Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Problemas além do Mercado Central

EM flagra venda de animais em estabelecimentos da Grande BH em gaiolas lotadas e perto de lojas de alimentos, condições que contribuíram para a suspensão do comércio de bichos no tradicional centro de compras

Em estabelecimento no Barreiro, algumas das aves ficam em gaiolas com pouco espaço de circulação (gladyston rodrigues/em/d.a press)

Em estabelecimento no Barreiro, algumas das aves ficam em gaiolas com pouco espaço de circulação

 

 

No Mercado Central de Contagem, gaiolas de animais à venda ficam próximas de loja de alimentos (mateus parreiras/em/d.a press)

No Mercado Central de Contagem, gaiolas de animais à venda ficam próximas de loja de alimentos

A proximidade de gaiolas e viveiros com alimentos e as más situações sanitárias e de espaço desses criatórios foram denunciadas pelo Ministério Público (MP) e levaram a Justiça a conceder uma liminar no último dia 4 contra a venda de animais no Mercado Central de Belo Horizonte – o comércio dos bichos só continua no local porque a decisão judicial prevê prazo de 10 dias para retirada dos espécimes. As condições que levaram à proibição das vendas no centro comercial de BH, porém, se repetem em bairros das regiões do Barreiro e no Mercado Central de Contagem, na Grande BH, como constatou a reportagem do Estado de Minas. São comerciantes que aproveitam cada centímetro de gaiolas para espremer aves, roedores e cães, mantendo suas atividades a poucos metros de açougues, armazéns e lanchonetes, onde o risco de contaminação que foi observado pela Justiça no caso do Mercado Central também pode ocorrer.
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Enquanto os holofotes estão voltados para o mais conhecido centro de comércio de artigos regionais da capital mineira, nenhum desses outros estabelecimentos é alvo de ação dos promotores, que salientam a importância de denúncias da população para que investigações possam ser feitas e providências tomadas. Poucos metros antes de entrar no Mercado Central de Contagem, por exemplo, já é possível ouvir os pios das aves e o canto dos galos que ecoam pelos corredores formados pelas bancas de produtos tradicionais. O som domina todo o espaço, dando a dimensão do grande número de animais em exposição para a venda. Diferentemente do Mercado Central de BH, que destina uma ala separada dos seus anéis exclusivamente para a exposição e venda dos espécimes, no espaço de Contagem as bancas de animais ficam intercaladas com outras nos corredores.
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A denúncia dos promotores no caso do Mercado Central de BH mostra a preocupação com essa proximidade, dizendo que são “condições que propiciam a proliferação de doenças e contaminação dos demais produtos in natura comercializados”. Em outro trecho é destacado que tais condições representam perigo a “toda  a saúde pública nesta capital, inclusive considerando o risco de propagação de gripe aviária”. Um dos veterinários que assina laudo sobre as condições de venda de animais no Mercado Central, Gilson Dias, aponta que um dos problemas é que muitas pessoas transitam entre bares, banheiros pagos e animais. Nesse trajeto, acabam interagindo com os bichos e, depois, contaminando os gêneros alimentícios. No caso do mercado de Contagem, a proximidade dos viveiros com produtos alimentícios é muito maior. Uma das lojas, que tem gaiolas abarrotadas de pássaros, codornas, chinchilas e hamsters, deixou as jaulas todas expostas na porta do estabelecimento, a apenas dois metros de um açougue e de uma loja de cereais.
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As condições de exposição e venda dos animais observadas pelo MP no mercado de BH também calçaram a decisão judicial. No inquérito civil de número 0024.03.000.067-3 os promotores destacaram “condições que impunham aos animais situação extrema de maus-tratos, visto que se encontravam em gaiolas ou espaços superlotados, com ventilação insuficiente, sem acesso à água ou alimentação adequadas, bem como em condições que propiciavam a proliferação de doenças”. O mesmo se verifica no centro comercial de Contagem. Há gaiolas superlotadas de frangos, codornas e pássaros, onde os bichos mal têm  espaço para se locomover.
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De acordo com o promotor Rodrigo Filgueiras, do Procon do MP, “não há notícias oficiais de outros estabelecimentos que comercializem animais próximos a alimentos e em condições similares às do Mercado Central de BH”, mas o promotor afirma ser importante “denunciar esse tipo de situação pelo sistema da ouvidoria do MP”, pelo site do órgão. A reportagem procurou a administração do Mercado Central de Contagem, que não concedeu entrevista, se limitando a informar que “não é alvo de nenhuma liminar ou de notificação judicial sobre a retirada de animais nem há orientações para os comerciantes do espaço sobre tal fato”.

