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Advogado cuida de horta comunitária em praça na Avenida Paulista

Luciano Santos conta que muitos pedestres o agradecem pelo gesto. Espaço serve de inspiração para população da maior cidade da América Latina.

Horta

Plantar ervas e temperos, além de ser uma terapia, é um jeito de cuidar do que é de todos. Uma forma de colaborar com os espaços urbanos, mesmo naqueles lugares mais inesperados. Como em meio à movimentadíssima Avenida Paulista.

De enxada e regador na mão, o advogado Luciano chega para mexer na horta que cuida com tanto carinho. Mostra, orgulhoso, os temperos cultivados.

Globo Repórter: E como é que você se sente assim, de terno e gravata, no meio da terra, no meio de uma horta, no meio de São Paulo?
Luciano Santos, advogado: Olha, eu acho que quem um dia já teve uma experiência dessa sente muita falta vivendo uma selva de pedra dessas, em que você não tem espaço. Então, aqui é como se fosse o meu sítio. Eu desço e venho trabalhar, cuidar um pouquinho da horta e espairecer o um pouquinho.
Globo Repórter: E esses temperos, você costuma levar pra casa, preparar a sua comida?
Luciano Santos: Como isso é benefício para todo mundo, todo mundo colhe. Tem muita gente que passa e cumprimenta, agradece pelo que a gente faz aqui na horta que é na verdade cuidar da praça e da horta pra todo mundo.

Ele protege tudo com tanto carinho que não tem como a gente não se encantar com esse gesto, assim, tão inesperado.

A equipe do Globo Repórter se despede do Luciano torcendo para que a hortinha da Paulista tenha sempre ótimas colheitas e sirva de inspiração para a maior cidade da América Latina.

 

FONTE: G1.


O que diz a lei – direito de família

Ana Carolina Brochado Teixeira – Advogada especializada em Direito de Família e Sucessões, professora de Direito Civil no Centro Universitário UNA, diretora do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM).

Herança

Não existe bônus para filho que se dedicou mais aos pais

família2
Minha mãe cuidou durante oito meses da minha avó – ela deixou o emprego, e durante o período de doença da minha avó toda a minha família (eu, meu irmão, mãe e pai) fomos morar na casa dela e apenas nós cuidamos dela. Os outros dois irmãos da minha mãe vinham apenas visitar minha avó. Agora que ela faleceu, eles querem vender a casa e repartir o dinheiro. Mas eu queria saber se minha mãe tem algum direito a mais por ter cuidado da minha avó. Por exemplo, ela poderia ganhar o carro que era da minha avó, que está no nome da minha mãe? Ou ela não tem nenhum direito a receber algo a mais?

• Ana Claudia, por e-mail
Prezada Ana Cláudia,
Infelizmente, a minha resposta vai soar muito injusta a você, pois ela abarca, eminentemente, aspectos legais. Essa situação narrada por você é muito comum, pois, geralmente, são poucos os filhos que efetivamente cuidam dos pais idosos. No entanto, o direito não contempla diferenças como esta, igualando todos os filhos, independentemente da origem.

Não obstante tal igualdade seja de direitos e deveres, a história da filiação no Brasil avulta mais a necessidade de igualá-los nos direitos, em razão da odiosa discriminação jurídica estabelecida em relação aos filhos ilegítimos antes da Constituição Federal de 1988.

Isso significa que o direito sucessório não contempla nenhum bônus, prêmio ou herança diferenciada para aquele filho que abdicou de questões pessoais para se dedicar aos pais. Embora tal dever caiba a todos os filhos, em razão do princípio da solidariedade, não há penalidade (no que se refere ao recebimento da herança) para aquele filho que não participa na exata necessidade dos seus pais.

A exclusão do direito hereditário ocorre em hipóteses bem restritas de indignidade (quando um herdeiro ou legatário atenta contra a vida, honra ou liberdade de testar do falecido) ou deserdação (que além das hipóteses de indignidade, envolve outras, tais como quando o descendente comete injúria grave ou violência física contra o ascendente falecido), sendo que a indignidade deve constar expressamente de testamento.

Não me parece que é o caso da sua família. Assim, sua mãe herdará quinhão idêntico ao dos seus tios, sem nenhum privilégio quanto à moradia, quanto ao carro ou quanto ao valor da herança.

FONTE: Estado de Minas.



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