Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Dormir já rende mais que trabalhar na Venezuela

Diante do caos em que o país vive, dificilmente uma mudança político-econômica ocorrerá

Há quatro meses sem trabalho, o pedreiro Juan Rudá, de 53 anos, chega pontualmente às 6 horas e senta-se em uma mureta diante do edifício em construção no bairro Las Mercedes, em Caracas. Vai embora às 14 horas, sem o emprego que esperava. Esta é sua rotina diária desde fevereiro, mesmo sabendo que hoje no país é mais rentável dormir que trabalhar, em função do achatamento do salário mínimo.

Rudá luta para conquistar o que em muitos países é considerado trabalho escravo. A vaga que ambiciona paga 41 mil bolívares por dia, o equivalente a US$ 0,05, pela cotação da moeda americana no mercado negro, que hoje regula a economia do país. Só em comida e passagens para chegar até o lugar da obra, seu gasto supera isso. Trabalhar deixou tecnicamente de ser rentável. E não só para ele.

“Esta é uma realidade tanto no setor público quanto no privado, nos trabalhos de menor remuneração. É uma consequência não só da hiperinflação, mas de uma depressão econômica violenta. O PIB do país caiu pela metade em quatro anos”, afirma o economista Omar Zambrano, da Universidade Central da Venezuela.

Não há condições, segundo o especialista, de uma reversão nesta tendência sem uma mudança de política econômica.

O presidente Nicolás Maduro tentará a reeleição no domingo. Seu principal rival é o ex-chavista Henri Falcón, que pretende dolarizar a economia, medida da qual Zambrano discorda.

“Brasil, Peru e Bolívia conseguiram sair desse processo de hiperinflação sem abrir mão da moeda. Mas sem uma troca na presidência, certamente não haverá mudança”, opina o economista. Uma das hipóteses estudadas por acadêmicos locais é a adoção de um plano semelhante ao Real, com indexação inicial da moeda local à americana.

Não há dado confiável sobre o desemprego na Venezuela. A medição costumava ser feita com base em pesquisas residenciais abandonadas há três anos, segundo Zambrano. De acordo com o economista, mesmo que os levantamentos fossem retomados, haveria distorção porque boa parte dos consultados, ao contrário de Rudá, não busca colocação no mercado.

O pedreiro reconhece que já não busca emprego pelo dinheiro, mas “para manter a autoestima e o respeito dos cinco filhos”.

Rudá deve votar em Maduro. O operário atribui a pressões externas e internas a má situação econômica – o FMI prevê inflação de 13.800% para este ano. E culpa os “bachaqueros”, apelido dado aos atravessadores que revendem artigos escassos, “que compram um pacote de farinha por 50 mil bolívares (US$ o,o6) e o revendem a 900 mil (US$ 1,1)”. Ele e a família vivem de subsídios do governo.

O desabastecimento do qual Rudá reclama explica em parte por que ele está desempregado. Os sacos de cimento tornaram-se raros no mercado depois do fechamento das maiores fabricantes.

“Máfias das redes de cimento revendem o saco por preço 5 vezes maior que o original. A construção, por isso, caiu pela metade em quatro anos. Muitos trabalhadores se tornaram ‘bachaqueros’, mais rentável que qualquer profissão formal hoje”, diz Adalberto Martínez, diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores da Construção.

A revenda de produtos subsidiados e a pirataria não são tão afetadas pelo processo inflacionário. A camelô Elisa Santana, de 57 anos, diz que nem pensa em buscar trabalho formal.

“Com um salário mínimo eu só compraria um refrigerante. Prefiro vender meus DVDs”, diz ela, que comercializa filmes em cartaz nos cinemas por US$ 0,30 (6 vezes o que Rudá pretende ganhar por dia).

O pedreiro diz que não entra neste ramo por questões “de consciência”.

A reportagem o viu parado diante da obra de Las Mercedes durante cinco horas, das 8 horas às 13 horas de terça-feira. Já com a certeza de que receberia outro “não”, ele justificou a teimosia.

“O que vou dizer em casa para minha mulher se voltar mais cedo?”

Protestos Venezuela

Maduro tentará sua reeleição no domingo contra o ex-chavista Falcón

COMENTÁRIOS (8)

