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STF determina sequestro de R$ 9,6 milhões em contas de Cunha na Suíça
Procuradoria Geral da República diz que não há dúvida sobre titularidade das contas e que temia que dinheiro fosse movimentado pelo presidente da Câmara
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki autorizou nesta quinta-feira (22) o bloqueio e o sequestro de R$ 9,6 milhões depositados em contas secretas no exterior atribuídas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e familiares.

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A suspeita é de que o dinheiro seja produto de crime, portanto, propina do esquema de corrupção da Petrobras. Relator da Lava Jato no Supremo, o ministro atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

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A decisão foi motivada porque como o Ministério Público suíço transferiu as investigações sobre as contas de Cunha para o Brasil havia risco de a medida que impedia o acesso do presidente da Câmara aos recursos no exterior perder o efeito, o que permitiria a retomada de transações pelo peemedebista.
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O Ministério Público da Suíça identificou quatro contas na suíça que foram atribuídas a Cunha, sendo que há cópias de documentos do deputado mostrando que ele seria o real beneficiário, como passaporte diplomático, endereço de sua casa no Rio de Janeiro, além de assinatura.
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As autoridades da Suíça chegaram a bloquear, em abril deste ano, 2,469 milhões de francos suíços (R$ 9,6 milhões) de Cunha e de sua mulher, a jornalista Claudia Cruz, sendo 2,3 milhões de francos suíços do deputado (R$ 9 milhões).

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Os documentos indicam entradas de R$ 31,2 milhões e saídas de R$ 15,8 milhões, entre 2007 e 2015, em valores corrigidos.

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Os depósitos e retiradas foram feitos em dólares, francos suíços e euros. As informações enviadas pela Suíça mostram uma intensa circulação de dinheiro entre as quatro contas, não sendo possível calcular quanto do dinheiro movimentado foi gasto.

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Segundo os investigadores, parte do dinheiro movimentado por Cunha tem como origem um contrato de US$ 34,5 milhões assinado pela Petrobras para a compra de um campo de exploração de petróleo em Benin, na África.

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De acordo com os documentos, o empresário João Augusto Henriques, lobista que viabilizou o negócio no Benin, repassou 1,3 milhão de francos suíços (R$ 5,1 milhões) a uma das contas atribuídas a Cunha, entre 30 de maio e 23 de junho de 2011.

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Os depósitos foram feitos três meses após a Petrobras fechar o negócio na África. Apontado como um dos operadores do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras, Henriques está preso desde setembro em Curitiba.

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Atualizada às 18h53

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FONTE: O Tempo.


Dólar sobe a R$ 4,05 e bate recorde

Cotação comercial da moeda norte-americana frente ao real atinge o maior valor da história e reflete o nervosismo dos investidores com a situação política e econômica do país

Real

O dólar atingiu ontem o maior preço da história ao encerrar o dia cotado a R$ 4,054, uma alta de 1,83%. É a maior cotação nos 21 anos do Plano Real – antes, o pico ocorreu em 10 de outubro de 2002, quando a moeda dos EUA, entre o primeiro e o segundo turnos das eleições presidenciais, fechou a R$ 3,99. A crise política que assola o país e as ameaças à execução do ajuste fiscal – com a possibilidade de derrubada de vetos pelo Congresso Nacional que aumentam as despesas públicas – levaram os investidores a buscar proteção na divisa norte-americana. A falta de previsibilidade em relação à economia brasileira também levou a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) a encerrar o pregão em queda de 0,7%, aos 46.264 pontos.
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A cotação do dólar turismo chegou a R$ 4,270. Nem mesmo as intervenções do Banco Central estão freando a disparada da moeda dos Estados Unidos frente o real. Ontem, o BC não fez intervenções extras no mercado. Na segunda-feira, a autoridade monetária havia promovido leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) de até US$ 3 bilhões, que contiveram a alta do dólar por apenas quatro minutos.

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No mercado, os analistas temem que a possível elevação de gastos do Executivo tenha como consequência o rebaixamento da nota de crédito do país por mais uma agência de classificação de risco. Caso isso ocorra, haverá uma fuga de capitais para mercados maduros, e a moeda estrangeira encarecerá ainda mais. Os brasileiros sentirão no bolso essa alta do dólar na hora de viajar para outros países ou até mesmo quando forem à padaria comprar um pão. O trigo, matéria-prima para fazer o pão francês, subirá, em média, 5% e isso será repassado aos consumidores.
Em meio às incertezas políticas, o real já desvalorizou 52,6% em relação ao dólar desde o início do ano. Essa depreciação só é menor do que a do rublo, moeda oficial da Rússia, que já perdeu mais de 60% do valor ante a divisa norte-americana. Sem a certeza de que o país conseguirá executar os ajustes para equilibrar as contas públicas, os agentes econômicos preferem comprar a moeda estrangeira para se proteger do que investir diretamente no Brasil.

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Dados do Banco Central comprovam que não há falta de dólares no país. De janeiro a agosto, o fluxo cambial é positivo em US$ 11,2 bilhões e nos primeiros 18 dias de setembro, de US$ 383 milhões. O gerente de Câmbio da Fair Corretora, Mário Batistel, explicou que há oferta da moeda norte-americana na economia brasileira, mas as incertezas em relação ao futuro levam os investidores a desconfiar dá capacidade do governo de ajustar as contas públicas para tornar o país atrativo para receber investimentos.

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“O preço do dólar está totalmente atrelado ao cenário de crise política. Sem previsibilidade para os próximos meses, os investidores montam posições em dólar para se proteger de qualquer problema maior. Nesse ambiente, o mercado toma uma posição defensiva. Todos temem que ocorra uma ruptura maior, que levará o país para o buraco”, comentou. Os investidores agora vão na direção oposta à que o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, pregava em outubro do ano passado. “Vai quebrar a cara quem apostar na alta do dólar”, disse ele quando a cotação comercial da moeda dos EUA estava em R$ 2,43.
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Efeitos Na opinião do sócio da Rosenberg Partners Marcos Mollica, além da crise política, o mercado questiona a capacidade do governo de executar as medidas anunciadas para equilibrar as contas públicas. Conforme ele, poucos cortes de despesas foram anunciados e o ajuste passa pelo aumento de receitas por meio do aumento de tributos. “Há uma preocupação com a falta de âncora fiscal”, disse. Para Mollica, o encarecimento do dólar aumentará as pressões inflacionárias nos próximos meses.

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Na opinião dele, se nos últimos meses os repasses da alta da divisa norte-americana para os preços foram moderados em meio à recessão econômica, a tendência é de que aumentem daqui para frente. “Se o dólar permanecer nesse patamar, os empresários terão que reajustar os valores de mercadorias e serviços. E o BC será obrigado a aumentar juros, porque há um efeito carregamento para o próximo ano”, destacou. O economista-chefe da GO Associados, Alexandre Andrade, afirmou que a tendência é de que o dólar termine o ano próximo de R$ 4 e que em 2016 ultrapasse esse patamar em virtude da crise política.

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Análise da notícia – Injeção direta na taxa de inflação

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Marcílio de Moraes
Mais do que encarecer as viagens ao exterior, a disparada do dólar vai pesar no bolso de todos os brasileiros. É uma injeção direta na taxa de inflação do país no curto prazo, capaz de anular a desaceleração provocada pela redução dos preços dos alimentos. Com a economia desaquecida, o repasse da alta da moeda dos Estados Unidos para os preços internos não será imediato, mas será inevitável. Do trigo importado aos componentes eletrônicos para os mais diversos aparelhos, passando pela gasolina, o Brasil ampliou nos últimos anos o grau de inserção dos importados na sua economia e o preço a ser pago virá agora. Com forte influência da crise política e sem sinais claros de que ela se dissipará, o dólar seguirá sua trajetória de alta. Já há quem aposte que ele chegue a R$ 4,50. Benéfica para as exportações, uma cotação nesse patamar vai ser danosa para a grande parte da sociedade brasileira.

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FONTE: Estado de Minas.


Valadólare$ again

 

Crise põe valadarenses de novo rumo aos EUA, de onde muitos já tinham voltado

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Governador Valadares e cidades próximas do Vale do Rio Doce ficaram famosas pela fuga de trabalhadores para os EUA. Mas, a partir de 2008, com a crise mundial abalando a economia norte-americana, muitos regressaram. O Brasil resistia à turbulência.

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Hoje, porém, é a economia brasileira que desmorona. E, com a inflação alta arrochando o custo de vida, o desemprego assombrando (só em abril, o país fechou 98 mil vagas) e a disparada do dólar, foi deflagrada nova onda de emigração para a terra do Tio Sam. Foi o que constatou a reportagem do EM na região de Valadares.

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“Muita gente tinha voltado. Agora, estão indo novamente para lá”, atesta Paulo Costa, presidente da Associação dos Parentes e Amigos dos Emigrantes.

