Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo da tag: eleito

Por maioria dos votos, TRE desaprova prestação de contas de Pimentel

 

Pimentel
Por maioria dos votos, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas desaprovou nesta quinta-feira (11) a prestação de contas de campanha do governador eleitor Fernando Pimentel (PT). Quatro dos sete juízes votaram a favor da rejeição. Outros dois opinaram pela aprovação com ressalvas. A decisão cabe recurso no próprio TRE (embargado declaratório) ou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
Além da rejeição, os juízes mantiveram aplicação de multa de R$ 50 milhões à campanha petista. O valor se refere a cinco vezes o gasto extrapolado na disputa pelo governo estadual. O recurso, caso seja recolhido, irá para o Tesouro Nacional.
Inicialmente, o custo da campanha petista foi orçado em R$ 42 milhões, mas chegou a R$ 52 milhões, R$ 10 milhões a mais que o estipulado. Ocorre que a campanha aumentou o gasto sem avisar a Corte Eleitoral. Este montante foi uma das falhas graves apontadas na prestação de contas de Pimentel, além de outras omissões da contabilidade.
Nessa quarta (10), o TRE já havia sinalizado que iria desaprovar a contabilidade do petista, conforme o Hoje em Dia antecipou. A decisão tem como base parecer emitido pelo Ministério Público Eleitoral e relatório técnico da Corte de Eleitoral mineira.
Os magistrados Paulo César Dias, Maria Edna e Maurício Ferreira seguiram o voto do relator Paulo Rogério Abrantes. Em seu voto, Abrantes citou parte do parecer técnico e manifestou pela desaprovação das contas. de campanha. Nesta quinta-feira, os magistrados Wladimir Rodrigues Dias e Virgílio Barreto votaram favoráveis a aprovação com ressalvas.
Na contabilidade do petista foram encontradas impropriedades na emissão de recibos após a entrega da prestação de contas final, ausência de lançamento de doação recebida e incompatibilidade de valores entre o transferido para prestadores de contas e o recebido pelo doador originário.
Anastasia
Na mesma sessão de julgamento, dois juízes do TRE votaram em sua maioria pela aprovação com ressalvas da campanha do senador eleito Antonio Anastasia (PSDB).
O entendimento da Corte Eleitoral, no entanto, diverge do MPE e do corpo técnico do TRE, que opinaram pela desaprovação das contas do tucano.
No caso de Anastasia, o parecer do MPE indicou omissão de despesas caracterizando indício de utilização de recursos sem trânsito pela conta bancária da campanha. As irregularidades não sanadas somam R$ 1,2 milhão. Desse montante, R$ 1 milhão se refere à doação do Comitê Financeiro Nacional para Presidente da República que, por sua vez, não foi contabilizada na conta da campanha.
Há ainda R$ 141 mil de cessão de aeronaves declarada e não comprovada, e outros R$ 64 mil referentes à nota fiscal emitida pela empresa Qualitsignis Visual Ltda, também não declarada.
Recurso
A diplomação dos eleitos está marcada para o próximo dia 19 de dezembro. Como teve as contas rejeitas, Pimentel deve enfrentar uma investigação judicial eleitoral que pode resultar na perda de mandato. O governador eleito, no entanto, será diplomado normalmente.
Por meio de nota, o PT informou que vai recorrer ao TSE para derrubar a decisão do TRE. “A coligação entende que a arrecadação da campanha limitou-se à previsão inicial de R$ 42 milhões, não havendo dívidas transferidas ao partido, conforme prevê a legislação. Em razão disso, as despesas comprovadamente ficaram limitadas a R$ 41,1 milhões, sendo esta a realidade das contas da campanha”, diz o comunicado.
Procurada pela reportagem, a assessoria do PSDB informou que ainda vai se posicionar.

FONTE: Hoje Em Dia.


Perfil conciliador e experiência no currículo do novo governador

 

Perfil conciliador e experiência no currículo do novo governador
Como prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel mostrou parceria até mesmo com o governo do PSDB

Na política, Pimentel ostenta o perfil de conciliador. Quando prefeito, manteve boas relações com o então governador Aécio Neves (PSDB). Quando se encontravam para reuniões gerenciais no Palácio das Mangabeiras, era comum trocarem brincadeiras a respeito das pretensões políticas.
.
O perfil conciliador, construído desde 1993, quando assumiu o cargo de secretário da Fazenda da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), no entanto, cedeu espaço quando decidiu travar uma batalha dentro do PT para lançar Marcio Lacerda candidato à administração municipal, em 2008. Um dos principais opositores do plano de Pimentel foi justamente quem lhe ofereceu o primeiro emprego público: Patrus Ananias. O petista conseguiu convencer o diretório nacional e, em uma aliança inédita no país, elegeu Lacerda.
.
Patrus evita comentar o ocorrido. Prefere as boas lembranças que tem do amigo. “Conheço Pimentel há quase 40 anos. Nossa amizade vem de muitos anos”, Foi em 1970 que eles se cruzaram. Pimentel usava identidade falsa para fugir do regime militar, militante que era da Colina. Patrus também militava, mas no movimento católico contrário ao regime.
.
Na Colina, Pimentel encontrou a companheira Dilma Vana Rousseff (PT). Participaram de ações do movimento e tornaram-se amigos. Os dois estudaram no Estadual Central. Durante a campanha eleitoral deste ano, Pimentel contou sobre os anos de chumbo: “Ninguém escapava da tortura. Choque elétrico, pancadas, afogamento, que eram comuns”.
.
Em três anos e meio, Pimentel ficou preso em dois estados, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
“Meu pai evitou muito me ver na prisão. Feria muito ver o filho preso”, contou. O pai, Miguel, deixou ao filho a extinta empresa Belorizonte Couros. Foi lá que o governador eleito aprendeu o ofício de administrar. Cursou economia na Universidade Federal de Minas Gerais.
.
“Ele é muito inteligente. Me lembro bem que ele percebeu com muita clareza o Plano Real. Nós estávamos na Prefeitura e ele me procurou e disse: ‘esse plano vai dar certo. Temos que nos adaptar a ele”, contou o ex-ministro Patrus Ananias.
.
Pimentel é casado com a jornalista Carolina Oliveira. Discreta, ela o ajudou a montar a estrutura da campanha. Pessoas próximas dizem que chegou a trabalhar até 14 horas por dia. O governador é pai de dois filhos adolescentes, frutos do primeiro casamento. Antes de ir a Brasília ocupar as funções de ministro ele tinha por hábito levá-los à escola. Também ia votar, durante as eleições, na companhia da família.

.

Pimentel aposta em amizade com Dilma
.
Fernando Pimentel é um dos principais conselheiros e parceiros da presidente Dilma Rousseff, e, por isso, teve participação crucial na campanha presidencial de 2010. Naquela eleição, ele concorreu ao Senado mas, com 4,5 milhões de votos, foi derrotado por Aécio Neves e Itamar Franco.
.
Após a vitória de Dilma nas urnas, ele assumiu o ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, onde permaneceu até o início deste ano, quando se desincompatibilizou para concorrer ao governo.
.
Antes do início da campanha, Dilma chegou a dizer que Pimentel era o “homem certo na hora certa”, referindo-se à disputa em Minas Gerais. “Eu conheço Pimentel, confio nele, e tenho certeza que o povo mineiro também”, enfatizou a presidente.
.
Perfil
.
Fernando Pimentel
Partido: PT
Coligação: Minas pra você (PT, PMDB, PC do B, PROS, PRB)
Data de nascimento: 31/3/1951
Naturalidade: Belo Horizonte
Estado civil: separado judicialmente
Profissão: economista
Principais cargos: secretário municipal da Fazenda (1993-2000); vice-prefeito de Belo Horizonte (2001/03); Prefeito de Belo Horizonte (2003/08); ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (2011/14)

 .

FONTE: Hoje Em Dia.


Fernando Pimentel (PT) é eleito governador de Minas Gerais

Ex-ministro e ex-prefeito de BH venceu Pimenta da Veiga (PSDB).
Pimentel teve 52,98% dos votos e decidiu a eleição no primeiro turno.

Fernando Pimentel, o novo governador de Minas, comemora vitória no comitê central da campanha em Belo Horizonte (Foto: Humberto Trajano / G1)
Fernando Pimentel, o novo governador de Minas, comemora vitória no comitê central da campanha em Belo Horizonte

Fernando Pimentel, do PT, foi eleito neste domingo (5) governador de Minas Gerais para os próximos quatro anos. Com 100% das urnas apuradas, o petista obteve 5.362.870 votos, o que equivale a 52,98% do total. Pimenta da Veiga (PSDB) é o segundo colocado com 4.240.706, isto é, 41,89%.

Esta é a primeira vez que o PT elege um governador em Minas Gerais desde a criação da legenda. Ele substitui Alberto Pinto Coelho (PP), que assumiu o governo do estado em abril, após renúncia de Antonio Anastasia – que deixou o cargo para se candidatar ao Senado, sendo eleito.

Após a vitória no pleito, Pimentel afirmou que o resultado aponta a vontade do povo em mudar o modo de governar o estado. “Nós temos um enorme senso de responsabilidade que Minas depositou agora na nossa coligação, na nossa chapa, na esperança de uma mudança no modo de governar o estado. Minas disse em alto e bom som, pela voz das urnas, que quer um governo mais próxima das pessoas”, afirmou, cercado de candidatos a deputado pelo partido e coligação. O clima era de festa pela vitória.

“Este resultado das urnas mostra aquilo que a gente dizia desde o início da campanha. Minas não tem dono, não tem rei, não tem imperador. Aqui, soberano é o povo de Minas. O povo de Minas deu uma lição naqueles que pretendiam ser soberanos, donos do voto e da vontade alheia”, disse Pimentel durante coletiva no prédio do comitê central da campanha.

Lideranças políticas comemoram vitória de Pimentel (Foto: Humberto Trajano / G1)Lideranças políticas comemoram vitória de
Pimentel

Pimentel listou algumas providências que vai tomar como prioritárias ao assumir o posto de governador em 1º de janeiro de 2015. “Primeiro nós vamos construir rapidamente um mecanismo de participação popular que a gente apresentou na campanha, ao longo da campanha. Que são os conselhos regionais de governo (…) Logo no primeiro mês de governo, constituir estes conselhos e rapidamente definir as prioridades.”, disse.

Ele ainda citou temas prioritários na educação, saúde e segurança. “É claro que nós temos que considerar as disponibilidades orçamentárias, mas nos temos que começar a enfrentar as questões urgentes da educação, da saúde, da segurança né. Aumentar o efetivo da polícia, recuperar a carreira da Policia Civil, que está muito desestimulada, reequipar a polícia”, prometeu.

Pimentel também citou a questão do piso nacional dos professores e de reforma das escolas estaduais. Sobre a saúde ele destacou a viabilização dos hospitais regionais.

O novo governador ainda ressaltou a coligação e os deputados estaduais e federais eleitos. “Este governo não é um governo do PT, é um governo de uma coligação de partidos, um governo do povo de Minas” afirmou.

 

Mapa eleições de MInas Gerais (Foto: Arte/G1)Mapa eleições de MInas Gerais (Foto: Arte/G1)

Pimenta da Veiga
O candidato do PSDB Pimenta da Veigafalou, em Belo Horizonte, sobre a eleição do Pimentel, reconhecendo o resultado. Primeiro, ele agradeceu aos eleitores mineiros que o apoiaram. Pimenta disse que a eleição foi muito positiva porque ele conseguiu uma votação muito grande. “Conseguimos expor nossas ideias, foi uma campanha digna. Deixo meu agradecimento sincero aos mineiros”, disse.

Pimenta ainda disse que deseja que Pimentel tenha “muito sucesso nessa missão que o povo mineiro a ele delegou”. E completou, dizendo que está “inteiramente à disposição dele para o que ele precisar”.

Pimenta da Veiga disse que agora vai seguir a vida, mas sem desejo de ter alguma candidatura por enquanto.

Biografia
Fernando Pimentel é natural de Belo Horizonte e tem 63 anos. Economista, foi secretário municipal de Planejamento da capital, vice-prefeito de Célio de Castro e prefeito por duas vezes, sendo que na primeira assumiu a prefeitura quando Castro adoeceu. Em fevereiro, deixou o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Dilma para concorrer neste pleito.

Propostas
Entre as propostas apresentadas pelo então candidato do PT para o governo estão o investimento na educação infantil e na escola integral, aumentar o número de hospitais regionais, ampliar o efetivo da Polícia Militar, ampliar coleta de água e esgosto, estimular o transporte elétrico e sobre trilhos, universalizar o ensino profissionalizante, implementar nova política fiscal, facilitar o crédito para moradia, construção do eixo-rodoviário entre Belo Horizonte e cidades-polo, estimular o uso do gás natural como política ambiental.

Campanha
A campanha eleitoral em Minas Gerais foi marcada pela tranquilidade. Fernando Pimentel liderou as pesquisas eleitorais desde o início.

Os embates entre os principais concorrentes, Pimentel e Pimenta, giraram sobre denúncias de corrupção no governo da presidente Dilma Rousseff, do mesmo partido do governador eleito, e, do outro lado, sobre o distanciamento de Pimenta do estado. Pimentel disse que o candidato do PSDBnão mora mais no estado há 20 anos, e, portanto, está distante da vida dos mineiros.

Resultado final
Sete candidatos concorreram ao governo de Minas Gerais. Veja o resultado abaixo com 100% das urnas apuradas.

Fernando Pimentel (PT) – 52,98% dos votos
Pimenta da Veiga (PSDB) – 41,89%
Tarcísio Delgado (PSB) – 3,90%
Fidélis (PSOL) – 0,67%
Professor Túlio Lopes (PCB) – 0,26%
Eduardo Ferreira (PSDC) – 0,23%
Cleide Donária (PCO) – 0,07%

FONTE: G1.


Exército derruba presidente Morsi e promete transição de poder no Egito
Constituição está temporariamente suspensa e será revista, diz general.
Transição prevê novas eleições parlamentares e presidenciais, garantiu.

O chefe do exército do Egito, general Abdel Fatah al-Sisi, anunciou nesta quarta-feira (3) a deposição do presidente do país, o islamita Mohamed Morsi, por ele “não ter cumprido as expectativas” do povo.

Acompanhe  cobertura em tempo real.

O general, em cadeia nacional de TV, declarou que a Constituição está suspensa temporariamente, durante um período de transição, no qual o governo será exercido por um grupo de tecnocratas.

Morsi não admitiu o golpe e pediu a seus partidários e aos líderes militares que “resistam pacificamente”, evitando derramamento de sangue.

Durante a transição, a presidência fica em mãos do presidente da Corte Constitucional, disse o general, que estava ao lado de líderes militares, autoridades religiosas e figuras políticas.

O chefe da corte, Adli Mansour, deve tomar posse como presidente interino na quinta-feira.

Durante o período da interinidade, a Constituição vai ser revista por um painel, com vistas à convocação de novas eleições parlamentares e presidenciais.

Ele disse que o caminho a ser seguido foi acordado com um amplo grupo político, e que será criado um plano de reconciliação nacional, com a presença de grupos jovens, que estava nas ruas desde domingo pedindo a renúncia de Morsi.

O general afirmou que as forças de segurança iriam garantir a paz nas ruas das principais cidades do país, que estavam tomadas por manifestantes oposicionistas e também por partidários do islamita Morsi.

A notícia da queda de Morsi foi recebida com fogos de artifício na Praça Tahrir, no Cairo, palco da revolta popular que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 2011, no contexto da chamada Primavera Árabe.

“O povo e o Exército estão do mesmo lado”, gritaram os manifestantes na praça, em meio ao barulho das buzinas e cânticos, segundo uma testemunha ouvida pela Reuters.

Também houve carreatas em várias ruas do Cairo.

General Abdel-Fattah el-Sissi faz um pronunciamento à população na televisão estatal egípcia nesta quarta-feira (3). O líder militar afirmou que o presidente será substituido presidente da corte constitucional (Foto: AP)O general Abdel Fatah al-Sisi faz um pronunciamento à população na televisão estatal egípcia nesta quarta-feira (3)

Falando depois do general, um porta-voz do Exército afirmou à agência Reuters que ainda não há um cronograma para a transição política.

O anúncio da queda de Morsi foi saudado pelo oposicionista Mohamed ElBaradei, que disse que a revolução de 2011 foi “relançada” no país e pediu eleições presidenciais rápidas.

O Nour, segundo principal grupo islamita do país após a Irmandade Muçulmana, afirmou que concorda com o mapa de transição, para que o país “evite conflitos”.

O país estava em turbulência desde a queda do ditador Hosni Mubarak, como parte das rebeliões da Primavera Árabe ocorridas no começo de 2011.

A instabilidade causa grande preocupação entre aliados do Ocidente e em Israel, país com o qual o Egito estabeleceu um tratado de paz em 1979.

O jornal estatal “Al Ahram” disse que os militares haviam informado Morsi sobre a destituição às 19h locais (14h em Brasília).

O presidente, ligado ao grupo islamita Irmandade Muçulmana e há um ano no cargo, permanecia em um quartel da Guarda Republicana, no subúrbio do Cairo, cercado por arame farpado, barreiras e soldados. Não estava claro, no entanto, se ele estava detido.

Fontes de segurança afirmaram que Morsi e os principais líderes da Irmandade estariam proibidos de deixar o país. Além de Morsi, estariam barrados o líder da organização, Mohamed Badie, e o número dois da confraria, Jairat al Shater.

Mortes
Em meio à crise política, confrontos entre apoiadores do presidente, oposicionistas e forças de segurança deixaram 16 mortos e mais de 200 feridos entre terça e quarta, segundo as agências Reuters e AFP, que citam a TV local e o Ministério da Saúde.

Os confrontos se acirraram após um pronunciamento do presidente reiterando sua legitimidade, sob o argumento de que havia sido eleito democraticamente.

FONTE: G1.


 

Publicação: 11/02/2013 09:26 Atualização: 11/02/2013 10:14

Bento XVI anunciou nesta segunda-feira que renunciará ainda em fevereiro  (AFP PHOTO / ANDREAS SOLARO )
Bento XVI anunciou nesta segunda-feira que renunciará ainda em fevereiro

Depois de oito anos no Vaticano, o Papa Bento XVI anunciou nesta segunda-feira que renunciará em 28 de fevereiro, durante um discurso pronunciado em latim durante uma reunião de Cardeais no Vaticano, informou à AFP o porta-voz da Santa Sé.

“O Papa anunciou que renunciará a seu ministério às 20H00 (16H00 de Brasília) de 28 de fevereiro. Começará assim um período de ‘sede vacante'”, afirmou o padre Federico Lombardi, em um anúncio praticamente sem precedentes na Igreja Católica.

Com 85 anos, Bento XVI justificou que a idade avançada o motivou a deixar o cargo ao “não ter mais forças” para comandar o Vaticano.”Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20h horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vaga e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice”, informou o papa por meio de uma carta.

Considerado uma eminência parda durante o papado de João Paulo II, o então cardeal Joseph Alois Ratzinger defendeu que seu antecessor deixasse o cargo ao não ter mais condições para comandar o Vaticano.

A decisão pegou de surpresa até as pessoas mais próximas a Bento XVI, que em 2012 enfrentou um escândalo depois que seu mordomo vazou documentos confidenciais da Santa Sé para a imprensa. Casos de pedofilia também voltaram a ter destaque e em janeiro de 2013 documentos divulgados pelo jornal Los Angeles Times mostraram lideres da igreja discutindo como encobrir supostos crimes de sacerdotes na Califórnia na década de 1980.

A “idade avançada” e a necessidade de “vigor” para o cargo levaram Bento XVI à decisão de renunciar. A explicação foi dada pelo próprio pontífice em carta distribuída nesta segunda-feira pela Rádio Vaticano. “Cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério”. No texto, ele afirma estar “incapacitado” para o cargo.

Bento XVI afirma que chegou à decisão após “ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus”. “Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor, quer do corpo quer do espírito”, disse.

Papa

Na carta, o líder católico afirma que este vigor necessário ao cargo “nos últimos meses foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado”.

Bento XVI termina a carta pedindo perdão aos católicos por sua decisão. “Verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos”, disse. “Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus”.

FONTES: Estado de Minas e AFP.


%d blogueiros gostam disto: