus, na rua Joaquim Ribeiro Carvalhaes, para sepultamento de católicos

Fernandes Tourinho – “Que interessante! Ainda mais por se tratar de um lugar pequeno.” Foi assim que João Lopes Oliveira, de 47 anos, que visitava Fernandes Tourinho, cidade de pouco mais de três mil habitantes no Vale do Rio Doce, reagiu ao descobrir uma peculiaridade do município: ali, há dois cemitérios, um dos católicos e outro dos evangélicos.
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O primeiro capítulo dessa história remonta às primeiras décadas do século passado, mas, ainda hoje, há quem não se sinta à vontade para falar sobre o assunto publicamente. Moradores mais antigos do município, cercado por montanhas e a poucos quilômetros da Rio-Bahia (BR-116), contam que uma evangélica morreu na época em que só havia a calunga do Nosso Senhor do Bom Jesus, construída atrás da igreja homônima. Os familiares não teriam concordado com a obrigatoriedade de uma cruz no túmulo – ou próximo dele – e levaram o corpo para casa.
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Sensibilizado, um fazendeiro doou um pedaço de terra para que os parentes construíssem o jazigo da maneira que desejavam. Foi assim que o Bom Jesus ficou conhecido como o cemitério dos católicos e o pedaço de terra doado pelo proprietário rural virou a calunga dos evangélicos. Separados por pouco mais de um quilômetro, cada um ocupa parte do alto de um morro. Ambos são mantidos pela prefeitura.
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Seu Carlos, morador conhecido tanto na área urbana quanto na rural, é o coveiro titular dos dois lugares. Ele conhece bem a história contada pelos vizinhos mais antigos, mas sempre optou pela discrição em relação ao assunto. Diz apenas saber em qual lugar deve preparar a cova quando o alto-falante da igreja informa a morte de um habitante, seja o corpo de um católico ou de um evangélico.
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Homenagens Carlos mora ao lado do portão principal do Bom Jesus, cercado por um muro branco e baixo. Um cruzeiro de madeira se destaca na parte mais alta, de onde a vista alcança todos os túmulos. Há jazigos de diferentes materiais, sobretudo, de mármore, azulejos e cimento. Também há sepulturas simples, onde a cova no chão batido é cercada por finas grades de ferro. Em muitos, destacam-se frases que homenageiam os mortos.
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No da família Santos, por exemplo, há uma dedicatória à memória de uma mulher: “Você brilhou tanto na terra que Deus a levou para ser estrela no céu”. Em outro, um homem foi homenageado pelos parentes da seguinte forma: “Quem vive no coração e na lembrança nunca morre”. Imagens de Nossa Senhora Aparecida e de Cristo pregado na cruz estão em vários jazigos, como no que foi enterrado o corpo de Ana, mãe da costureira Sara Veloso da Silva, de 61.
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“Ela morreu aos 85 anos e sempre dizia que desejava ser enterrada na parte mais alta desse cemitério”, recorda a filha, que já pagou R$ 2,7 mil por um jazigo no mesmo lugar. “Não quero dar trabalho a ninguém quando chegar a minha hora”, explicou a mulher, que mora a menos de 100 metros de lá. Da casa dela é possível ver o cemitério dos evangélicos, onde há quatro palmeiras na entrada.
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É lá que dona Marlene Gomes Costa, de 60, quer ser sepultada. “Quando chegar a minha hora – e que se Deus quiser demore muitos anos – quero vir para cá”, reforça a mulher, fiel da Assembleia de Deus. Ela costuma descansar no banco de madeira em frente ao cemitério, onde sempre dispensa parte do tempo em boa prosa com as amigas.
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O lugar é cercado por um alto muro verde, erguido há poucos anos. Até então, havia apenas uma cerca com arame.

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Atrás do imenso portão, pintado de marrom, também há túmulos erguidos por famílias de diferentes classes sociais – a renda per capita na cidade é de R$ 351,58, segundo o censo de 2010.A maioria dos corpos está em cova simples. O jazigo que mais chama a atenção, erguido com cimento, é o de um homem e o de uma mulher cuja história faz um contraponto com a divisão que provocou o surgimento das duas calungas em Fernandes Tourinho. Trata-se de um casal que viveu junto por décadas.
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O marido era evangélico. A esposa, católica. Quando ele morreu, foi enterrado no cemitério dos evangélicos. Mas a saudade do amado era tanta que a mulher fez um pedido aos familiares: queria ser enterrado ao lado do corpo do marido. Seu último desejo foi realizado.

Cemitério dos Evangélicos, na rua Frei Roberto (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Cemitério dos evangélicos
Marlene Gomes da Costa, fiel da Assembleia de Deus, no cemitério para evangélicos:

Marlene Gomes da Costa, fiel da Assembleia de Deus, no cemitério para evangélicos: “Quando chegar a minha hora, quero vir para cá”

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FONTE: Estado de Minas.


Dilma deve pelo menos 5 cargos públicos de seu currículo a pressões políticas do ex-marido

Livro assinado por dupla de jornalistas relata as pressões exercidas pelo ex-deputado Carlos Araújo para que Dilma fosse aceita em cargos públicos no Rio Grande do Sul.

 

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Dilma Rousseff foi casada com Carlos Franklin Paixão de Araújo de 1969 a 2000. Durante este período, o ex-marido da atual presidente do Brasil chegou a ser um dos políticos mais votados pelo PDT gaúcho, partido o qual participaram ambos da fundação. Graças à influência e ao status do deputado, Dilma conseguiu ser nomeada para ao menos 5 cargos públicos:

  • Secretária municipal de Fazenda, em Porto Alegre (1985 a 1988)
  • Diretora-geral da Câmara de Vereadores da capital gaúcha (1989)
  • Presidente da Fundação de Economia e Estatística, do Rio Grande do Sul (1991 a 1993)
  • Secretária estadual de Minas e Energia, no Rio Grande do Sul, no governo Alceu Collares (1993 e 1994)
  • Secretária estadual de Minas e Energia, no Rio Grande do Sul, no governo Olívio Dutra (1999 a 2002)

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Detalhes desses movimentos de bastidores podem ser conhecidos no livro “O Lado B dos Candidatos“, dos jornalistas Chico de Góis e Simone Iglesias, lançado neste ano. No capítulo “Matriz ou Filial”, por exemplo, é mostrado como a escolha para a Secretaria Municipal da Fazenda de Porto Alegre foi definida numa reunião com o ex-marido da atual presidente do Brasil:

Os eleitores esperavam do trabalhista Alceu Collares grandes medidas. Nos dias que antecederam a posse, o prefeito eleito e Araújo passaram um fim de semana em um hotel no interior do Estado montando o secretariado. No mapa inicial, Dilma seria secretária de Indústria e Comércio, mas acabou assumindo a Secretaria da Fazenda. Viveu, em dois anos e nove meses no cargo um inferno político e administrativo.

(grifos nossos)

Ainda no mesmo capítulo, é relatada a entrada de Dilma na Secretaria Estadual de Minas e Energias no governo do mesmo Collares como sendo fruto de forte pressão do então marido, o deputado estadual e líder do governo na assembleia, Carlos Araújo:

Num determinado ponto, Collares se acalmou e propôs um armistício. Percebendo que o problema era Araújo, o governador usou Dilma para tentar conter a fúria do amigo. Sugeriu que ela fosse nomeada para a Secretaria de Minas e Energia, já que quem estava no cargo, Airton Dipp, acabara de se eleger prefeito de Passo Fundo e o partido precisava de alguém para substituí-lo.

“Dilma virou secretária numa guerra campal. De forma natural, não seria indicada, porque já tinha brigado com Neuza na prefeitura, e Neuza só consentiu porque se sentiu ameaçada“, relata Mattos.

(grifos nossos)

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Algumas situações chegariam a ser cômicas se não fossem lamentáveis, como quando Dilma, também sob pressão de Araújo, ocupou o cargo de Diretora-Geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Foram poucos meses na função pois findou demitida pelo presidente da casa, Valdir Fraga, por constantemente chegar atrasada. “Eu a exonerei porque houve um problema com o relógio de ponto”, disse o vereador.

Perguntou ao operário por que ele não estava trabalhando. “Não tem prego”, respondeu. O presidente da Câmara procurou a direção geral da Câmara, mas ninguém havia chegado ao escritório.Às 9h30, o operário continuava sem trabalhar porque a cúpula não começara a trabalhar e assim não havia como comprar pregos para que a obra seguisse. A partir daquele dia, Fraga pegou o livro de ponto e o levou para sua sala para saber a hora que os funcionários da direção geral estavam chegando. Após esse ato, Dilma saiu em férias e depois se afastou do cargo de diretora-geral da Câmara.

(grifos nossos)

No debate desta terça-feira na rede Bandeirantes pelo segundo turno da disputa para a presidência do Brasil, Dilma colocou em pauta o assunto nepotismo e desafiou que buscassem no governo federal algum parente dela. Propôs o desafio apostando no desconhecimento público de sua própria biografia. A grande diferença, no entanto, não está no fato de ela contratar parentes, mas de ter sido ela mesma por quase duas décadas o parente contratado. Ou ainda pior: o parente imposto.

FONTE: Implicante.


COLEGAS DO 9º PERÍODO FIZERAM NESTE SÁBADO A APRESENTAÇÃO DOS SEUS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO.

 

 

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No corredor, antes de entrar na sala para a apresentação, os colegas retocam os últimos detalhes.

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A banca examinadora, formada pelos senhores professores Carlos Frederico, Márcio Portella e Vítor Kildare.

 

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A colega Sinara Tiago Braga Leibnitz apresentou o trabalho DOS ALIMENTOS GRAVÍDICOS E A RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DOS SUPOSTOS AVÓS PATERNOS

 

 

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A colega Leda Cecília Costa apresentou o trabalho DANO EXISTENCIAL E O DIREITO DO TRABALHO

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O colega Allan Marcelo de Souza apresentou o trabalho DIREITO DO CONSUMIDOR: COMÉRCIO ELETRÔNICO – DIREITO DE ARREPENDIMENTO – MÍDIA

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A colega Andréa Carla Andrade do Amaral apresentou o trabalho AS NOVAS FAMÍLIAS NO DIREITO BRASILEIRO

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Outros(as) colegas também apresentaram seus trabalhos nesta data, mas não pude assistir a todos (AQUI ESTÁ A RELAÇÃO). Sucesso a todos(as) e parabéns pelas pesquisas, pelos trabalhos e pelas apresentações. Aos senhores professores, agradeço a oportunidade e as considerações feitas durante as apresentações, pois, embora dirigidas aos colegas apresentadores, certamente me serão de grande valia quando chegar a minha hora.

MARCELO O. SOUZA – M1

8º Período

SUPLEMENTO – VOCÊ SABE O QUE É O TCC? VOCÊ SABE COMO FAZER O TCC?

O que é TCC

 Quando um estudante de Ensino Superior chega ao fim do curso precisa fazer o TCC (Trabalho de Conclusão do Curso) para poder garantir a sua formação. Por mais difícil que pareça devemos alertar que pode ser mais simples do que parece. Esse tipo de trabalho surgiu em 1983 na Universidade de Franca e logo se tornou parte da grade curricular de vários cursos superiores pelo Brasil todo.

É importante que o estudante tenha bem claroo que é TCC antes de começar a elaborar o trabalho. Podemos definir como um trabalho que tem um caráter monográfico, porém, com menos exigências e uma pesquisa menos aprofundada de temáticas do que a Monografia.

Um TCC precisa ter um tema definido pelo estudante e aceito pelo professor orientador, este professor é escolhido de acordo com a temática que o aluno deseja pesquisar. Em geral a estrutura de um trabalho desses é composta pelos mesmos elementos que são:

Páginas pré-textuais:

  • Capa – Item Obrigatório
  • Folha de rosto – Item Obrigatório
  • Folha de aprovação – Item Obrigatório
  • Dedicatória – Item Opcional
  • Agradecimentos – Item Opcional
  • Epígrafe – Item Opcional
  • Resumo – Item Obrigatório
  • Sumário – Item Obrigatório
  • Lista de ilustrações – Item Opcional (somente se houver ilustrações em boa parte do trabalho)
  • Listas de abreviaturas e siglas – Item Opcional
  • Listas de notações – Item Opcional

Logo na sequência desses itens vem os elementos textuais:

  • Introdução – Item Obrigatório
  • Desenvolvimento –Item Obrigatório
  • Conclusão ou Considerações finais – Item Obrigatório (É necessário demonstrar que o trabalho de pesquisa chegou a algum lugar).

