Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Lava Jato assegura recuperação de R$ 500 milhões, diz Ministério Público

Força-tarefa bloqueou valor em contas e patrimônios dos envolvidos. Acordos de cooperação com 12 países permitirão repatriação do dinheiro.

O  Ministério Público Federal (MPF) informou ter assegurado a recuperação de R$ 500 milhões desviados por investigados na Operação Lava Jato – a operação apura esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que movimentou cerca de R$ 10 bilhões e envolve desvios de recursos da Petrobras.

Para permitir a recuperação de dinheiro desviado, o MPF fechou acordos de cooperação internacional com 12 países, entre os quais Suíça, Estados Unidos e Holanda.

Os desvios milionários foram descritos, em detalhes em 12 delações premiadas no âmbito da Lava Jato. Segundo o procurador Douglas Fischer, coordenador da força-tarefa do Ministério Público que apura a participação de políticos em desvios na Petrobras, sem os colaboradores, a repatriação de uma cifra tão alta seria impossível.

“Certamente, sem essas delações, no modo como foram praticados os crimes, ou não se descobririam os fatos ou  certamente demoraríamos décadas pra descobrir. E aí nós teríamos o instituto da prescrição inviabilizando a punição dos responsáveis”, disse Fischer.

O procurador acrescentou, ainda, que trata-se de um valor histórico para o Brasil. “Poderíamos dizer, de forma bastante segura, que este valor é histórico de tudo que se apurou até hoje em recuperação de valores relacionados à prática de crimes”, afirmou.

O Ministério Público também rebateu críticas feitas ao acordo de delação premiada firmado com doleiro Alberto Youssef, apontado como chefe do esquema. Nesta terça (27), o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, afirmou que avalia contestar, no Supremo Tribunal Federal (STF), os termos do acordo de delação premiada do doleiro .

Segundo a força-tarefa, Youssef não receberá recompensa ou comissão. O acordo prevê redução da multa se ele apontar novos desvios que a investigação ainda não tenha conhecimento. De acordo com Douglas Fischer, o doleiro não está ganhando recompensa nem teve seu patrimônio blindado, como supõe a AGU.

“Ele não está ganhando. O colaborador em hipótese alguma está ganhando. Ele está perdendo, tanto é que já existe, até o momento, o bloqueio de pelo menos R$ 50 milhões do seu patrimônio, ou seja, não há possibilidade de prejuízo para a União ou para a Petrobras. Há uma garantia, sim, exatamente para a reparação do dano do crime que já foi praticado”, completou.

VALE ESTE - Arte Lava Jato 7ª fase (Foto: Infográfico elaborado em 15 de novembro de 2014)

FONTE: O Globo.


FIM DE ANO

BHTrans fará alterações no trânsito no entorno da Rodoviária

Mudanças acontecerão entre os dias 19 de dezembro e 5 de janeiro de 2015

mapa bhtrans

Veja o mapa com as alterações que serão feitas
Com objetivo de organizar o trânsito e garantir a fluidez de veículos e pedestres na região central de Belo Horizonte neste fim de ano, a BHTrans realizará entre os dias 19 de dezembro deste ano e 5 de janeiro de 2015 várias intervenções operacionais na região do Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro, onde comumente é registrado um grande aumento do volume de pessoas trafegando.

O esquema especial será implantado para a chegada e saída das pessoas à rodoviária, além de proporcionar uma área de estocagem para os coletivos rodoviários ao longo da avenida do Contorno, por onde será regulado o acesso ao terminal.

O plano de saída será implantado entre os dias 19 e 31 de dezembro com as seguintes alterações:

– Os cruzamentos das ruas Paulo de Frontim e Saturnino de Brito (Praça Rio Branco), serão fechados para o trânsito de veículos

– Desde o dia 6/12/2013 foi liberado um trecho da avenida Santos Dumont, entre as ruas Curitiba e Saturnino de Brito, facilitando assim o acesso a Rodoviária

– Os passageiros originários das regiões Sul, Norte e Leste acessarão a área de embarque principal por meio da avenida Afonso Pena

– Os passageiros originários das regiões Noroeste e Oeste terão duas opções de acesso à rodoviária. A primeira opção é passando pela avenida do Contorno, rua Tupinambás, avenida Afonso Pena, rua Curitiba,  avenida Santos Dumont e rua Saturnino de Brito; já a segunda será passando pela avenida do Contorno, rua São Paulo, avenida Afonso Pena, rua Curitiba e rua Saturnino de Brito.

– Será permitido o embarque/desembarque de passageiros na rua Paulo de Frontim entre as ruas Acre e dos Guarani

– Na rua Acre será acomodada a fila de táxi

– A rua dos Guaranis, entre Paulo de Frontim e Caetés será viabilizada para a Saída do Estacionamento

– Os condutores devem ficar atentos aos trechos interditados para o tráfego de veículos de passeio na avenida Santos Dumont e Paraná.

Já o plano de chegada será colocado em prática a partir do dia 26 de dezembro, quando os cruzamentos das ruas Paulo de Frontim e Saturnino de Brito (Praça Rio Branco) serão fechados para o trânsito de veículos.

Os desvios serão indicados por faixas de pano e sinalização complementar para orientar os motoristas e garantir segurança aos passageiros, pedestres e condutores. A empresa alerta para a importância dos motoristas redobrarem a atenção à sinalização implantada. Agentes da Unidade Integrada de Trânsito irão operar (monitorar, fiscalizar, interferir e orientar) o tráfego na região e nos principais acessos à rodoviária.

Desvios para o transporte coletivo

– Não haverá alterações nos itinerários e pontos das linhas gerenciadas pela BHTRANS. As linhas do DER que operam na avenida do Contorno (atrás da Rodoviária) serão remanejadas para a avenida do Contorno, entre as ruas 21 de Abril e Curitiba

– O embarque para os ônibus de Sete Lagoas e Betim será pela rua dos Caetés, entre avenida Olegário Maciel e do Contorno.

Terminal de Apoio

Algumas viagens interestaduais que saíam do Terminal Rodoviário foram transferidas pela Prefeitura de Belo Horizonte, desde o dia 1º de dezembro, para a Estação de Integração José Cândido da Silveira

A mudança, que passa a ser permanente até que a nova rodoviária fique pronta, tem o objetivo de garantir mais conforto aos passageiros nas viagens e também minimizar os impactos no trânsito da Área Central.

Para ter acesso a mais informações sobre as alterações, clique AQUI.

Nas rodovias federaisA Polícia Rodoviária Federal inicia no dia 12 de dezembro a Operação Rodovida 2014, que tem o objetivo de reduzir as mortes no trânsito durante as festas de fim de ano e as férias escolares, período de maior movimento nas rodovias e estradas que cortam o país.A operação vai até o dia 31 de janeiro, quando terá uma pausa, e retornará no Carnaval – entre 6 e 22 de fevereiro de 2015.O trabalho realizado estará focado em quatro eixos: fiscalização de motocicletas e ciclomotores, ultrapassagens indevidas, velocidade e embriaguez.

FONTE: O Tempo.


Dilma, agora, admite corrupção
Pela primeira vez, presidente reconhece desvio de dinheiro na Petrobras, contrariando o que afirmou o presidente do PT sobre depoimentos dos delatores Paulo Roberto e Alberto Youssef

Petrolão

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Brasília – Faltando sete dias para as eleições, a presidente Dilma Rousseff (PT) admitiu pela primeira vez que houve desvio de recursos na Petrobras. “Se houve desvio de dinheiro público, nós queremos ele de volta. Se houve, não; houve, viu?”, afirmou, em coletiva de imprensa, no Palácio do Alvorada. A candidata à reeleição afirmou que fará “todo o possível” pelo ressarcimento do dinheiro que saiu dos cofres da estatal, como revelaram depoimentos do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

Até a reta final da campanha, Dilma não havia reconhecido de maneira taxativa as irregularidades na Petrobras. A presidente relativizava e até colocava em dúvida os depoimentos de Paulo Roberto Costa, reclamando de vazamentos seletivos e pedindo acesso à delação premiada que está no Supremo Tribunal Federal (STF). No último debate presidencial, na quinta-feira, a petista questionou o adversário, Aécio Neves (PSDB), sobre uma denúncia de Costa segundo a qual o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, morto em março deste ano, recebeu propina para esvaziar uma CPI da estatal em 2009. Aécio aproveitou para enfatizar que aquele era o primeiro momento em que a presidente conferia credibilidade ao depoimento do ex-diretor.A declaração de Dilma, na tarde de ontem, também contraria o que pregava seu partido. Tão logo as denúncias sobre a propina na Petrobras vieram à tona, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, classificou-as como “calúnias”. Em 9 de outubro, ele divulgou uma nota em que afirmou: “O PT repudia com veemência e indignação as declarações caluniosas do réu Paulo Roberto Costa”. “Todas as doações para o Partido dos Trabalhadores seguem as normas legais e são registradas na Justiça Eleitoral”, diz trecho da nota. Ainda de acordo com o texto, a direção nacional do PT “estranha” a repetição de vazamentos de depoimentos no Judiciário, “tanto mais quando se trata de acusações sem provas”. Na semana passada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resumiu o seu sentimento em relação às denúncias relacionadas à Petrobras. Afirmou que estava “de saco cheio de denúncia”.

