Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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“Não gosto disso. Fica essa coisa de ‘nós gays contra os heteros’. Isso é preconceito ao contrário. Acho legal a Daniela estar casada e a postura que ela teve, influencia aquela pessoa babaca, ignorante, que gosta da Daniela. Ele pensa: ‘Talvez eu esteja errado’. Fico um pouco assim com as pessoas que levantam bandeirinha, mas fica puta se o filho for gay. Não precisa levantar bandeira. É só agir de maneira honesta e respeitosa”, explica.Ana Carolina "mergulha" de cabeça no pop no novo disco, "#AC"

  • Ana Carolina “mergulha” de cabeça no pop no novo disco, “#AC”

Para deixar de lado a imagem de cantora de baladas, Ana Carolina “mergulhou” fundo no pop. Com o novo disco “#AC” , ela solta o vozeirão característico em cima de uma programação eletrônica misturada com percussão. “Queria fugir do que eu fiz até então. Tentar fazer pop à minha maneira. Eu tinha ficado muito conhecida como cantora de balada”, avalia. Ainda assim, é a mesma Ana. As baladas são poucas, mas estão ali, assim como sua posição em não levantar a bandeira do movimento gay  (“é um preconceito ao contrário”).

Em entrevista, ela comentou sobre a repercussão do casamento de Daniela Mercury com uma mulher, sua popularidade e a nova parceria com o músico Edu Krieger e com o coprodutor do disco, Alê Siqueira, que propôs a mistura no novo trabalho. “O eletrônico não parece tão quadrado com a percussão misturada. Formam uma boa dupla. Modernizar de alguma maneira, tentar fazer algo diferente, isso alimenta a carreira. Esse é um disco do groove”, explica.

ANA, CHICO E RITA


Um dos destaques do novo disco de Ana é Chico Buarque. Ele canta e entra na brincadeira de “Resposta da Rita”, escrita pela cantora como contraponto ao clássico buarquiano “A Rita”. “Maria Bethânia pediu para eu fazer uma resposta de ‘A Rita’. Falei: ‘vamos ver, não sei’. Comecei a fazer timidamente”, conta Ana. Chico aprovou a resposta. “Quando ele aceitou participar vi que tinha aprovado. Foi bom ter esse aval. Ele se divertiu também na gravação”.

A influência mais eletrônica também está no dia-a-dia. Ana batizou o disco pensando nas redes sociais. “#AC”, com a hashtag característica do Twitter, reflete o vício da cantora com a internet. “Fico conectada não sei quantas horas por dia, almoço com o computador na minha frente, vou para o estúdio, canto com o laptop. Não escrevo com caneta e papel há um bom tempo. Estou completamente vitimizada pela internet”, diz, aos risos.

Da vida moderna, adaptou as agruras de um relacionamento na música “iPhone”. “Os benefícios e os probleminhas que o iPhone traz, não é? Essa coisa da pessoa que liga, você não atende e ele retorna bloqueado só para você atender. As mensagens que pulam na tela e todo mundo na mesa vê”, brinca.

As canções “Un Sueño Bajo El Agua”, com participação de italiana Chiara Chivello, e “Leveza da Valsa”, com Guinga, contrapõem o clima eletrônico do disco com, como ela mesma descreve, “harmonias sofisticadas”. Ambas foram lançadas antes do disco ficar pronto e ganharam clipes dirigidos pela própria cantora. Nos futuros shows, no entanto, elas também podem cair na pista: “Estou pensando em fazer um show só com DJ. Uma balada rítmica”, comenta.

Os tempos podem ser modernos, mas Ana ainda goza de uma popularidade que a acompanha desde o finzinho da década de 90. O disco, liberado para streaming no iTunes, na terça-feira (28), já tem duas canções nos folhetins globais “Amor à Vida” (com o novo single “Combustível”) e “Flor do Caribe” (“Luz Acesa”).

