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INFLAÇÃO »Corroído, real vai às compras

Em 10 anos, preços de produtos antes comprados por menos de R$ 1 sobem até 256%, contra inflação de 54,71% no período

Todos os dias, pesquisadores do site Mercado Mineiro visitam supermercados de Belo Horizonte para acompanhar a evolução dos preços de diferentes produtos. Cada um leva consigo R$ 1 e tem a tarefa de comprar qualquer mercadoria vendida até esse valor. “Antes, me traziam diferentes coisas. De uns tempos para cá, recebo, principalmente, sabonetes”, conta, com uma pitada de humor, Feliciano Abreu, diretor-executivo do site. Qualquer dona de casa sabe que a quantia perdeu poder de compra nos últimos anos, mas que ainda é suficiente para a aquisição de alguns itens.
Inflation

O Estado de Minas foi às ruas da capital à procura de produtos com preço máximo de R$ 1. É importante lembrar que o valor, em 1º de julho de 1994, quando o real foi lançado, era suficiente para a compra de um quilo de frango, o que permitiu boa parte da população menos abastada incluir a carne no cardápio. O então presidente da República Fernando Henrique Cardoso aproveitou a força da moeda para eleger a ave um dos símbolos do real. Atualmente, o quilo do alimento é encontrado entre R$ 6 e R$ 9 – aumento de 500% a 800%.

O preço do quilo frango subiu bem acima da inflação na era do real. De julho de 1994 até junho de 2013, no último mês consolidado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação no país acumulou 333,45%. Em Belo Horizonte, o indicador ficou em 337,18% – a inflação oficial do país é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A comparação de duas pesquisas do site Mercado Mineiro, realizadas com intervalo de 10 anos, mostram que muitos outros produtos que um dia custaram menos de R$ 1 já ultrapassaram esse valor.

Os dois levantamentos foram feitos em agosto de 2003 e neste mês. Em 10 anos, por exemplo, o preço médio de um quilo de sal da marca Cisne subiu 256,72%, de R$ 0,67 para R$ 2,39. O do detergente líquido da marca Limpol (500ml) avançou 44,19%, de R$ 0,86 para R$ 1,24. Já a embalagem de palitos Gina, com 200 unidades, agora custa R$ 1,25 – há 10 anos era negociada a R$ 0,53 (alta de 135,85%). Os preços das cervejas também não ficaram para trás (veja quadro). No mesmo período, a inflação acumulada no país, medida pelo IPCA, ficou em 54,71%.

Por outro lado, a moeda de R$ 1 ainda é suficiente para algumas compras. O preço médio de um macarrão instantâneo da marca Nissin (80 gramas), que custava R$ 0,79 em agosto de 2003, chegou a R$ 0,99. Apesar da alta de 25,32%, o valor continua abaixo de R$ 1. Da mesma forma, o refresco diet de maracujá (11 gramas) é encontrado a R$ 0,90 – aumento de 13,92% em relação ao custo médio da primeira pesquisa (R$ 0,79).

Apesar de os preços médios dos produtos pesquisados pelo Mercado Mineiro terem subido mais de um dígito – tanto os que ultrapassaram R$ 1 quanto os que ainda custam menos que esse valor –, não há dúvidas de que o real é a moeda mais forte da história brasileira. Para se ter ideia, a inflação no acumulado do primeiro semestre chegou a 3,15%, segundo o IBGE.

Antes do real, houve mês em que o dragão fechava em mais de 500%.

“Era comum, do primeiro ao quinto ou sexto dia do mês, as famílias correrem aos supermercados para estocar alimentos. Faziam compras para um ou dois meses, pois havia o receio da disparada dos preços”, recorda o economista Mauro Rochlin, professor na Fundação Getulio Vargas (FGV/IBS). Ele destaca que o controle da inflação é importante para os trabalhadores, “porque preserva o poder de compra”, e para os empresários, “em razão da previsibilidade de investimentos”.

