Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Assim como a febre é implacável ao reagir a inflamações que podem colocar em risco o organismo, a inflação não perdoa: mais dia, menos dia, dependendo da transparência com que age o governo, ela cobra o preço de equívocos, de voluntarismos e de inépcias. A condução sem mágicas da política econômica, a administração responsável do gasto público e a não intervenção em setores que funcionam bem são mandamentos elementares. Desobedecê-los custa caro.

A divulgação ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) da inflação oficial do país em março revela mais um preço dessa desobediência, que foi uma das marcas do primeiro governo de Dilma Rousseff.
Aos poucos, e dolorosamente, os brasileiros vão se encontrando com trapalhadas escondidas na campanha eleitoral e que, agora, visitam o bolso de todos.
Medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação deu mais um galope, com alta de 1,32% em relação a fevereiro. Foi a taxa mais alta para o mês em 20 anos. Entre os equívocos que os aumentos refletem, a campeã é a sequência de medidas que desorganizaram boa parte do setor elétrico, de modo a deixá-lo sem condições de investir para aumentar a oferta de geração e de armazenamento hídrico.Mudanças no sistema de concessões geraram incertezas e insegurança jurídica, levando as empresas não controladas pelo governo federal a engavetar projetos de investimentos. Depois, em setembro de 2012, a presidente fez um pronunciamento na TV anunciando redução nas tarifas de 16,2% para consumidores residenciais e de 28% para indústrias. Em janeiro de 2013, Dilma voltou à TV para confirmar a benesse e torná-la ainda maior, passando o corte nas tarifas para 18% e 32%, respectivamente. Uma festa.

Especialistas alertavam para a chegada de um período de estiagem prolongada, do qual não se vislumbravam a profundidade e a duração. Mas a presidente assegurou que o Brasil tinha energia suficiente, “sem nenhum risco de racionamento ou qualquer tipo de estrangulamento, no curto, médio ou no longo prazo”.

Era evidente que esse estímulo ao consumo era inconveniente. Mas, embora fora da lei, Dilma já estava em campanha pela reeleição e seu marketing não admitia qualquer coisa que soasse negativa, muito menos uma campanha de economia de energia. As chuvas não vieram e as usinas térmicas, que deveriam ser acionadas apenas de forma suplementar, ficaram ligadas permanentemente, enquanto os reservatórios das hidrelétricas baixavam perigosamente (e ainda estão longe do normal).

Salva pela baixa atividade industrial, Dilma escapou de ter de decretar um racionamento. Mas não teve como fugir do alto preço da energia gerada pelas térmicas. Varreu esse custo para debaixo do tapete até passarem as eleições. É o que está sendo cobrado do consumidor agora, uma parte por bandeiras tarifárias, outra por aumentos mais frequentes das tarifas.

Resultado: mais da metade da inflação de março é explicada pela conta de luz. Segundo o IBGE, o aumento médio das tarifas em março foi de 22,08%, o que ajudou a empurrar o índice geral acumulado em 12 meses para perigosos 8,13%. Não foi sem motivo que até o Banco Central jogou a toalha em relação à inflação de 2015, quando o ano mal tinha começado. Resta aos brasileiros orar, e não apenas pelas chuvas, mas pelo fim das trapalhadas.

 

 

Mudanças: A partir desta segunda, carteira de habilitação está mais cara.

Entre as modificações no processo, candidato terá que fazer mais aulas práticas de direção.

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A partir desta segunda, número de aulas de direção passa de 20 para 25

A partir desta segunda tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) está mais caro no Brasil. Só para realizar as aulas práticas de direção, por exemplo, o candidato terá que desembolsar cerca de 25% a mais do que ele teria que pagar até o mês passado. Isso porque uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aumentou o número mínimo de horas/aula que o candidato deve fazer antes de se submeter ao exame de prática de direção veicular.

O valor exato do acréscimo varia de acordo com a autoescola ou o serviço que for escolhida pelo aluno.

Segundo o texto da resolução 493, de 5 de julho deste ano, os alunos deverão fazer o mínimo de 25 horas/aula práticas para a categoria B – antes eram 20horas/aula. Dessas, cinco precisarão ser realizadas no período noturno. Além de ampliar a carga horária, o documento prevê o uso de simuladores à noite. Entretanto, não se trata de uma obrigatoriedade e sim de uma opção para autoescolas e alunos.