Paulo<br />Sampaio
Paulo
Sampaio
O sujo falando do mal lavado. Brasil no fundo do poço.
Responder – 0 – 0 – Denunciar – 1 hora atrás
Marcelo<br />Sampaio
Marcelo Sampaio
PCdoB e PT PSOL PSTB PCO são partidos COMUNUSOCIALIATAS que sonham fazer isso com o BRASIL transformar nosso país em uma GRANDE CUBA ou VENEZUELA. Caso soltem o Lula e ele ganhe as eleições com as URNAS ELETRÔNICAS FRAUDADAS,o país vai dar uma guinada ao COMUNISMO estaremos perdidos caso não tenha uma intervenção militar ou guerra Civil
Responder – 2 – 2 – Denunciar – 7 horas atrás
Marcos<br />Nunes<br />Nunes
Marcos Nunes Nunes
Os esquerdopatas daqui deveriam se mudar pra esses países comunistas e parar de encher o saco com essa conversa de socialismo,que só serve pra atravancar o crescimento do país.
Responder – 3 – 0 – Denunciar – 11:27 PM May 18, 2018
Pedro<br />Oliveira
Pedro Oliveira
País “socialista” bom é os EUA. Lá um Juiz ganha apenas 5 vezes o que um policial ganha que, por sua vez, ganha apenas 50% a mais que uma faxineira. Um caixa do Walmart compra 3 Iphones com um mês de salário. Um lavador de parto ganha US$ 8,00/hora e no final do mês pode ganhar US$ 2000,00 trabalhando 10 hora/dia. Depois de 8 meses pode compara um Corolla. O problema do Brasil é que copiamos apenas a parte ruim de tudo. Por que não copiamos os bons salários do EUA?
Responder – 26 – 1 – Denunciar – 5:53 PM May 18, 2018
Geral<br />Dino
Geral Dino
Como todo socialismo/comunismo na prática, isso é o que acontece. Olhem a cara redondinha, corada do Maduro e seus comparsas da elite. Todos comendo bem, vivendo bem. O resto da população brigando pelo lixo. E ainda tem alienado que defende esse sistema dos infernos. São todos iguais sim, na miséria.
Responder – 38 – 0 – Denunciar – 4:17 PM May 18, 2018
Henrique<br />Gregório<br />Rinco<br />de<br />Oliveira
Henrique Gregório Rinco de Oliveira
O infeliz não tem trabalho, não tem perspectiva de futuro e ainda vai votar no maldito comunista que o colocou nesta situação, pois a família vive do subsidio do governo, era o que o (des)governo petista queria para o Brasil, e por sorte nossa não conseguiu, o pior e quando se pede algum comunista para citar algum país aonde o comunismo deu certo, citam países nórdicos, que para desespero e desconhecimento dos comunistas modinha tem os maiores índices de liberdade econômica do mundo.
Responder – 36 – 2 – Denunciar – 3:33 PM May 18, 2018
Fabão
Fabão
Mais alguns mandatos do PT e nos transformaríamos em uma grande Venezuela.
Responder – 40 – 4 – Denunciar – 3:00 PM May 18, 2018
CELSO
CELSO
Socialismo de pobre, era isso que QUERIAM para o Brasil.
Responder – 43 – 3 – Denunciar – 2:57 PM May 18, 2018

FONTE: O Tempo.


A esquerda não votou em Dilma para ter duas semanas de governo progressista

Carta Capital

No ocaso de seu governo, Dilma Rousseff produziu o que a imprensa chamou de “pacote de bondades” para a esquerda. Destravou a reforma agrária e o Minha Casa Minha Vida Entidades, destinou novas áreas a comunidades quilombolas, liberou recursos para a promoção da igualdade racial e assinou decreto que permite o uso do nome social em crachás por servidores LGBT. Para o campo progressista brasileiro, essas medidas deveriam deixar uma única lição: é hora de superar o PT.

No tempo comandado pelo PT, o Planalto realizou muitos feitos importantes, sendo o mais relevante deles alçar o combate à miséria e à pobreza à condição de central na disputa política. Depois que o governo comandado pelos petistas retirou o Brasil do mapa da fome das Nações Unidas, é improvável que outra sigla consiga chegar ao Palácio do Planalto (pelo voto) sem apontar soluções para nossas profundas desigualdades sociais e regionais.

Paralelamente, o PT produziu uma quantidade significativa de decepções. A corrupção, expressa no “mensalão” e escancarada pela Operação Lava Jato, é a maior delas, mas não se pode esquecer que o partido abriu mão de uma série de reformas estruturais, referendou a política de encarceramento em massa vigente e implantou um modelo de desenvolvimento que, além de alienante, não reconhece óbvios limites sociais e ambientais.

No que diz respeito a sua base social, o governo do PT também produziu danos profundos. Como reconheceu o próprio Lula em fevereiro de 2015, quando a sigla completou 35 anos, o PT “deixou de ser um partido das bases para se tornar um partido de gabinetes”.

O abandono da disputa ideológica abriu caminho para o conservadorismo que hoje perpassa os mais diversos estratos da sociedade e o resultado desta transformação produziu um vácuo na esquerda. Assim, hoje, as bases esquerdistas se encontram desestruturadas.

Nos mandatos de Lula, a estratégia de levar os conflitos sociais para dentro do governo fez CUT, MST e UNE serem colocados para dormir e perderem boa parte da significância que tinham anteriormente.

Com Dilma, a relação passou a ser de hostilidade aberta. Alguns casos são simbólicos, como a entrega do Ministério das Cidades ao Partido Progressista (antítese de seu próprio nome) e, depois, para o PSD, em um cenário de déficit habitacional crescente e a entrega do Ministério da Agricultura à ruralista Kátia Abreu.