“Me considero uma cantora popular. Até por estar na novela, que é um publico grande. Se existe uma coisa que mantém a música popular brasileira sendo ouvida, é a telenovela. Você não tem exatamente um programa musical na TV. Sua música toca 10 segundos na novela e tem milhões de pessoas ouvindo. É um absurdo”, avalia.

ANA CAROLINA DIRIGE CLIPE DE “UN SUEÑO BAJO EL AGUA”

“Não gosto dessa coisa de levantar bandeira”

Desde que foi capa da revista “Veja”, em 2005, com os dizeres gritantes “Sou Bi e Daí?”, Ana passou a ser, involuntariamente, uma musa inspiradora para muitos fãs – gays ou não .

À esteira do casamento gay de Daniela Mercury, ela elogia a colega, mas se mantém contrária ao mesmo pensamento que teve na época: levantar bandeira “é um preconceito ao contrário”.

“Não gosto disso. Fica essa coisa de ‘nós gays contra os heteros’. Isso é preconceito ao contrário. Acho legal a Daniela estar casada e a postura que ela teve, influencia aquela pessoa babaca, ignorante, que gosta da Daniela. Ele pensa: ‘Talvez eu esteja errado’. Fico um pouco assim com as pessoas que levantam bandeirinha, mas fica puta se o filho for gay. Não precisa levantar bandeira. É só agir de maneira honesta e respeitosa”, explica.

Ana prefere também não comentar as declarações polêmicas  do presidente da Comissão de Direitos Humanos, o pastor Marco Feliciano. “Esse cara não merece que eu fale sobre ele. Mas, de alguma forma, ele ajudou a levantar a discussão”.

Sobre a influência sobre as fãs – que gritam por Ana, show após show -, ela culpa sua música, mas não perde a chance: “Imagina se eu fosse gostosa tipo Juliana Paes?”, gargalha.
FONTE: UOL.


 

Uruguai é segundo país a aprovar casamento gay na América do Sul
Texto ainda precisa ser sancionado pelo presidente José Mujica, que se pronunciou a favor da medida

O Uruguai se tornou o terceiro país do continente americano a legalizar o casamento  entre pessoas do mesmo sexo, após a aprovação da Câmara de Deputados. A proposta recebeu o aval de 71 dos 92 deputados na noite de quarta-feira (10). A medida já havia passado pelo Senado.

Além do Uruguai, o Canadá e a Argentina já haviam legalizado o casamento homossexual na América. Ao todo, 12 nações de todo o mundo já adotaram a medida.

Com a nova legislação, o Uruguai está criando um conjunto único de regras para todas as pessoas, sejam elas homossexuais ou heterossexuais. Em vez das palavras “marido” e “esposa” em contratos de casamento, as pessoas serão tratadas em gênero neutro como “partes contratantes”. Além disso, todos os casais poderão adotar filhos ou fazer fertilização in-vitro.

Entre as novas regras, casais estrangeiros terão permissão para se casarem no Uruguai. As informações são da Associated Press.


Ato normativo foi publicado no Diário da Justiça do Paraná na terça (2).
Agora não será mais necessária autorização de juiz da comarca local.

A Corregedoria do Tribunal de Justiça do Paraná autorizou o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo no estado, assim como a conversão da união estável em casamento civil. O ato normativo foi publicado no Diário da Justiça na terça-feira (2).

Segundo a associação dos Notários e Registradores do Estado do Paraná (Anoreg), todos os cartórios do estado já foram notificados e estão habilitados a realizar o casamento civil homoafetivo. A entidade explicou que, na prática, o que irá mudar será a não dependência da autorização do juiz da comarca local para a realização do casamento.

O ato normativo foi assinado pelo corregedor Eugênio Achille Grandinetti. A autorização foi baseada no artigo 1.525 da Lei Federal nº 10.406/2002, o mesmo que  baseou o Supremo Tribunal Federal (STF) noreconhecimento da união estável homoafetiva em maio de 2011.

Os documentos necessários para o casamento civil homoafetivo são os mesmo pedidos para o casamento civil entre pessoas do sexo oposto: carteira de identidade e certidão de nascimento, além de duas testemunhas.
FONTE: G1.



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