Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Na pacata Fernandes Tourinho, município de 3 mil habitantes no Vale do Rio Doce, católicos e evangélicos têm locais diferentes para sepultamento desde o século passado

 

Sara Veloso da Silva no Bom Jesus, onde a mãe está sepultada: ela já pagou R$ 2,7 mil por um jazigo no local, que fica a um quilômetro do cemitério para evangélicos   (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Sara Veloso da Silva ao lado do túmulo da mãe, no cemitério Bom Jesus, na rua Joaquim Ribeiro Carvalhaes, para sepultamento de católicos (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Sara Veloso da Silva ao lado do túmulo da mãe, no cemitério Bom Jesus, na rua Joaquim Ribeiro Carvalhaes, para sepultamento de católicos

Fernandes Tourinho – “Que interessante! Ainda mais por se tratar de um lugar pequeno.” Foi assim que João Lopes Oliveira, de 47 anos, que visitava Fernandes Tourinho, cidade de pouco mais de três mil habitantes no Vale do Rio Doce, reagiu ao descobrir uma peculiaridade do município: ali, há dois cemitérios, um dos católicos e outro dos evangélicos.
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O primeiro capítulo dessa história remonta às primeiras décadas do século passado, mas, ainda hoje, há quem não se sinta à vontade para falar sobre o assunto publicamente. Moradores mais antigos do município, cercado por montanhas e a poucos quilômetros da Rio-Bahia (BR-116), contam que uma evangélica morreu na época em que só havia a calunga do Nosso Senhor do Bom Jesus, construída atrás da igreja homônima. Os familiares não teriam concordado com a obrigatoriedade de uma cruz no túmulo – ou próximo dele – e levaram o corpo para casa.
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Sensibilizado, um fazendeiro doou um pedaço de terra para que os parentes construíssem o jazigo da maneira que desejavam. Foi assim que o Bom Jesus ficou conhecido como o cemitério dos católicos e o pedaço de terra doado pelo proprietário rural virou a calunga dos evangélicos. Separados por pouco mais de um quilômetro, cada um ocupa parte do alto de um morro. Ambos são mantidos pela prefeitura.
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Seu Carlos, morador conhecido tanto na área urbana quanto na rural, é o coveiro titular dos dois lugares. Ele conhece bem a história contada pelos vizinhos mais antigos, mas sempre optou pela discrição em relação ao assunto. Diz apenas saber em qual lugar deve preparar a cova quando o alto-falante da igreja informa a morte de um habitante, seja o corpo de um católico ou de um evangélico.
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Homenagens Carlos mora ao lado do portão principal do Bom Jesus, cercado por um muro branco e baixo. Um cruzeiro de madeira se destaca na parte mais alta, de onde a vista alcança todos os túmulos. Há jazigos de diferentes materiais, sobretudo, de mármore, azulejos e cimento. Também há sepulturas simples, onde a cova no chão batido é cercada por finas grades de ferro. Em muitos, destacam-se frases que homenageiam os mortos.
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No da família Santos, por exemplo, há uma dedicatória à memória de uma mulher: “Você brilhou tanto na terra que Deus a levou para ser estrela no céu”. Em outro, um homem foi homenageado pelos parentes da seguinte forma: “Quem vive no coração e na lembrança nunca morre”. Imagens de Nossa Senhora Aparecida e de Cristo pregado na cruz estão em vários jazigos, como no que foi enterrado o corpo de Ana, mãe da costureira Sara Veloso da Silva, de 61.
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“Ela morreu aos 85 anos e sempre dizia que desejava ser enterrada na parte mais alta desse cemitério”, recorda a filha, que já pagou R$ 2,7 mil por um jazigo no mesmo lugar. “Não quero dar trabalho a ninguém quando chegar a minha hora”, explicou a mulher, que mora a menos de 100 metros de lá. Da casa dela é possível ver o cemitério dos evangélicos, onde há quatro palmeiras na entrada.
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É lá que dona Marlene Gomes Costa, de 60, quer ser sepultada. “Quando chegar a minha hora – e que se Deus quiser demore muitos anos – quero vir para cá”, reforça a mulher, fiel da Assembleia de Deus. Ela costuma descansar no banco de madeira em frente ao cemitério, onde sempre dispensa parte do tempo em boa prosa com as amigas.
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O lugar é cercado por um alto muro verde, erguido há poucos anos. Até então, havia apenas uma cerca com arame.

