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Tudo igual, até na emoção

Clássico entre Cruzeiro e Atlético termina empatado por 1 a 1, com duelo à parte entre o atacante Willian, autor do gol celeste, e o goleiro Victor, que defendeu um pênalti do cruzeirense

Rapogalo

Cruzeiro saiu na frente (acima), mas sofreu o empate (abaixo) e resultado igual permaneceu atÉ o final da partida (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Cruzeiro saiu na frente (acima), mas sofreu o empate (abaixo) e resultado igual permaneceu até o final da partida
Clássico termina empatado por 1 a 1, com duelo à parte entre o atacante Willian, autor do gol celeste, e o goleiro Victor, que defendeu um pênalti do cruzeirense (Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Clássico termina empatado por 1 a 1, com duelo à parte entre o atacante Willian, autor do gol celeste, e o goleiro Victor, que defendeu um pênalti do cruzeirense

A história dos clássicos é feita de heróis e vilões. O empate de ontem por 1 a 1, no Mineirão, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, teve os mesmos personagens exercendo os dois papéis. No primeiro tempo, no gol do Cruzeiro, Willian foi o herói, e o goleiro Victor, que falhou feio, o vilão. Na reta final da partida, houve a inversão: o goleiro atleticano defendeu pênalti batido pelo atacante celeste e garantiu o empate.
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O clássico foi bem disputado e teve dois tempos distintos. No primeiro, a equipe de Mano Menezes foi superior, teve um pênalti não marcado e conseguiu abrir o placar. Na etapa final, com a expulsão do lateral Mena logo no início, o time de Levir Culpi mandou no jogo, empatou no fim e garantiu um ponto com o pênalti defendido por Victor.
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O jogo começou com o Cruzeiro tomando a iniciativa, buscando mais o gol adversário e com seus jogadores mostrando mais disposição nas disputas de bola. Mas numa indecisão de Bruno Rodrigo, Lucas Pratto penetrou sozinho na área e finalizou em cima de Fábio. Na sequência, a falha foi de Jemerson. Willian roubou a bola e passou para Alisson chutar para fora. Aos 14min, o árbitro Leandro Pedro Vuaden deixou de marcar pênalti a favor do Cruzeiro, quando Leonardo Silva levantou o braço e tocou na bola, após cabeçada de Manoel.
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Numa das poucas vezes em que achou espaço na defesa celeste, o Atlético quase abriu o placar aos 29min. Marcos Rocha levantou a bola na área. Pratto se esticou e tocou por cima do gol de Fábio. A Raposa abriu o placar aos 37min. Depois de disputa de bola na área entre Alisson e Jemerson, Willian foi mais rápido que Leonardo Silva e tocou em cima do goleiro Victor, que deixou a bola passar por baixo de seu corpo.
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O segundo tempo foi completamente diferente. O Atlético voltou com mais disposição em busca do empate e, logo aos 7min, forçou a expulsão do chileno Mena, que recebeu o segundo cartão amarelo depois de derrubar Giovanni Augusto na ponta direita. No minuto seguinte, no entanto, foi a equipe celeste que quase ampliou num contra-ataque. Em vez de passar para Willian, Alisson preferiu chutar no canto e Victor desviou para fora.
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Enquanto Mano Menezes teve de mexer para recompor a defesa, Levir Culpi procurou dar mais força ofensiva à sua equipe, que partiu para cima do adversário. Com apoio total da torcida e muita determinação, o Cruzeiro se fechou muito bem. Com mais posse de bola, o Atlético tinha dificuldade de criar chances claras de gol. Aos 30min, Lucas Pratto chutou de fora da área para fora. No minuto seguinte, Jemerson tentou de cabeça.
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A equipe celeste tentava ampliar nos contra-ataques, como aos 34min com Willians e aos 42min numa finalização de Charles. Já aos 43min, o Galo conseguiu o gol de empate. Dátolo bateu escanteio na esquerda e Carlos subiu para cabecear forte no canto direito de Fábio.
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O clássico, no entanto, poderia ter tido um final diferente. Na saída de bola, Willian foi derrubado por Jemerson fora da área, mas Leandro Vuaden marcou pênalti. Willian foi  para a cobrança, e Victor defendeu no canto direito. O empate se manteve e, apesar de fazer justiça ao que as duas equipes mostraram em campo, não foi bom para ninguém dentro do objetivo de cada clube no Brasileiro.

