Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo da tag: destruição

Chuva forte provoca alagamentos, deixa motoristas ilhados e arrasta carros em BH

O Rio Cachoeirinha transbordou, inundou a via e arrastou carros. Na Avenida Cristiano Machado também teve alagamentos e uma viatura do Samu ilhada


 


 

Uma chuva forte provocou inundações, arrastou carros e deixou motoristas em pânico, na tarde deste sábado em Belo Horizonte. A Região Nordeste da capital foi a mais atingida. O Rio Cachoeirinha transbordou, arrastou carros e alagou vários estabelecimentos comerciais na Avenida Bernardo Vasconcelos.

Na Avenida Cristiano Machado também teve vários pontos de alagamentos. Na altura do Bairro São  Gabriel, a água tomou conta da pista, deixou pessoas ilhadas na Estação de metrô e impediu que os ônibus do Move deixassem a estação. Logo à frente, próximo ao Minas Shopping, também teve inundação. Carros ficaram com água quase até o teto. No Bairro Cidade Nova, uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ficou ilhada.

O sinal do temporal que atingiu a cidade começou por volta das 15h, quando nuvens escuras cobriram a capital e até postes de iluminação das ruas foram ligados.

O Institudo PucMinas/Tempo Clima já havia alertado nessa sexta-feira (23), que os mineiros deviam se preparar para chuva neste fim de semana. A frente fria que atua no estado desde o início da semana vai continuar deixando o tempo instável. Pancadas de chuva estão previstas para este sábado e domingo e o céu permanecerá nublado em todo o estado, de acordo com o instituto.

A instabilidade se estende ao início da próxima semana, também com previsão de precipitações. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, as temperaturas variam entre 17 e 26 graus e a umidade relativa do ar fica em torno de 65% durante o fim de semana.

Grande BH

Em Betim, na Grande BH, a chuva forte fez com que pessoas ficassem alagadas com a repentina elevação das águas de enxurradas e de córregos. Só o Corpo de Bombeiros chegou a registrar 17 chamadas relativas a pessoas cercadas pela água. Contudo, tão rápido quanto o nível d’água subiu, ele desceu e não foi preciso resgatar nenhuma dessas pessoas.
Em Nova Lima e na região do condomínio Alpha Ville, no caminho para Ouro Preto, a chuva forte obrigou os motoristas das BRs 040 e 356 a reduzir sua velocidade e conduzir os veículos com cuidados redobrados.

.

FONTE: Estado de Minas.


Calamidade

Sem água nem previsão de quando poderá captá-la no agora lamacento Rio Doce, Prefeitura de Valadares se arma para enfrentar a mancha que torna concentração de ferro 10 mil vezes pior que a tolerada e mata toneladas de peixe, revoltando ribeirinhos

O caseiro Heber José e o resultado da poluição: 'Só aqui, salvamos uns 300 quilos de peixe. Mas isso não é nada perto do que morreu. Nem os mais resistentes aguentaram' (fotos: gladyston rodrigues/EM/DAPRESS)O caseiro Heber José e o resultado da poluição: ‘Só aqui, salvamos uns 300 quilos de peixe. Mas isso não é nada perto do que morreu. Nem os mais resistentes aguentaram’

Governador Valadares e Periquito – A Prefeitura de Governador Valadares decretou estado de calamidade pública em razão do desabastecimento de água, enquanto o Ministério Público entrou na Justiça contra a mineradora Samarco, pedindo que a empresa arque com os prejuízos da maior cidade do Vale do Rio Doce, com 278.363 habitantes. A lama das duas barragens da mineradora, que se romperam a mais de 300 quilômetros de distância, em Mariana, na Região Central do estado, inviabilizou a captação de água no Rio Doce e a administração municipal não sabe quando vai poder retomar o abastecimento. Ontem, a mancha mais densa de resíduos ainda passava pelo município, preocupando moradores, revoltando comunidades ribeirinhas e matando toneladas de peixes. A população está desde o fim de semana estocando água como pode. Reservatórios, tanques, bacias ou garrafas plásticas estão cheias, ao contrário das distribuidoras de água mineral, que ontem registraram filas de dobrar quarteirão. Nas torneiras de moradias e lojas de pelo menos cinco bairros – Centro, Santa Terezinha, São Paulo, Ilha dos Araújos e São Pedro –, não cai uma gota desde ontem de manhã.
Mar de Lama

