Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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EDUARDO COSTA

panelaço

O melhor do 7 de setembro foi a decisão da presidente de fazer pronunciamento pela internet. Aliás, repetiu o procedimento do Dia do Trabalho e a razão é simples, como diz o velho ditado: gato escaldado tem medo de água fria. Encontrei inúmeras razões para aplaudir a novidade e queria dividir algumas delas com os caríssimos.
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A primeira é que, nas redes sociais, a leitura é opcional, individual e independe de horário. Ninguém terá de ver a programação interrompida, perder alguma notícia ou o melhor do filme para ouvir o que não quer. A segunda é que as pessoas se soltam mais nas chamadas redes sociais (prefiro mídias), tanto que, vez por outra, se arrependem do que dizem… Acho que dificilmente Dilma diria, no rádio e na TV, que começa a acreditar em erros. Não que tenha reconhecido, mas, deixou escapar um “se por acaso erramos…”.
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Claro que a mudança de estratégia deve-se ao medo das panelas. Todo mundo percebeu – inclusive o Palácio do Planalto – que, se continuássemos na toada de abril, haveria “panelaço” com muita frequência do país. Ora, na rede mundial de computadores, ficou sem hora marcada, desmobilizou as cozinhas, suavizou as janelas, contribuiu-se para a diminuição da poluição sonora nas grandes cidades. Não vem ao caso se foi apenas nas casas dos bacanas, com panelas cheias, etc…. Afinal, todo mundo é brasileiro e a presidente é a de todos.
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Fiquei pensando numa sugestão: por que a gente não decide que, a partir de agora, todo e qualquer pronunciamento de autoridade política será pela internet? Já pensou ficar livre dessa propaganda enjoada, todo dia, dez minutos da mesma lorota? Posso dizer com autoridade porque não estou entre os que não viram e não gostaram; assisto sempre, ainda que sob o xingamento de minha mulher. E lhes garanto: a mesma baboseira, aquele papo dirigido, programado, coisa de marqueteiro, do tipo fale sobre saúde, educação e segurança, defenda o direito das mulheres e senta o pau no governo… Uma nulidade!
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Outra coisa é a “Voz do Brasil”. Reconheço sua importância, seu conteúdo e seu alcance. Só não me conformo é de ser obrigatória e as 7 da noite. É um crime você privar o ouvinte de informação de trânsito, consequências de chuvas e todas as outras urgências do horário mais agitado das grandes cidades para ouvir as propostas dos senhores deputados. Esse horário tem de ser flexível! Vou pegar as panelas!

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FONTE: Hoje Em Dia.


O batuque dos indignados
Moradores de Belo Horizonte voltaram a fazer um panelaço contra o governo e a presidente. Buzinas e apitos reforçaram o protesto que durou o tempo do programa do PT em rede de TV
Dilma
Integrantes do movimento Brasil Livre e Patriotas, que pedem o impeachment da presidente, incentivaram o buzinaço na Avenida do Contorno com Olegário Maciel. Na Praça JK, na Avenida Bandeirantes, casal reforçou o panelaço da janela, enquanto no Bairro de Lourdes, dona Rosa, de 70 anos, preferiu ir para a rua

 (Tulio Santos/EM/D.A Press)

O PT até tentou pedir paciência à população e chamar a atenção para os avanços e conquistas do governo Dilma Rousseff a partir de um programa partidário com cara de superprodução. Mas, em vez dos petistas, muitos belo-horizontinos preferiram ouvir o som das panelas e das buzinas. Moradores ignoraram a ironia da legenda em relação à manifestação que usa caçarolas – o programa diz que, com as panelas, o PT continuará fazendo o que mais faz: “enchê-las e comida e esperança” – e, pela quarta vez este ano, orquestraram um sonoro panelaço contra o partido. O barulho vindo de carros e o piscar das luzes reforçaram os protestos, que duraram 10 minutos, tempo do programa.
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O Estado de Minas esteve presente em 20 bairros espalhados por toda a cidade e registrou as mais diferentes manifestações. Houve protesto no Anchieta, Centro, Lourdes, São Bento, Santa Lúcia, Sion, Mangabeiras, Funcionários, Santo Antônio e Serra, na Região Centro-Sul. Na Avenida Bandeirantes, que corta bairros da Zona Sul, junto do barulho nas janelas, motoristas não pouparam as buzinas.
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Os gritos de “Fora, PT” e “Fora, Dilma” reforçaram o coro daqueles que pedem o impeachment da presidente. Ontem, pesquisa Datafolha mostrou que o percentual da população brasileira que defende a abertura do processo de afastamento de Dilma pelo Congresso Nacional já chega a 66%. Os manifestantes também apagavam e acendiam as luzes de casa em sinal da insatisfação com a situação do país.
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Moradores do Bairro Nova Floresta, na Região Nordeste, também foram para as janelas mostrar a indignação contra o governo Dilma. Enquanto no Alto Barroca e no Grajaú, na Região Oeste, houve panelas e buzinas, do outro lado, no aglomerado Morro das Pedras, moradores ironizavam os manifestantes dos bairros de classe média com gritos de “Zero”.
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Em menor proporção, também houve protesto nos bairros Prado, na Região Oeste, onde os moradores soltaram fogos de artifício, Caiçara, na Região Noroeste, bairros da Graça e Concórdia, na Região Nordeste, e Manacás, na Região da Pampulha. Na Avenida Saramenha, no Bairro Aarão Reis, na Região Norte de BH, não houve manifestação. No interior de Minas, a exibição do programa do PT não gerou tantas reações como na capital.
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Foi o quarto protesto este ano contra o governo de Dilma Rousseff e o PT. O primeiro ocorreu em 8 de março, durante pronunciamento da presidente pelo Dia Internacional da Mulher. Em 15 de março, depois de manifestações de rua, novo panelaço aconteceu enquanto os ministros José Eduardo Cardozo, da Justiça, e Miguel Rosseto, da Secretaria-Geral da Presidência, concediam entrevista coletiva à imprensa, transmitida ao vivo pelas emissoras de TV. Em 5 de maio, houve novo panelaço durante programa partidário do PT.
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O protesto em decibéis
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Do alto do bairro São Pedro, a reportagem do Estado de Minas conseguiu medir com um decibelímetro o som do protesto de ontem à noite nos vizinhos Santo Antônio, Carmo e Sion. Em menos de 10 minutos, panelas, buzinas e apitos fizeram uma noite que registrava média de 62 decibéis – próximo do volume de uma conversa entre pessoas – saltar para uma média de 75 (altura do som produzido por uma serra circular) até o pico de 86 decibéis (mais alto que uma esmerilhadeira). Os ruídos chegaram a 80 decibéis quando o ex-presidente Lula entrou em cena, mas atingiram o pico quando Dilma apareceu.

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FONTE: Estado de Minas.


 

Dilma enlouqueceu e agora chama democracia de “golpe”.

Isso era pensamento da terrorista da VAR-Palmares, não de quem se fez presidente pelas urnas

Dilma

“Os deuses primeiro enlouquecem aqueles a quem querem destruir.” Em latim: “Quos volunt di perdere dementant prius”. A citação no singular é mais conhecida: “Quem vult deus perdere dementat prius” — “Deus primeiro enlouquece aquele a quem quer destruir”. Prefiro a citação com “deuses”. O problema de “deus”, no singular, é que a frase parece remeter ao Deus único, este nosso (ou meu, hehe), não àqueles vários do paganismo, que viviam atazanando os homens. É o que me ocorre ao tomar conhecimento do que Dilma afirmou nesta sexta. Ela pode estar perdendo o juízo. Leiam o que afirmou:

Numa caminhada na periferia de Porto Alegre, discursando sobre uma caminhonete, ela se saiu com a seguinte estupidez:
“Eles [oposição] jamais investigaram, jamais puniram, jamais procuraram acabar com esse crime terrível que é o crime da corrupção. Agora, na véspera eleitoral, sempre querem dar um golpe. E estão dando um golpe. Esse golpe nós não podemos concordar”.

Golpe? Que golpe? O golpe das urnas, presidente? Haver quem não vote no PT, então, agora é golpe? Uma eleição só é legítima quando vencida pelo PT? Se o seu partido perder, dona Dilma, será porque a maioria terá votado no seu adversário. Será, então, sinal, governanta, de que a maioria do eleitorado terá se transformado em golpista?

A fala é de uma estupefaciente irresponsabilidade. Até porque Dilma, que continua presidente da República, está afirmando, na prática, que, se ela perder a eleição, então o resultado não é legítimo. Se não é, então o PT poderá sair por aí botando fogo no circo. Golpista é a fala da petista!

Eles já recorreram a esse expediente em 2006. Essa tese tem “copyright”, tem autoria: Marilena Chaui, a militante do PT disfarçada de filósofa. Foi ela quem procurou dar alcance até acadêmico a essa vigarice naquele ano. Segundo essa senhora, denunciar o mensalão correspondia, imaginem vocês, a dar um golpe. Agora, para mostrar que somos legalistas, deveríamos todos nos calar diante do “petrolão”???

Sabem o que é isso? Sinal de desespero. Em dois dias, é o segundo golpe baixo — o primeiro é tentar fazer de FHC um inimigo dos nordestinos. Imaginem o que vem por aí. Dilma está se esquecendo de que ainda é presidente da República e que tal cargo lhe impõe uma especial responsabilidade.

Democracia como golpe, presidente? Esse pensamento ficava bem na terrorista da VAR-Palmares, não na pessoa que se elegeu por meio das urnas, as mesmas que, no momento, dão a vitória a seu adversário. Até que Dilma não comece a sentir vergonha do que disse, sentirei um pouquinho por ela, a tal vergonha alheia.

Texto publicado originalmente às 19h51 desta sexta

Por Reinaldo Azevedo

 


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 13/06/2014, 08:00.
NEM A AUSÊNCIA DE DISCURSO IMPEDIU A VAIA

Dilma é hostilizada durante abertura da Copa do Mundo em São Paulo

Houve xingamentos à presidente e à Fifa após o hino nacional.


Ao lado de Blatter, ela acompanhou abertura da Copa em Itaquera.

 

A presidente Dilma Rousseff, de verde, acompanha a cerimônia de abertura ao lado do presidente da Fifa, Joseph Blatter, na Arena Corinthians (Foto: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo)Dilma acompanha cerimônia ao lado do presidente da Fifa

A presidente Dilma Rousseff foi hostilizada durante a abertura da Copa do Mundo em São Paulo nesta quinta-feira (12).

Xingamentos contra a presidente foram ouvidos em dois momentos antes da partida: após a chegada de Dilma ao estádio e após a execução do hino nacional, já a poucos minutos do início do jogo. No segundo tempo, Dilma foi xingada mais duas vezes.

O vídeo acima mostra os gritos contra a presidente após a execução do hino. Houve também xingamentos contra a Fifa.

Os gritos com palavrões começaram na área VIP e se espalharam por outras partes das arquibancadas da Arena Corinthians.

Dilma não fez discurso durante a abertura. Vestida de verde, acompanhou o jogo ao lado do presidente da Fifa, Joseph Blatter, na Arena Corinthians, e Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

 Vaia na Copa das Confederações

No ano passado, Dilma foi vaiada em rápida aparição no Estádio Nacional Mané Garrincha antes da partida entre Brasil e Japão, na estreia na Copa das Confederações.

A presença dela foi anunciada pelo sistema de som logo depois que os jogadores das duas seleções entraram em campo. Ao lado dela, Blatter também foi alvo das manifestações da torcida.

Na ocasião, o suíço fez um breve discurso, no qual se disse muito feliz e chamou os torcedores de “amigos do futebol”. Quando se referiu a Dilma, o estádio inteiro vaiou, a ponto de Blatter cobrar respeito do público. “Amigos do futebol brasileiro, onde estão o respeito e o fair-play, por favor?”, disse, em 2013.

FONTE: G1.

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Rejeição faz Dilma desistir de discurso durante abertura da Copa do Mundo
Com índices de aprovação em baixa, presidente decide deixar os holofotes e se calar na abertura da Copa do Mundo hoje.
Oposição questiona pronunciamento de terça-feira

Brasília – Colocando em prática o conhecido bordão adotado por ela própria durante o pronunciamento em cadeia de rádio e televisão na noite de terça-feira (10), a presidente Dilma Rousseff optou por não falar nada nesta quinta-feira durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo, em São Paulo. O Estado de Minas apurou que, apesar de alguns ministros mais próximos acharem que ela poderia falar, ao menos, “estão abertos os jogos no Brasil”, como presidente anfitriã, ela achou melhor deixar os holofotes concentrados apenas na Seleção Brasileira. Nessa quarta-feira, a presidente esteve em Salvador, uma das sedes do Mundial, inaugurando um trecho do metrô da capital baiana.

Dois fatores pesaram para o silêncio presidencial. No ano passado, na abertura da Copa das Confederações, em Brasília, Dilma foi constrangida por uma vaia homérica, ao ser anunciada e ter a imagem exposta no telão. Naquele momento, a presidente tinha uma condição mais confortável nas pesquisas de avaliação de governo, com patamares de aprovação na casa dos 60%. Um ano depois, às vésperas de uma disputa eleitoral que se desenha mais dura do que no ano passado, a presidente depara-se com um cenário praticamente consolidado de segundo turno e uma aprovação pessoal pouco abaixo dos 40%. Uma vaia teria um efeito ainda mais dramático do que a de 2013, pois teria menos tempo de reação.

Ao círculo mais próximo, Dilma afirmou que este não é o momento de discursos políticos, mas a hora de a população aproximar-se dos jogadores da Seleção. Apesar de a Copa ser no Brasil e os atletas estarem concentrados desde o fim de maio na Granja Comary, em Teresópolis, ela jamais cogitou visitar a concentração dos jogadores. Quis, segundo interlocutores do governo, evitar que as pessoas a acusassem de “querer aparecer mais do que a Seleção”.

Em 2006, apesar de também estar com a popularidade arranhada pelo escândalo do mensalão, o ex-presidente Lula fez uma videoconferência com os jogadores brasileiros que se preparavam para a Copa da Alemanha. Na época, fez uma brincadeira com o atacante Ronaldo – o mesmo que se desentendeu recentemente com o governo após dizer que tinha “vergonha pela má organização da Copa” –, afirmando que algumas pessoas “diziam que ele estava acima do peso”. E quis saber se isso era verdade. O Fenômeno negou, lembrando que o próprio Lula sofria com algumas acusações de “que gostava de beber de vez em quando”. Os dois acabaram se reconciliando posteriormente.

Nessa quarta-feira, Dilma enviou uma mensagem aos jogadores, afirmando que eles devolveram “ao torcedor brasileiro a certeza de que esta Seleção e seus técnicos (Felipão e Parreira) estão aptos a repetir os nossos grandes feitos do passado e que nos deram cinco taças”. E acrescentou: “Poucas vezes vimos uma equipe tão entrosada com a torcida como a de vocês. O carinho que recebem nas ruas e nos estádios é o melhor testemunho de que todos acreditamos na sua capacidade de honrar o futebol brasileiro na Copa que ora organizamos. Meus votos são de que cada um jogue o que sabe. É o suficiente”, declarou a presidente.

Na opinião da presidente, tudo o que ela deveria dizer publicamente sobre a Copa foi dito no pronunciamento de rádio e televisão de terça-feira. Nele, ela afirmou que a Copa do Mundo será a Copa das Copas, que as obras de infraestrutura foram entregues, os aeroportos e os estádios estão prontos. Também respondeu, em um pronunciamento com caráter nitidamente eleitoral, que os investimentos em educação e saúde foram muito maiores que os gastos com a Copa do Mundo, em uma resposta às manifestações que usam o slogan “não vai ter Copa”, que invadiram as ruas desde junho do ano passado.

Oposição

A oposição segue questionando o pronunciamento presidencial. O PSDB vai entrar com uma representação por improbidade administrativa na Procuradoria Geral da República no Distrito Federal contra Dilma, alegando que ela aproveitou a cadeia de rádio e televisão para fazer propaganda eleitoral, ao enumerar a inclusão social vivida pelo Brasil nos últimos 10 anos e os investimentos em saúde e educação. O pré-candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), comparou o discurso presidencial à estratégia adotada no passado. “É triste a presidente da República querer reviver os tempos da ditadura, se apropriar do sucesso da eleição, para avisar ao Brasil que vamos ter Copa a partir desta quinta-feira (hoje). Isso é usar dinheiro público para fazer campanha eleitoral”, criticou Aécio.

FONTE: Estado de Minas.

Fifa confirma que Blatter e Dilma não farão discursos na abertura da Copa

Intenção é evitar vaias e não repetir cena da cerimônia antes do primeiro jogo das Confederações, em Brasília. Dirigente diz que ficará no Brasil durante todo o torneio

blatter dilma sorteio copa do mundo   (Foto: AFP)Dilma e Blatter durante o sorteio da Copa

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou nesta terça-feira que não fará discurso na Arena Corinthians, em São Paulo, na abertura da Copa do Mundo. Além disso, o dirigente confirmou que a presidente Dilma Rousseff também não falará na cerimônia que acontecerá antes do confronto entre Brasil e Croácia, no dia 12 de junho.

– Vamos fazer a cerimônia de uma maneira que não aconteçam discursos – afirmou o dirigente, em entrevista à agência de notícias alemã DPA.

A iniciativa da Fifa se deu por conta das vaias que a presidente Dilma recebeu durante discurso na abertura da Copa das Confederações. Naquela ocasião, Blatter ainda pediu respeito aos torcedores, mas em vão. O coro ficou ainda maior.

Blatter afirmou ainda que não crê em novos protestos no Brasil no período da Copa do Mundo. Na opinião do dirigente, a situação no país “já se acalmou”.

– Não sou profeta, mas estou convencido de que a situação já se acalmou.

Diferentemente da Copa das Confederações, quando deixou o Brasil no meio do torneio, Blatter afirmou que ficará no país até a decisão do Mundial, no dia 13 de julho. O dirigente também apostou no sucesso da competição.

– Os estádios vão funcionar. Esta não é a minha primeira Copa do Mundo.

FONTE: O Globo.


Dilma trai a voz rouca das ruas e só recebe líderes do Movimento Passe Livre

Tudo combinado – A farsa em que se transformou o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, feito na última sexta-feira (21) em cadeia de rádio e televisão, ganhou o primeiro capítulo de um enredo que é marcado pela mitomania.

Dilma disse que abriria espaço em sua agenda para conversar com representantes dos manifestantes, que nas últimas duas semanas tomaram as ruas do País, mas tudo não passa de mais um embuste com a chancela do Partido dos Trabalhadores.

A presidente receberá em palácio, nesta segunda-feira (24), os líderes do Movimento Passe Livre, grupo de esquerda radical que está vinculado a uma ONG que recebe dinheiro do governo federal. Ou seja, Dilma não quer ouvir a voz rouca das ruas, como disse diante das câmeras.

Dilma Rousseff

Entre o que Dilma prometeu durante a leitura do pronunciamento escrito pela equipe do marqueteiro João Santana e a capacidade de realização do governo há uma enorme distância. Qualquer ação para atender às reivindicações dos brasileiros descontentes demorará entre três a cinco anos para ter algum efeito.

O que a atual inquilina do Palácio do Planalto quer é continuar enganando a opinião pública até a eleição de 2014, o que lhe permitiria alimentar o sonho da reeleição, que pode ter se transformado em um irreversível pesadelo.

Receber no Palácio do Planalto os líderes do Movimento Passe Livre será um enorme equívoco, pois o grupo focou os protestos apenas na redução das tarifas de tarifas de transportes, ação encomendada para desestabilizar politicamente o governo de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O MPL deixou as manifestações logo após a revogação do aumento das tarifas em São Paulo, mas os protestos continuam. O que mostra que essa decisão da presidente poderá incendiar ainda mais os manifestantes.

FONTE: Jornal da Mídia.


Dilma (no centro) discursa na abertura da Copa das Confederações ao lado de Joseph Blatter

  • Dilma (no centro) discursa na abertura da Copa das Confederações ao lado de Joseph Blatter

A presidente Dilma Rousseff foi muito vaiada momentos antes do início da abertura da Copa das Confederações. Anunciada pelo alto-falante do estádio, ela fez caras de poucos amigos e limitou-se a dizer uma única frase no microfone, enquanto Joseph Blatter, presidente da Fifa, deu uma bronca na torcida pelo comportamento.

“Por favor, onde está o fair play de vocês”, disse o cartola, que também foi vaiado pelo público. Dilma, por sua vez, foi sucinta e ignorou os protestos. “Declaro oficialmente aberta a Copa das Confederações 2013”, disse ela, atropelando as vaias.

vaia

O momento embaraçoso repete uma outra história polêmica do país em grandes competições. Em 2007, na cerimônia que abriu o Pan do Rio de Janeiro, Lula estava no Maracanã e foi vaiado em todas as vezes que apareceu no estádio ou foi citado. Até por isso, ele quebrou o protocolo e não fez o pronunciamento tradicional de abertura.

“Na minha vida política, a vaia e o aplauso são dois momentos de reação do ser humano. A única coisa que eu, particularmente, fico triste é que eu fui preparado para uma festa. É como se eu fosse convidado para o aniversário de um amigo meu, chegasse lá e encontrasse um grupo de pessoas que não queria a minha presença lá”, afirmou Lula após o episódio, no programa “Café com o Presidente”.

A vaia só aumenta o clima tenso que cerca a abertura da Copa das Confederações. Durante todo o sábado, centenas de manifestantes protestaram nas cercanias do estádio contra os gastos com a competição.

Dilma e Blatter estão no camarote do Mané Garrincha. Perto deles está o desafeto de Dilma, José Maria Marin, presidente da CBF, mantido afastado pela presidente por conta de seu passado ligado à ditadura.

Neste sábado, no entanto, ela não pôde fugir de Marin. Ricardo Stuckert, fotógrafo oficial da CBF e que já trabalhou com Lula, conseguiu tirar uma foto em que Dilma aparece junto com o cartola, feito significativo para quem precisa comprovar força política de olho na eleição da CBF no ano que vem.

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FONTE: UOL.



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