Real

Dinheiro vale mais no Centro

Quem já imaginou comer 15 coxinhas pagando a bagatela de R$ 1? No Centro de Belo Horizonte, é impossível resistir aos seis sabores do produto expostos na loja de salgados na Avenida Augusto de Lima, próximo ao Mercado Central. Com R$ 1 você enche o copo de salgadinhos recheados de calabresa, frango, carne, milho com catupiry e peito de peru. Por dia, são vendidos na pequena lojinha, entre 16 mil e 18 mil salgados. “São cinco meses de portas abertas e 400 quilos de produto vendidos todos os dias. Apostamos em um mercado que deu certo. É uma coisa barata, acessível, que todo mundo pode comprar”, conta o sócio da Coxinha é Tudo, Arlem Rodrigues da Silva.

O que ocorre com as coxinhas se espalha pela ruas do Centro da capital. Em uma volta pelos quarteirões da Avenida Paraná e ruas Tamoios e Curitiba, é possível encontrar muita coisa por menos de R$ 1. Pastéis a R$ 0,90, pão de queijo a R$ 1. Se quiser somar um cafezinho, no entanto, a conta passa para R$ 1,90. Passando pelas quinquilharias, é possível encontrar acessórios para cabelo, como quatro prendedores por R$ 1, brincos, pulseiras e utensílios para casa.

O encarregado Gladison Marçal de Aguiar, por sua vez, reclama da inflação. “Há quatro anos, levávamos tanta coisa para casa com R$ 1! Hoje, a gente só leva coisas sem muita utilidade. Os produtos essenciais estão muito mais caros.”
Na Avenida Paraná, é possível levar para casa cinco calcinhas por R$ 0,99. A gerente da loja conta que o preço é uma estratégia para queimar o estoque. “Elas eram vendidas a R$ 0,99 cada. Estão em promoção. Não temos lucro com isso, mas também não levamos prejuízo, já que ninguém leva só as calcinhas. Sempre levam algo a mais”, explica.

Em outra região da cidade, na Savassi, achar algo que um real possa comprar é bem mais difícil. Para comer um pão de queijo é preciso desembolsar pelo menos R$ 1,50, e o copo de coxinha, que faz sucesso no Centro, também custa 50% mais na região (R$ 1,50). Os acessórios de cabelo que custam R$ 0,25 no Centro, custam R$ 1 cada no bairro. O preço do café é igual nas duas regiões (R$ 0,90) e o refresco, na Savassi, pode ser comprado por apenas R$ 0,70 – contra R$ 1,25 no Centro.

Na Rua Paraíba, na Savassi, a moeda ganha mais valor. Com apenas R$ 1 é possível comprar revistas em quadrinhos e livros em geral. “Se souber procurar, vasculhar, encontra muita coisa boa. Tem pessoas de outras cidades que compram aqui, a R$ 1, e vendem mais caro no interior”, revela o funcionário da livraria, João Paulo Ferreira.

FONTE: Estado de Minas.


ANTES DO CHECK-IN » Preços em Confins levantam voo

Gastos com alimentação no aeroporto são muito maiores na comparação com restaurantes de outros locais. Valores dos aluguéis são justificativa para pão de queijo custar até R$ 4,10

Quem frequenta o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, sabe o quão salgado é o preço da alimentação. Lanchar um pão de queijo com um refrigerante, que custam até R$ 4,10 e R$ 5,30, respectivamente, representa uma despesa de R$ 9,40.

Mas a explicação, segundo lojistas, está no alto custo do aluguel cobrado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Levantamento feito pelo Estado de Minas mostra que o metro quadrado de uma lanchonete no terminal pode ser até 24 vezes mais alto que o de uma loja frontal em um bairro de luxo de Belo Horizonte. Quando o imóvel considerado é um casa comercial em um bairro classificado como popular, pelo mesmo valor seria possível alugar um espaço 94 vezes maior.

O comparativo considera quatro licitações feitas pela Infraero neste ano para compor o rol de 12 empreendimentos de alimentação e os valores pedidos por imobiliárias, segundo pesquisa feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG). A licitação com valores mais exorbitantes refere-se ao espaço de 67,36 metros quadrados para a instalação de uma rede de sanduíche fast food. Pela área, a Infraero vai receber R$ 76 mil durante 84 meses (tempo do contrato assinado em abril). Ou seja, o aluguel do metro quadrado sai a R$ 1.128,26.

