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Promotor de eventos de BH desaparece e lesa pelo menos oito clientes

Homem mandou uma nota para os clientes pelo WhatsApp, nessa quinta-feira (4), afirmando que não tem mais condições de realizar as festas acordadas; fornecedores também ficaram no prejuízo

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Promotor de eventos fala por nota que não vai cumprir contratos

O sonho de realizar a primeira festa do filho, o aniversário de 15 anos da linda adolescente da família ou até mesmo um chá de panela, tornou-se um pesadelo na vida de pelo menos oito clientes de Belo Horizonte e região, que contrataram o Siga os Balões – Festas e Eventos – e pagaram à vista. O promotor de eventos, que fez toda a negociação, inclusive indo na casa dos consumidores, não é mais encontrado por telefone e nem pela internet.

Em fevereiro, após ver lindas fotos e muitos elogios sobre os eventos realizados por este promotor, a advogada Ana Carolina Rodrigues Oliveira, 29, fechou, por R$ 2.500, um chá de panela temático para 120 convidados, com decoração, buffet, fotografias e espaço já inclusos.

“Eu estranhei o valor, porque como estou mexendo com casamento, sei como estão os preços no mercado, mas ele me disse ‘a cabine (de fotos) é minha, a fotógrafa eu pago mensalmente e o buffet é porque fazemos mais de 15 festas por semana’. Eu procurei sobre ele na internet e só vi elogios”, lembrou.

Nos últimos dias, inclusive, ela e o contratado teriam resolvido sobre o buffet e a decoração. Contudo, no último fim de semana, ela começou a ler reclamações sobre a empresa dele nas redes sociais e, quando o procurou, ele apenas mandou uma nota, dizendo que não tem condições de fazer a festa dela, que seria em junho.

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Promotor de eventos fala por nota que não vai cumprir contratos

A advogada pretende ajuizar uma ação coletiva de reparo material e moral, junto com outras vítimas, que já estão se falando por meio do WhatsApp.Ana Carolina tinha o contato da família do promotor e os procurou. “A irmã dele me disse que eles vão dar conta do prejuízo, que ele está desaparecido, que não atende ao celular, mas que vão vender um apartamento para pagar. Se eles não me ressarcirem até a próxima segunda-feira (8), vou entrar com ação contra ele”.

“Eu estou arrasada, porque é o meu casamento, eu sempre quis ter o chá de panela, já tinha enviado os convites, os meus convidados já começaram a alugar roupa, porque seria um evento temático, e agora eu não tenho dinheiro para fazer e não vou ter chá de panela”, reclamou.

Para Amanda Carolina Diniz Porto, 30, a decepção está ainda maior, porque ela também é dona de um buffet. Desta vez, resolveu contratar uma outra empresa para fazer a festa de 1 ano da sobrinha, para poder aproveitar, para não ter que trabalhar durante o evento, mas só conseguiu juntar prejuízo e dor de cabeça.

Ela trabalha com festas há 16 anos e nunca se imaginou passando por esta situação. “Eu chorei muito quando descobri o problema. A gente trabalha com o sonho das pessoas e outras pessoas acabam com o sonho da gente”, desabafou.

Amanda investiu R$ 3.027 por uma festa para 110 pessoas, com buffet, fotografia, decoração, animação e espaço. “Mandei e-mail para ele e espero que ele resolva comigo a situação amigavelmente. Se isso não acontecer, vou ter que procurar a Justiça, mesmo sabendo que vai demorar”.

A festa de 1 ano da filha da comerciante Juliana Adriana Ferreira Amorim, 33, seria daqui a 15 dias. “Eu estou de luto, era o meu sonho e da minha família, não consigo comer, me deu depressão mesmo essa situação”, contou.

Ela fechou a festa na última quinta-feira (27) e pagou R$ 3.600 para uma festa para 120 pessoas, com buffet, decoração, recreação e fotografias. “Ele parecia confiável, mas já estava com tudo premeditado, porque ele fechou comigo e com mais duas pessoas do Buritis, mas depois descobri que ele já estava vendendo as coisas dele”, afirmou.

Conforme Juliana, o promotor disse a ela que estava com crise de ansiedade, que estava doente, mas que resolveria tudo. A comerciante não tem condições financeiras para fazer a festa, que já estava sendo paga por um padrinho.

