Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo da tag: de graça

BH oferece pontos de internet de graça; veja cuidados para acessar

Especialista dá dicas para evitar problemas com o Wi-Fi liberado.

Rua GonÁalves Dias, Lourdes, Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, Brasil

Em Belo Horizonte é possível acessar a internet de graça em vários pontos da cidade, por redes disponibilizadas pela prefeitura ou por estabelecimentos comerciais. A Praça da Liberdade é um dos locais. Ao aproveitar a comodidade, o usuário deve ter cuidados na hora de usar o Wi-Fi liberado.

 

São mais de 50 lugares públicos com rede gratuita. A Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul, é um deles. As redes estão disponíveis em praças, parques, outros espaços públicos, vilas e aglomerados.

A melhor proteção para evitar clonagem e invasão de sistemas durante a navegação ainda é o uso de senhas diferentes para e-mails, redes sociais e cadastros. E quanto mais complicada for a senha, melhor.

O QUE SÃO HOTSPOTS?

São pontos de acesso livre à internet. Nos hotspots, o cidadão que possuir um notebook ou um computador de mão, com placa de rede sem fio, ou com celular WiFi, pode acessar a Internet gratuitamente e navegar por tempo indeterminado no site da Prefeitura e por tempo limitado a três horas diárias em outras páginas.

 

Os hotspots estão ativos em áreas de praças, parques, espaços públicos e vilas e favelas da capital.

Confira os locais:

Parques e Praças

-Praça da Liberdade (Praça da Liberdade, 317 – Funcionários)

-Parque Mangabeiras- Praça das Águas (avenida José do Patrocínio Pontes, 580, Mangabeiras)

  • Parque Ecológico da Pampulha (avenida Otacílio Negrão de Lima, 7.111, Pampulha)

  • Praça da Assembleia (avenida Olegário Maciel, 2.050, Santo Agostinho)

  • Complexo da Estação incluindo a Praça da Estação, Praça Rui Barbosa (Avenida dos Andradas, 201, Centro)

  • Praça Sete (Praça Sete de Setembro – Centro)

  • Praça do Papa (Avenida Agulhas Negras, s/nº, Mangabeiras)

  • Praça Floriano Peixoto (Avenida do Contorno, Santa Efigênia)

  • Praça Raul Soares (cruzamento das avenidas Bias Fortes, Amazonas e Olegário Maciel, Centro)

  • Parque Serra do Curral (avenida José do Patrocínio Pontes, 1.951, Mangabeiras)

-Parque Municipal (avenida Afonso Pena, s/nº, Centro)

  • Praça da Saúde (Avenida Silva Lobo,1580 ,Grajaú)
  • Parque Santa Sofia- Academia da Cidade Parque Santa Sofia (Rua Alice, 197, Vila Leonina)

-Praça da Savassi (Praça Diogo de Vasconcelos – Savassi :Cruzamento Avenida Cristóvão Colombo com Getúlio Vargas)

  • Praça da Bandeira (cruzamento das avenidas Afonso Pena e Bandeirantes – Mangabeiras)
  • Praça Duque de Caxias ( cruzamento das ruas Mármore, Estrela do Sul e Tenente Vitorino, Santa Tereza)

  • Praça JK (Avenida Bandeirantes, s/nº- Sion)

-Praça Dino Barbieri (Igrejinha da Pampulha)

Acesso Público

  • Rodoviária (Praça Rio Branco, 100, Centro)
  • Arquivo Público (rua Itambé, 227, Floresta)

  • Centro de Apoio Comunitário Alto Vera Cruz (rua Padre Júlio Maria, 1.550, Alto Vera Cruz)

– Centro de Referência da Moda  (rua da Bahia, 1.149, Centro)

  • Centro de Referência Audiovisual (rua Álvares Cabral, 560, Centro)
  • Expominas (avenida Amazonas, 6.030, Gameleira) Obs: Disponível apenas quando ocorrem eventos ligados à PBH

  • Fundação Municipal de Cultura (rua Sapucaí, 571, Floresta)

  • Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1.537, Centro)

  • Guarda Municipal BH (avenida dos Andradas, 881, Santa Efigênia)

  • Zoológico e Aquário (avenida Otacílio Negrão de Lima, 8.000, Bandeirantes)

  • BHTrans (avenida Engenheiro Carlos Gourlart, 900, Buritis)

  • BH Resolve (avenida Santos Dumont, 363, Centro)

  • Museu de Arte da Pampulha (avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha)

  • Secretaria Municipal Adjunta de Traballho e Emprego (rua Gonçalves Dias, 1.274, Lourdes)- Em manutenção

  • Casa do Baile (avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha)

  • Defesa Civil Municipal (rua dos Goitacazes, 1.752, Centro)

