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Justiça nega tratamento a pedreiro com expectativa de 2 meses de vida

Juíza alega que valores são altos e causariam prejuízos aos cofres públicos.
Paciente de 46 anos tem câncer no cérebro e tenta se tratar pelo SUS.

Justiça

Um pedreiro diagnosticado com câncer no cérebro e com expectativa de dois meses de vida teve o pedido de um tratamento pelo SUS negado por duas vezes na Justiça do Rio Grande do Sul. Conforme laudos médicos apresentados à juíza, Mário Martins, de 46 anos, a radioterapia associada à medicação poderia prolongar o prazo de vida e reduzir as chances de morte.

O último despacho, emitido pela Comarca de Nova Petrópolis, e assinado pela juíza Marisa Gatelli, argumenta que “o medicamento pleiteado não irá curar o grave câncer de cérebro, servindo apenas para prolongar sua vida em um ou dois meses”. A magistrada ponderou que os valores do tratamento são “astronômicos” e causariam prejuízos aos cofres públicos.

“De tal sorte, o aditamento de tutela, se deferido, não só se mostraria irreversível como também implicaria desfalque aos combalidos cofres públicos do município e do estado, considerando o valor astronômico dos fármacos postulados e o fato de que outras esferas de atuação prioritária do executivo ficariam a descoberto”, escreveu a juíza no despacho.

País de tolos

A posição da magistrada foi baseada em uma cartilha de apoio médico e científico ao judiciário. O documento, anexado ao despacho, conclui que a temozolomida, medicação reivindicada, “apresenta indicações específicas em tumores cerebrais raros, não como terapia curativa, mas atuando no aumento de sobrevida (meses) e com alto custo (custo inicial de RS 40.000,00 + RS 8.000,00 a cada ciclo). As demais indicações não são baseadas em evidências e não há evidências para o uso em casos de melanomas avançados ou com metástase.”

Depois de ter o pedido de tratamento negado por duas vezes no judiciário, Mário ganhou ajuda de amigos e familiares que iniciaram uma campanha nas redes sociais para pagar o tratamento. O grupo já arrecadou quase R$ 8 mil, o que equivale a um ciclo do medicamento.

A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul deve ingressar com recurso para tentar reverter a decisão. Ao G1, o desembargador Túlio Martins, presidente do Conselho de Comunicação do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), defende a decisão da magistrada, mas disse que processos sobre tratamentos médicos sempre envolvem decisões difíceis.

“O juiz se ampara no que vem tecnicamente no processo, mas evidente que pode rever a decisão. Talvez possa existir uma alternativa que a juíza em questão não considerou ou não foi apresentada a ela. Mas é uma juíza muito experiente, uma pessoa sensível. Na verdade, são sempre decisões difíceis de se tomar”, explica.

Inconformado com a situação de Mário, o engenheiro Aristóteles da Silva Greff, 66, busca junto a comunidade arrecadar o valor para o tratamento e ao mesmo tempo reverter a decisão judicial. “Há um parecer atestando que o tratamento prolongaria sua vida em até cinco anos. A comunidade de Nova Petrópolis está comovida com a situação. Já comprei a primeira dose do remédio, até porque leva de cinco a oito dias para chegar, com apoio de várias pessoas”, disse em entrevista à Rádio ABC 900 na manhã desta segunda-feira (16).

Quem quiser ajudar, pode entrar em contato pelo número (54) 3298-5089. Ou se preferir, é possível fazer depósito bancário de qualquer quantia. Seguem dados da conta:

Mário Martins
Banco n° 748 (SICREDI)
Agência 0101
Conta Corrente 66371-9
CPF 581.681.840/68

FONTE: G1, via Christina Aquino e Liliam Fernandes.


 

 (AFP PHOTO DDP/SASCHA SCHUERMANN )

O sabor da cerveja sozinho, mesmo sem qualquer efeito alcoólico, ativa o sistema de recompensas do cérebro, revela um estudo publicado na segunda-feira.

Neurologistas da Universidade de Indiana pediram a 49 homens que escolhessem beber entre sua cerveja favorita e um isotônico, tipo de bebida utilizada por quem pratica esportes, enquanto seus cérebros eram escaneados por uma tomografia por emissão de pósitrons (PET).

O objetivo foi observar a dopamina, elemento químico em uma área do cérebro denominada estriado ventral, que dá a sensação de recompensa.

A cerveja foi racionada em minúsculas porções – apenas 15 mililitros ou uma colher de sopa a cada 15 minutos – de forma que o cérebro pudesse ser escaneado sem a influência tóxica do álcool.

