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Com escândalo no palanque, Dilma já derruba Mantega
Presidente admite sangria na Petrobras e, em meio à crise, confirma que não manterá o ministro

Crise

Brasília – A 26 dias do primeiro turno, o vazamento de informações dos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa – preso pela Polícia Federal na Operação Lava a Jato – em delação premiada à Justiça sacudiu as campanhas à Presidência. A lista de políticos citados por Costa como beneficiários de um esquema de propina na estatal causou apreensão e desconforto nos comandos das campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) e da ex-ministra Marina Silva (PSB) e o tema ocupa agora o horário nobre das eleições. Em meio à crise, Dilma admitiu que há indícios de corrupção na estatal e, enquanto ministros deixavam o comando das pastas para reforçar sua campanha, rifou o ministro Guido Mantega, alvo de repetidas críticas do mercado por sua atuação à frente da Fazenda.

Crise2“Se houve alguma coisa, e tudo indica que houve… Se houve uma sangria, está estancada” – Dilma Rousseff (PT), presidente e candidata à reeleição

Em sabatina do jornal O Estado de S. Paulo, Dilma copiou a posição adotada pelo padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em relação às denúncias sobre o esquema do mensalão e disse que não teve “qualquer desconfiança” em relação aos “malfeitos” na Petrobras enquanto foi ministra da Casa Civil ou presidiu o Conselho de Administração da estatal. A petista porém, após falar sobre o escândalo de Pasadena, afirmou que não há mais um esquema criminoso na empresa. “Se houve alguma coisa, e tudo indica que houve… Se houve uma sangria, está estancada”, disse ela.Quando perguntada sobre os negócios suspeitos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, a presidente afirmou que ele era um funcionário de carreira. “Veja bem. Em nenhum momento houve (desconfiança). É importante que a gente lembre que esse diretor era funcionário de carreira da Petrobras”, afirmou. Ela defendeu a condução da presidente da estatal Graça Foster, disse que ela é extremamente competente e capaz e que acredita que a executiva estancaria atos ilegais se tivesse conhecimento.

Fora do furacão que atingiu suas adversárias, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, enxerga as denúncias como chance de atacar ao mesmo tempo Dilma e Marina, que tentam desviar o suposto vínculo com o escândalo. Aécio vai usar seus pouco mais de quatro minutos de televisão para explorar o caso. Em sintonia com a linha que vem adotando nos programas gratuitos, ele vai simular uma conversa com o telespectador. O discurso será o mesmo usado nos últimos dias. Além de cobrar investigação sobre o caso, vai atribuir o suposto esquema de pagamento de propina de empresas a políticos por contratos com a Petrobras à gestão petista.

De acordo com a revista Veja, Costa apontou a participação de políticos do PT, PP, PSB e PMDB no esquema. O ex-diretor da Petrobras foi preso na Operação Lava Jato, deflagrada em março pela PF, e tenta acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Entre os nomes supostamente citados por Costa, está o do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto em 13 de agosto e substituído na disputa por Marina Silva. A ex-senadora tenta se desvincular da relação com Campos e foca os ataques também na gestão petista. No programa de TV hoje, ela fará curta menção à Petrobras, sem falar diretamente sobre as acusações de Costa. 

CPI pede acesso a depoimentos

As denúncias acordaram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista da Petrobras, adormecida pelo recesso branco no Congresso Nacional. O presidente do colegiado, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e a própria estatal enviaram à Justiça Federal do Paraná ofícios pedindo acesso aos documentos da Operação Lava a Jato, incluindo o depoimento do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa. A CPI Mista fez requisição semelhante ainda ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os pedidos foram entregues às duas instâncias do Judiciário porque parte do tramita na 13ª Vara Federal de Curitiba e outra na Suprema Corte, devido à presença de deputados e senadores entre os citados nas denúncias envolvendo a estatal.

Como o processo de delação de Costa ainda está em andamento, é possível que a Justiça do Paraná espere o fim dos depoimentos para decidir sobre o pedido da CPI. Além de pedir ao juiz responsável pela Operação Lava a Jato acesso às informações relativas à empresa que seu ex-diretor já forneceu no âmbito da delação premiada, a Petrobras informou que enviou cartas às companhias citadas nos veículos de comunicação, solicitando informações sobre a existência de seus contratos com empresas ligadas a Youssef e envolvimento com as atividades objeto da investigação.

FONTE: Estado de Minas.


Prefeitura de Sabará demite em massa servidores da saúde, educação e serviço social
A prefeitura do município atendeu aos pedidos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e dispensou todos os trabalhadores que foram contratados sem terem feitos concursos públicos

Os moradores de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estão apreensivos com a demissão em massa de servidores da saúde, educação e serviço social. A prefeitura do município atendeu aos pedidos do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e dispensou todos os trabalhadores que foram contratados sem terem feitos concursos públicos, o que é considerado irregular pelo órgão. Nesta terça-feira, algumas escolas ficaram fechadas e outras tiveram que usar a criatividade para não liberar os estudantes. 


A queda de braço entre a Prefeitura e o MP acontece desde 2005. A promotora de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Sabará, Marise Alves da Silva, entrou com uma ação civil pública contra a administração municipal depois de verificar a irregularidade com a contratação dos servidores. “Essa ação transitou em julgado em setembro do ano passado. A Justiça determinou que os 2,1 mil trabalhadores contratados sem concurso público fossem demitidos”, explicou. Caso o acordo fosse descumprido, seria cobrado uma multa diária de mil reais. 
Mesmo sem a liminar que determina o cumprimento da ação, a prefeitura decidiu se adiantar. Os servidores começaram a ser comunicados sobre a dispensa nessa segunda-feira. Hoje, algumas escolas chegaram a ficar fechadas e outras improvisaram juntando alunos de professores demitidos em outras salas. Ainda não há informações se os serviços de  saúde e serviço social foram prejudicados. 

Para a promotora, o prefeito da cidade tinha que ter se programado. “Se demitiu algumas pessoas que trabalhavam em escolas, com certeza vai contratar novas pessoas, pois tem muita gente que passou no concurso para ser contratada. Ele teve tempo de sobra para fazer a contratação. Se ele preferiu demitir todos de uma vez só pode criar um novo problema”, afirma Marise Silva. 

Nesta manhã, aproximadamente 50 servidores foram até a sede do MP e procuraram a promotora. “Respondi todas as perguntas, pois o prefeito afirmou que a responsabilidade das demissões é minha. Mas, nós só estamos fazendo com que a lei seja cumprida”, informou. 

Briga antiga

Essa não foi a primeira ação do MP contra a prefeitura por causa da mesma situação. Em 2012, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) chegou a ser cumprido pela administração municipal, porém as irregularidades continuaram. “Na época, o município chegou a demitir alguns servidores. O concurso foi feito e algumas pessoas que passaram na prova foram contratadas. Além deles, mais servidores que não fizeram o exame também foram efetivados. Por causa da irregularidade, entramos com uma ação de improbidade administrativa contra o prefeito”, comenta a promotora. 

Também é avaliado pela Justiça um pedido da promotoria para que seja feito concurso público para a Câmara Municipal da cidade. Conforme a promotora, nenhum servidor que trabalha no órgão fez o exame, por isso trabalham irregularmente. Marise Silva aponta que há a prática de nepotismo no município. “Entramos com uma ação de contratação irregular por nepotismo. A esposa do vice-prefeito foi contratada para o cargo de secretária de assistência social. 

O em.com.br entrou em contato com a prefeitura de Sabará que vai se manifestar por meio de nota ainda nesta terça-feira. O número de servidores dispensados ainda está sendo apurado.

FONTE: Estado de Minas.



Life Center troca gestão para tentar reverter crescente prejuízo
Depois de acumular prejuízos, hospital reduz pessoal e fecha a maternidade e o atendimento de ginecologia. Meta é recuperar saúde financeira

 

Depois de fazer corte drástico de mais de 100 funcionários de uma só vez em setores que vão da enfermagem à área administrativa do hospital, o Life Center, erguido há 12 anos no Bairro Serra, faz movimentos para tentar estancar os prejuízos acumulados na prestação de serviços hospitalares. Apesar de ter estrutura robusta e atender por dia mais 10 mil clientes somente no Pronto Socorro, as contas da instituição estão na UTI. No último balanço conhecido, referente ao exercício de 2012 o prejuízo líquido acumulado era de R$ 17,5 milhões, crescimento de 25% frente ao ano anterior.

SOLANGE SIMÕES, SOBRINHA DE PACIENTE, RECLAMA DO NÚMERO REDUZIDO DE FUNCIONÁRIOS


Investimento dos fundos de pensão Forluz (Fundação Forluminas de Seguridade Social ), Desban (Fundação BDMG de Seguridade Social) e Agros (Instituto UFV de Seguridade Social) com participação também da operadora de planos de saúde Unimed-BH , que desde 2011 detém 9% de participação nos ativos, a unidade hospitalar deve passar por mais transformações em sua gestão nos próximos meses. Os administradores têm como propósito reverter o crescente déficit até dezembro.
EM JUNHO NOTICIAMOS AQUI O INÍCIO DAS DEMISSÕES!

“O hospital vem há algum tempo não performando bem, por isso houve uma troca na gestão e até dezembro espera-se que o quadro seja revertido”, informa Wilian Vagner Moreira, diretor de relações com participantes na Forluz e membro suplente no conselho de administração do Life Center. Segundo o executivo, várias tentativas já foram feitas para reverter os prejuízo do hospital, sem maiores resultados. “Agora foi feita uma mudança recente de gestão e a expectativa é que o fluxo de caixa seja invertido. Até o fim do ano o objetivo é já empatar as contas.” Comentando os prejuízos para a Forluz, ele diz que as demissões fazem parte do plano para sair do vermelho. “Não somos favoráveis a demissão de trabalhadores ,mas foi identificado que essa seria uma medida necessária e que trará impacto significativo.”

Efeito colateral Para os pacientes, porém, nesse momento de transição, o impacto é medido pela demora no atendimento, pela falta de profissionais no corpo de enfermagem, pelos atrasos na realização de exames de importância vital para os doentes. A aposentada Maria de Lourdes Castello Branco Renna recebeu alta do Life Center, onde foi operada por uma fratura no fêmur, na semana passada. Segundo ela, o atendimento no hospital “está bem precário”. Para começar, a cirurgia atrasou dois dias. “Entrei no domingo e só fui operada na terça-feira. O hospital explicou que a prótese que seria usada na fratura molhou e tive que esperar outra”, explica. Além disso, de acordo com ela, a demora o atendimento era enorme. “Não estou falando de minutos. Estou dizendo que passei uma tarde inteira esperando que a fralda que eu usava fosse trocada. Só havia fraldas de um tamanho e ela ficou pequena para mim. Eles deveriam oferecer outros tamanhos para os pacientes”, disse a aposentada.

A dona de casa Solange Jacinto Simões estava acompanhando um parente internado no hospital. Segundo ela, o quadro de funcionários que atendem aos pacientes está reduzido. “Há uma semana eram duas pessoas por andar, mas agora é só uma. Precisei ajudar meu tio a colocar uma cinta e não tinha ninguém para me auxiliar. Os outros pacientes também reclamam”, diz. Isabela Martins foi recepcionista e atendente do callcenter do hospital durante três anos e acaba de ser demitida. Segundo ela, o quadro de funcionários está realmente desfalcado. “Os pacientes ligavam reclamando e a rotina de trabalho ficou muito pesada para os que ficaram”, resume.

Novo perfil Wilian Vagner não comentou sobre os serviços do hospital. Ele diz que outra medida importante em curso é redefinição do perfil de atendimento do hospital, assim como o que o executivo chamou de “adequação dos convênios” a nova etapa busca resultados. Com 1,2 mil internações ao mês e cerca de 1,3 mil procedimentos cirúrgicos o Life Center já vem adequando seu perfil. Uma das medidas foi o fechamento da maternidade e do atendimento de ginecologia, atividade que assim como a pediatria é apontada por especialistas do setor como de baixo retorno financeiro.

‘Ajustes são pontuais’


Em nota distribuída na noite de ontem, o Hospital Lifecenter afirmou que “os ajustes de quadro de pessoal são pontuais e localizados e de maneira alguma põe em risco a capacidade assistencial do hospital”. Ainda de acordo com a nota, o Lifecenter informa que “estão sendo realizados investimentos na contínua melhoria de conhecimento técnico dos nossos profissionais, além da compra de equipamentos de última geração”. O objetivo, segundo a nota do hospital, é “manter o Lifecenter como “referência na prestação de serviços de saúde de alta qualidade em Belo Horizonte”.

Com os funcionários demitidos foi feito acordo para aviso indenizado e extensão do plano de saúde e vale-alimentação por dois meses após a data da dispensa. Ao todo foram 127 trabalhadores ligados ao Sindicato dos Empregados em Estabelecimento de Serviços de Saúde em Belo Horizonte e Região (Sindeess), mas segundo o presidente da entidade José Maria Pereira pelo menos outros cinco sindicatos atuam no hospital e é possível que as demissões cheguem a 200 pessoas. “Nossa preocupação é com a sobrecarga de trabalho que já está sendo sentida.”

José Maria pondera que certo alívio foi sentido a partir do momento que outros hospitais de grande porte da cidade em processo de expansão manifestaram abertura para incorporar demitidos do Life Center. “Pode ser que o mercado absorva os funcionários,” completa. O Lifecenter tem 186 leitos, sendo 150 de internação e 36 de UTI.

A reportagem do Estado de Minas não conseguiu contato com o Desban. A Unimed-BH informou em nota que a cooperativa não se pronuncia sobre as mudanças administrativas em curso tendo em vista que não participa diretamente da gestão operacional do hospital, sendo sócia do negócio, juntamente com os fundos de pensão.

 

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FONTE: Estado de Minas.


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