Além do governo, o PT também desprezou o campo progressista. Em 2013, a chegada do pastor Marco Feliciano (PSC-SP), para quem os africanos são amaldiçoados, à presidência da Comissão de Direitos Humanos só foi possível pois a bancada petista não priorizou a comissão, como fez por anos.

Na última década e meia, as tentativas de aglutinar as bases progressistas em torno do PT só foram realizadas em período eleitorais, como os de 2010 e 2014. Muito pouco.

Quando estava segura no cargo, logo após sua reeleição, Dilma optou pelo estelionato eleitoral e, às vésperas do Ano Novo de 2015, soltou duas medidas provisórias de um ajuste fiscal de fato necessário, mas que pelo mérito e pela falta de diálogo foi percebido como responsável por afetar sobretudo os trabalhadores.

Diante do avanço do processo de impeachment, a busca pelas bases foi refeita, em torno do #nãovaitergolpe. A campanha naufragou e, na hora da derrocada, o governo produziu sua “guinada progressista”. Por trás dela, há uma estratégia de três pontos para manter o PT como partido hegemônico na esquerda.

Por um lado, busca-se marcar a diferença para o projeto neoliberal-conservador que foi derrotado nas urnas e chegará ao poder por meio de Michel Temer. Por outro, fomenta-se a narrativa da direita golpeando a esquerda, e com o PT como sinônimo de esquerda, não parte dela. Por fim, a intenção é aglutinar o campo progressista novamente ao redor do PT para o próximo ciclo eleitoral, que terá início imediatamente após a chegada de Temer ao Planalto.

A partir do afastamento de Dilma, a esquerda precisará escolher um de dois caminhos. O primeiro é seguir orbitando ao redor do PT e de seus feitos positivos. Em um cenário no qual as vozes petistas capazes de fazer a autocrítica do partido estão fora das posições de liderança, essa alternativa parece ser um abraço de afogados.

O segundo caminho é o da renovação, que rejeite o antipetismo histérico, respeite os feitos do PT, faça as muitas autocríticas necessárias e passe por uma constatação bastante simples: a esquerda não votou em Dilma Rousseff para ter duas semanas de governo progressista e não pode se contentar com isso.

No cenário posto, a esquerda precisa rechaçar a fama de perdulária (é possível, como o petista Fernando Haddad vem demonstrando em São Paulo) e entender a necessidade de fazer o Estado caber dentro do Orçamento.

É isso o que capacitará o Estado para interferir quando necessário, em especial na defesa dos direitos humanos e no estabelecimento de políticas redistributivas.

Em março de 2015, em entrevista a CartaCapital, o professor da USP Lincoln Secco fez um diagnóstico interessante. “O PT é a esquerda que o Brasil conseguiu ter”, disse ele. Está claro que, daqui para frente, o programa petista não é mais suficiente.

 

FONTE: Carta Capital.


Não é a falta de direção que acomete a ala progressista brasileira. É a falta de coragem, o que é muito mais grave Dilma-Rousseff

Dilma transformou-se em uma Isabelita Perón do Cerrado

Se fosse o caso de fornecer uma analogia histórica para a situação atual do Brasil, talvez o melhor a fazer seria voltar os olhos para a Argentina dos anos 1970. De certa forma, não há nada mais parecido com o atual governo Dilma do que a Argentina de Isabelita Perón. Dilma transformou-se em uma Isabelita Perón do Cerrado.

Uma presidente refém de seus operadores políticos, impotente diante da dissolução do acordo peronista entre setores da esquerda e setores conservadores em torno da figura de seu finado marido, Juan Domingo Perón, Isabelita foi a figura mais bem-acabada do esgotamento do ciclo de acordos, avanços e paralisias que marcou o peronismo. Ao se deixar guiar pelos setores mais conservadores do peronismo, Isabelita parecia uma morta-viva, a encarnação de um tempo que já acabara, mas ninguém sabia como terminar.

Agora, imaginem que estamos na Argentina dos anos 1970 e Perón não morreu. Como um fantasma, ele volta para tentar organizar a oposição contra o governo que ele mesmo elegeu, federando as vozes dos descontentes com o governo criado por ele mesmo e para o qual indicou vários ministros.

Não, algo dessa natureza não poderia acontecer na Argentina. Algo assim só pode ocorrer no Brasil.

Pois não é isso o que estamos vendo com um Lula reconvertido a arauto da “frente de esquerda” juntamente com o resto do que ainda tem capacidade de formulação no PT? O mesmo PT que, em um dia, vai à televisão para afirmar seu compromisso com a defesa dos direitos trabalhistas para, no dia seguinte (vejam, literalmente no dia seguinte) votar em peso a favor de um pacote de medidas que visam “ajustar” a economia não exatamente taxando lucros bancários exorbitantes, mas diminuindo os mesmos direitos trabalhistas que defendera 24 horas antes.

Nesse contexto, o que pode ser uma frente de esquerda a não ser a última capitulação da esquerda brasileira à sua própria impotência?