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FONTE: Estado de Minas.


BH tem esquema especial de transporte para clássico de domingo

Cruzeiro e Atlético-MG se enfrentam no Mineirão, na Região da Pampulha.
Linha 55 do Move não irá operar, de acordo com a BHTrans.

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Um esquema de transporte para o clássico de domingo (13) entre Cruzeiro e Atlético-MG foi divulgado pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) nesta sexta-feira (11). De acordo com a autarquia, um serviço executivo e um serviço especial vão atender torcedores que irão ao Mineirão.

Os bilhetes para o serviço executivo são vendidos até as 17h desta sexta-feira, no Posto Transfácil, na Rua Professor Morais, 216, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O valor é R$ 17,80 (ida e volta).

Já para o serviço especial, o preço é R$ 3,40 e nesse caso o pagamento é feito no local de embarque. Treze ônibus sairão das regiões de Venda Nova, do Barreiro e do Centro a partir das 13h.

Segundo a BHTrans, nas duas opções especiais de transporte, torcedores cruzeirenses e atleticanos terão locais de embarque e desembarque distintos. Confira os endereços no site da empresa.

A BHTrans informou que, por recomendação da Polícia Militar (PM), a linha 55 do Move (Mineirão) não irá operar no domingo.

Para chegar ao estádio, os torcedores contam ainda com as linhas regulares 51, 52, 63, 64, 67, 68, 5250, 5550, 6350, 5106 e 5401 do Move; os circulares 503, 504 e 506; e os suplementares 51, 53 e 54.

 

 

FONTE: G1.


Em alta, Atlético e Cruzeiro fazem maior clássico do Brasil na atual temporada

Equipe alvinegra se prepara para o Mundial e time celeste quer o título do Brasileirão

Jogo

O campeão da Copa Libertadores e o líder isolado do Campeonato Brasileiro. Atlético e Cruzeiro têm credenciais suficientes para atrair as atenções de todo o país na tarde deste domingo. Ambos disputam o clássico mais atrativo da temporada no Independência, às 16 horas, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Por um lado, o Galo tem pela frente o seu jogo mais importante na preparação para o Mundial de Clubes, que será disputado em dezembro, no Marrocos. Por outro, o Cruzeiro quer se aproximar ainda mais do título nacional.Os dois clubes concordam que os grandes trabalhos realizados em 2013 trazem uma dimensão especial para o duelo deste domingo. Torcedores alvinegros e celestes vivem a expectativa de ver um jogo de alto nível técnico e muito disputado.Atlético aposta em ‘estreante’

Desfalcado por 12 jogadores, sendo quatro titulares – Victor, Réver, Ronaldinho e Jô, caberá ao Galo mostrar força de grupo. Jogadores como Diego Tardelli e Fernandinho, responsáveis pela armação de jogadas, precisarão chamar a responsabilidade.

Tardelli já é um velho conhecido da torcida alvinegra e tem experiência e gols em clássicos. Já Fernandinho vai fazer a sua estreia contra o rival pelo Galo. Confiança de Cuca não falta para o camisa 11 se dar bem.

“Eu já gostava do Fernandinho antes, mas não esperava um jogador tão disciplinado, tático, cooperativo. Estamos muito felizes com ele”, afirma o treinador.

Cruzeiro de olho na taça

No Cruzeiro, o clássico é encarado como uma das 11 decisões que o clube terá até o final do campeonato, na briga pelo título brasileiro. O time celeste está 10 pontos à frente do Grêmio, segundo colocado, que empatou com o Fluminense na noite deste sábado.

Para o técnico Marcelo Oliveira, uma vitória sobre o maior rival valeria mais do que os três pontos. ”Como técnico do Cruzeiro e olhando o lado do clube, temos de estar atentos à nossa classificação, à vantagem de 11 pontos. Olhando pelo lado sentimental, emocional, temos de estar motivados, porque seria consagrador obter uma vitória, fortaleceria e estimularia o torcedor”, disse.

