Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Problemas graves na economia, denúncias de corrupção, adoção de medidas impopulares e trombadas com o Congresso fizeram com que a presidente Dilma fosse do céu ao inferno em menos de cinco meses
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O tsunami político que atinge em cheio o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), provocando manifestações de insatisfação e indignação pelo país, é resultado principalmente da crise econômica, mas tem raízes também nas recentes medidas impopulares, na falta de habilidade na articulação com o Congresso e especialmente na divulgação incessante dos casos de corrupção da Petrobras, maior estatal brasileira. A análise é de cientistas políticos ouvidos pelo Estado de Minas, que se apoiam em uma cronologia de fatos (veja quadro) desde a reeleição. Vencedora nas urnas depois de uma dura disputa com o PSDB, principal partido de oposição, Dilma iniciou sua trajetória de queda de popularidade – chegou a ter 42% de avaliação de sua administração como ótimo/bom em dezembro, e em fevereiro estava apenas com 24%, de acordo com pesquisas da Datafolha – ao permitir o aumento do preço da gasolina menos de um mês após sua vitória nas urnas. E não ficou só nisso. O anúncio de regras mais rígidas para recebimento de benefícios trabalhistas, que ela prometera em campanha jamais tocar, o arrocho fiscal, além do anúncio de um ministério sem nomes de peso e claramente fatiado para satisfazer os partidos aliados, funcionaram, entre outras coisas, como combustível que detonou a série de protestos marcados para hoje.

O cientista político Torquato Gaudêncio lembra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também enfrentou terremotos, especialmente em seu primeiro mandato, quando foi revelado o escândalo do mensalão, mas nem de longe na mesma escala da presidente Dilma. A razão? O bom desempenho da economia à época. “A locomotiva que puxa o trem do social é a economia. Portanto, em tempos de inflação baixa e crescimento do emprego, as crises políticas tendem a se amenizar”, afirma Gaudêncio. Desde que Dilma iniciou seu segundo mandato, o país vem enfrentando uma inflação crescente, que chega à casa dos 8% ao ano e, a isso, se juntaram ainda outros fatores indiretos que terminaram por afetar também a percepção de bem-estar dos brasileiros, como a crise hídrica e de energia, a paralisação do país com o protesto de caminhoneiros, a elevação dos alimentos em razão da seca. “Isso faz com que o balão da opinião pública se infle e continue subindo”, diz.Ruim Fazendo coro com o colega, o professor Fábio Wanderley Reis, doutor pela Universidade de Harvard (EUA) e professor emérito da Universidade Federal de Minas, explica que a atual crise do governo petista tem motivações distintas. “A primeira é objetiva: que é o atual quadro econômico, com aumento da inflação e do desemprego, afetando diretamente o bolso da população. Soma-se a isso uma motivação subjetiva, que é gerada por uma denúncia intensa de corrupção, em razão dos desvios de recursos da Petrobras”, explica. Para o cientista político, o atual quadro político “é singularmente ruim”. Fábio Wanderley observa que neste caldeirão está adicionado ainda outro ingrediente: a grande frustração dos eleitores provocada pela derrota da oposição, depois de uma enorme expectativa de que o PSDB iria interromper uma sequência de 16 anos do governo petista.

Torquato Gaudêncio diz que existe hoje no país uma “crise de descrença”, ou seja, uma crise econômica com uma política se desenrolando em paralelo. “Os escândalos em série foram atribuídos, por parte da população, ao PT, criando assim uma rejeição ao que chamam de “petismo”, “lulismo” e, agora, “dilmismo”.

A presidente Dilma diz que vê com “tranquilidade” as manifestações de insatisfação que tiveram início no domingo passado e se fortaleceram durante a semana, mas a verdade é que nunca antes na história do PT no poder houve um movimento tão forte de insatisfação da população, e isso vem tirando as noites de sono dos governistas. A ponto de obrigar Dilma a recuar numa das principais medidas do arrocho fiscal: a não correção da tabela do Imposto de Renda. Acuada e seriamente ameaçada de sofrer mais derrotas no Congresso, ela permitiu um escalonamento do reajuste da tabela. Para sobreviver no poder pelos próximos quatro anos, cientistas políticos entendem que ela vai ter de fazer outras correções no governo, muito além da tabela do IR.

FONTE: Estado de Minas.

Preço da gasolina dispara nos postos de Belo Horizonte

Reajustes de R$ 0,20 por litro nas bombas é mais de duas vezes superior ao repasse da alta de 3% autorizada pelo governo para os preços nas refinarias da Petrobras

gasolinaUm dia depois do anúncio do governo, motoristas encontram valores muito acima da alta oficial

Apesar de o reajuste autorizado pela Petrobras ter sido de apenas 3% para a gasolina, em Belo Horizonte muitas revendas variaram o preço mais de duas vezes acima do percentual. Com isso, em vez de o aumento ter sido entre R$ 0,08 e R$ 0,10 a mais pelo litro do combustível, a alta imediata foi de até R$ 0,20 (majoração de aproximadamente 7,5%). Nos postos que não aumentaram o valor, motoristas fizeram fila ontem para conseguir o produto antes da alta. 

No posto Niquelina, a gasolina subiu de R$ 2,69 para R$ 2,89, o que, segundo o gerente da unidade, Elder Faria, é explicado pela elevação da distribuidora. No posto SR, na Via Expressa, a variação foi a mesma. De olho na alta, a taxista Vilma Carregal aproveitou para encher o tanque no posto Expresso, um dos poucos que ontem ainda não tinha repassado o reajuste. Lá, dezenas de carros formavam enormes filas para esperar sua vez de abastecer. Com a calculadora na mão, a taxista mostra a economia gerada com os centavos. Os mesmos 24 litros saem por R$ 64 no posto que cobra R$ 2,67 por litro, enquanto na unidade que o combustível custa R$ 2,80 ela teria que pagar R$ 67,20. Na teoria seriam só R$ 3,20, mas, na prática, como ela roda quase 300 quilômetros por dia, a economia seria de R$ 90. “Todo centavo significa muita coisa”, afirma.Na composição do índice inflacionário oficial (IPCA), a gasolina tem peso direto de 4,24% e o óleo diesel de 0,21% na Grande BH. Isso faz com que o indicador de novembro tenha acréscimo direto de 0,14 ponto percentual, considerando que o reajuste médio será de 3% e 5%, respectivamente, sobre os combustíveis. Mas é preciso considerar os impactos indiretos. Por exemplo, o diesel integra a planilha de custos do transporte coletivo de passageiros, lembra o economista do IBGE, Antonio Braz, ressaltando que nesse caso a tarifa é administrada pela Prefeitura de Belo Horizonte e o repasse só é feito periodicamente – em dezembro. “O impacto não é só no primeiro mês”, afirma Braz. Ele afirma que há efeito também na cadeia produtiva, considerando que o frete afeta a todos os segmentos.
gasolina 2Para encher o tanque sem elevar o custo, filas se formaram na rede que decidiu trabalhar sem alterar os preços
Frete Segundo a Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg), o diesel representa 30% do custo do frete no estado. Com isso, a estimativa é que o impacto seja de aproximadamente 1,5%, o que pode variar de acordo com o segmento. O percentual pode ser ainda maior de acordo com o reajuste adotado nas revendas. Nos postos visitados pelo EM, assim como ocorreu com a gasolina, a elevação foi superior ao percentual adotado pela Petrobras. O diesel subiu mais de 6% nos postos, enquanto a alta autorizada nas refinarias foi de 5%. “Vai ter aumento no frete. Não tenha dúvida. É questão de sobrevivência. Não tem como segurar mais”, afirma o presidente da entidade Vander Costa. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Carlos Guimarães, afirma que as distribuidoras praticaram reajustes diferentes. Ele lembra que nos últimos meses a gasolina na capital mineira teve queda, o que pode justificar a alta um pouco maior. “Às vezes, recompõe um pouco a margem. A oscilação é saudável e mostra que ele é concorrencial”, afirma Guimarães. Números do site Mercado Mineiro mostram que a gasolina teve ligeira redução de 0,52% entre as pesquisas de junho e outubro.

FONTE: Estado de Minas.


‘Lei seca’ em MG será das 6h às 18h neste domingo, 2º turno das eleições

Determinação teve mesmo período de validade no primeiro turno.

Resolução foi publicada no Diário Oficial dos Poderes do Estado.

A venda de bebidas alcoólicas será proibida em Minas Gerais durante parte deste domingo (26), quando será realizado o segundo turno das eleições para a Presidência da República. A comercialização não será permitida das 6h às 18h, conforme determinação publicada no Diário Oficial dos Poderes do Estado no dia 2 de outubro, se referindo aos dois possíveis pleitos. No primeiro turno houve a mesma restriçao.

Os eleitores poderão votar das 8h às 17h deste domingo para presidente. Conforme o texto da resolução, no estado, serão proibidos “a venda, distribuição e o fornecimento de bebidas alcoólicas nos bares, boates, hotéis, restaurantes, lanchonetes, clubes recreativos, salões de festas, quiosques, demais estabelecimentos comerciais e similares”, no período que se estende entre duas horas antes do início da abertura da votação e uma hora após o término.

Ainda de acordo com a resolução, a fiscalização do cumprimento da determinação deverá ser feita pelos integrantes do Sistema de Defesa Social, como a Polícia Militar (PM).

FONTE: G1.


Comércio não poderá funcionar no dia das eleições

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O comércio lojista de Belo Horizonte não poderá funcionar no dia das eleições, neste domingo.

Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), os dias em que ocorre o processo de votação, conforme está previsto no artigo 380 do Código Eleitoral, são considerados feriados.

E como não houve acordo entre sindicatos para funcionamento do comércio nessa data, fica proibida a abertura.

Em caso de descumprimento, poderá ser aplicada multa de R$ 40,25 a R$ 4.025, conforme previsto no artigo 75 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).


No entanto, ainda segundo a CDL/BH, atividades tidas como essenciais, como o comércio de alimentos, postos de combustíveis, ou outras que tenham autorização legal ou judicial para funcionar, poderão ser exercidas normalmente.
Nesses casos, o empregador deverá conceder prazo suficiente aos empregados para exercerem o direito do voto.
Já os lojistas estabelecidos em shopping centers devem se informar junto à sua respectiva administração.

 

FONTE: Estado de Minas.


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Ofensas dão lugar a propostas em debate
Dilma e Aécio abandonam os ataques pessoais e travam duelo de ideias, mas a Petrobras continua no centro das discussões, com o tucano fazendo cobranças e a petista na defensiva

 

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Depois do mais duro debate que haviam travado no segundo turno das eleições – realizado na quinta-feira no SBT/TV Alterosa e recheado de acusações políticas e ataques pessoais –, os dois candidatos à Presidência elevaram ontem o nível e passaram a apresentar propostas. Frente a frente pela penúltima vez antes do pleito, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) optaram na TV Record por comparar estilos de governo e falaram de temas como saúde, educação, segurança e direitos trabalhistas, mas sem deixar de lado a Petrobras. Sobre a estatal, desta vez, além de trocar farpas sobre as denúncias de corrupção, os dois optaram por falar em gestão e governabilidade. A senha de que o confronto seria diferente foi dada já na primeira pergunta, quando Dilma usou a oportunidade de questionar o rival para falar do SuperSimples, programa de incentivo tributário aos micro e pequenos empresários. Aécio agradeceu a “qualidade” da pergunta. Enquanto a petista colocou o programa na conta do seu partido, o tucano alegou que as medidas de simplificação de impostos foram propostas pelo PSDB. 

Com bem menos rispidez do que nos encontros anteriores, Dilma e Aécio trataram das novas acusações de corrupção na Petrobras. Foi quando o tucano usou a declaração recente da petista, que admitiu anteontem ter havido desvio de dinheiro público na estatal. “Cobrei da senhora uma posição e agora deixo meu reconhecimento público, porque a senhora ontem reconheceu desvios”, ironizou o tucano. Dilma disse que seu governo age diferente da gestão tucana que, segundo ela, “prevaricou” ao engavetar escândalos como os da compra da reeleição e o cartel do metrô em São Paulo. “Vocês jamais investigaram. Sou diferente. Sei que há indícios de desvio de dinheiro. O que ninguém sabe é quanto foi e quem foi”, disse.

Aécio afirmou que Dilma teve um “recuo”, pois, depois de admitir os desvios no dia anterior, falou em “indícios”. O tucano criticou ainda o fato de a petista ter dito que mandou a Polícia Federal investigar os fatos. “Triste de um país onde um presidente manda investigar, isso funcionaria em ditaduras amigas de seu governo.” 

O candidato falou da nova denúncia do caso Petrobras, em que o ex-diretor Paulo Roberto Costa disse ter abastecido a campanha da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) com R$ 1 milhão, mas centrou fogo no tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Ele seria o responsável por repassar a propina recolhida na estatal para o partido. Aécio insistiu em perguntar se a petista confiava nele, que também é membro do conselho da Usina de Itaipu. Em vez de responder sobre Vaccari, Dilma disse que Costa também denunciou o ex-presidente do PSDB falecido, Sérgio Guerra, por receber propina para acabar com CPI da Petrobras. Aécio também não se posicionou sobre o ex-dirigente tucano. 

Em nova rodada de embate sobre a estatal, Aécio disse que o governo Dilma reduziu o valor da Petrobras e a aparelhou. Dilma, por sua vez, afirmou que o tucano pretende privatizar a estatal, só não sabe quando, e condenou mais uma vez as privatizações do governo FHC. 

Além de voltar a criticar a diferença de pagamento para  profissionais cubanos e outros estrangeiros no programa Mais Médicos, Aécio atacou a alta de inflação no governo do PT. A petista respondeu que o problema está sob controle e acusou a gestão tucana de combatê-la com desemprego e alta de juros. Aécio reclamou que Dilma fala como se ele tivesse governado do Brasil e ironizou: “ainda não”. A petista lhe devolveu a responsabilidade ao afirmar que ele foi líder de FHC e presidente da Câmara dos Deputados na época. “Vocês sempre gostaram de plantar inflação para colher juros”, disse. 

Dilma perguntou o que Aécio pretende fazer pelos direitos trabalhistas e alfinetou o tucano, dizendo que na era FHC o PSDB tentou transferir as conquistas da lei para os acordos coletivos. Aécio aproveitou para repetir sua proposta de rever o fator previdenciário que, segundo ele, penaliza o trabalhador. Outro embate foi sobre o papel dos bancos públicos. O tucano acusou a presidente de terrorismo, fazendo com que os eleitores e funcionários desses bancos acreditem que um eventual governo de Aécio iria reduzir o papel deles. O tucano disse que pretende fortalecer instituições como o BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, além de valorizar os servidores de carreira. Dilma disse que quem faz terrorismo é Armínio Fraga, que Aécio apontou como futuro ministro da Fazenda, ao dizer que não sabe onde eles vão parar. Na educação, a pauta foi o acesso às universidades públicas. Ambos tentaram se colocar como grandes promotores da educação. Aécio acusou Dilma de não entregar as creches prometidas e ela acusou os tucanos de sucatearem a educação. 

Na próxima sexta, os candidatos voltam a se enfrentar, desta vez na Rede Globo, em novo debate.

FONTE: Estado de Minas.


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Novas denúncias incendeiam debate
Questionado por nepotismo, Aécio reage e acusa Dilma de empregar irmão na Prefeitura de BH
(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)
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Acusações de corrupção e nepotismo foram os temas centrais no segundo debate entre os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), transmitido no início da noite de ontem pelo SBT/TV Alterosa. Mais uma vez, eles se acusaram de mentirosos, desinformados e de manipular dados sobre suas administrações. O tiroteio verbal começou já nos primeiros minutos do encontro, quando o tucano questionou a petista sobre o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou irregularidades em obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). 

Debate3“Não existe, candidata, me perdoe, uma terceira alternativa. Só existem duas: ou a senhora foi conivente ou a senhora foi incompetente para cuidar da maior empresa pública brasileira” – Aécio Neves

“A denúncia de hoje aponta irregularidades de R$ 18 bilhões. Não bastaram Abreu Lima, Pasadena, mas agora temos a Comperj. A senhora sempre diz que não sabe de nada. De quem é a responsabilidade sobre esses atos?”, questionou Aécio, em referência a obras da Petrobras em Pernambuco e a uma refinaria comprada nos Estados Unidos. A petista rebateu defendendo o trabalho independente da Polícia Federal nas investigações de obras da estatal. “A PF investigou e, caso comprovados os desvios, vamos punir implacavelmente. Isso significará que o Brasil terá pela primeira vez de fato um combate sistemático à corrupção”, afirmou Dilma.
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Na tréplica, o tucano foi duro: “Não existe, candidata, me perdoe, uma terceira alternativa. Só existem duas: ou a senhora foi conivente ou a senhora foi incompetente para cuidar da maior empresa pública brasileira”. Aécio lembrou que o tesoureiro do PT, João Vaccari, Neto, foi acusado pelo ex-diretor da Petrobras de cobrar propina para conta de campanha. “Se a senhora diz que quer ir a fundo, porque o seu partido impediu que o senhor Vaccari fosse depor, que fosse explicar? E digo mais, ele ainda é tesoureiro do seu partido. Pelo menos R$ 4 milhões foram transferidos pelo senhor Vaccari para a sua conta de campanha.”A presidente citou escândalos envolvendo governos tucanos, como o cartel do metrô em São Paulo e  denúncias de irregularidades na venda de estatais durante o governo Fernando Henrique Cardoso e afirmou que a diferença entre os dois partidos é que na gestão do PT, os casos foram investigados. Aécio por sua vez, acusou Dilma de “prevaricação” ao não provocar a abertura das investigações desde que chegou ao Palácio do Planalto, em 2011. 
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O clima esquentou quando eles trocaram acusações sobre atos de nepotismo envolvendo familiares do adversário: “Candidato, eu nunca nomeei parentes para o meu governo, eu gostaria de saber se o senhor nunca fez a mesma coisa”, questionou Dilma. O tucano rebateu explicando que a irmã trabalhou como voluntária durante sua gestão, em posto geralmente ocupado por primeiras-damas. “A senhora é porque não conhece Minas. Se conhecesse um pouco ia saber o respeito que Minas tem por ela”, disse. 

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Neste momento, a petista cobrava explicações sobre a nomeação de parentes de Aécio durante sua gestão no governo de Minas, entre eles a indicação de sua irmã Andrea Neves para gerenciar a distribuição de recursos para veículos de comunicação. Foi quando o tucano desconcertou a presidente ao trazer à tona a nomeação do irmão de Dilma, Igor Rousseff, para trabalhar na Prefeitura de Belo Horizonte na gestão de Fernando Pimentel (PT), eleito governador de Minas Gerais no dia 5. “Agora nós sabemos por que a senhora disse que não nomeou parentes no seu governo. A senhora pediu que os seus aliados o fizessem, candidata Dilma Rousseff”, ironizou. “O seu irmão foi nomeado por Fernando Pimentel e nunca apareceu para trabalhar. A diferença é que minha irmã trabalha muito e não recebe nada. O seu irmão não trabalha nada e recebe muito.” A presidente nada falou sobre o caso. Por meio do Twitter, Pimentel argumentou que Igor é advogado e trabalhou com “regularidade e eficiência” na prefeitura e na Procuradoria do Município. 

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Lei Seca O debate ganhou ares de apelo ao lado pessoal quando Dilma usou a violência no trânsito para citar o episódio em que Aécio foi parado em uma blitz no Rio de Janeiro e se recusou a fazer o teste do bafômetro. O senador se antecipou e desafiou a presidente a perguntar diretamente sobre o tema. “Seja correta, seja séria. Mentir e insinuar ofensas como essa é indigno para uma presidente da República”, afirmou Aécio. Ele  alegou que sua carteira de motorista estava vencida e reconheceu que errou ao não fazer o exame.

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No último bloco, eles voltaram a trocar acusações sobre denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras. Desta vez, sobre o fato de o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa ter dito que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra teria recebido propina para ajudar a esvaziar a CPI da Petrobras (leia abaixo). 

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Dilma trouxe Minas de volta ao debate, ao afirmar que a gestão do tucano no estado deixou de investir R$ 7,8 bilhões na saúde e R$ 8 bilhões na educação. Aécio disse que Dilma desrespeita Minas e elogiou a própria gestão, lembrando que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou por unanimidade as suas contas de governo. A petista reclamou que o adversário se comporta como se representasse Minas e afirmou que também é mineira. 

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OFENSAS Aécio criticou a postura da presidente no debate e afirmou que ela “não permitiu que os brasileiros tivessem um programa” de governo para analisar. “Não é possível que a senhora queira fazer a mais baixa das campanhas eleitorais até aqui”, comentou referindo-se a ataques nas redes sociais ao senador e a sua família. Logo após o fim do debate, a presidente Dilma interrompeu uma entrevista ao vivo, alegando queda de pressão.

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FONTE: Estado de Minas.



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