Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Metrô ganhará esquema especial para o clássico entre Galo e Cruzeiro
Companhia irá fazer um esquema diferenciado para o dérbi, deixando dois trens à disposição
Metrô

O clássico entre Atlético e Cruzeiro, na Arena Independência, ganhou atenção especial da CBTU Belo Horizonte. A companhia irá fazer um esquema diferenciado para o dérbi, deixando dois trens à disposição para a entrada em circulação, caso aconteça um aumento rápido do número de passageiros.
De acordo com a CBTU, a elevação nos trens representa cerca de 3 mil lugares a mais para atender aos torcedores.
A partida tem início marcado para as 16h deste domingo, no estádio do Horto.

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FONTE: O Tempo.


O ex-presidente reclamou também da inércia do atual governo para contenção dos danos causados pela investigação

Chapa esquentando

América Central. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega à Cidade da Guatemala, após tomar conhecimento do desastre aéreo

Lula convoca reunião com espanhol

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse aos seus aliados que está na “mira” do juiz Sérgio Moro. Segundo a “Folha de S. Paulo”, Lula acredita que a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Guiterrez, nessa sexta-feira (19), é uma demonstração de que ele será o próximo alvo da operação Lava Jato.

O ex-presidente também fez críticas ao atual governo pela  inércia da presidente Dilma Rousseff para contenção dos danos causados pela investigação. Outra queixa de Lula é sobre a atuação do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que teria convencido a presidente a minimizar o impacto político da operação.

Ainda segunda a publicação, os interlocutores do ex-presidente disseram que está preocupado por não ter foro privilegiado e, assim, pode ser chamado para depor a qualquer momento. Esta seria a principal a sua principal insatisfação, já que o caso ainda esteja sob condução do juiz Sérgio Moro.

Os petistas acreditam que os desdobramentos da Lava jato podem afetar o caixa do partido e comprometer a prestação de contas da campanha de Dilma. A detenção de Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo colocou a cúpula do PT em alerta e preocupa o Palácio do Planalto pelos efeitos negativos na economia.

FONTE: O Tempo.


Corrupção deixa cúpula da Fazenda em pânico
Joaquim Levy pede pente-fino na Receita Federal e na Procuradoria Nacional pois teme que irregularidades estejam disseminadas por órgãos estratégicos do governo

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Quem não faz “negociata” leva a pior, diz conselheiro do “tribunal” da Receita

Grampo da PF pegou, em 25 de agosto de 2014, o conselheiro Paulo Roberto Cortez, alvo da Operação Zelotes; segundo ele, só “coitadinhos” têm de pagar impostos

Em conversa interceptada pela Polícia Federal, um dos integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), espécie de “tribunal” que avalia recursos de contribuintes em débito com a Receita, afirma que o órgão se tornou um “balcão de negócios” e, no cotidiano de julgamentos, quem não faz “negociata” leva a pior.

Na escuta, o conselheiro Paulo Roberto Cortez, um dos investigados por participação no esquema para favorecer grandes empresas, afirma ainda que só “coitadinhos” têm de pagar impostos. “O Carf tem de acabar, não pode. Quem paga imposto é só os coitadinhos (sic)”, constata ele em um telefonema. “Quem não pode fazer acordo, acerto – não é acordo, é negociata -se fode”, continua ele.

A conversa foi interceptada pela Polícia Federal em 25 de agosto do ano passado. Do outro lado da linha, estava o sócio de Cortez no escritório de assessoria contábil Cortez & Mallmann, que atua no Carf, Nelson Mallmann. No diálogo, os dois mencionam casos de suborno envolvendo conselheiros do Carf e grandes empresas investigadas na Operação Zelotes. Há ao menos 74 pessoas físicas e jurídicas sob suspeita, entre eles gigantes do setor privado, como revelou o jornal “O Estado de S. Paulo” no último sábado.

Num dos trechos, o conselheiro afirma, referindo-se aos recursos de contribuintes que apelam ao “tribunal” da Receita: “Eles estão mantendo absurdos contra os pequenininhos e esses grandões estão passando tudo livre, isento de imposto. É só pagar taxa”, continua Cortez.

Carf. Foto: André Dusek/Estadão

Na conversa, ele diz que o Carf tem de fechar para que os casos a ele levados passem a ser discutidos no Judiciário. “Não pode isso aí. Virou balcão de negócios”, comenta, acrescentando: “Dá vergonha, cara”.

Na Operação Zelotes, a Polícia Federal e a Procuradoria da República no DF pediram a prisão temporária de Cortez por supostas práticas de associação criminosa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. A Justiça, no entanto, não considerou a medida necessária. Segundo o inquérito, as empresas de Cortez foram usadas para “branquear” pagamentos de clientes que buscavam alterar os julgamentos do Carf.

O Estado telefonou para o escritório de Cortez e Mallmann, mas as ligações foram interrompidas quando a reportagem se apresentou. “Não temos interesse”, disse o atendente, que não se identificou. O Estado telefonou para Cortez e o sócio em seus celulares, mas não foi atendido. Também enviou e-mail para ambos, mas, por ora, não houve resposta

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Brasília – A lista dos envolvidos nas denúncias de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) mostra que os desmandos estão entranhados em órgãos estratégicos do governo, como a Receita Federal e a Procuradoria da Fazenda Nacional, órgãos subordinados ao ministro Joaquim Levy. Dos 24 investigados por meio da Operação Zelotes, pelo menos 10 têm vinculação com o serviço público e vários são parentes de ex-integrantes da alta administração federal. Chama a atenção o fato de, mesmo com as denúncias, três investigados, Meigan Sack Rodrigues, Eivanice Canário da Silva e Paulo Roberto Cortez, ainda constarem como integrantes do Carf.
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A grande expectativa de policiais federais e procuradores da República que atuam nas investigações é saber como Levy lidará com as denúncias, uma vez que o Bradesco, banco do qual ele foi funcionário até assumir a Fazenda, é acusado de ter tentado derrubar, por meio de negociatas, dívidas de R$ 2,75 bilhões com o Carf. Relatórios da PF mostram que o presidente da instituição financeira, Luiz Carlos Trabucco, e dois executivos se encontraram com um participante da quadrilha, o auditor fiscal Eduardo Cerqueira Leite, para discutir como reduzir as multas impostas pela Receita.
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Diante da revelação do relatório, o Bradesco negou a participação de seu presidente no encontro. Mas nada comentou sobre os dois executivos, Luiz Carlos Angelotti, diretor de Relações com os Investidores, e Domingos Figueiredo de Abreu, um dos vice-presidentes do banco. Tão encrencado quanto o Bradesco está o Safra, que questiona a cobrança de R$ 767,56 milhões em impostos. Um dos integrantes do Conselho de Administração do banco, João Inácio Puga, teria acertado pagar R$ 28 milhões ao esquema para encerrar o processo questionado no Carf.
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O clima é de tensão na pasta chefiada por Levy. Fiscais da Receita e procuradores da Fazenda Nacional temem que novos nomes sejam divulgados pela PF e pelo Ministério Público. Aos mais íntimos, o ministro afirmou que não hesitará em punir, de forma exemplar, todos os culpados no esquema que pode ter desviado R$ 19 bilhões dos cofres públicos. Na terça-feira, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, ele assegurou que fará mudanças no Carf para “dar mais transparência, previsibilidade, celeridade e segurança” aos processos. Hoje, reconhecem assessores do ministro, o “tribunal” é uma caixa-preta, dominado por irregularidades que podem ser maiores do que as descobertas até agora.
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Preservação Há uma determinação dentro da Receita para tentar preservar ao máximo o órgão. Mas o chefe do Fisco, Jorge Rachid, reconhece, segundo interlocutores, que o golpe pode ser grande. Leonardo Siade Manzan, genro de Otacílio Cartaxo, ex-secretário da Receita e ex-presidente do Carf, foi pego com R$ 800 mil em dinheiro vivo na casa dele, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Eivany Antonio da Silva, ex-secretário adjunto do fisco, está entre os investigados, assim como os dois filhos dele, Eivanice, atual conselheira do Carf, e José Ricardo da Silva, que seria um dos cabeças da quadrilha. “Estamos preparados para o pior”, reconhece um integrante da Receita.
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Para o governo, a Operação Zelotes é mais uma dor de cabeça, pois sustenta, entre os eleitores, a visão de que a administração de Dilma Rousseff se transformou em um palco corrupção. A popularidade da presidente está no chão e justamente o que ela chama de malfeitos é o que mais está pesando para que quase 70% da população reprove a petista.
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A PF e o Ministério Público enviaram à Justiça uma relação com os nomes de pessoas e empresas para serem investigadas. Foram feitos pedidos de prisão, sendo seis preventivas e 18 temporárias, mas a juíza federal Pollyanna Kelly Alves, da 12ª Vara Federal, indeferiu todos. Somente mandados de busca e apreensão foram autorizados.
Tudo aponta que o esquema de venda de sentenças no Carf é comandado pelo ex-auditor e ex-presidente do Conselho Edison Pereira Rodrigues, pai de Meigan Sack Rodrigues, que continua tendo assento no tribunal da Receita. Nos relatórios preparados pela PF ele diz a integrantes da Ford que “tem 95% de chances” de derrubar a dívida da montadora de R$ 1,78 bilhão com o Fisco.
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Segundo Paulo Roberto Cortez, ainda no conselho do Carf, o tribunal se tornou um balcão de negócios, no qual somente os pequenos devedores é que pagam a conta. Estima-se que, hoje, os processos em andamento somem R$ 531 bi.

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Fraude ao Fisco envolve pelo menos 24 pessoas e 15 escritórios, diz PF

Advocacias e consultorias são suspeitas; rombo seria de R$ 19 bilhões.
Esquema era ‘sofisticado’, e pagamentos, em dinheiro vivo, diz procurador.

Investigadores da Polícia Federal no Distrito Federal afirmaram à reportagem da TV Globo, em Brasília, que pelo menos 24 pessoas e 15 escritórios de advocacia e consultoria estão envolvidos no suposto esquema de fraudes contra a Receita Federal no DF e em dois estados. Conversas telefônicas gravadas e movimentações bancárias serviriam como prova do envolvimento na manipulação de resultados de recursos judiciais. O rombo total nas contas da Receita é estimado em R$ 19 bilhões.

As investigações da PF apontam para a venda de decisões de conselheiros e ex-conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o órgão do Ministério da Fazenda responsável por analisar em segunda instância as autuações promovidas pela Receita.

A apuração indica que os membros do Carf trabalhavam com “captadores de clientes”, pessoas que buscavam empresas multadas pela Receita para participar do esquema.
Os conselheiros suspendiam julgamentos, alteravam votos e aceitavam recursos para favorecer essas empresas. A PF também constatou tráfico de influência nas operações de fraude.

Era uma organização sofisticada. O que chama a atenção é que a pessoa que procurava a empresa não era a mesma que procurava os servidores públicos. Havia uma segmentação de tarefas, onde cada pessoa tinha um papel bem definido”
Frederico Paiva, procurador da República

O procurador da República responsável pelo caso, Frederico Paiva, diz que a hierarquização do esquema atraiu a atenção dos investigadores. “Era uma organização sofisticada. O que chama a atenção é que a pessoa que procurava a empresa não era a mesma que procurava os servidores públicos. Havia uma segmentação de tarefas, onde cada pessoa tinha um papel bem definido”, diz.

Segundo Paiva, os pagamentos eram feitos em dinheiro vivo. “Isso dificulta muito o trabalho do Ministério Público Federal. O rastreamento desse dinheiro vai ser ainda objeto de uma segunda fase da investigação.”

Em nota divulgada na quinta-feira (26), o Ministério da Fazenda informou que “estão sendo instaurados processos administrativos disciplinares, sindicâncias patrimoniais e processos administrativos de responsabilização contra as empresas envolvidas”.

Segundo a pasta, o conselho iniciou reforma nos processos internos para aprimorar as atividades e dar mais transparência, previsibilidade, celeridade e segurança. O ministério também informou que os critérios para qualificação e seleção de conselheiros têm sido revistos e que existe a expectativa de instituir um comitê de ética do Carf.

Operação Zelotes

Estimativa de prejuízo R$ 19 bilhões
Fraude já comprovada R$ 5,7 bilhões
Estados envolvidos DF, CE e SP
Mandados de busca e apreensão 41
Policiais federais atuando na operação 180
Fiscais da Receita auxiliando na ação 55
Fonte: Polícia Federal

Envolvidos
A reportagem da TV Globo conseguiu acesso a novos nomes investigados na operação Zelotes. O ex-integrante do Carf e atual sócio em um escritório de advocacia, José Ricardo da Silva, é apontado como um dos principais responsáveis pelo esquema. O G1 e a TV Globo não conseguiu contato com ele.

A irmã de Silva e atual conselheira do Carf, Eivanice Canário da Silva, seria sócia de empresas suspeitas. Também conselheira, Meigan Sack Rodrigues é suspeita de fazer contato com colegas de conselho para suspender julgamentos, mediante pagamento de propina.

Meigan é filha e sócia do ex-presidente do Carf, Edson Pereira Rodrigues, em um dos escritórios de advocacia investigados. O G1 e a TV Globo não conseguiram contato com os citados nesta sexta (27).

Entre os citados na operação também está o ex-conselheiro Leonardo Manzan, genro do ex-secretário da Receita Otacílio Cartaxo. Em um cofre na casa de Manzan, a PF apreendeu R$ 800 mil que poderiam ser resultado do esquema. A defesa do ex-conselheiro afirma que o dinheiro é proveniente do pagamento de “honorários advocatícios”.

Apreensão
A PF também divulgou nesta sexta um balanço dos valores e bens apreendidos durante a Operação Zelotes. Em Brasília, foram apreendidos 16 carros, três motos, joias, R$ 1,84 milhão, US$ 9.087 e € 1.435. Entre os automóveis estão quatro Mercedes, dois Mitsubishi Lancer e um Porsche Cayenne. Os nomes dos proprietários não foram divulgados.

Outros dez carros e cerca de R$ 240 mil em moeda nacional e estrangeira foram apreendidos em São Paulo, além de dois automóveis no Ceará. Por decisão da Justiça Federal, todos os veículos foram entregues aos respectivos donos. Eles passam a figurar como “depositários fiéis” dos bens, e não podem repassá-los sem autorização judicial.

Segundo a PF, pelo menos 70 empresas – dos ramos bancário, siderúrgico, automobilístico e da construção civil – são investigadas. Os nomes das empresas suspeitas não foram divulgados.

Do total recolhido no DF, R$ 800 mil estavam em um cofre e R$ 312 mil em uma sacola. A origem do restante dos valores e os locais não foram divulgados.

Nulidade
A corregedora-geral do Ministério da Fazenda, Fabiana Lima, afirmou que vai pedir a nulidade das ações onde foram encontradas irregularidades. Em um dos casos identificados pela PF, uma multa de R$ 150 milhões aplicada a uma empresa havia sido cancelada.

Pelo menos um dos 216 atuais membros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão do Ministério da Fazenda responsável por analisar em segunda instância as autuações promovidas pelo Fisco, vai ser afastado por suposto envolvimento com o crime, segundo a Polícia Federal.

O diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, Oslain Campos Santana, afirmou considerar a Operação Zelotes “tão grande” quanto a Operação Lava Jato por causa da extensão do prejuízo aos cofres públicos, estimado em R$ 19 bilhões, e a quantidade de envolvidos. “Até agora não foram identificadas grandes correlações entre essa operação e a Lava Jato, fora, óbvio, ter processos administrativos”, completou.

As investigações começaram em 2013 e consideram processos que tramitam desde 2005. De acordo com a PF, uma organização criminosa manipulava o trâmite dos recursos administrativos que chegavam ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. O objetivo dela era anular ou diminuir o valor das multas aplicadas.

Nove ex-conselheiros e um atual estão entre os suspeitos de participar do esquema. O número total de envolvidos está sob sigilo. Ainda segundo a polícia, os servidores repassavam informações privilegiadas para escritórios de assessoria, consultoria ou advocacia nas três unidades da federação. Esses locais usariam os dados para captar novos clientes, diz a polícia.

Dinheiro apreendido
Na quinta-feira (26), a PF cumpriu 41 mandados de busca e apreensão, sendo 24 em Brasília, 16 em São Paulo e um no Ceará. Não há informações sobre prisões. A corporação afirmou que já foi comprovado prejuízo de R$ 5,7 bilhões.

Os investigados vão responder pelos crimes de advocacia administrativa fazendária, tráfico de influência, corrupção passiva, corrupção ativa, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas ultrapassam 50 anos de prisão.

A ação foi batizada de Operação Zelotes, que significa “falso cuidado” ou “cuidado fingido”, de acordo com a Polícia Federal. Além de 180 policiais federais, 60 fiscais da Receita Federal e 3 servidores da Corregedoria Geral do Ministério Fazenda participaram da operação.

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FONTE: Estadão, Estado de Minas e G1.

Barusco: propina passou a ser institucionalizada depois de 2003

Ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco prestou depoimento, nesta terça-feira (10), à CPI da Câmara dos Deputados.

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco prestou depoimento, nesta terça-feira (10), à CPI da Câmara dos Deputados. Ele disse que a cobrança de propina passou a ser institucionalizada depois de 2003.

Respondeu que só depois de 2003, já no governo do ex-presidente Lula, assumiu o cargo de gerente-executivo de serviços da Petrobras, e o pagamento de propina, segundo ele, passou a fazer parte da rotina da empresa.

Pedro Barusco disse à CPI que começou a receber propina na Petrobras em 1997. O relator da comissão, deputado Luiz Sérgio, do PT, perguntou a Barusco se o esquema de corrupção na empresa também começou na mesma época, no governo Fernando Henrique. Barusco negou qualquer relação entre as propinas que recebeu naquele período e o esquema revelado agora com a Lava Jato.

Respondeu que só depois de 2003, já no governo do ex-presidente Lula, assumiu o cargo de gerente-executivo de serviços da Petrobras, e o pagamento de propina, segundo ele, passou a fazer parte da rotina da empresa.

“Eu iniciei a receber a propina em 97 ou 98. Foi uma iniciativa pessoal, minha, junto com o representante da empresa. Agora, de forma mais ampla, como Vossa Excelência mencionou, em contato com outras pessoas da Petrobras, de uma forma mais institucionalizada, foi a partir de 2004… 2003, 2004, não sei precisar exatamente a data, mas foi a partir dali”, conta Pedro Barusco.

Deputados do PT não ficaram satisfeitos com a resposta, e acusaram Barusco de esconder alguma coisa.

“Se o senhor pensa que nós vamos acreditar que o senhor começou a estruturar uma ação mais endêmica e sistemática a partir de 2003, o senhor está muito enganado. Muito enganado, porque essa estrutura criminosa de tratar de superfaturamento talvez não tenha sido inventada pelo senhor, mas o senhor foi peça chave nela”, diz a deputada Maria do Rosário, PT-RS.

A oposição criticou o PT. “Quando perguntado sobre relação política, todas as vezes ele diz que não aconteceu. É incrível o esforço do PT, que antes fazia questão de dizer que era diferente de todos e agora faz questão de provar que todo mundo é igual, está todo mundo na mesma lama da Petrobras. E ele é muito claro a dizer que começou a dividir propina pro partido a partir do governo do senhor Luiz Inácio Lula da Silva”, afirma o deputado Efraim Filho, DEM- PB.

Barusco voltou a negar motivação política no pagamento de propina antes de 2003. “As atividades de 97 e 98 foram uma atitude isolada, uma coisa minha. Já de 2004 pra frente, foi uma coisa mais institucionalizada. Não há relação de um momento e de outro”, afirmou Barusco.
Pedro Barusco também disse que o tesoureiro do PT negociava com ele os percentuais de propina. E que o ex-diretor da Petrobras Renato Duque pediu, a uma das empresas investigadas na Lava Jato, dinheiro pra campanha presidencial de 2010.

Pedro Barusco disse que recebeu em contas no exterior US$ 70 milhões desviados da Petrobras. E que, com esses rendimentos, esse valor chegou a US$ 97 milhões. Segundo Barusco, parte desse dinheiro foi devolvida. E tudo estará de volta aos cofres públicos em alguns meses.

Barusco afirmou que ficava com meio por cento da propina de cada contrato ligado à área dele na Petrobras. Um por cento do valor do contrato, de acordo com Barusco, deveria ser entregue ao PT por intermédio do ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque, e do tesoureiro do partido, João Vaccari Neto.

Barusco estima foi destinado ao PT entre US$ 150 milhões e 200 milhões. “O que eu disse foi que eu estimava, estimava que por eu ter recebido a quantia que está divulgada, como o PT na divisão da propina tinha, ou cabia a ele receber o dobro ou um pouco mais, que eu estimava que ele poderia ter recebido o dobro, porque se eu recebi, por que que os outros não teriam recebido?”, diz Pedro Barusco.

Barusco citou várias reuniões com Renato Duque e João Vaccari, inclusive na Petrobras, para acertar a divisão da parte de cada um na propina. Contou que ele e Duque abriram conta em um mesmo banco na Itália. Mas não soube dizer como o dinheiro foi pago a Vaccari.

“Não sei como o João Vaccari recebeu, se recebeu, se não recebeu, se foi doação oficial, se foi pago lá fora, se foi pago aqui dentro em dinheiro, eu não sei. Existia, vamos dizer, uma reserva de propina, uma reserva para o PT receber. Se ele recebeu, da forma que recebeu, eu não sei”, declarou Barusco.

Barusco também mencionou que Duque pediu à empresa SBM, um dos alvos de investigação da Operação Lava Jato, R$ 300 mil como reforço para a campanha eleitoral de 2010 de Dilma Rousseff à presidência da República.

“Aqueles 300 mil que eu disse na área de reforço de campanha, foi na campanha presidencial de 2010”, afirmou Barusco.

O depoimento de Barusco durou quase seis horas.

O deputado Júlio Delgado, do PSB, perguntou a Barusco se havia um mentor de todo esquema.

“A cabeça do negócio, eu também não sei dizer. Eu sei as pessoas que eu citei. Não havia um único, vamos dizer assim, responsável”, disse Barusco.

Barusco negou que as empreiteiras tenham sido pressionadas a pagar propina. Na avaliação do ex-gerente executivo de Serviços da Petrobras, tudo era acordado em uma relação normal em que todos os lados envolvidos tinham seus interesses atendidos.

“Fico procurando na minha mente, na minha memória e não encontro caso nenhum. Era uma relação normal, que se acordavam. Nunca vi extorsão”, afirma Pedro Barusco.

Ele também disse não saber se a ex-presidente da Petrobras Graça Foster tinha conhecimento da corrupção na empresa.

“A diretora Graça não participava desse tipo de atividade, que eu saiba, ela nunca participou. É o que eu falei no meu depoimento, se ela sabia, guardou pra si, porque ela nunca externou”, comentou Barusco.

Barusco se aposentou da Petrobras em 2011, pouco depois, assumiu uma diretoria da empresa Sete Brasil, segundo ele, por indicação de Renato Duque e do ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli. A Sete Brasil tem contratos de R$ 22 bilhões com a Petrobras para a contratação de sondas de perfuração e é investigada por pagar propina a Renato Duque.

Ele afirmou que se sente aliviado por negociar a delação premiada com o Ministério Público. Depois de 18 anos roubando dinheiro público, disse que o crime não compensa.

“Se no começo tive a fraqueza de começar, teve uma fase que, de repente, eu fiquei um pouco feliz, depois foi se transformando em temor, quase apavoramento de ter um volume desses de recursos ilícitos fora do país. Eu me sinto aliviado de ter devolvido e de estar participando do repatriamento. Estou engajado diretamente”, afirmou Pedro Barusco.

O ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, negou que tenha recebido propina e afirmou que Barusco nunca teve autorização para agir em nome dele.

O secretário de finanças do PT, João Vaccari, disse que nunca tratou de doações para o partido com Pedro Barusco. E que o ex-gerente não tem prova ou indício contra ele.

O PT afirmou que só recebe doações dentro dos parâmetros legais. E que está processando Pedro Barusco por fazer denúncias sem provas.

O coordenador financeiro da campanha de Dilma Rousseff em 2010, José de Filippi Júnior, declarou que a empresa SBM não fez doações à campanha e que todas as doações foram legalmente registradas e aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

FONTE: G1.


Youssef diz que Lula e Dilma sabiam de repasses na Petrobras

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, descartou a possibilidade de investigar a presidente Dilma Rousseff

 Carlos Moura/CB/D.A Press

Brasília – O doleiro Alberto Youssef disse, em depoimento na Operação Lava-Jato, que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento da “estrutura que envolvia a distribuição e repasse de comissões” na Petrobras. Durante o processo de delação premiada, Youssef afirmou que “tanto a presidência da Petrobras como o Palácio do Planalto” sabiam do esquema.

Questionado sobre a quem se referia ao mencionar Palácio do Planalto, Youssef citou os nomes de Lula, Dilma, e parte da cúpula do governo do ex-presidente: Gilberto Carvalho, Gleisi Hoffmann, Antonio Palocci, José Dirceu, Ideli Salvatti e Edison Lobão.

O trecho da delação de Youssef que cita Lula e Dilma aparece no pedido de abertura de inquérito encaminhado pela Procuradoria-Geral da República para investigar a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, descartou a possibilidade de investigar a presidente Dilma Rousseff.

“Em complementação ao termo de declarações realizado na data de ontem, o declarante gostaria de ressaltar que tanto a presidência da Petrobras, quando o Palácio do Planalto tinham conhecimento da estrutura que envolvia a distribuição e repasse de comissões no âmbito da estatal”, relatam os investigadores sobre o depoimento de Youssef.

Na sequência, explicam: “Indagado quanto a quem se referia em relação ao termo ‘Palácio do Planalto’, esclarece que tanto a presidência da República, Casa Civil, Ministro de Minas e Energia, tais como Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, Ideli Salvatti, Gleisi Hoffmann, Dilma Rousseff, Antonio Palocci, José Dirceu e Edison Lobão, entre outros relacionados”.

As evidências apontam, segundo a Procuradoria, que Gleisi recebeu R$ 1 milhão em agosto de 2010 para custear sua campanha. As investigações demonstram “que o apoio político aos operadores do esquema de contratos ilegais e corrupção de agentes públicos mantidos no ambiente da Petrobras era algo imprescindível”, aponta a peça da PGR. A petista será investigada por suposta prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

FONTE: Estado de Minas.


Dossiê revela elo com mensalão 

Empreiteiro César Oliveira, que deu Land Rover a membro do PT em 2005, pagou propina à Petrobras

B-G

Delator. Informações de Barusco ajudaram os investigadores a montar o quebra-cabeça do esquema

SÃO PAULO. O dossiê entregue pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco ao Ministério Público Federal (MPF) trouxe à tona um dos personagens do mensalão que levou parte da cúpula petista para a cadeia. O empresário César Oliveira, da construtora baiana GDK, foi apontado por Barusco como um dos empreiteiros que pagou propina ao ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque e ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Em 2005, durante o mensalão, Oliveira foi quem presenteou o então secretário geral do PT, Silvio Pereira, com uma Land Rover, avaliada na época em R$ 76 mil.

Das 87 obras citadas por Barusco, GDK fechou contrato em cinco delas entre maio de 2007 e maio de 2009 ao custo de R$ 750 milhões. As obras iam da construção e adaptação de uma rede de dutos na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, à reforma de gasodutos em São Paulo e no Nordeste.

Na planilha entregue pelo ex-gerente à força-tarefa da operação Lava Jato, César Oliveira teria dado propina em quatro das cinco obras. O empresário teria pagado ao PT R$ 4 milhões em vantagens indevidas e a Duque e a Barusco, outros R$ 2 milhões.

No contrato de reabilitação de dutos TNS, de maio de 2007, que custou R$ 125 milhões à Petrobras, o empresário teria desviado 1%, R$ 1,2 milhão para pagar a Duque e ao PT. Cada um, segundo a planilha de Barusco, teria ficado com a metade do valor.

Em outubro, a GDK ganhou outra licitação para a construção de um píer na Baía de Guanabara. A obra serviria para melhorar o transporte de gás natural para a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc). Dessa obra, que custou cerca de R$ 200 milhões, a “casa” – representada por Duque e Barusco – ficou com R$ 1 milhão e o PT com outra parte igual da propina.

A GDK começou a prestar serviços à Petrobras em 1994. Em 2002, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, os contratos com a estatal saltaram dos R$ 126 milhões para R$ 430 milhões. Com a ascensão do PT ao Palácio do Planalto, a GDK perdeu espaço na estatal. Para reverter a situação, Oliveira se aproximou do atual ministro da Defesa, Jaques Wagner — do qual o empresário teria sido um dos principais financiadores de campanha em 2002 para governador da Bahia. O ministro chegou a ter uma filha empregada na GDK.

Em 2012, o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, declarou extinta a punição ao ex-dirigente petista. Silvinho, como era conhecido, foi o único dos quatro ex-integrantes da antiga cúpula do PT que escapou do julgamento.

Saiba mais

EUA. Um grupo de integrantes do Ministério Público Federal liderado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, vai aos EUA para pedir apoio das autoridades americanas nas investigações da operação Lava Jato. Como o departamento de Justiça Americano e o órgão local regulador de mercados de capitais estão apurando as fraudes na Petrobras, o grupo irá pedir informações sobre o que está sendo apurado em solo americano.

Apreensão. Na ação desta quinta, a Polícia Federal apreendeu 35 obras de arte, 518 relógios de luxo, cinco veículos de alto valor de mercado, grande quantidade de documentos e notas fiscais e munições. Até nesta sexta, o valor em dinheiro não sido calculado.

Miami
Retorno
. Investigado na nona etapa da operação Lava Jato, o empresário João Gualberto Pereira Neto, sócio da empresa Arxo, se entregou à Polícia Federal nesta sexta, após voltar de Miami.

Propinas na BR Distribuidora chegavam a 10%

São Paulo. Uma ex-funcionária da Arxo Industrial – novo alvo da Lava Jato – afirmou ao Ministério Público Federal (MPF) que constatou saques em espécie de até R$ 7 milhões para pagamentos suspeitos que perduraram na BR Distribuidora mesmo depois da descoberta do esquema na Petrobras. A BR Distribuidora é subsidiária da Petrobras responsável pela rede de postos de vendas de derivados.

A figura central dessa nova frente de investigação – uma ex-gerente financeira – procurou o MPF espontaneamente e foi ouvida no dia 15 de janeiro deste ano. Entre 2012 e novembro de 2014, a testemunha afirma ter presenciado pagamentos de propina de 5% a 10%. “Para obter os contratos, a Arxo receberia informações privilegiadas da Petrobras e efetuaria o pagamento de vantagem indevida de 5% a 10% do total dos contratos com a BR Distribuidora)”, informou.

Ela apontou e reconheceu, por fotos, o operador da propina no caso dos contratos, Mário Goes. Foi por meio dele que a Lava Jato estabeleceu a conexão entre o esquema investigado nas diretorias de Serviço, Abastecimento e Internacional, que arrecadaria propina para PT, PMDB e PP. Segundo a testemunha, o operador foi visto por ela pela última vez no ano passado. Goes foi o único a ter prisão preventiva decretada e está foragido.

FONTE: O Tempo.


 

Indícios de fraudes vão ‘muito além’ da Petrobras, afirma juiz

Juiz federal Sergio Moro, afirmou que “há indícios que os crimes transcenderam a Petrobras” e classificou de “perturbadora” a tabela apreendida em março com o doleiro e delator Alberto Youssef

OAS depositou R$ 19 mi em firmas de Youssef

Empresas do grupo OAS fizeram depósitos que somam R$ 19 milhões em firmas de fachada do doleiro Alberto Youssef, segundo cálculos da Folha a partir de relatório da Polícia Federal.
doleiro

O próprio doleiro já disse em depoimento à Justiça Federal que, como suas empresas não tinham existência real, os valores nelas depositados visavam o pagamento de suborno para políticos e funcionários públicos.

Os pagamentos ocorreram em um período de três anos e meio, entre junho de 2010 e dezembro de 2013.

A OAS é a empreiteira investigada na Operação Lava Jato que tem mais executivos presos pela Polícia Federal: são quatro entre os 11 que estão na custódia da Polícia Federal em Curitiba, entre os quais o presidente da companhia, José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro.

Os executivos foram presos sob acusação de pagar suborno para obter contratos na Petrobras. A construtora OAS e os consórcios dos quais ela faz parte têm contratos com a estatal de R$ 10,1 bilhões e US$ 48,1 milhões (R$ 125 milhões), segundo o relatório da polícia.

CONSULTORIA SIMULADA

Os repasses eram feitos por meio de contratos simulados de prestação de serviços, de acordo com a interpretação da Polícia Federal.

Há contratos de consultoria para implantação de software sem especificar o tipo de programa a ser desenvolvido, de consultoria fiscal e tributária, de prospecção de mercado no interior de São Paulo e até para implantar um shopping center em Maceió.

Sobre o projeto do shopping, o relatório da polícia diz que, apesar de a OAS ter um “corpo técnico especializado em elaboração de projetos de construção”, a empreiteira “terceirizou os serviços deste projeto para uma empresa que sequer possui quadro de funcionários”.

A OAS usou várias empresas do grupo para fazer os repasses ao doleiros, entre as quais a construtora, a Coesa Engenharia, o consórcio Sehab, que atuou na urbanização de favelas da gestão do prefeito Gilberto Kassab na Prefeitura de São Paulo.

O consórcio era formado pela OAS e Constran, cujo presidente, Ricardo Pessoa, também está preso.

Youssef recebeu os pagamentos por meio da MO Consultoria, Empreiteira Ridigez e RCI Software e Hardware.

Um dos pagamentos, de US$ 4,8 milhões em 2012, foi feito na Suíça numa conta controlada pelo doleiro. O montante pago no Brasil, de R$ 9,15 milhões, supera em R$ 2,45 milhões o valor que a PF havia calculado num laudo. A razão da diferença é que o relatório atual foi feito com base em notas fiscais e contratos apreendidos na OAS.

OUTRO LADO

Procurada pela Folha, a OAS não quis se pronunciar sobre o relatório da PF.

A Constran disse em nota que não faz mais parte do consórcio Sehab e que a OAS, como líder da sociedade, tinha o poder de tomar “todas as decisões”.

As evidências recolhidas durante as investigações sobre a Petrobras sugerem que o esquema de fraude em licitação “vai muito além” da estatal, afirmou o juiz federal Sergio Moro, que conduz as investigações da Operação Lava Jato.

Moro afirmou que “há indícios que os crimes transcenderam a Petrobras” e classificou de “perturbadora” a tabela apreendida em março com o doleiro e delator Alberto Youssef, com uma lista de cerca de 750 obras públicas de infraestrutura. Ali, constavam “a entidade pública contratante, a proposta, o valor e o cliente do referido operador, sendo este sempre uma empreiteira”.

“Embora a investigação deva ser aprofundada quanto a esse fato, é perturbadora a apreensão desta tabela nas mãos de Alberto Youssef, sugerindo que o esquema criminoso de fraude à licitação, sobrepreço e propina vai muito além da Petrobrás”, escreveu.

Os comentários de Moro foram usados para rejeitar o pedido de revogação da prisão preventiva de Gerson de Mello Almada, vice-presidente da empresa Engevix, que está na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Segundo Moro, grande parte do esquema criminoso ainda está encoberto e, por isso, “a prisão preventiva se impõe a bem da ordem pública, para interromper e prevenir a continuidade da prática de crimes graves contra a administração pública e de lavagem de dinheiro”.

Entre os indícios contra a Engevix está o depósito de R$ 3,3 milhões para a MO Consultoria, empresa de fachada de Youssef, durante as obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

A Engevix reconhece o pagamento a Youssef, mas afirma que o doleiro foi pago por tarefas técnicas em benefício da empresa e nega ter praticado qualquer irregularidade.

FONTE: O Tempo e Folha de São Paulo.



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