O principal desfalque do Cruzeiro será o zagueiro Dedé, que está com a Seleção Brasileira. Júlio Baptista e Martinuccio seguem no DM, mesmo assim Marcelo Oliveira, que relacionou 23 atletas, terá opções importantes no banco de reservas, entre eles o atacante Dagoberto, que marcou três gols em três clássicos contra o Atlético este ano.

Atlético x Cruzeiro

Atlético
Giovanni, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Emerson e Junior César; Pierre, Josué, Tardelli e Luan; Fernandinho e Alecsandro.
Técnico: Cuca

Cruzeiro
Fábio, Ceará, Leo, Bruno Rodrigo e Egídio; Nilton e Lucas Silva; Ricardo Goulart, Everton Ribeiro, Willian e Borges
Técnico: Marcelo Oliveira

Motivo: 28ª rodada do Campeonato Brasileiro
Estádio: Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 13/10/2013, domingo, às 16 horas
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (asp. Fifa/SP)
Assistentes: Janette Arcanjo e Pablo Costa

FONTE: Estado de Minas.

Ônibus clássico Flecha Azul é reformado para viagens pelo Brasil

Viação Cometa ressuscita coletivo para comemorar 65 anos. Miniaturas do veículo serão sorteadas entre os passageiros. Viagem inaugural será neste sábado, rumo a Belo Horizonte

Pintura dos 70 está de volta para viagens no Sudeste e Sul do país (Viação Cometa/Divulgação)
Pintura dos 70 está de volta para viagens no Sudeste e Sul do país

Um  grupo de passageiros que vai desembarcar na tarde deste sábado na Rodoviária de Belo Horizonte  terá a sensação de ter feito uma viagem de volta aos anos 70 no trecho entre São Paulo e a capital mineira. Funcionários do terminal e outros motoristas também terão uma surpresa ao ver um clássico ônibus Flecha Azul, com pintura de época e condutor de quepe, manobrar nas plataformas do local.

Trata-se de um legítimo CMA prefixo 7455, que foi totalmente reformado e  vai fazer viagens comerciais pelo Sudeste e Sul do Brasil para comemorar os 65 anos da Viação Cometa. Além de Belo Horizonte, que recebeu a viagem inaugural,  o coletivo percorrerá em Minas trajetos para  Juiz de Fora, Caxambu e Poços de Caldas. Serão 65 derradeiras viagens passando por outros destinos como Rio de Janeiro, Curitiba e cidades do interior paulista. O valor das viagens é o mesmo cobrado nos ônibus da frota em atividade. As passagens podem ser compradas no hotsite da Cometa.

O Flecha Azul é modelo 1976, mas ano 1999, sendo a última unidade produzida pela Companhia Manufatureira Auxiliar (CMA), fábrica criada pela Cometa para produzir os próprios veículos. Os antigos ônibus CMA Flecha Azul foram aposentados em 2008. Todo o projeto para ressuscitar o coletivo levou  um ano, sendo três meses destinados à reforma completa, feita na garagem da própria empresa.

Ônibus ganhou ar-condicionado e bancos em couro sintético vermelho (Viação Cometa/Divulgação)
Ônibus ganhou ar-condicionado e bancos em couro sintético vermelho

Ao final de cada viagem, uma miniatura do ônibus será sorteada entre os passageiros. Motorista e cobrador foram treinados para tirar dúvidas dos viajantes e usam uniforme retrô, que inclui até óculos Ray-Ban. Um concurso cultural vai premiar ainda outros admiradores com uma passagem e um almoço. Basta contar uma história envolvendo o ônibus na fanpage da empresa. Cerca de 50 já foram enviadas. As melhores ganham o prêmio.

“Mais simbólico que fazer uma festa ou evento é restaurar um ônibus que marcou a história da empresa. É uma oportunidade de convidar nossos clientes e entusiastas a comemorar conosco, viajando nesse ônibus”, afirma Anuar Helayel, diretor-executivo da Viação Cometa. Antes de pegar estrada, o veículo foi exposto no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.

