Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Treze são mortos em tiroteio em universidade do Oregon
O tiroteio ocorreu em uma das salas de aula da faculdade de ciências de Umpqua, em uma zona rural deste estado do noroeste dos Estados Unidos, de acordo com as autoridades
Oregon

Pelo menos 13 pessoas teriam morrido, e mais de 20 ficaram feridas, em um tiroteio nesta quinta-feira em uma universidade do estado americano do Oregon – informaram as autoridades e a imprensa locais.

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De acordo com o xerife local, John Hanlin, o atirador foi abatido pela polícia e está morto. A identidade do agressor e o número oficial de vítimas ainda não foram divulgados.

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O tiroteio aconteceu em uma das salas de aula da Faculdade de Ciência de Umpqua, em Roseburg, uma zona rural desse estado do noroeste dos Estados Unidos, de acordo com as autoridades.
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Entre sete e 13 pessoas morreram, e 20 ficaram feridas, informou o canal local KATU News, que cita uma autoridade da Polícia de Oregon, Bill Fugate.

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Um policial do gabinete do xerife do condado de Douglas, identificado como Aaron Dunbar em entrevista à CNN, não confirmou o número de vítimas. Segundo a rede americana, 20 feridos se encontrariam em estado grave, incluindo uma mulher que foi atingida no peito.

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O campus universitário, onde estudam 3.000 pessoas, foi evacuado e fechado.

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O bombeiro Ray Shoufler disse que 11 feridos foram retirados, mas dois não resistiram e morreram. Segundo ele, na instituição, “havia vários feridos em muitas salas de aula” e, por isso, as equipes de emergência improvisaram uma unidade de atendimento de urgência para os casos mais graves.

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Nessa pequena localidade, afirmou Shoufler, “praticamente todos nós temos parentes que estudam ali. É um cenário típico, no qual todo mundo conhece todo mundo”. Por isso, “uma coisa dessas afeta muita, muita, muita gente”, lamentou.

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A polícia já havia detido o atirador, quando os bombeiros chegaram no local.

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O atirador teria postado uma mensagem nas redes sociais antes do ataque, segundo vários meios de comunicação. De acordo com relatos, ele teria agido de forma bastante metódica, indo de uma sala para outra.

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A polícia do condado de Douglas confirmou que o tiroteio ocorreu às 10h30 local (14h30 de Brasília).

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“Enviamos agentes após informações sobre um tiroteio na universidade local, e a situação segue em curso”, declarou à AFP Dwes Hutson, do gabinete do xerife do condado de Douglas.

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Marilyn Kittelman, mãe de um dos alunos, relatou à imprensa que seu filho conseguiu se esconder em um anexo do prédio e lhe mandou uma mensagem por celular, contando o que estava acontecendo. De acordo com Marilyn, seu filho disse ter ouvido mais de 30 disparos.

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Já Lorie Andrews, que mora perto da universidade, disse aos jornalistas ter ouvido disparos e chegou a pensar que fossem fogos de artifício. Tudo durou cerca de um minuto, completou ela, acrescentando que, depois, chegaram viaturas policiais e ambulâncias. Andrews contou que viu as equipes de socorro retirando um estudante banhado em sangue.

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Segundo a imprensa local, o autor do ataque teria pouco mais de 20 anos.

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Todos os estudantes que tentavam fugir do prédio eram revistados pela polícia, que também parou vários ônibus escolares. Além disso, agentes fortemente armados faziam uma batida em todas as instalações do complexo, incluindo os estacionamentos.

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Tiroteios são muito comuns em escolas e universidades nos Estados Unidos. Um deles ocorreu em uma escola na Dakota do Sul, na quarta-feira, deixando um ferido, enquanto um outro, no início de setembro, em uma universidade em Sacramento, fez um morto e dois feridos.

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Um jovem de 20 anos assassinou 26 pessoas, incluindo 20 crianças, na escola Sandy Hook em Newtown (Connecticut), em 14 de dezembro de 2012. Em 16 de abril de 2007, um estudante de 23 anos, de origem coreana, matou 32 pessoas antes de cometer suicídio no campus da universidade de Virginia Tech, Blacksburg (Virgínia). Este foi o pior massacre na história do país em tempos de paz.