Veja detalhes do circuito de recompensa cerebral  (Reprodução www.virtual.epm.br)
Veja detalhes do circuito de recompensa cerebral

Apenas sentir o gosto da cerveja ativou os receptores de dopamina e este efeito foi maior do que no caso do isotônico, mesmo que muitos voluntários tenham dito preferir o gosto de refrigerantes, afirmaram os cientistas.

O efeito da dopamina foi significativamente maior entre os voluntários com histórico familiar de alcoolismo, explicaram.

“Nós acreditamos que esta é a primeira experiência em humanos a demonstrar que apenas sentir o sabor de uma bebida alcoólica, sem qualquer efeito intoxicante alcoólico, pode trazer à tona a atividade da dopamina nos centros de recompensa do cérebro”, afirmou David Kareken, professor de neurologia que chefiou os experimentos.

A dopamina tem sido há muito tempo associada ao forte desejo de uma substância, havendo evidências anedóticas que sugerem que pode ser ativada pelo som, pela visão ou pelo cheiro de um bar.

Consequentemente, os cientistas se concentraram em técnicas para evitar ou minimizar estes gatilhos. Enquanto isso, especialistas em farmacologia estudam tratamentos para bloquear a resposta das células à dopamina.

O estudo, publicado no periódico Neuropsychopharmacology, provocou respostas contraditórias em especialistas externos.

Alguns consideraram o estudo inovador, enquanto outros consideram que foi muito restrito e muitos ficaram intrigados com o fato de uma conexão familiar com o alcoolismo ter sido vinculada com uma resposta maior da dopamina.

“Sabemos que a exposição a estas recompensas condicionadas às vezes é o gatilho que induz dependentes químicos em abstinência a sofrer recaída”, disse Dai Stephens, professor de psicologia experimental da Universidade britânica de Sussex.

“Entender o mecanismo por trás das diferenças nas consequências deste tipo de condicionamento entre indivíduos com e sem riscos de sofrer de alcoolismo poderia apontar caminhos para reduzir esses riscos”, acrescentou.

FONTE: Estado de Minas.

Não precisa ser 1º de abril para as pessoas serem enganadas e caírem nos truques dos amigos. O cérebro humano prega peças em você o tempo todo para trabalhar direito – e não só para ser engraçadinho uma vez por ano.

Os 86 bilhões de neurônios que vivem dentro da caixa craniana gastam muita energia para emitir os impulsos elétricos que dão todas as ordens para o organismo humano. Para não pifar, o cérebro é obrigado a não processar “racionalmente” todas as informações que recebe.

“O cérebro tem por objetivo sempre economizar energia, devido ao gasto excessivo que ele possa vir a ter em determinadas situações. Por isso, ele se deixa enganar”, explica o neurocirurgião Fernando Gomes Pinto, professor do Hospital das Clínicas de São Paulo.

O órgão simplifica a realidade para diminuir o trabalho dos neurônios, como descartar informações ou inventar coisas que não existem. “Um exemplo disso é que ainda caímos em truques de mágica”, afirma o médico, já que o cérebro não presta atenção em tudo para não se cansar.

Ilusão de ótica brinca com funcionamento do cérebro e da visão

Uma das imagens mais famosas que “cria movimento em uma imagem estática” é esta. Uma edição do Jornal de Neurociência dos Estados Unidos fez uma homenagem à ilusão criada pelo psicólogo Akiyoshi Kitaoka chamada de “cobras rotativas”. Segundo o estudo publicado na revista em 2012, a sensação de movimento se dá mais por minúsculos e rápidos movimentos dos olhos do que pela visão periférica, que geralmente é tida como a responsável por este tipo de ilusão Reprodução

Pensamento vigilante

Os pensamentos são “manipulados” dentro do cérebro pelos lobos frontais. Produto da evolução do homem, esse circuito elaborado é capaz de inventar um fato e, ao mesmo tempo, ter a noção do perigo que essa mentira pode causar aos outros.

O cérebro analítico também tem sua parcela de culpa nas manipulações diárias do cérebro, segundo Gomes, já que atua como um vigilante das emoções ancestrais dos seres humanos, como raiva, amor, fome ou ódio.  Sem essa análise mais apurada – e muitas vezes mais devagar -, nós não conseguiríamos viver em sociedade nem criar vínculos.

“O ser humano pode sentir uma coisa e falar outra; isso é uma evolução humana. Isso permite a nossa organização em sociedade e, também, a mudar de opinião sempre que julgamos [necessário]. Muitas vezes nem são mentiras, são apenas omissão de fatos.”

Embora o animal seja mais intuitivo e rápido, como fazem as crianças, nem sempre eles são sinceros. Estudos científicos mostram que animais também têm ganhos quando mentem. “Alguns animais se fingem de mortos para se proteger. E isso não é uma mentira no plano consciente, mas é pela sobrevivência deles”, lembra o neurocirurgião.

FONTE: UOL.



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