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O caso de Geisiany Euriques, de 29 anos, é exemplar. “Retornei a Valadares em 2011. Desde então, não consegui emprego com carteira. Nos Estados Unidos, como babá e na limpeza, tirava R$ 3 mil. Vou tentar o visto para voltar.”

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Sonho americano: o retorno
Moradores de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, que já viveram nos Estados Unidos se organizam para voltar à terra do Tio Sam. Recessão no Brasil e alta do dólar são motivações

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Governador Valadares – Waltency Vieira, de 54 anos, morou cinco anos nos Estados Unidos, onde ganhou a vida na faxina e em salões de beleza. “Houve época que tirei US$ 300 (R$ 900) por dia. No Brasil, como cabeleireiro, faço menos de R$ 100 (US$ 33,3)”, comparou o morador de Governador Valadares, cidade do Vale do Rio Doce conhecida por exportar uma multidão para a terra do Tio Sam desde a década de 1960, quando engenheiros norte-americanos que chegaram à região para a ampliação da estrada de ferro Vitória–Minas despertaram na população o desejo pelo glamour de um país com a economia sólida (leia box).

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Muitos desses migrantes voltaram à terra natal, a partir de 2008, em razão da crise econômica mundial, que enxugou empregos e renda nos Estados Unidos. O Brasil foi um dos últimos países a sentir os efeitos da recessão, porém, nos últimos meses, o Palácio do Planalto não consegue controlar a disparada dos preços de mercadorias e serviços. Tampouco reduzir taxas de juros e frear a cotação de moedas internacionais, como o dólar.
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Para se ter ideia, a moeda americana disparou 53,8% em relação ao real em 12 meses, de R$ 2,21, em 22 de maio de 2014, para R$ 3,04, na mesma data de 2015. Já o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que, na prática, é uma prévia da inflação oficial, subiu 8,24% no acumulado de 12 meses – acima do centro da meta (4,5%) estipulado pelo governo para todo o ano de 2015.
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O avanço do dólar e o aumento do custo de vida no Brasil despertaram o desejo de muitos valadarenses em novamente migrar para o país de Barack Obama. Waltency, o cabeleireiro, é um deles. Desta vez, ele quer levar a mulher e os três filhos: “Se Deus quiser, iremos todos”. O que ele e os conterrâneos desejam é fugir de indicadores fomentados pelo aumento da inflação, como o desemprego. A taxa de desocupados no Brasil foi de 4,9%, em abril de 2014, para 6,4%, em igual mês deste exercício.
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Em sentido oposto, o rendimento médio do brasileiro recuou 2,9% no mesmo intervalo, de R$ 2.208,08 para R$ 2.138,50, o que ajudou na redução do consumo no país. No salão de Waltency, por exemplo, o serviço despencou pela metade. “Diariamente, há mais ou menos um ano, eu atendia de 16 a 20 pessoas. Hoje, em média, apenas oito. Havia três colaboradores no salão. Em razão da queda na demanda, agora trabalho sozinho.”
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O lamento do cabeleireiro ajuda a entender o porquê do retorno da migração de Valadares para a América. “Muita gente que foi para os Estados Unidos retornou à região (com a crise de 2008). Agora, com a alta do dólar, vários estão indo novamente para lá”, conta Paulo Costa, presidente da Associação dos Parentes e Amigos dos Emigrantes (Aspaemig). Ele acrescenta: “A alta do dólar é ruim para o Brasil, mas para Governador Valadares é boa”.

Waltency Vieira chegou a tirar US$ 300 por dia com o trabalho no hemisfério norte e quer repetir o feito
Waltency Vieira chegou a tirar US$ 300 por dia com o trabalho no hemisfério norte e quer repetir o feito

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DINHEIRO DE FORA 
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Quem mora na maior cidade do Vale do Rio Doce entende bem a ênfase do presidente da entidade. Afinal, a remessa de dólar é uma das principais engrenagens da economia do município. Edna Maria dos Santos, de 43, e o marido, Antônio Dias, de 36, que o digam. Eles conseguiram montar uma loja especializada em moda americana com o recurso enviado por uma irmã.
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“Somos 10 filhos vivos, dos quais cinco moram na América. Uma irmã investiu uma grana na montagem da loja. Eu e meu marido entramos na sociedade com a mão de obra”, conta Edna dos Santos. O nome do estabelecimento faz uma criativa alusão à relação entre Valadares e os Estados Unidos: USA & Use.
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A loja do casal fica no Bairro Santa Rita, na entrada de Valadares, onde também mora Geisiany Euriques, de 29. Ela passou sete anos na terra do Tio Sam, onde limpou casas e cuidou de crianças. “Meus pais também foram e juntamos um bom dinheiro.” A família hoje tem quatro imóveis. Geisiany é uma das moradoras que planejam voltar à América: “Retornei a Valadares em 2011. Desde então, não consegui emprego com carteira assinada. Nos Estados Unidos, como babá e na limpeza, tirava R$ 3 mil. No Brasil, coloquei currículo em tudo quanto é canto e nada. Vou tentar o visto este ano”.
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O mesmo fará a auxiliar administrativa Fernanda Miliano Ribeiro, de 24, e o marido, Leandro Ribeiro Neto, de 29. Ele morou em Boston de 2004 a 2009, quando voltou ao Vale do Rio Doce e construiu quatro casas com o dinheiro que juntou como lavador de carro e de vasilhas. Também foi pintor. Desde o retorno, porém, não conseguiu emprego com boa remuneração. Daí a decisão dele em aproveitar a alta do dólar e convencer a esposa a se mudar para a América.
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O casal vai tentar o visto nos próximos meses e, se tudo der certo, parte tão logo ela finalize a faculdade de administração, no segundo semestre. “O salário meu e o do meu marido somam R$ 2 mil mensais. Devemos conseguir nos EUA em torno de R$ 9 mil por mês. Temos familiares lá há quase uma década”, conta Fernanda, acrescentando que o dinheiro que eles conseguirem deve ser investido em imóveis na terra natal.

Edna dos Santos e Antônio Dias abriram a USA & Use com o recurso que veio de fora: motivação familiar
Edna dos Santos e Antônio Dias abriram a USA & Use com o recurso que veio de fora: motivação familiar

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De Tijolo Em Tijolo 
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Aliás, as remessas de dólares sustentam a construção civil na cidade. José Elias da Costa, um mestre de obras de 55 anos, construiu cinco casas geminadas em Valadares neste ano dessa forma. “São de pessoas que moram nos Estados Unidos e levantam residências para alugar. Quero fazer o mesmo”, deseja Elias, que morou na terra do Tio Sam por três anos. “Planejo voltar, porque o dólar está em alta. Vou tentar o visto nos próximos dias.”
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A remessa da moeda americana é tão importante para a economia da cidade que há tempos resultou na criação de uma palavra curiosa, pronunciada no plural: valadólares. Ela traduz a realidade dos valadarenses que enviam ou recebem o dinheiro suado ganho nos EUA.
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A ORIGEM DA FAMA

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Um grupo de norte-americanos chegou a Valadares, na década de 1940, para a expansão da estrada de ferro Vitória-Minas. Foi uma época de grande desenvolvimento na região e moradores associaram os bons resultados da economia local à presença dos estrangeiros. A ida de valadarenses à terra do Tio Sam começou duas décadas depois. Os primeiros que foram, retornavam com boa quantia de dólares ou ficavam por lá e enviavam grandes cifras aos familiares. Na década de 1980, enquanto jovens de cidades pequenas migravam para as capitais brasileiras, os de Valadares rumavam para os Estados Unidos. Nascia, assim, os valadólares.

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FONTE: Estado de Minas.


Ação de marketing prometia dar o dinheiro a quem conseguisse violar o material com os pés.

Mas ninguém conseguiu

Divulgação

Vidro é revestido com filme desenvolvido pela multionacional

 

 

A multinacional 3M tem tanta certeza de que seus vidros de segurança são inquebráveis que lançou uma campanha excepcional: colocou pilhas de dinheiro equivalentes a US$ 3 milhões dentro de um vidro em um ponto de ônibus na cidade de Toronto, Canadá.

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A empresa desafiou quem conseguisse violar o vidro com os pés a levar o dinheiro para casa como prêmio. O anúncio viralizou rapidamente na internet nos últimos dias. Mas de acordo com o site Gizmodo, na verdade só havia US$ 500 disponíveis no ponto – o restante era dinheiro falso.

De toda forma, se o desafio fosse alcançado por alguém – o que não ocorreu –, a multinacional se dispôs a pagar os US$ 3 milhões posteriormente. Um segurança esteve presente durante a ação de marketing para garantir que as regras do desafio fossem cumpridas.

De acordo com o site Liberty Voice, a ação que fez sucesso na internet esta semana, na verdade, ocorreu em 2005 e durou apenas alguns dias. O vidro em questão foi coberto com um filme desenvolvido pela 3M com o nome de Scotchshield, que pode ser colado a qualquer superfície do material para torná-lo mais resistente.

FONTE: iG.



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