  • Mirante dos Mangabeiras (Rua Pedro José Pardo, 1000 – Mangabeiras)

  • Museu Histórico Abílio Barreto (Av. Prudente de Morais, 202 – Cidade Jardim)

Vilas e aglomerados

  • Vila Fazendinha- Escola Municipal Vila Fazendinha (Rua Paulo de Souza, 51)
  • Vila Fátima- Centro de Saúde São Miguel Arcanjo ( Rua Nossa Senhora de Fátima, 2.240)

  • Vila Aparecida- Escola Municipal Theomar de Castro Espíndola- (Rua Mica, nº 144)

  • Vila Conceição- Centro de Saúde Vila Conceição (Rua Coronel Pereira, 400, Serra)

  • Vila Marçola- UMEI Padre Tarcísio (Rua Mangabeira da Serra, 380, Serra)

  • Vila Novo São Lucas UMEI Santa Isabel (Doutor Argemiro Rezende Costa, 380, Serra)

  • Morro do Papagaio- CRAS Santa Rita de Cássia (Rua São Tomas de Aquino, 440)

  • Vila Santana Cafezal- Praça do Centro de Saúde Cafezal (Rua Bela Vista, 30, Serra)

  • Vila Cemig- Associação Pró- Melhoramento Vila Cemig (Rua Coletivo, 55)

  • Vila Jaqueline- Centro Cultural Zilah Spósito (Rua Carnaúba, 286)

  • Vila Cabana- CREAR Cabana (Rua da Mina, 70)

  • Vila Ipiranga- Centro de Recondicionamento de Computadores- CRC (rua José Clemente Pereira, 440, Ipiranga)

  • Vila Havaí- CRAS Havaí (Av. Costa do Marfim nº 480 – Estrela Dalva)

  • Vila Mantiqueira- CRAS Mantiqueira (rua Luiza Salomão, 300)

  • Vila Taquaril- UMEI TAQUARIL- Rua Desembargador Braulio , s/n – Taquaril

  • Vila Vera Cruz- Centro Cultural Alto Vera Cruz (Rua Padre Júlio Maria, 1577)

  • Pedreira Prado Lopes- CRAS Vila Senhor dos Passos (Rua Evaristo da Veiga, 239 – Vila Senhor dos Passos)

  • Vila Ouro Preto- E.M Carmelita de Carvalho Garcia (Rua Aluízio Davis, 53)

  • Jardim Leblon- CRAS Apolônia (Rua Visconde de Itaboraí nº 304)

  • Vila Antena- CRAS Vila Antena (Rua Central, 78)

  • Jardim Guanabara- Centro Cultural Jardim Guanabara (Rua João Álvares Cabral, 277, Floramar)

  • Mariano de Abreu – CRAS Mariano de Abreu (Rua 5 de Janeiro s\nº, Mariano de Abreu)

  • Vila São Geraldo – Centro Cultural São Geraldo (Rua Silva Alvarenga, 548 – São Geraldo)

  • Centro de Saúde Alto Vera Cruz ( Rua General Ośorio, 959 – Alto Vera Cruz)

– Centro de Saúde Novo Horizonte (Rua Pedro Alexandrino Mendonça, 12 – Taquaril)

Para acessar a internet em um hotspot, o cidadão deve acessar a rede BH DIGITAL e preencher um cadastro, que pode ser feito por meio de um procedimento muito simples e rápido. Ao acessar o hotspot, o cadastro é exibido automaticamente na tela, bastando informar os dados conforme solicitado.

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FONTE: PBH e G1.



Defensoria Pública vai realizar casamento coletivo de graça no Mineirinho

Inscrições para os casais interessados já estão abertas e vão até 19 de outubro

Defensoria Pública de Minas Gerais/Divulgação

A Defensoria Pública de Minas Gerais vai realizar um casamento coletivo em dezembro para até 1 mil casais que moram em Belo Horizonte. Os casais interessados devem procurar o órgão para se inscrever até 19 de outubro. Todos os procedimentos serão realizados de graça para quem não tiver condições financeiras de arcar com as taxas nos cartórios.
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Segundo a defensora pública-geral do estado, Christiane Neves Procópio Malard, a iniciativa faz parte da atuação da Defensoria Pública junto às famílias, ajudando na construção e reconstrução de vínculos. “A partir disso, conseguimos prevenir a criminalidade e até mesmo transformar realidades, resolvendo muitas questões de ordem social, aproximando pais e filhos, prevenindo a questão das drogas”, explica. “Através da identificação com nosso assistidos, percebemos que o trabalho com as famílias viabiliza o pleno exercício da cidadania, promove inclusão social e resgata a autoestima do cidadão”.
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Para realizar os casamentos, a Defensoria firmou uma parceria com o Poder Judiciário e os cartórios de registro civil. Podem se inscrever pessoas que vão se casar pela primeira vez, assim como divorciados, viúvos e também casais que vivem em união estável. As inscrições já estão abertas e devem ser realizadas na Unidade II da Defensoria Pública em Belo Horizonte, na Rua Bernardo Guimarães, número 2.731, no Bairro Santo Agostinho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.
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Os casais devem comparecer ao local com seus documentos pessoais, além da certidão de nascimento e casamento (no caso de viúvos e divorciados) atualizada. Se as pessoas não tiverem condições financeiras de realizar a atuação, a defensoria irá ajudar a regularizar a situação dos documentos. Mas, os noivos devem ficar atentos e procurar a Defensoria Pública o mais rápido possível para que seja realizada a habilitação para o casamento.
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Ainda segundo a defensora pública-geral, os casamentos civis serão agendados e, na manhã do dia 11 de dezembro, será realizada uma grande cerimônia ecumênica no Ginásio Mineirinho, na Pampulha, onde os noivos comparecerão a caráter. Para mais informações, acesse o site da Defensoria Pública de Minas Gerais.

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FONTE: Estado de Minas.


Fogão a lenha sem fumaça

 

Fogão a lenha sem fumaça-2

Em 1980, na zona rural do estado de Minas Gerais, 96,9% dos fogões domésticos eram a lenha, de tipos variados.

As vantagens desse fogão no meio rural são inúmeras pela facilidade de se obter lenha, por aquecer a casa e reunir a família nas noites frias e, finalmente, por ser atribuído melhor paladar à comida preparada nele.

Por reconhecer essas vantagens e buscando resolver os problemas de construção apontados pelos usuários do fogão a lenha, desenvolvemos esse projeto.

(ILDA DE FÁTIMA e MARCOS OLIVEIRA – UFV)

Projeto detalhado (PDF)


A suspensão decidida pelo STJ dos processos que versam sobre TAC, TEC, IOF e tarifas.
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As ações de TAC, TEC, IOF e TARIFAS estão com os dias contados para acabar, recentemente foi decidido pelo STJ a suspensão da tramitação das ações que versem sobre tal pedido.

Recentemente em Recurso Especial nº 1.251.331 – RS, Relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, onde a Douta Ministra decidiu por suspender a tramitação de todas as ações de conhecimento em que haja discussão, em conjunto ou individualmente, sobre a legitimidade da cobrança das tarifas administrativas para a concessão e cobrança do crédito, sob quaisquer denominações, bem como a possibilidade de financiamento do IOF, sejam paralisadas até o final do julgamento deste processo pela Segunda Seção, como representativo da controvérsia, pelo rito do art. 543-C do CPC, ou seja determinou a Douta Ministra a suspensão de tramitação das correlatas ações de cognição a todas as instâncias da Justiça comum, estadual e federal, inclusive Juizados Especiais Cíveis e as respectivas Turmas ou Colégios Recursais.

gallottMaria Isabel Gallotti

Sustenta a Douta Ministra que os feitos que tramitam perante a primeira instância, os Juizados Especiais e as Turmas Recursais continuam sendo julgados em desacordo com o entendimento pacificado pelo STJ, de que é exemplo o REsp 1.270.174/RS, inclusive com determinação de restituição em dobro e com imposição de danos morais aos bancos.

Relativamente ao entendimento desta Corte sobre a matéria, de fato há manifestação inequívoca por intermédio do REsp 1.270.174/RS (Segunda Seção, de minha relatoria, por maioria, DJe de 5.11.2012) no sentido de admitir a cobrança das tarifas administrativas para concessão e cobrança do crédito e a possibilidade de financiamento do IOF, salvo se demonstrada cabalmente a abusividade sustentada pelo mutuário.

Transitando pelo mérito da decisão que levou a Douta Ministra a adotar tal postura, fundamentando que só se torna ilegal esse tipo de cobrança quando demonstrada cabalmente a vantagem exagerada por parte do agente financeiro e quando não informada de forma prévia e claramente ao consumidor.

Ora, é sabido por todos que ao financiar, pegamos aqui exemplo de um veículo, ao sentar a mesma para conhecer dos valores e assinar o contrato de financiamento não pode o mero consumidor impor que não quer pagar pelo valor a título de abertura de cadastro de emissão de carnê e até mesmo a tarifa de avaliação, pois se o consumidor o fizer, ouvirá a resposta negativa do preposto do banco, alegando que se tais cobranças são obrigatórias para a liberação do crédito, não podendo ser discutidas, pois trata-se de um contrato de adesão.

Posto isto, me parece uma decisão “política”, errada e inoportuna a suspensão da tramitação das ações que versam sobre TAC, TEC, IOF e TARIFAS, pois como exposto acima tais ações que tramitam em litígio chegam a valores que alcançam R$ 532.791.829,50, com aumento exponencial do ajuizamento de ações mensalmente, com toda certeza esse valor pesou na decisão e mais uma vez vemos que no Brasil o Banco tem sempre a razão.

Há quem veja na decisão uma ‘retribuição’ pelos agrados feitos pela FEBRABAN, como na matéria da Folha, abaixo:

Bancos pagam feriado na praia de 47 juízes

Febraban gasta R$ 182 mil e leva magistrados e suas famílias a Comandatuba, na Bahia, para discutir “spread” e crédito

Encontro contou ainda com outros 60 participantes; banqueiros dizem que evento visa um diálogo aberto com os juízes

juízes


O feriado de Sete de Setembro foi especial para 16 ministros (dois aposentados) do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e 31 desembargadores de sete Estados: eles receberam passagem e estada grátis no resort de luxo Transamérica da Ilha de Comandatuba, no litoral baiano, para assistirem a algumas palestras sobre como funciona a arquitetura do crédito do sistema bancário brasileiro.

O patrocínio do evento foi da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), que arcou com uma fatura de ao menos R$ 182 mil com hospedagem e transporte dos 47 juízes. Esse valor é estimado com base no número de magistrados presentes e de seus acompanhantes multiplicado pelo preço básico promocional cobrado pelo pacote.

Os magistrados podiam trazer familiares para o hotel. A lista completa de participantes não foi divulgada.
A agenda em Comandatuba foi leve. As palestras começavam às 16h. Terminavam por volta de 20h30, com jantar e algum show. O restante do tempo era livre. O domingo também foi aberto para passeios.

O seminário “A importância do crédito como fator de desenvolvimento econômico e social” teve como ponto alto, logo na sessão de abertura -às 18h30 do dia 7 de setembro- uma palestra de Pedro Moreira Salles, presidente e acionista do Unibanco. Com gráficos e tabelas projetadas num telão, o banqueiro tentou explicar aos juízes que o spread cobrado nas operações de crédito no Brasil não é tão alto como se pensa.

O spread é a diferença entre o que o banco paga para captar o dinheiro e a taxa que cobra de quem pede recursos emprestados. Para Moreira Salles, esse spread, após descontados custos do banco e impostos, seria próximo de 1%. O banqueiro disse que o lucro médio sobre o patrimônio líquido médio das dez maiores instituições financeiras do país seria menor do que o apurado em mineração, siderurgia, transportes e concessões e petróleo.

Os juízes só chegaram a Comandatuba na tarde de 7 de setembro num Air Bus fretado da TAM que atrasou a saída de São Paulo. O avião fez escala em Brasília para pegar magistrados de tribunais superiores. Aterrissou na pista do hotel Transamérica por volta das 16h.

Além dos magistrados, o evento contou com outras 60 autoridades. Além de Pedro Moreira Salles, compareceram o presidente do Bradesco e da Febraban, Marcio Cypriano, o presidente do Itaú, Roberto Setúbal, o presidente do Banco Real, Fábio Barbosa, e até Ivan Moreira e Rodrigo Pacheco, do Banco Rural, instituição que teve o nome ligado ao mensalão.

Quando indagados, os banqueiros explicam o evento como um diálogo com os juízes. Uma maneira de “um conhecer melhor o outro”, na explicação de Marcio Cypriano. Esse é o terceiro encontro realizado nesse formato nos últimos três anos, sempre num resort de luxo e com o patrocínio da Febraban. Nada é feito de maneira escondida e a imprensa tem acesso a todos os debates.

No segundo dia, os juízes assistiram à apresentação “Spread bancário: trabalho científico sobre sua composição”, feita pelo professor Alexandre Assaf, da FEA-USP, contratado pela Febraban e pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras.

Com transparências projetadas na tela do auditório, Assaf concluiu que o spread anual médio dos bancos ficaria em até 2%. No meio da apresentação, um quadro mostrava que o lucro líquido dos bancos subiu de 2002 a 2005 de 10,6% para 15,6% em relação ao chamado “valor adicionado” (todas as riquezas produzidas pelo setor). Um juiz que pediu anonimato, saiu da sala e ironizou: “Bom, o tal do spread eles estão dizendo que é baixo, mas o lucro deles cresceu 50% em quatro anos”.

Feriado em Comandatuba e a ética da Magistratura

Paira, a respeito do seminário em Comandatuba, no feriado de 7 de setembro, promovido pela Febraban e no qual teriam comparecido 47 magistrados (ministros do STJ e desembargadores de diversos Estados) um obsequioso silêncio das entidades de classe.

Com efeito: até agora, nenhuma Associação de Juízes (de âmbito regional, como a Ajuris) se manifestou, muito menos a Associação dos Magistrados Brasileiros. Em realidade, do Poder Judiciário, até o momento, a única manifestação que houve foi de um dos presentes ao seminário, o qual merece todo o respeito por não ter se omitido de debater a questão, postura própria de quem acredita na Democracia.

Diante do silêncio das entidades de classe, penso que cada magistrado, de primeiro e de segundo graus, deve assumir o ônus de posicionar-se, publicamente, a respeito, sob pena incidirmos em algo imperdoável nesse importante momento da vida nacional – na triste e lamentável omissão.

Sem dúvida, os escândalos em que se envolveram integrantes de alto escalão do Legislativo e do Executivo evidenciam que o País passa por uma grave crise ética, deixando perplexa a cidadania.

Nesse momento, portanto, sobreleva a importância das instituições comprometidas com a Democracia – Magistratura, OAB, Ministério Público, órgãos de Comunicação Social, etc – lutar por ela.

Mas, como lutar pela Democracia?

Através do fortalecimento das instituições democráticas, mediante o exercício da liberdade de expressão em todos os canais disponíveis, em especial pelo saudável direito de crítica, pois, na medida em que dele nos valemos contribuímos, cada de nós, para que a cidadania se afirme, através do aperfeiçoamento dos três Poderes da República.

A Magistratura, assim, não pode calar diante da insensibilidade da cúpula do Poder Judiciário que, afastando-se de princípios éticos básicos que todo magistrado conhece, aceitou participar de seminário patrocinado (ou co-patrocinado) pela Febraban, em luxuoso resort da Bahia, o que atinge seriamente a imagem da instituição perante a cidadania, nesse momento grave da história brasileira.

É de clareza meridiana o princípio ético segundo o qual todo e qualquer magistrado deve ser responsável por suas próprias despesas (e as de seus acompanhantes), sem qualquer exceção.

É um princípio ético tão singelo, que nem precisaria estar na Constituição da República (porém, nesses tempos de amplo relativismo, em que não mais existem verdades absolutas, a Emenda Constitucional nº 45 resolveu não deixar dúvidas, inserindo mais um inciso ao parágrafo único do art. 95 da Constituição que, hoje, assim dispõe:

“Art. 95, Parágrafo único. Aos juízes é vedado:

IV- receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei;”), mas dela passou a constar em 2004.

Desse modo, além da desconsideração de um princípio ético da Magistratura, houve também o flagrante desrespeito à Constituição da República, justamente por quem a devia resguardar e dar o exemplo: ministros do Superior Tribunal de Justiça e desembargadores de diversos Estados da Federação.

De outro lado, argumentou-se que o seminário teria sido realizado em Comandatuba em razão da logística de segurança dos participantes. Ora, o evento poderia, perfeitamente, ser realizado em uma Escola Superior da Magistratura (de qualquer Estado da Federação), em um Tribunal de Justiça ou Universidade, com segurança, baixo custo e sem patrocínio.

Alega-se, ainda, que o Poder Judiciário deve dialogar com a sociedade, com o que concordo plenamente.

Desde que cada magistrado pague as suas próprias despesas.

FONTES: Meu Advogado, Folha de São Paulo, Peleando e STJ.


Veículo foi adaptado para dar conforto aos turistas que vão visitar a capital mineira.  Serviço começa a circular na próxima sexta-feira
Mirante do Mangabeiras será um dos pontos turísticos visitados (Cristina Horta/EM/D.A Press)
Mirante do Mangabeiras será um dos pontos turísticos visitados

Os turistas que vão visitar Belo Horizonte para assistir aos jogos da Copa das Confederações terão outro atrativo durante o evento. Um ônibus especial, apelidado de uaibus, vai circular pelos principais pontos turísticos da capital mineira. O itinerário inclui visitação em parques, feiras, museus, praças e até festas (Veja na tabela abaixo). As viagens serão gratuitas.

A iniciativa partiu de pai e filho que são sócios da empresa Ferolla Comunicação. A intenção inicial era fazer os passeios pelas baladas de BH. Porém, com a proximidade do evento esportivo, os empresários resolveram promover a capital. “Percebemos que a cidade está carente do turismo. Vamos fazer o plano piloto na Copa das Confederações com a intenção de mostrar 100% os pontos turísticos. Se tudo der certo, vamos continuar na Copa do Mundo”, afirma Túlio Ferolla, um dos idealizadores do projeto.

O ônibus foi todo projetado para dar conforto e atrair o turista. Segundo os empresários, o veículo foi alugado de uma empresa que se inspirou nos automóveis usados em Vancouver, no Canadá. “O dono da empresa foi para lá (Vancouver) e trouxe a ideia. O ônibus será aberto em cima e na traseira”, explica Ferolla.Os passeios serão oferecidos durante dez dias – a partir da próxima sexta-feira até 16 de junho. No ônibus, os passageiros receberão água e pão de queijo. Além disso, vídeos sobre a cidade serão exibidos em televisores instalados no coletivo. “Um guia turístico capacitado vai acompanhar cada grupo para dar mais informações sobre o ponto de parada”, diz o empresário.

Entre os locais que serão visitados estão as Praças do Papa, da Bandeira, e da Estação, Parque das Mangabeiras, Mercado Central, Casa do Baile, museus de Artes e Ofícios e de Arte, Igrejinha da Pampulha.  O ponto de partida do veículo será no entorno da Praça da Liberdade. O coletivo também vai passar por alguns hotéis.

As inscrições para fazer o passeio já estão abertas. Basta acessar o site do evento, preencher os dados pessoais e escolher o dia que deseja visitar os pontos turísticos. Um voucher será enviado por e-mail.

Ônibus de graça para os jogos

Os torcedores que irão assistir aos jogos no Mineirão e trabalhadores voluntários terão transporte gratuito durante a Copa das Confederações. Linhas especiais do serviço serão estabelecidas para levar os espectadores até o estádio nos dias de jogos. Já os voluntários poderão utilizar qualquer linha de ônibus da capital entre 17 de maio e 4 de julho por meio de um cartão BHBUS especial.

Para utilizar o serviço, o torcedor deverá apresentar apenas o ingresso do respectivo jogo da Copa das Confederações, que acontece entre 15 e 30 de junho. A BHTrans irá definir os itinerários, horários e locais de embarque e desembarque dos passageiros. Os ônibus destinados ao Serviço Especial contarão apenas com motorista, ou seja, não haverá cobrador nos coletivos.

 (Arte/Soraia Piva)
FONTE: Estado de Minas.

PBH, que não conseguiu concluir a tempo o novo sistema, oferece coletivos tradicionais grátis para quem tem ingresso
Ônibus
Ainda sem poder contar com o transporte rápido por ônibus (BRT), Belo Horizonte vai usar os velhos conhecidos coletivos para levar os torcedores aos jogos da Copa das Confederações, que começa em um mês e terá três partidas no Mineirão. Com os ingressos nas mãos, os passageiros poderão embarcar, gratuitamente, em 300 ônibus destinados exclusivamente ao Serviço Especial Copa. O sistema contará com cinco terminais espalhados pela capital, além de dois nas proximidades do estádio, e terá capacidade para transportar até 30 mil pessoas. Uma portaria detalhando o esquema de transporte foi publicada ontem no Diário Oficial do Município (DOM).De acordo com a BHTrans, a operação montada para o amistoso entre Brasil e Chile, em abril, foi um teste para o sistema preparado para os jogos internacionais. Mas, para convencer a torcida a usar o serviço especial, a empresa municipal terá que aprimorar a estratégia e mostrar que “treino é treino, jogo é jogo”. No teste de abril, usuários se depararam com problemas como atrasos no embarque, falta de informação sobre os locais dos terminais, além de muito engarrafamento, principalmente na saída do jogo. Na ocasião, foram usados 68 ônibus, 13 deles executivos, que saíram de três pontos.Para a Copa das Confederações, serão 300 coletivos, sendo 13 executivos, que partirão de cinco terminais, situados na Savassi (Região Centro-Sul), na Praça Floriano Peixoto (Região Leste), na Rua Espírito Santo (Centro), no Minas Shopping (Região Nordeste) e na Estação Barreiro (Barreiro). A chegada e saída do Mineirão ocorrerão em pontos montados na Avenida Carlos Luz (Catalão), próximo à Escola de Educação Física da UFMG, e na Avenida Antônio Carlos, próximo à Coronel José Dias Bicalho.

Com isso, os passageiros terão que caminhar por cerca de um quilômetro até o estádio. A BHTrans ainda está detalhando como será o transporte de portadores de necessidades especiais desses locais até o Mineirão. Os coletivos vão operar das 12h até as 20h, começando quatro horas antes das partidas e terminando duas horas depois. A previsão é de 900 a 1,2 mil viagens em cada um dos jogos, marcados para 17, 22 e 26 de junho.

A oferta de transporte gratuito a espectadores é uma das exigências da Fifa. O custo dessa operação ficará em R$ 120 mil e o município busca patrocinadores para ajudar a cobrir os gastos. De acordo com o diretor de Desenvolvimento e Implantação de Projetos da BHTrans, Daniel Marx Couto, uma consultoria foi contratada para elaborar o plano operacional de mobilidade para a Copa das Confederções e a Copa do Mundo. “O serviço especial terá capacidade de transportar cerca de 35% da lotação do estádio”, afirma.

Inicialmente, o plano da prefeitura era concluir as obras do BRT – sistema de transporte inspirado no metrô, em implantação nos corredores da Avenida Antônio Carlos/Pedro I, Cristiano Machado e na área central – a tempo da Copa das Confederações. Com os atrasos nas obras, que ficarão prontas somente em dezembro, apenas a pista exclusiva para ônibus será usada no serviço especial para o campeonato. “O grande diferencial desse serviço será que não vai ter paradas ao longo do caminho”, afirma Couto.

O mesmo sistema foi usado no jogo entre Brasil e Chile e houve viagens que duraram até uma hora e 40 minutos. “Levei 30 minutos da Savassi até o Mineirão de ônibus. Mas cada operação está sendo aprimorada, e essa será a primeira experiência com essa quantidade de pessoas usando o transporte coletivo”, ressalta o diretor da BHTrans.

PROVA DE FOGO E há quem preveja problemas para o primeiro teste real de mobilidade na capital. “Teremos um angu de caroço  nas Copa das Confederações, porque os principais corredores de acesso ao Mineirão estarão em obra e teremos apenas o Bulevar Arrudas pronto”, afirma o consultor em transporte e trânsito Osias Baptista Neto. Para ele, o serviço especial de transporte criado pela BHTrans tem chances de funcionar bem, diante da previsão de que a procura do público pelo campeonato não seja tão grande. “Por outro lado, a Copa das Confederações é uma vitrine da cidade, um retrato da organização para a o Mundial de 2014 e, nesse momento, vamos passar a imagem de algo meio improvisado”, afirma. Além do serviço especial, a BHTrans promete reforçar as linhas convencionais de ônibus. Nesse caso, o usuário terá que pagar a passagem normalmente.

A portaria publicada ontem também regulamenta a criação de cartão especial voltado para os 2.242 voluntários que trabalharão nos jogos do campeonato. Eles poderão usar o sistema de transporte coletivo gratuitamente para o serviço da Copa de amanhã até 4 de julho.

Enquanto isso……74% dos ingressos foram vendidosTerminou ontem a primeira fase da venda de ingressos para a Copa das Confederações. As entradas restantes poderão ser compradas a partir de 1º de junho, pelo site pt.fifa.com/ticketing ou nas bilheterias dos centros de ingressos da Fifa. Em BH, a venda será no Boulevard Shopping, na Avenida dos Andradas, 3.000, Bairro Santa Efigênia. No último balanço divulgado pela Fifa, 622.613 entradas haviam sido vendidas até segunda-feira para todos os jogos, o que representa 74% do estoque. Até abril, apenas 11.194 bilhetes tinham sido vendidos para o duelo entre Taiti e Nigéria, dia 17 de junho, no Mineirão. O jogo do dia 22, entre Japão e México, tinha 26.635 ingressos vendidos, e a semifinal do dia 26, 42.628. A capacidade do Mineirão é de mais de 60 mil torcedores. 

FONTE: Estado de Minas.

BH rejeita internação forçada, adotada por Rio e São Paulo e que pode virar lei, e aposta em política que tenta levar usuário a trocar pedra por álcool e tabaco, até se livrar do vício

crack
Usuários em uma das várias cracolândias da capital: mistura de substâncias comum nas ruas é testada como arma contra dependência

Na contramão da lei que deveria ter sido votada ontem no Congresso Nacional, que prevê a política de internação involuntária dos usuários de crack – já adotada este ano em São Paulo e Rio de Janeiro –, Belo Horizonte tem outra frente de trabalho para lidar com o desafio. Referência nacional da luta contra os manicômios, a capital mineira optou pelo modelo da redução de danos proposto pelo Ministério da Saúde, com a troca da pedra por drogas mais leves, como opiáceos, álcool e tabaco, até conseguir a abstinência total. Na prática, a iniciativa vem apresentando indicadores positivos no Centro de Referência em Saúde Mental (Cersam-AD) da Região da Pampulha, com adesão de até 40% dos pacientes. O índice é oito vezes maior em relação aos 5% de recuperação obtidos, em média, com a internação dos dependentes químicos.

O problema é o tamanho do desafio e a capacidade de lidar com ele. Desde 2008, BH conta com apenas um Cersam-AD, o da Pampulha, para uma demanda de 2,2 mil moradores de rua, boa parte deles envolvidos com álcool e crack, segundo o Movimento Nacional de População de Rua. Diante da falta de atendimento, estão se formando pequenas cracolândias distribuídas pela cidade, até mesmo em bairros residenciais.

Apesar disso, só em último caso é aceita a internação do usuário de drogas em BH, segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Teixeira. “É preciso ter clareza de que você pode internar alguém compulsoriamente, mas não pode tratar ninguém compulsoriamente. Ao dizer isso, não estou me posicionando contra a internação. Só defendo que a medida tem de ser eventual e avaliada do ponto de vista clínico”, afirmou.

Mistura

A reportagem do Estado de Minas constatou em vários pontos de uso de BH que muitos dependentes químicos passaram a fazer associação de diversas drogas. Em geral, fumam primeiro cigarros, tomando o cuidado de guardar as cinzas. Elas serão usadas para fazer render a pedra do crack, previamente triturada em porções menores. Antes de queimar a mistura nos cachimbos, os usuários tomam cachaça. “Diante dessa situação, o ponto central da redução de danos será o crack. Se o usuário conseguir largar primeiro o crack, ficando com o álcool e com o tabaco, e em seguida só com o tabaco, seria desejável dentro de uma estratégia de intervenção”, defende Marcelo Teixeira.

A meta do programa é conseguir diminuir os danos causados pela pedra no organismo, resgatando valores e vínculos, familiares ou não, de trabalho e da sociedade. Ao convencer o craqueiro a usar menos pedras por dia, em seguida substituir o vício por tabaco e permanecer apenas com o álcool, os técnicos de saúde ganham a confiança do usuário de drogas, que, ao mesmo tempo, será convencido a se comprometer com um emprego, a resgatar a convivência com os filhos e a retomar hábitos de higiene. Na visão da prefeitura, é o oposto de isolar o usuário de drogas dentro de uma entidade, como já foi feito no passado com doentes mentais, hansenianos e tuberculosos.

Para tentar garantir o sucesso do projeto, além de abordar os usuários de crack por meio das equipes de consultório de rua, oferecendo camisinhas gratuitas e a chance de tirar uma nova carteira de identidade, a PBH está fechando parceria para garantir vagas de emprego subsidiadas, com entidades empresariais como Fiemg e Fecomércio. Além disso, há a proposta de criar duas equipes de abordagem familiar, que visitarão dentro de casa, antes de irem morar nas ruas, dependentes químicos prestes a cortarem os laços com mulheres e filhos. “Quando estiver todo implementado, nosso programa vai ser um dos mais completos do país”, aposta o secretário.

PONTO CRÍTICO: VOCÊ É A FAVOR DA INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA?

Domingos Sávio Lage Guerra, psiquiatra, ex-diretor do Instituto Raul Soares e professor da Faculdade de Ciências Médicas
SIM:
A dependência de crack é muito grave e o sujeito não consegue parar. A droga está devastando o Brasil, aumentando a criminalidade e trazendo um sério problema de mão de obra para o país, repercutindo na construção civil e no comércio. O crack está comprometendo a população jovem. Temos 35 milhões de jovens e um contingente expressivo deles está dependendo do crack, que está destruindo famílias. Também a população de rua está aumentando muito, bem como a quantidade de roubos, furtos e assassinatos relacionados ao uso dessa droga, que é muito mais potente que a cocaína. O estrago provocado pelo crack é muito grave. Seu uso deixa o sujeito paranoico, agressivo e agitado. A entrega à dependência é grande, os usuários estão em risco social e em grave risco de mendicância, com a perda dos vínculos sociais. Só quem tem um usuário de crack dentro de casa pode realmente falar sobre o assunto.

Alda Martins Gonçalves, professora da Escola de Enfermagem da UFMG, integrante do Centro Regional de Referência em Crack e Outras Drogas
NÃO:
O uso do crack é um problema individual, familiar e coletivo. O usuário acaba perdendo seu espaço na família e buscando na rua a convivência com outros na mesma situação, o que constitui um grande desafio para a implantação de medidas de atenção aos grupos e de uma política de atendimento aos usuários. O Serviço de Saúde Mental da Prefeitura de BH vem atendendo e buscando a adesão dos dependentes ao tratamento. A abordagem procura ajudá-los a recuperar a autoestima, os laços familiares e a convivência social, para que aceitem o processo de recuperação. Simplesmente internar um usuário não garante sua adesão ao tratamento e pode esbarrar no direito ao livre arbítrio. Se uma pessoa está em risco de morte, intoxicada por drogas, não há que se perguntar se ela quer ser socorrida. O socorro tem de ser prestado, mesmo que exija internação. Isso não significa internação compulsória. Não há garantias de que, depois da desintoxicação, o usuário de drogas vá aceitar o tratamento.

FONTE: Estado de Minas.



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