Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Confusão acirra debate sobre horário da folia no Santa Tereza  

Irregular. Evento de Carnaval realizado anteontem na praça Duque de Caxias terminou com três baleados

FONTE: O Tempo.


Pré-carnaval no Bairro Santa Tereza termina com tiroteio e três pessoas baleadas

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Um ensaio de pré-carnaval realizado no Bairro Santa Tereza, um dos mais tradicionais de Belo Horizonte, terminou com três pessoas baleadas na noite deste domingo. Os disparos foram efetuados na Praça Duque de Caxias, que fica ao lado da sede do 16º Batalhão da PM.De acordo com testemunhas, os tiros foram dados após uma confusão. Houve correria e pânico, uma vez que uma multidão participava da festa. A polícia acredita que os responsáveis pelos disparos tinham como alvo Wellington Oliveira Silva, de 27 anos. Ele foi alvejado por quatro tiros, sendo dois no abdômen e outros dois nas costas.

Mesmo ferido, Wellington conseguiu correr até a entrada do Batalhão da PM e foi levado por militares para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, onde permanece internado em estado grave.

Os outros feridos foram socorridos por populares. Sérgio Emanuel de Oliveira, de 21 anos, levou dois tiros, foi levado ao João XXIII e já recebeu alta médica. A terceira vítima é um adolescente de 13 anos, atingido na perna. Ele está internado no Pronto-Socorro João XXIII, mas não corre risco de morrer.

Apesar da proximidade com o 16º Batalhão da PM, ninguém foi preso.

Executado

Outra ocorrência envolvendo o pré-carnaval de Belo Horizonte foi registrada no Bairro Vera Cruz. Na madrugada desta segunda-feira, Davidson Teixeira da Silva, 19 anos, estava em uma festa de pré-carnaval no Bairro Pompeia.

De acordo com informações do irmão da vítima repassadas à PM, Davidson deixou a festa em uma moto. Ele foi seguido por dois homens, cercado na Avenida dos Andradas e executado com sete tiros na cabeça.

Ouça as informações com André Santos

Fonte: Rádio Itatiaia

 

FONTE: Itatiaia.


Resultados positivos no Ideb vêm de ideias simples, que levam aluno a gostar das aulas

Escolas estaduais de Minas, uma delas pela terceira vez consecutiva, estão em primeiro lugar no Ideb e revelam o segredo do bom desempenho

 

O pequeno Denys, da Escola Estadual Duque de Caxias, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte, no dia de aprender a ler as horas: liberdade para interpretar as lições<br /><br /><br />
 (Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS)
O pequeno Denys, da Escola Estadual Duque de Caxias, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte, no dia de aprender a ler as horas: liberdade para interpretar as lições

Direção e professores da Escola Estadual Duque de Caxias, no Bairro Santa Helena, na Região do Barreiro, conjugam diariamente quatro verbos que garantem o bom desempenho dos alunos: planejar, monitorar, avaliar e corrigir. Foi com esse direcionamento que a escola alcançou, pela terceira vez consecutiva, o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais (1º ao 5º ano), em Belo Horizonte. Obteve 7,9, nota superior aos 7,7 de 2011 e aos 7,5 conquistados em 2009.

A nota divulgada pelo Ministério da Educação (MEC), com base em dados do ano passado, está acima da média na rede estadual de Minas, que foi de 6,2 para essa faixa de ensino, e é ainda superior ao Ideb da rede particular, 7,6. Mas qual é a fórmula do sucesso da Duque de Caxias e de outras instituições mineiras que ocupam lugar de destaque no levantamento? A diretora Maria Eliza Mendes de Almeida Resende, há 14 anos no cargo, garante: “Não há segredo, apenas defendemos o direito de o estudante aprender, o que é dever da escola”.

O dia de ontem foi de muitas atividades e também de alegria para educadores, funcionários e estudantes da unidade. Na sala dos professores, havia o recado sobre o resultado de Ideb. “Estamos realmente muito felizes, pois o nosso objetivo é fazer o aluno aprender. Esse é o princípio básico e trabalhamos com vários projetos. Se há algum problema, o resolvemos com intervenções pedagógicas na hora certa. Todos os projetos obedecem a um diagnóstico contínuo, dentro de um planejamento bem feito e avaliação permanente. Temos uma filosofia de trabalho bem definida”, diz a diretora.

Logo na entrada da escola está a frase do educador Paulo Freire: “Só desperta paixão de aprender quem tem paixão de ensinar”. Maria Eliza se orgulha de levar adiante o lema e explica que a espinha dorsal da escola está no projeto de leitura para os 560 alunos na faixa etária de 6 a 10 anos. “Articulamos as diversas disciplinas com projetos de leitura. O estudante precisa gostar de ler para entender e interpretar.” Maria Eliza destacando ainda a participação das famílias dos alunos.

Na aula da professora Marise de Oliveira Rodrigues, meninos e meninas estudam a história da Branca de Neve, enquanto aprendem a ler as horas. O jeito bem criativo de ensinar está numa maçã e num relógio. “É preciso haver encantamento e as aulas precisam ser atrativas”, diz Maria Eliza. Ingrid Mel Silva, de 8 anos, conta que gosta muito de ler e tem entre suas histórias preferidas A pequena sereia. Também na primeira fila, Denis Lopes de Carvalho faz coro às palavras da colega e, como toda criança, avisa que adora a hora do recreio.

Em BH, outra escola estadual alcançou o primeiro lugar do Ideb pela atuação nos anos finais (6º ao 9º ano). Com nota 6,2, a Escola Estadual Pedro II, no Bairro Santa Efigênia, superou a média da rede de educação mineira (4,7) e se manteve acima da média das unidades estaduais no Brasil, que tiveram nota 4. Para o diretor Tiago Dias, o sucesso é resultado de uma soma de ações. “Trabalhamos com o aluno de forma personalizada. Desse modo, ele recebe atenção especializada e é atendido, pontualmente, naquele conteúdo em que apresenta deficiência. Temos um forte trabalho de intervenção pedagógica”, afirma.

Como a Pedro II funciona em tempo integral, os estudantes têm atividades complementares no contraturno escolar, como música, artes cênicas, aulas de espanhol, educação patrimonial e reforço, que, segundo o diretor, fazem diferença no aprendizado. Todas essas iniciativas, de acordo com Tiago, superam uma grande dificuldade da instituição, que é o caráter heterogêneo das turmas. “Por estar localizada na Região Central, a Pedro II recebe alunos de todas as classes sociais, das mais diversas regiões da cidade e também de municípios vizinhos. Ainda assim, conseguimos alcançar um equilíbrio.”

No interior, duas escolas estaduais tiveram nota ainda maior do que as unidades de BH. A Professor Modesto, em Patos de Minas (Alto Paranaíba), e Antero Magalhães e Aguiar, em Santa Rosa do Serro, estão empatadas com 8,2. “A educação em tempo integral faz toda a diferença. Fora do horário normal das aulas, todos os funcionários se envolvem naqueles pontos em que os alunos têm maior dificuldade”, diz o diretor da Antero Magalhães e Aguiar, Walisson de Souza. A unidade funciona desde 2007 em um prédio antigo, sem sala de informática e quadra de esportes. “Estamos felizes. A pontuação mostra que o trabalho dá bom resultado mesmo sem a melhor infraestrutura.”

CAMPEÃO As notas do Ideb 2013 mostram que Minas vai bem no ensino fundamental. Com os resultados, a rede estadual se consolidou em primeiro lugar no ranking nacional, tanto nos anos iniciais (1º ao 5º ano) quanto nos finais (6º ao 9º ano). Para as primeiras séries, esta é a terceira vez que o estado se destaca como campeão no país. Já o ensino médio ainda é o grande desafio. Entre as 27 unidades da federação, 23 não atingiram a meta estabelecida pelo MEC. Com o índice de 3,6, Minas ficou 0,4 ponto abaixo da meta de 4 pontos determinada pelo órgão e, na média nacional, o índice de 3,4 do Brasil se manteve igual ao de 2011, também inferior ao previsto para 2013, que era de 3,6.

Saiba mais

Como é feita a Avaliação

Feito a cada dois anos, o Ideb é um instrumento usado pelo Ministério da Educação desde 2005 para medir a qualidade do ensino no Brasil. O índice é calculado a partir da combinação do desempenho dos alunos no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e rendimento escolar (taxa de aprovação). O fator desempenho é medido com base nas notas dos alunos na Prova Brasil, nas disciplinas língua portuguesa e matemática, aplicadas para todos os alunos do ensino fundamental no país. No ensino médio, a análise é feita por amostragem estatística. Em 2013, 75 mil estudantes foram avaliados nas provas do Saeb, nas redes pública e privada do país. Já os dados que indicam as taxas de aprovação são obtidos por meio do Censo Escolar.