Também existem os elementos pós-textuais:

  • Referências bibliográficas – Item Obrigatório (as citações retiradas da internet também devem ser referenciadas seguindo a ABNT)
  • Obras consultadas – Item Opcional
  • Apêndices – Item Opcional
  • Anexos – Item Opcional (Acrescenta bastante a qualidade final do trabalho, mas utilize apenas que haja algo realmente relevante para anexar)
  • Glossário – Item Opcional (Trabalhos com termos técnicos como em áreas específicas como as Engenharias ficam mais fáceis de compreender com um bom glossário).

Todo o Trabalho de Conclusão de Curso deve ser formatado dentro dos padrões do ABNT. Provavelmente a sua instituição de ensino possui algum livro ou outro tipo de publicação com essas normas.

Veja as medidas padrão de formatação do TCC:

  • Margem superior: 2,5 cm
  • Margem inferior: 2,5 cm
  • Margem direita: 2,5 cm
  • Margem esquerda: 3,0 cm
  • Citações: 1 cm (justificando à direita em itálico com a Fonte em tamanho10)
  • Entre linhas, o espaço: 2,0 cm
  • Tipo: Times New Roman (Fonte serifada)
  • Fonte (tamanho): 12
  • Formato de papel: A4

 

A professora Caroline Hofmann dá valiosas dicas em seu livro TCC – TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO: A EXCELÊNCIA COMO DIFERENCIAL.

O QUE VOCÊ PRECISA PARA ELABORAR UM TRABALHO CIENTÍFICO?

A primeira etapa envolve a escolha e delimitação do assunto (tema). Ao escolher um tema para seu trabalho de pesquisa, procure algo original. Será considerado original um assunto que, mesmo versando sobre algo já conhecido, aborde-o sob novo ângulo, acrescentando-lhe uma particularidade até então desconhecida. Escolha algo pelo qual você já tenha algum interesse ou que, de alguma forma, seja um desafio para seu pensamento, algo intrigante e instigante para a sua imaginação.

Podem ser boas pistas investigar alguma experiência particular anterior sua, ou a área profissional para a qual você está se encaminhando, ou algum campo da Ciência sobre o qual você tem se interessado ultimamente.

Lembre-se de que você vai ter que se dedicar a este assunto por muitas horas e que, por isso, é importante que ele seja verdadeiramente de seu interesse.

Convém lembrar que o orientador desempenha um papel muito importante na fase da pesquisa bibliográfica, indicando sugestões de textos, discutindo ideias desenvolvidas pelos autores e revisando o material escrito pelo acadêmico. Outra dica importante: não deixe a pesquisa bibliográfica para o final do trabalho. Na maioria das vezes, a bibliografia sobre o tema ajudará bastante no desenvolvimento da pesquisa, na escolha da metodologia de trabalho e na definição das melhores técnicas par atingir os objetivos.

O método de estudo

Gostar e saber estudar são condições básicas para a pesquisa científica. A aquisição das habilidades referentes à leitura crítica, ao fichamento de um texto, à produção de um artigo científico é uma etapa necessária para a formação do pesquisador.

TCC – Trabalho de Conclusão de Curso – a Excelência Como Diferencial

CRUZ, Carla; HOFFMANN, Caroline; RIBEIRO, Uirá

Belo Horizonte: 2006 New Hampton Press Ltda

Pp 56,57, 58

 

Para conhecer o META – Manual para Elaboração de Trabalhos Acadêmicos CLIQUE AQUI!

E para conhecer o MRPR, clique ali:  Manual de Redação da Presidência da República

 

FONTE: Fazer Monografia, Universo.

 

 


España: La Infanta Cristina, imputada por blanqueo y delito fiscal

PrincesaO casal, em foto de 2012

El juez José Castro ha imputado a la Infanta Cristina por un delito de blanqueo de capitales y otro fiscal presuntamente cometidos por la hija del Rey en su condición de copropietaria de Aizoon, empresa familiar a la que se desviaron más de un millón de euros públicos desde el Instituto Nóos.

El auto de 227 páginas, que acaban de recibir las partes, cita a la hija pequeña del Rey a declarar dentro de dos meses. Concretamente, el sábado 8 de marzo a las 10.00 horas de la mañana. El magistrado instructor del caso Urdangarin ha dado ese amplísimo margen con un obvio objetivo: que a la Audiencia Provincial de Palma le dé tiempo a fallar el más que seguro recurso de la Fiscalía Anticorrupción.

Los delitos que el titular del Juzgado de Instrucción número 3 de Palma atribuye a Doña Cristina están severamente castigados por el Código Penal. El blanqueo de capitales conlleva una pena de cárcel de hasta seis años, además de una multa que puede ser del triple de la cantidad de dinero lavada. El fiscal puede acarrear un máximo de cinco años de estancia en prisión y una sanción pecuniaria de hasta el séxtuplo de la cifra distraída a Hacienda.

El magistrado instructor sostiene que la contabilidad de Aizoon, sociedad instrumental que en estos momentos preside la duquesa de Palma, “distaba mucho de ajustarse a la realidad”. Y tilda de “fiscalmente opaco” el reparto de dividendos entre los dos titulares de la empresa familiar: Cristina de Borbón y Grecia e Iñaki Urdangarin.

Una de las acusaciones más graves del auto viene a continuación, casi sin solución de continuidad, en un párrafo que no deja lugar a la duda: “Esos ingresos [procedentes del reparto de dividendos fiscalmente opacos] nunca los tributó en sus declaraciones del Impuesto sobre la Renta de las Personas Físicas [IRPF]”.

Esta es la segunda ocasión en la que Castro cita como imputada a la infanta Cristina, pero cuando lo hizo por primera vez en abril de 2013 suspendió poco después la citación después de que la Fiscalía Anticorrupción presentara recurso ante la Audiencia Provincial. La Audiencia dejó sin efecto la imputación pero apuntó nuevas líneas de investigación para averiguar si la infanta Cristina pudo incurrir en posibles delitos fiscales y de blanqueo desde la empresa Aizoon, de la que es propietaria al 50 % junto a su esposo.

(Publicado por El Mundo – 7 Enero, 2014)

FONTE: Migalhas.


Suspeito de pichar estátua de Drummond no Rio se entrega à polícia

Pablo Lucas Farias vai prestar depoimento e será liberado, diz delegado.
Casal foi identificado por câmeras de segurança pichando estátua.

Pablo Lucas empresário de Uberaba pichação Drummond (Foto: Polícia Civil/ Uberaba)Pablo Lucas será liberado após prestar depoimento

O homem suspeito de pichar a estátua de Carlos Drummond de Andrade, no dia 25 de dezembro, na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio, se apresentou à polícia no começo da tarde desta segunda-feira (6). Segundo o delegado José Fagundes de Rezende, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), Pablo Lucas Farias vai prestar depoimento e será liberado após assinar um termo circunstanciado.

Veja aqui a primeira matéria.

Pablo, que é de Minas Gerais e mora na Taquara, Zona Oeste do Rio, foi identificado por câmeras de segurança pichando o monumento ao lado da namorada. A mulher foi identificada apenas pelo primeiro nome, Mel.

O advogado de defesa do empresário, Sérgio Herbert da Silva Fonseca, solicitou no dia 30 que ele se apresentasse na cidade natal, Uberaba, mas a solicitação não foi aceita. O advogado disse que foi procurado pela mãe do réu em Uberaba para defendê-lo e que, a princípio, ele teria se proposto a reparar os danos causados.Pablo também é suspeito de pichar a imagem do jornalista Zózimo do Amaral, no Leblon, na mesma madrugada, e o monumento em homenagem a Estácio de Sá, no Aterro do Flamengo, também na Zona Sul. Lucas também é conhecido pelo apelido “Quase”.

Casal é flagrado pichando a estátua do Drummond (Foto: Reprodução/TV Globo)Casal é flagrado pichando a estátua do Drummond

Pichação é crime ambiental
Pichar bens públicos é crime ambiental e prevê detenção de três meses a um ano, além do pagamento de multa. Se for um monumento tombado, a pena é maior. A estátua de Drummond já tinha sido alvo de vários vandalismo anteriormente. Em junho do ano passado, os óculos de bronze tiveram que ser trocados pela oitava vez.

A estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade, que fica na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, foi pichada na noite desta quarta-feira (25). O monumento já tinha sido alvo de outros atos de vandalismo. (Foto: Marcelo Carnaval/Agência O Globo)
A estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade fica no Posto 6 e  já tinha sido alvo de outros atos de vandalismo.

FONTE: G1.


Telexfree: parentes do dono processam a empresa

Tia e primo de Carlos Wanzeler entram com ação para reaver dinheiro investido no negócio

                                                                    Carlos Wanzeler, fundador da Telexfree

Uma tia e um primo do fundador da Telexfree , Carlos Wanzeler, processaram a empresa. O motivo é o mesmo de uma enxurrada de outras ações abertas nas últimas semanas : querem receber de volta o dinheiro colocado no negócio criado pelo empresário, e que acabou suspenso pela Justiça sob suspeita de ser a maior pirâmide financeira da História do País .

No total, os dois parentes pedem cerca de R$ 15 mil, quantia que inclui também os lucros prometidos pela Telexfree para conquistar adesões. O valor é relativamente pequeno em comparação a outros processos, como o de um advogado de Mato Grosso que pede R$ 101 mil.

“Acredito que são parentes distantes, senão tinham investido um valor muito maior e estariam no topo da pirâmide”, afirma o advogado Alexey Campgnaro Lucena, que representa os dois e pediu sigilo de seus nomes.

Os dois processos estão na Justiça do Espírito Santo, onde Wanzeler decidiu abrir em 2010 a sucursal brasileira da Telexfree Inc, fundada por ele nos Estados Unidos em 2002. O empresário vive por lá até hoje, o que dificultou a tomada do seu depoimento no inquérito criminal que segue paralelo à ação civil movida contra a empresa pelo Ministério Público do Acre (MP-AC).

A Telexfree brasileira é acusada pelo MP-AC de ser uma pirâmide financeira disfarçada de uma empresa de telefonia VoIP por meio de marketing multinível, pois dependeria das taxas de adesão pagas pelos revendedores e não dos pacotes de minutos para se sustentar. No Brasil, a rede de divulgadores – como são chamados esse revendedores – tem cerca de 1 milhão de pessoas, segundo Wanzeler. A empresa nega irregularidaddes.

As investigações contra a Telexfree ganharam corpo no início do ano e, em março, a Secretaria de Acompanhamento Econômico (SAE) do Ministério da Fazenda divulgou uma nota em que classifica o negócio como “não sustentável”. A tia e o primo investiram na empresa em abril e em maio.

“As pessoas ficam seduzidas pelos ganhos daqueles que estão lá há mais tempo. Eles [ os parentes de Wanzeler] não levaram em consideração [ as acusações contra a empresa ], ou não sabiam mesmo”, justifica Lucena.

Wilson Furtado Roberto, advogado da Telexfree, diz que o tio e a prima são parentes distantes de Wanzeler.

“Ele não mantém contato com a tia há mais de 26 anos, ou seja, quando foi residir nos Estados Unidos”, afirmou o advogado. “Convém ser dito que ele nem sequer conhece o filho da sua tia.

Contas congeladas

Em 18 de junho, a Justiça aceitou a denúncia do MP-AC e determinou o bloqueio das contas da Telexfree e dos sócios – incluindo Wanzeler –, além de impedir a entrada de novos divulgadores no negócio (VEJA AQUI!). Os advogados já tiveram negados nove recursos contra a decisão.

Desde então, o número de processos contra a empresa disparou. O iG mostrou que, até o fim de julho, ao menos 176 ações haviam sido abertas por divulgadores que exigiam , além do dinheiro investido, os expressivos lucros prometidos e, em muitos casos, indenizações por danos morais.

As ações da tia e do primo de Wanzeler chegaram ao 2ª Juizado Especial de Cível de Vila Velha no último dia 30 de julho, semana em que a enxurrada de questionamentos ganhhou mais corpo. São apenas dois dos quatro processos que Lucena, o advogado dos parentes de Wanzeler, está representando

“Já recebi consultas até de gente de Santa Catarina interessada em processar a Telexfree”, diz ele.

FONTE: iG.



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