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Barreiro Também em gaiolas superlotadas, expostos ao sol e disputando espaços mínimos para se alimentar, animais são vendidos na Região do Barreiro em condições ainda mais duras do que no Mercado Central de BH. Na Rua Cruzeiro do Sul, no Bairro Barreiro de Cima,  gaiolas de codornas, galinhas e de pássaros ornamentais ficam apinhadas de animais com pouco espaço para circulação interna. Nas jaulas de poleiros, quase não há espaço para que as aves consigam voar de um lado para outro sem que trombem umas nas outras. As rações e a água se misturam às fezes e todo essa material escorre de uma gaiola para outras, com espécies diferentes de animais. Tal situação, segundo as avaliações de veterinários que emitiram laudos sobre o Mercado Central, criam risco de que hormônios e doenças de animais diferentes sejam disseminados entre os bichos. No entorno dessa loja, há vizinhos vendendo alimentos, açougues próximos, pessoas se alimentando em lanchonetes e um comércio de roupas.
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Na Avenida Júlio Mesquita, no Tirol, mesma região, as gaiolas e viveiros ficam na calçada expostos às intempéries. Na quinta-feira, o sol forte invadia o interior desses criatórios, que eram tampados apenas por uma tela vazada. De frente para as gaiolas lotadas, vários consumidores procuravam e escolhiam exemplares para levar.
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Sobre as fiscalizações desses estabelecimentos e do Mercado Central, a Prefeitura de Belo Horizonte informou em nota que “em nenhum momento deixou de cumprir seu papel de prevenção e fiscalização das atividades exercidas no Mercado Central e em todos os demais estabelecimentos do município”. O texto informa ainda que “a prevenção e a fiscalização são exercidas por meio dos órgãos competentes. Desta maneira, cabe à Vigilância Sanitária fiscalizar o padrão sanitário dos estabelecimentos, bem como questões relacionadas ao acondicionamento dos alimentos. À Secretaria Municipal de Fiscalização cabe a verificação da existência de alvará de funcionamento e a compatibilidade do mesmo com as atividades comerciais exercidas.”

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O que diz a lei

No caso de estabelecimentos onde é obrigatório um veterinário responsável, a Resolução 1.069/2014 do Conselho Nacional de Medicina Veterinária dispõe que as instalações dos bichos à venda devem ser “ambiente livre de excesso de barulho, com luminosidade adequada, livre de poluição e protegido contra intempéries ou situações que causem estresse aos animais”. Devem, ainda, “garantir conforto, segurança, higiene, ambiente saudável, permitir fácil acesso à água e alimentos, além de garantir espaço suficiente para os animais se movimentarem, de acordo com as suas necessidades”.

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FONTE: Estado de Minas.


Justiça suspende venda de animais no Mercado Central de Belo Horizonte

Liminar concedida ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) proíbe a entrada de novos animais e determina a retirada planejada dos bichos existentes no local

Leandro Couri/EM/D.A Press - 9/10/15

Uma polêmica antiga em Belo Horizonte pode ter um fim. A Justiça concedeu liminar ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para que novos animais não sejam levados para o Mercado Central. Além disso, determinou a retirada planejadas dos bichos que hoje são comercializados no local, que é um dos pontos turísticos da cidade, e a suspensão das vendas. Em caso de descumprimento, os comerciantes estão sujeito a multa de R$ 10 mil.
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A ação foi impetrada na última quinta-feira pelas Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, de Defesa do Consumidor e de Defesa da Saúde. No pedido de liminar, os promotores solicitou que a comercialização de animais vivos no Mercado Central seja reconhecida “como prática que os submete a sofrimento e crueldade injustificáveis”. Pediu a cassação de todos os alvarás de funcionamento dos comerciantes que fazem as vendas dos animais, e que indenização por danos materiais e morais coletivos contra o meio ambiente, consumidor e saúde pública no valor de R$ 1 milhão.
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Na ação, que o Jornal Estado de Minas teve acesso, o MP afirma que as irregularidades com a venda de animais foram constatadas por anos no local. “Após quase vinte anos de investigações, fiscalizações e acompanhamento das condições de manejo e comercialização de animais vivos no interior do Mercado Central Abastecimento e Serviços, ajuizou a presenta ação em razão das condutas ativas e omissivas observadas no estabelecimento ao longo do tempo”, disse os promotores.