Desafios que a rede tem de superar

Enquanto algumas unidades de ensino celebram bons resultados, outras têm missões desafiadoras para melhorar a aprendizagem. Em BH, as escolas Municipal Oswaldo Cruz e Estadual Professor Ricardo de Souza Cruz foram as piores colocadas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A primeira, com nota 2,2, ocupa o último lugar no ranking dos anos iniciais do nível fundamental (1º ao 5º ano), ao passo que a estadual alcançou 2,4 nos anos finais (6º ao 9º ano).

Diretora da Oswaldo Cruz, Jaqueline Correa atribui a má classificação ao perfil heterogêneo das turmas recém-chegadas à escola. “Este é o segundo ano que atendemos alunos nos anos iniciais. É um público que veio de diversas escolas da região e com características socioculturais variadas.” Apesar disso, ela diz ter ficado surpresa com o resultado: “Não imaginei que a nota fosse tão abaixo da média. Mas isso confirma o déficit na aprendizagem, que precisa de prazo para ser trabalhado”.

No ensino socioeducativo, a Escola Estadual Jovem Protagonista, que atende 380 alunos na faixa etária de 15 a 20 anos, sendo 90% do sexo masculino, obteve o pior resultado da capital (nota 1,1) entre os anos finais do ensino fundamental. A diretora da instituição que atende a sete centros socioeducacionais, Cláudia Alves, diz que a escola tem características diferentes das demais, pois educa jovens que aguardam sentença, num prazo de 45 dias, ou cumprem, por até três anos, as determinações judiciais.

“Mesmo assim, temos resultados de aprendizagem acima do esperado. Nosso desafio é duplo: ensinar e reatar os laços que os internos perderam com a escola, em média de cinco anos”, disse Cláudia, que se mostra triste com a avaliação.

De acordo com a secretária de Estado da Educação, Ana Lúcia Gazzola, várias razões podem explicar os abismos de aprendizado entre escolas de uma mesma rede. Segundo ela, como o sistema público de ensino é democrático, recebe alunos heterogêneos e uma rede também diversificada, com unidades na sede do município, nos distritos, na zona rural, em comunidades indígenas e assentamentos, entre outros locais. Ainda segundo Ana Lúcia, nem sempre o ambiente familiar, no sistema público, reforça o significado e o valor da escola e, assim, não se envolve na vida do aluno dentro da instituição.

Outro desafio, que vem sendo vencido, de acordo com a secretária, é a distorção idade série, com alunos fora da faixa etária para a classe escolar. “Temos programas específicos para atuar nessas dificuldades. O PIP (Programa de Intervenção Pedagógica) é um deles, com atuação direta nas dificuldades dos estudantes. Também temos investimentos em infraestrutura e um trabalho permanente de capacitação para todos os educadores da rede”, afirma.

FONTE: Estado de Minas.

Reduto da boemia de Belo Horizonte será tombado

Processo de tombamento se iniciou e já está sendo feita a atualização do inventário dos imóveis do bairro Santa Tereza, na região leste da capital. Proprietários podem contar com isenção de IPTU

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Considerado um lugar pacato até pouco tempo atrás, o Santa Tereza se tornou referência cultural na cidade e mesmo reduto de boêmios

O tradicional bairro de Santa Tereza em Belo Horizonte possui vários símbolos. A música, marcada pelo surgimento do Clube da Esquina, no final da década de 1960; a boemia, representada pelos diversos bares e restaurantes; o ar interiorano; e, agora, o carnaval, impulsionado pelos blocos de rua, que ressurgiram em BH, tendo o bairro como um dos berços. Entretanto, na medida em que a capital mineira cresce, aumentam também as especulações imobiliárias e o temor de que tais traços – que marcam há anos o bairro – sejam engolidos pelo avanço da metrópole. Esse é um dos motivos pelo qual o processo de tombamento do bairro foi retomado e a previsão é que ele se concretize ainda este ano.

Apesar de a palavra “tombamento” remeter, em tese, a algo benéfico e saudável, os moradores do bairro querem mais explicações sobre o processo. “Temos percebido que há muitas dúvidas sobre como será feito, quais imóveis serão tombados e o que isso implicaria aos proprietários”, diz Karine Carneiro, integrante do Movimento Salve Santa Tereza. Na última quarta-feira, dia 12, durante assembleia dos moradores, ficou decidido a realização de um novo encontro – ainda sem data definida – com arquitetos e urbanistas, além de representante da prefeitura de BH (PBH) para esclarecer o assunto.

Quem está tocando o processo de tombamento é a Fundação Municipal de Cultura (FMC), por meio da diretoria de patrimônio. “A proteção por tombamento é uma medida complementar à proteção já estabelecida pela Área de Diretrizes Especiais do Santa Tereza, atuando especificamente como um instrumento para a preservação da memória da ocupação do bairro por meio da proteção das edificações”, afirma Leônidas José de Oliveira, presidente da FMC.
Ele explica que, atualmente, a Diretoria de Patrimônio Cultural da PBH está atualizando o inventário das edificações de interesse cultural. A previsão é que a lista seja apreciada pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município, em uma reunião aberta ao público. “A expectativa é que até abril o estudo seja finalizado e encaminhado para análise do conselho”, completa Leônidas.

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Até a década de 1980 o bairro não atraía os interesses imobiliários

Clima de interior

Para entender os motivos que levaram o bairro a conservar certa “aura” de cidade do interior, mesmo sendo vizinha da região central, é preciso voltar ao passado. Até a primeira metade do século XX, Santa Tereza, apesar de estar bem próximo à avenida do Contorno, era considerada distante do centro da cidade. “Na década de 1950, o bairro já presenciava a construção dos primeiros edifícios residenciais de pequeno porte. Mas, ainda assim, até meados dos anos 1970, o bairro carecia de infraestrutura básica, além de sofrer com as constantes inundações causadas pelas chuvas nas regiões lindeiras ao vale do Ribeirão Arrudas”, explica Leônidas Oliveira, presidente da FMC.

Portanto, durante um bom tempo, o bairro não se mostrava como uma região atraente aos empreendimentos de maior porte. O trânsito, principal problema das grandes cidades, não representava um entrave, já que o bairro não era – e ainda não é – um local de passagem. Consequência disso? Baixa densidade populacional, menos prédios e a conservação de imóveis do início do século XX.

Só a partir da década de 1980 que o bairro se tornou “interessante” para os empreendimentos imobiliários. “As mudanças no padrão de ocupação permaneceram ao longo dos anos 1990, quando o bairro se tornou, pela primeira vez, objeto de grandes obras, como a construção, em 1992, do viaduto que passa sobre a avenida dos Andradas, ligando Santa Tereza a Santa Efigênia e a construção da estação de metrô, inaugurada no ano seguinte”, lembra Leônidas.

Ainda na década de 1990, época da elaboração do Plano Diretor da Cidade, os moradores do bairro se mobilizaram, preocupados com uma possível descaracterização da região. Nessa época surgiu o Movimento Salve Santa Tereza. Outras entidades apoiaram o movimento, que culminou com a aprovação do artigo 83 da Lei 7166/96, que transformou o bairro em uma Área de Diretrizes Especiais (ADE). Tal iniciativa preservou os traços marcantes do Santa Tereza, sobretudo dos novos prédios, que não mais poderiam ultrapassar nove metros de altura.

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Principais características do tombamento 

  • O tombamento não interfere em nada em relação à propriedade do imóvel tombado, que pode ser vendido, alugado ou modificado, desde que sejam mantidas as características físicas que motivaram a proteção e os parâmetros estabelecidos pela legislação urbanística
  • Os proprietários de imóveis tombados contam com mecanismos de incentivo à preservação da edificação, como a isenção de IPTU para os bens em bom estado de conservação
  • Os proprietários podem solicitar recursos para restauração da propriedade, em caso de necessidade, apoiados nas leis de incentivo à cultura. É preciso cadastrar no Programa Adote um Bem Cultural
  • Por meio da Transferência do Direito de Construir, o proprietário do imóvel tombado pode vender o potencial construtivo não utilizado no local. Por exemplo, se num terreno em que se poderia ocupar 300 m² existe uma casa tombada com 100 m² de área líquida, seria possível transferir os 200 m² não utilizados, observados os critérios específicos previstos pela legislação urbanística

FONTE: Estado de Minas.


Bar do Bolão fica no casarão SANTA TEREZA Sócio de restaurante revela que casal de médicos que comprou edifício quer renovar aluguel

Permanência de restaurante no endereço mantém tradição de quase meio século (Marcos Vieira/EM/D.A Press 16/9/13)
Permanência de restaurante no endereço mantém tradição de quase meio século

Depois de uma semana de apreensão com a venda do casarão tombado que abriga o estabelecimento, os donos do Bar do Bolão, na Praça Duque de Caxias, no Bairro Santa Tereza, Região Leste de BH, foram tranquilizados com a notícia de que o restaurante vai continuar no prédio. Segundo um dos sócios do bar, Sílvio Eustáquio Rocha, o casal de médicos que adquiriu o edifício informou que não pretende tirar os inquilinos do local.