Tanto Costa quanto Yousseff revelaram em depoimentos à Justiça Federal e ao Ministério Público Federal, com quem firmaram um acordo de delação premiada, que contratos da estatal eram superfaturados com a finalidade de pagar propina a partidos e políticos, além de financiar a campanha eleitoral de 2010. O Estado de Minas ouviu, ao longo da semana, juristas que garantem a legitimidade do recurso usado pelos delatores.

A presidente afirmou que é preciso esperar a conclusão da ação judicial para saber exatamente quanto deverá ser ressarcido. “Daqui para frente, a não ser que eu seja informada pelo Ministério Público ou pelo juiz, eu não tenho medida nenhuma a tomar. Não é o presidente quem processa. Eu tomarei todas as medidas para ressarcir tudo e todos. Mas ninguém sabe hoje ainda o que deve ser ressarcido. A chamada delação premiada, onde tem os dados mais importantes, não foi entregue a nós. Até eu pedi. Pedi tanto para o Ministério Público quanto ao ministro do Supremo, que disseram ser sigiloso”, disse.

A Petrobras informou, na sexta-feira, que criou comissões internas para “averiguar indícios ou fatos contra a empresa” relacionados às denúncias da Operação Lava a Jato, e que está estudando medidas jurídicas para ser ressarcida pelos danos sofridos. As afirmações estão em um comunicado enviado pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em resposta a um pedido de esclarecimento feito pela autarquia por conta das notícias publicadas nos últimos dias sobre o assunto.

Os dois delatores apontaram beneficiários do esquema tanto na base de apoio a Dilma (PT, PMDB e PP), quanto no PSDB. Ela comentou sobre a inclusão, pelo ex-diretor da Petrobras, do nome do ex-presidente da legenda tucana Sérgio Guerra entre políticos que receberam dinheiro desviado da Petrobras. “Eu não acho que alguém no Brasil tenha a primazia da bandeira da ética. Até o retrospecto do PSDB não lhe dá essa condição. Acho que não dá a partido nenhum. Todos os integrantes de partido, qualquer um, que tenham cometido crime, delito, malfeito têm de pagar por isso”, afirmou Dilma.

 

FONTE: Estado de Minas.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 11/08/2014.
Justiça veta demolição da alça norte do Viaduto Batalha dos Guararapes
O juiz determinou que a prefeitura de Belo Horizonte discuta com a população atingida a forma do enfrentamento do problema, resguardada a segurança de toda a comunidade local
O drama de moradores e motoristas que moram ou passam pela Avenida Pedro I, no Bairro São João Batista, em Venda Nova, deve continuar por um longo tempo. O juiz da 4ª Vara da Fazenda Municipal de Belo Horizonte, Renato Luís Dresch, concedeu liminar ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), e determinou que a alça note do viaduto Batalha dos Guararapes não seja demolida. A decisão foi proferida na tarde desta segunda-feira. A Prefeitura de Belo Horizonte informou que não tem conhecimento de ação ou decisão referente ao elevado. 

O pedido de liminar foi feito pelo MP na última terça-feira diante de reclamações passadas por moradores dos edifícios Antares e Savana, que ficam próximo ao local onde parte do elevado caiu matando duas pessoas e ferindo outras 23. Conforme a ação da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, os prédios tiveram a estruturas comprometidas, “apresentando fissuras nas paredes, além da probabilidade de desabamento”. 

Outro questionamento feito pelo órgão, é sobre a retirada dos moradores depois que o laudo da empresa responsável pela obra apontou o risco de queda da alça norte. O estudo indicou que a estrutura foi feita com um décimo da ferragem necessária e, por isso, sugeriu a demolição do elevado. Conforme o MP, mesmo a prefeitura prometendo remoções rápidas e encaminhando as famílias para hotéis, a saída dos moradores foi feita de forma espontânea. Porém, eles “ainda têm livre acesso às suas casas e às imediações. O que lhe permite concluir que o local não foi formalmente interditado”. 

Em vistoria, os promotores constataram que algumas famílias, dos blocos 01 ao 07 do Edifício Antares, e dos blocos 01 e 02 do Edifício Savana, seguem nos apartamentos. O MP questiona o motivo da não retirada desses moradores, pois “estão na mesma situação fática de riscos. Tal situação causa aos moradores do local desgastante expectativa, sendo que os únicos benefícios recebidos foram alguns ‘tapa ouvidos’”.

Decisão do juiz

Ao analisar o pedido do MP, o juiz observou que a interdição dos prédios não é efetiva, pois não há restrição de acesso aos proprietários das unidades. Ele concluiu também que os afetados pelo desabamento estão desinformados sobre as providências que estão sendo adotadas. O juiz considerou que o Município pode e deve adotar todas as medidas de segurança para garantir a integridade da população, inclusive a interdição de imóveis, e é “imperioso que isso se realize com o mínimo de impacto possível”.

O magistrado determinou que o Município se abstenha de demolir a alça norte do Viaduto Batalha dos Guararapes ou faça qualquer outra movimentação de terras decorrentes da queda da alça sul do viaduto, até que se discuta com a população imediatamente atingida a forma do enfrentamento do problema. A prefeitura terá que apresentar um plano de demolição da alça norte e de remoção dos destroços. Também terá que custear a locação de imóveis para todas as famílias residentes nos condomínios apontados. 

Também determinou a exibição diária do monitoramento do viaduto ameaçado de queda aos síndicos dos condomínios envolvidos; assegurar o cadastramento socioeconômico de todos os habitantes das unidades residenciais envolvidas, por meio de Programa Polos de Cidadania. Em 72 horas, o município terá que prestar assistência aos condôminos dos edifícios com uma equipe de assistente social, psicólogo, engenheiro, arquitetos. Os profissionais devem ficar de prontidão durante 24 horas.

DESVIOS DE EMERGÊNCIA
Indefinição do prazo para demolição de alça do elevado e liberação da Avenida Pedro I obriga a prefeitura a criar rotas alternativas no entorno da via para aliviar transtornos

A esquina das vias Doutor Álvaro Camargos e Eugênio Volpi está sendo alargada para facilitar a conversão dos ônibus do BRT

 

Diante da indefinição de quanto tempo mais a Avenida Pedro I ainda deve ficar interditada – mesmo depois de mais de um mês do desabamento da alça sul do Viaduto Batalha dos Guararapes –, a BHTrans prepara novos desvios emergenciais no entorno da avenida. As mudanças no tráfego devem ser implantadas nos próximos dias e estão previstas para ruas do Bairro São João Batista, em Venda Nova. É mais uma tentativa de melhorar a circulação de carros e do transporte público, inclusive do BRT, que teve quatro estações desativadas na via. Em pronunciamento durante a inauguração do Comitê Metropolitano da Coligação Todos por Minas, o prefeito Marcio Lacerda deixou clara sua preferência pela demolição da alça norte, sob risco de desabamento, segundo a Cowan, empresa responsável pela obra. Lacerda pôs em xeque a possibilidade de recuperação do viaduto, obra que pode demorar um semestre e causar mais transtornos e insegurança. 

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“As obras de recuperação podem levar até seis meses e a população não pode conviver com esse medo. O trânsito também não pode conviver com o transtorno que existe hoje no local”, afirmou o prefeito. Mas Lacerda pretende bater o martelo apenas depois da divulgação da perícia técnica da polícia, que está em andamento. “Estamos preparando a demolição do viaduto e isso vai acontecer quando a polícia técnica liberar o local”, adiantou. 

Uma fonte ligada a Lacerda confirmou que ele não quer esperar um semestre para liberar a avenida, mas precisa do aval para ter amparo legal de que nenhuma prova foi destruída. Ainda segundo a fonte, o prefeito ouviu muitos especialistas e peritos que dizem ser possível recuperar a alça norte. Mas, para isso, o prazo de seis meses seria o mínimo para elaboração de nova licitação, novo projeto e o próprio tempo da obra. 

Há cerca de duas semanas, a Cowan apresentou laudo que atribui o desabamento a erros de cálculo do projeto executivo, feito pela Consol Engenheiros Consultores. O laudo afirma que o bloco que caiu foi projetado como rígido, o que fez a quantidade de aço calculada para sua composição ser inferior ao ideal. A construtora alega que o bloco deveria ter sido flexível, o que exigiria mais ferragens para evitar que a estrutura se flexionasse, torcesse ou rompesse sob o peso do pilar. Segundo a Cowan, o bloco confirma que o bloco foi concebido como rígido, mas, por enquanto, não tem condições de avaliar se essa foi uma escolha errada.

alternativa Enquanto a decisão não é tomada, a população que mora, trabalha ou passa pelo entorno da Pedro I sofre com trânsito congestionado e com riscos nas travessias. A BHTrans confirma que está analisando novos desvios, mas não adiantou quais. A reportagem do Estado de Minas apurou junto a funcionários de uma empresa contratada pela Cowan que as ruas Eugênio Volpini e Doutor Américo Gasparini serão usadas como alternativa para sair da Rua Doutor Álvaro Camargos e acessar a Avenida Pedro I, no sentido bairro. Na direção oposta, com destino ao Centro, a opção é sair da Pedro I,  entrar na Rua Professor Aimoré Dutra até a Rua Doutor Álvaro Camargos e seguir pela Rua São Pedro do Avaí até a Pedro I.

Moradora do Bairro Santa Mônica, em Venda Nova, a diarista Rosilene Moreno, de 50 anos, diz evitar a região, onde só passa quando é realmente necessário. “O trânsito aqui era intenso, mas muito diferente de hoje. Está perigoso, por causa do grande volume de carros, ônibus normais, do BRT e caminhões. A gente tem que atravessar na marra, porque a sinalização está péssima”, reclama.

Funcionária de uma loja na Rua Doutor Álvaro Camargos, vendedora Rosália Macedo, de 48, reclama dos transtornos: “É muito barulho e confusão o dia inteiro. Vários batidas já ocorreram e o risco de atropelamento é grande”, afirma. 

Para o motoboy André Magalhães, de 35, que passa pelas vias que receberam o tráfego da Pedro I, a situação é perigosa: “É um trânsito muito intenso que veio para vias que não comportam tantos carros. A prefeitura precisa adotar uma solução urgente.”

Por meio de nota, a BHTrans informou que os desvios prevêem a liberação de um trecho maior da Pedro I, para melhorar a fluidez e priorizar a segurança dos motoristas e pedestres. Atualmente, a interdição é da Pedro I entre o Viaduto João Samara e a Avenida Cristiano Guimarães – uma extensão de cerca de 10 quarteirões. 

A BHTRANS informou ainda que, para garantir mais segurança à travessia de pedestres, as ruas que tiveram aumento do fluxo de veículos têm recebido reforço da presença de agentes que fazem o monitoramento e a sinalização com cones, com o objetivo de reduzir a velocidade dos veículos. Informou também que uma operação diária é realizada pelos agentes de trânsito com acompanhamento da entrada e saída dos alunos do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, na região.

FONTE: Estado de Minas.


Problemas desviados
Trajetos alternativos na Pedro I, onde alça de viaduto desabou, provocam transtornos e prejuízos para moradores e comerciantes. Liberação da avenida continua indefinida

O trânsito já se complica no início do desvio, ao se deixar a Pedro I para entrar no viaduto João Samaha

 

Duas semanas depois da queda de uma alça do Viaduto Batalha dos Guararapes, na Avenida Pedro I, ainda não existe prazo para liberação do trânsito na via, que liga a Pampulha à Região de Venda Nova e dá acesso ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande BH. O desvio de milhares de veículos está causando transtornos e prejuízos para moradores e comerciantes das ruas e avenidas que viraram rotas alternativas. As alterações, por outro lado, reduziram drasticamente o tráfego em algumas vias, incluindo um trecho da própria Pedro I e deixaram casas e empresas quase ilhadas.

VEJA AQUI A MATÉRIA COMPLETA COM ATUALIZAÇÕES SOBRE A QUEDA DO VIADUTO!

Das vias usadas para desvio dos carros que acessam a Pedro I, a Rua Dr. Álvaro Camargos, no Bairro São João Batista, em Venda Nova, é a que teve o tráfego mais intensificado. Entre a Rua João Samaha e a Avenida Vilarinho, ela recebe tanto veículos que seguem no sentido Centro-bairro quanto aqueles que fazem o caminho inverso. Para piorar, a maior parte do trecho tem faixas simples nas duas mãos, o que provoca muita lentidão, especialmente nos horários de pico. Na maior parte do dia, o trânsito é mais pesado em direção ao Centro. A partir das 16h, os congestionamentos passam a atingir também o lado oposto, começando já na Pedro I.

Os engarrafamentos na Álvaro Camargos atrasa o deslocamento de Ataíde Lacerda, de 50 anos, dono de uma serralheria na esquina com a Rua Augusto Rocha. Antes do desabamento do viaduto, ele cumpria em aproximadamente 20 minutos o trajeto entre sua casa, em Lagoa Santa, na Grande BH, e a empresa. Desde o início do desvio, o tempo aumentou para cerca de uma hora, segundo ele. “Eu costumava abrir a oficina às 8h. Agora, abro às 8h40 ou às 9h”, diz. Quando termina o expediente, às 18h, ele espera o trânsito diminuir para ir embora. Os transtornos reduziram o rendimento da serralheria em 30%, estima. “Os clientes se sentem desencorajados em vir”.

Em um apartamento no primeiro andar do mesmo prédio da empresa de Ataíde, mora Maria da Cruz de Sousa, de 66. “O barulho dos carros aumentou muito”, queixa-se. O maior incômodo, porém, é outro. Toda manhã, a aposentada faz sessões de hidroginástica em uma academia no Bairro Planalto, na Região Norte. Para chegar lá, ela tomava apenas um ônibus da linha 65 em um ponto na Álvaro Camargos. “Mas ele parou de passar nessa rua. Tenho de pegar o 608 até a Estação Venda Nova e só lá pego o 65. Antes, eu chegava na academia às 9h. Agora, chego às 9h30, 9h40”, diz.

Outra via cujo tráfego aumentou bastante com os desvios foi a Rua das Melancias, no Bairro Planalto, que recebe carros que seguem no sentido Centro/Bairro. “O trânsito aqui já era intenso, mas piorou muito desde o desabamento. Tem hora em que fica tudo engarrafado, sobretudo às 17h30, 18h. Nesse horário, evito sair”, afirma José Carlos dos Santos, de 81, que mora em casa na rua. “Para tirar o carro da garagem, preciso esperar cinco ou 10 minutos até um motorista abrir caminho. Às vezes, o jeito é forçar a passagem”, conta. Ele também reclama da sujeira gerada pelo fluxo quase ininterrupto de veículos: “As paredes da casa ficam ‘pichadas’ com poeira e fumaça”.

RECLAMAÇÕES Enquanto uns reclamam do grande volume de carros, outros lamentam a falta deles. A loja de vidraçaria automotiva de André Venturato de Souza funciona na Rua João Samaha, em um trecho estreito ao lado do viaduto de ligação com a Pedro I. O problema é que essa parte da via receberia somente veículos que seguiriam pela avenida no sentido bairro/Centro, função suspensa desde a interdição. 

Agora, quem quiser chegar à empresa de André e às edificações vizinhas precisa transitar pela avenida no sentido Centro/bairro, acessar o viaduto e, pouco antes de chegar à Álvaro Camargos, fazer uma curva de 180 graus à esquerda, manobra arriscada. “Essa dificuldade fez o movimento cair 70%. Alguns clientes me telefonam, confusos, e eu explico que podem pegar a contramão. Até os fornecedores se atrapalham”, diz André.

A lanchonete de Anderson Alair, no térreo de um edifício comercial na esquina da Pedro I com a Rua Moacyr Froes, é outro endereço que ficou quase ilhado. Os clientes se reduziram aos demais ocupantes do prédio e aos de outras edificações vizinhas, além de operários que trabalham nas obras do viaduto. “As vendas caíram 90% com a redução do número de veículos e, às vezes, levo para casa os salgados que sobram”, conta.

Por outro lado, o trânsito intenso nas vias do entorno prejudica o negócio. “Eu saio de casa, no Bairro Maria Helena (Venda Nova) às 5h30. Antes, chegava às 6h. Agora, chego por volta das 6h50. Os funcionários também sempre se atrasam”, constata. Um dos que não conseguem chegar na hora é a gerente Carla Passos, de 36. “Antes, meu ônibus parava na Pedro I, a menos de um quarteirão daqui. Do novo ponto para cá, eu ando 15 minutos”, queixa-se.

