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Pastores afirmam que Sérgio Cabral pediu que eles assinassem falsa doação

Documento teria sido elaborado por um dos detentos

Rio – A defesa dos religiosos da Igreja Batista do Méier, que aparecem como doadores da cinemateca para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, onde o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) está preso, disse que eles foram induzidos pelo próprio político a assinar o documento que autorizava a instalação. Segundo o advogado Heckel Garcez, o pedido foi feito por Cabral após a realização de um culto. O documento autoriza a doação de itens eletrônicos em nome da Igreja Batista do Méier e da Comunidade Cristã Novo Dia, representadas pelo pastor Carlos Serejo, que é capelão prisional, pela missionária Clotilde de Moraes, e o pastor César Dias de Carvalho.

De acordo com o advogado, eles foram chamados por Cabral à biblioteca da penitenciária, na tarde do último dia 27. Após chegarem ao local, o ex-governador teria exposto a necessidade de que um representante de instituição religiosa ou filantrópica assinasse documento de doação de alguns equipamentos eletrônicos. Os itens, uma TV de LED smart de 65 polegadas com wi-fi, um Blu-ray Player 3D e um aparelho de som receiver de 5.1 canais, já estariam até no local, segundo o governador teria contado ao pastor.

 

Cabral está preso há quase um ano: por causa dele, os presos vão ficar sem televisão na cela e sem recreação esportiva(foto: Rodrigo Félix Leal/Gazeta do Povo )

Cabral está preso há quase um ano: por causa dele, os presos vão ficar sem televisão na cela e sem recreação esportiva

Cabral também teria dito que o diretor da entidade prisional teria alegado que o uso de todos os equipamentos só poderia ser oficializado caso houvesse o documento de doação. Segundo o advogado, o ex-governador argumentou que os aparelhos seriam de uso coletivo, “como é de costume em alguns presídios, que utilizam televisão e DVD para fins educativos”.

“Tal ato é previsto na Lei de Execuções Penais, que cita a ressocialização dos internos. O preso solicitou ajuda e falou que era só assinar o papel, e esse favor foi feito. Por conta disso, concordou-se em assinar a doação, visando ao bem dos que ali estavam. Isso foi feito na extrema boa-fé e no claro intento de ajudar o próximo”, escreveu o advogado em nota publicada em uma rede social.

Garcez também afirmou que os capelães e as missionárias, naquele momento, “não conseguiam visualizar qualquer ilicitude ou algo do gênero, até porque os mesmos se pautam pela verdade da palavra de Deus, que diz amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Os pastores também teriam contado que o documento foi elaborado por um detento e apenas faltava a assinatura dos religiosos para ter legitimidade.

“É fato que o sr. Carlos Serejo e os outros agentes religiosos foram induzidos (enganados) a cometer o equívoco de assinar a doação (se é que tal documento têm validade para tanto, posto que somente a presidência e a diretoria das instituições têm legitimidade para isso), sendo usados e manipulados por um homem ardiloso cuja vida traduz a sua astúcia e o poder de manobra para conseguir o que almeja”, afirmou o advogado.

“O intuito dos pastores e missionárias, no entanto, era colaborar com a ressocialização dos presos, como dito. O foco jamais foi beneficiar exclusivamente o preso Sérgio Cabral. Jamais se compactuaria com quaisquer decisões que contrariassem as leis ou os valores cristãos, nem mesmo se foi conivente com qualquer esquema que ferisse os preceitos bíblicos”, acrescentou.

‘PESAR’ Já o pastor João Reinaldo Purin, presidente da Igreja Batista do Méier, disse que Clotilde e Serejo foram afastados de suas funções voluntárias exercidas no presídio de Benfica, com o seu “pesar”. “Foi uma pena, porque os dois são idosos, Clotilde tem 78 anos e Serejo, 65, e nunca cometeram nenhum tipo de falta ou desvio. Eles são muito amados pela comunidade e foram induzidos a assinar o documento, não agiram de má-fé”, disse o pastor presidente.

Purin afirmou que os religiosos estão com uma “carga emocional muito forte”, depois da divulgação do caso. “É claro que eles respondem pelos seus atos, eles fizeram de forma consciente, mas não de uma forma dolosa, para favorecer o Cabral. Eles foram levados pelo discurso imoral que esse ex-governador tem e que precisa pagar por tudo o que fez. Nós estamos à disposição para auxiliar as investigações”, disse o pastor.

Em resposta se também teria sido enganada por Cabral, a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio respondeu que “se mostra decepcionada com tal fato”. “Devido a esse episódio, os benefícios das televisões nas celas e a recreação esportiva dos internos dessa unidade prisional, previstos na Lei de Execuções Penais, foram suspensos por 30 dias. A Seap informa, ainda, que suspendeu também as permissões dadas a essa igreja para fazer trabalho missionário em todas as unidades prisionais”, disse.

O advogado de Cabral, Rodrigo Roca, já foi procurado para comentar o caso, mas não respondeu. O Ministério Público Estadual abriu uma investigação formal para apurar o caso. A televisão, além dos aparelhos de som e de DVD, e 71 filmes foram doados para o orfanato Casa do Menor São Miguel Arcanjo, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

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FONTE: Estado de Minas.


Cine Santa Tereza renasce remodelado

Espaço volta à ativa em abril como o primeiro cinema público de BH e vai oferecer ainda sala multimeios, biblioteca com obras específicas sobre artes audiovisuais e videoteca

Construído em 1942 com projeto de Raffaello Berti, o prédio está em reforma e passará a integrar o Museu da Imagem e do Som (FOTOS: LEANDRO COURI/EM/D.A PRESS)

Construído em 1942 com projeto de Raffaello Berti, o prédio está em reforma e passará a integrar o Museu da Imagem e do Som

 

As gestoras Ana Amélia Martins e Siomara Faria ressaltam a qualidade dos novos equipamentos (FOTOS: LEANDRO COURI/EM/D.A PRESS)

As gestoras Ana Amélia Martins e Siomara Faria ressaltam a qualidade dos novos equipamentos

Luz, câmera, ação…e arte! Depois de 12 anos fechado, um monumento símbolo do Bairro Santa Tereza, na Região Leste de Belo Horizonte, vai voltar às origens e à ativa em grande estilo. No mês que vem, o Cine Santa Tereza, na Praça Duque de Caxias, será finalmente reaberto aos admiradores da sétima arte com o status de primeiro cinema público de rua da capital. Construído em 1942, com projeto do arquiteto italiano Raffaello Berti (1900-1972), o local, que contemplará todo o universo audiovisual além da sala escura, está na fase final de obras, embora já exibindo todo o clima propício à cultura, à diversão e, principalmente, ao prazer de se assistir a um bom filme num lugar concebido para isso.

O novo equipamento vai se chamar MIS Cine Santa Tereza, pois está vinculado ao Museu da Imagem e do Som (MIS) da Fundação Municipal de Cultura/Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Os ingressos serão gratuitos, com exibições de quarta-feira a domingo, contemplando filmes de arte, produções independentes e autorais, mostras especiais e outros nacionais e mineiros, entre longas, curtas e documentários. Para a abertura, será apresentado um filme de cineasta mineiro, recém-restaurado. O nome da película ainda é surpresa, mas a data poderá ser 5, 10 ou 18 de abril. “Trata-se de mais uma iniciativa para levar as pessoas para a rua, tirá-las dos ambientes fechados, como vem ocorrendo ultimamente com a Virada Cultura, a interdição do Viaduto Santa Tereza, uma vez por mês, o carnaval e outros eventos”, diz o presidente da FMC, arquiteto Leônidas Oliveira.

Leônidas explica que, nos últimos anos, foram gastos mais de R$ 4 milhões para recuperar e equipar o prédio em estilo art déco, sendo de início empregados recursos de R$ 1,5 milhão da empresa Vale, quando o local se transformaria em centro cultural. “Nos últimos dois anos, nos esforçamos para dotar o prédio de todos os equipamentos, fazer o tratamento acústico e comprar tudo de qualidade. Só o projetor 4k, com altíssima resolução de imagem, custou R$ 1,1 milhão”, afirma o presidente da FMC.

Entusiasmado com a recuperação do Santa Tereza, um patrimônio protegido, que terá outras novidades além da tela grande, Leônidas ressalta que esse é o primeiro dos antigos cinemas de rua de BH a voltar a funcionar como sala de projeção. Muitos dos pioneiros seguiram caminhos diversos, bem longe da sua função original: viraram igrejas evangélicas, estacionamento ou pegaram fogo. “Nossa maior alegria é trazê-lo de volta como cinema, no Bairro Santa Tereza, que é tombado pelo município. Na verdade, é uma sala de todos os belo-horizontinos”, afirma o dirigente.

