Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Galo forte vencedor

Libertadores

Tinha de ser sofrido. Com muitas doses de drama e mais de duas horas de emoção, o Atlético conquistou nas primeiras horas de hoje o maior título da sua história: o da Copa Libertadores de 2013, ao vencer o Olimpia por 4 a 3 nos pênaltis, depois de devolver no tempo regulamentar o placar de 2 a 0 da derrota em Assunção e de 0 a 0 na prorrogação. Os gols do alívio só saíram no segundo tempo, com Jô (artilheiro da competição) a 1min e Leonardo Silva aos 42min. Nos pênaltis, o Galo converteu suas quatro cobranças, enquanto Victor defendeu a primeira dos paraguaios e viu a quarta carimbar o alto da trave. Fim da longa espera e início de uma madrugada que Belo Horizonte e inúmeras cidades mineiras não esquecerão tão cedo.
“Campeão da América!” Preso na garganta havia mais de 40 anos, o grito atleticano enfim tomou conta do Mineirão: quase 60 mil pessoas testemunharam a conquista inédita da Libertadores. Mas não seria uma façanha do Galo se não fosse dramática, sofrida, de testar corações e nervos. No início e no fim do segundo tempo, os gols de Jô e Leonardo Silva fizeram a massa delirar, mas a vitória por 2 a 0 no Olimpia não era o suficiente. O Galo precisava de mais: sem gols na prorrogação, teve que decidir nos pênaltis. E quando São Victor, com as asas de pássaro da célebre oração de Roberto Drummond, defendeu a primeira cobrança, estava aberto o caminho do desafogo, que calou os paraguaios e incendiou BH. Agora, o time de Cuca segue rumo ao Mundial Interclubes, em dezembro, no Marrocos, em busca do título de melhor do planeta. Enquanto isso, o torcedor festeja a realização do sonho. Sim, atleticano, você pode gritar. O seu grito não é apenas uma comemoração: é um grito de libertação.
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FONTE: Estado de Minas.

Corações e lares mais abertos à diversidade e ao fim do preconceito
Capa Minas - Dia da Adoção - Toninho Almada - Hoje em Dia
Adenísia e Wellington ampliaram a faixa etária dos filhos que gostariam de receber

Hoje é dia de dar parabéns a pais e mães que deixaram de lado preconceitos para viver um amor incondicional, e a crianças que ganharam uma nova família. No Dia da Adoção, há o que se comemorar: em Belo Horizonte, nos últimos anos, a predominante exigência dos pretendentes por recém-nascidos brancos tem diminuído.

Segundo o setor de estudos familiares da Vara da Infância e Juventude da capital, em 1995, 12% dos candidatos a pais queriam bebês de até um mês de vida. Em 2012, eram apenas 3%. No mesmo período, as pessoas que só aceitavam bebês de até um ano passaram de 61% para 44%.
Em relação à cor, também houve mudança. Há 18 anos, 42% dos pretendentes queriam bebês brancos; em 2012, 25% tinham essa preferência.
O Cadastro Nacional de Adoção (CNA), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), não tem dados só de Minas, mas apurou que na região Sudeste do Brasil 30% dos adultos inscritos aceitam apenas crianças brancas.
Flexibilidade
Segundo o psicólogo da Vara da Infância Fernando Araújo, a mudança no perfil é reflexo de um movimento geral da sociedade, que tem aceitado mais a diversidade. Como a funcionária pública Fernanda Isoni, de 37 anos, que tem quatro filhos, dois adotivos: Isabella, de 13, e Alex, 20, acolhidos aos 7 e 13, respectivamente.
Fernanda não pensava em engravidar de novo, mas sonhava com uma menina – a única exigência. “As pessoas questionam se Isabella é minha mesmo, por ela ser negra, mas não me importo. Não faço distinção entre meus filhos”, avisa. “Ela é uma mãezona e me ama muito!”, afirma Isabella.
Para a vice-coordenadora do Grupo de Apoio à Adoção de BH (GAABH), Rosália Sanábio, a cultura da adoção está melhorando. Há três décadas, o ato era visto como caridade ou forma de ter alguém para acompanhar as pessoas na velhice.
“Hoje, é percebido como outra forma de se criar, amorosamente, uma família. O amor, uma vez construído, é indissolúvel”, diz.
FONTE: Hoje Em Dia.


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