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Prato tradicional da cozinha parisiense, a sopa de cebolas gratinada chega à atualidade com a mesma popularidade de tempos atrás

Sopa de cebola-2
O friozinho começa a dar o ar da sua graça e com ele a temporada mais gostosa da cozinha. Tempo de vidraças embaçadas pelo calor das panelas. Tempo de andar de meias pela casa, de ver TV com mantinhas nos pés e terminar o dia com uma sopa quentinha que conforta o estômago e acalma as tensões do dia a dia. Particularmente, tenho o maior respeito por esse prato que resiste aos modismos e chega à atualidade com a mesma popularidade de outrora.
A tradicional sopa francesa de cebolas é capaz de surpreender tanto pela simplicidade quanto pela delicadeza da textura e dos sabores. O lendário cozinheiro francês Augusto Escoffier disse que a boa comida é a base da verdadeira felicidade.
Que me perdoem aqueles que torcem o nariz e separam pedaçinho por pedaçinho no canto do prato, mas cebola é fundamental. Se como base e tempero ela é indispensável, como ingrediente principal desse ícone da gastronomia francesa o resultado é melhor ainda.
Detectar a origem exata de preparos tão tradicionais quanto o da soupe l’oignon não é tarefa fácil, uma vez que a receita é preparada por toda a França. Boa parte dos estudiosos acredita que ela nasceu na região de Lyon, no Sudeste do país.
Mas a versão incrementada e gratinada da sopa certamente é parisiense. Na Cidade Luz, ela está em tudo quanto é cardápio, de bistrôs populares a requintados restaurantes. Entretanto, o endereço ideal para se provar a receita é certamente o Au Pied de Cochon, em Les Halles. Aberto 24 horas, mesmo aos domingos e feriados, o local é procurado, particularmente, durante toda a madrugada, no inverno frio parisisense, devido ao seu caldo gratinado fumegante capaz de curar desde ressaca até mau humor. A cebolas servidas ali ficam com um gosto meio adocicado e bem macias, enquanto o pão e o queijo vão se derretendo e se homogeneizando num casamento perfeito. Não há ressaca que resista.
É muito comum ouvir dizer que a popular sopa francesa teria sido inventada por um rei Luís, não se sabe se o 14 ou o 16, que na calada da noite percebeu que só tinha cebola, manteiga e queijo na cozinha. Fato totalmente improvável, pois os reis não se interessam em saber o que têm na despensa e nem sequer preparam sua própria comida.
A história pode ser simpática, mas não dá para imaginar um pomposo rei francês, com sua peruquinha branca encaracolada, picando cebolas num ataque de fome durante a madrugada.
O certo é que a cebola, que é nativa da Ásia Central, sempre foi um ingrediente barato e disponível para populações mais pobres. Para elas podemos direcionar, então, o crédito e o mérito da origem da tradicional receita.
Em tempos de reflexões e críticas apimentadas sobre os novos rumos da gastronomia mundial, tiro meu panelão do gancho, acendo o fogo e vou fazer o que mais gosto: cozinhar. Rendo-me a qualquer cozinha que me dê uma receita boa. Sou assim mesmo, deixo as causas e as bandeiras para aqueles que gostam do discurso. Eu gosto mesmo é das panelas.
Gosto de ver, pacientemente, a cebola dourar e caramelizar na manteiga, observar as reações dos ingredientes e ao final celebrar o paladar com o resultado. A receita que reproduzi nesta página é de autoria do americano Antony Bourdain, e está no cardápio de seu restaurante Les Halles em Nova York.
Surpreenda-se!
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FONTE: Estado de Minas (Degusta).