Aqueles que desejam adicionar à CNH a categoria A (moto) terão que fazer o mínimo de 15 horas/aulas práticas, sendo que três delas precisarão ser desempenhadas no período noturno. Já os motoristas que quiserem acrescentar a categoria B terão que completar 20 horas/aula. Quatro delas deverão ser ministradas à noite.

Responsabilidade. De acordo com o texto da resolução, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) é responsável por fiscalizar de maneira direta e permanente os requisitos e exigências da resolução do Contran.

No entanto, os Centros de Formação de Condutores (CFCs) são responsáveis por comprovar a realização das aulas de prática veicular e aulas em simulado no período noturno.

As autoescolas tiveram quase cinco meses entre a publicação da resolução e a data de sua entrada em vigor para se adequar às novas exigências definidas pelo Contran.

 

FONTE: O Tempo.


CUSTO DE VIDA 
Inflação alta corrói renda e brasileiro reduz compras
Varejo revê para baixo projeção de vendas e pesquisa revela que população substitui itens caros pelos mais baratos para fugir dos aumentos. Mercado prevê IPCA no teto da meta

 

 

A empresária Eliete Sampaio e a filha Carla trocaram idas mensais ao supermercado pelas semanais e preferem lojas com mais promoções


A pressão da inflação em disparada já é sentida não só no bolso do consumidor, mas, sobretudo, no desempenho aquém do esperado do varejo. Do otimismo que alguns lojistas esboçavam no início de ano, restou apenas a frustração com os resultados obtidos. Em vez de lojas abarrotadas de clientes, empresários notaram a elevação nos estoques. As vendas, que até 2010 avançavam a um ritmo superior a 10% ao ano, desaceleraram para 5% no acumulado em 12 meses até fevereiro, período que inclui a bonança de fim de ano, como Natal e ano-novo. Não à toa, analistas passaram a prever dias difíceis para 2014.

Inflação

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) estimava em 6,5% a alta nas vendas do varejo em 2014. Baixou a previsão para 6%, depois para 5,5% até chegar em 5%. “A gente está revisando esse número, e tendência é que ele continue caindo à medida que outros maus resultados da economia forem aparecendo”, explicou o economista Bruno Fernandes, um dos responsáveis pela projeção. “Hoje, tudo leva a crer que o desempenho de 2014 será ainda pior do que no ano passado”, assinalou. 

Em 2013, o varejo cresceu 4,3%, o pior resultado em 10 anos. No mesmo ano, a massa salarial real, que considera os rendimentos recebidos pelos trabalhadores descontada a inflação no período, avançou apenas 2,8%, a menor variação desde 2007. “O que explica os maus resultados é a inflação, que corrói o poder de compra das famílias e, por tabela, o espaço no orçamento para novas compras”, disse a também economista da CNC Marianne Hanson. 

Que o diga o consumidor, que tem feito um verdadeiro malabarismo para driblar a alta de preços. Uma pesquisa do Instituto Data Popular revelou que 55% dos brasileiros substituem itens caros por marcas mais baratas, quando notam abuso nos preços. Outras alternativas são diminuir a quantidade de produtos comprados, opção assinalada por 32% dos entrevistados, ou simplesmente deixar de comprar (13%). A percepção que a inflação está corroendo fica evidente na afirmação de 85% dos brasileiros de que não conseguem comprar hoje o que compravam no ano passado, gastando o mesmo valor. Para 75% os preços dos produtos aumentaram no último ano e para 70% vão subir mais até o fim do ano.

PARA DAR CONTA Para driblar os preços altos, a empresária Eliete Sampaio e a a filha dela Carla Sampaio estão substituindo os produtos mais caros pelos mais baratos, trocando também os supermercados de grandes redes pelos de bairro, no dia a dia. “Os supermercados menores oferecem coisas mais frescas e com preços mais em conta. Sempre tem uma promoção diferente. Acabou aquela coisa de fazer compra do mês, é sempre semanal para aproveitar as ofertas e mesmo assim, o carrinho fica bem mais vazio”, afirma Eliete. A empresária conta ainda que se assustou com a conta do supermercado do café da manhã que ela preparou para receber duas amigas em casa. “Compramos coisas básicas, como frutas, pão e queijo e pagamos mais de R$ 70. Tivemos que diminuir muito o consumo e substituir muitos produtos por outros inferiores para gastar menos”, completa. 