Na outra ponta, na locação de uma loja de frente em um bairro de luxo de BH (área e tipo de imóvel mais caros entre os pesquisados pelo Ipead-UFMG) o metro quadrado sai por R$ 45,92. Considerando a mesma área proposta pela Infraero, o aluguel sairia por R$ 3.093 ao mês. Mas, se a preferência for por alugar um imóvel em um bairro popular, é possível achar casas comerciais com o metro quadrado de R$ 11,94. Repetindo a comparação, desta vez o valor mensal da locação sairia por R$ 804,27.

ANALISANDO O ‘CASO’ DO PÃO DE QUEIJO – E SÓ ELE
O preço de custo do pão de queijo DE QUALIDADE é de R$ 0,18 (dezoito centavos) por unidade (congelado), R$ 9,00 por quilo. Se a qualidade for deixada de lado, cai para R$ 0,10 (dez centavos), R$ 5,00 por quilo.
Explicando a questão da qualidade: para baratear o custo muitas fábricas usam na receita fécula de mandioca, essência de queijo (e não o próprio queijo) e ovos de casca mole (rejeitados pelo mercado e adquiridos a preços mais baixos). Na padaria aqui perto, sai por R$ 1,50 cada um, já pronto.

A explicação, segundo o diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luís Augusto Ildefonso, é que “a velocidade de vendas é absurdamente maior”, devido ao grande fluxo de passageiros e também ao fato de que é quase certo o consumo de boa parte deles, uma vez que são obrigados a chegar com certa antecedência para o voo e a maioria dos terminais são distantes das regiões centrais. É o caso de Confins – terminal mais distante do Centro entre os principais aeroportos do país.

A consequência: à espera de um voo, a professora Ana Paula Montandon de Oliveira não teve escolha e foi obrigada a pagar R$ 20 por uma lata de suco e um croissant recheado com presunto. “É três vezes mais caro que em qualquer lugar. O passageiro sai de casa mais cedo para voar; no avião, a empresa cobra pela comida e ainda é ruim”, diz.

DESEQUILÍBRIO

Segundo a Alshop, que representa lojas como Lacoste e Pizza Hut, até o ano passado a loja do McDonald’s no aeroporto de Guarulhos era a que mais vendia do país. Mesmo assim, acaba que o custo de operação faz com que a receita líquida seja bem menos interessante que as de shoppings. Tanto que em nome dos lojistas a associação já tentou negociar com a Infraero a redução dos custos. “O valor é definido de acordo com o interesse do passageiro naquela loja, mas a Infraero acaba se tornando um ‘importante sócio’ do negócio”, reclama Ildefonso, que classifica o investimento como “brutalmente desfavorável”.

No caso das redes internacionais de fast food, a explicação para a alta de vendas se dá também pelo fato de que elas são obrigadas a manter os preços vigentes em outras lojas. Por outro lado há os lojistas que criam empresas para operar somente nos aeroportos e colocam preços altos para cobrir os custos operacionais. O resultado é que muitos preferem comer sanduíches e pizzas em detrimento de outros alimentos.

Na tentativa de acirrar a concorrência entre os estabelecimentos, e por consequência reduzir os preços de alimentos, a Infraero criou no ano passado um formato de lanchonete popular. As sete primeiras já operam nos aeroportos de Curitiba e Londrina (PR), Recife (PE), Porto Alegre (RS), Natal (RN), Congonhas (SP), Salvador (BA) e Santos Dumont (RJ).

A gerente comercial e de logística de cargas da Superintendência Regional do Sudeste da Infraero, Eliana Marcia dos Santos Abreu, afirma que os valores usados nas licitações são baseados no mercado, considerando o volume de pessoas que circula diariamente no aeroporto. “Por dia, passam 30 mil pessoas por ali. Não dá para comparar com loja de bairro.” Ela diz que os parâmetros são os shoppings, onde, segundo ela, a média de valor para locação varia de R$ 180 a R$ 200 por metro quadrado, levando em conta o fluxo de 35 mil pessoas/dia. Mesmo com movimento menor, a Infraero adota em seus editais a média de R$ 288 – 44% superior à média citada como base. “É bem pé no chão. O mercado que dita a regra”, diz Eliana.