“Ela se justifica no fato de que nenhuma ação pública ou tentativa de conciliação foi capaz de compatibilizar essas atividades com as normas de proteção aos animais, ao consumidor e à saúde pública previstas na Constituição Federal, na lei dos crimes ambientais, no Código de Defesa do Consumidor, nas leis sanitárias, ou nas regulamentações do Conselho Federal de Medicina Veterinária e outros órgãos de proteção à saúde pública”, completaram.
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Entre as irregularidades destacadas pelo órgão estão as péssimas condições de higiene, organização, espaço, ventilação e iluminação do local, grande número de animais abrigados em um único compartimento ou gaiola, irregularidade na oferta de água e alimentação, deficiente controle sanitário entre outras irregularidades, as quais foram integralmente comprovadas por laudos técnicos do Ibama, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Polícia Civil, entre outros órgãos públicos”.
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Na decisão, o juiz Rinaldo Kennedy Silva, da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal da Comarca de Belo Horizonte, determinou a proibição da entrada de novos animais no Mercado Central e a retirada planejada dos ali existentes, em até 10 dias. Os comerciantes também terão que fazer a contagem e descrição de todas as espécies existentes em seus estabelecimentos.
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O Município de Belo Horizonte terá que acompanhar a execução da liminar. O juiz também determinou a imediata suspensão das autorizações de venda de animais vivos no local.  Outra atividade que está suspensa é o uso de equipamentos sonoros para reprodução de música mecânica ou apresentações ao vivo no período compreendido entre as 18h e 06h. Em caso de descumprimento, os trabalhadores estão sujeitos a multa de R$ 10 mil que será depositada no Fundo Estadual do Ministério Público (Funemp).
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Segundo Luiz Carlos, superintendente do Mercado Central, os lojistas ainda não foram notificados da decisão. “Ainda não fomos notificados. Por isso, não estamos cientes desta decisão. São várias lojas lá dentro, mas não sabemos ainda do teor”, explicou.
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Protestos
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A proibição da venda de animais é um pedido antigo de associações protetoras e de deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). No final do ano passado, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos de Animais foi aberta por deputados federais. Os parlamentares fizeram uma visita no Mercado Central para averiguar as irregularidades. Eles foram acompanhados por peritos criminais da Polícia Civil de Minas Geral e da Polícia Federal.
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Em setembro de 2015, a Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público de Minas Gerais abriu inquérito para investigar as situações dos animais. O órgão foi provocado pelo deputado estadual Noraldino Júnior (PSC), que apresentou laudo técnico-pericial sobre as Condições Sanitárias e de Trato dos Animais Mantidos e Comercializados no Mercado Central de Belo Horizonte

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FONTE: Estado de Minas.


Feiras de BH confirmam fama da cidade e recebem turistas e moradores

Feira de artesanato na Avenida Afonso Pena e Mercado Central acolhem público, fazendo a reputação de Belo Horizonte, prestes a comemorar mais um aniversário, se espalhar pelo país

Cristina Horta/EM/D.A Press

Comemorar aniversário é festejar a vida e receber convidados. E, para isso, nada melhor que ter uma sala de visitas que não só recepcione, acolha e seduza os que chegam, mas também os faça voltar. Pois Belo Horizonte, às vésperas de completar 118 anos, tem duas, ambas na Área Central: a feira de artesanato, fundada em 1969 na Praça da Liberdade e desde 1991 transferida para a Avenida Afonso Pena, e o Mercado Central, que funciona há 85 anos na Avenida Augusto de Lima, mas começou a operar na prática três anos antes da criação da capital mineira. E como boas salas de visitas, as duas atrações turísticas colhem não só os hóspedes, mas também moradores.

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A Feira Hippie, como também é conhecida, tornou-se uma das maiores da América Latina, recebendo anualmente milhões de pessoas. O Mercado Central foi leiloado pelo município em 1964 e, arrematado por comerciantes, transformou-se no único que não está nas mãos do poder municipal. Mesmo particular, acaba de ser incluído oficialmente no roteiro turístico de BH. Mas os números e características superlativos nem são as mais importantes marcas dessas duas atrações, que acabaram se consolidando como locais de encontro que, a um só tempo, marcam a vida da cidade e das pessoas.
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E essa sintonia atravessa gerações. Que o digam Raquel da Conceição Monteiro dos Santos, de 31 anos, e sua mãe, Verônica Conceição Monteiro, de 65. Elas são, respectivamente, neta e filha da baiana que levou o acarajé para a Feira Hippie, Inácia da Conceição Monteiro, já falecida. “Antes que a feira fosse regulamentada na Praça da Liberdade, minha avó vendia acarajé no tabuleiro, correndo dos fiscais”, conta Raquel. De lá para cá, a barraca de acarajé, que vende cerca de 500 unidades a cada domingo, se consolidou como atração do local.
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“Fui criada na feira de artesanato. Aprendi a fazer tudo com minha mãe”, diz Verônica. “A feira é tudo, estando boa ou ruim. E não só porque vendemos muito acarajé. Isto aqui é um ponto turístico, vem muita gente de fora, todo mundo se encontra. Pessoas que a gente não vê há muitos anos de repente aparecem”, explica Raquel. Gente como a biomédica Rebeca de Paula Martins, de 24 anos, que foi comprar bijuterias, calçados, roupas e, de quebra, provar um acarajé. “É impressionante como o preço dos mesmos produtos é mais em conta aqui”, disse, depois de gastar R$ 150.
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A pedagoga Rafaelle de Oliveira Silva, de 30, afirma que tem uma relação de muito carinho com a Feira Hippie, porque em sua família é tradição comprar no local. Ela saiu de ônibus de Santa Luzia às 7h, para chegar à feira às 8h. “Há muito tempo não vinha, mas adoro comprar aqui. Há uma grande variedade de produtos de qualidade sendo expostos”, disse ela, que comprou bolsa, sapato, bijuterias e dois presentes para crianças. “Fico encantada mesmo é com as bonecas”, admite.
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Maria Helena de Moro, de 70, que mora no Barreiro de Baixo, começou na feira vendendo chinelos de pano, que eram expostos no chão, ainda nos tempos da Praça da Liberdade. Hoje, vende também rasteirinhas, que ela mesma fabrica. “Todo domingo a gente levanta às 4h para chegar aqui às 6h. Mas, para mim, a feira não é só trabalho, mas também lazer. Converso com minhas colegas, me distraio, amo isto aqui de paixão”, declara.
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DIVERSIDADE Paixão que também está nas bancas e corredores do Mercado Central. É lá que o representante comercial Fernando Freitas, de 54, e sua mulher, a assistente social Simone Freitas, que moram no Bairro Coração Eucarístico, fazem compras na Queijaria do Noé. Fregueses habituais, eles visitam o mercado todos os domingos e já são conhecidos de muitas barracas, de onde costumam levar para casa biscoito, pimenta, linguiça, biscoitos e bacalhau. “Compramos sempre nos mesmos lugares. Todo mundo já nos conhece, a gente faz muitas piadas e brincadeiras”, afirma Fernando. Para o casal, o mercado é a cara de Minas Gerais e de Belo Horizonte, tanto pelos produtos que oferece como pelos tira-gostos.
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A pedagoga Rosalina Mendes Gomes, de 52, e o marido, o contador João Gomes, de 54, vieram de Mato Grosso do Sul e moram em BH há um ano. De lá para cá, também frequentam o mercado aos domingos para comprar frutas e carnes. Os dois ouviram um amigo mineiro falar do local quando moravam em Santa Catarina e, ao chegar à capital mineira, fizeram questão de conhecer o espaço. “Morando fora do nosso estado natal, convivemos com muitos mineiros e a referência de todos eles é o Mercado Central. Um deles tem aqui o seu ponto de encontro com os amigos”, diz João. “Tivemos uma impressão muito boa desde a primeira vez que viemos. Aqui é possível encontrar uma variedade de produtos, frutas e legumes. Além do mais, somos sempre muito bem atendidos. O povo mineiro é muito cativante”, completa Rosalina, mais que à vontade na sala de visitas dos belo-horizontinos.
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Dos picolés à presidência

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José Agostinho Oliveira Quadros, de 65 anos, é presidente do Mercado Central, onde é conhecido como Nem. Dono da Loja do Nem, que vende utensílios domésticos além de, como ele próprio define, “todo tipo de bugigangas”, ele tem no mercado a sua principal referência de vida. Quem o vê todo alinhado, atendendo os fregueses, não imagina que o local representa para ele. Um dos mais velhos de uma família extremamente pobre, composta por 22 filhos, Nem recebeu do pai, aos 12 anos, a determinação de que se mudasse para Belo Horizonte para ajudar em casa. Como o dinheiro só deu para pagar a passagem até o Bairro Vianópolis, em Betim, José Agostinho teve de percorrer o resto do trajeto a pé. “Cheguei e fui morador de rua por 90 dias. Foi então que conheci esse paraíso que é o mercado”, lembra. Nessa época, Nem já vendia picolé e chegou a ser expulso do local pelo fiscal, mas não desistiu. Voltou e passou a carregar caixotes de um lado para o outro.
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Aos 13 anos, conseguiu um emprego, mas trabalhava descalço, pois não tinha sapato. Depois, alugou uma lojinha, cresceu, virou conselheiro e, mais tarde, diretor. Hoje é o chefe do Mercado Central. “Todos acham que o mercado tem 85 anos, mas, na verdade, ele nasceu da fusão entre as feiras da Amostra e da Praça da Estação. Com a união das duas feiras, formou-se o Mercado Municipal, que, em 1964, foi leiloado para os comerciantes”, lembra

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FONTE: Estado de Minas.


Lojas que vendem animais podem ser multadas no Mercado Central de BH

Conselho de Medicina Veterinária detecta problemas em lojas que vendem animais no Mercado Central e pode multar quem não se adequar. Deputado quer discutir tema em CPI

Leandro Couri/EM/D.A Press

Estabelecimentos que vendem animais no Mercado Central de Belo Horizonte podem ser multados ainda este ano se não corrigirem problemas apontados por inspeção do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV). Depois de série de vistorias feitas a partir de agosto, o conselho promete concluir este mês relatório sobre a situação de 15 lojas no local e em seguida dar prazo aos comerciantes para sanar deficiências como ausência de controle de vacinação, falta de comprovantes de origem e de plano para salvar os animais em caso de incêndios. Caso as falhas persistam, as multas a lojistas podem chegar a R$ 24 mil.
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O CRMV começou as vistorias depois da entrada em vigor da Resolução 1.069/14, do Conselho Federal de Medicina Veterinária, impondo regras para a exposição de animais de estimação. A norma, válida desde janeiro, deu 180 dias para os estabelecimentos se adequarem. Por isso a fiscalização só foi iniciada no segundo semestre. “Fizemos um levantamento de todas as lojas que vendem animais, inclusive peixes, e vamos concluir relatório de até 50 páginas”, disse o chefe do setor de fiscalização do CRMV, Messias Lobo.

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Embora o documento não esteja finalizado, Lobo adiantou problemas detectados pelas vistorias. Segundo ele, pela Resolução 1.069, é preciso, por exemplo, que haja hidrantes em pontos de combate a incêndios. “Em algumas lojas não há extintores nem um programa de evacuação rápida”, contou. O responsável pela fiscalização também informou que serão cobrados esclarecimentos sobre a acomodação dos animais durante a noite. “Os animais são levados para dentro das lojas, aumentando a aglomeração. Não são todas as lojas, mas vamos pedir explicações”, garantiu.
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Também não foram repassados, segundo Lobo, o controle de vacinação e as notas fiscais de origem. O conselho também pretende pedir esclarecimentos sobre mortes de animais para saber se há relação com as condições a que eles estão submetidos. Apesar dos problemas, o chefe da fiscalização do CRMV ressaltou que parte das lojas já começou a se adequar à resolução, “aumentando espaço de locomoção e até brinquedos para os animais”, afirmou. “Mas isso é esporádico”, reconheceu.

Leandro Couri/EM/D.A Press

Depois de concluído, o relatório será apresentado à superintendência do mercado, aos lojistas e à responsável técnica pela saúde dos animais. Haverá um prazo de 30 dias para sanar irregularidades – prorrogável por mais 60, em caso de necessidade de adequação de estrutura. Se os problemas não forem resolvidos, pode haver multa de R$ 3 mil a R$ 24 mil, cabendo até processo ético à responsável técnica.
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Congresso Em outra frente, o deputado estadual Noraldino Júnior (PSC), ligado à causa de defesa dos animais, pretende que as condições de venda no Mercado Central sejam discutidas no Congresso Nacional. O parlamentar recebeu esta semana laudo encomendado a um médico-veterinário que aponta problemas nas condições sanitárias e de trato dos animais. Ele aguarda a conclusão de outros – um jurídico e outro específico com avaliações sanitárias – para enviá-los à CPI dos Maus-Tratos de Animais, no Congresso e ao Ministério Público. “Ali não é lugar para vender animais”, justificou.
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Para o médico-veterinário Gilson Dias Rodrigues, responsável pelo laudo encomendado pelo deputado, não há outra saída a não ser a retirada dos animais do mercado. Ele lembrou que o comércio de alimentos para consumo humano ao lado da venda de animais são atividades sanitariamente incompatíveis. “Há produção de fezes no mesmo ambiente que precisa da mais forte condição de limpeza possível”, afirmou, referindo-se a alimentos que também são vendidos no local.
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Entre ativistas, a avaliação também é de que a venda deve ser proibida no mercado. “Esse comércio lá nos envergonha. Lá tem pavão em um espaço em que sequer pode abrir a cauda”, exemplificou Adriana Araújo, do Movimento Mineiro pelos Direitos dos Animais. “E as fezes dos animais? Lá você tem ventiladores que dispersam as fezes. Já passou da hora de resolverem isso. É uma vergonha”, defendeu.
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Mudanças O superintendente do Mercado Central, Luiz Carlos Braga, rebateu acusações de falta de condições sanitárias e de problemas para os animais. Ele ressaltou que desde 1999, há uma responsável técnica pelos bichos, que fica no local durante todas as manhãs. Braga garantiu também que o estabelecimento é fiscalizado pela Vigilância Sanitária, Polícia Florestal, Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Afirmou ainda que as lojas são limpas todos os dias e diz que já foram feitas mudanças físicas para adequação de sistema de ventilação e entrada de ar.
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Sobre a contaminação dos alimentos, ele disse que não há proximidade entre os dois tipos de comércio. “O que ficava mais perto era a Praça do Abacaxi, que passou a ser vendido em saco plástico. Não é mais no palito, como antes”, observou. Braga acrescentou que a prefeitura estuda um novo código de saúde para a cidade e garantiu que ele será cumprido à risca.
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Enquanto isso… regras para abrigo
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A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) informou que, atualmente, não há na legislação em vigor com respaldo legal para que a Vigilância Sanitária Municipal faça fiscalização de comércio de animais domésticos no município. E acrescentou que vem realizando uma série de discussões sobre a melhor forma de regulamentar a questão, não só para o Mercado Central, como para todos os estabelecimentos que vendem animais. Segundo a nota, as discussões envolvem diversos aspectos, como área mínima, temperatura, umidade, insolação e controle da origem dos animais. Após as discussões, a previsão é que seja enviado para a Câmara Municipal um projeto de lei específico.

FONTE: Estado de Minas.


Veja o que abre e o que fecha no feriado de 12 de outubro, em BH

Serviços essenciais de saúde e limpeza são mantidos na segunda-feira.
Outros tiveram o horário de atendimento alterado; veja mudanças.

 Feriadão

Em função do feriado nacional em comemoração ao Dia de Nossa Senhora Aparecida, alguns serviços municipais terão o funcionamento alterado. Não haverá expediente na Prefeitura de Belo Horizonte. Veja como será o atendimento entre sábado (10) e segunda (12).

Comércio
O comércio lojista poderá funcionar no feriado nacional do dia 12 de outubro, de acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte. Contudo, a abertura dos estabelecimentos é facultativa, cabendo a decisão ao administrador.

Limpeza Urbana
Neste sábado (10), o serviço de limpeza urbana será realizado normalmente. No domingo (11), haverá plantões de varrição nas áreas central, hospitalar e na Savassi. Na segunda-feira (12), além dos plantões de varrição, haverá coletas domiciliar, seletiva e hospitalar.

Transporte
As linhas do sistema de transporte coletivo gerenciado pela BHTrans vão operar no domingo e na segunda com o quadro de horário de domingos e feriados. No sábado, será cumprido o quadro de horário normal.

Atendimento de Saúde
Em Belo Horizonte, o Hospital Municipal Odilon Behrens, as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo 192 funcionam durante 24 horas por dia, todos os dias da semana. Os Centros de Saúde ficam fechados sábado, domingo e segunda.

O Centro de Controle de Zoonoses e os Centros de Esterilização de cães e gatos ficam fechados entre sábado e segunda.

Nos Cersams, o funcionamento diurno será com escala mínima e o noturno com expediente normal entre sábado e segunda-feira. Os Centros de Convivência reabrem somente na terça-feira (12).

Parques e Zoológico
Os parques municipais funcionam normalmente entre sábado e segunda, dias 10, 11 e 12, das 8h às 18h, exceto o Parque Municipal Américo Renné Giannetti (Avenida Afonso Pena, 1.377, Centro), que abre das 6h às 18h. Na terça, dia 13, eles estarão fechados para manutenção, com exceção do Parque Municipal, que funcionará normalmente.

O Mirante do Mangabeiras (Rua Pedro José Pardo, 1.000, Mangabeiras) funciona entre sábado e segunda, dias 10, 11 e 12, das 10h às 22h.

Já o Jardim Zoológico, o Jardim Botânico, o Aquário do Rio São Francisco (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Pampulha) e o Parque Ecológico da Pampulha (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 6.061, Pampulha) funcionam normalmente entre sábado e segunda, dias 10, 11 e 12. O Jardim Botânico e o Jardim Zoológico, das 8h30 às 16h, o Aquário, das 9h às 16h, e o Parque Ecológico, das 8h30 às 18h.

Feiras, mercados e centrais de abastamento
– Mercado do Cruzeiro (Rua Ouro Fino, 452, Cruzeiro) – No sábado, dia 10, abre das 7h às 18h. No domingo, dia 11, abre das 7h às 13h. Fecha na segunda, dia 12;
– Central de Abastecimento Municipal (Rua Maria Pietra Machado, 125, Bairro São Paulo) – No sábado, dia 10, abre das 7h às 18h. No domingo e na segunda, dias 11 e 12, abre das 7h às 13h;
– Feira Coberta do Padre Eustáquio (Rua Pará de Minas, 821, Padre Eustáquio) – No sábado, dia 10, abre das 7h às 18h. No domingo e na segunda, dias 11 e 12, abre das 7h às 13h;
– Sacolões Abastecer – No sábado, dia 10, abrem das 8h às 18h. No domingo e na segunda, dias 11 e 12, abrem das 7h às 13h;
– Feiras Livres – Funcionam no sábado, dia 10, das 7h às 13h. Não funcionam no domingo nem na segunda, dias 11 e 12;
– Feiras Modelo – Não funcionam entre sábado e segunda, dias 10, 11 e 12;
– Feiras de Orgânicos – Funcionam no sábado, dia 10, das 7h às 13h. Não funcionam domingo nem segunda, dias 11 e 12;
– Direto da Roça – Abre no sábado e no domingo, dias 10 e 11, das 7h às 13h. Na segunda, dia 12, o funcionamento será facultativo;
– Banco de Alimentos – (Rua Tuiuti, 888, Padre Eustáquio) – Não abre entre sábado e segunda, dias 10, 11 e 12;
– Mercado da Lagoinha (Avenida Antônio Carlos, 821, São Cristóvão) – Não abre entre sábado e segunda, dias 10, 11 e 12.

Restaurantes populares
Os restaurantes populares I, III e IV e o refeitório popular da Câmara Municipal não funcionam entre sábado e segunda, dias 10, 11 e 12.

BH Resolve
A unidade de atendimento presencial BH Resolve fica fechada para atendimento ao público entre sábado e segunda, dias 10, 11 e 12.

Espaços culturais
– Museu Histórico Abílio Barreto (Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim) – Abre no sábado e no domingo, dia 10 e 11, das 10h às 17h. Fecha na segunda, dia 12;
– Museu de Arte da Pampulha (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.596, Pampulha) – Abre no sábado e no domingo, dias 10 e 11, das 9h às 18h30. Fecha na segunda, dia 12;
– Casa do Baile (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha) – Abre no sábado e no domingo, dias 10 e 11, das 9h às 18h. Fecha na segunda, dia 12;
– Centro de Referência da Moda (Rua da Bahia, 1.149, Centro) – Fechado entre sábado e segunda, dias 10, 11 e 12;
– Arquivo Público da Cidade (Rua Itambé, 227, Floresta) – Fechado entre sábado e segunda, dias 10, 11 e 12.

Postos de Informação Turística
O Centro de Referência Turística de Belo Horizonte Álvaro Hardy – Veveco (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 855, São Luiz) funciona no sábado e no domingo, dias 10 e 11, das 8h às 17h. O espaço fica fechado na segunda, dia 12. Também ficam abertos os postos de informação turística. Veja os horários:

– Aeroporto de Confins (Rodovia MG-10, Confins) – Funciona entre sábado e segunda, dias 10, 11 e 12, das 8h às 17h;
– Aeroporto da Pampulha (Praça Bagatelli, 204, Aeroporto) – Funciona sábado, dia 10, das 8h às 16h. No domingo, dia 11, das 13h às 17h. Na segunda, dia 12, funciona das 8h às 17h;
– Mercado Central (Avenida Augusto de Lima, 744, Centro) – Funciona sábado, dia 10, das 8h às 17h. No domingo e na segunda-feira, dias 11 e 12, das 8h às 13h;
– Mercado das Flores (Avenida Afonso Pena, 1.055, Centro) – Funciona entre sábado e segunda, dias 10, 11 e 12, das 8h às 15h;
– Rodoviária (Praça Rio Branco, Centro) – Funciona entre sábado e segunda-feira, dias 10, 11 e 12, das 8h às 17h.

Plantão de chuvas
O plantão da Defesa Civil funciona 24 horas por dia pelos telefones 199 e 3277-8864.

Copasa
A Companhia Saneamento de Minas Gerais (Copasa) atende em plantão de 24 horas, por meio do telefone 115.

Cemig
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) atende em plantão de 24 horas, por meio do telefone 116. Além disso, haverá atendimento no site da Cemig e por meio de mensagens de texto (SMS) para o número 29810.

FONTE: G1.


Unidade da Polícia Civil é assaltada no bairro Bonfim

ceflan
A Polícia Civil investiga um assalto na Central de Recepção de Flagrantes (Ceflag) na madrugada deste sábado (22) no bairro Bonfim, região Nordeste de Belo Horizonte.

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Conforme informações da polícia, um homem moreno de aproximadamente 1,80m de altura, pulou o muro da unidade e rendeu o vigia. No local, o suspeito, ainda não identificado, arramou a vítima usando fios de telefone e tampou a visão do segurança utilizando a capa de um colete. No local, o suspeito levou uma televisão, celular e R$ 70 em dinheiro.

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A assessoria da Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela 4ª Delegacia de Polícia Civil.
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A Ceflag, em funcionamento desde fevereiro, é o órgão responsável por processar as prisões em flagrante ocorridas na comarca de Belo Horizonte, a partir do recebimento dos autos de prisão, enviados pelas delegacias da cidade.
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O objetivo é garantir atendimento imediato ao preso e o encaminhamento individualizado, o que permite a identificação de peculiaridades que possam subsidiar a definição de providências judiciais e administrativas.

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FONTE: Hoje Em Dia.


Belo Horizonte será monitorada por drone e dirigível

 

ARTE HD
Arte drone

 

A Polícia Militar de Minas irá contar com mais um reforço para combate à criminalidade na capital. Além do drone que começa a operar em agosto deste ano, conforme o Hoje em Dia mostrou cem primeira mão na edição de 20 de junho, a corporação terá um dirigível, que vai atuar dentro do perímetro da avenida do Contorno a partir de 2016.
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O equipamento, que ainda está em estudo, tem de três a sete metros comprimento e terá atuação 24 horas por dia, sete dias por semana. Os comandos serão dados de uma central de monitoramento que será responsável por manusear, além da aeronave, as câmeras de vigilância. “O equipamento tem maior capacidade de carga, podendo levar até oito câmaras de vídeo, podendo atuar durante o dia e a noite”, explica o tenente Telmo Tassinari, responsável pelo projeto de Monitoramento Aéreo do 1º Batalhão.
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O custo médio do equipamento pode chegar a R$ 200 mil, dependendo do material escolhido como câmaras de alta resolução, lentes infravermelho e que auxiliem no mapeamento de área. “A experiência do drone irá permitir identificarmos qual será o material adequado para o patrulhamento de toda a área de atuação do batalhão”, explica o comandante do 1º Batalhão, tenente-coronel Vitor Araújo.
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As filmagens, assim como as captadas pelo drone, serão encaminhadas para central de monitoramento. O Centro de Controle, que também gerencia as câmeras do Olho-Vivo, será responsável por transmitir as imagens.
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A expectativa agora é para o parecer da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que irá autorizar os voos em Belo Horizonte.
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Nesta primeira etapa, o drone terá vigilância no perímetro das praças 7, Estação, Savassi, Liberdade, Assembleia Legislativa de Minas Gerais. “Mapeando cinco locais de maior circulação e aglomeração de pessoas e onde há histórico de grande eventos. Uma ótima oportunidade para testarmos a atuação do equipamento”, diz o comandante Araújo.
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A aquisição da aeronave é garantida pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-bh). Para o presidente da instituição, Bruno Falci, irá melhorar a segurança para lojistas, funcionários e principalmente, clientes. “Daremos o apoio financeiro, pois acreditando que isso irá melhorar a qualidade da segurança na capital”.

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FONTE: Hoje Em Dia.



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