Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Aparelhos instalados em coletivos registram uso de faixas exclusivas por outros veículos; leitores poderão ser usados para aplicar multas

Um total de 1.757 invasões de faixas exclusivas de ônibus, prática classificada como infração gravíssima, foi flagrado por equipamentos de leitura de placas de veículos instalados em apenas quatro coletivos metropolitanos entre maio e outubro do ano passado. Conforme O TEMPO mostrou com exclusividade em 2018, as câmeras foram implantadas em fase de testes para a coleta de dados com fins estatísticos, mas podem ser usadas, no futuro, para a aplicação de multas. Os resultados da experiência foram apresentados pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) ao Estado e aos municípios, que estão analisando a viabilidade da tecnologia.

Os veículos que receberam os equipamentos pertencem às linhas 3832 (Nova Lima/ Belo Horizonte), 411C (Terminal São Benedito/ Belo Horizonte), 2550 (Contagem/ Alvorada/ Belo Horizonte) e 2420 (Jardim do Lago Via Ressaca/ Belo Horizonte). Eles circulam em oito corredores da capital e da região metropolitana, como as avenidas Nossa Senhora do Carmo e Dom Pedro II, que possuem faixas exclusivas de ônibus.

Cada aparelho registrou, em média, 439 invasões nos seis meses. Em toda a capital, no primeiro semestre de 2018, 41.373 infrações foram registradas por 36 detectores de invasão instalados nos corredores que têm faixas exclusivas, sendo que 26.323 multas foram geradas. Em todo o ano, houve 49.813 multas.

Segundo o Sintram, os equipamentos foram instalados na parte dianteira dos coletivos e funcionam com os veículos em movimento. Os aparelhos fazem a transmissão das imagens captadas em tempo real e podem coletar informações de fluxo de trânsito para, por exemplo, controle de tráfego e monitoramento de infrações e crimes, como falta de licenciamento. Nos seis meses de testes, 57.265 placas foram lidas.

Para especialistas, os aparelhos nos coletivos poderiam diminuir o número de infrações, porque os radares estão instalados em pontos fixos. “Os ônibus circulam o tempo todo, em vários locais”, analisa o consultor em transporte e trânsito Silvestre Puty. “Todo instrumento para aumentar a fiscalização é bem-vindo”, pontua o especialista em transporte e trânsito Márcio Aguiar.

O Sintram informou que aguarda posicionamento dos gestores do transporte público sobre a possibilidade de implantar o sistema.
Ônibus
Multa. Transitar com o veículo em faixa ou em via exclusiva de ônibus de transporte público de passageiros é infração gravíssima, que prevê multa de R$ 293,47 e apreensão do veículo.

Respostas

Estado. A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) informou que está tomando conhecimento de todas as propostas para avaliar a possibilidade de implantação dos projetos que venham a atender as demandas da população e dos municípios.

Municípios. A BHTrans afirmou que recebeu os resultados dos testes e que os técnicos analisam a viabilidade desse novo tipo de tecnologia na capital. A Transcon disse que, para a possível implantação do equipamento em Contagem, é necessário realizar testes nas linhas municipais.

Sistema pode melhorar transporte

O registro de infrações por meio de equipamentos nos ônibus pode contribuir para a melhoria do transporte público, na avaliação de especialistas.

“O sistema de ônibus busca uma velocidade comercial para definir melhor o quadro de horários e permitir que a população tenha confiabilidade”, considera o especialista em transporte e trânsito Márcio Aguiar. “Se um automóvel com uma média de 1,4 ocupante começa a circular nesses espaços, os ônibus que transportam cerca de 50 pessoas cada ficam prejudicados”, observa o consultor em transporte e trânsito Silvestre Puty.

Para o diretor do Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte e motorista Sérgio Duarte, nem as multas têm inibido os motoristas. “Já enfrentamos a rotina estressante e temos que estar atentos o tempo todo, porque sempre tem um carro nas faixas exclusivas. Temos que ver agentes nas ruas e maior conscientização da população”, diz.

Saiba onde estão as faixas e as pistas exclusivas para coletivos e como funciona o sistema de leitura de placas instalado nos veículos:

Faixas exclusivas

Av. Augusto de Lima
Av. Professor Alfredo Balena
Av. João Pinheiro
Av. Vilarinho
Av. Cristiano Machado
Av. Nossa Senhora do Carmo
Av. Antônio Abrahão Caran
Av. Coronel Oscar Paschoal
Av. Carlos Luz
Av. Pedro II
Av. Risoleta Neves
R. Ceará
R. Goiás
R. Padre Belchior
Pr. Manoel Jacinto Coelho
Pr. Hugo Werneck
Vd. Leste
Vd. B
Vd. Sara Kubitscheck
Vd. Paulo Mendes Campos

Pistas exclusivas

Av. Paraná
Av. Santos Dumont
Av. Antônio Carlos
Av. Pedro I
Av. Cristiano Machado

Linhas metropolitanas que passaram pelos testes

3832: Nova Lima/ Belo Horizonte
411C: Terminal São Benedito/ Belo Horizonte – via Antônio Carlos
2550: Contagem/Alvorada/BeloHorizonte
2420: Jardim do Lago Via Ressaca/ Belo Horizonte

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FONTE: O Tempo.


BH tem 11 novos radares começando a funcionar nesta segunda, 06 Jun 2016

Maioria dos equipamentos está instalada no Barro Preto, Centro-Sul da capital mineira. Outros três fiscais eletrônicos tinham sido ligados semana passada

Paulo Filgueiras/EM/D.A PRESS

Os motoristas que transitam em Belo Horizonte devem ficar atentos. Dentro das duas licitações que vão levar o número de radares a 382 até o fim do ano na capital mineira, 14 novos equipamentos já estão funcionando na cidade, sendo 11 a partir de hoje e três desde a semana passada. Nove deles são de avanço de semáforo, dois fiscalizam as faixas exclusivas de ônibus, outros dois são do tipo conjugado, com capacidade para evitar excesso de velocidade e também para garantir a presença só dos ônibus nas pistas exclusivas, e mais um fiscaliza só os limites de velocidade.

Entre os equipamentos que obrigam os motoristas a respeitar a luz vermelha dos semáforos, a região mais contemplada é o Barro Preto, Centro-Sul de BH, com seis vigias em cruzamentos da Avenida do Contorno. O Centro da capital ganhou os outros dois, conforme a lista abaixo. O último radar de semáforo começou a funcionar semana passada e também está instalado em Venda Nova, na Avenida Vilarinho. Com o reforço, BH passa a contar com 189 controladores de semáforo.

Os motoristas de ônibus também ganham um apoio, já que quatro novos radares de faixa estão ativos, sendo três começando nesta segunda-feira e outro semana passada. Dos quatro, dois são do modelo conjugado, que também flagram excesso de velocidade.

A novidade é que um local de recorrente desrespeito de veículos de passeio até por desconhecimento e confusão da sinalização agora ganha um equipamento. É a entrada do Viaduto Nansen Araújo, na junção com a Avenida Oiapoque, no Hipercentro.

O elevado é exclusivo para coletivos, mas é comum a presença de carros no local, causando até acidentes. Em agosto do ano passado, duas pessoas ficaram feridas em uma batida de frente entre um carro e um coletivo do Move. Outra batida foi registrada em dezembro. Um ônibus do Move bateu em uma moto que seguia no viaduto, pela contramão, e o motorista ficou gravemente ferido.

Em janeiro do passado, outra batida deixou um rastro de destruição no mesmo elevado, onde uma caminhonete bateu de frente em um ônibus do Move. Agora, 57 radares fiscalizam faixas exclusivas em BH.

Dos 14 novos radares, o último equipamento registra apena os excessos de velocidade e está na Avenida Cristinao Machado.

Confira a localização dos novos equipamentos:

11 começaram a funcionar nesta segunda:

Avanço de semáforo

1) Avenida Carandaí esquina com Avenida Afonso Pena, sentido Bairro/Centro
2) Rua Mato Grosso esquina com Avenida do Contorno, sentido Barro Preto/Viaduto Leste
3) Rua Guaicurus esquina com Rua Espírito Santo, sentido Praça da Estação/Rodoviária
4) Avenida do Contorno esquina com Rua Mato Grosso, sentido Bairro/Centro
5) Avenida do Contorno esquina com Rua Paracatu (3 faixas), sentido Centro/Bairro
6) Avenida do Contorno esquina com Rua Paracatu (mais 3 faixas), sentido Centro/Bairro
7) Avenida do Contorno esquina com Rua Paracatu (3 faixas), sentido Bairro/Centro
8) Avenida do Contorno esquina com Rua Paracatu (mais 3 faixas), sentido Bairro/Centro

Invasão de faixa exclusiva de ônibus

9) Avenida Vilarinho, em frente ao número 1.840, sentido Centro/Bairro
10) Viaduto Nansen Araújo, na junção com a Avenida Oiapoque, sentido Centro/Bairro

Conjugado (Invasão de faixa + Excesso de velocidade)

11) Avenida Vilarinho, em frente ao número 1.300, sentido Centro/Bairro

Três começaram a funcionar semana passada, em 1º de junho

Conjugado (Invasão de faixa + Excesso de velocidade)

12) Avenida Vilarinho, em frente ao número 2.733, sentido Bairro/Centro

Excesso de velocidade

13) Avenida Cristiano Machado, em frente ao número 9.285, sentido Bairro/Centro

Avanço de semáforo

14) Avenida Vilarinho esquina com a Rua Cascalheira, sentido Bairro/Centro

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FONTE: Estado de Minas.


Belo Horizonte ganha mais 19 radares para fiscalizar faixas exclusivas de ônibus

Os equipamentos foram homologados nesta sexta-feira pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. Ainda não há data para entrarem em operação

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

O número de radares de invasão de faixas em Belo Horizonte vai subir para 73. A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos homologou mais 19 equipamentos nesta sexta-feira. Eles foram instalados em ruas das regiões Centro-Sul, Leste, Venda Nova e Noroeste da capital mineira. Segundo a BHTrans, ainda não há data para o início do funcionamento dos aparelhos.

A implementação dos radares estava prevista em duas licitações lançadas em 2013 para dotar o Move de fiscalização eletrônica, tanto nas pistas de concreto quanto na área externa de abrangência do sistema, com a implantação de novos controladores de velocidade, radares de avanço de semáforo, fiscais de pistas de ônibus e também aparelhos com dupla função, que multam quem passa acima do limite de velocidade e quem invade área de ônibus.

A previsão é chegar ao fim da gestão Marcio Lacerda com 382 equipamentos. Não há previsão de lançamento de novos editais na atual administração municipal, que termina em dezembro.

Na terça-feira, entraram em operação mais 13 equipamentos em seis avenidas de grande movimentação de veículos da capital mineira, elevando o número de controladores de velocidade para 105. Eles estão nas avenidas Pedro II, Cristiano Machado, Antônio Carlos, José Cândido da Silveira e Pedro I.

Veja os locais onde ficarão os novos radares de invasão de pista

Av. N. Sra. do Carmo esquina Praça da Harmonia – Sentido Centro/bairro
Rua Espírito Santo esquina Rua Guaicurus -Sentido Av. Afonso Pena/Av. do Contorno
Av. Francisco Sales esquina Av. Prof. Alfredo Balena – Sentido Floresta/Santa Efigênia
Av. Francisco Sales esquina Av. Prof. Alfredo Balena – Sentido Santa Efigênia/Floresta
Av. do Contorno esquina Viaduto J. Oswaldo Faria – Sentido Viaduto Leste/Praça da Estação
Av. dos Andradas esquina Rua dos Caetés – Sentido Parque Municipal/Viaduto J. Oswaldo Faria
Av. Afonso Pena esquina Av. Carandaí – Sentido bairro/Centro
Av. dos Andradas esquina Viaduto J. Oswaldo Faria – Sentido Praça da Estação/Viaduto Leste
Av. dos Andradas esquina Rua dos Caetés – Sentido Parque Municipal/Viaduto J. Oswaldo Faria
Av. Afonso Pena esquina Av. Carandaí – Sentido bairro/Centro
Av. Carandaí esquina Av. Afonso Pena – Sentido bairro/Centro
Av. Prof. Alfredo Balena esquina Av. Francisco Sales – Sentido Centro/bairro
Av. dos Andradas esquina Viaduto J. Oswaldo Faria – Sentido Praça da Estação/Viaduto Leste
Av. Prof. Alfredo Balena esquina Av. Francisco Sales – Sentido bairro/Centro
Av. do Contorno esquina Viaduto J. Oswaldo Faria – Sentido Viaduto Leste/Praça da Estação
Av. Dom Pedro I, oposto ao nº 3.038 – Sentido bairro/Centro
Av. Teresa Cristina, nº 6.993 – Sentido bairro/Centro
Av. Dom Pedro I, nº 3.880 – Sentido Centro/bairro
Av. Dom Pedro II, nº 4.528 – Sentido Centro/bairro

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FONTE: Estado de Minas.


Melhor Mobilidade: Faixas exclusivas e preferências para o transporte coletivo

Belo Horizonte possui faixas preferenciais para o transporte coletivo desde a década de 80, na Avenida Amazonas. Após o ano de 2000 outras vias foram capacitadas com faixas/pistas exclusivas, priorizando os usuários de ônibus, seguindo assim as diretrizes do Plano de Mobilidade de Belo Horizonte.

 

Benefícios

As faixas preferenciais/exclusivas privilegiam a circulação do transporte coletivo, criando condições de estímulo ao uso desse meio de transporte. É importante lembrar que o ônibus transporta em torno de 60 pessoas, enquanto o carro transporta uma média de 1,5. Por isso, o transporte coletivo está sendo priorizado em relação ao individual em Belo Horizonte e em grandes centros urbanos do mundo. Além disso, as faixas proporcionam melhorias na operação do embarque e desembarque dos passageiros, diminuição do tempo de viagem e da poluição. Também evitam disputas de espaço entre carros e ônibus.

 

Faixa e pista exclusiva de ônibus: apenas os ônibus podem circular. Na faixa exclusiva, conforme a sinalização regulamentada na via, os demais veículos podem trafegar em um trecho curto da faixa apenas para realizar conversões. Já na pista o trânsito é exclusivo para os ônibus.

 

Faixa preferencial de ônibus: a preferência de circulação é dos ônibus, contudo os veículos particulares podem circular na faixa.

 

Pistas e Faixas Exclusivas de Belo Horizonte

  • Pista exclusiva MOVE da Av. Cristiano Machado, da Estação São Gabriel ao Centro – 7,36 km.

  • Pista exclusiva MOVE,  nas avenidas  Antônio Carlos / Pedro I / Vilarinho, de Venda Nova as Centro – 14,7 km.

  • Pista exclusiva MOVE Área Central, nas avenidas Santos Dumont e Paraná – 1,34 km.

  • Faixas exclusivas MOVE (Rota Hospitalar), nas avenidas Augusto de Lima e Prof. Alfredo Balena, ruas Curitiba, Padre Belchior, Goiás e dos Timbiras – 5,73 km.

– Faixas exclusivas MOVE na Avenida Pedro II, entre o Complexo Lagoinha e o

Anel Rodoviário – 6 km.

 – Faixas exclusivas MOVE na Avenida Carlos Luz, entre as avenidas Pedro II e o Mineirão – 6,6 km.

– Faixa exclusiva MOVE (Cristiano Machado), na Avenida Cristiano Machado, entre a Avenida Vilarinho e Avenida Sebastião de Brito (ambos os sentidos) – 11 km.

  • Faixa exclusiva MOVE (Complexo da Lagoinha), na Avenida Cristiano Machado no Túnel da Lagoinha para o Viaduto Leste – 700 metros.

  • Faixa exclusiva na Av. Nossa Senhora do Carmo, da Avenida do Contorno até Avenida Uruguai (900 metros)

  • Faixa Exclusiva na Estação Ponto, localizado na Avenida Waldyr Soeiro Emrich (Via do Minério), no cruzamento com Rua Alfredina Amaral, bairro Milionários. – 250 metros.

 

Faixa preferenciais de Belo Horizonte

De segunda a sexta das 6h às 9h e das 16h às 20h:

– Rua Tupis, entre Paraná e Rio Grande do Sul
– Avenida Amazonas
– Avenida dos Andradas
– Rua Araguari

 

 

Atenção Motoristas Veículos de passeio, caminhões e motos só podem trafegar na faixa exclusiva para ônibus para realizar conversões. Nas faixas exclusivas os veículos poderão virar à direita, nos locais determinados pela sinalização, mas o acesso deve ser realizado somente nos trechos pintados com linha tracejada (pintura branca). É proibida a entrada na faixa exclusiva nos trechos pintados com uma linha contínua (pintura branca).

 

 

Linha Azul – As faixas exclusivas de ônibus da capital estão identificadas com uma faixa contínua azul pintada no solo. A faixa branca, contínua ou tracejada, permanece sinalizando a via de acordo com o Código Brasileiro de Trânsito.

 

Táxis – Os táxis devem seguir as mesmas regras dos veículos de passeio.

 

Fiscalização eletrônica – Serão implantados detectores de invasão de faixa nas avenidas para garantir a mobilidade do transporte coletivo.

Se um ônibus sair da faixa exclusiva, ele pode ser multado? Pelo Código de Trânsito Brasileiro não há regulamentação que obrigue os ônibus a circularem apenas nas vias segregadas para esse tipo de veículo, ou seja, os ônibus podem trafegar nas demais faixas, desde que a via em questão não tenha sinalização de proibição.

As faixas exclusivas para ônibus também podem ser utilizadas por veículos fretados? Os ônibus na atividade de fretamento não podem circular nas faixas e pistas exclusivas de ônibus, que são destinadas ao transporte público.

Radares Invasão

Infração de Trânsito – Veículo particular flagrado circulando na faixa exclusiva de ônibus está sujeito à autuação de acordo com o artigo 184 do Código de Trânsito Brasileiro.

Art. 184. Transitar com o veículo na faixa ou pista da direita, regulamentada como de circulação exclusiva para determinado tipo de veículo é multa leve, R$ 53,20 e 3 pontos na carteira. Transitar com o veículo na faixa ou pista da esquerda regulamentada como de circulação exclusiva para determinado tipo de veículo já é multa grave (R$ 127,69) e 5 pontos na carteira.

 

FONTE: BHTRANS.


Fiscalização eletrônica de invasão de faixa exclusiva começa a operar
Os equipamentos entraram em funcionamento nesta quinta-feira (23); a multa para o condutor que invade pista exclusiva de ônibus é de R$53,20, segundo o Código de Trânsito Brasileiro

Dois pontos da Avenida Cristiano Machado terão fiscalização eletrônica de invasão de faixa exclusiva para ônibus. Os equipamentos começaram a operar nesta quinta-feira (23), segundo a BHTrans. De acordo com o Artigo 184 do Código de Trânsito Brasileiro, a multa considerada de natureza leve é de R$53,20 e 3 pontos na carteira do condutor que cometer este tipo de infração.

Carros invadem faixa exclusiva de ônibus
Os radares fazem parte de licitação aberta em Setembro de 2009, mas estão mudando de local. De acordo com a BHTrans, o município conta com 14 equipamentos deste tipo.

Os dois equipamentos que começaram a operar na via, nesta quinta, estão instalados na Av. Cristiano Machado, esquina com Rua Sônia no sentido Centro/Bairro e na Av. Cristiano Machado, esquina com Av. Sebastião de Brito no sentido Bairro/Centro.

FONTE: O Tempo.


Eu não tenho contatos espirituais com Mãe Diná, mas, vos digo, 50 dias antes das eleições de outubro: nada vai mudar na vida dos brasileiros ou – no nosso caso- dos mineiros quando os computadores apontarem os vencedores. O problema não está nos nomes, mas, no sistema. Qualquer mudança de fato exigiria uma renovação de verdade nas bancadas do Congresso e da Assembleia Legislativa. E isto não vai acontecer. No máximo, teremos 35% de novidades, mas, pela experiência de 37 anos cobrindo os pleitos, aposto entre 25 e 30%. E é importante, quando se fala em renovação, que seja alguém realmente novo e não um herdeiro político, filho, genro, chefe de gabinete ou cabo eleitoral.

Por que tenho tanta certeza? Porque tudo é feito para manter o quadro do jeito que está. A distribuição das verbas partidárias, os “apoios” financeiros de empresas (declarados ou não, decentes ou não), o tempo no rádio e na TV e o nosso modelo eleitoral são planejados para manter o status quo. Senão, vejamos: pode alguém desprovido de posses e/ou fiéis de uma igreja que seguem a ordem do pastor ganhar eleição só com discurso, conversa e promessas? Os amadores, sonhadores, vão dar de frente com prefeitos, vereadores e chefes políticos que atuam na base do “é dando que se recebe”; ou seja, quando um parlamentar diz “fechei com o fulano” aí podem estar simpatia, amizade e compromisso, mas, em noventa e nove, vírgula nove por cento dos casos trata-se de dinheiro, emprego, favores, licença para isso, prá aquilo… Sem falar que um deputado tem verbas para indicar obras e resolver algo a favor de alguém – a contrapartida.

Ou a gente não vê isso todo dia nos sites especializados de acompanhamento, a gente não percebe a retribuição de favores legais para os que apadrinharam uma campanha? Outra pergunta que faço com muita insistência no rádio: por que até hoje não temos o marco mineral, que obrigará as mineradoras a pagarem mais impostos, se o assunto depende só da nossa bancada? Mais uma: se os nossos deputados tivessem mesmo compromisso com nosso Estado não teriam conseguido, com pressão política, a duplicação da BR-381, um Anel Rodoviário decente e um metrô de verdade para nossa capital? O problema é que fingem estar com o coletivo, mas atuam no individual, com emendas que levam um viaduto para uma cidade, uma ponte para outra, e assim contam os votos.

Se não tivermos uma Assembleia Constituinte Exclusiva para fazer as reformas, em especial a mãe de todas que é a política, se não mudarmos as práticas, para eliminar o fisiologismo, as negociatas e a compra descarada do voto, não há esperança. Quem duvida que me diga na noite de 5 de outubro se teremos gente nova de verdade nas casas legislativas ano que vem. Estou antecipando, e lamentando: vamos continuar no faz de conta dos donos de poder mantidos a champanhe e caviar.

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FONTE: Hoje Em Dia.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 21/08/2014, 18:00.

O ex-médico Roger Abdelmassih, de 72 anos, apontou sua mulher, a ex-procuradora da República Larissa Maria Sacco, de 37 anos, como a mentora de sua fuga para o Paraguai, há três anos e meio. Aos policiais civis e à “Rádio Estadão”, durante conversa na quarta-feira, 20, no Aeroporto de Congonhas, ele afirmou que foi “condenado escandalosamente”, sem provas – a pena é de 278 anos de prisão por 48 estupros contra 37 vítimas. O áudio foi gravado com exclusividade.

Por volta das 16 horas de quarta-feira, 20, o ex-médico chegou à capital paulista e passou por exame de corpo de delito na delegacia do terminal da zona sul, onde contou aos agentes sua estratégia de fuga e sua rotina em Assunção. “Eu achava melhor me entregar. Minha mulher disse: ‘Não, vamos embora’. Aí, falei com minha irmã que tem um haras em Presidente Prudente. Fomos para lá. De lá fomos para o Paraguai”, disse Abdelmassih.Capturado na capital do país vizinho na terça-feira, 19, ele disse que só está preso porque pediu a renovação de seu passaporte em 2011 – o ex-médico, um dos maiores especialistas em fertilização in vitro do Brasil, foi condenado em novembro de 2010 e recorria em liberdade. “Eu estou preso, mas não existe prova nenhuma”, afirmou.

Segundo ele, sua intenção não era deixar o País. “Eles (a Justiça e o Ministério Público) achavam que eu ia fugir, mas eu não ia. Ia passear”, afirmou. “Sabe por que eu fui tirar passaporte? Porque o meu passaporte tinha dois meses para vencer. O Juca (criminalista José Luis Oliveira Lima, que defende o ex-médico) falou assim: ‘Tem lugar que você não vai conseguir usar passaporte com dois meses'”, disse.

Abdelmassih contou, então, que procurou o criminalista Márcio Thomaz Bastos. “Fui ao doutor Márcio: ‘O senhor pode me ajudar?'” A resposta foi: “Não! Vai lá na Polícia Federal, e tira logo (o passaporte)”, disse o ex-médico. “Quando fui buscar a juíza mandou eu entregar. Aí, os advogados começaram a ver o que queriam: ‘Ah, pode dar prisão’. Aí, a juíza substituta Jaqueline disse para o Juca: ‘Fala para o seu cliente que não vou prender. Fala para ele ficar tranquilo’. Eu disse: ‘Então, tá! Vamos para Avaré’.” Foi em uma fazenda no município paulista que promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Bauru encontraram as pistas para chegar até Assunção.

Aos policiais civis, Abdelmassih disse que, na época da fuga, estava tranquilo. “Eu estava livre, eu estava solto. Aí, pum, me avisaram (da prisão) no meio do caminho. O Márcio falou: ‘Eu acho melhor se entregar’. Minha mulher falou: ‘Não, vamos embora!'”, contou. Após o pedido de renovação do documento, a juíza Cristina Escher, da 16.ª Vara Criminal, decretou sua prisão preventiva.

Fuga e rotina

Antes de deixar o País, o ex-médico contou que foi, ainda em 2011, para Jaboticabal, onde vive a família de sua mulher. Ele falou também sobre sua rotina em Assunção. “Fiquei três anos e meio no Paraguai. Assunção é uma cidade boa. Gostam dos brasileiros.”

“Era uma bela casa. Uma casa daquelas aqui (o aluguel) custaria uns US$ 8 mil. Lá custava US$ 1.800”, contou. Segundo o preso, o imóvel foi alugado em nome de uma empresa aberta em sociedade com um amigo. Os filhos gêmeos nasceram no país vizinho. “Não saía de casa sem peruca. E óculos. Ficava diferente do que eu era.”

O ex-médico relatou ter bons relacionamentos. “Sempre fui querido. E vou te contar mais: o Nicolas Leoz (paraguaio, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol) teve dois filhos comigo. E eu não procurei ele, para não constranger.”

Abdelmassih relatou sua captura. “Quem me pegou foi o rapaz da Polícia Federal. Diz ele ter informação até da igreja, de uma ‘cliente’ da igreja que me viu, mas principalmente depois da Veja, que estampa muito o rosto da Larissa”, afirmou.

Ele pediu reiteradamente para que fosse levado para a Penitenciária de Tremembé, para onde foi transferido. “Eu só vou assinar (o mandado de prisão) na hora em que eu tiver certeza de que é Tremembé. Não quero ir lá e depois ficar em Guaratinguetá.” Ele disse que merece ficar solto e comparou seu caso ao mensalão. “Se o (José) Genoino pode sair (da cadeia) por causa do problema (de saúde), eu posso também. Eu tenho uma prótese. Isso é muito pior”.

 

 

Filhos de Abdelmassih foram a pista que levou polícia à prisão de ex-médico

O casal de gêmeos estava matriculado em uma creche em Assunção

A localização do casal de gêmeos filhos de Roger Abdelmassih com Larissa Sacco, matriculados em uma creche na Rua Guido Spano, 2.314, no bairro de Villa Morra, em Assunção, levou à confirmação da identidade do brasileiro foragido da Justiça. Investigado pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai em conjunto com a Polícia Federal, Abdelmassih foi preso quando chegava à creche, às 13h30 de terça-feira, 19, para buscar as crianças.

Desde o dia 12, agentes especiais da Senad seguiam os passos de Abdelmassih após checarem listas de brasileiros que moram no país e têm filhos gêmeos com idade em torno de 3 anos. Essa informação, mais as características físicas dele e da mulher, deram a certeza à polícia paraguaia de que o pacato morador de Villa Morra e o ex-médico famoso e procurado eram a mesma pessoa.
“A operação foi montada com muito cuidado após recebermos informações da Polícia Federal brasileira”, disse ontem o ministro executivo da Senad, Luis Rojas, que comandou a operação com o delegado brasileiro Cesar Luiz Busto Souza. Uma reunião entre os dois, no dia 12, selou a parceria que acabaria com uma fuga de mais de três anos do ex-médico. Um grupo de cerca de 15 agentes fez o cerco. Surpreendido, o ex-médico não reagiu.Depois de encontrarem a escolinha, os policiais vigiaram por cerca de uma semana os passos de Abdelmassih. O casal levava vida de alto padrão.

Costumava usar dois carros. Tinham uma perua Kia Carnival, preta, ano 2012, que está registrada em nome da empresa Gala Import and Export, e um Mercedez Benz, preto, C350, ano 2012, que era dirigido por Abdelmassih. O Mercedes está registrado no Paraguai em nome de Juan Gabriel Cortázar.

De acordo com a polícia, o brasileiro teria comprado o carro, porém não o transferiu para seu nome. Esses veículos foram monitorados pela polícia quando circulavam nos arredores do endereço do casal, que fica a menos de dez quadras da creche.

A casa estava trancada, na quarta-feira, 20. O imóvel foi alugado da imobiliária Saturno, em Assunção, por US$ 3,8 mil mensais há quase quatro anos, segundo a administradora, quando Larissa ainda estava grávida das crianças. Na imobiliária, Abdelmassih usou o nome de Ricardo Galeano, contou o administrador do imóvel, Miguel Portillo.

Ontem pela manhã, Portillo estava na casa acompanhado de funcionários. Contou que não sabia a verdadeira identidade do inquilino. E lembrou que Abdelmassih costumava fazer os pagamentos “mais ou menos” na data combinada – o aluguel atual era de US$ 5 mil. De acordo com Portillo, o casal está devendo alguns aluguéis. Ele não soube dizer de quanto era a dívida. À tarde, casa estava fechada. “A senhora foi embora ontem à noite”, contou uma vizinha.

Na creche, Abdelmassih também era conhecido como Ricardo Galeano. “Ele é gentil, cumprimenta, mas não é de falar muito”, contou um funcionário. “Às vezes ele vem buscar as crianças”, explicou o homem. No final da tarde, mães que buscavam os pequenos se negavam a comentar a presença do casal brasileiro na creche. E a informação na escolinha era de que a diretora não estava.

Bigode

“A gente atendia ele aqui, com bigode e sem bigode”, contou um garçom da churrascaria Paulista Grill, que fica no mesmo bairro. Segundo o gerente Ângelo de Paula, um brasileiro que vive no Paraguai há 13 anos, “o homem que apareceu na televisão preso era um cliente normal”. Ele disse que uma das regras do bom convívio no Paraguai é ninguém saber muito de ninguém. “O Paraguai é ótimo”, disse. “Aqui, se você não mexe com ninguém, ninguém mexe com você.”

Não é bem isso o que pensa o ministro Luis Rojas, da Senad. Pressionado por outros setores da polícia paraguaia, que questionam sua participação na operação, Roja disse que há uma decisão política do governo paraguaio de mandar embora “os criminosos de outros países”.

“Isso está muito claro”, afirmou. “E eu respondo diretamente ao presidente da República”, emendou, referindo-se a Horácio Cartes, que banca a política de ações conjuntas de combate às drogas com o Brasil.

“O Brasil é nosso parceiro estratégico, temos uma colaboração muito estreita de agentes, e isso vai continuar assim”, resumiu Rojas. Dias atrás, a Senad prendeu e o Paraguai expulsou Ricardo Munhoz, integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Mandou ainda para a cadeia no Brasil José Benemário de Araújo, condenado a 73 anos por liderar o tráfico de drogas na favela de Manguinhos, no Rio.

Documentos

A expulsão imediata de Abdelmassih, explicou o ministro Rojas, só foi possível porque ele foi capturado sem documentos. Caso apresentasse qualquer documentação diferente da de Roger Abdelmassih, ele poderia ser processado no próprio Paraguai. E então pegaria dois anos de cadeia.

Por isso a operação policial foi montada para surpreender o casal, o que propiciou o possibilitou a expulsão do ex-médico.

Ex-médico Roger Abdelmassih é preso no Paraguai, diz PF

 

Prisão foi efetuada em Assunção pelo governo paraguaio com apoio da PF.

Condenado a 278 anos de prisão, Abdelmassih era procurado desde 2011.

Entrevista em São Paulo em 2009 com o médico Roger Abdelmassih, que à época era dono da maior clínica de reprodução assistida do Brasil e já enfrentava acusações de crimes sexuais (Foto: Sérgio Neves/Estadão Conteúdo/Arquivo)Em 2009, Abdelmassih já se defendia das acusações.

O ex-médico Roger Abdelmassih, de 70 anos, foi preso nesta terça-feira (19) em Assunção, capital do Paraguai, de acordo com a Polícia Federal (PF). Ele foi preso por agentes ligados à Secretaria Nacional Antidrogas do governo paraguaio com apoio da Polícia Federal brasileira.Segundo a PF, após o procedimento de deportação sumária, Abdelmassih dará entrada no Brasil por Foz do Iguaçu (PR), cidade na fronteira com o Paraguai, e depois será transferido para São Paulo.

Mapa do Paraguai (Foto: Arte/G1)

O ex-médico era considerado um dos principais especialista em reprodução humana no Brasil. Após sua condenação e fuga, passou a ser um dos criminosos mais procurados pela Polícia Civil do estado de São Paulo. A recompensa por informações sobre seu paradeiro era de R$ 10 mil.

Denúncias e condenação
Roger Abdelmassih foi acusado por 35 pacientes que disseram ter sido atacadas dentro da clínica que ele mantinha na Avenida Brasil, na região dos Jardins, área nobre da cidade de São Paulo. Ao todo, as vítimas acusaram o médico de ter cometido 56 estupros.

As denúncias contra o médico começaram em 2008. Abdelmassih foi indiciado em junho de 2009 por estupro e atentado violento ao pudor. Ele chegou a ficar preso de 17 de agosto a 24 de dezembro de 2009, mas recebeu do Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de responder o processo em liberdade.

Em 23 de novembro de 2010, a Justiça o condenou a 278 anos de reclusão. Abdelmassih não foi preso logo após ter sido condenado porque um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dava a ele o direito de responder em liberdade.

O habeas corpus foi revogado pela Justiça em janeiro de 2011, quando ex-médico tentou renovar seu passaporte, o que sugeria a possibilidade de que ele tentaria sair do Brasil. Como a prisão foi decretada e ele deixou de se apresentar, passou a ser procurado pela polícia.

Em maio de 2011, Abdelmassih teve o registro de médico cassado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo.

Médico alegava inocência
O ex-médico sempre alegou inocência. Chegou a dizer que só ‘beijava’ o rosto das pacientes e vinha sendo atacado por um “movimento de ressentimentos vingativos”. Mas, em geral, as mulheres o acusaram de tentar beijá-las na boca ou acariciá-las quando estavam sozinhas – sem o marido ou a enfermeira presente.

Algumas disseram ter sido molestadas após a sedação. De acordo com a acusação, parte dos 8 mil bebês concebidos na clínica de fertilização também não seriam filhos biológicos de quem fez o tratamento.

FONTE: G1, Estado de Minas, O Tempo.



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