O Ministério Público ajuizou ação civil pública cobrando da Samarco, liminarmente, todos os custos estipulados pelo plano emergencial da prefeitura. As demandas principais são 80 caminhões-pipa, que totalizam 800 mil litros de água por dia, especialmente para hospitais e escolas, 80 mil litros de óleo diesel, 50 reservatórios de 30 mil litros, um veículo com tração nas quatro rodas, um barco a motor, entre outros. “O MP já entrou com pedido no Judiciário para que se cumpra imediatamente todo o plano emergencial, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão”, disse a prefeita Elisa Costa (PT).
.
Ontem, a Samarco havia disponibilizado 13 dos 80 caminhões pedidos. Veículos de São Paulo estavam a caminho, mas tiveram prejuízo no deslocamento devido à greve dos caminhoneiros, segundo a assessoria da mineradora. A prefeitura conseguiu mais nove veículos e os 22 começaram a buscar água fornecida pela Copasa em Frei Inocêncio (a 40 quilômetros de distância) e Ipatinga (100 quilômetros).
.
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) tem feito análises constantes da água para avaliar quando será possível retomar a captação. Com relação ao ferro, por exemplo, o nível admitido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é de 0,03 miligrama por litro de água. Ontem, um dos testes apontava 410mg/l, quantidade mais de 10 mil vezes maior que a tolerável. A turbidez da água estava 80 vezes acima do permitido para tratamento. A lama que entrou na Usina Hidrelétrica de Baguari, no município de Valadares, demorou 16 horas para chegar até a área urbana da cidade. Como o gerente-geral da hidrelétrica, Walter Leite, informou que a lama grossa ainda era constante ontem na barragem, hoje o dia ainda será de muito barro no leito do Rio Doce, principalmente na área da captação municipal. O Serviço Geológico do Brasil passou a monitorar desde ontem a onda de lama mais densa, separadamente da cheia do rio. Enquanto o nível aumentado já havia chegado a Colatina (ES), a pior parte dos resíduos ainda estava entre Valadares e Tumiritinga.
.
Diante das previsões nada animadoras quanto ao abastecimento de água da cidade, os 278 mil habitantes sabem que o melhor é prevenir. “Desde a sexta-feira, quando começou a circular informação da falta de água, a gente começou a encher baldes. Da torneira ainda está saindo um restinho, mas não vai durar muito”, afirmou a dona de casa Maria das Graças Alves, de 63 anos, ao lado da mãe, Maria Alves, de 83, que nunca enfrentou situação semelhante. “Tinha tempo em que nossa preocupação era a enchente do rio. Mas a água passava e ia embora. Agora, a gente fica aqui, sem saber quando a água vem.”
.
BATALHA POR ÁGUA Nas prateleiras do comércio da região, água mineral virou artigo de luxo. Em uma das principais distribuidoras da cidade, 300 garrafões, de 25 ou 10 litros, foram vendidos durante a tarde e a previsão era de que nova remessa só chegasse na segunda-feira. A fila dobrava quarteirão. “Desde segunda-feira cortaram o abastecimento e não se encontra mineral para comprar. A gente teve informação de que só aqui estava vendendo, por isso essaa fila enorme”, afirmou a auxiliar de limpeza Jaqueline Tais, de 21, que voltou com o garrafão vazio para casa. “Conseguimos de 10, pelo menos, apesar de estar mais caro”, contou Paulo Henrique Lopes. Com a procura, o preço do garrafão maior pulou de R$ 20 para R$ 27 e o do menor, de R$ 7 para R$ 13.
.
Pelas ruas em Valadares moradores e comerciantes se viram como podem, carregando garrafões embaixo do braço. Alcides Caumo, dono de restaurante e churrascaria em um dos melhores pontos da cidade, trocou as toalhas de tecido por papel e, se a água não voltar, passará a usar copos plásticos. Para não correr riscos – já que os 150 mil litros da caixa d’água serão suficientes para apenas três dias –, está reativando um poço artesiano abandonado há 15 anos. Pelo menos três faculdades suspenderam as aulas na cidade.

.

FONTE: Estado de Minas.


Publicado em 05/02/15 às 10h01
Governo Dilma-2 caminha para a autodestruição
RICARDO KOTSCHO


 Governo Dilma 2 caminha para a autodestruição

O que já está ruim sempre pode piorar. A Petrobras e o país amanheceram de pernas para o ar nesta quinta-feira.