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Atrás do imenso portão, pintado de marrom, também há túmulos erguidos por famílias de diferentes classes sociais – a renda per capita na cidade é de R$ 351,58, segundo o censo de 2010.A maioria dos corpos está em cova simples. O jazigo que mais chama a atenção, erguido com cimento, é o de um homem e o de uma mulher cuja história faz um contraponto com a divisão que provocou o surgimento das duas calungas em Fernandes Tourinho. Trata-se de um casal que viveu junto por décadas.
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O marido era evangélico. A esposa, católica. Quando ele morreu, foi enterrado no cemitério dos evangélicos. Mas a saudade do amado era tanta que a mulher fez um pedido aos familiares: queria ser enterrado ao lado do corpo do marido. Seu último desejo foi realizado.

Cemitério dos Evangélicos, na rua Frei Roberto (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Cemitério dos evangélicos
Marlene Gomes da Costa, fiel da Assembleia de Deus, no cemitério para evangélicos:

Marlene Gomes da Costa, fiel da Assembleia de Deus, no cemitério para evangélicos: “Quando chegar a minha hora, quero vir para cá”

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FONTE: Estado de Minas.


Corpo de Antônio Ermírio de Moraes é sepultado em cemitério no Morumbi

Amigos e parentes se despediram em velório no Hospital Beneficência.

Empresário morreu em sua casa no domingo por insuficiência cardíaca.

 

Corpo foi sepultado no fim da tarde. (Foto: Caio Prestes/G1)Corpo foi sepultado no fim da tarde no Cemitério do Morumby.

O corpo do empresário Antônio Ermírio de Moraes, que morreu aos 86 anos no domingo (24) em São Paulo, foi enterrado nesta segunda (25) no Cemitério do Morumby, na Zona Sul de São Paulo. O empresário morreu em sua casa no Morumbi, na Zona Sul, em razão de insuficiência cardíaca.

Ele foi velado no salão nobre do Hospital Beneficência Portuguesa, na região central da capital paulista. O velório foi aberto ao público. Por volta das 16h, o corpo do empresário foi levado para o cemitério.

Antônio Ermírio de Moraes deixa a esposa, Maria Regina Costa de Moraes, com quem teve  nove filhos. Ele é reconhecido como um dos principais empresários brasileiros, responsável por consolidar o Grupo Votorantim como uma empresa de destaque no setor de cimento, celulose, agronegócio e extração de alumínio, entre outros.

O empresário também se destacou por seu trabalho social e por 40 anos presidiu a diretoria-administrativa do Hospital Beneficência Portuguesa.

“O que eu faço de donativo, só eu e Deus ficamos sabendo. Meu pai me ensinou que donativo com propaganda não é donativo, é comércio”, disse numa ocasião em entrevista à CBN.

Na sede do hospital, passaram na manhã desta segunda familiares e amigos para se despedir do empresário. Rogério Amato, presidente da Associação Comercial de São Paulo, lamentou a morte do empresário. Com os olhos em lágrimas, Amato disse que o Brasil perde “um homem de valores, como patriotismo e trabalho”.

O Hospital Beneficência Portuguesa também divugou nota. “Perdemos um grande líder, alguém dedicado à família, à sociedade, e que prezava pelo investimento e apoio às ações na área da saúde”, disse o hospital. Também em nota, o Grupo Votorantim afirmou que perdeu um “grande líder” que “defendia o papel social da iniciativa privada para a construção de um país melhor”.

Regina Moraes, filha de Antônio Ermírio (Foto: Tatiana Santiago/G1)Regina Moraes, filha de Antônio Ermírio

O presidente do Conselho Deliberativo do Hospital Beneficência Portuguesa, Fernando Ramalho, disse que o país perdeu uma referência nacional.”Apesar de todos os afazeres e da sua vida empresarial ficava a maior parte do tempo na Beneficência”, lembrou a dedicação do amigo com quem trabalhou por 20 anos.

O médico e ex-ministro da Saúde Adib Jatene, que trabalhou 18 anos com Ermírio, disse que nasceu no mesmo dia do amigo. “O coração fica amargurado”, disse. O ex-ministro do Desenvolvimento, Luiz Furlan, também marcou presença. “Ao mesmo tempo ele conseguiu ser um grande empresário e um grande benfeitor da população”, disse.

Para o banqueiro e fundador do Bradesco, Lázaro Brandão, Moraes era um “profissional de categoria” que deixa um “legado de muito valor”.

No fundo, a paixão dele era a fábrica. Era a forma como ele amava a vida”
Regina Moraes,
filha de Antônio Ermírio

Exemplo para a família
A filha Regina Moraes ressaltou a humildade do pai como seu principal legado, e lembrou de seu envolvimento com os negócios. “No fundo, a paixão dele era a fábrica. Era a forma como ele amava a vida”, disse Regina.

“O legado é de humildade, os valores e princípios são eternos”, disse a filha Regina. “”Papai sempre dizia que o que se dá  com a mão direita a esquerda não precisa saber. (…) Essa humildade não era só da boca pra fora, era de fato genuíno, uma humildade que ele não queria que ninguém soubesse. Um grande exemplo de pai, de avô”, disse Regina.

A filha lembra que a rotina do pai sempre foi ocupada. Apesar disso, Regina se lembra de ter dividido muitos bons momentos. “Todo mundo já acostumou a ter esse pai que sempre foi um grande trabalhador e que, no fundo, a paixão dele era a fábrica”, disse.

Ela se recorda que quando a família começou a usar helicóptero em deslocamentos até a praia, ele fazia questão de sobrevoar a empresa, mesmo fazendo parte do trajeto. “Era a forma dele de passar ali e dar o seu alô”, conta Regina. “Mas cada um de nós conseguiu aceitar esse pai da forma que ele era. Cada um puxou um pouquinho do seu exemplo, com muito trabalho”, afirmou Regina.

Trajetória
O empresário nasceu em São Paulo em 1928. Seu pai, o engenheiro pernambucano José Ermírio de Moraes, criou o Grupo Votorantim, comprando as ações de uma empresa de tecelagem.

Antônio Ermírio se formou em engenharia metalúrgica pela Colorado School of Mines (EUA). Iniciou sua carreira no Grupo Votorantim em 1949, ajudando a empresa a se destacar na produção de cimento, extração de alumínio, agronegócio e finanças, entre outras atividades. Em 1955, Moraes foi o responsável pela instalação da Companhia Brasileira de Alumínio.

No campo das artes, Antônio Ermírio escreveu três peças de teatro e diversos livros, ganhando uma cadeira na Academia Paulista de Letras.

Em 1986, candidatou-se ao cargo de governador de São Paulo pelo PTB e ficou em segundo lugar, atrás de Orestes Quércia (PMDB).

Em 2013, a vida do empresário foi retratada pelo sociólogo José Pastore em uma biografia: “Antônio Ermírio de Moraes: Memórias de um Diário Confidencial”.

“No campo pessoal, a marca de Antônio Ermírio foi a simplicidade, sempre acompanhada de humildade e generosidade. Como empresário ele tinha como meta investir continuamente para gerar empregos de boa qualidade. […] Como investidor ele pregava ser de responsabilidade dos empresários não apenas produzir e pagar impostos, mas também, ajudar o próximo. E para tanto, ele deu o exemplo ao longo dos seus 60 anos de trabalho”, disse Pastore, em nota.

No ano passado, Antônio Ermírio de Moraes e família apareceram entre os 100 maiores bilionários do mundo, segundo ranking da Forbes, com fortuna avaliada em US$ 12,7 bilhões. No Brasil, a família foi considerada a terceira mais rica, segundo ranking divulgado pela revista em maio deste ano.

Antônio Ermírio trabalhava 12 horas por dia, mas ponderava que era preciso moderação. “Na vida, o meio termo é o correto, nem tanto ao mar,  nem tanto à terra. Eu acho que é preciso trabalhar, mas não se descuidar do lazer, para você, para sua família, para sua saúde inclusive”, disse durante uma entrevista à rádio CBN.

Veja a íntegra da nota do Grupo Votorantim:

“É com grande pesar que o Grupo Votorantim comunica o falecimento do Dr.  Antônio Ermírio de Moraes, aos 86 anos, na noite deste domingo, 24 de agosto, em São Paulo.

Presidente de honra do Grupo Votorantim, Dr. Antônio era engenheiro metalúrgico formado pela Colorado School of Mines (EUA) e iniciou sua carreira no Grupo em 1949, sendo o responsável pela instalação da Companhia Brasileira de Alumínio, inaugurada em 1955.

Com o falecimento do Dr. Antônio Ermírio de Moraes, o Grupo Votorantim perde um grande líder, que serviu de exemplo e inspiração para seus valores, como ética, respeito e empreendedorismo, e que defendia o papel social da iniciativa privada para a construção de um país melhor e mais justo, com saúde e educação de qualidade para todos.

Dr. Antônio deixa a esposa, Dona Maria Regina Costa de Moraes, com quem teve nove filhos. O corpo será velado a partir das 9h desta segunda-feira no Salão Nobre do Hospital Beneficência Portuguesa e o cortejo sairá às 16h rumo ao Cemitério do Morumbi, onde o corpo será enterrado.”

 O empresário Antônio Ermírio de Moraes, em foto de 13 de dezembro de 2005, durante evento em São Paulo (Foto: SEBASTIÃO MOREIRA/ESTADÃO CONTEÚDO)O empresário Antônio Ermírio de Moraes, em foto de 13 de dezembro de 2005, durante evento em São Paulo

 

Brasil dá adeus a Antônio ErmírioEmpresário morreu de insuficiência cardíaca, aos 86 anos.
Bilionário e líder, deixa como legado a sua simplicidade
Ícone empresarial e um dos homens mais ricos do país, Antônio Ermírio de Moraes, presidente de honra do grupo Votorantim, foi sepultado ontem no Cemitério do Morumbi, Zona Sul da capital paulista. O engenheiro morreu na noite de domingo em sua casa, no mesmo bairro, vítima de insuficiência cardíaca. Filho do pernambucano José Ermírio de Morais, que fundou o conglomerado na cidade de Votorantim (SP) em 1918, Antônio deixou a esposa Maria Regina Costa de Moraes e nove filhos.O velório ocorreu ontem na capela da Beneficência Portuguesa, instituição para a qual dedicou quase metade de seus 86 anos de vida. Durante quatro décadas presidiu a diretoria do hospital, do qual era um dos principais beneméritos. Autor de três peças de teatro e de vários livros, o engenheiro integrava a Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando a cadeira número 32, e também teve importante atuação política.Foi um dos maiores defensores da campanha Diretas já (1984) e candidato ao governo paulista (1986), pelo PTB, perdendo para o ex-governador Orestes Quércia (PMDB). Presente em vários momentos dos governos dos ex-presidentes, de Tancredo Neves a Luiz Inácio Lula da Silva, mostrava-se simpático ao PSDB e avesso ao PT. 

Em 2001, Antônio Ermírio foi diagnosticado com o mal de Alzheimer. Deixou o conselho da companhia há oito anos e não era mais visto em público com frequência. Com operações nos setores de alumínio, celulose, cimento, bancos e portos, o Votorantim faturou R$ 6,9 bilhões no segundo trimestre do ano. Recentemente, a revista norte-americana Forbes calculou o patrimônio líquido do empresário em US$ 3,9 bilhões.

Repercussões A morte de Antônio Ermírio foi lamentada pelos representantes do mundo financeiro e político. “Líder nato, Antônio Ermírio sempre acreditou no desenvolvimento do Brasil. Aos familiares e amigos, meus sentimentos por esta perda”, afirmou, em nota, a presidente Dilma Rousseff. “A história da Votorantim está diretamente relacionada com a dedicação e doação pessoal do doutor Antônio, que serviu de exemplo e inspiração para seus valores, como ética, respeito e empreendedorismo”, disse o presidente do Conselho de Administração da holding Votorantim Participações, Raul Calfat, em nota.
Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, ele foi um modelo de industrial e de cidadão por suas ações em favor do progresso e da redemocratização do país. “Obstinado na conquista de seus objetivos, Antônio Ermírio nos lega um importante exemplo com sua vida de empreendedor e de defensor da ética nas relações humanas. Deixa, também, um admirável trabalho em favor da educação e da saúde dos brasileiros mais pobres”, ressaltou.

O papel de Antônio Ermírio na Beneficência Portuguesa é destacado pelo presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Aguinaldo Diniz. “Por seus posicionamentos sempre fundados na ética, foi também, sem dúvida, pioneiro do que é hoje conhecido com a moderna responsabilidade social empresarial”, diz ele, que chama o empresário de um dos mais importantes líderes da indústria brasileira.Simplicidade Além do sucesso nos negócios, o presidente da Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas), Roberto Fagundes, afirma que a construção de um “verdadeiro império empresarial” não fez com que Antônio Ermírio perdesse sua “simplicidade característica”, o que o permitia “criticar com cortante franqueza os desacertos que percebia na administração pública. Foi, em suma, um exemplo que permanecerá vivo”, disse Fagundes. Na biografia escrita pelo cientista político e amigo José Pastore, com quem teve contato até os últimos dias da vida, é possível encontrar inúmeras histórias que destacam a simplicidade. O engenheiro evitava ostentação, não só nos ternos e gravatas puídos que usava, mas, sobretudo, em carros.O presidente do conselho de administração do Bradesco, Lázaro de Mello Brandão, destacou a condução de Moraes à frente do Votorantim. “O país perdeu um pioneiro na criação da economia brasileira moderna. Foi-se um homem de crença e de coragem na defesa dos valores do investimento, do emprego e da produção”, salientou. Para ele, o empresário será sempre visto “como referência maior para todos os que acreditam na iniciativa privada como instrumento para tornar o mundo melhor”.

Luiz Carlos Trabuco, presidente executivo do banco, classificou a perda de Antônio Ermírio como “inestimável”. “Sua coragem empreendedora fez do Votorantim um gigante da indústria nacional e global, no qual o crescimento sustentado e a bem-sucedida diversificação forjaram ao longo dos anos centenas de milhares de empregos e riqueza crescente para o país”, acrescentou.

 

FONTE: G1 e Estado de Minas.


Morrer em Belo Horizonte custa de R$ 4,67 mil a R$ 36,4 mil

Quem deseja buscar um serviço barato e de qualidade, deve pesquisar, pois a diferença é grande

Às vésperas de mais um Dia de Finados, pesquisa do site Mercado Mineiro aponta que para enterrar um ente querido em Belo Horizonte os parentes vão desembolsar R$ 4,67 mil se optarem pelos serviços mais baratos, e em média R$ 36,4 mil se escolherem os mais caros. O site fez levantamento de preços, taxas e serviços de cemitérios, funerárias e flores da capital entre os dias 18 e 24 de outubro.

custo morte

Apesar das grandes variações, o diretor-executivo do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu ressalta que a qualidade dos produtos e dos serviços pode justificar as diferenças nos preços. Segundo ele, o consumidor deve avaliar o custo beneficio de cada item da pesquisa para tomar sua decisão.O valor da urna, por exemplo, pode custar de R$ 130 até R$ 15,7 mil, o que representa uma variação de 11.976,92% entre os preços. No sepultamento pode ser gasto de R$ 162 a R$ 388, variação de 139,51%. Para o processo de cremação o preço cobrado para uso imediato é R$ 4 mil a R$ 6,45 mil, variação de 61,45%, visto que esse serviço é oferecido por apenas dois cemitérios na Grande BH.Na mesma pesquisa foram comparados os preços das flores. A maior variação encontrada foi de 733,33%, no preço do crisântemo (vaso médio), que pode custar de R$ 6 a R$ 50.

Mais caros
Em um ano, os serviços funerários ficaram 23,44% mais caros, índice apresentado no preço do túmulo, que em outubro de 2012 custava em média R$ 8,75 mil, e em outubro desse ano subiu para R$ 10,8 mil. Outro aumento considerável foi no preço da exumação, que no ano passado custava em média R$ 412,85, e atualmente custa em média R$ 503,75, alta de 22,02%. O valor mínimo da coroa natural aumentou 20,63%, sendo que, no ano passado, custava em média R$ 192,08 e esse ano passou a custar em média R$ 231,71. A pesquisa completa está disponível no site www.mercadomineiro.com.br.

FONTE: Estado de Minas.

Fundação Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte terá de pagar R$ 15 mil por danos morais

cemitério

Um casal ganhará R$ 15 mil por danos morais da Fundação Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte depois que a instituição mudou a data e o local do sepultamento do filho dele. Os pais ficaram impedidos de visitar o túmulo, pois não foram informados em qual vala a criança foi enterrada. A decisão ainda cabe recurso.

De acordo com o processo, a mãe do bebê estava internada no Hospital Sofia Feldman quando aconteceu a morte. O pai foi orientado a procurar os serviços da Funerária que foi contratada para fazer o sepultamento. Os serviços ficaram ajustados e o homem afirmou que não compareceria ao enterro, pois ficaria com a esposa na unidade de saúde.

Amigos da família e parentes estiveram no cemitério marcado pela empresa para o sepultamento, mas aguardaram em vão a chegada da criança. Ao procurar a funerária, o pai do bebê foi informado que o corpo tinha sido direcionado para outro cemitério e o enterro já havia sido realizado. Ao seguir para o local indicado, o casal recebeu a notícia de que o filho foi sepultada em vala comum, juntamente com outros dois fetos. O local exato da sepultura não foi informado.

A Fundação alegou que o serviço foi prestado por uma empresa funerária e ela é quem deve ser responsabilizada. Declarou que a culpa foi exclusiva da família, devido à declaração do pai de que não acompanharia o sepultamento. Justificou ainda que a empresa funerária tentou sem êxito avisar o casal a respeito da mudança do horário e do local do sepultamento.

O juiz em cooperação na 21ª Vara Cível de Belo Horizonte, Igor Queiroz, afirmou que a funerária pertence ao grupo Fundação Santa Casa, portanto as responsabilidades deviam ser solidárias. Para o magistrado, o mínimo que a Santa Casa tinha de fazer e a prestação da informação oficial, do exato local do sepultamento “para permitir aos parentes participar das futuras cerimônias de visita ao túmulo, culturalmente usadas em nossa sociedade”, disse em sua decisão e completou. “Fatos como esse, que envolvem o sentimento mais íntimo de quem perde um filho e que sequer teve condições de visitar o túmulo, são capazes de trazer o sentimento de dor e constrangimento passíveis de indenização”, concluiu o juiz.

A decisão também obriga a Fundação a apresentar, em um prazo de dez dias, a declaração do cemitério responsável indicando o local exato do sepultamento, com individualização da sepultura. Caso desacate a ordem, a empresa terá de pagar multas diária de R$ 200.

FONTES: Estado de Minas e TJMG.


  • Pesquisadores divulgaram que antes do monumento existir, foi erguido no mesmo lugar um círculo onde eram enterrados grupos familiares. Stonehenge é tão famoso que você mesmo, embora nao saiba o que é, como a maioria das pessoas, pelo menos já viu sua reprodução: era um dos papéis de parede do Windows XP, da Microsoft.
stonehenge
Stonehenge poderia ter começado como um cemitério de elite, segundo pesquisadores Chris Steele Perkins / AP

LONDRES – Pesquisadores britânicos propuseram uma nova teoria sobre as origens de Stonehenge neste sábado: o monumento, ao Sul da Inglaterra, pode ter começado como um cemitério para famílias de elite por volta do ano 3000 antes de Cristo.

Novos estudos de restos humanos cremados escavados do lugar indicam que, antes que o Stonehenge que conhecemos hoje fosse construído, foi erguido um grande círculo de pedra no mesmo lugar, como cemitério.

– Os restos eram de homens, mulheres e crianças, muito provavelmente grupos familiares – disse o professor Mike Parker Pearson, da Universidade College London, que coordenou a equipe desse estudo. – Havíamos pensado originalmente que Stonehenge era um lugar de enterro de uma dinastia de reis, mas parece ter sido como uma comunidade, uma estrutura de poder diferente.

O pesquisador disse que os arqueólogos estudaram os restos cremados de 63 pessoas e acreditam que elas foram enterradas ali por volta do ano 3000 a.C. A localização de muitos dos corpos cremados foi marcada originalmente por dolerites (um tipo de rocha), esse círculo anterior a Stonehenge tinha 91 metros de diâmetro e pode ter servido como lugar para enterrar outras 200 pessoas, segundo Parker Pearson.

Há várias teorias sobre Stonehenge, inclusive a de que era um lugar para serviços religiosos dos druidas, um observatório astronômico ou um lugar de curas espirituais, construído por ancestrais da Grã Bretanha que percorriam a terra com seus rebanhos. Parker Pearson disse que estudos mais recentes indicam que Stonehenge devería ser visto menos como um templo religioso que como uma construção que servia para unir as pessoas de toda a ilha.

A análise dos restos de um assentamento neolítico perto do monumento indicaram que milhares de pessoas viajaram de lugares distantes como a Escócia para Stonehenge, levando com elas suas famílias e seu gado para celebrar os solstícios de inverno e verão.

Os pesquisadores estudaram os dentes de porcos e gado encontrados no “acampamento de construtores” e deduziram que os animais foram sacrificados entre nove e 15 meses depois de nascidos, na primavera. Isso significa que muito provavelmente eles foram comidos nas comemorações.

– Não pensamos que os construtores do monumento viviam ali todo o tempo. Determinamos que quando eles sacrificaram os porcos, estavam celebrando os solstícios – disse Parker Pearson, que considera que os construtores ficaram temporadas para erguer o monumento, mas não por muito tempo, provavelmente durante uma década.

FONTE: O Globo.



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