Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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“Trago” X “Trazido”. Entenda a diferença!

Denyse Lage Fonseca

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Observe:

1. Eu havia trago os livros para os alunos fazerem a pesquisa.

2. Eu havia trazido os livros para os alunos fazerem a pesquisa.

LIVROS

 

E aí? Qual das duas formas foi empregada corretamente? “Trago” ou “Trazido”? Bom, para a indicação do particípio do verbo “trazer”, devemos utilizar a forma regular “trazido”. Portanto: “Eu havia trazido os livros para os alunos fazerem a pesquisa.”. Denomina-se “particípio regular”, a forma verbal terminada em “ado” ou “ido”. No entanto, é importante destacar que há verbos que admitem dois particípios, como por exemplo, o verbo “salvar”:

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“Eu havia salvo o trabalho no meu computador.”

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(“salvo” = forma irregular)

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“Eu havia salvado o trabalho no meu computador.”

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(“salvado” = forma regular, pois termina em “ado”.)

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Mas, e o verbo “trago”?

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“Trago” é a forma do presente do indicativo (modo que exprime uma certeza) dos verbos “trazer” e “tragar”. Veja:

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“Eu trago o lanche todo dia.”

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(tempo presente – “trazer”)

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“Eu trago a fumaça gerada por aquele polo industrial.”

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(tempo presente – “tragar”)

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Em suma, temos:

“Trazido” = particípio do verbo “trazer”

“Trago” =   presente do indicativo dos verbos “trazer” e “tragar”.

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FONTE: Estado de Minas.


POR HORA ou POR ORA?

EU COMPUTO?

DESDE AS 10?


Vamos observar o uso de duas expressões que têm o mesmo som, a mesma pronúncia, mas significados distintos e pequenas diferenças na escrita.


Qual é o certo: POR HORA (com H) ou POR ORA (sem H)?

Esse é mais um daqueles casos em que a resposta é… depende. Sim, depende do que você quer dizer.
HORA (com H) é aquele período, contado no relógio, de 60 minutos. Ao usar a expressão POR HORA, com H, é preciso ter como referência esse intervalo de tempo.

Veja o exemplo:
“O metrô transporta mais de cem mil passageiros POR HORA.”
(Ou seja, a cada 60 minutos, cem mil passageiros utilizam esse meio de transporte.)

Já a palavra ORA (sem H) significa “agora”, “neste momento”. A expressão POR ORA, sem H, é usada no lugar de POR ENQUANTO ou NESTE MOMENTO.

Confira:
“POR ORA, o metrô funciona normalmente.”
(Ou seja, NESTE MOMENTO, nenhuma anormalidade interrompeu o funcionamento do metrô.)

Por ora (sem H), é só.

DESDE AS 10h ou DESDE ÀS 10h?

A dúvida agora é o uso do acento grave indicador de crase.

Qual é a forma correta: DESDE AS (sem acento) 10h ou DESDE ÀS (com acento de crase) 10h?

O correto é DESDE AS 10h, SEM ACENTO indicador de crase. E sabe por quê?

Porque nunca há crase após a preposição DESDE.

Para que exista crase, é preciso haver a preposição A + outro A, geralmente o artigo feminino A (ou AS). Ora, DESDE já é uma preposição, portanto não pode haver outra logo depois. Na expressão DESDE AS 10h, o que vem depois de

DESDE é apenas o artigo feminino.

Quer uma prova? Vamos trocar AS 10h por uma expressão masculina: O MÊS PASSADO.

Você diria “DESDE AO MÊS PASSADO”? Horrível, não é? AO seria a junção da preposição A com o artigo masculino O, referente a MÊS. Você certamente diria DESDE “O” MÊS PASSADO.

Portanto, como não há preposição, não há crase.

Eu COMPUTO, tu COMPUTAS, ele COMPUTA?

A dúvida agora é o uso de um verbo muito estranho, que causa dúvida, e até perplexidade em muita gente.

Afinal, você sabe conjugar o verbo COMPUTAR? Será que sua conjugação segue, por exemplo, a do verbo LUTAR (eu LUTO, tu LUTAS, ele LUTA)?

Poderia ser, não é? Mas não é.

Segundo a gramática tradicional, o verbo COMPUTAR é considerado defectivo, ou seja, não deve ser conjugado em algumas de suas pessoas. No presente do indicativo, só apresenta plural: nós COMPUTAMOS, vós COMPUTAIS, eles COMPUTAM.

Já o pretérito e o futuro são regulares.

Se a forma “ele computa” não é aceitável, podemos usar “ele está computando” ou substituir por uma frase equivalente: ele calcula, ou ele programa (computadores).

FONTE: G1.


Thais Nicoleti

verbo ser

O verbo concorda em número e pessoa com o sujeito da oração. Certo? Sim, mas nem sempre.

O comportamento do verbo “ser”, em algumas circunstâncias, desafia esse princípio de concordância. É o que ocorre, por exemplo, na seguinte passagem, extraída de um texto da Folha que noticiava o capotamento de um ônibus:

A maioria dos passageiros eram turistas. Fotos e vídeos publicados na internet mostram que grande parte dos passageiros eram jovens.

O sujeito da primeira oração do período é a expressão “a maioria dos passageiros”. Vale lembrar que o sujeito representado por um partitivo (no caso, “maioria”) seguido de plural admite duas formas de concordância: com o núcleo (“maioria”) ou com o especificador (“passageiros”), sendo esta última chamada de concordância atrativa.

Poderíamos, portanto, dizer que a maioria dos passageiros sofreu graves ferimentos ou que a maioria dos passageiros sofreram graves ferimentos. Isso é reconhecido pela tradição, como se pode aferir em qualquer gramática, mesmo que a muita gente pareça estranho dizer que a maioria das pessoas “fizeram” alguma coisa.

Em alguns casos, no entanto, nada haverá de estranho nesse tipo de concordância. Uma frase como “a maioria dos homens eram idosos” parece bem mais natural que “a maioria dos homens era idosa”. O mesmo vale para “um terço das mulheres estavam grávidas”, mais natural que “um terço das mulheres estava grávido”. O falante poderá optar pela construção que achar melhor, mas aquela que segue estritamente a regra de concordância com o núcleo do sujeito é artificial.

Nessas construções, temos verbos de ligação (“ser”, “estar”) seguidos de predicativos (“idoso/s”, “grávido/as”). Essa circunstância geralmente leva à opção pela concordância atrativa.

No trecho da reportagem mencionado acima, há convergência de duas situações: o sujeito representado por partitivo (“maioria”, “grande parte”) e o emprego do verbo “ser”.

Até aqui falamos sobre a primeira delas. Vamos, agora, tratar da segunda, isto é, das particularidades do verbo “ser” quanto à concordância.

Na “Moderna Gramática Portuguesa”, de Evanildo Bechara, por exemplo, lemos o seguinte:

Nas orações ditas equativas em que com “ser” se exprime a definição ou a identidade, o verbo, posto entre dois substantivos de números diferentes, concorda em geral com aquele que estiver no plural.

Isso é o que enunciam, de modo geral, as gramáticas tradicionais. Nenhuma novidade, portanto.

Nas frases “a maioria dos passageiros eram turistas” e “grande parte dos passageiros eram jovens”, o predicativo é representado por um substantivo (“turistas” e “jovens”, este usado no sentido de “pessoas jovens”).

Ignorando o especificador dos partitivos (“dos passageiros”) e considerando apenas o núcleo dos sujeitos, teremos o verbo “ser” entre substantivos de números diferentes (maioria/ turistas; grande parte/jovens). Que diz a gramática tradicional? O verbo “ser” concorda, em geral, com o plural. Assim: “a maioria eram turistas”; “grande parte eram jovens”.

O que se poderia criticar na passagem que nos serviu para exemplificar esse interessante caso de concordância é a repetição da expressão “dos passageiros”, facilmente substituível por “deles”. A concordância, porém, está em consonância com a norma culta.

 

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FONTE: UOL.


cinto

Não se entende o porquê dos passageiros no banco traseiro do automóvel não utilizarem os cintos de segurança. No banco da frente, a adesão ao dispositivo de segurança é bem maior.

Pesquisas indicam que os motivos para não usar os cintos traseiros são os mais variados:

1 – “A legislação só obriga o uso do cinto nos bancos dianteiros”.

Errado: a lei é muito clara e diz que todos os ocupantes do automóvel devem afivelar o cinto. Além dos mais, usar o dispositivo não é para cumprir a lei, mas por uma questão de segurança.

2 – “Sentado no banco traseiro eu estou protegido pelo encosto do banco dianteiro”.

Errado: com o automóvel em elevada velocidade, no momento do impacto frontal o passageiro do banco traseiro, pela inércia, é arremetido contra o dianteiro com peso de toneladas. Além disso, nem sempre o impacto é frontal e pode ser lateral ou o carro capotar. Nesta situação, são altas as possibilidades de o passageiro ser cuspido do carro com graves consequências.

3 – “O automóvel é dotado de air bags laterais e do tipo cortina, que me protegem”.

Errado: air bag nenhum, em local nenhum do automóvel, protege sozinho o ocupante. Aliás, sua sigla em inglês é “SRS”, iniciais de Sistema Suplementar de Restrição, ou seja, a bolsa inflável apenas ajuda o cinto de segurança a manter a pessoa em seu lugar. Jamais substitui o cinto, considerado o melhor dispositivo de segurança já inventado até hoje.

4 – “Sem o cinto me segurando, eu tenho mais chances de escapar no caso de um incêndio ou de o carro mergulhar na água”.

Errado: se o carro bateu antes de pegar fogo ou mergulhar na lagoa, o passageiro protegido pelo cinto tem mais chances de continuar lúcido, se desvencilhar do cinto, abrir a porta e escapar. Se estiver solto dentro do automóvel, pode bater a cabeça contra uma parte metálica e ficar desacordado.

Estatísticas feitas na Europa apontam que 1/3 dos passageiros no banco traseiro não afivelam os cintos e 25% dos motoristas não insistem para que os passageiros de trás o utilizem. Talvez por não perceberem que eles mesmos vão receber – no momento de um impacto frontal – o corpo de quem está atrás com peso de toneladas. E que seu destino é o hospital ou o cemitério.

 

FONTE: Hoje Em Dia.


Caetano Veloso dá bronca em sua equipe por ‘erro idiota’ de crase; veja

Cantor deu ‘aula de português’ aos responsáveis por suas redes sociais.
Post de 11 de junho tinha a expressão ‘homenagem à Bituca’.


Caetano Veloso dá bronca em equipe de redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)Caetano Veloso dá bronca em equipe de redes sociais

A produção de Caetano Veloso publicou nesta terça-feira (23), no Facebook, um vídeo no qual ele dá uma bronca na equipe que cuida de suas redes sociais. Motivo: mau uso da crase. “Um erro chato, eu não gosto desse erro. Acho idiota”, diz ele após explicar por que o acento não deveria ter sido usado na construção “homenagem a Bituca”. O equívoco estava na legenda de uma foto publicada no Facebook em 11 de junho.

Clique aqui para assistir à bronca de Caetano Veloso.

O “Bituca” em questão é Milton Nascimento. A imagem do post mostra justamente um encontro de Milton e Caetano durante um show da banda Dônica. Um dos integrantes é filho de Caetano.

“Até os linguistas estimulam [o uso equivocado da crase], dizendo que não deve ligar para crase, que deve deixar… Nada! Nada de deixar. Tem que saber português e trabalhar bem a língua portuguesa no Brasil! Tem que ter responsabilidade!”, finaliza ele.

A pessoa que está filmando, então, responde: “Sim, senhor. Vamos tentar melhorar, prometo. A produção falhou”.

Homenagem a Caetano

Não sei o porquê da polêmica em torno da bronca de Caetano Veloso em sua equipe, que escreveu “homenagem à Bituca” na página do cantor em uma rede social. Trata-se de um caso indiscutível de mau uso do acento indicativo da crase.

Crase significa fusão. Na língua falada é a fusão da preposição “a” mais outro “a”, que geralmente é o artigo definido feminino.

Na língua escrita, para indicar a existência dos dois “aa”, usamos o acento grave indicativo da crase: “homenagem à música brasileira”.

Quem faz homenagem sempre faz homenagem “a” alguma coisa ou “a” alguém. A preposição é uma exigência do substantivo “homenagem”. Chamamos a isso de regência.

O segundo “a” é o artigo definido que antecede o substantivo, também feminino, “música”. É como se falássemos “homenagem a a música brasileira”.

Por que no caso do “Bituca” a crase é impossível?

Simples: Bituca é Milton Nascimento, é masculino. É impossível haver artigo feminino antes do Bituca. Se houvesse, seria o artigo masculino “o”. Nesse caso, seria “homenagem ao Bituca”.

É interessante lembrar que o uso dos artigos definidos diante dos antropônimos (nomes próprios de pessoas) é facultativo. Há regiões (países, estados, cidades) que gostam dos artigos e outras não: “casa do Paulo” ou “casa de Paulo”; “livro da Maria” ou “livro de Maria”. Isso pode ser um simples regionalismo.

E há lugares em que a presença do artigo caracteriza intimidade, que a pessoa é da família ou um amigo muito próximo.

Assim sendo, se Bituca fosse mulher, a crase seria facultativa, pois poderia ou não haver o artigo feminino.
Como no caso em questão Bituca é homem, portanto substantivo masculino, a única dúvida que poderia haver é a homenagem seria “a Bituca” ou “ao Bituca”.

Crase… Impossível.

Um abraço ao Caetano ou a Caetano (sem crase).

 

FONTE: Sérgio Nogueira, via G1.


Gramas

Recado
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“O esperanto me parece admirável precisamente porque não foi adiante ou, pelo menos, não alcançou os fins a que se destinava.”
. Genolino Amado

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Adeus, passarelas
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Gisele Bündchen escolheu a São Paulo Fashion Week pra dar adeus às passarelas. Depois de 20 anos de carreira, não deixou por menos. Cercada de flashes e sob entusiasmados aplaaaaaaaaaausos, a bela desfilou com o charme de sempre. Na plateia, o maridão e os medalhões da moda brasileira.
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A imprensa, claro, noticiou a despedida da modelo mais bem-sucedida do mundo. Mas… encontrou o verbo despedir no meio do caminho. Trata-se da regência. Gisele despede as passarelas ou se despede das passarelas? No duro, no duro, ambas estão corretas. Qual a mais adequada?
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Despedir tem regências pra dar e vender. Escolher uma ou outra depende do recado que se quer dar. Transitivo direto, o trissílabo pode significar fazer sair ou dispensar os serviços: Despediu o filho da sala pra evitar que ele batesse com a língua nos dentes. Despedimos os empregados domésticos porque, com a crise, o dinheiro ficou curto.
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Convenhamos. Não é o caso de Gisele. A ação da top model tem a acepção de apartar-se. Aí, o verbo é pronominal e exige a preposição de: Gisele se despediu das passarelas. Eu me despeço dos amigos sempre que eles partem. Não raras vezes, precisamos nos despedir das pessoas que amamos.
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55 anos
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Viva! Na terça, Brasília completa 55 anos. A cidade se prepara pra festa. Esportistas, músicos, pintores, poetas, cronistas & cia. talentosa querem se exibir pra homenagear a capital que os abraça sem discriminação. Todos têm uma dúvida. Como escrever o ordinal 55º? É fácil, fácil. Cinquenta só tem uma forma. Grafa-se com q. O ordinal vai atrás: quinquagésimo quinto. Assim – sem hífen e sem dar vez ao cardinal.
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Escritores e escritores
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“Tanto luta e pena o bom escritor quanto o péssimo, quanto o medíocre. Quer dizer, o artista inferior dá à sua obra as mesmas horas de trabalho, o mesmo idealismo, os mesmos sacrifícios, os mesmos sonhos que dá à sua o bom artista, o grande artista. Talvez o primeiro dê até mais sacrifício, mais realismo, pois que o bom tem o seu prêmio em aplausos, e o outro trabalha à toa. Só recebe em paga a indiferença ou o esquecimento.” (Rachel de Queiroz)
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É guerra

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A palavra da moda? É terceirizar. Ela está na boca de patrões e empregados. Uns a veem como inimiga das conquistas trabalhistas desde que o Brasil é Brasil. Outros a consideram a salvação da pátria. Moderniza a legislação, amplia o número de empregos e torna competitivos os produtos verde-amarelos.
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Enquanto a discussão corre solta e os protestos paralisam o país, vale a questão. Por que terceirizar se escreve com z? A resposta é pra lá de simples. Não existe o sufixo -isar. Só existe -izar. Ops! Você pode se lembrar de montões de palavras terminadas em -isar. É o caso de frisar, pesquisar, analisar, encamisar. E daí?
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Sagrada família
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Na língua, uma regra vem à frente de todas. Trata-se do respeito à família. “Tal pai, tal filho”, diz ela. Em bom português: se a palavra primitiva se escreve com determinada letra, as derivadas a mantêm: luxo (luxento, luxuoso, luxúria, luxuriante), cheio (encher, enchente), casa (casinha, casebre, casona, casarão), luz (luzente, luzeiro, reluzente, luzir), pesquisa (pesquisar, pesquisador, pesquisado), análise (analisar, analisado), friso (frisar, frisado, frisador, frisante).
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Meio órfão
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Há palavras que não têm s no radical. Pra formar verbos terminados em -izar, só há um jeito. Recorrer ao sufixo escrito com z. É o caso de terceiro (terceirizar), civil (civilizar), normal (normalizar), canal (canalizar), global (globalizar), polo (polarizar), fiscal (fiscalizar), mínimo (minimizar), máximo (maximizar).
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Leitor pergunta
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A música de Dorival Caymmi diz: “O pescador tem dois amor, um bem na terra, um bem no mar”. É dois amor ou dois amores? 
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. Vera Godoi, Belo Horizonte
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Pra nós, mortais, Vera, a concordância exige o plural (dois amores). Mas Caymmi é artista. Tem licença poética. Pode pisar a gramática sem cerimônia. Conhece a licença de Drummond? “Cacilda Becker morreram”, escreveu o poeta quando a grande atriz partiu desta pra melhor.

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FONTE: Estado de Minas.

 


“Não me envergonha confessar não saber o que ignoro.” Cícero

 

Caixa-preta, pra que te quero?

Que triste! Avião da Germanwings caiu nos Alpes franceses. Morreram 150 pessoas. Entre elas, turminha de adolescentes que faziam intercâmbio. O que provocou a tragédia? 

Há hipóteses. Fala-se em ato terrorista. Mas a certeza só virá com as completas revelações da caixa-preta. Caixa-preta? É só o nome. Ela é laranja. A cor viva torna-a mais visível.
Hífen
Por falar em laranja…
A reforma ortográfica fez artes na língua. Uma delas: cassou o hífen de palavras compostas de três vocábulos ou mais ligados por preposição, conjunção, pronome. É o caso de pé de moleque, mula sem cabeça, dor de cotovelo, tomara que caia, mão de obra, testa de ferro. É o caso também do triozinho de cores: cor de laranja, cor de gelo, cor de marfim. Exceção? Só uma. É cor-de-rosa. A cor preferida de menininhas e meninonas mantém o tracinho. Por quê? A lei que tratou da reforma ortográfica a citou como exceção. Citou também água-de-colônia e pé-de-meia (poupança).

Sem generalização
Na língua nem todos são iguais perante a lei. Existem os mais iguais. A reforma ortográfica poupou as composições de seres dos reinos animal e vegetal: joão-de-barro, bicho-de-pé, cana-de-açúcar, pimenta-do-reino, castanha-do-pará.

O segundão
“Como? Será?”, perguntam gregos, romanos, goianos e baianos. “Investigador diz que copiloto teria deliberadamente assumido controle do avião e provocado a queda.” Ao divulgar a notícia, pintou a dúvida. Como escrever copiloto? Com hífen? Sem hífen? Procura daqui, pesquisa dali, eureca! O prefixo co- tem alergia ao tracinho. Com ele é tudo colado: coordenação, coerdeiro, coautor. E, claro, copiloto.

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Tempos modernos
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As siglas são gente da casa. Curtinhas, combinam com o tempo moderno. Estamos sempre apressados. Daí a regra de ouro “menor é melhor”. Mas nem tudo são flores. Volta e meia, pintam dúvidas sobre a grafia das pequenas. Adauto Ferreira quer jogar luz sobre as incertezas. Pediu ajuda à coluna. Leitor manda, não pede.

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Escrevem-se todas as letras grandonas em duas ocasiões.

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1. se a sigla tiver até três letras: PM (Polícia Militar), PR (Presidência da República), UTI (unidade de terapia intensiva), PIB (Produto Interno Bruto), ONU (Organização das Nações Unidas), TAM (Transportes Aéreos de Marília)
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2. se as letras forem pronunciadas uma a uma: INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), FNDE  (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). No mais, só a inicial é maiúscula: Detran (Departamento de Trânsito), Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Cedoc (centro de documentação).
Crase
Leitor pergunta
Ajude-me numa velha dúvida: “Ensino a distância” tem crase?
Pedro Jorge Hatem Filho, Belo Horizonte
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Crase, Pedro, é como aliança no anular esquerdo. Indica casamento. No caso, de dois aa. Em geral, de preposição e artigo. Ora, para que haja união, os dois pares precisam estar presentes. É aí que mora a questão. Distância, na locução a distância, não tem artigo.
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Duvida? Na traseira de ônibus e caminhões aparece o aviso “mantenha distância” – assim, sem artigo. Quando for indicado o tamanho da distância, cessa tudo o que a musa antiga canta. O artigo diz presente. A crase também. .
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Compare: Siga o carro a distância. Siga o carro à distância de 50m. Logo, ensino a distância.
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FONTE: Estado de Minas.

Veja os locais de prova da primeira fase do XVI Exame da OAB

Prova objetiva será realizada neste domingo (15), às 13h (de Brasília).
Candidato que chegar atrasado não poderá entrar.

Milhares de bacharéis e estudantes de direito dos últimos períodos fazem no próximo domingo a prova da OAB

 Candidata chega minutos antes do fechamento dos portões (Foto: Monique Almeida/G1)Candidato que chegar atrasado não poderá entrar
 
A Ordem dos Advogados do Brasil divulgou os locais de prova da primeira fase do XVI Exame de Ordem Unificado (Exame da OAB) que será realizada neste domingo (15), a partir das 13h (horário de Brasília).

VEJA OS LOCAIS DE PROVA DO XVI EXAME DA OAB

A prova objetiva tem 80 questões de múltipla escolha e o candidato precisa acertar pelo menos a metade para passar à segunda fase. Nesta última semana de estudos, a dica é focar nas matérias mais cobradas pela OAB, rever provas anteriores e elaborar a sua estratégia de prova.

O G1 traz no link abaixo uma coletânea de 70 questões de sete áreas preparadas por professores da Rede LFG. Confira:

FAÇA SIMULADO COM 70 QUESTÕES E TREINE PARA O EXAME DA OAB

“Na reta final o ideal é que o bacharel concentre o estudo na relação do peso da matéria e do conteúdo a ser estudado. Existem algumas matérias que tem peso grande e conteúdo menor”, explica o professor João Aguirre, coordenador dos cursos para Exame da OAB da LFG. Ele cita como exemplos as disciplinas de ética, trabalho, processo do trabalho, direito constitucional, processo penal e processo civil.

No dia da prova
No sábado antes do exame, o candidato deve descansar. Nada de estudar até de madrugada. No domingo, é preciso ter uma boa alimentação com comidas leves. Checar o itinerário e ir com antecedência ao local de prova.

Ao receber o caderno de questões, o candidato deve ter calma. “No momento da prova, deve lembrar que vai estar com a ansiedade no auge. Dá aquela sensação que não sabe nada”, afirma Aguirre.

O coordenador indica começar pelas questões de ética, e depois partir para as disciplinas nas quais o candidato se sente mais seguro. “O grande adversário é o gerencialmente de tempo. Passa muito rápido. Se perder muito tempo em uma questão prejudica o final da prova. E muita atenção ao passar as respostas para o gabarito. É uma máquina que faz a leitura eletrônica. Qualquer marca em uma das alternativas é registrada e a questão é anulada.”

Na primeira fase da OAB serão 80 questões de múltipla escolha sobre disciplinas profissionalizantes obrigatórias e integrantes do currículo mínimo do curso de direito, além de direitos humanos, código do consumidor, estatuto da criança e do adolescente, direito ambiental, direito internacional, filosofia do direito, estatuto da advocacia e da OAB, seu Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina da OAB.

A segunda fase será dia 17 de maio com uma prova prático-profissional composta por uma peça profissional e quatro questões escritas discursivas, sob a forma de situações-problema. Esta fase é de caráter eliminatório e o candidato opta por uma das áreas do direito no ato da inscrição: direito administrativo, direito civil, direito constitucional, direito empresarial, direito penal, direito do trabalho ou direito tributário e do seu correspondente direito processual.

FONTE: G1.


COLEGAS DO 9º PERÍODO FIZERAM NESTE SÁBADO A APRESENTAÇÃO DOS SEUS TRABALHOS DE CONCLUSÃO DE CURSO.

 

 

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No corredor, antes de entrar na sala para a apresentação, os colegas retocam os últimos detalhes.

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A banca examinadora, formada pelos senhores professores Carlos Frederico, Márcio Portella e Vítor Kildare.

 

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A colega Sinara Tiago Braga Leibnitz apresentou o trabalho DOS ALIMENTOS GRAVÍDICOS E A RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DOS SUPOSTOS AVÓS PATERNOS

 

 

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A colega Leda Cecília Costa apresentou o trabalho DANO EXISTENCIAL E O DIREITO DO TRABALHO

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O colega Allan Marcelo de Souza apresentou o trabalho DIREITO DO CONSUMIDOR: COMÉRCIO ELETRÔNICO – DIREITO DE ARREPENDIMENTO – MÍDIA

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A colega Andréa Carla Andrade do Amaral apresentou o trabalho AS NOVAS FAMÍLIAS NO DIREITO BRASILEIRO

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Outros(as) colegas também apresentaram seus trabalhos nesta data, mas não pude assistir a todos (AQUI ESTÁ A RELAÇÃO). Sucesso a todos(as) e parabéns pelas pesquisas, pelos trabalhos e pelas apresentações. Aos senhores professores, agradeço a oportunidade e as considerações feitas durante as apresentações, pois, embora dirigidas aos colegas apresentadores, certamente me serão de grande valia quando chegar a minha hora.

MARCELO O. SOUZA – M1

8º Período

SUPLEMENTO – VOCÊ SABE O QUE É O TCC? VOCÊ SABE COMO FAZER O TCC?

O que é TCC

 Quando um estudante de Ensino Superior chega ao fim do curso precisa fazer o TCC (Trabalho de Conclusão do Curso) para poder garantir a sua formação. Por mais difícil que pareça devemos alertar que pode ser mais simples do que parece. Esse tipo de trabalho surgiu em 1983 na Universidade de Franca e logo se tornou parte da grade curricular de vários cursos superiores pelo Brasil todo.

É importante que o estudante tenha bem claroo que é TCC antes de começar a elaborar o trabalho. Podemos definir como um trabalho que tem um caráter monográfico, porém, com menos exigências e uma pesquisa menos aprofundada de temáticas do que a Monografia.

Um TCC precisa ter um tema definido pelo estudante e aceito pelo professor orientador, este professor é escolhido de acordo com a temática que o aluno deseja pesquisar. Em geral a estrutura de um trabalho desses é composta pelos mesmos elementos que são:

Páginas pré-textuais:

  • Capa – Item Obrigatório
  • Folha de rosto – Item Obrigatório
  • Folha de aprovação – Item Obrigatório
  • Dedicatória – Item Opcional
  • Agradecimentos – Item Opcional
  • Epígrafe – Item Opcional
  • Resumo – Item Obrigatório
  • Sumário – Item Obrigatório
  • Lista de ilustrações – Item Opcional (somente se houver ilustrações em boa parte do trabalho)
  • Listas de abreviaturas e siglas – Item Opcional
  • Listas de notações – Item Opcional

Logo na sequência desses itens vem os elementos textuais:

  • Introdução – Item Obrigatório
  • Desenvolvimento –Item Obrigatório
  • Conclusão ou Considerações finais – Item Obrigatório (É necessário demonstrar que o trabalho de pesquisa chegou a algum lugar).

Também existem os elementos pós-textuais:

  • Referências bibliográficas – Item Obrigatório (as citações retiradas da internet também devem ser referenciadas seguindo a ABNT)
  • Obras consultadas – Item Opcional
  • Apêndices – Item Opcional
  • Anexos – Item Opcional (Acrescenta bastante a qualidade final do trabalho, mas utilize apenas que haja algo realmente relevante para anexar)
  • Glossário – Item Opcional (Trabalhos com termos técnicos como em áreas específicas como as Engenharias ficam mais fáceis de compreender com um bom glossário).

Todo o Trabalho de Conclusão de Curso deve ser formatado dentro dos padrões do ABNT. Provavelmente a sua instituição de ensino possui algum livro ou outro tipo de publicação com essas normas.

Veja as medidas padrão de formatação do TCC:

  • Margem superior: 2,5 cm
  • Margem inferior: 2,5 cm
  • Margem direita: 2,5 cm
  • Margem esquerda: 3,0 cm
  • Citações: 1 cm (justificando à direita em itálico com a Fonte em tamanho10)
  • Entre linhas, o espaço: 2,0 cm
  • Tipo: Times New Roman (Fonte serifada)
  • Fonte (tamanho): 12
  • Formato de papel: A4

 

A professora Caroline Hofmann dá valiosas dicas em seu livro TCC – TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO: A EXCELÊNCIA COMO DIFERENCIAL.

O QUE VOCÊ PRECISA PARA ELABORAR UM TRABALHO CIENTÍFICO?

A primeira etapa envolve a escolha e delimitação do assunto (tema). Ao escolher um tema para seu trabalho de pesquisa, procure algo original. Será considerado original um assunto que, mesmo versando sobre algo já conhecido, aborde-o sob novo ângulo, acrescentando-lhe uma particularidade até então desconhecida. Escolha algo pelo qual você já tenha algum interesse ou que, de alguma forma, seja um desafio para seu pensamento, algo intrigante e instigante para a sua imaginação.

Podem ser boas pistas investigar alguma experiência particular anterior sua, ou a área profissional para a qual você está se encaminhando, ou algum campo da Ciência sobre o qual você tem se interessado ultimamente.

Lembre-se de que você vai ter que se dedicar a este assunto por muitas horas e que, por isso, é importante que ele seja verdadeiramente de seu interesse.

Convém lembrar que o orientador desempenha um papel muito importante na fase da pesquisa bibliográfica, indicando sugestões de textos, discutindo ideias desenvolvidas pelos autores e revisando o material escrito pelo acadêmico. Outra dica importante: não deixe a pesquisa bibliográfica para o final do trabalho. Na maioria das vezes, a bibliografia sobre o tema ajudará bastante no desenvolvimento da pesquisa, na escolha da metodologia de trabalho e na definição das melhores técnicas par atingir os objetivos.

O método de estudo

Gostar e saber estudar são condições básicas para a pesquisa científica. A aquisição das habilidades referentes à leitura crítica, ao fichamento de um texto, à produção de um artigo científico é uma etapa necessária para a formação do pesquisador.

TCC – Trabalho de Conclusão de Curso – a Excelência Como Diferencial

CRUZ, Carla; HOFFMANN, Caroline; RIBEIRO, Uirá

Belo Horizonte: 2006 New Hampton Press Ltda

Pp 56,57, 58

 

Para conhecer o META – Manual para Elaboração de Trabalhos Acadêmicos CLIQUE AQUI!

E para conhecer o MRPR, clique ali:  Manual de Redação da Presidência da República

 

FONTE: Fazer Monografia, Universo.

 

 


Dicas
Dad Squarisi

Acertos que garantem vagas

Ufa! O carnaval acabou. Adeus, reis e rainhas. Adeus, príncipes e princesas. Adeus, fantasia. A realidade chegou devagarinho. Foi chegando, chegando e… tomou o trono. Bem-vinda. No ano que vem há mais. É só esperar.

Cabeleireiro? Cabelerero?

Olho vivo! O i é preciso. Cabeleireiro deriva de cabeleira. Daí os dois ii.

Eu cabo? Eu caibo?

Caber é cheio de irregularidades. Respeitar as manhas de tão instável criatura exige atenção plena. A mais importante é o cuidado com a conjugação. Guarde as formas: caibo, cabe, cabemos, cabem; coube, coube, coubemos, couberam; cabia, cabia, cabíamos, cabiam; coubesse, coubesse, coubéssemos, coubessem; couber, couber, coubermos, couberem; cabendo; cabido.

Caprino? Cabrino?

O adjetivo derivado de cabra? É caprino sim, senhor.

R$ 2 cada? R$ 2 cada um?

Sabia? O pronome cada não suporta a solidão. Deve estar sempre acompanhado de substantivo, de numeral ou do pronome qual. Dizer “os picolés custam R$ 2 cada” é desamparar o pobre dissílabo. Ele sofre. Em resposta, rouba pontos e prestígio. Melhor dar-lhe a companheira que o consola: “Os picolés custam R$ 2 cada um. Os livros valem R$ 50 cada um”. Cada qual fez o trabalho a seu modo. Cada servidor colaborou com R$ 20. Distribuímos 30 quilos de alimentos para cada família.

Cada vestido? Todo vestido?

Quem diria! Usados a torto e a direito como sinônimos, os dois pronomes dão recados diferentes. Cada indica diversidade de ação, particulariza: Usa cada dia um vestido (não repete o traje). Cada filho tem um comportamento. Cada macaco no seu galho. Dava brinquedos a cada criança. Todo generaliza. Significa qualquer: Todo dia é dia. Dava brinquedos a toda criança.

Singular? Plural?

Ora veja! A concordância prega cada peça… Uma delas trata da concordância. O verbo fica no singular se os núcleos do sujeito composto forem precedidos de cada. Assim: Na estante, cada livro, cada dicionário, cada enfeite deve ficar no lugar certo. Cada gesto, cada movimento, cada palavra implica alegria e saudade.

Cada? Cada um?

Antes de substantivo singular, o um não tem vez. Por quê? Cada encerra ideia de unidade: Falou com cada deputado (não: cada um deputado). Deu bom-dia a cada criança. Distribuiu comida a cada família. O programa ia ao ar a cada hora. A cada real gasto, pedia prestação de contas.

Cada um de nós sairá? Sairemos?

O verbo vai para a 3ª pessoa do singular: Cada um deles tomou um rumo. Cada uma das camisas custou acima de R$ 50. Cada um de nós sairá em horários diferentes.

Café espresso? Café expresso?

Atenção, moçada. O pretinho gostoso não tem nada a ver com a rapidez do expresso. Ele tem a ver com exclusividade. Um café espresso – assim, com s – quer dizer feito na hora exclusivamente pra você. Vamos combinar? É um luxo só.

O caixa? A caixa?

A palavra joga em dois times. É feminina na acepção de recipiente onde se guarda algo e de seção de banco, loja ou repartição pública onde se pagam contas ou se recebe dinheiro: a caixa de joias, a caixa do banco, a caixa do supermercado. A pessoa que trabalha como caixa? Se for mulher, será a caixa. Se homem, o caixa.

Caixa postal 45? Caixa postal, 45?

O número não é antecedido de vírgula. Quando acompanhado de número, letra maiúscula: Não encontrei a caixa postal. Caixa Postal 45.

Calda? Cauda?

Bichos, vestidos, piano têm cauda. Doces, calda.

Os cara-pintada? Os caras-pintadas?

O plural de cara-pintada? É caras-pintadas.

Maus caráteres? Maus caracteres?

Acredite. Caráter tem plural. É caracteres: político de bom caráter, políticos de bons caracteres; mau caráter, maus caracteres.

FONTE: Estado de Minas.


O valor do gostar de ler

LINGUAGENS – Prova avalia mais do que o português. Ela exige que o aluno entenda diversos tipos de mensagens

João Henrique Machado Delgado, de 18 anos, que vai tentar vaga no curso de engenharia civil, e Bianca Lemos Elias Lima, de 17, que em 2012 foi treineira, estudam no Colégio Santo Agostinho  (fotos: Túlio Santos/EM/D.A Press)
João Henrique Machado Delgado, de 18 anos, que vai tentar vaga no curso de engenharia civil, e Bianca Lemos Elias Lima, de 17, que em 2012 foi treineira, estudam no Colégio Santo Agostinho

No mesmo dia da redação e das 45 questões de matemática, os alunos que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 26 e 27 deste mês, ainda se deparam com uma prova que pede mais do que saber ler: a de linguagens, códigos e suas tecnologias. É preciso entender, interpretar e decodificar várias formas de textos. Se engana quem acha que essa prova cobra apenas língua portuguesa e literatura. Ali ainda estão abordagens de língua estrangeira – inglês ou espanhol –, artes, educação física, tecnologias da informação e comunicação. Nesta última reportagem da série sobre as áreas de conhecimento do Enem, o Estado de Minas publica também oito questões exclusivas elaboradas pelos professores do Colégio Santo Agostinho . É mais uma oportunidade para treinar a capacidade leitora e o nível dos estudos.

A prova de linguagens e códigos é uma das mais extensas, segundo especialistas, pela quantidade de textos. E ela cobra mesmo a habilidade leitora do estudante, sem decoreba. Segundo a professora de português do Colégio Santo Agostinho Else Martins dos Santos, o Enem pede essa capacidade do aluno desde suas primeiras edições. “O Enem quer saber se o candidato sabe ler, se percebe objetivamente como a linguagem é construída”, explica. Para tanto, é preciso estar atento a elementos de coesão, valor semântico, figuras de linguagem, sintaxe, entre outros conteúdos. Não é uma prova de muitas surpresas, segundo Else. Segue integralmente o que está descrito na matriz do Enem. “É uma prova inteligente, que conversa com o aluno.”

O professor de linguagens e literatura do Colégio Santa Marcelina Jair Alves Corgozinho Filho também considera a leitura fundamental. Para ele, o aluno que vai fazer a prova do Enem tem que estar acostumado a ler diversos gêneros textuais, não devendo se prender a apenas um tipo. “Vai ter um texto verbal, recortes de artigos, entrevistas, edital, editorial, enfim, ele vai se deparar com gráficos, imagens dos mais variados tipos”, alerta. Também é importante, segundo ele, que o aluno entenda como texto outras circunstâncias. “Ele deve perceber o teatro como texto, a dança como texto, o cinema, música, tudo é para ser lido. O Enem aposta num leitor como produtor de sentidos a partir de uma provocação que foi dada”, salienta. O estudante ainda deve ser capaz de ler situações comunicativas. “Isso quer dizer a influência de um contexto numa mensagem, se é formal ou informal, o padrão de linguagem, suas funções, ser um operador da linguagem e, mais que isso, interpretar outros operadores, como reconhecer a marca de um autor no texto”, diz.

Quando se fala em códigos, o Enem quer dizer nomenclaturas, ou seja, as regras, bases teóricas. Na tecnologia da informação entram as mídias sociais, linguagens usada em tablets e smartphones, concepção de arte, arte contemporânea, por exemplo. Na educação física, a ideia é que o aluno entenda a linguagem corporal. “É o que circula na grande mídia, no Facebook, é uma prova feita por um leitor contemporâneo, que se adapta a uma realidade histórica. O aluno pode encontrar uma questão sobre grafite, música, o que está na internet”, explica Jair Alves. “E ainda há um conteúdo de memória como arcabouço.”

Para a professora de português Else Martins dos Santos, a prova deve conversar com o aluno (fotos: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Para a professora de português Else Martins dos Santos, a prova deve conversar com o aluno

ESTRATÉGIAS João Henrique Machado Delgado, de 18 anos, é aluno do terceiro ano do ensino médio do Colégio Santo Agostinho e vai tentar uma vaga no curso de engenharia civil. Mesmo habituado à área de exatas, gosta de ler, escrever e se interessa por português e literatura. Para ele, a prova de códigos e linguagens cobra o que o estudante vê em toda sua vida escolar, por isso, a melhor estratégia que adota é prestar atenção no conteúdo dado pelo professor na sala de aula. “É preciso saber aproveitar o momento em sala, é quando se aprende mais.” Para a área de exatas, conta que gosta de resolver exercícios, já para as humanas, lê muito e treina fazendo questões.

Candidata ao curso de direito, Bianca Lemos Elias Lima, de 17, também aluna do Santo Agostinho, vai fazer a prova do Enem pela segunda vez. No ano passado, foi treineira e agora é para valer. Para ela, o importante na prova é não pensar só no que está escrito, mas refletir dando um enfoque social. “É uma prova politicamente correta”, exemplifica. Por isso, disse ela, é preciso ter cuidado no posicionamento que vai tomar na redação e ter um bom conhecimento do que está ocorrendo lendo muitos textos e diversificando as fontes. Uma estratégia que adota como atividade de estudo é resumir os textos que lê. “É uma forma de memorizar.”

A professora de produção de textos do Santo Agostinho Camila Reis dá uma dica preciosa. Para ela, o aluno tem o hábito de “brigar” com a prova, ou seja, buscar o que está oculto naquela questão. Se esse tipo de “pegadinha” era praxe no vestibular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no Enem não está presente. “Não tem pegadinha, o Enem é simples.”

Segundo Camila Reis, professora de produção de textos, não há pegadinha, o Enem é simples (fotos: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Segundo Camila Reis, professora de produção de textos, não há pegadinha, o Enem é simples

Alunos perguntam

Qual tempo devo calcular para
fazer cada questão e a redação?

Hiany Moreira Souto Lopes, de 18 anos,
candidata ao curso de medicina

Especialistas respondem

Existe um parâmetro matemático que sugere três minutos para cada questão. São 270 minutos divididos para 90 itens cada dia e uma hora para a redação. Mas essa é uma base e não uma regra. Uma dica é que o aluno, quando ver que não sabe aquela questão depois de lê-la com cuidado, passe para frente e depois volte nela, mas entendendo que não dá para ultrapassar todas, afinal o Enem é um desafio. Costumo indicar para os alunos que se lembrem e coloquem em prática os quatro passos do coaching: tenham clareza mental, poder de decisão, capacidade criadora e autocontrole.

Silvana Maria Dias Camelo
Psicóloga e orientadora educacional do Colégio Santa Marcelina

FIQUE ATENTO

Veja o que é preciso saber para fazer bem a prova de linguagens, códigos e suas tecnologias

» Colocação pronominal

» Articuladores textuais

» Regência nominal e verbal

» Ferramentas gramaticais são indispensáveis

» História da literatura brasileira, processo de formação dessa literatura

» Não cobra obra literária, mas traz os grandes nomes como Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade. É preciso perceber a presença desses nomes

» Aspectos de cultura popular, como ditados, trocadilhos

» Teoria da variação linguística

» Importante ler sobre “preconceito linguístico”

» Gêneros textuais

Teste seu conhecimento

Simulado – Com a leitura em dia, candidatos podem resolver questões de todas as áreas com mais facilidade

Ciências da Natureza e suas tecnologias

QUESTÃO 1Observe a situação mostrada na tirinha abaixo.

Mesmo com boa intenção, o personagem Cebolinha acabou por levar a flor a ter um fim trágico.
Na situação mostrada no último quadrinho, o conjunto balão + flor está em movimento ascendente com velocidade

A) que aumenta, pois a força de empuxo é maior do que o peso do conjunto balão + flor.
B) que aumenta, pois a densidade do ar é menor do que a do conjunto balão + flor.
C) que aumenta, pois o peso do conjunto balão + flor é anulado pelo empuxo.
D) constante, pois a densidade do conjunto balão + ar é igual à densidade do ar.
E) constante, pois a força de empuxo é igual ao peso do conjunto balão + flor.

QUESTÃO 2

Atualmente, os carros são dotados de dispositivos para diminuir as chances de ferimentos em seus ocupantes em caso de colisão. A figura mostra uma foto de um teste de colisão (crash test) feito para verificar como esses dispositivos estão atuando.

É fácil observar, na foto, a atuação de pelo menos duas medidas adotadas para preservar a integridade dos ocupantes do carro: a deformação progressiva sofrida pela parte frontal do veículo, e a atuação do air bag, no momento em que foi inflado, em frente ao rosto do motorista.
Esses dispositivos de segurança

A) diminuem rapidamente o valor da velocidade dos ocupantes do carro.
B) evitam o deslocamento dos ocupantes do carro para fora do mesmo.
C) aumentam o intervalo de tempo de aplicação das forças do impacto.
D) aumentam a desaceleração sofrida pelos ocupantes do carro.
E) reduzem o impulso aplicado sobre os ocupantes do carro.

QUESTÃO 3

Os feromônios são substâncias químicas usadas na comunicação entre indivíduos da mesma espécie.  As formigas comunicam-se usando essas substâncias, assim como as abelhas. A mensagem química tem como objetivo provocar respostas comportamentais, como alarme, agregação, colaboração na produção de alimentos, defesa e acasalamento. Cada tipo de comportamento tem um feromônio que o identifica  e isso explica por que formigas conseguem seguir uma trilha ou por que as abelhas conseguem voltar para suas colmeias.

A estrutura a seguir representa um feromônio de uma espécie de formiga, no caso de uma situação em que  se prepara para luta:

CH3CH2CH2CH2CH2CH2OH

Em uma pesquisa sobre feromônios, essa substância foi isolada e colocada em  presença de dicromato de potássio em meio ácido. O produto orgânico dessa reação será classificado como

A) ácido carboxílico
B) álcool secundário
C) cetona
D) éster
E) éter

Ciências Humanas e suas tecnologias


QUESTÃO 4

“(…) Quando Luiza Erundina, partindo das demandas dos movimentos populares e dos compromissos com a justiça social, propôs a tarifa zero para o transporte público de São Paulo, ela explicou à sociedade que a tarifa precisava ser subsidiada pela prefeitura e que ela não faria o subsídio implicar em cortes nos orçamentos de educação, saúde, moradia e assistência social, isto é, dos programas sociais prioritários de seu governo.
Antes de propor a tarifa zero, ela aumentou em 500% a frota da CMTC. Explicação para os jovens: CMTC era a antiga empresa municipal de transporte) e forçou os empresários privados a renovarem sua frota.
(…) Ela propôs, então, que o subsídio viesse de uma mudança tributária: o IPTU progressivo, isto é, o imposto predial seria aumentado para os imóveis dos mais ricos, que contribuiriam para o subsídio juntamente com outros recursos da Prefeitura.
À medida que os mais ricos, como pessoas privadas, têm serviçais domésticos que usam o transporte público, e, como empresários, têm funcionários usuários desse mesmo transporte, uma forma de realizar a transferência de renda, que é base da justiça social, seria exatamente fazer com que uma parte do subsídio viesse do novo IPTU.
Os jovens manifestantes de hoje desconhecem o que se passou: comerciantes fecharam ruas inteiras, empresários ameaçaram lockout das empresas, nos “bairros nobres” foram feitas  manifestações contra o “totalitarismo comunista” da prefeita e os poderosos da cidade “negociaram” com os vereadores a não aprovação do projeto de lei.
A tarifa zero não foi implantada. Discutida na forma de democracia participativa, apresentada com lisura e ética política, sem qualquer mancha possível de corrupção, a proposta foi rejeitada.
Chauí, Marilena: O inferno urbano e a política do favor, clientela, tutela e cooptação, in Revista Teoria e Debate: As manifestações de junho de 2013 na cidade de São Paulo. publicado em 27 de junho de 2013.

O fragmento de texto da filólofa Marilena Chauí, publicado no contexto das manifestações de junho de 2013, contribui para a análise das relações existentes entre os interesses públicos e privados dentro da ordem democrática.
As considerações feitas no fragmento de texto permitem-nos inferir que, na dinâmica das recentes manifestações no Brasil,

A) a apropriação dos protestos por grupos extremistas compromete as bandeiras originais do movimento.
B) a defesa da moralidade pública por si só não assegura a definição de uma ordem social justa e colaborativa.
C) o espontaneísmo das massas minimiza a importância dos partidos políticos como intermediadores institucionais.
D) a liderança horizontalizada dos movimentos sociais dilui, politicamente, o caráter classista dos novos protestos.
E) o resgate da capacidade auto-organizativa da sociedade reafirma a evolução da ordem democrática.

QUESTÃO 5

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o censo é uma ferramenta fundamental para a consolidação do Estado democrático contemporâneo:
“Por meio dos dados dos censos, é possível retratar, para níveis geográficos detalhados, a população e suas condições de vida, dando resposta às seguintes questões: quantos somos? Como somos? Onde vivemos?  Como vivemos? Os dados dos censos, sobre a população e domicílios, são, assim, fundamentais.”

Fonte: http://censo2010.ibge.gov.br/images/pdf/censo2010/textos_tecnicos/por_que_fazer_censo_2010. PDF acessado em 23/09/2013

A utilização dos censos como ferramentas políticas remonta ao Império Romano, tendo sido resgatada, posteriormente, por Guilherme I (1028–1087), o Conquistador, governante que teve um papel fundamental na formação do Estado nacional inglês. A realização de censos durante os processos de centralização.

A) permitiu a consolidação de políticas democráticas em toda a Europa, a partir do levantamento das necessidades sociais, o que contribuiu para a construção da legitimidade política dos reis.
B) viabilizou a construção de políticas públicas diversificadas e determinadas pelos interesses exclusivos da nobreza, permitindo a implantação de uma burocracia inclusiva que gerou maior estabilidade nos novos reinos.
C) permitiu antever a realização das reformas protestantes, ao evidenciar diferenças religiosas que permeavam as populações dos reinos, o que permitiu aos governantes se adaptarem ao novo contexto cultural.
D) contribuiu para a consolidação do poder dos reis, ao orientar a organização de uma nova administração a partir do conhecimento da quantidade de bens possuídos pelos súditos, passíveis de tributação.
E) não foi efetiva por não haver tecnologias disponíveis, nem interesse político dos grupos que assumiram o poder em toda a Europa, tendo permanecido tais pesquisas sem aplicabilidade até o surgimento dos governos burgueses.

Matemática e suas  tecnologias


QUESTÃO 6

Leia o texto a seguir.
“Com a escassez de mão de obra qualificada, faltam professores em diversas áreas. Ausência de estímulo à formação é apontada como causa. Problema vai  agravar-se nos próximos anos.”
Com essa manchete, o Estado de Minas publicou, em 22 de setembro, matéria que chama a atenção para a falta de mão de obra qualificada em diversas áreas, evidenciando a área da educação. Uma das saídas que os governos municipais, estaduais e federal vêm encontrando para a solução do problema é a importação dessa força de trabalho de outros países, como já foi feito na área da medicina. O gráfico a seguir traz uma visão geral de como vem acontecendo essa entrada de estrangeiros para trabalhar no Brasil.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego
Publicado no Estado de Minas – 22/9/2013 – Economia

Esses estrangeiros, quando chegam ao Brasil, têm que conseguir uma autorização do Ministério do Trabalho e Emprego para se legalizarem no país e trabalhar dentro da lei. Além disso, em alguns casos, são submetidos a avaliações de conhecimentos gerais, principalmente da língua, e também específicos, e só então são designados para um local de trabalho.
Uma dessas pessoas, que chegou ao Brasil vinda da Alemanha ou dos Estados Unidos, foi escolhida aleatoriamente para fazer uma prova de conhecimentos específicos da área em que vai trabalhar. Considerando que esse profissional foi aprovado no exame, a probabilidade de ele ser designado para um estado que não seja Minas Gerais é, aproximadamente,

A) 96%  B) 40%  C) 15%  D) 4%  E) 3%

QUESTÃO 7

A legislação brasileira atual permite que a gasolina comercializada nos postos tenha 25% de etanol misturado a ela.

Os órgãos competentes, ao fiscalizarem um posto de combustível, detectaram que a gasolina comercializada possuía 28% de etanol. Além de ter sido notificado, o proprietário do posto teria que, imediatamente, reduzir para o percentual permitido pela legislação os 8 mil litros de gasolina contidos no tanque. Sendo assim, o proprietário solicitou ao distribuidor que enviasse um carregamento de gasolina com 20% de etanol, para que fosse diluído à gasolina existente.
Qual é a quantidade de gasolina, com a concentração de 20% de etanol, necessária para acrescentar aos 8 mil litros do tanque, de tal forma que o percentual de etanol ficasse reduzido a 25%?

A) 640 litros
B) 848 litros
C) 960 litros
D) 4.800 litros
E) 8.000 litros

Linguagens, códigos e suas tecnologias


QUESTÃO 8

Texto 1
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Buarque, Chico. Construção In: Homem, Wagner. Histórias de canções/Chico Buarque. – São Paulo: Leya, 2009.

Texto 2
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
– Exercer a profissão –
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
(…)
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.

E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Moraes, Vinicius de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1998.

Chico Buarque e Vinicius de Moraes abordam em seus textos o cotidiano de um operário na construção civil. A diferença estabelecida entre os textos é que, enquanto

A) o texto 1 utiliza metáforas e aliterações para construir uma musicalidade na leitura, o texto 2 apresenta elementos prosaicos para tornar a leitura mais direta e menos lírica.
B) o texto 1 enumera as etapas do ofício do trabalhador, o texto 2 expõe um quadro mais amplo, a relação harmônica entre o patrão e o operário da construção civil.
C) o texto 1 revela um acidente de trabalho frequente na construção civil, o texto 2 trabalha a discussão e negociação salarial também frequente no universo das construtoras.
D) o texto 1 denuncia a realidade trágica do trabalhador por meio da naturalização do acidente, o texto 2 apresenta uma tomada de consciência do trabalhador.
E) o texto 1 tenta sensibilizar o leitor por meio do jogo de palavras e sonoridade, o texto 2 toca o leitor apenas pelo caráter melódico e irônico de seus versos.

Gabarito

1-A    2-C    3-A    4-B    5-D    6-A    7-D    8-D

FONTE: Estado de Minas.


ENEM 2013 »Mil pontos decisivos

REDAÇÃO – Considerado o diferencial do aluno na prova, texto exige domínio da língua e conhecimento geral

Sersie Antunes, Eduardo Lasbeck, Paullinne Ariel e Nicholas Barbosa Nunes, de 17 anos, alunos do Santa Marcelina, estão apreensivos quanto ao tema da redação do Enem (fotos: Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Sersie Antunes, Eduardo Lasbeck, Paullinne Ariel e Nicholas Barbosa Nunes, de 17 anos, alunos do Santa Marcelina, estão apreensivos quanto ao tema da redação do Enem
Professora Maria Luiza Borges: aluno precisa evitar cair no senso comum (fotos: Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Professora Maria Luiza Borges: aluno precisa evitar cair no senso comum

No segundo dia das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alunos de todo o país vão encarar a tão temida redação. Terão de produzir um texto em conformidade com o que está sendo pedido no enunciado sem abandonar todas as regras adotadas no Guia do Participante – A redação no Enem. Em todos os anos, a regra básica não muda: é um texto em prosa, do tipo dissertativo/argumentativo, e o aluno deverá defender uma tese, ou seja, propor uma intervenção para o problema que foi proposto. O manual dá a dica de que o tema deve ser de “ordem social, científica, cultural ou política”. Apesar da amplitude, é possível que as escolas elaborem questões para treinamento dos alunos.

A redação, segundo o guia, exige que o candidato discorra em cinco competências: demonstrar domínio da modalidade escrita formal na língua portuguesa; compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema; selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação, e elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

A última competência é a que causa mais temor nos alunos e exige muita preparação. A professora de língua portuguesa e redação do Colégio e Pré-vestibular Elite do Vale do Aço Margarete Abreu Xavier explica que o aluno tem que apresentar uma proposta de solução viável para o que foi pedido, como descrito na competência 5. “Para apresentar essas soluções, o estudante precisa realmente estar consciente dos problemas do cotidiano”, afirma. Segundo ela, se o aluno estiver por dentro do que acontece no país e no mundo ele consegue completar o texto. “No ano passado, por exemplo, o tema foi imigração e para resolver era preciso ter uma visão de mundo que não está nos livros didáticos, mas na televisão, no jornal, são as atualidades”, destaca.

Segundo a professora de português do Colégio Santa Marcelina Maria Luiza Borges, o candidato deve ficar atento para não cair no senso comum quando fizer a proposta. “O Enem quer mais do aluno, quer uma reflexão final, sem colocar o problema na mão do governo. Tem que responder como, quando, o quê”, diz. Um exemplo de senso comum é sugerir que sejam feitas campanhas para resolver um problema. Ela alerta que a redação é o diferencial do aluno e, por isso, ele precisa ter conhecimento de atualidades e cuidado na estrutura e organização do texto. “Tem que ser objetivo e persuasivo”, afirma.

Como é uma decisiva, o aluno tem de somar pontos na prova objetiva e seu diferencial estará na redação. As dicas dos especialistas são que para fazer um bom texto é preciso muita leitura, interpretar e estar atualizado. No total, a redação vale 1 mil pontos. Segundo o Ministério da Educação, cada prova será corrigida por dois avaliadores, que darão nota de zero a 200 em cada uma das cinco competências. A nota final será a soma da média das avaliações. No caso de dúvida, um terceiro avaliador será acionado para corrigir a prova, e se ainda persistir, por uma banca composta por três professores.

TEMPO A redação será no segundo dia de avaliação, quando estarão disponíveis cinco horas e 30 minutos para o texto e a prova objetiva. Uma dica dada pela professora Maria Luiza: o candidato deve iniciar com a redação, ler com atenção, desenvolver o texto e fazer o rascunho. Isso em cerca de 30 minutos. Depois, ele deve fazer o restante do teste, provas de português e matemática. Ao terminar, ele volta para a redação e em mais 30 minutos lê o texto novamente; se encontrar erros, os elimina e escreve a versão final. Já Margarete Xavier lembra aos estudantes que, mesmo que o tempo varie de acordo com cada aluno, é importante tirar pelo menos uma hora para fazer bem a redação. “Não existe medida certa, mas menos de uma hora é arriscado”, afirma.

Sersie Antunes Costa Almeida, Eduardo Lasbeck Gonçalves Brasil, Paullinne Ariel Nogueira Barbosa e Nicholas Barbosa Nunes, todos de 17 anos, alunos do Santa Marcelina, estão apreensivos quanto ao tema da redação do Enem. “No ano passado, fazer a tese foi tranquilo, difícil foi a proposta de ação”, diz Sersie, candidata ao curso de medicina. “É desafiador escolher o melhor argumento e propor uma ação, isso sem extrapolar o número de linhas”, afirma Paullinne, que em 2012 alcançou 920 pontos na redação.

Alunos perguntam

Até quando devo estudar antes da prova do Enem? Qual é o tempo de descanso antes?

Letícia Antunes, de 17 anos, candidata ao curso de engenharia genética

Especialistas respondem

Estratégia de estudo é algo muito pessoal. Realmente, cada aluno se sente seguro de uma forma diferente, muitos precisam de uma revisada na véspera da prova, outros têm a sensação de que ela aumenta a ansiedade e não resolve mais nada. Mas o que eu recomendo é que se tenha um mínimo de um dia de total descanso antes da prova. Como a primeira prova do Enem cai num sábado à tarde, o adequado é que o último dia de preparação seja a quinta-feira. A sexta-feira deve ser de total repouso e associada apenas a atividades relaxantes e uma alimentação leve e equilibrada, com ingestão de muito líquido. Isso é necessário porque a prova é muito extensa e cansativa, exigindo do aluno uma preparação física tão boa quanto a acadêmica. Cada um deve fazer o que o deixar mais seguro, mas o recomendável é que se tenha um tempo de no mínimo um dia de descanso total.

André Ricardo de Castro, coordenador pedagógico do Sistema Elite de Ensino

 FIQUE ATENTO

Especialistas dão dicas para fazer uma boa redação e conseguir fazer a diferença na prova

» Leia muito

» Saiba interpretar o texto

» Esteja preparado para apresentar uma solução viável para o problema

» Esteja atualizado: leia jornais, revistas, veja telejornais. É preciso ter conhecimento de mundo

» Tenha cuidado com a linguagem, com o que você escreve

» O texto precisa ter coesão e coerência, os argumentos devem estar fundamentados

»  O aluno deve saber ler gráficos e tabelas

» É uma prova mais extensa, por isso administre bem o tempo

» O tempo varia de acordo com o aluno, mas fazer a redação em menos de uma hora é arriscado

» Pontue os itens que você vai usar como argumentação antes de redigir

» Não existe receita de bolo: pode-se começar o texto com referência histórica, enumeração, citação, a partir de um fato concreto

» Erre na sala de aula, ou seja, treine, leve para a correção e se atente às falhas

» Escreva com letra legível, capriche para que ela não dificulte a correção e não comprometa o entendimento do texto

FONTE: Estado de Minas.


Como selecionar textos não consecutivos no Word

 (Microsoft Word/Reprodução)

Trabalhamos com textos quase todo dia e muitas vezes gastamos um bom tempo aplicando formatação ou copiando blocos de texto de um local para outro. Imagine que você é um advogado e precisa copiar partes de uma petição para criar um novo documento. Se o texto não estiver contínuo, você precisa marcar cada frase ou parágrafo e usar o recurso de recortar e colar para inserir no novo documento.

O Word oferece um recurso muito interessante. Você pode selecionar palavras ou frases não consecutivas do texto, para aplicar um formato único a todas elas, ou simplesmente usar o recurso de recortar e colar.

Selecione no primeiro item uma palavra como exemplo. Em seguida, mantenha a tecla CTRL pressionada e continue a selecionar outras palavras em diferentes partes do texto. Depois de ter selecionado todo o texto desejado, libere a tecla CTRL. Agora você pode aplicar um efeito de texto, como negrito, ou qualquer outra formatação que julgar apropriada.

SELECIONE TEXTOS NA VERTICAL Você pode ter inserido colunas de texto em seu documento e, de repente, precisar copiar uma lista de itens que está em forma de coluna. Pelo método convencional de clicar e arrastar o mouse, você seleciona as linhas inteiras da faixa onde está o texto. Agora, se você mantiver a tecla ALT pressionada antes de iniciar a seleção do texto, poderá arrastar o cursor para as linhas de baixo sem que todas as linhas sejam selecionadas. Apenas a área retangular vertical marcada será marcada.

PARA SUBLINHAR DIFERENTE
 O botão sublinhado insere uma linha contínua abaixo de todas as palavras selecionadas. Você pode inserir diferentes estilos de sublinhar e até mesmo alterar a cor só do sublinhado. Para aplicar esses estilos diferentes, selecione o texto e clique no botão “S” da aba página inicial do Word. Na lista que é aberta, selecione o tipo de linha que deseja aplicar. Para alterar a cor, clique na seta ao lado do item “cor do sublinhado “ e selecione a desejada na caixa de diálogo que é aberta. Para voltar a cor ao padrão do texto, é preciso selecionar o item Automático dessa caixa.

FONTE: Estado de Minas.

OAB divulga gabarito da primeira fase do 11º Exame de Ordem

A candidata Juliana Regina Pereira foi para o local errado e perdeu o 11º Exame de Ordem (OAB) cuja primeira fase acontece neste domingo (18) Leia mais

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) divulgou o gabarito da primeira fase do 11º Exame de Ordem, que aconteceu no domingo (18). O candidato teve cinco horas para responder a 80 questões de múltipla escolha.

GABARITO DA PRIMEIRA FASE DO 11º EXAME DE ORDEM

Pre-pa-ra para me ver passar… No exame da OAB, é lógico! O professor Alexandre Sanchez chama a atenção pelo visual e aproveita para passar dicas de conteúdo em sua paródia do Show das Poderosas Leia mais

A segunda fase do exame deve acontecer em 6 de outubro de 2013 e terá, também, cinco horas de duração. Na segunda fase é cobrada a redação de uma peça profissional e aplicação de quatro questões discursivas sobre uma das seguintes áreas: direito administrativo, direito civil, direito constitucional, direito empresarial, direito penal, direito do trabalho ou direito tributário

Mantenha o controle emocional Leia mais

Redução do número de Exames

Está em debate na Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado uma possível redução do número de provas anuais para a obtenção do registro para exercer a advocacia. Atualmente, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) aplica três provas por ano (cada uma com duas fases). O objetivo, segundo Leonardo Avelino Duarte, coordenador do grupo, é diminuir para dois exames a cada ano.

“A redução [do número de provas] se faz necessária para que haja mais tempo de correção. É uma medida de segurança para aprimorar a prova e melhorar a logística. Com dois exames, daria tempo de preparar melhor as questões, de fazer outras revisões. Hoje o calendário é muito apertado”, disse o coordenador nacional do Exame de Ordem.

OAB da depressão: piada com exame.

Com mais de 222 mil assinaturas somadas, cinco fanpages fazem sucesso dentro do “universo jurídico” no Facebook. Nas páginas, os autores fazem piadas sobre a vida do estudante, o trabalho do profissional de direito, questões salariais e, ainda, o Exame de Ordem Unificado. Diante desse sucesso, separamos algumas imagens relacionadas ao Exame da OAB. O objetivo é levar um pouco de descontração para os candidatos mais aflitos relaxarem nos dias que antecedem a prova Leia mais

FONTE: UOL.


Eles ficaram mais rápidos e são multifuncionais mas baterias descarregam rápido. Saiba como fazer para economizar energia

Bateria

Gabriel Gontijo, de 21 anos, é publicitário e usa smartphone praticamente o dia todo para trabalhar e conversar com os amigos. “Comecei com um Blackberry e já achava que a bateria acabava rápido, mas com o iPhone 4S que uso agora, vi que pode ser bem pior”, conta. Para o publicitário, isso acontece devido à quantidade de aplicativos, música, internet, e claro, ligações que ele faz. Gabriel até experimentou um case que recarrega o smartphone sem a necessidade de tomada, mas não se adaptou ao produto. Quando a bateria começa a diminuir, o publicitário usa técnicas para diminuir a ansiedade de ficar sem o celular. “Quando a bateria está acabando e eu não tenho onde carregar, tiro o brilho da tela e não deixo a porcentagem de energia restante aparecer, que é para não sofrer por antecipação”, brinca. “Tenho carregadores em casa, no carro, na agência e durmo com ele carregando do meu lado”, conta.O fato é que fabricantes de smartphones, dispositivos cada vez mais potentes e capazes de executar uma enormidade de funções, não conseguiram ainda vencer o desafio de desenvolver baterias com maior durabilidade. Pelo contrário, elas duram menos que as dos celulares comuns, ainda que com vantagens sobre eles. “As baterias de hoje são de íon de lítio, e antes eram de lítio. Tínhamos que esperar o celular descarregar para fazer uma nova recarga e não viciar o aparelho. Hoje ela é uma bateria inteligente que possibilita carregar o celular a qualquer momento sem viciá-lo”, explica o professor do projeto Informática e Tecnologia da UFMG César Adriano Mendonça de Oliveira.

Ele explica que, por outro lado, quanto mais poderoso o processador, quanto mais núcleos ele tem, mais consome energia. O tamanho da tela também influencia no gasto. “A bateria de um tablet, por exemplo, quase não dura”, compara Oliveira. Mas há procedimentos que podem ser adotados para a bateria durar mais tempo. A primeira, ressalta o professor, é desligar as redes bluetooth, wi-fi e 3G quando não são utilizadas. Em locais fechados e bem iluminados, a dica é diminuir o brilho, o que reduz consideravelmente o consumo de energia. Veja abaixo dicas e aplicativos para economizar bateria (Marcella Brafman ).

MODO ECONOMIA
Desligue o wi-fi

Se o wi-fi está ligado sem necessidade, o aparelho gastará muita bateria listando todas as redes encontradas no local onde estiver. Isso é pior no trânsito, pois como o sinal das redes fica muito variável, o telefone tem que usar mais potência para transmitir os sinais de rádio. O mesmo vale para bluetooth, 3G e GPS. Desative as redes não utilizadas e torne a ligá-las apenas quando necessário.

Diminua o brilho
Deixar a tela com o mínimo de brilho não vai fazer muita diferença na hora de utilizar o aparelho em locais fechados. Em ambientes mais claros, vale procurar um meio-termo para iluminar a tela.

Encerre ou desinstale aplicativos não usados 
Se você não está mais usando um aplicativo, não há necessidade de ele permanecer ligado. Em Androids e IOS é possível encerrar qualquer um que esteja na ativa, ajudando a poupar bateria. Outra tática é deletar do sistema programas ociosos.

Sem notificações e sincronização automática
Facebook, Twitter, Gmail e Instagram são apenas alguns dos aplicativos que contam com função de notificação automática. Eles sempre baixam dados da web para o aparelho para avisar sobre novidade ou sincronizar informações, exigindo hardware e gastando mais energia. Desativar as notificações ou sincronização no menu de configuração do celular é a melhor maneira de economizar.

Ative o modo avião se não precisar de receber ou fazer chamadas
Muitas vezes é preciso trabalhar no telefone mas não são necessárias conexões externas. Ative o modo avião nesses momentos e a bateria durará mais.

Desligue o aparelho quando não puder usá-lo
Em cinemas, voos ou reuniões, deixe-o desligado. Caso cheguem ligações ou mensagens nesse período, será possível saber pelas mensagens de texto da operadora quando ligar o telefone novamente.

Evite os recursos de multimídia
Ouvir música, entrar no YouTube, jogar ou assistir a filmes estão na lista de ações que gastam muita bateria nos smartphones. Se não tem como carregar o telefone e a bateria já está no fim, evite gastá-la com esses recursos.

Bloqueie o aparelho
Parece óbvio, mas é importante bloquear o aparelho quando não estiver sendo usado. Mesmo com ele bloqueado, será possível receber chamadas e mensagens de texto, mas nada acontecerá quando houver um toque na tela. Você pode também configurar o intervalo de bloqueio automático para que o celular desligue mais rápido após um período de inatividade.

APLICATIVOS CAMARADAS
Depois de baixar aplicativos e jogos para o smartphone, uma boa dica é tomar mais cuidado com a duração da bateria do aparelho. Os usuários do Android podem contar com aplicativos que ajudam a prolongar a vida da bateria.

Juice Defender 
O aplicativo economiza o consumo da bateria controlando a APN (conexão de dados). Quando o dispositivo está no modo sleep, o aplicativo desativa todas as conexões de dados, não sincronizando e-mails, contatos e calendários. Aplicativo gratuito, em inglês.

Easy Battery Saver
Gerencia as conexões de rede (wi-fi e 3G), brilho da tela e tempo de hibernação do dispositivo para prolongar a vida da bateria. É possível personalizar ou acessar diretamente os modos General Saving, Saving e Super Power Saving. Aplicativo gratuito, em inglês.

Deep Sleep Battery Saver 
Permite ao usuário definir o horário que o aplicativo deverá desativar funções como wi-fi, bluetooth e 3G. Aplicativo gratuito, em inglês.

Advanced Task Killer 
Economiza a bateria do dispositivo ao fechar todos os programas que rodam em segundo plano. O usuário pode personalizar o aplicativo, selecionando quais deles podem ou não ser desativados. Aplicativo gratuito, em inglês.

FONTE: Estado de Minas.


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