A reportagem de O TEMPO entrou em contato com promotor de eventos, mas não conseguiu ser atendida. As páginas em redes sociais da empresa Siga os Balões foram retiradas do ar.

“Decepção e injustiça. É o estou sentindo. Quando eu percebi que ele fez com muitas pessoas, que ele já sabia que não conseguiria fazer as festas e mesmo assim continuou fechando contratos”. São os sentimentos da auxiliar administrativo Pollyanna Rossani de Oliveira Santos, 32, que faria a festa de 1 ano do filho em agosto, na cidade de Nova Lima, na região metropolitana da capital.

Para ela, foi dito que se tratava de uma promoção, com desconto de 20% para as primeiras pessoas que fechassem o contrato. Ela pagou R$ 1.468, metade do valor total, para uma festa para cem pessoas, com buffet, brinquedos, fotografia e decoração. O restante seria pago no fim do evento.

Tramitação na Justiça

O promotor de eventos responde a um processo de indenização por dano moral, que foi ajuizado na última quarta-feira (3), e pode ter que pagar R$ 2.419,59 e a um processo de rescisão de contrato e devolução de dinheiro, nessa quinta-feira (4), podendo ter que arcar com R$ 7.500. Os casos tramitam no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Ainda, segundo a Polícia Civil, foram registrados, pelo menos três boletins de ocorrência contra o homem, dessa quinta-feira (4) para esta sexta (5), devido ao suposto calote.

Fornecedores também foram vítimas

Ao fechar os contratos com os clientes, o Siga os Balões garantia vários serviços, com os quais teria parceria. Porém, o espaço, onde alguns eventos seriam realizados pertence a Joyce Torquato – Festas Personalizadas, que afirma não ter nenhum contrato com o promotor e que apenas sublocava o espaço para ele.

“Os clientes dele começaram a me procurar e eu expliquei a situação. Eu também fui vítima dele, estou sem receber R$ 8.000, além de materiais de decoração que não me foi devolvido, por alto valem uns R$ 1.000. Neste fim de semana, inclusive, eu vou fazer três eventos de clientes que ele cancelou a festa. Vou cobrar preço de custo para poder ajudar essas pessoas”, explicou Joyce, que inclusive registrou um boletim de ocorrência contra o Siga os Balões e pretende entrar na Justiça também.

Segundo ela, existem algumas pessoas querendo a responsabilizar pelo fato de o contrato que fecharam com o promotor dizer que a festa seria no espaço dela, na região da Pampulha. “Eu não tinha contrato com ele. Eu apenas sublocava o meu espaço para ele e ele me pagava por isso, não sei o que ele acordava com os clientes dele, a minha vida está uma bagunça por conta disso”, reclamou.

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FONTE: O Tempo.


Comemoração do Dia Mundial do Consumidor

Inscrições para evento do Dia Mundial do Consumidor são gratuitas e já estão abertas

cdc

Data de início: 15 de Março de 2016 às 13:30 horas.

Data de fim: 15 de Março de 2016 às 17:00 horas.

Local: Belo Horizonte

No Dia Mundial do Consumidor, 15 de março, o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MG), órgão integrante do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), realiza três palestras abertas ao público em geral sobre temas atuais do direito do consumidor. As palestras, que são gratuitas, serão realizadas das 14h às 17h, no Auditório Vermelho da Procuradoria-Geral de Justiça (avenida Álvares Cabral, 1.690, 1º andar, Santo Agostinho, Belo Horizonte).

Na primeira palestra, será abordada a importância de o consumidor ser protagonista em suas relações de consumo, ou seja, ser consciente e cauteloso em seus atos de consumo e planejá-los com antecedência. A segunda terá como tema os direitos do consumidor e os novos serviços digitais (Whatsapp, Uber e Netflix). Na última palestra, serão apresentados os golpes mais comuns contra o consumidor.

Serão palestrantes, nesse evento, o coordenador do Procon-MG, promotor de Justiça Fernando Ferreira Abreu, o assessor jurídico do Procon-MG Ricardo Amorim, o coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Rodrigo Barbosa, e a delegada titular da 2ª Delegacia Especializada de Crimes Contra o Consumidor, Silvia Helena de Freitas Mafuz.