Ao mesmo tempo em que a Petrobras ficava sem diretoria, após a renúncia coletiva da véspera, e sem ninguém saber o que será feito dela amanhã, a Polícia Federal está fazendo neste momento, nove da manhã, uma nova operação em quatro Estados, com mandados contra mais de 60 investigados na Lava-Jato, entre eles o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Pelo ranger da carruagem desgovernada, a oposição nem precisa perder muito tempo com CPIs e pareceres para detonar o impeachment da presidente da República, que continua recolhida e calada em seus palácios, sem mostrar qualquer reação.

O governo Dilma-2 está se acabando sozinho num inimaginável processo de autodestruição.

A presidente teve todo o tempo do mundo para pensar em soluções para a Petrobras, desde que esta grande crise estourou no ano passado, mas só se dedicou à campanha pela reeleição e à montagem do seu novo ministério. Agora, tem apenas 24 horas para encontrar uma saída, antes da reunião do Conselho de Administração, que precisa nomear a nova diretoria amanhã para não deixar a empresa acéfala.

Pois não é que, em meio aos enormes desafios que seu governo enfrenta em todas as áreas da vida nacional, apenas 36 dias após o início no segundo mandato, Dilma encontrou tempo para promover a primeira mudança em seu ministério trazendo de volta o inacreditável Mangabeira Unger, folclórico ideólogo que queria construir aquedutos para transportar água da Amazônia para o sertão do nordeste, como lembrou Bernardo Mello Franco?

Isolada, atônita, encurralada, sem rumo e sem base parlamentar sólida nem apoio social, contestada até dentro do seu próprio partido, como estará se sentindo neste momento a cidadã Dilma Rousseff, que faz apenas três meses foi reeleita presidente por mais quatro anos?

Ou, o que seria ainda mais grave, será que ela ainda não se deu conta do tamanho da encrenca em que se meteu?

É duro e triste ter que escrever isso sobre um governo que ajudei a eleger com meu voto, mas é a realidade. É preciso que Dilma caia nesta realidade e mude radicalmente sua forma de governar, buscando e não arrostando apoios, ouvindo pessoas fora do seu núcleo palaciano, como prometeu no discurso da vitória, antes que seja tarde demais.

Por um desses achaques do destino, foi marcada para amanhã, em Belo Horizonte, a abertura das comemorações dos 35 anos da fundação do PT, um partido que vi nascer e que vive hoje a pior crise da sua história, 12 anos depois de ter chegado ao poder central.

Está previsto um encontro reservado do ex-presidente Lula com a presidente Dilma. Cada vez mais distantes nos últimos meses, o que um terá para falar ao outro? Pode ser que a conversa comece com esta pergunta, que todos os petistas estão se fazendo: “Pois é, chegamos até aqui. E agora, camarada?”

Vida que segue.

 

FONTE: R7.


Em rota de colisão

Cruzeiro e autoridades têm discursos opostos em relação à preparação da festa, e Polícia Militar vai pedir extinção de Máfia Azul e Pavilhão Independente

Vândalos derrubaram uma árvore de grande porte durante o confronto (Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS)
Vândalos derrubaram uma árvore de grande porte durante o confronto

A falta de diálogo e planejamento adequado para o que deveria ter sido a festa do tricampeonato do Cruzeiro, domingo, do lado de fora do Mineirão, pode ter facilitado mais um episódio de guerra entre duas facções organizadas – Máfia Azul e Pavilhão Independente – de conhecida rivalidade e histórico conturbado. Um dia depois do desespero, pânico e correria tomarem conta de torcedores celestes na Avenida Abrahão Caram, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros disseram não ter sido previamente comunicados sobre os preparativos de uma comemoração que, ao ritmo do maior trio elétrico do mundo, prometia a distribuição de 100 mil latões de cerveja a um público de nada menos do que 40 mil pessoas.

Embora Cruzeiro e empresa responsável pelo evento aleguem ter repassado todas as informações necessárias, ambos os órgãos apontam irregularidades e preparam um relatório técnico a ser entregue ao Ministério Público do estado. A PM vai além e solicita a extinção das duas organizadas, que somente em 2013, já protagonizaram pelo menos quatro confrontos registrados em estádios. O saldo da selvageria impressiona: 51 pessoas foram presas, sendo 22 por causa das brigas depois da partida e 28 flagrados no entorno do estádio, como flanelinhas, cambistas e responsáveis por furtos. Foram feitos 38 boletins de ocorrência e 127 ônibus do transporte coletivo de Belo Horizonte foram para as garagens depredados.

“Nós só fomos acionados para tratar do jogo”, disse o tenente-coronel Alberto Luiz, assessor de Comunicação da Polícia Militar, ao sustentar que a corporação não foi consultada para discutir sobre os procedimentos. Segundo ele, em uma discussão mais aprofundada sobre o evento, a PM colocaria em questão dois tópicos. “Seria necessário discutir mais sobre a distribuição de bebidas alcoólicas e a confraternização de torcidas rivais dentro da própria torcida”. O chefe do Comando de Policiamento Especializado da PM mineira, coronel Antônio de Carvalho, corroborou. “A PM não foi acionada para fazer a segurança da festa. Fomos até próativos e entramos em contato com o clube sexta-feira para oferecer suporte, mas a empresa contratada não seguiu nossas orientações básicas de segurança”.

O Corpo de Bombeiros também garante que a festa não foi realizada dentro dos trâmites previstos, com o envio do projeto temporário com 15 dias de antecedência. “Fiscalizamos o local por sabermos do evento”, disse o capitão Wendell Hoover, da Companhia de Prevenção do 3º Batalhão.

O Cruzeiro, por outro lado, garantiu que a PM foi procurada em reuniões com a Comissão de Monitoramento da Violência em Eventos Esportivos e Culturais (Comoveec) e Federação Mineira de Futebol (FMF), quando o pedido de segurança externa no estádio foi reforçado. A empresa Loja Estrutura de Eventos, contratada para organizar a festa, alegou ter repassado todas as informações sobre instalação do trio elétrico, banheiros químicos e realização do evento ao Cruzeiro.

O dia seguinte à selvageria foi de muita limpeza e reparos do lado de fora do Mineirão. Ponto da comemoração que acabou cancelada, a esquina das avenidas Abrahão Caram e Coronel Oscar Paschoal amanheceu com uma árvore de médio porte arrancada e a praça completamente pisoteada, com muita lama no lugar da grama. No Mineirinho, vândalos danificaram parte da grade de proteção e quebraram duas pilastras de concreto que fazem parte da cerca do ginásio. A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) teve muito trabalho com montanhas de resíduos, formadas por sacos, copos, latas, espetos, além de considerável quantidade de óleo, gordura e carvão deixados por ambulantes.

MORADORES ASSUSTADOS  Já acostumada com a baderna e sujeira depois das partidas, desta vez a população do entorno se assustou com as cenas de violência. Para a membro da Associação Pró-Interesses do Bairro Bandeirantes, Adrienne Moore, o que se viu em frente ao Mineirinho foi uma praça de guerra. “Os moradores ficaram muito assustados. Penso que tudo que aconteceu no domingo é resultado de uma desordem total na regulação desses eventos. A baderna desses jogos está tomando um vulto cada vez maior”, opinou. Um dos diretores da Associação dos Moradores dos Bairros São Luiz e São José, Fábio Souza Melo, chamou a atenção para o fato de que ambulâncias tiveram dificuldades para chegar aos feridos. “Carros particulares tiveram que socorrer as pessoas. A situação era de calamidade.” O MP disse que aguardará documentos da PM e dos Bombeiros para se pronunciar.

PUNIÇÃO No início da noite de ontem, o Cruzeiro divulgou nota em seu site ressaltando que se reuniu com diversas autoridades na preparação do evento. O primeiro encontro ocorreu em 21 de novembro, na Região Integrada de Segurança Pública, com Polícia Civil, Militar, prefeitura, Corpo de Bombeiros, BHTrans e Minas Arena. “No dia seguinte, houve outro encontro, na Minas Arena, para tratar de detalhes do evento e foi encaminhado ofício para a PM reafirmando a festa, com público estimado de 50 mil a 70 mil”. Comparando a ação dos vândalos aos “famigerados Hooligans”, na Inglaterra, o clube pediu rigor na punição e identificação dos vândalos. “O que temos visto não são situações que devam ser tratadas nos tribunais esportivos, mas reprimidas com ações enérgicas dos responsáveis por coibir a violência e manter a ordem pública.”

Rastro da destruição

3,5
toneladas de lixo ficaram acumuladas no entorno do Mineirão

60
garis cuidaram da remoção e lavação das ruas de acesso e dos bairros São Luiz e São José

2
caminhões pipa e dois basculantes foram utilizados

127
ônibus do transporte coletivo foram depredados, mais do que o dobro do jogo contra o Grêmio (54 veículos)

De longa data…
» 6 de agosto de 2012
Briga entre membros da Máfia Azul e Pavilhão Independente na Estação Santa Tereza do metrô acaba com 18 presos. Alguns vagões e as dependências da estação são depredados

» 8 de setembro
Nova confusão, dessa vez durante o jogo Cruzeiro 1 x 0 Flamengo, no Mineirão

» 10 de outubro Logo depois de Cruzeiro 0 x 2 São Paulo, integrantes das facções voltam a se enfrentar na Avenida Abrahão Caram. Sete são detidos. Um torcedor é atingido na cabeça por uma haste de bandeira e fica ferido

» 13 de outubro
Facções se enfrentam nas arquibancadas do Independência, antes do clássico Atlético 1 x 0 Cruzeiro. Na mesma partida, uma bomba é atirada sobre atleticanos. Ambos os clubes são punidos com perda de mando de campo

» 22 de outubro
Ministério Público de Minas Gerais proíbe Máfia Azul e a Pavilhão Independente de entrar nos estádios portando bandeiras, faixas, instrumentos destinados à bateria ou charanga, até 20 de março de 2014

» 1º de novembro
Briga entre as duas torcidas provoca cancelamento da festa programada para a parte exterior do Mineirão, depois de Cruzeiro 1 x 2 Bahia

Veja também:

CRUZEIRO – suspeita de jogo vendido

 

 

FONTE: Estado de Minas.

Meteorologia alerta motoristas para terem mais cuidado nas rodovias diante da previsão de tempo instável no feriado. Frente fria vinda do Sul causará temporais e queda de temperatura

Alerta - Neblina que prejudicou visibilidade nas rodovias do estado ontem deve incomodar motoristas novamente hoje (MARCOS MICHELIN/EM/D.A PRESS)
Alerta – Neblina que prejudicou visibilidade nas rodovias do estado ontem deve incomodar motoristas novamente hoje

Todo o cuidado é pouco nas estradas de Minas para quem for curtir o feriado de Corpus Christi e o fim de semana no interior do estado ou no litoral do Rio de Janeiro e São Paulo. A previsão da meteorologia para hoje é de chuva e nevoeiro principalmente pela manhã. Os temporais deste mês na região metropolitana, Triângulo, Vale do Rio Doce, Sul e Zona da Mata decorrem de uma área de baixa pressão no continente associada a uma frente fria no Oceano Atlântico, segundo Heriberto dos Anjos, do Centro de Climatologia da PUC Minas. Estão previstas mais tempestades a partir de terça-feira.

O meteorologista explica que as chuvas fortes nesta época do ano são atípicas, provocadas por uma frente fria. A média histórica em Belo Horizonte nos últimos 30 anos (1961-1990) é de 27,8 milímetros, mas, na noite de terça-feira, chegou a 100mm na Região Nordeste e no Barreiro – outras administrações regionais registraram 60mm. Ele lembrou que em dezembro choveu muito abaixo da média (cerca de 180mm, quando eram esperados 300mm). “Em janeiro choveu bem, mas no mês seguinte foi muito pouco”, informou. “É bom ficar atento o tempo todo”, alerta Heriberto.

Na madrugada de ontem a temperatura caiu para 14 graus, mas não foi a mais fria do ano. Em 23 de abril, os termômetros marcaram 13 graus na região metropolitana. A temperatura nos próximos dias deve ficar entre 16 graus (mínima) e 25 graus (máxima). “O que deu a sensação de muito frio foi a intensidade dos ventos”, explicou Heriberto.

A partir de amanhã, as chuvas darão trégua, com o sol aparecendo entre nuvens, mas Heriberto adianta que uma frente fria proveniente do Rio Grande do Sul vai chegar a Minas no início da próxima semana, causando grande estabilidade nas regiões Central de Minas e Zona da Mata. “Quem for para o Rio de Janeiro e São Paulo também vai encontrar muita chuva”, avisa. Os fenômenos vão contar ainda com a presença de uma massa de ar polar com baixa pressão causando queda da temperatura. Um dos pontos de destaque é o Sul de Minas, onde vai chover novamente na semana que vem.