Para fugir de congestionamentos, a BHTrans orienta os condutores a buscar caminhos alternativos, como as avenidas Cristiano Machado, Portugal e Olimpio Mourão Filho.

FONTE: Estado de Minas.


Bons tempos aqueles em que se dava nome aos bois sem medo e sem meias palavras: ‘Ademar rouba, mas faz’

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Brasília tem fornecido à apreciação nacional um festival de “malfeitos”, que é a expressão consagrada pela presidente Dilma para definir deslizes e desvios cometidos por políticos e servidores públicos. O eufemismo acabou facilitando a vida dos jornalistas, que assim podem denunciar escândalos sem serem processados pelos envolvidos, desde que não chamem de ladrão quem roubou, e sim de autor de malfeito. Bons tempos aqueles em que se dava nome aos bois sem medo e sem meias palavras: “Ademar rouba, mas faz.” Nestas últimas semanas, os malfeitos foram ilustrados com exemplos que vão da promiscuidade entre um vice-presidente da Câmara e um traficante de dólares até os descaminhos da Petrobras com ameaça de CPI, passando pela manobra sorrateira de oferecer às operadoras de planos de saúde um perdão de multas de R$ 2 bilhões.

O caso mais rumoroso foi o do petista André Vargas, amigo do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava-Jato, de quem usou emprestado o jatinho para viajar de férias com a família. Uma das gravações mostra que o deputado ajudava o fora da lei a negociar contratos suspeitos do Ministério da Saúde e que este chega a garantir ao parceiro que a negociata seria a “independência financeira dos dois” — palavra de quem comandava um esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 10 bilhões em operações nebulosas. Apanhado em contradições e mentiras, Vargas, cujo patrimônio cresceu 50 vezes em dez anos, encalacrou-se tanto que, pressionado pelo próprio partido, Lula à frente, teve que se licenciar e renunciar à vice-presidência da Câmara. Mas já prometeu voltar de “cabeça erguida”, o que não é vantagem numa casa em que muitos de colegas costumam andar de cabeça baixa.

Enquanto isso, prosseguia a novela de nossa maior produtora de petróleo, que agora produz também discutíveis transações comerciais. A oposição recorreu ao STF para tentar instalar a CPI exclusiva, e o Planalto tenta ampliá-la para incluir denúncias contra governos de oposição. A esperta alegação é que é preciso apurar tudo, ou seja, não apurar nada.

Correndo por fora, há a medida com cheiro de coisa ruim para beneficiar os planos de saúde, segundo a qual uma multa que hoje seria de R$ 4 milhões cairia, com a nova regra, para R$ 160 mil. O perdão seria de R$ 2 bilhões para as operadoras. Um detalhe: a proposta infiltrou-se sub-repticiamente numa medida provisória aprovada na Câmara e que não tinha nada a ver com o caso. A iniciativa é tão absurda que dever ser barrada no meio do caminho, mas já mostrou sua generosa intenção de impedir que 50 milhões de usuários continuem explorando os indefesos planos de saúde, coitados.

Como se vê, em Brasília há malfeitos para todos os gostos.



FONTE: G1.


Avenida Padre Pedro Pinto será interditada nesta quarta para obras da BHTrans

A avenida Padre Pedro Pinto, entre a rua das Pedrinhas e avenida Dom Pedro I, no sentido bairro/Centro, em Venda Nova, será interditada a partir das 9h30 desta quarta-feira (12). De acordo com a BHTrans, a alteração no tráfego é necessária para obras do BRT/Move.

Ainda conforme a empresa, os locais serão sinalizados com faixas. Além disso, agentes da BHtrans e da Guarda Municipal irão orientar os pedestres e motoristas.
Desvios
Sentido bairro/Centro: rua Padre Pedro Pinto, rua das Pedrinhas, rua Antônio Rocha, avenida Pedro I,…
Sentido Bairro /MG10-Confins: rua Padre Pedro Pinto, avenida Álvaro Camargos, avenida Vilarinho, rua das Melancias, avenida Cristiano Guimarães, avenida Dom Pedro I,…
Transporte coletivo
As linhas 61, 63, 64, 65, 6350, 2207, 2234A, 2234B, 2208B e 2224C terão o itinerário alterado em função da interdição.
Outras informações podem ser obtidas no site da BHTrans
BHTrans/Divulgação
interdição da avenida padre pedro pinto

 FONTE: Hoje Em Dia.



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