A dentista Helena Ferreira e o marido dela Othon Rehn afirmam que nos últimos meses tiveram que diminuir as compras de roupas, o supermercado, entre outros gastos que faziam parte da rotina do casal. “As coisas aumentam e o salário continua o mesmo. Para economizar nós sempre compramos itens que estão em promoção. No supermercado que antes a gente gastava menos de R$ 100, se a gente não diminuir a compra, deixamos pelo menos R$ 150”, diz Othon. 

Não é à toa que os brasileiros estão mais reticentes na hora de comprar. Em 2013, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o parâmetro oficial do custo de vida no país, avançou 5,91%. Oficialmente, a meta a ser perseguida pelo governo é uma inflação de 4,5%, com tolerância de dois pontos para baixo ou para cima. Mas em 2014, novamente esse alvo não deve ser atingido. Muito pelo contrário.

SEM ALÍVIO De acordo com a pesquisa semanal Focus, feita pelo Banco Central (BC) junto a analistas de bancos e corretoras, o IPCA deverá bater no limite da meta, 6,5%. Não chega a ser uma previsão pessimista. As cinco instituições financeiras que mais acertam as estimativas para o comportamento da economia, chamadas de Top 5, apostam numa inflação ainda mais elevada: 6,62% ao ano. 

Foi a primeira vez no ano que essas casas apostaram num custo de vida tão pressionado. Pior do que isso. Foi a comprovação, para analistas, de que todo o trabalho feito pelo próprio BC na tarefa de trazer os preços para baixo não tem convencido o mercado financeiro. “Tão importante quanto o custo de vida em si, que bate diretamente no bolso do cidadão, são as expectativas para a inflação futura”, disse um técnico governista. 

Se elas continuam em disparada, alertou a fonte da equipe econômica, transformam-se em combustível para remarcação de preços. A consequência, ele disse, é uma pressão ainda maior da inflação nos próximos meses e anos, tornando ainda mais difícil a missão do BC. Pois é justamente o que tem ocorrido. As projeções para o IPCA de 2014 estavam, em janeiro, em 5,9%, nos cálculos dos Top 5. Esses números foram subindo semana após semana, até chegar ao patamar atual de 6,62%.
Para driblar o dragão
São Paulo – O impacto da inflação aparece também em pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que mostra que para driblar o cenário de elevação de preços os consumidores reduziram o número de vezes que vão às compras e passaram a optar mais pelas embalagens econômicas e pela troca por marcas mais baratas. Analisando o comportamento do consumidor ao longo do ano passado, o estudo concluiu que o número de idas aos pontos de venda caiu de 170 para 156 visitas. “Deixar de comprar os itens adquiridos no passado ficou em último lugar entre as prioridades do consumidor neste momento”, comenta o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), João Galassi. Com a alta de preços, para manter os mesmos produtos no carrinho, a estratégia é buscar uma combinação custo x benefício. 


Os hipermercados foram os que mais perderam frequência dos consumidores, apesar de um aumento de 6% no tíquete médio. Os consumidores passaram a comprar mais nos supermercados de vizinhança (ampliaram a frequência em 7% e o tíquete em 10%) e nos chamados atacarejos (alta de 1% no fluxo e de 14% no desembolso). Neste sentido, as embalagens maiores têm sido aliadas. Nas 20 categorias mais vendidas nos supermercados, 60% delas aumentaram as opções econômicas. 

Ainda de acordo com o estudo, para não deixar de consumir, a opção é abandonar a marca líder. Entre os mais afetados estão o café em pó e o suco pronto, cujas opções mais baratas cresceram as vendas em 13% e em 33,6%, respectivamente, em 2013. Cerca de 40% das marcas premium ainda crescem, mas em 55% dessas categorias houve retração de volume médio por compra.
FONTE: Estado de Minas.

