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FEIRÃO

Consumidor vai ter  apartamento em liquidação em BH 

Incorporadora vai dar descontos que chegam até R$ 50 mil

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Mercado. Desde 2010, dos 27.087 apartamentos lançados, 4.353 permaneceram em estoque
A oferta excessiva de lançamentos imobiliários e o estoque em alta de unidades estão provocando um fenômeno inédito no mercado belo-horizontino: a liquidação de unidades residenciais. A meta das incorporadoras é desovar o mais rápido esses encalhes, a exemplo da MRV, que promove amanhã um feirão no bairro Buritis, com descontos de até R$ 50 mil.De acordo com pesquisa inédita realizada pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMV/Secovi-MG), em parceria com a Geoimovel,desde 2010, há mais lançamentos do que unidades vendidas por ano, fazendo o estoque de imóveis aumentar gradativamente. No período, dos 27.087 apartamentos lançados, 4.353 permaneceram em estoque na capital.Além disso, entre os 2.933 apartamentos lançado na capital no ano passado, 55% foram comercializados e 45% mantidos em estoque até dezembro. O presidente da entidade, Evandro Negrão de Lima Júnior, observa que o mercado está mais difícil e exige maior preparo das incorporadoras que almejam o sucesso. “Há muitos lançamentos malsucedidos. Para se atingir uma boa performance é preciso apresentar um bom diferencial, sobretudo uma estratégia de venda bem estruturada”, aconselha, apontando o aumento dos custos da construção como um dos fatores para essa “desova” sem precedentes.De acordo com a Assessoria Econômica do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), em fevereiro o custo unitário básico de construção em BH registrou alta de 0,13% frente a janeiro. A variação correu em função do aumento de 0,29% dos materiais, já que os custos com mão de obra, despesas administrativas e aluguel de equipamento permaneceram estáveis.Segmentado por número de dormitórios, o levantamento revela que unidades com três quartos foram as que mais permaneceram em estoque em 2013.No feirão são oferecidas unidades de dois e três quartos, com entrega prevista ainda para este ano.

Explicação

Buritis. O diretor da MRV Rodrigo Resende diz que são 60 unidades em fase final de construção, lançadas há três anos e meio. “O Buritis tem oferta grande e a velocidade de vendas não correspondeu”.

Lançamentos migram para Nova Lima

O estoque em alta de unidades habitacionais afeta também municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, como Nova Lima, para onde migram, gradativamente e em maior escala, novos lançamentos que seriam anunciados na capital.
De acordo com a CMI/Secovi-MG, no ano passado, foram lançados na vizinha Nova Lima nada menos que 756 imóveis residenciais e 235 comerciais. Do total dessas 991 unidades, 652 foram vendidas e 339 mantidas em estoque.
FONTE: O Tempo.

Taxa de coleta de lixo sobe 45,4% em 2014
Aumento é bem superior aos 5,85% do IPTU. Segundo PBH, reajuste se deve às estimativas de custos e investimentos

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Os moradores de Belo Horizonte começam a receber as 740 mil guias do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2014 com reajuste de 5,85% na segunda-feira. A prefeitura justificou o aumento com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo – Série Especial (IPCA-E), divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas o que chama a atenção de quem já consultou o documento pela internet é o aumento da taxa de coleta de resíduos, que também é cobrada no boleto e cujo valor subiu 45,4%.O engenheiro Rodrigo Souza, de 37 anos, dono de um apartamento no Bairro Barroca, na Região Oeste da capital, se surpreendeu com a nova cifra da coleta de lixo. “A taxa foi de R$ 156, em janeiro de 2013, para R$ 226,90 neste ano. Aumento, portanto, bem acima (do IPCA-E).” Rodrigo, que consultou sua guia na internet (www. portalpbh.pbh.gov.br), enviou um e-mail para a prefeitura solicitando esclarecimentos do reajuste, o qual considerou exorbitante. Ele achou a resposta vaga. “Me responderam que a coleta custa R$ 1,45, que ela é feita três vezes na semana e que é preciso multiplicar esse valor (R$ 4,35, referentes às três coletas semanais) pelas 52 semanas do ano.” Pelas contas, portanto, a taxa no imóvel do engenheiro chega a R$ 226,20.A servidora Gláucia Teixeira, moradora do Bairro Padre Eustáquio, na Região Noroeste, é outra que ficou surpresa com a taxa. Ela pagará também R$ 226,90. “Subiu muito em relação ao valor do ano passado.” Por e-mail, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou ao Estado de Minas que os valores são os mesmos para todos os imóveis que recebem a mesma frequência (alternada ou diária). “O aumento se deve à estimativa de custos e investimentos informada pela SLU (Superintendência de Limpeza Urbana). Houve revisão de valores em 2001, 2009 e em 2014. Nesses intervalos, houve a correção pelo IPCA-E.”

A prefeitura espera arrecadar R$ 112 milhões com a taxa de coleta de resíduos em 2014. A receita, segundo determinação de uma súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF), é destinada exclusivamente ao serviço do recolhimento de lixo domiciliar (transporte e outras despesas). No total, somando o IPTU e todas as taxas contidas nas guias, o montante deve alcançar R$ 1,193 bilhão este ano.

DESCONTOS Quem pagar duas ou mais parcelas do tributo até 20 de janeiro terá 7% de desconto. É bom lembrar que o contribuinte ainda poderá contar com créditos do Programa BH Nota 10, em que notas fiscais de serviço eletrônicas, as chamadas (NFS-e), proporcionam descontos em razão do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). O desconto pode chegar a 30%, no caso de pessoas físicas, ou de 2%, tratando-se de pessoa jurídica e condomínios residenciais ou comerciais.

Em 2014, cerca de 230 mil imóveis serão beneficiados com o programa. Os descontos somam R$ 7 milhões. Segundo a prefeitura, quem não tem imóveis na capital mineira e recebe as NFS-e e pode indicar imóveis de outras pessoas para receber o benefício. Apenas para lembrar: imóveis com valor venal máximo de R$ 47,7 mil estão isentos do IPTU.

FONTE: Estado de Minas.

Caça às pechinchas »Moda de outlets pega em BH

Segmento aumenta o número de lojas que conquistam a clientela por causa dos preços abaixo da média

Chris Soares e Sophia França oferecem peças diversas a partir de R$ 80 (Beto Magalhães/EM/D.A Press)
Chris Soares e Sophia França oferecem peças diversas a partir de R$ 80
Se buscar peças com desconto já foi sinônimo de constrangimento, hoje não é mais. Tanto que os outlets, antes conhecidos como pontas de estoque, crescem cada vez mais na preferência dos consumidores, que vão atrás de preços 80% menores que os originais e se orgulham de comprar barato. A demanda é tanta que faz com que grandes marcas repensem sua participação no mercado, abram lojas especialmente voltadas para esse público e assim movimentem um comércio de vendas mornas. Em maio, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as vendas do varejo permaneceram estáveis frente a abril.Funcionando há pouco mais de um ano no segundo piso do Restaurante Trindade, no Bairro de Lourdes, a Lojinha Outlet, das sócias Chris Soares e Sophia França, oferece de biquínis a vestidos de festas, com valores a partir de R$ 80. A presença de marcas sofisticadas por um preço menor que o encontrado nas lojas faz com que as vendas cresçam n 10% ao mês. “A indústria prefere transformar os custos para vender as sobras do estoque com desconto e assim conseguimos repassar com um preço muito menor”, explica Sophia.

De acordo com ela, algumas peças chegam à loja com preço real de R$ 1 mil e são vendidas por R$ 150. “Isso ocorre porque em alguns casos o segmento do vestuário trabalha com uma margem de lucro até 2.500%, o que encarece o produto na loja própria, mas nos permite vender mais barato e ainda conseguir ganhar”, justifica Sophia.

Para a designer e cliente da loja Maria Flávia Zech Coelho, esse é um mercado que deve crescer muito nos próximos anos. A justificativa, segundo ela, é o fato de os brasileiros irem para o exterior, encontrarem preços acessíveis e também buscarem isso onde moram. “Todo mundo procura um preço justo”, diz. No entanto, ela reforça que só sobreviverão as lojas que trabalharem com bom gosto e criatividade. “É preciso se diferenciar porque o mineiro é muito desconfiado. Ele quer desconto, mas também qualidade”, acrescenta.

Desde abril do ano passado, a grife Ave Maria optou por investir em um outlet, que funciona em endereço diferente do da loja. A ideia, segundo o gerente Heleno Fontes, era dar saída ao estoque, que ficava parado no fim de cada coleção, e girar o capital. “O comércio ruim é um dos motivos para o surgimento desse modelo de loja. Hoje, muitas pessoas não abrem mão da marca, do conceito, mas querem pagar menos”, lembra. De acordo com ele, a forma de consumir mudou e pressiona o mercado a mudar. “As pessoas compram peças por US$ 50 fora do país e não aceitam pagar R$ 500 por um produto parecido aqui”, lembra.

Prova do bom desempenho do segmento é que o BH Outlet, inaugurado em 2011, prepara uma expansão do empreendimento, com 100 novas lojas. O gerente Aroldo Soraggi explica que o crescimento da operação ocorre de forma natural em função do bom desempenho das 40 lojas já existentes. “Esse é um novo nicho de mercado, que todos os fabricantes brasileiros estão descobrindo agora e a tendência é que cresça ainda mais nos próximos anos”, estima. De acordo com o Ibope Inteligência, que simula o mercado e prevê as vendas desses empreendimentos, serão inaugurados 30 outlets, no formato de shoppings, no país nos próximos seis anos.

FONTE: Estado de Minas.


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