A ação educacional, organizada pela Escola Estadual de Defesa do Consumidor (EEDC), pretende oferecer aos participantes noções sobre os direitos do consumidor – na avaliação do Procon-MG, esses direitos ainda são pouco conhecidos pela população brasileira. Devido a esse desconhecimento, muitas pessoas ficam mais vulneráveis a enganos na hora de contratar um serviço ou de comprar um produto. Um exemplo disso é a volta de velhos golpes que eram aplicados há algumas décadas. Para o órgão, a educação para o consumo e o conhecimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC) permitem aos consumidores fazer melhores negócios, tendo sempre como foco suas reais necessidades.

Inscrições
As inscrições para o evento Dia Mundial do Consumidor são gratuitas e podem ser feitas até o dia 9 de março ou até o preenchimento das 140 vagas (120 presenciais e 20 telepresenciais). Clique aqui para fazer sua inscrição. Haverá emissão de certificados, os quais serão entregues, posteriormente, via postal, aos participantes que tiverem frequência igual ou superior a 80% da carga horária total prevista.

As pessoas que não comunicarem ou justificarem, pelo e-mail escolainscricao@mpmg.mp.br, sua desistência de participar do evento ficarão impedidas de se inscreverem para as demais ações da EEDC por seis meses – prazo que será contado a partir de 15 de março de 2016. Mais informações sobre essa ação educacional e sobre os demais eventos promovidos pela EEDC podem ser obtidas no site do Procon-MG ou pelo correio eletrônico eedc@mpmg.mp.br .

Programação

13:30 – Credenciamento

14:00 – Abertura
– Painel 1 – Protagonismo do Consumidor – Consciência, Planejamento e Cautela nos Atos de Consumo
Palestrante: Ricardo Augusto Amorim César

  • Painel 2 – Direitos do Consumidor e os Novos Serviços Digitais (Whatsapp, Uber, Netflix, etc) – Proposta de abordagem: contrato eletrônico oferecido pelo fornecedor, a validade (ou não) da aceitação do contrato eletrônico pelo consumidor, a ausência da relação de consumo tendo em vista a ausência de remuneração direta ou indireta do serviço, reflexos benéficos/maléficos nos serviços tradicionais. (40 minutos)
    Palestrante: Fernando Ferreira Abreu

  • Painel 3 – Golpes Contra o Consumidor
    Palestrantes: Marcelo Rodrigo Barbosa
    Silvia Helena de Freitas Mafuz

17:00 – Encerramento
FONTE: MPMG.


1ª EDIÇÃO DO PRÊMIO ESDRAS BORGES COSTA DE ENSINO DO DIREITO  

No auditório da instituição, durante a SEMANA ACADÊMICA, o presidente da mantenedora Asoec, dr. Wellington Salgado de Oliveira, homenageia os docentes do curso de Direito da Universo BH pela menção honrosa e indicações ao prêmio Esdras do Ensino Participativo da FGV /SP.

Prêmio FGV

 

CLIQUE NO SÍMBOLO DE EXPANSÃO (COMO NA FIGURA ABAIXO) PARA VISUALIZAR TODO O TEXTO.

 Prêmio FGV-2

 

 


Procon-MG – Painel sobre Educação para o Consumo no espaço escolar

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Doutores, mestres e especialistas nas áreas de Educação Ambiental e Sustentabilidade, Psicologia e Direito participarão de painel sobre Educação para o Consumo no espaço escolar


 

O Procon-MG – por meio da Escola Estadual de Defesa do Consumidor (EEDC) e em comemoração dos 10 anos do Programa Procon Mirim – realiza o painel Importância de se trabalhar com a Educação para o Consumo no espaço escolar e apresenta as diretrizes e as estratégias desse programa.


Público-alvo:

O público-alvo desse evento são educadores, sendo convidados também para participarem dele estudantes acadêmicos, integrantes do Sistema Estadual de Defesa do Consumidor (servidores de Procons, de órgãos públicos e de entidades privadas que atuam na defesa do consumidor) e demais interessados no tema.


Objetivos:

O painel tem como objetivo promover reflexões sobre o papel da escola na promoção da Educação para o Consumo.

Assuntos abordados:

Em um primeiro momento, será apresentado o painel, no qual serão abordadas, entre outras questões, as seguintes:

– Como as crianças e os adolescentes vivenciam o consumo?

– Qual a relevância de se trabalhar com as crianças e os adolescentes a Educação para o Consumo?