Corrupção custa € 120 bilhões por ano à União Europeia

Estudo mostra que a corrupção não atinge somente países pobres e do terceiro mundo

corrupção

Um relatório publicado nesta segunda-feira (3) pela União Europeia (UE) mostrou que a corrupção envolve os 28 países-membros do bloco e representa um custo anual de cerca de 120 bilhões de euros (US$ 162,19 bilhões).

O relatório, o primeiro da UE sobre corrupção, foi publicado nessa segunda-feira pela Comissária Europeia Cecilia Malmstrom.O documento revelou que os países da UE tomaram uma série de medidas para combater a corrupção, mas que os resultados têm sidos desiguais e que muito mais ainda precisa ser feito.Em comunicado, Malmstrom disse que a corrupção “mina a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas e no Estado de Direito, fere a economia europeia e priva os estados das tão necessárias receitas tributárias”.

Fonte: Associated Press.


Morrer em Belo Horizonte custa de R$ 4,67 mil a R$ 36,4 mil

Quem deseja buscar um serviço barato e de qualidade, deve pesquisar, pois a diferença é grande

Às vésperas de mais um Dia de Finados, pesquisa do site Mercado Mineiro aponta que para enterrar um ente querido em Belo Horizonte os parentes vão desembolsar R$ 4,67 mil se optarem pelos serviços mais baratos, e em média R$ 36,4 mil se escolherem os mais caros. O site fez levantamento de preços, taxas e serviços de cemitérios, funerárias e flores da capital entre os dias 18 e 24 de outubro.

custo morte

Apesar das grandes variações, o diretor-executivo do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu ressalta que a qualidade dos produtos e dos serviços pode justificar as diferenças nos preços. Segundo ele, o consumidor deve avaliar o custo beneficio de cada item da pesquisa para tomar sua decisão.O valor da urna, por exemplo, pode custar de R$ 130 até R$ 15,7 mil, o que representa uma variação de 11.976,92% entre os preços. No sepultamento pode ser gasto de R$ 162 a R$ 388, variação de 139,51%. Para o processo de cremação o preço cobrado para uso imediato é R$ 4 mil a R$ 6,45 mil, variação de 61,45%, visto que esse serviço é oferecido por apenas dois cemitérios na Grande BH.Na mesma pesquisa foram comparados os preços das flores. A maior variação encontrada foi de 733,33%, no preço do crisântemo (vaso médio), que pode custar de R$ 6 a R$ 50.

Mais caros
Em um ano, os serviços funerários ficaram 23,44% mais caros, índice apresentado no preço do túmulo, que em outubro de 2012 custava em média R$ 8,75 mil, e em outubro desse ano subiu para R$ 10,8 mil. Outro aumento considerável foi no preço da exumação, que no ano passado custava em média R$ 412,85, e atualmente custa em média R$ 503,75, alta de 22,02%. O valor mínimo da coroa natural aumentou 20,63%, sendo que, no ano passado, custava em média R$ 192,08 e esse ano passou a custar em média R$ 231,71. A pesquisa completa está disponível no site www.mercadomineiro.com.br.

FONTE: Estado de Minas.

MOVE METROPOLITANO »’Vermelhão’ viaja para a aposentadoria

Reportagem mostra em primeira mão como funcionará o BRT da Grande BH, com novo design nos coletivos do sistema que complementa o da capital

brt

Marca registrada do transporte coletivo de Belo Horizonte desde 1982, ano de implantação da identificação das linhas de ônibus por cores, os “vermelhões” – como são popularmente conhecidos os coletivos que interligam cidades da Grande BH ao hipercentro da capital – serão gradualmente substituídos a partir do ano que vem por arrojados coletivos em tons de verde e prata. Uma das principais apostas de mobilidade urbana da cidade para os próximos anos, o Move, marca escolhida para o transporte rápido por ônibus (BRT), teve sua identidade visual e operação definidos pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) em conjunto com a BHTrans, com a promessa de estar operando na região metropolitana no primeiro semestre de 2014, a tempo dos seis jogos da Copa do Mundo no Mineirão.O Estado de Minas teve acesso exclusivo a informações sobre o planejamento do sistema metropolitano, que servirá como complemento aos corredores das avenidas Vilarinho, Pedro I, Antônio Carlos e Cristiano Machado, com uma frota estimada em 310 coletivos (172 articulados com capacidade para 144 passageiros e 138 padrons para 100 pessoas), reduzindo em 90% (cerca de 500 ônibus) o número de linhas no hipercentro de BH.Com 19 novos trajetos troncais e a concentração de dezenas de linhas que hoje superlotam as ruas da Região Central, o Move Metropolitano promete reduzir o tempo médio de viagem em até 30%, transportando a média de 240 mil passageiros/dia, em complemento às novas linhas gerenciadas pela BHTrans, cujos primeiros testes serão feitos em fevereiro.

As estações São Gabriel e Vilarinho, na capital, em processo de reforma, serão as primeiras a receber o Move Metropolitano, no primeiro semestre de 2014, como parte de um plano da Setop que prevê a construção de 10 terminais, a maior parte na Grande BH. Do total de estruturas, quatro são dedicadas à operação exclusiva do BRT: Morro Alto, em Vespasiano; Justinópolis, em Ribeirão das Neves; São Benedito, em Santa Luzia; e Bernardo Monteiro, ocupando a área da avenida de mesmo nome na região hospitalar da capital. Somente o primeiro dos quatro terminais BRT previstos, contudo, teve as obras iniciadas, também com término programado para os seis primeiros meses de 2014.

Há ainda a previsão de uso da atual rodoviária da capital, embora o planejamento da área ainda não tenha sido executado. O prazo médio de construção de cada terminal, segundo a Setop, é de 10 meses a um ano.

LÓGICA
 O funcionamento do sistema metropolitano segue a lógica do Move em BH: dos bairros ou municípios, os passageiros embarcarão em linhas alimentadoras até as estações, de onde partirão ônibus articulados e do tipo padron, mais espaçosos, rumo a sete pontos da Grande BH, incluindo a região hospitalar, a Alameda da Serra, em Nova Lima, e a Cidade Industrial, em Contagem. Algumas linhas executivas existentes, como as que interligam Lagoa Santa e Vespasiano ao Centro de BH, serão transformadas em linhas alimentadoras até o terminal Morro Alto, mantendo a disponibilidade de ar-condicionado.

Ao longo dos corredores exclusivos, os passageiros terão a opção de desembarcar em 20 estações de transferência na Avenida Antônio Carlos e oito ao longo da Cristiano Machado, de onde poderão optar por embarcar em linhas da BHTrans, pagando segunda tarifa. Somados, os sistemas da capital e da Grande BH, o Move terá uma frota de 670 ônibus.

Restrição para itens de conforto em BH

Um dos diferenciais de conforto do BRT de BH, o câmbio automático não será empregado em toda a frota, conforme previsto inicialmente. Alterando as especificações do Decreto 15.019/2012, que detalha normas técnicas do sistema, a BHTrans decidiu retirar o item – que representaria menos trancos para os passageiros com o coletivo em movimento – dos ônibus padrons, espécie de BRT intermediário que circulará dentro e fora dos corredores exclusivos.

O ar-condicionado, outro item de conforto, também não será aplicado nas linhas diametrais (bairro a bairro) integradas ao sistema, embora haja previsão de uso de ônibus padrons iguais aos do BRT nesses itinerários.

A retirada do câmbio automático em pelo menos 200 (dos 400 primeiros) ônibus do Move de BH só não se aplica aos coletivos articulados, maiores e mais espaçosos, por um detalhe: fabricantes não disponibilizam os chassis dos modelos – cujo preço médio é de R$ 750 mil – com transmissão manual.

A alteração atende principalmente ao pedido dos consórcios, que teriam de adicionar o item ao preço dos chassis de motor dianteiro (mais baratos, econômicos e por isso preferidos pelos empresários de BH), encarecendo o custo dos padrons, admitiu o diretor de Desenvolvimento e Implantação de Projetos da BHTrans, Daniel Marx Couto.

Um dos responsáveis pelo projeto de implantação do BRT, Marx admitiu que um complemento do decreto, com os ajustes, será publicado em breve pela BHTrans. “Se as empresas adicionassem o câmbio automático em um ônibus de motor dianteiro, somada a suspensão a ar, o preço ficaria muito próximo do de um ônibus com motor traseiro. O custo de manutenção desse tipo de câmbio também é maior”, argumenta.

Segundo ele, as linhas diametrais que farão uso dos corredores exclusivos não terão refrigeração devido à quantidade de pontos. “O sobe e desce de passageiros é muito maior do que no corredor exclusivo”, acrescenta.

Veja nos links abaixo as mudanças mais recentes promovidas pela BHTrans.

Rua Rio Grande do Norte e Avenida Brasil

Ruas Goiás, Sergipe e Avenida Augusto de Lima

 

 

 

FONTE: Estado de Minas.

Tatuagem na adolescência: o que fazer quando bate o arrependimento?

O nome de alguém que já não é mais importante, uma filosofia de vida que já não diz mais nada, um desenho mal realizado: motivos não faltam para voltar atrás na decisão

Harry Styles antes e depois: em cerca de um ano o cantor fez mais de 25 tatuagens pelo corpo

Um fantasma que assombra qualquer pessoa que já teve vontade de fazer tatuagem é o fato de que o desenho vai ficar ali para sempre. Mesmo com o avanço das técnicas para apagar os vestígios de uma tattoo, o medo de se arrepender é algo que leva todos os interessados a pensar muito antes de encarar a agulha. E, ainda assim, pensar, considerar, esperar, escolher cuidadosamente não são antídotos contra o arrependimento: muita gente gostaria de voltar no tempo até aquele momento em que tomou a terrível decisão de marcar a pele de modo indelével.

Foi assim com o britânico Harry Styles , de 19 anos, vocalista da boyband One Direction . Depois de meses fazendo diversas tatuagens (foram mais de 25 em cerca de um ano) o cantor andou dizendo por aí que já se arrependeu de algumas delas. “Tem algumas que meus amigos fizeram [em mim] e tem algumas que são apenas horríveis”, ele disse em entrevista à revista “We Love Pop.”

No Brasil, fazer tatuagem antes do 18 só é permitido com autorização dos pais

Os motivos para arrependimento podem ser vários: o nome de alguém que já não é mais importante, desenhos mal feitos, imagens que envelhecem, mensagens que sintetizavam a vida da pessoa e que já não dizem mais nada lideram o ranking. Na maioria das vezes, tatuagens feitas na adolescência são as que mais envergonham seus donos – paradoxalmente, é exatamente nessa fase que a maioria das pessoas decide se tatuar. Em tempo: no Brasil, menores de 18 anos só podem fazer tatuagens definitivas com autorização dos pais ou responsáveis.

O caso de Ana*, de 26 anos, se enquadra nessa categoria. Aos 16, a arte educadora fez uma tatuagem bastante peculiar: três borboletas do MSN Messenger na costela direita. “Eu queria uma tattoo que fosse sexy e romântica. Lembro que a Britney Spears e a Mariah Carey tinham borboletinhas e eu achava legal”, recorda. Unindo isso à sua admiração pelo programa de computador, lá estava a sua tatuagem “perfeita”. “O MSN foi o principal veículo de ampliação de amizade e troca de informações. Eu ficava fascinada com a ideia de conhecer pessoas do outro lado do mundo”.

A facilidade para tatuar também foi um dos motivos que a levou ao estúdio. “O tatuador era baratinho, cobrou pouco e não pediu RG”, conta ela, lembrando como em certos casos alguns profissionais “esquecem” da lei e tatuam menores de idade mesmo sem autorização. Segundo o tatuador Sergio Pisani, 39, essa prática é bastante perigosa. “Muitas vezes você não sabe qual é a condição do estúdio, se é tudo esterilizado, que tipo de agulhas que eles usam”, diz ele, que atende no estúdio Tattoo You, de São Paulo.

“Muitas vezes você não sabe qual é a condição do estúdio, se é tudo esterilizado, que tipo de agulhas que eles usam”, alerta o tatuador Sergio Pisani

A insatisfação de Ana se deve ao fato de que ela se decepcionou com o resultado. “O problema não foi de saúde, e sim estético. O tatuador era bem ruim, o desenho não ficou parecido com o original. Se tivesse ficado, acho que seria interessante”, confessa. Além disso, o fascínio pelo MSN passou (veja bem, o software foi até extinto) e a tatuagem já não significa nada. “Na época até achei legal, mas o referencial se amplia e o desenho, além de feio, não faz mais sentido”, conta. Mais: ela acha que as borboletas ficam no caminho de seu estilo atual. “Atrapalham a composição dos meus looks e poluem minha pele”.

Um arrependimento que custa caro

As técnicas de remoção de tatuagens são cada vez mais avançadas e a arte educadora pensa em recorrer a elas para apagar as borboletas do seu corpo. O processo de remoção mais indicado consiste em usar lasers para bombardear os pigmentos de cor da tatuagem até eles explodirem e desaparecerem, como explica a dermatologista Monica Aribi. “As máquinas hoje em dia são muito boas, as remoções ficam quase perfeitas”, afirma a médica.


Justin Bieber recentemente fechou o braço esquerdo de tatuagens

Mesmo assim, o procedimento traz riscos, como a formação de queloide e a perda da pigmentação da pele na região atingida pelos raios. O preço é outra questão que assusta aqueles que querem se livrar de um desenho indesejado. Na clínica da doutora Monica, uma sessão para apagar uma tatuagem de 5 cm de altura e 5 cm de largura sai por R$ 500. Levando em conta que a remoção definitiva leva de quatro a dez sessões, o procedimento todo pode custar até R$ 5.000,00.

A publicitária Maysa Mariano, de 23 anos, arrumou uma alternativa para esconder a tatuagem que a envergonhava. No lugar da borboleta verde que fez aos 16 anos ela desenhou uma flor de lótus. “A borboleta era meio tribal, com pigmentos roxos, minha cor favorita. Bati o olho e gostei, então decidi tatuar”, lembra. O motivo por que a tattoo a desagradou foi puramente estético. “O tatuador era ruim e o resultado foi ruim”, simplifica ela, que fez ainda uma outra tatuagem com o mesmo profissional: um ideograma japonês. Ela foi inspirada por um garoto de quem gostava, mas o resultado também foi desastroso. “Ele disse que significava virtude, eu também quis carregar ‘virtude’ na pele”, explica. Mas, como descobriu depois, o símbolo significava bondade. E isso não é tudo. “A tatuagem é meio grosseira, não é delicada”, lamenta.

Segundo o tatuador Pisani, o processo de cobrir uma tatuagem fazendo um desenho por cima não garante que a aparência ho ficará melhor. “Quando cobrimos um desenho com outro, os pigmentos se misturam e a cor mais forte é predominante. Se a tatuagem original for preta, o novo desenho vai ficar mais escuro, por exemplo”, explica.

Além disso, esse procedimento traz risco para a saúde. “O processo de cobrir a tatuagem pode causar um granuloma de corpo estranho, o organismo pode reconhecer o novo pigmento como um corpo estranho e tentar expulsá-lo, causando cistos”, explica a dra. Monica Aribi. Para ela, o mais indicado é clarear a tatuagem original antes de cobri-la com um novo desenho.

Para evitar arrependimentos, Pisani não recomenda que adolescentes façam tatuagens. “Tem que ter uma maturidade que os adolescentes em geral não têm para tomar essa decisão”, critica. Para Monica Aribi, o ideal é não fazer tatuagem em época nenhuma, já que os dermatologistas consideram o procedimento uma agressão à pele. Mas ela admite que não há riscos maiores se for tudo bem feito. “Em adolescentes, o maior risco é eles crescerem, a pele ficar esticada e a tatuagem deformada”, avisa a médica.

Maysa acredita que sua mãe não se importou com o fato de ela ter feito a primeira tatuagem aos 16 anos. “Ela nunca gostou, nem ia autorizar se eu pedisse, mas eu avisei que faria. Ela não brigou, simplesmente ignorou, nem sequer olhou”, lembra. Hoje, a publicitária tem sete tattoos. “Ela já gosta um pouco mais”, comemora.

FONTE: iG.



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