Mas desde o início do ano duas licitações terminaram desertas – de uma cafeteria e do restaurante “popular”. Depois de conversas com o “mercado”, novos editais devem ser publicados ainda este ano com valores novos, menores que os anteriores. Segundo a Infraero, são casos isolados. Como argumento é citado o ágio obtido em uma confeitaria. A pedida inicial era de R$ 12 mil pelo espaço, mas os interessados assinaram contrato pagando R$ 52 mil – 333% a mais.

Por dentro as contas

Por se tratar de um aeroporto com baixo fluxo de voos internacionais, a receita não tarifária (valor que exclui as taxas cobradas de companhias aéreas e passageiros) de Confins fica abaixo da média mundial. Em 2012, 32,6% do faturamento veio de receitas como aluguéis, estacionamento, lojas francas e propagandas, entre outros, totalizando R$ 56,5 milhões, segundo o estudo de concessão disponibilizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Em contrapartida, a compensação pode ser sentida no setor de alimentos e bebidas.

A média de gasto por passageiro é de US$ 3,42, superior à média mundial de US$ 3,31, segundo a empresa de consultoria norte-americana LeighFisher. No Galeão, onde a frequência de voos para outros países é bem maior, a média é menos que a metade – US$ 1,57.

A categoria alimentos e bebidas é a quarta com maior faturamento em Confins, atrás dos rendimentos com o estacionamento (31,1%), aluguéis (13,9%) e tarifas de combustível (10,7%). No ano passado, o setor rendeu R$ 5,8 milhões à Infraero – o montante não considera o valor pago por bancas de revista, farmácias, tabacarias e outros empreendimentos incluídos na categoria aluguéis. A concessão das operações à iniciativa privada deve aumentar essa participação, com crescimento da gama de serviços.

Diz o texto do relatório de avaliação econômico-financeira disponibilizado pela agência reguladora: “Consideramos que o novo operador do aeroporto desenvolverá concessões de restaurante adicionais e melhorará a variedade de serviços disponíveis nas áreas de embarque”.

A perspectiva traçada estabelece que em 2043 (último ano do contrato de concessão) a receita gerada por alimentos e bebidas será de R$ 67,2 milhões.

Para isso, a Anac cita três fatores a serem considerados: expansão do terminal, o que representa mais áreas disponíveis para locação; implementação de plano abrangente de alimentos e bebidas, e melhoria da seleção de inquilinos e práticas de contratação. A projeção é de certa forma modesta. De 2008 até o ano passado, a receita variou 866%, enquanto em três décadas a expectativa é de 1.058%.

FONTE: Estado de Minas.


Fornecedor escolhido pela Fifa terá exclusividade na venda na parte externa do estádio

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Tropeiro é o prato mais tradicional dos estádios mineiros
O tropeiro, tradicional prato servido no Mineirão, não poderá ser desfrutado no interior do estádio durante os jogos da Copa das Confederações. A Fifa vetou a sua comercialização nos bares para evitar concorrência com os produtos dos patrocinadores oficiais e também por exigir o uso de gás na produção da iguaria, a preferida dos torcedores mineiros.A reportagem apurou que, durante o evento, o tropeiro só será vendido na esplanada, parte externa do Mineirão. Ainda não há confirmação do preço e do número de estabelecimentos que comercializarão os pratos. O fornecedor foi contratado pela Fifa.

Na semana passada, a Fifa divulgou os preços de alguns produtos a serem vendidos dentro do Mineirão. O cachorro quente custará R$ 8 e as porções de batata e amendoim sairão a R$ 7 cada uma. Por esse mesmo preço, o torcedor comprará um chocolate. Os chopes da Budweiser e da Brahma, ambos de 450ml, serão vendidos a R$ 12 e R$ 9. A Brahma sem álcool custará R$ 6.

Acarajé

Na Bahia, o acarajé também será vendido na área externa da Arena Fonte Nova, em Salvador. Seis baianas e seus auxiliares, num total de 32 pessoas, vão atuar durante a Copa das Confederações em uma área comercial montada na parte Leste da Arena, onde os patrocinadores do torneio também venderão produtos oficiais licenciados pela Fifa.

As baianas utilizarão fogão elétrico para evitar acidentes com os torcedores. A estimativa do custo do investimento para a construção das estruturas onde as vendedoras serão acomodadas é de R$ 20 mil e será arcado pelos próprios patrocinadores do evento.

Além de acarajé, serão oferecidos ao público abará, bolinho de estudante, cocadas e passarinha. A unidade do acarajé e do abará vai custar R$ 8,00 (com camarão) e R$ 6,00 (sem camarão). Das seis profissionais escolhidas pela Fifa para trabalhar na Copa das Confederações, três já atuavam na antiga Fonte Nova.

FONTE: Estado de Minas.

Sem os seios, Angelina Jolie revela que passou por cirurgia para reduzir risco de câncer

 

Angelina Jolie
Angelina Jolie é casada com o ator Brad Pitt e tem seis filhos

NOVA YORK – A americana Angelina Jolie, uma das atrizes mais famosas do mundo, casada com o ator Brad Pitt, revelou que passou por uma dupla mastectomia preventiva para reduzir o risco elevado de câncer.

Em um artigo com o título “Minha opção médica” publicado no jornal New York Times, a atriz de 37 anos explica que decidiu passar pela operação porque tem uma mutação genética que aumenta o risco de câncer.

Em seu caso, a mutação genética, conhecida como BRCA1, representava 87% de possibilidades de desenvolver um câncer de mama  e 50% de padecer um câncer de ovários. A mãe de Angelina Jolie morreu de câncer aos 56 anos.

“Quando soube qual era minha situação, optei pela prevenção para minimizar o risco o máximo possível. Tomei a decisão de submeter-me a uma dupla mastectomia preventiva”, explica Jolie no artigo.

“Comecei com os seios porque meu risco de ter câncer de mama é maior do que o de ter câncer de ovário, e a operação é mais complexa”, afirma.

No dia 27 de abril a atriz concluiu os três meses de preparação para a operação, depois da qual seu risco de ter câncer de mama é de apenas 5%. Jolie, que teve três filhos com Brad Pitt e adotou outros três, afirma que está muito melhor depois da cirurgia.

Brad Pitt - Angelina Jolie
“A operação deixou pequenas cicatrizes que não chocarão nossos filhos”, conta Jolie

“Posso dizer a meus filhos que não devem ter medo de me perder por culpa de um câncer de mama”, escreve. Conhecida por ter interpretado a heroína dos jogos eletrônicos Lara Croft no cinema, Angelina Jolie, que nos últimos anos também estreou na direção, explica em detalhes a operação para retirada de tecido mamário e a substituição por implantes temporários.

“Você levanta com tubos de drenagem e extensores nos peitos. Parece uma cena de um filme de ficção científica. Mas alguns dias depois da operação, você pode voltar à vida normal”, recorda. A atriz também ressalta que Brad Pitt foi um grande apoio durante todo o processo.

“Conseguimos encontrar momentos para rir juntos. Sabíamos que era o melhor que podíamos fazer para nossa família e que nos uniria ainda mais. E foi assim que aconteceu”.

A operação deixou apenas pequenas cicatrizes que não chocarão nossos filhos, conta Jolie. “Pessoalmente não me sinto menos mulher. Me sinto mais forte e tomei uma decisão importante que não diminui em nada minha feminilidade”, completa.

Angelina Jolie, uma das atrizes mais bem pagas do mundo, lamenta que o teste para detectar a mutação genética BRCA1, assim como a BRCA2, custe mais de 3.000 dólares nos Estados Unidos, “um obstáculo para muitas mulheres”.

Também espera que seu caso sirva de exemplo para outras mulheres com risco de câncer. “Se escrevo agora sobre isto é porque espero que outras mulheres poderão beneficiar-se de minha experiência”.

“A vida está cheia de desafios. Os que não devem nos dar medo são os que podemos enfrentar e podemos controlar”, conclui.

FONTE: Hoje Em Dia.


‘É a hortaliça mais consumida no mundo’, diz especialista. Segundo ela, tomate é rico em vitamina A, boa para a visão e imunidade. O preço está ainda bem salgado, mas os benefícios são muitos.

 

O tomate é a hortaliça mais cultivada e consumida do mundo, segundo a nutricionista Karin Honorato. E é por isso que ela vai mostrar, na coluna deste sábado (4), os benefícios deste fruto. Segundo a nutricionista o tomate é rico em nutrientes como a vitamina A – boa para a visão e imunidade –, e vitamina C – que ajuda na cicatrização e na diminuição do nível de estresse –, e potássio – que controla cãibras e pressão.

“O tomate é o alimento mais rico em licopeno”, destaca Karin. Segundo ela, esta é uma substância antioxidante. “O licopeno, hoje, tem estudos bem eficazes mostrando a relação dele com a diminuição do índice de câncer de pulmão e de próstata”, revela. Karin Honorato informa que consumir o tomate quatro vezes por semana diminui o risco dessas doenças em até 20%.

Conforme a nutricionista, o alimento deve ser conservado em geladeira, mas ela explica que o fruto pode ser também congelado, para aumentar ainda mais a durabilidade. Ela afirma ainda que não é recomendável retirar a casca do tomate, pois há mais concentração de antioxidantes.

“Se possível, compre molhos, extratos e até o tomate na forma orgânica”, aponta Karin. Segundo ela, dessa forma, a ação do licopeno é mais intensa, prevenindo problemas cardiovasculares, além de ajudar a diminuir o colesterol.

Por fim, Karin Honorato explica que o ideal é que o tomate não seja consumido com alimentos ricos em cálcio, pois, assim, a absorção dos nutrientes do fruto pode diminuir. “Outra dica é não guardar nada que tenha tomate em embalagens plásticas”. Segundo a nutricionista, a acidez da hortaliça pode retirar as substâncias do plástico, e trazer para o alimento, prejudicando, dessa forma, o organismo humano.

FONTE: G1.


Restaurante de carnes, comida mineira e fast food serão os primeiros

 

Praça de alimentação. Infraero inicia processo de licitação para restaurantes e lanchonetes no aeroporto de Confins no próximo dia 18
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) abriu licitação para seis pontos comerciais da praça de alimentação no terraço panorâmico do Terminal 1 do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. O prazo da concessão dos empreendimentos na área é especial e será de 84 meses. A Lei de Concessões prevê período máximo de 60 meses. O preço mínimo da concessão é de 15% sobre o faturamento bruto mensal da empresa que ganhar o processo.

O primeiro pregão, que é voltado para um restaurante especializado em carnes, acontece dia 18 deste mês, às 9h. O empreendimento irá ocupar uma área de 222,26 metros quadrados no terraço do terminal, fora a área de depósito para apoio operacional e estoque de suprimentos, num total de 240,52 metros quadrados.

No mesmo dia, porém à tarde (14h), será feito o pregão presencial de área destinada à fast food de sanduíches, que irá ocupar uma área total de 85,53 metros quadrados, sendo 67,36 metros quadrados de loja.

Dia 19 de abril, às 9h, serão abertas as propostas da confeitaria de 135,57 metros quadrados, sendo 117,42 metros quadrados de loja.

Em seguida, no dia 22, às 14h, será aberto o pregão para o restaurante mineiro, que irá ocupar uma área total no terminal de 122,94 metros quadrados. O diferencial desse empreendimento é o preço controlado de sete tipos de produtos. O valor de alimentos por peso será de R$ 2,50 por cem gramas. A água mineral sem gás (200 ml) terá que custar R$ 0,90 e o refrigerante lata (350 ml), R$ 2,75. Um copo de refresco (300 ml) tem preço estabelecido pelo edital de R$ 1,40.

Nesse mesmo dia, às 9h, também está programado o pregão de um restaurante especializado em comida típica mineira, numa área total de 277,65 metros quadrados (259,39 metros de área de loja). No dia seguinte, será feito o pregão para exploração comercial de cafeteria especializada em cafés finos, às 9h. O empreendimento irá ocupar 113,05 metros quadrados, sendo 95,24 metros de loja.

A licitação anterior foi para quatro pontos. Um deles, foi uma choperia, que irá ocupar um espaço de 182,83 metros quadrados, além de uma pizzaria, com 90,5 metros quadrados de área, uma pastelaria, com 52,21 metros quadrados e uma lanchonete.

Praça de alimentação. A Infraero informou que as licitações serão feitas de forma “escalonada”. A ideia é replicar a praça de alimentação de um shopping, porém em menor escala.

Além das opções para alimentação, o terraço do terminal 1 irá abrigar um espaço denominado ‘Fast Sleep’, com cabines com cama e ar-condicionado para que o viajante possa tirar uma soneca e tomar banho durante as conexões, nos moldes do que já acontece no aeroporto internacional de Guarulhos (SP). A assessoria da autarquia informou que o edital do empreendimento está em fase de elaboração.
Hoje, o terraço de Confins é ocupado por dois restaurantes. A ideia é que a praça possa contar com 14 pontos de comercialização de alimentos.

FONTE: O Tempo.

Já tinha passado da hora de “alguém” colocar termo na roubalheira nas lanchonetes, quiosques e congêneres em Confins…
Marcelo Souza – Acadêmico de Direito
Belo Horizonte.

Chegando ao final de um longuíssimo jantar no Frantzén/Lindeberg em Estocolmo

Nada como uma conta de R$ 1.220 por 13 pratos e cinco copos de vinho para fazer repensar o valor de um menu-degustação. Foi o que gastei, na semana passada, no Frantzén/Lindeberg, em Estocolmo, para me sujeitar a quatro horas de um sem fim de bocados elaboradíssimos, explicados pelo chef-proprietário, Björn Frantzén, em pessoa.

Chef Bjorn Frantzén, do Frantzén/Lindeberg, explicando porque seus lagostins são mantidos vivos até a hora de irem ao prato

É muito dinheiro. É muito tempo para passar sentada, comendo e bebendo. E é muita fé em uma equipe que nunca vi antes. Não pude escolher o que comer, tampouco me contaram qual seriam os vinhos. Para muitos, um investimento estúpido.

O menu-degustação do Frantzén/Lindeberg, com minhas anotações

Neste mês, a “Vanity Fair” publicou controvertida reportagem sobre a “tirania” em restaurantes de chefs famosos onde, cada vez mais, é tudo (longuíssima sucessão de pratinhos “autorais”) ou nada. Diz o autor: “A reserva foi quase impossível de conseguir. A refeição irá custar centenas de dólares. O chef é um gênio culinário. Mas, na era do menu-degustação de 40 serviços que dura quatro horas, há um ingrediente faltando: qualquer interesse no que (ou quanto) o cliente quer comer”.

Hoje, quanto mais ambicioso o chef, maior a chance de oferecer menu-degustação (no 41, de Albert Adrià, em Barcelona, são 41°; no Eleven Madison Park, em Nova York, 16), sem opção à la carte, cobrando caro.

Quem quer comer tanto? Apaixonados como eu, para quem esses jantares equivalem à apresentação do Coldplay ou do Bolshoi. Ninguém vai obrigado ou sem saber o que lhe espera: pelo espetáculo, paga quem quer (e no Alinea, em Chicago, é literalmente um ingresso que se compra).

Se tais menus existem –e continuam se alongando –há demanda.

A resposta para a pergunta que sempre me fazem (“mas compensa?!”) é simples. Em casos como o Frantzén/Lindeberg –comida muito boa, altos e baixos nos vinhos e certa frieza no serviço–, o ardido da conta marca a memória com mais força do que o resto. Mas quando acerta-se no alvo e tudo transcorre maravilhosamente, as horas voam, os pratos não pesam, flutuo de tão feliz. Aí, sim, vale cada centavo.

FONTE: Folha de São Paulo.



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