– Qual a importância de a escola assumir esse papel de forma efetiva?

– Como associar a Educação para o Consumo com a Educação para a Sustentabilidade?

O mediador desse painel será o promotor de Justiça e Coordenador do Procon-MG, Fernando Ferreira Abreu. Os expositores serão a jornalista Desirée Ruas (Movimento Consciência e Consumo), a psicóloga e professora universitária Renata Livramento, o assessor jurídico do Procon-MG Ricardo Amorim e o professor da FAE/UFMG João Valdir Alves de Souza.

Após o painel, a servidora do Procon-MG Cássia Weber apresentará as diretrizes do Programa Procon Mirim.


Data, horário e Local:

Esse evento acontece no dia 6 de maio de 2015, das 14h às 16h30, no Auditório Procuradora de Justiça Simone Montez Pinto Monteiro (Salão Vermelho), da Procuradoria-Geral de Justiça, localizado na Avenida Álvares Cabral, nº 1690, 1º andar, bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte.


Inscrições:

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 30 de abril, quinta-feira, ou até o preenchimento das 150 vagas (130 no Salão Vermelho – local de realização do evento – e 20 na sala Belo Horizonte – transmissão ao vivo) no seguinte endereço:

https://mpforms.mpmg.mp.br/index.php/229543/lang-pt-BR

Certificados:

Haverá emissão de certificado para os participantes que tiverem frequência igual ou superior a 80% (oitenta por cento) da carga horária total do evento.


Desistências:

Quem efetuar a inscrição e não puder comparecer ao evento, deverá comunicar a desistência, com a respectiva justificativa, à EEDC, via e-mail para escolainscricao@mpmg.mp.br, sob pena de ficar impedido de se inscrever – durante seis meses, a contar de 06/05/2015 – em futuros eventos da EEDC.

Veja o programa completo

Esse evento conta com o apoio do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor e com a colaboração do Movimento Consciência e Consumo – criado em 2004 por educadores e profissionais de comunicação de Belo Horizonte – e da Faculdade de Educação da UFMG.

Mais informações sobre o evento e sobre a EEDC podem ser obtidas pelo endereço eletrônico eedc@mpmg.mp.br.

Programa Procon Mirim:

Criado em 2005, esse programa tem como objetivo instrumentalizar educadores para que, por meio das práticas pedagógicas, despertem nas crianças de 07 até 12 anos o interesse pelos direitos e deveres dos consumidores e fornecedores.

Já implantado em várias cidades de Minas Gerais, o Programa Procon Mirim é instrumento de promoção de cidadania e de melhoria de qualidade de vida; portanto valioso recurso pedagógico para educadores. Por meio dele, a Educação para o Consumo – tema social relevante – permeia os conteúdos das atividades educativas fomentando reflexões e promovendo mudanças de atitudes no comportamento da criança e da família.

FONTE: Jurisway e PROCON MG.


 

Brasileiros faturam alto com profissões inusitadas

Onda de ostentação no país fez crescer demanda de serviços como aluguel de iPhones e bolsas de grife

 
Divulgação

De preparativos para uma noite romântica a aluguel de iPhones. Os brasileiros fazem quase tudo para garantir uma renda extra no fim do mês e atender extravagantes desejos. Com lucros que chegam a R$ 4 mil por mês, as ofertas de serviços são variadas.

A vaidade e ostentação foram o ponto de partida para o editor de imagens Marco Aurélio Constantino, 28 anos, se tornar empresário. Para alguns pode soar estranho, mas o aluguel de iPhones caiu no gosto de jovens do Rio Grande do Norte. Com estoque de quatro aparelhos do modelo 5 disponíveis, Marco Aurélio garante: “Todos são reservados de sexta a segunda”.

A procura foi tanta que Constantino resolveu disponibilizar o seu smartphone pessoal para alugar. “Além dos quatro modelos da cor branca, pagando um pouco mais, os clientes podem reservar com antecedência o meu, um iPhone 5S”, explica. Segundo o empresário, as mulheres alugam mais o dele porque é dourado. “As garotas gostam de fazer selfie na academia”, comentou. A diária do aluguel de um iPhone varia entre R$ 120 e R$ 170.

O editor de imagens conta que o negócio começou sem grandes pretensões. “Anunciei meu iPhone para vender em agosto. Uma semana depois, o emprestei para um amigo tirar fotos. A partir daí, surgiram outros pedidos e resolvi capitalizar o empréstimo, que rende mais do que a venda do aparelho”, explicou. Com farta procura, foi preciso adquirir mais três aparelhos.

Metade do valor é pago no momento da entrega. O cliente assina um contrato e recebe o aparelho com os aplicativos instalados. No momento da devolução, o celular é reconfigurado aos padrões originais. Para evitar perdas, Constantino registra os iPhones no iCloud para rastreá-los.

Um cabeleireiro de 21 anos, que preferiu não se identificar, aluga os aparelhos com frequência e não esconde que o objetivo é ostentar. “Não basta ir bem arrumado para um festa, tem que ter um iPhone”. O jovem, que tem um celular de um modelo não tão popular acrescenta que busca os serviços para tirar fotos na frente do espelho e exibir o aparelho em eventos. “Sempre que estou com o iPhone, tiro centenas de fotos e guardo em um arquivo. Aos poucos, publico algumas com mensagens de “bom dia” ou “boa noite”. As minhas amigas realmente pensam que o celular é meu”, assumiu.

Divulgação

De olho na grife

A advogada Marina Perktolb, 35 anos, também apostou na vaidade para faturar. Há um ano e meio, a empresária resolveu abrir uma loja especializada em aluguel de bolsas e vestidos de marcas internacionais, em sociedade com uma amiga, em Belo Horizonte. Com bolsas que custam até R$ 25 mil e alugueis que chegam a R$ 850 diários, Marina conta que o perfil das clientes é variado. Elas procuram quando precisam ir em eventos, jantares de negócios ou para testar os produtos. “Algumas fazem uma espécie de test-drive, usam as bolsas por um determinado período para checar se vale a pena comprar”, explicou. “Outras têm desejo de usar, mas não possuem poder aquisitivo para comprar, então o aluguel aparece como melhor opção”, completou. 

Mercado do amor

Proporcionar um momento inesquecível para os casais é a missão de Priscila de Oliveira, 29 anos, que também atua como auxiliar administrativa. Em parceria com o marido, Igor Alves, 30 anos, Priscila abriu uma empresa que oferece os serviços de decoração e jantar para casais de todas as idades. No entanto, associar a rotina de escritório com as rosas e fondues de apartamentos e suítes de motel não é tarefa fácil.

Com a média de seis jantares por dia e 12 aos fins de semana, cada um a R$ 160, Priscila coleciona histórias e não recusa um desafio. “Já fiz eventos em fazendas e até em barcos”, contou. A noite romântica em uma lancha já rendeu R$ 1,6 mil.

A ideia de criar a empresa surgiu em 2013, quando o casal comemorava o aniversário de casamento. Ao se revezar para jantar em um restaurante e cuidar do filho pequeno que ficou na brinquedoteca do local, a empresária pensou em dar outra opção aos casais que buscam sair da rotina. “Um jantar especial preparado em casa dá um toque de romantismo e renova os relacionamentos”, disse. O negócio, inicialmente, teve investimento de R$ 500 reais.

Bagunça organizada

Separar itens por cor, nome e formato sempre atraiu a administradora Maria Thereza Mochel, 50 anos. Com foco no vasto “mercado da bagunça”, a empresária encontrou uma forma de aliar o que mais gosta de fazer com uma renda a mais no fim do mês.

Inaugurada há seis meses, a empresa rende ao menos R$ 1,6 mil mensalmente. “Sempre fui muito organizada, gosto de decoração. Me encontrei nessa profissão”, revela.

A área de atuação não se restringe a casas de família. A personal organiza escritórios e planeja até listas de festas. “Facilitar a vida dos clientes é o meu trabalho. Faço relação de compras, guardo presentes de casamento, arrumo armários e dou treinamento para empregadas”, disse. “O retorno é incrível. Com a casa arrumada, as pessoas têm mais qualidade de vida, aumentam a praticidade, economizam tempo e melhoram a produtividade”, completou.

Maria Thereza já tem planos para 2015. Ela revelou que está treinando um novo funcionário para a empresa e pretende atuar em novos meios, como aniversários e organização de casamentos. Os serviços de personal organize chegam a custar R$ 40 por hora.

 

 

FONTE: Estado de Minas.



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