NO ESCURINHO Na tarde de ontem, as gestoras do MIS Cine Santa Tereza, Ana Amélia Lage Martins, e do MIS, Siomara Faria, mostraram o espaço, em primeira mão, ao Estado de Minas. Foi como um trailer de um filme que promete sucesso, depois da longa espera e muita expectativa. O barulho no ambiente, por enquanto, é das furadeiras e não de uma boa trilha sonora, nem o movimento é da plateia, e sim dos trabalhadores. Mesmo assim, há conforto nas 122 poltronas vermelhas, com braço de madeira, tela grande e projetores de última geração à espera do público. “Procuramos oferecer comodidade e ser fiéis às poltronas originais”, diz Leônidas.

Com área construída de 1,1 mil metros quadrados e dividido em dois pavimentos, o MIS Cine Santa Tereza terá, no primeiro andar, no nível da praça, uma sala multimeios com isolamento acústico para exposições, oficinas, palestras, residência artística, ações educativas e outras atividades. No mesmo nível, os moradores e visitantes terão a seu dispor uma biblioteca integrada à rede municipal, contendo obras específicas sobre as artes audiovisuais, especialmente o cinema, além de acervo destinado ao público infantil, obras literárias, de humanidades, ciências sociais, enfim, do conhecimento. Para incrementar o setor, a FMC adquiriu recentemente mil títulos e vai oferecer também videoteca.

Percorrendo os corredores e ambientes, Ana Amélia, com mestrado e doutorado em ciências da informação, e Siomara, com mestrado na área de cinema, ressaltam a preocupação com a qualidade dos equipamentos. Na sala de projeções, Ana Amélia adianta que o local está preparado para exibir filmes em película, contando com um equipamento de 35mm.

USOS Pintado de verde, o prédio já teve vários usos, desde que encerrou as atividades em fevereiro de 1980. Desde então, foi danceteria e casa de shows – o Cine Tereza Cine Show –, onde se apresentaram grandes astros da música, e outras boates, algumas polêmicas. “Agora, volta a ser uma sala escura de cinema”, diz Siomara, lembrando que o MIS completa 21 anos, pois incorporou o Centro de Referência Audiovisual (Crav) criado em 1995. “Este cinema de rua, recuperado, vai na contramão de todos os que sumiram da cena cultural de BH.” Ana Amélia acrescenta que o MIS Cine Santa Tereza promoverá mostras, festivais e lançamento de filmes. 

Além do acervo sobre artes visuais, a biblioteca, que já adquiriu mil títulos, terá obras destinadas ao público infantil e literárias  (FOTOS: LEANDRO COURI/EM/D.A PRESS)

Além do acervo sobre artes visuais, a biblioteca, que já adquiriu mil títulos, terá obras destinadas ao público infantil e literárias

Saiba mais

O ARQUITETO

O italiano Raffaello Berti (1900-1972) nasceu em Colla Salvetti, na Província de Pisa. Chegou a Belo Horizonte em 1929 com a intenção de passar apenas seis meses. Ficou até o fim dos seus dias. Participou da fundação da Escola de Arquitetura da UFMG, onde lecionou desenho artístico, arquitetura paisagística e composição decorativa. Fez mais de 500 projetos em BH e no interior de Minas, entre eles o prédio da prefeitura, o Cine Metrópole (demolido), hospitais, escolas e residências em estilo art déco e alguns já com linhas modernistas. O Cine Santa Tereza, também com projeto de Berti, começou a funcionar em 1944.

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FONTE: Estado de Minas.

 


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PREZADOS(AS) ALUNOS(AS),

 

Conforme informei na sexta-feira, esta semana ocorrerá o evento Cinema Pela Verdade no curso de Direito.
Participarão deste evento as turmas de alunos envolvidos com o ENADE – Exame Nacional de Desempenho dos
Estudantes e com o Projeto Autononia da Aprendizagem. Segue a programação:
Dia 27 – segunda-feira, 19 horas: 9º período N1
Dia 28 – terça-feira, 8 horas: 1º período M1
Dia 28 – terça-feira, 19 horas: 8º período N1
Dia 30 – quita-feira, 8 horas: 8º e 9º períodos M1
Dia 30 – quinta-feira, 19 horas: 1º períodos N1 e N2.
As atividades do evento serão realizadas em duas horas/aula. Após a exibição do filme e do debate, os alunos voltarão às atividades acadêmicas.
As turmas que não foram inseridas na programação terão aula normalmente.
Estas informações não foram encaminhadas anteriomente em virtude da confirmação de realização do evento pela empresa na sexta e com os professores na data de hoje.
Permaneço à disposição para esclarecimentos que se fizerem necessários.
Atenciosamente,
Profª Inês Campolina
(31)2138-9053


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