Câmbio manual de seis velocidades e direção hidráulica  (Viação Cometa/Divulgação)
Câmbio manual de seis velocidades e direção hidráulica

O ônibus recebeu melhorias para as 65 viagens:  ar-condicionado e teve as janelas coladas. O interior e cabine do motorista foram totalmente reconstruídos e os bancos dos passageiros receberam couro sintético vermelho.  O painel de instrumentos também foi recuperado.

A lataria recebeu a pintura clássica da Cometa dos anos 70, com faixas azul e amarela e parte inferior com o alumínio exposto.  No topo do coletivo, a logo antiga da empresa, bem como o conforto oferecido na época, “Suspensão a ar”.  Na traseira, o histórico desenho do cometa Halley, iluminado por lâmpadas de LED. “Diferente do original, a pintura do modelo é metálica e ainda recebeu um polimento especial que deixou o alumínio com efeito de cromado”, explica Anuar. O valor do investimento não foi revelado.

Motor Scania tem seis cilindros em série e 360 cv de potência (Viação Cometa/Divulgação)
Motor Scania tem seis cilindros em série e 360 cv de potência

Motor, suspensão e caixa de marchas também foram reformados. O propulsor ganhou acabamento cromado, mas manteve as configurações originais da última série dos CMA. “O trabalho foi quase todo feito na nossa oficina; apenas o estofamento e polimento ficou a cargo de uma empresa especializada. Queríamos fazer algo que realmente marcasse. Quem viajar se sentirá num ônibus zero quilômetro, mas com ambiente e atendimento de época”, ressalta o executivo.

Estilo Americano

O Flecha Azul possui chassi Scania K-113 CLB 360 e motor DSC133b01. Trata-se de um seis cilindros em linha com potência de 360 cavalos e injeção direta de diesel, capaz de chegar até os 125 km/h. O consumo é de aproximadamente 3 km/l, mas com autonomia de até 1200 km, graças ao tanque com capacidade para 470 litros de combustível.

Restauração do ônibus durou três meses. Veículo ganhou ar-condicionado (Viação Cometa/Divulgação)
Restauração do ônibus durou três meses. Veículo ganhou ar-condicionado

O ônibus tem câmbio manual G777, de seis marchas e direção hidráulica. O para-choque é de fibra de vidro O comprimento é de 13,2 metros por 3,62 de altura. O peso do Flecha Azul é 11 toneladas.

A lataria do veículo é em duralumínio, uma solução para deixá-lo mais leve, poupando motor e freios, mas mantendo a resistência. O Flecha Azul segue o design dos ônibus americanos dos anos 60 e 70, com a depressão entre a cabine do motorista e a fila de bancos de passageiros. O estilo marcou época e caiu na memória afetiva dos amantes dos ônibus

 (Viação Cometa/Divulgação)

Após as viagens, o último Flecha Azul será aposentado e passará para o acervo da empresa. “Estamos muito certos do sucesso da campanha, pois recebemos muitos elogios nas redes sociais e em grupos de busólogos. Na apresentação que fizemos no Terminal do Tietê, em São Paulo, distribuímos mais de dez mil panfletos e o ônibus foi fotografado por muita gente”, comemora Anuar.

A Cometa surgiu em 1948 em São Paulo. Nos anos 50 e 60 ficou conhecida por utilizar ônibus americanos da General Motors. Com as dificuldades de importação  na década de 70, optou por construir os próprios ônibus, mantendo o mesmo estilo. Mais de dois mil Flecha Azul foram fabricados. Em 2002 a empresa foi vendida para o Grupo JCA, que controla outras empresas de transporte na região Sudeste.

Motoristas do Flecha Azul vão usar uniformes retrô, com o tradicional quepe (Viação Cometa/Divulgação)
Motoristas do Flecha Azul vão usar uniformes retrô, com o tradicional quepe
Desenho antigo do Cometa Halley ficou na memória (Viação Cometa/Divulgação)

Desenho antigo do Cometa Halley ficou na memória

Veja mais: Clique e veja fotos do Flecha Azul!

FONTE: Estado de Minas



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