Ele explicou que um oftalmologista, que preferiu não se identificar, entrou em contato com ele para marcar um encontro em 10 dias, quando todos os documentos da venda já devem estar prontos. Sílvio disse que os compradores acertam detalhes do pagamento com os 15 herdeiros do casarão. Ele informou ainda que a família de compradores do prédio esteve no bar no domingo para comemorar o desfecho do negócio, que se arrastava desde   junho de 2011.

Irmão de José Maria Rocha, o Bolão, Sílvio Rocha afirmou que a conversa acalmou sua família. Desde que duas propostas para aquisição do prédio por R$ 2,5 milhões foram anunciadas no mês passado, eles estavam com medo de ter de abandonar o edifício que alugam há quase meio século. “Ele informou que nós e os nossos 70 funcionários podemos ficar calmos, que não vai tirar a gente daqui. Quer ser nossa parceira”, conta.

RESTAURAÇÃO Segundo Sílvio Rocha, o médico contou que pretende usar apenas um pequeno espaço do prédio, mas não revelou para qual finalidade. Também se mostrou interessado em reformar a fachada do imóvel, tombado há dois anos. O casal não falou quais são os projetos.

Após tantas especulações sobre o futuro do Bar do Bolão, a tendência é de que ele permaneça no endereço por mais algumas décadas. Reduto boêmio mais tradicional da capital mineira, o estabelecimento leva o nome de José Maria Rocha. Bolão foi trabalhar no local com o pai, José Rocha Andrade, um ano depois da inauguração na praça. Logo ganhou o apelido do filho do dono, que criou o prato Rochedão, muito conhecido.

FONTE: Estado de Minas.


Festa da cerveja anima milhares de pessoas no Bairro Santa Tereza

Com tanta gente e veículos, houve congestionamento no trânsito da Mármore e outras vias públicas próximas a Praça Duque de Caxias

 

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Festa contou com muito chope, cerveja, salsichão, joelho de porco, doces e outras delícias da culinária germânica

Willkommen, Belo Horizonte! As boas-vindas em alemão com sotaque mineiro foram dadas no domingo ensolarado a milhares de pessoas na Praça Duque de Caxias, no Bairro Santa Tereza, na Região Leste, que participaram da Oktoberfest, tradicional festividade com muito chope, cerveja, salsichão, joelho de porco, doces e outras delícias da culinária germânica. Sob o sol quente, a comemoração muito comum na Europa e também no Sul do Brasil, principalmente em Blumenau (SC), juntou gente de todas as idades– de bebês a adultos de óculos escuros para proteger da claridade e, lógico, de alguns graus etílicos acima do normal. Com tanta gente e veículos, houve congestionamento no trânsito da Mármore e outras vias públicas próximas à praça.

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Vestindo camisas e chapéus que trouxeram de lembrança de Santa Catarina, o casal Carlos Renato Tavares dos Reis, bancário, e Cristiana Lázara Pereira dos Reis, consultora, residente no vizinho Bairro Sagrada Família, preferiu ir de táxi para aproveitar cada momento, sem problemas. “Moramos em Santa Tereza durante três anos e gostamos muito deste lugar”, contou Carlos Renato com um copo na mão que trazia a logomarca da festa. “Guardadas as devidas proporções, esta Oktoberfest não fica nada a dever à realizada em Blumenau. Está muito animada”, acrescentou o bancário que já trabalhou em Joinvile (SC).

Logo na entrada da praça, os visitantes, que se divertiram das 12h às 20h, encontravam um arco colorido e bem sugestivo com a frase: “Bem-vindos à Oktoberfest BH – uma reverência à cultura alemã”. Devido ao forte calor, as mulheres abriram as sombrinhas e tiraram o leque da bolsa. As mais jovens, sentaram em grupo nas partes gramadas da praça, de latinha de cerveja em punho e shortinhos desfiados. Já os garotões, tatuados ou não, exibiram o peitoral e caíram de boca nos quitutes. Muitos até fizeram fila para se inscrever e participar do campeonato de chope a metro. Para a garotada, tinha cenário para tirar fotos e martelo de força.

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FONTE: Estado de Minas.


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