Em alta, tomate ganha companhia da vagem, da beterraba e da cebola, que sobem 55,7%, 49,7% e 26% em um mês no atacado

 O vilão-mor é o tomate, cujo preço variou 17,2% na comparação entre fevereiro e março e 139,18% no acumulado de 12 meses, representando principal peso para a cesta básica
O vilão-mor é o tomate, cujo preço variou 17,2% na comparação entre fevereiro e março e 139,18% no acumulado de 12 meses, representando principal peso para a cesta básica

No ano em que a inflação impõe rigorosas dúvidas quanto aos rumos do índice, o dragão senta à mesa de almoço e desafia o governo federal a tirá-lo de lá. Incentivado por problemas climáticos, ele vê os custos de importantes produtos hortigranjeiros dispararem em ritmo acelerado. O vilão-mor é o tomate, cujo preço variou 17,2% na comparação entre fevereiro e março e 139,18% no acumulado de 12 meses, representando principal peso para a cesta básica do belo-horizontino, que, no mês passado, variou 3,35% no varejo, segundo informou ontem o Departamento Intersidical de Estudos e Estatísticas Socioeconomicas (Dieese). No atacado, o preço do tomate subiu 26,4% em um mês. Mas ele não está sozinho. Na lista de vilões do custo de vida entram vagem, beterraba e cebola, que, respectivamente, subiram 55,7%, 49,7% e 26% em apenas um mês no atacado, segundo números da Ceasa Minas.

Nos últimos meses, o entreposto de Contagem tem abastecido de forma contínua o varejo de outros estados (São Paulo, Distrito Federal e Bahia) para suprir as perdas com os danos causados pela chuva. Com isso, o volume ofertado pelos produtores mineiros têm sido insuficiente para abastecer as mesas do estado, o que força a elevação de preços. No mês passado, o tomate, por exemplo, teve queda de 15% da oferta na comparação com o mesmo mês do ano passado. Com isso, o produto ganhou “fama” até mesmo nas redes sociais, onde é comparado a itens de luxo e visto como moeda de troca para compra de carros e joias.

“O período é crítico para esse tipo de hortaliça. O clima tem contribuído bastante”, afirma o coordenador do Setor de Informação de Mercado da Ceasa Minas, Ricardo Martins. Devido ao movimento, o preço dos hortigranjeiros na unidade de Contagem está 40,8% acima do valor de comercialização em março de 2012. E o pior: “São produtos importantes e muito consumidos. O barulho feito é maior”, reitera Martins. A expectativa dele é de que a partir do mês que vem os preços iniciem trajetória de queda, com início da estiagem.

As fortes variações fazem com que consumidores se assustem ao ir às compras. No Mercado Central, produtos que compõem a saladinha de todo dia passam a valer o mesmo que carnes nobres, confirmando as altas registradas no atacado. O quilo do alho é achado por R$ 19,90, assim como o dos pimentões amarelo e vermelho. O quilo da vagem custa R$ 16,90, enquanto o do tomate caqui, R$ 14. A solução é “rebolar” para conseguir substituir. “Está um horror. Tem que tentar trocar. Com família grande, não dá para aguentar. O problema é de quem é vegetariano ou tem colesterol alto, como eu”, relata a aposentada Geralda Carvalho, cautelosa sobre quantos tomates levar.

Inflação O item teve a principal variação no mês passado entre os 13 produtos da cesta básica, o que contribuiu para que BH tivesse a quarta maior alta entre as 18 capitais pesquisadas, com aumento de 3,35% em março e de 24,16% em 12 meses. O crescimento desses itens vai pesar no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que deve ser divulgado amanhã.

No varejo, a consequência tem sido prejuízos e queda nas vendas. Com as chuvas, os produtos têm vindo com qualidade ruim e parte das caixas adquiridas no atacado são descartadas de imediato. “As vendas de alguns produtos diminuíram 40% nos últimos dois meses. As pessoas olham e deixam de levar”, afirma a supervisora da loja Legumes Adriano, do Mercado Central, Rosilane Martins. A estratégia encontrada por ela para atrair a freguesia é em vez de apresentar o preço do quilo se restringir ao valor de bandejas de 250 gramas, como no caso das bandejas de vagem.

FONTE: Estado de Minas.


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