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FONTE: O Tempo.


Valadólare$ again

 

Crise põe valadarenses de novo rumo aos EUA, de onde muitos já tinham voltado

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Governador Valadares e cidades próximas do Vale do Rio Doce ficaram famosas pela fuga de trabalhadores para os EUA. Mas, a partir de 2008, com a crise mundial abalando a economia norte-americana, muitos regressaram. O Brasil resistia à turbulência.

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Hoje, porém, é a economia brasileira que desmorona. E, com a inflação alta arrochando o custo de vida, o desemprego assombrando (só em abril, o país fechou 98 mil vagas) e a disparada do dólar, foi deflagrada nova onda de emigração para a terra do Tio Sam. Foi o que constatou a reportagem do EM na região de Valadares.

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“Muita gente tinha voltado. Agora, estão indo novamente para lá”, atesta Paulo Costa, presidente da Associação dos Parentes e Amigos dos Emigrantes.

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O caso de Geisiany Euriques, de 29 anos, é exemplar. “Retornei a Valadares em 2011. Desde então, não consegui emprego com carteira. Nos Estados Unidos, como babá e na limpeza, tirava R$ 3 mil. Vou tentar o visto para voltar.”

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Sonho americano: o retorno
Moradores de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, que já viveram nos Estados Unidos se organizam para voltar à terra do Tio Sam. Recessão no Brasil e alta do dólar são motivações

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Governador Valadares – Waltency Vieira, de 54 anos, morou cinco anos nos Estados Unidos, onde ganhou a vida na faxina e em salões de beleza. “Houve época que tirei US$ 300 (R$ 900) por dia. No Brasil, como cabeleireiro, faço menos de R$ 100 (US$ 33,3)”, comparou o morador de Governador Valadares, cidade do Vale do Rio Doce conhecida por exportar uma multidão para a terra do Tio Sam desde a década de 1960, quando engenheiros norte-americanos que chegaram à região para a ampliação da estrada de ferro Vitória–Minas despertaram na população o desejo pelo glamour de um país com a economia sólida (leia box).

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Muitos desses migrantes voltaram à terra natal, a partir de 2008, em razão da crise econômica mundial, que enxugou empregos e renda nos Estados Unidos. O Brasil foi um dos últimos países a sentir os efeitos da recessão, porém, nos últimos meses, o Palácio do Planalto não consegue controlar a disparada dos preços de mercadorias e serviços. Tampouco reduzir taxas de juros e frear a cotação de moedas internacionais, como o dólar.
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Para se ter ideia, a moeda americana disparou 53,8% em relação ao real em 12 meses, de R$ 2,21, em 22 de maio de 2014, para R$ 3,04, na mesma data de 2015. Já o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que, na prática, é uma prévia da inflação oficial, subiu 8,24% no acumulado de 12 meses – acima do centro da meta (4,5%) estipulado pelo governo para todo o ano de 2015.
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O avanço do dólar e o aumento do custo de vida no Brasil despertaram o desejo de muitos valadarenses em novamente migrar para o país de Barack Obama. Waltency, o cabeleireiro, é um deles. Desta vez, ele quer levar a mulher e os três filhos: “Se Deus quiser, iremos todos”. O que ele e os conterrâneos desejam é fugir de indicadores fomentados pelo aumento da inflação, como o desemprego. A taxa de desocupados no Brasil foi de 4,9%, em abril de 2014, para 6,4%, em igual mês deste exercício.
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Em sentido oposto, o rendimento médio do brasileiro recuou 2,9% no mesmo intervalo, de R$ 2.208,08 para R$ 2.138,50, o que ajudou na redução do consumo no país. No salão de Waltency, por exemplo, o serviço despencou pela metade. “Diariamente, há mais ou menos um ano, eu atendia de 16 a 20 pessoas. Hoje, em média, apenas oito. Havia três colaboradores no salão. Em razão da queda na demanda, agora trabalho sozinho.”
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O lamento do cabeleireiro ajuda a entender o porquê do retorno da migração de Valadares para a América. “Muita gente que foi para os Estados Unidos retornou à região (com a crise de 2008). Agora, com a alta do dólar, vários estão indo novamente para lá”, conta Paulo Costa, presidente da Associação dos Parentes e Amigos dos Emigrantes (Aspaemig). Ele acrescenta: “A alta do dólar é ruim para o Brasil, mas para Governador Valadares é boa”.

Waltency Vieira chegou a tirar US$ 300 por dia com o trabalho no hemisfério norte e quer repetir o feito
Waltency Vieira chegou a tirar US$ 300 por dia com o trabalho no hemisfério norte e quer repetir o feito

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DINHEIRO DE FORA 
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Quem mora na maior cidade do Vale do Rio Doce entende bem a ênfase do presidente da entidade. Afinal, a remessa de dólar é uma das principais engrenagens da economia do município. Edna Maria dos Santos, de 43, e o marido, Antônio Dias, de 36, que o digam. Eles conseguiram montar uma loja especializada em moda americana com o recurso enviado por uma irmã.
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“Somos 10 filhos vivos, dos quais cinco moram na América. Uma irmã investiu uma grana na montagem da loja. Eu e meu marido entramos na sociedade com a mão de obra”, conta Edna dos Santos. O nome do estabelecimento faz uma criativa alusão à relação entre Valadares e os Estados Unidos: USA & Use.
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A loja do casal fica no Bairro Santa Rita, na entrada de Valadares, onde também mora Geisiany Euriques, de 29. Ela passou sete anos na terra do Tio Sam, onde limpou casas e cuidou de crianças. “Meus pais também foram e juntamos um bom dinheiro.” A família hoje tem quatro imóveis. Geisiany é uma das moradoras que planejam voltar à América: “Retornei a Valadares em 2011. Desde então, não consegui emprego com carteira assinada. Nos Estados Unidos, como babá e na limpeza, tirava R$ 3 mil. No Brasil, coloquei currículo em tudo quanto é canto e nada. Vou tentar o visto este ano”.
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O mesmo fará a auxiliar administrativa Fernanda Miliano Ribeiro, de 24, e o marido, Leandro Ribeiro Neto, de 29. Ele morou em Boston de 2004 a 2009, quando voltou ao Vale do Rio Doce e construiu quatro casas com o dinheiro que juntou como lavador de carro e de vasilhas. Também foi pintor. Desde o retorno, porém, não conseguiu emprego com boa remuneração. Daí a decisão dele em aproveitar a alta do dólar e convencer a esposa a se mudar para a América.
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O casal vai tentar o visto nos próximos meses e, se tudo der certo, parte tão logo ela finalize a faculdade de administração, no segundo semestre. “O salário meu e o do meu marido somam R$ 2 mil mensais. Devemos conseguir nos EUA em torno de R$ 9 mil por mês. Temos familiares lá há quase uma década”, conta Fernanda, acrescentando que o dinheiro que eles conseguirem deve ser investido em imóveis na terra natal.

Edna dos Santos e Antônio Dias abriram a USA & Use com o recurso que veio de fora: motivação familiar
Edna dos Santos e Antônio Dias abriram a USA & Use com o recurso que veio de fora: motivação familiar

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De Tijolo Em Tijolo 
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Aliás, as remessas de dólares sustentam a construção civil na cidade. José Elias da Costa, um mestre de obras de 55 anos, construiu cinco casas geminadas em Valadares neste ano dessa forma. “São de pessoas que moram nos Estados Unidos e levantam residências para alugar. Quero fazer o mesmo”, deseja Elias, que morou na terra do Tio Sam por três anos. “Planejo voltar, porque o dólar está em alta. Vou tentar o visto nos próximos dias.”
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A remessa da moeda americana é tão importante para a economia da cidade que há tempos resultou na criação de uma palavra curiosa, pronunciada no plural: valadólares. Ela traduz a realidade dos valadarenses que enviam ou recebem o dinheiro suado ganho nos EUA.
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A ORIGEM DA FAMA

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Um grupo de norte-americanos chegou a Valadares, na década de 1940, para a expansão da estrada de ferro Vitória-Minas. Foi uma época de grande desenvolvimento na região e moradores associaram os bons resultados da economia local à presença dos estrangeiros. A ida de valadarenses à terra do Tio Sam começou duas décadas depois. Os primeiros que foram, retornavam com boa quantia de dólares ou ficavam por lá e enviavam grandes cifras aos familiares. Na década de 1980, enquanto jovens de cidades pequenas migravam para as capitais brasileiras, os de Valadares rumavam para os Estados Unidos. Nascia, assim, os valadólares.

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FONTE: Estado de Minas.


Mulher é declarada inocente após passar 17 anos na prisão nos EUA

Susan Mellen, de 59 anos, terá direito a compensação do estado.
Testemunha mentirosa causou condenação injusta por homicídio.

 

Susan Mellen é beijada pelo sobrinho, David, ao deixar a Corte Superior de Torrance na sexta-feira (21), após ser declarada factualmente inocente de uma acusação de homicídio, pela qual passou 17 anos na prisão  (Foto: AP Photo/The Daily Breeze, Brad Graverson)Susan Mellen é beijada pelo sobrinho, David, ao deixar a Corte Superior de Torrance na sexta-feira (21), após ser declarada factualmente inocente de uma acusação de homicídio, pela qual passou 17 anos na prisão

Uma mulher que passou 17 anos em uma prisão na Flórida por um assassinato que não cometeu foi declarada factualmente inocente na sexta-feira (21), abrindo caminho para que receba cerca de US$ 600 mil do estado como compensação.

Susan Mellen, de 59 anos, disse que estava “grata demais” pela determinação, que veio cerca de seis semanas depois de sua condenação ser anulada e ela ter sido liberada de uma prisão estadual.

“Sinto-me realmente mal pelo que aconteceu aqui”, disse o juiz Mark Arnold, segundo o serviço de notícias municipal.

Arnold cancelou a condenação de Mellen pelo espancamento até a morte de um morador de rua por que ela foi mal representada no tribunal e por que uma mulher que declarou ter ouvido Mellen confessar o crime era uma mentirosa habitual.

A condenação de Mellen por planejar o assassinato de Richard Daly em uma casa em Lawndale onde ela morava com outras pessoas foi baseada no depoimento de testemunhas.

A procuradora adjunta Loren Naiman, que não atuou no caso durante o julgamento, disse que o depoimento incriminador era duvidoso e pediu ao juiz para anular a condenação.

Três integrantes de uma gangue foram posteriormente ligados ao crime, e um deles passou pelo detector de mentiras e afirmou que Mellen não tinha participado.

O caso de Mellen foi conduzido por Deirdre O’Connor, que comanda a Innocence Matters, que busca inocentar aqueles que foram condenados erroneamente. O’Connor disse que o investigador que prendeu Mellen também foi responsável por um caso em 1994 que terminou com dois condenados sendo posteriormente inocentados.

A declaração de inocência factual é rara. Ela permite que Mellen, que deixou a prisão falida, reivindique do estado US$ 100 por cada dia que passou presa.

Mellen disse que chorou todas as noites na prisão, mas que nunca perdeu a fé de que voltaria a ficar com seus três filhos, agora adultos. Seus filhos mais novos tinham 7 e 9 anos quando ela foi presa.

Ela tinha rabiscado a palavra “liberdade” na sola de seus sapatos por que planejava um dia caminhar livre. Na sexta, ela era não apenas livre, mas inocente.

FONTE: G1.


Dois condenados à prisão perpétua são inocentados depois de 39 anos nos EUA

Os dois homens foram condenados inicialmente à pena de morte, em 1975. No ano passado, a testemunha-chave disse que foi ameaçada para depor

 

ErroWiley Bridgeman dá entrrevista após a sessão, observado pelo irmão Ronnie

Dois americanos condenados à prisão perpétua foram absolvidos e libertados nesta sexta-feira em Cleveland, Ohio – no Norte dos Estados Unidos – após passar 39 anos presos. Ricky Jackson e Wiley Bridgeman foram condenados pela morte de um empresário, em 1975. Ronnie Bridgeman, irmão de Wiley, também foi preso na ocasião e libertado em 2003.Ricky e Wiley tinham sido injustamente acusados de assassinato em 1975, com base no falso testemunho de um adolescente de 13 anos que teria sido ameaçado por investigadores. Em 2011, a revista Scene publicou uma reportagem que detalhava as falhas no processo, inculuindo o depoimento do adolescente, que só se retratou a um pastor, quando estava em um hospital, em 2013. Na audiência que inocentou os dois presos, nessa terça-feira, o adolescente chorou e descreveu as ameaças que sofria.

Após a reportagem, o Ohio Innocence Project assumiu o caso de Jackson e um advogado representou os outros dois acusados. Um juiz de apelação civil do Condado de Cuyahoga retirou as acusações contra Jackson, de 57 anos, e Wiley, de 60. Os promotores do condadoapresentaram uma nova petição para que sejam ratiradas todas as acusações contra os trêshomens que, inicialmente, foram condenados à morte.

Os prisioneiros foram condenados à morte por ter espancado, jogado ácido e disparado duas vezes contra um homem que tinha ido cobrar o aluguel de uma loja. O autor dos disparos também feriu gravemente a esposa do proprietário do local.Os três foram condenados à morte por uma lei capital de Ohio que foi declarada inconstitucional pela Suprema Corte dos EUA em 1978. As sentenças de morte dos Bridgeman foram transformadas em prisões perpétuas após a decisão. A sentença de Jackson foi mudada em 1977 por causa de um erro nas instruções do júri.

De acordo com o Centro de Informação sobre a Pena de Morte, Jackson é o 148º prisioneiro a ser absolvido estando no corredor da morte nos Estados Unidos desde 1973 e o quinto este ano.

FONTE: Estado de Minas.


Permissão para cegos portarem armas em Iowa divide população

  • Pessoas com problemas de visão recebem treinamento especial
  • Legalidade da medida não é contestada, mas autoridades questionam segurança pública
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Feira de armas em Las Vegas: lei federal nos EUA não exclui acesso a cegos; decisão fica a cargo dos estados<br />
Foto: Julie Jacobson / AP

Feira de armas em Las Vegas: lei federal nos EUA não exclui acesso a cegos; decisão fica a cargo dos estados

LES MOINES, Iowa – O debate sobre posse de armas nos EUA ganhou um capítulo inesperado no fim de semana, após o jornal “The Des Moines Register” revelar no domingo que cegos podem comprar e portar armas no estado de Iowa sem problemas. Ninguém questiona a legalidade da medida, mas muitos se preocupam com a segurança das pessoas ao redor.

Alguns estados, como Nebraska e Carolina do Sul, pedem uma prova de visão para o porte de arma. Mas não é o caso de Iowa. O governo local se baseia na Lei Federal de Controle de Armas, de 1968, que estabelece quem pode ter acesso a armamento. A lei exclui condenados por crimes sentenciados a mais de um ano de prisão, pessoas viciadas ou sob uso de substâncias controladas e quem já esteve internado por problemas mentais.

Pessoas consideradas legalmente cegas (sem visão ou apenas com visão parcial) não estão incluídas. Por isso, em Iowa, o acesso é permitido, embora nem todos concordem.

Para Jane Hudson, diretora-executiva da organização Direitos para Deficientes em Iowa, proibir o acesso a pessoas com problemas de visão seria uma violação da lei que proibe a discriminação. O xerife do condado de Cedar, Warren Wethington, explica que existe um treinamento especial e que sua filha, que é cega, pretende comprar uma arma quando chegar aos 21 anos – daqui a dois anos.

As opiniões se dividem. O xerife do condado de Dubuque, Don Vrotsos, pensa diferente e quer vetar o acesso das armas a cegos – que poderão necessitar entrar na justiça. Ele tem o apoio de pessoas como Patrick Clancy, superintendente da Iowa Braille and Sight Saving School. Para Clancy, as armas são uma rara exceção em sua filosofia de como pessoas com problemas de visão podem participar plenamente de todas as atividades.

No Twitter, internautas ironizaram a questão das armas em Iowa: “O que poderia dar errado?”, perguntou Jeff Smith, professor de política da The New School, em Nova York.

No ano passado, um morador de Nova Jersey foi à Justiça pelo direito de portar arma, apesar de ser cego, e venceu. Já o cantor Stevie Wonder, que defende um controle maior sobre a venda de armas, discorda desse direito:

– Podem me imaginar com uma arma? Isso é loucura! – disse em uma entrevista à CNN.

FONTE: O Globo.


No ano passado, Chambers – que é casado com uma mulher, mas falou abertamente sobre sua atração sexual por homens – disse que estava tentando distanciar seu ministério da ideia de que a orientação sexual de gays pode ser permanentemente alterada ou “curada’.

Grupo dedicado à ‘cura gay’ pede desculpas e fecha nos EUA

Exodus se dedicava a ‘converter’ homossexuais com oração e conselhos.
‘Nós machucamos pessoas’, desculpou-se presidente do grupo.

Reprodução do site da Exodus com a mensagem pública (Foto: Reprodução)

Reprodução do site da Exodus com a mensagem pública

O presidente de um importante grupo de militância cristã dedicado a ajudar os homossexuais a reprimirem seus desejos através da oração pediu desculpas públicas nesta quarta-feira (19) nos EUA e anunciou seu fechamento.

Alan Chambers, em comunicado postado no site do grupo Exodus International, disse que o grupo quer se desculpar com a comunidade gay “por anos de sofrimento indevido e julgamento nas mãos da organização e da igreja como um todo”.

Chambers também se desculpou diante dos próprios integrantes do grupo, admitindo: “nós machucamos pessoas”.

“Ao mesmo tempo que houve muito de bom na Exodus, também houve muito de mau”, disse. “Lutamos a guerra cultural e perdemos. É hora de paz.”

O Exodus, com base em Orlando, na Flórida, foi fundado há 37 anos e afirmava ter 260 ministros membros nos EUA e internacionalmente. Nesse período, oferecia ajuda a cristãos em conflito para que “se livrassem” de inclinações sexuais “indesejadas”, pelo aconselhamento e pela oração, gerando fúria em ativistas dos direitos gays.

O grupo viu sua influência se esvanecer nos anos recentes, à medida que associações de psiquiatras e psicólogos rejeitavam o modo como encaravam a questão.

Contudo, a ideia de que gays podem ser “convertidos” à heterossexualidade pela oração persiste entre alguns evangélicos e fundamentalistas.

O anúncio de que o Exodus irá fechar não é uma surpresa completa. No ano passado, Chambers -que é casado com uma mulher, mas falou abertamente sobre sua atração sexual por homens- disse que estava tentando distanciar seu ministério da ideia de que a orientação sexual de gays pode ser permanentemente alterada ou “curada’.

Em comunicado, Chambers disse que o conselho do Exodus decidiu fechar a organização e chamar uma nova, a que ele se referiu com reducefear.org. (reduzir o medo)

“Nossos objetivos são reduzir o medo e se aproximar das igrejas para que elas se tornem comunidades seguras, acolhedoras ou mutualmente transformadoras”, disse.

Ativistas dos direitos dos gays saudaram o pedido de desculpas de Chambers e reiteraram a convicção de que o Exodus provocou grandes danos.

“Isso é um primeiro passo bem vindo, honestamente afirmar o mal que a organização e seus líderes causaram”, disse Sharon Groves, diretor do programa de fé e religião da Human Rights Campaign. “Agora temos que eles tomem o próximo passo de liderança, que é persuadir todas as outras instituições ligadas à religião de que elas estão erradas.”

O Truth Wins Out, outro grupo de direitos dos homossexuais que era bastante crítido do Exodus, celebrou Chambers pela “integridade e autenticidade”.

“É preciso ser um homem de verdade para publicamente encarar as pessoas cujas vidas foram destruídas pelo trabalho dessa organização, e realizar ações reais, concretas, para começar a reparar o dano”, disse Evan Hurts, um dos diretores do grupo.

No entanto, Hurst lembrou que alguns antigos seguidores do Exodus, desencantados com as mudanças de Chambers, formaram um novo grupo, chamado Restored Hope Network (rede da esperança restaurada), que se denomina um “ministério ex-gay” e continua a provover a ideia de que gays podem ser convertidos à heterossexualidade.

FONTE: G1.


Microsoft facilitou espionagem do governo dos EUA, diz jornal
Companhia teria ajudado órgãos a burlar seus sistemas de segurança.
Empresa diz que não facilita ou dá acesso a quaiquer de seus serviços.

Prism

A Microsoft ajudou o governo dos Estados Unidos a interceptar os dados de usuários de seus serviços na internet, segundo informou reportagem publicada nesta quinta-feira (11) pelo jornal britânico “The Guardian”.

O esforço da companhia compreendeu, inclusive, um auxílio para quebrar a criptografia (embaralhamento de código) de seus serviços na internet, de acordo com documentos vazados pelo ex-agente da CIA, Edward Snowden, que trabalha para a Agência de Segurança Naciona (NSA, na sigla em inglês), responsável por programas de espionagem.

MAIS:

Em junho, o “Guardian” e o “The Washington Post” revelaram que a NSA mantém um programa de espionagem on-line chamado Prism, que monitora a troca de dados feitas pelos serviços na web de Apple , AOL, Facebook, Google, Microsoft, Yahoo!, Skype, YouTube e Paltalk.

A ajuda da Microsoft ocorreu porque a Agencia de Segurança Nacional não havia conseguido interceptar os chats na web no novo portal Outlook.com, que substituiu o site Hotmail.

Os e-mails trocados pelos usuários não eram problema, porque a NSA tinha acesso a uma versão deles antes de serem criptografados. As preocupações da agência em conseguir acessar os dados no novo portal começaram ainda quando a Microsoft testava o novo portal, em julho de 2012. O novo portal foi lançado em fevereiro de 2013.

Por conta da dificuldade, a companhia passou a trabalhar com a polícia federal dos EUA (FBI) para quebrar a criptografia dos chats.

A Microsoft afirmou, por meio de comunicado, que “quando atualiza ou melhora seus produtos não se isenta de precisar cumprir com existentes ou futuras demandas legais”.

A companhia alegou que cedeu dados de consumidores “apenas em resposta às demandas governamentais e sempre os cumpriu apenas com ordens ou pedidos sobre contas e identidades específicas”.

A colaboração não se limitou ao Outlook. A Microsoft trabalhou com o FBI também para permitir à NSA acesso facilitado ao seu serviço de armazenamento SkyDrive, que possui 250 milhões de usuários.

Decisões secretas permitiram à NSA coletar dados de internautas sem mandados judiciais individuais, desde que seus alvos não fossem cidadãos norte-americanos e não estivessem dentro do território dos EUA.

No entanto, os documentos revelados pelo “Guardian”, mostram que informações captadas pelo Prism eram compartilhados com o FBI e a CIA, serviço secreto dos EUA.

As empresas de tecnologia pressionam o governo dos EUA para que revelem em que nível ocorreram suas colaborações a programas de espionagem. O objetivo é mostrar aos usuários de seus serviços que houve preocupação em cumprir as políticas de privacidade. A Microsoft e outras empresas envolvidas negaram dar acesso aos seus servidores.

Veja a nota da Microsoft na íntegra:

“Nós temos claros princípios que guiam a resposta de toda a companhia em relação às demandas governamentais por informação de consumidores tanto via pedidos judiciais quanto por motivos de segurança nacional.

Primeiro, nós levamos  muito a sério nossos compromissos com nossos clientes e a aderência com a aplicação de leis, por isso cedemos dados de consumidores apenas em resposta a processos legais. Segundo, nosso time examina todas as demandas de perto, e nós as rejeitamos se acreditamos que não sejam válidas. Terceiro, apenas atendemos pedidos sobre contas e identidades específicas, e não responderíamos ao tipo de requisição discutida na imprensa ao longo das últimas semanas. Para ser bem claro, a Microsoft não cede a nenhum governo cobertura ou acesso direto ao SkyDrive, Outlook.com, Skype ou qualquer de nossos produtos.

Finalmente, quando atualizamos ou melhoramos produtos, obrigações legais, em certas circunstancias, requerem que nós mantenhamos a possibilidade de prover informação em resposta a pedidos legais ou mediante requisição em nome da segurança nacional. Existem aspectos nesse debate que gostaríamos de discutir mais abertamente. É por isso que solicitamos transparência adicional que pudesse ajudar todos a entender e debater esse importante assunto.”

FONTE: G1.



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