Ou, antes, o reconhecimento tácito de que a esquerda brasileira só pode oferecer o espetáculo deprimente de discursos esquizofrênicos divididos entre o reino das boas intenções e a dureza das decisões no “mundo real”?

Acreditar que aqueles que nos levaram ao impasse serão os mesmos capazes de nos tirar de tal situação é simplesmente demonstrar como a esquerda brasileira vive de fixações em um passado que nunca se realizou, que nunca foi efetivamente presente. É mostrar ao País que a esquerda não tem mais nada a oferecer de realmente novo e diferente do que vimos.

Se a esquerda quiser ter alguma razão de existência (pois é disso que se trata), ela deve começar por fazer uma rejeição clara do modelo que foi aplicado no Brasil na última década, seja no campo político, seja no campo econômico. O modelo lulista não chegou a seu esgotamento por questões exteriores, pressão da mídia ou inabilidades de negociação da senhora Dilma. Ele se esgotou por suas contradições internas e quem o criou não é capaz de criar nada de distinto do que foi feito.

Insistiria ainda em como é falsa a ideia de que a esquerda brasileira está de joelhos sem saber o que fazer. Há anos, vários setores progressistas têm alertado para o impasse que agora vivemos.

Há anos, várias pautas foram colocadas em circulação, entre elas a revolução tributária que taxe a renda e libere a taxação sobre o consumo, a democracia direta com poder de deliberação, veto e gestão, o combate à especulação imobiliária através de leis que limitem a propriedade de imóveis, a reforma agrária, a diminuição da jornada de trabalho, a autogestão de fábricas e locais de trabalho, o salário máximo, o casamento igualitário, as leis radicais de defesa da ecologia, o fim da política de encarceramento sistemático, a exposição da vida financeira de todos os que ocupam cargos de primeiro e segundo escalão, a punição exemplar da corrupção, o fim do monopólio da representação política para partidos.

Não é a falta de direção que acomete a esquerda brasileira. É a falta de coragem, o que é muito mais grave.

FONTE: Carta Capital.


Oposicionista, há 15 meses na cadeia, tornou-se a resposta burguesa à “revolução bolivariana” do governo socialista. E o presidente Maduro parece não saber o que fazer contra ele.Leopoldo-López

Leopoldo López se tornou o principal adversário de Maduro

A divulgação de um vídeo do líder opositor venezuelano Leopoldo López, gravado na prisão em que ele está, em Caracas, provocou furor no país. Em poucos dias, a gravação divulgada no Twitter por Lilian Tintori, mulher de López, foi clicada por milhões de pessoas. O oposicionista está desde fevereiro de 2014 na prisão militar de Ramo Verde, no subúrbio da capital venezuelana.

López é acusado pelo governo do presidente Nicolás Maduro de incitação à violência durante os protestos realizados no ano passado. O oposicionista se tornou algo como a resposta burguesa à chamada “revolução bolivariana”, iniciada pelo ex-presidente Hugo Chávez. E, não importa o que as poderosas instituições venezuelanas tentem, elas não conseguem calar esse ex-prefeito da cidade de Chacao, na região metropolitana de Caracas.

Resistencia, um termo em espanhol que está muito mais associado aos movimentos de esquerda na América Latina, sintetiza a atitude de López. E o governo de Maduro simplesmente não consegue encontrar uma resposta adequada a essa situação.

López se transformou numa espécie de rebelde burguês para todos os venezuelanos que não simpatizam com os socialistas que ocupam o poder desde 1999. Da sua cela na prisão, ele convocou a população a ir às ruas em protesto contra o governo neste sábado (30/05). Tintori, sua mulher, fez o mesmo apelo, ao lado das mulheres de outros opositores políticos presos.

“Quem não for para as ruas, não quer eleições”, afirmou Tintori. Os manifestantes devem vestir camisetas brancas e não levar cartazes. “Não queremos deixar lixo para trás”, explicou, em entrevista à DW. Em vez disso, as pessoas devem carregar rosários.

López iniciou uma greve de fome para forçar o Conselho Nacional Eleitoral a marcar as eleições parlamentares. Pelas atuais pesquisas, elas dariam início a uma mudança política na Venezuela, só que ainda não há uma data marcada. A oposição suspeita que o governo esteja adiando ao máximo a realização do pleito para ter mais chances de vitória.

A chamada para o protesto é sobretudo um ato simbólico, e não foi combinado com a aliança Mesa da Unidade Democrática (MUD), formada pelos partidos de oposição. Os políticos da aliança se sentiram passados para trás. O líder da MUD Henry Falcón alertou para possíveis distúrbios gerados pelo clima polarizado das manifestações e anunciou que, por isso, não vai participar.

Adversário perigoso para Maduro

López se tornou o principal adversário de Maduro. O oposicionista tem trunfos que o socialista não tem. Ele é bom de retórica, foi premiado pela Transparência Internacional por comandar uma das prefeituras mais transparentes e eficientes da Venezuela e é descendente direto de Simón Bolívar, um dos maiores líderes do processo de independência da América Latina e ídolo justamente dos chavistas.

Os adversários de López desmerecem todas essas qualidades. Mas o índice de popularidade dele tem aumentado desde que foi preso. Organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, disseram que a detenção tem motivações políticas, assim como o Nobel da Paz, Oscar Arias, da Costa Rica.

Nada disso impressionou o sistema judiciário venezuelano. O processo segue lento, e mesmo 15 meses depois da prisão, ainda não há um veredicto sobre López. Maduro declarou nesta semana que a campanha legal contra a “direita fascista” ainda não terminou e anunciou que todos acabarão na cadeia.

Mas parece que o regime de Maduro se enganou na avaliação de seu principal rival político. Tentativas de enviar López para o exterior por meio de uma troca de prisioneiros falharam. O político se mostra um homem de convicção que, apesar de vir de uma família rica, prefere estar na prisão a usufruir o conforto de uma residência de luxo em Miami. É impossível saber quanto tempo ele aguentará atrás das grades, ainda não é possível prever. Mas a mulher dele já afirmou: “Leopoldo nunca vai sair da Venezuela.”

FONTE: Carta Capital.


ATENÇÃO, PETISTAS, NÃO É PUBLICAÇÃO DA VEJA: é (outra) da CARTA CAPITAL…

Esquerda brasileira se une contra ajuste fiscal e por reformas populares

MTST
Um grupo que reúne as principais organizações políticas de esquerda do Brasil, lideradas por MTST e MST, decidiu se unir em torno de uma Frente pelas Reformas Populares.
Depois da eleição de Dilma e dos sinais práticos que o governo tem dado em favor dos interesses do mercado financeiro e do agronegócio, é consenso entre os diversos movimentos sociais que há uma necessidade latente de se construir uma ampla unidade dos setores progressistas, que de maneira independente, pressione o governo no sentido de fazer avançar os direitos sociais e ao mesmo tempo barrar retrocessos.
Um destaque importante foi a inclusão como um dos eixos principais o combate à repressão às lutas sociais e ao genocídio da juventude negra, pobre e periférica, prática essa institucionalizada pela lógica de uma política de segurança pública bélica e racista.
Além de MTST e MST, assinam o documento organizações ligadas à Igrejas, centrais sindicais, Psol, movimento negro, movimento de mulheres e até mesmo agrupamentos mais próximos e ligados ao PT.
Leia a íntegra da declaração:
 
DECLARAÇÃO DA FRENTE PELAS REFORMAS POPULARES
São Paulo, 22 de janeiro de 2015
As organizações sociais e políticas que assinam esta declaração entendem que é urgente e necessária a construção de uma frente  que coloque em pauta o tema das Reformas Populares no Brasil.
Esta frente terá o objetivo de concretizar uma ampla unidade para construir mobilizações que façam avançar a conquista de direitos sociais e bandeiras históricas da classe trabalhadora. Buscará também fazer a disputa de consciência e opinião na sociedade. Por sua própria natureza será uma frente com independência total em relação aos governos.
Neste momento, a proposta de ação da frente se organizará em torno de 4 grandes eixos:
1) Luta pelas Reformas Populares;
2) Enfrentamento das pautas da direita na sociedade, no Congresso, no Judiciário e nos Governos;
3) Contra os ataques aos direitos trabalhistas, previdenciários e investimentos sociais;
4) Contra a repressão às lutas sociais e o genocídio da juventude negra, pobre e periférica.
Num cenário de demissões, tentativas de redução salarial e cortes de direitos é preciso colocar em pauta o enfrentamento da política de ajuste fiscal do Governo Federal, dos Governos Estaduais e Prefeituras. Defendemos a imediata revogação das MPs 664 e 665/14, que representam ataques ao seguro-desemprego e pensões.
Chamamos também para a necessidade de enfrentar o aumento de tarifas de serviços e concessões públicas, como o transporte urbano, a energia elétrica e a água. Não aceitaremos que os trabalhadores paguem pela crise.
Neste sentido, a Frente adotará os seguintes encaminhamentos:
– Construir conjuntamente o dia de lutas de 28/1 chamado pelas centrais sindicais;
– Apoiar e construir lutas em relação ao ajuste fiscal e ataque a direitos sociais, o aumento das tarifas do transporte, a falta d’água, a criminalização das lutas sociais e o genocídio da juventude nas periferias;
– Realizar mobilizações em torno do mote “Devolve Gilmar” visando imediato julgamento pelo STF da Ação da OAB contra o financiamento empresarial de campanhas eleitorais;
– Apoiar as Jornadas pela Reforma Urbana e pela Reforma Agrária, em março;
– Organizar um Dia Nacional de Lutas unificado, com indicativo entre março e maio.
– Realizar um Seminário Nacional para avançar na plataforma e construção da Frente, com indicativo para 7/3.
 
Assinam:
Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
Central de Movimentos Populares (CMP)
União Nacional dos Estudantes (UNE)
Coletivo Juntos
Coletivo Rua
Fora do Eixo
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
União da Juventude Socialista (UJS)
Uneafro
Unegro
União Brasileira de Mulheres  (UBM)
Igreja Povo de Deus em Movimento
Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras)
Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade
Serviço Inter-Franciscano de Justiça, Paz e Ecologia
Movimento Nós da Sul
Movimento Popular por Moradia (MPM)
Coletivo Arrua
Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL)
Rede Ecumênica da Juventude (REJU)
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC)
Fórum Ecumênico ACT Aliança Brasil (FEACT)
Articulação Igrejas e Movimentos Populares

FONTE: Carta Capital.


O 120º ASSASSINADO PELOS COMPANHEIROS

Lamarca5

A lista que publiquei com os 119 assassinados pelas esquerdas estava incompleta – e é bem provável que ainda falte muita gente. Como lembrou o leitor Guilherme Lamb, faltou listar o assassinato do civil Manoel da Silva Dutra durante assalto ao banco Andrade Arnaud, no Rio, no dia 31 de março de 1969. O caso é particularmente importante porque um dos então terroristas que participaram da operação se chamava Carlos Minc – sim, este mesmo que hoje veste coletes coloridos e conversa com as toras da floresta.

Ele vinha do Colina, que se fundiu com a VPR para formar a VAR-PALMARES. Foi companheiro de armas de Dilma Rousseff. Antes de Minc defender a descriminação da maconha em showzinho em homenagem a “Jah”, ele se dedicava a drogas bem mais pesadas, como se vê.  Foram roubados 45 milhões de cruzeiros.

O grupo depois planejou e executou o famoso “assalto ao cofre do Adhemar”. Minc estava na operação. Dilma ficou nos bastidores. Já então era ela quem comandava, mas não aparecia. Mais ou menos como fez com o tal decreto dos direitos supostamente humanos. Para todos os efeitos, ela não tem nada com isso. A lista, não tenham dúvida, pode e deve ser atualizada — ou corrigida.

QUANDO OS ESQUERDISTAS MATARAM SEUS PRÓPRIOS COMPANHEIROS

A lista das 120 vítimas das esquerdas pode ser ampliada a depender do critério que se use. E o total conhecido pode passar de 130. E, nesse caso, são os  próprios esquerdistas que surgem como vítimas. Os tribunais revolucionários dos “companheiros” decretaram a pena de morte de alguns de seus pares.

Sabem o que impressiona? Nesse caso, os “reparadores” não cobram justiça. Tampouco pretendem levar os que ainda estão vivos e respondem por aquelas mortes para o banco dos réus. A canalha se protege de tal modo que acha crime de lesa humanidade que um militar mate um dos seus, mas considera que esquerdista matando esquerdista, em nome da causa, é parte legítima do jogo.

Destaco uma vítima da ALN morta por seus pares. É a organização a que pertenceu Paulo Vannuchi. Acompanhem.

O militante Márcio Leite Toledo manifestou descontentamento com os rumos da ALN e fez críticas à direção do grupo terrorista. Foi assassinado com oito tiros. Em comunicado, a organização admitiu: “A Ação Libertadora Nacional (ALN) executou, dia 23 de março de 1971, Márcio Leite Toledo. Esta execução teve o fim de resguardar a organização… Uma organização revolucionária, em guerra declarada, não pode permitir a quem tenha uma série de informações como as que possuía, vacilações desta espécie, muito menos uma defecção deste grau em suas fileiras… Tolerância e conciliação tiveram funestas conseqüências na revolução brasileira… Ao assumir responsabilidade na organização cada quadro deve analisar sua capacidade e seu preparo. Depois disto não se permitem recuos… A revolução não admitirá recuos!”.

Seguem os outros “justiçados” – isto é, terroristas mortos por seus próprios “companheiros”, conforme está sintetizado no site “Quinto Poder”:

1 – Antonio Nogueira da Silva Filho, da VAR-Palmares, condenado ao “justiçamento” em 1969 (a sentença não foi efetivada por ter o “condenado” fugido para o exterior);

2 – Geraldo Ferreira Damasceno, militante da Dissidência da VAR-Palmares (DVD), “justiçado”em 29 de maio de 1970, no Rio de Janeiro;

3- Ari Rocha Miranda, militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), “justiçado” em 11 de junho de 1970, por seu companheiro Eduardo Leite, codinome “Bacuri”, durante uma “ação”, em São Paulo;

4 – Antonio Lourenço, militante da Ação Popular (AP), “justiçado” em fevereiro de 1971, no Maranhão;

5 – Márcio Leite Toledo, da Ação Libertadora Nacional (ALN), “justiçado” em 23 de março de 1971 (ver primeiro parágrafo);

6 – Amaro Luiz de Carvalho, codinome “Capivara”, militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário(PCBR) e, posteriormente, do Partido Comunista Revolucionário (PCR), “justiçado” em 22 de agosto de 1971, em Recife, dentro do presídio onde cumpria pena;

7 – Carlos Alberto Maciel Cardoso, da Ação Libertadora Nacional (ALN), “justiçado” em 13 de novembro de 1971, no Rio de Janeiro;

8 – Francisco Jacques Moreira de Alvarenga, da Resistência Armada Nacionalista (RAN), “justiçado” em 28 de junho de 1973, dentro da Escola onde era professor, por um comando da (ALN). Maria do Amparo Almeida Araujo, então militante da Organização e, bem mais tarde, presidente do “Grupo Tortura Nunca Mais”, em Pernambuco, participou dos levantamentos que permitiram a realização do referido “justiçamento”. Hoje, em depoimento no livro “Mulheres que Foram a Luta”, do jornalista Luis Maklouf de Carvalho-1998, ela declara não saber quem realizou a ação, embora seja evidente que, para que o “justiçamento” pudesse ter sido realizado, ela devesse ter passado este levantamento para alguém;

9 – Salatiel Teixeira Rolins, do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), “justiçado” em 22 de julho de 1973 por militantes da Organização. Segundo Jacob Gorender, que em 1967 foi um dos fundadores do PCBR, em seu livro “Combate nas Trevas”, os assassinos não poderiam intitular-se “militantes do PCBR”, pois nessa época o “o PCBR não mais existia”.

No Araguaia, o PC do B justiçou Osmar, Pedro Mineiro e João Mateiro (estão na lista que já publiquei) e também o guerrilheiro (10) Rosalino Cruz Souza. Um outro de nome (ou codinome) (11) Paulo também teria sido assassinado, mas não há provas.

Veja a parte 1.

Veja a parte 2.

Veja a parte 3.

Veja a parte 4.

FONTE: Blog Reinaldo Azevedo.


TODAS AS PESSOAS MORTAS POR TERRORISTAS DE ESQUERDA 1 – OS 19 ASSASSINADOS ANTES DO AI-5

O que é que os livros de história e boa parte da imprensa escondem de você, leitor? Apenas a verdade.Lamarca6

As esquerdas alegam que o Regime Militar, ao longo de 21 anos, matou 424 dos seus militantes. É um número provavelmente inflado. Mortos comprovados são 293 – os outros constam como “desaparecidos” e se dá de barato que tenham sido mortos por “agentes do regime”. Nessa conta, diga-se, estão quatro militantes da ALN-Molipo que foram mortos pelos próprios “companheiros”. Ela também inclui os que morreram de arma na mão no Araguaia – já lembro a lista total. Este post tem outro objetivo. E, antes que prossiga, uma questão de princípio: não deveria ter morrido uma só pessoa depois de rendida pelo Estado. Ponto final. Não há o que discutir sobre este particular.

O que não se diz é que o terrorismo de esquerda matou nada menos de 119 pessoas, muitas delas sem qualquer vinculação com a luta política. Quase ninguém sabe disso. Também se consolidou uma outra brutal inverdade histórica, segundo a qual as ações armadas da esquerda só tiveram início depois do AI-5, de 13 de dezembro de 1968. É como se, antes disso, os esquerdistas tivessem se dedicado apenas à resistência pacífica.

Neste primeiro post sobre as vítimas dos terroristas de esquerda, listo apenas as pessoas mortas antes do AI-5: nada menos de 19. Em muitos casos, aparecem os nomes dos assassinos.

Se vocês forem procurar na lista dos indenizados com a Bolsa Ditadura, muitos homicidas estão lá, sendo beneficiados por sua “luta contra a ditadura”. Ou, então, suas respectivas famílias recebem o benefício, e o terrorista é alçado ao panteão dos heróis. Quem fez a lista dos assassinados pela esquerda é o grupo Terrorismo Nunca Mais. “Ah, lista feita pelo pessoal da direita não vale!!!” E a feita pela extrema esquerda? Vale? Ademais, estes fatos estão devidamente documentados . Seguem os nomes das 19 pessoas assassinadas antes do AI-5 e, sempre que possível, de seus algozes. Ao longo do dia, publicarei os outros 100 nomes.

Ah, sim: PARA AS VÍTIMAS DA ESQUERDA, NÃO HÁ INDENIZAÇÃO. Como vocês sabem, eles não têm nem mesmo direito à memória. Foram apagados da história pela Comissão da Mentira.

AS VÍTIMAS DAS ESQUERDAS ANTES DO AI-5

1 – 12/11/64 – Paulo Macena,  Vigia – RJ
Explosão de bomba deixada por uma organização comunista nunca identificada, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que extinguiu a UNE e a UBES. No Cine Bruni, Flamengo, com seis feridos graves e 1 morto

2 – 27/03/65- Carlos Argemiro Camargo, Sargento do Exército – Paraná
Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar Osorio. Camargo foi morto a tiros. Sua mulher estava grávida de sete meses.

3 – 25/07/66 – Edson Régis de Carvalho, Jornalista – PE
Explosão de bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, com 17 feridos e 2 mortos. Ver próximo nome.

4 – 25/07/66 – Nelson Gomes Fernandes, almirante – PE
Morto no mesmo atentado citado no item 3. Além das duas vítimas fatais, ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva. Além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda. Sebastião Tomaz de Aquino,  guarda civil, teve a perna direita amputada.

5 – 28/09/66 – Raimundo de Carvalho Andrade – Cabo da PM, GO
Morto durante uma tentativa de desocupação do Colégio Estadual Campinas, em Goiânia, que havia sido ocupado por estudantes de esquerda. O grupo de soldados convocado para a tarefa era formado por burocratas, cozinheiros etc. Estavam armados com balas de festim. Andrade, que era alfaiate da Polícia Militar, foi morto por uma bala de verdade disparada de dentro da escola.

6 – 24/11/67 – José Gonçalves Conceição (Zé Dico) – fazendeiro – SP
Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighella, durante a invasão da fazenda Bandeirante, em Presidente Epitácio. Zé Dico foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi baleado por Edmur com dois tiros nas costas.

7 – 15/12/67 – Osíris Motta Marcondes,  bancário – SP
Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.

8 – 10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima – Marinha Mercante – Rio Negro/AM
No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi atacada por um grupo de nove terroristas, liderados  por Ricardo Alberto Aguado Gomes, “Dr. Ramon”, que, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste  ataque, Agostinho Ferreira Lima foi ferido gravemente, vindo a morrer no dia 10/01/68.

9 – 31/05/68 – Ailton de Oliveira,  guarda Penitenciário – RJ
O Movimento Armado Revolucionário (MAR) montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que, uma vez libertados, deveriam seguir para a região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”. No dia 26/05/68, o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, num pacote, três revólveres calibre 38. Às 17h30, teve início a fuga. Os terroristas foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Foram feridos, e Ailton morreu no dia 31/05/68. Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light João Dias Pereira, que se encontrava na calçada da penitenciária. O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani

10 – 26/06/68-  Mário Kozel Filho – Soldado do Exército – SP
No dia 26/06/68, Kozel atua como sentinela do Quartel General do II Exército. Às 4h30, um tiro é disparado por um outro soldado contra uma camioneta que, desgovernada, tenta penetrar no quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo, que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se havia alguém no seu interior. Havia uma carga com 50 quilos de dinamite, que, segundos depois, explode. O corpo de Kozel é dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino ficam muito feridos. É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR. Participaram do crime os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira, Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva. Ah, sim: a família de Lamarca recebeu indenização. De Kozel, quase ninguém mais se lembra.

11 – 27/06/68 – Noel de Oliveira Ramos – civil – RJ
Morto com um tiro no coração em conflito na rua. Estudantes distribuíam, no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas. Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como “Juliano” ou “Julião”, infiltrado no movimento, tentou impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.

12- 27/06/68 – Nelson de Barros – Sargento PM –  RJ
No dia 21/06/68, conhecida como a “Sexta-Feira Sangrenta”, realizou-se no Rio uma passeata contra o regime militar. Cerca de 10.000 pessoas ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas, saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da Polícia Militar. No fim da noite, pelo menos 10 mortos e centenas de feridos. Entre estes, estava o sargento da PM Nelson de Barros, que morreu no dia 27.

13 – 01/07/68 – Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen – major do Exército Alemão – RJ
Morto no Rio, onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que também cursava a mesma escola. Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e um terceiro não-identificado. Todos pertenciam à organização terrorista COLINA- Comando de Libertação Nacional.

14 – 07/09/68 – Eduardo Custódio de Souza – Soldado PM – SP
Morto com sete tiros por terroristas de uma organização não identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.

15 – 20/09/68 – Antônio  Carlos  Jeffery – Soldado PM – SP
Morto a tiros quando de sentinela  no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no Barro Branco. Organização terrorista que praticou o assassinato: Vanguarda Popular Revolucionária. Assassinos: Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto, Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como “Diógenes do PT”, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS.

16- 12/10/68 – Charles Rodney Chandler – Cap. do Exército dos Estados Unidos – SP
Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP. No início de outubro de 68, um “Tribunal Revolucionário”, composto pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Maneco) e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque ele “seria um agente da CIA”. Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite). Quando retirava seu carro das garagem para seguir para a Faculdade, Chandler foi assassinado com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de revólver,  na frente da sua mulher, Joan,  e de seus 3 filhos. O grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo de Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis, Leonardo, Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).

17 – 24/10/68 – Luiz Carlos Augusto – civil – RJ
Morto, com 1 tiro, durante uma passeata estudantil.

18 – 25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite – civil – RJ
Morto, com quatro tiros de pistola Luger 9mm durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ. Autores: Murilo Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire (Ruivo ou Wilson), ambos integrantes da organização terrorista COLINA (Comando de Libertação Nacional).

19 – 07/11/68 – Estanislau Ignácio Correia – Civil – SP
Morto pelos terroristas Ioshitame Fugimore, Oswaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São Paulo.

FONTE: Blog Reinaldo Azevedo.



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