Frio “A chuva e o vento de terça-feira à noite me pegaram desprevenida. Saí da faculdade na Praça da Liberdade e cheguei em casa ensopada”, disse a estudante de engenharia de produção Elisângela Diniz Gonçalves, de 29 anos. Mas ontem ela saiu com um casacão de couro e sombrinha na bolsa. Já a estudante de arquitetura Kelly Cristina Rodrigues, de 23, está de olho nas vitrines. “A gente só lembra que não tem roupa de frio nesta época”, brincou a jovem, que estuda no Buritis, na Região Oeste, “um dos bairros mais gelados da cidade”.

Com capuz sobre o boné e segurando o guarda-chuva, o estudante de gastronomia Gabriel Oliveira, de 25, gostou da mudança do tempo: “Frio é bom, combina mais com a cidade”. Ele vai viajar neste feriado para o interior e, com a chuva, fica preocupado com as estradas. “Vou de ônibus e fico sempre atento”, disse Gabriel, sob o termômetro que marcava 19 graus às 17h43.

O Corpo de Bombeiros recebeu 18 chamadas sobre queda de árvores em BH. Pistas molhadas causaram acidentes. O mais grave foi em Nova União, onde o caminhão placa DXI-6084, de Ribeirão das Neves, a Caravan BBV-1113, de São Paulo, e o Palio HAV-0989, de João Monlevade, colidiram na BR-381, altura do Bairro Nova Aparecida. Duas pessoas morreram e três ficaram feridas, segundo os bombeiros.

Na MG-010, em direção ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, houve pelo menos quatro acidentes – a maioria de pequenos engavetamentos. No cruzamento da Avenida Amazonas com a Rua Desembargador Barcelos, no Bairro Nova Suíça, na Região Oeste, sete pessoas ficaram feridas depois que um ônibus bateu num poste. O trânsito ficou lento no sentido Centro. Os bombeiros espalharam serragem na pista, pois houve vazamento de combustível do coletivo. O trânsito também ficou complicado na Avenida Nossa Senhora do Carmo, em frente ao posto Ale, no sentido BH Shopping, por causa de uma batida. Por volta das 7h, o trânsito foi desviado para a pista lateral.

A chuva é a principal preocupação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) neste feriado. O inspetor Aristides Júnior, chefe da comunicação social, avisa: “É preciso diminuir a velocidade, planejar bem as ultrapassagens, não transitar pelo acostamento e muita calma para chegar ao destino com segurança”. A expectativa é que 300 mil veículos deixem BH, fluxo considerado moderado, porque sexta-feira será dia útil.

A Operação Corpus Christi começou à 0h de ontem e vai até a meia-noite de domingo. A fiscalização serão ampliada para tentar reduzir o número de acidente e dar mais fluidez ao trânsito, por meio de posicionamentos estratégicos das viaturas e dos policiais ao longo dos trechos mais movimentados e críticos.

Uberlândia Um temporal acompanhado de granizo provocou prejuízos em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, ontem. Dezenas de carros foram arrastados pela correnteza, o asfalto de muitas vias foi arrancado e houve queda de árvores Uma jovem foi levada pela enxurrada quando tentava atravessar em uma moto a Avenida Rondon Pacheco, uma das principais da área central da cidade. Ela foi resgatada sete quarteirões depois por pessoas que estavam no local, com escoriações e princípio de hipotermia. Durante o temporal, o Corpo de Bombeiros recebeu pelo menos 40 chamados, na maioria dos casos de alagamentos. A Defesa Civil chegou a divulgar alerta para que as pessoas permanecessem em casa ou no ambiente de trabalho até o temporal passasse.

UBERLÂNDIA - tempestade e Granizo causaram destruição na cidade. Muitos carros foram arrastados na avenida rondon Pacheco (Marlúcio Ferreira/Divulgação)
UBERLÂNDIA – tempestade e Granizo causaram destruição na cidade. Muitos carros foram arrastados na avenida Rondon Pacheco

INVERNO SEM 
FENÔMENOS

O inverno não será de temperaturas tão baixas como ocorreu no ano passado. “Este ano, não temos fenômenos como El Niño, ou aquecimento das águas do Oceano Pacífico, na costa peruana, ou do La Niña, o resfriamento na mesma região. Será uma estação mais normal, com temperaturas acima da média”, informou o meteorologista Ruibran dos Reis, da Climatempo. A nova estação começará oficialmente em 21 de junho às 12h04.

FONTE: Estado de Minas.



%d blogueiros gostam disto: