Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Policiais mirins de MG que sonham ser profissionais emocionam militares

Miguel, de 4 anos, e João Victor, 11, são apaixonados pela profissão.
Psicopedagoga destaca a importância de incentivar o exemplo positivo.

Muitos já se perguntaram o que querem ser quando crescer. “Policial militar” é a resposta imediata de pequenos mineiros: Miguel, de quatro anos, de Bom Jardim de Minas, sul do Estado; e João Victor, de 11 anos, de Senhora dos Remédios, no Campo das Vertentes.

A admiração é tão grande que os dois têm fardas mirins, são conhecidos dos policiais nas cidades e contam com o apoio das famílias na descoberta sobre as características desta profissão. Em entrevista ao G1, a psicopedagoga Clara Duarte, que participou do quadro MGTV Responde falando sobre o assunto (confira vídeo acima), destacou a importância de oferecer exemplos positivos desde a infância.

“Quanto mais cedo a criança conhecer vários personagens e pessoas que podem ser um exemplo positivo para ela, melhor para abrir o leque de opções. Só vai agregar. Ela vai acabar optando por algum, e aqueles outros que ficam no inconsciente dela vão trazê-lo uma pessoa mais completa, porque nós somos um total de referencias”, analisou.

Os ‘PMs mirins
Miguel Menezes Rodrigues, o garoto de quatro anos de Bom Jardim de Minas, gosta do Corpo de Bombeiros e da equipe de resgate da ambulância. Mas a maior paixão dele é a PM.

Miguel PM Bom Jardim de MG 2 (Foto: Reprodução/ TV Integração)
Fardado, Miguel segue o exemplo dos policiais militares

O pequeno tem até uma farda com todos os apetrechos e imita o gestual dos policiais, até aplicando multas imaginárias quando percebe algo errado nas ruas. E ele leva a rotina de “PM mirim” para as brincadeiras com os irmãos e amigos. “A gente brinca de polícia e ladrão. Eu, ele, nosso irmão e um colega. São dois policiais e dois ladrões. Ele fica sempre para prender”, contou Guilherme Menezes Rodrigues, irmão mais velho de Miguel. Os pais observam as brincadeiras e impõem limites. “Tem horas que ele quer saber de arma. No entanto, a gente diz que arma é só para polícia”, disse o pai, Cleverton Landin Rodrigues.

O interesse de Miguel começou há mais de um ano, quando o sargento Linus Neiva Marçola passava em frente à casa do menino durante patrulhamento e começou a acenar para ele. Miguel habituou-se a esperá-lo. O MGTV acompanhou uma visita do garoto à sede da polícia em Bom Jardim de Minas. Tímido, ele preferiu conhecer, brincar, acionar a sirene e falou pouco. “Isso vem de berço. Ser policial militar é uma honra. A gente nasce com isso. O Miguel, com certeza, vai prosperar nessa carreira”, disse o sargento Marçola.

O comandante da 140ª Companhia da PM, tenente Wagner José da Silva, emocionou-se diante do interesse espontâneo do garoto pela profissão. “A situação dele nos traz admiração por ver que os nossos serviços estão sendo recompensado pelo entusiasmo que ele demonstra pelo trabalho policial. Ao longo dos meus 25 anos de serviço, a gente vê que as crianças nutrem esse gosto, essa admiração pela farda. A gente espera que ele cresça com esse entusiasmo e futuramente venha fazer parte da nossa corporação”, afirmou.

Miguel PM Bom Jardim de MG 3 (Foto: Reprodução/ TV Integração)Miguel ao lado do sargento Marçola, da PM de Bom Jardim de Minas 

A fascinação das crianças com a Polícia Militar também tem um capítulo em Senhora dos Remédios, no Campo das Vertentes. Em 2014, uma família passou pelo trauma de ter a casa invadida por ladrões, como contou ao G1 o comerciante Ângelo Moreira, pai de João Victor Moreira. “Quatro homens armados entraram em nossa casa, nos renderam e nos amarraram, menos o João Victor. Eles ficaram uma hora e meia e levaram tudo. Quando foram embora, achamos que tinham levado o João, mas ele foi trancado em outro cômodo. A PM nos resgatou, encontrou e deteve os bandidos que estão no presídio de Ponte Nova”, lembrou.

João Victor PM Mirim Senhora dos Remédios 2 (Foto: PMR Barbacena/ Divulgação)
João Victor ganhou uma viatura da PM de presente

O comerciante destacou que o apoio da PM ajudou o caçula da família de cinco pessoas, na época com 10 anos, a superar o trauma do roubo. “A gente passou um tempo fora da nossa casa, ninguém queria voltar. Os policiais conversaram conosco e essa presença constante ajudou a superar. Ele criou uma sensação de proteção e sergurança em relação à PM. Depois de ter vivenciado isso, João Victor ficou apaixonado pela Polícia Militar. Diz que vai ser policial porque ladrão não pode agir assim e ele vai combater o crime”, contou o comerciante.

Os pais acompanham e entendem o sentimento do filho pela PM. “Criança é muito pura. É uma admiração que não foi forçada. E os policiais foram acessíveis e sensíveis com a gente”, disse Ângelo Moreira.

Para celebrar esta amizade, os policiais militares da 117ª Companhia foram à festa de aniversário de 11 anos de João Victor, no dia 22 de fevereiro, como um “presente surpresa”. Com direito a sirene na mesa, o garoto usou o presente que ganhou da família, uma farda mirim da PM, e foi presenteado pelos policiais com um chaveiro e a miniatura de uma viatura da corporação. “Essa história representa aquilo que a gente espera que as pessoas vejam no nosso trabalho. Queremos uma sensação de segurança e estreitar os laços de amizade com a comunidade onde a gente vive e trabalha. E aumenta a responsabilidade para corresponder à expectativa desta amizade”, disse o cabo Eder Ângelo dos Santos, da PM de Senhora dos Remédios.

João Victor PM Mirim Senhora dos Remédios 1 (Foto: PM Barbacena/ Divulgação)Policiais de Senhora dos Remédios foram o presente surpresa de João Victor 

Incentivar e oferecer opções
Ao lidar com a admiração infantil por alguma profissão ou pessoa, os pais devem observar e incentivar interesses variados. A orientação é da psicopedagoga Clara Duarte. “Os pais não devem cortar isso, já que vocação é um chamado. Se a criança realmente se identificar com aquilo, nós não vamos conseguir tirar dela. Se cortar esse sonho, vamos transformá-lo em um adulto frustrado. Mas se apresentar outros exemplos, ela pode se tornar um profissional melhor por ter tido acesso a varias opções diferentes”, reforçou.

“Quando eles estiverem em outra área, mesmo que não tenha nada a ver com a PM, essas características, temperamentos e atitudes,  eles acabam usando no trabalho que escolheram.”
Clara Duarte, psicopedagoga

Segundo a psicopedagoga, a forma de abordar o assunto muda de acordo com a idade, que observa pontos diferenciados na construção da personalidade e dos motivos que levam a tomar as decisões.

“Há a fase visual, em que o super-herói chama a atenção porque é colorido, tem capa. Começa-se a ter observação pelos hábitos, se (o personagem) atira, se pula, se é sério; os sons. Depois, a criança começa a prestar atenção na fala, se tem um jargão, se usa expressões. No momento em que fica mais velho, aos 12 ou 13 anos, tem-se uma visão e uma observação mais completas. Aí virão as pessoas da família, do colégio, da vizinhança, das situações ruins que a gente passa na vida e alguém nos acode, nos ouve. Isso marca muito o inconsciente. É daí que a gente vai fazendo as opções”, comentou Clara.

E mesmo que no futuro Miguel e João Victor mudem de ideia e não se tornem PMs, para a psicopedagoga a paixão deles terá contagiado outras pessoas. “Por eles veem o policial como uma pessoa que pode ajudá-los, tornam-se disseminadores disso, transmitem uma ideia séria e real do policial, ajudam a divulgar o trabalho legal do PM”, disse. Segundo a psicopedagoga, com a devida orientação para evitar excessos, essa admiração por uma profissão específica só contribui para o crescimento e formação da personalidade da criança “Quando eles estiverem em outra área, mesmo que não tenha nada a ver com a PM, essas características, temperamentos e atitudes da profissão, eles acabam usando no trabalho que escolheram”, resumiu Clara Duarte.

FONTE: G1.


O Jornal da Alterosa abre a edição desta sexta-feira com um belíssimo exemplo de vitalidade!
Uma idosa de 97 anos, moradora de Governador Valadares, vai se formar em Direito junto com a filha e a neta!
Prova de que idade não é barreira pra nada!

VEJA AQUI OUTRO EXEMPLO!

FONTE: Alterosa.


EDUARDO COSTA

Mater Dei

Anteontem, escrevi sobre a arrogância, tão prejudicial ao nosso dia a dia e o quanto ela prejudica a torcida brasileira às vésperas da Copa que reunirá a nata do futebol entre nós. No caso de Belo Horizonte, a seleção argentina, a mais fascinante, por conta da rivalidade, da história e de incluir na sua delegação o melhor jogador do mundo, não é o bastante para nos animar. 

Em meio a tantas frustrações, uma ótima notícia: começa a operar depois de amanhã a nova unidade do Hospital Mater Dei, construída na Avenida do Contorno dentro de tudo o que foi combinado e prometido. E mais, sem recursos públicos, ao contrário. O terreno onde era o Mercado Distrital da Barroca foi arrematado em licitação que reuniu cinco interessados e o valor pago foi mais de duas vezes superior ao mínimo previsto na avaliação. A diferença é que o hospital tem foco, tem norte, escolhe o caminho, se prepara e vai em frente.  

A matriz é uma cidade. São 1.750 funcionários, 2.500 médicos cadastrados, 250 nascimentos por mês, as principais clínicas, convênios com escolas para estágios de Medicina, Psicologia e outras especialidades e milhares de atendimentos… Só no Pronto Socorro, a média diária é de 1.300 pessoas.

O Mater Dei prometeu uma nova unidade para a Copa. Com o terreno, preparou-se para criar um serviço compatível com sua história de 34 anos, de assistência qualificada, personalizada. Uma equipe de São Paulo foi contratada só para analisar o que deveria ser compartilhado com as duas unidades, o que seria centralizado na nova, etc… Assim é que, a partir de domingo, o pronto socorro de pediatria ficará restrito ao Mater Dei Contorno, enquanto a maternidade continuará na sede histórica, agora unidade Santo Agostinho. Um arquiteto especialista em hospitais também veio de fora, funcionários foram treinados e o que há de mais moderno em termos de tecnologia e equipamentos foi adquirido.

O fundador, doutor Salvador, entregou a rotina do hospital para os filhos – preparados ao longo de décadas – e assumiu as funções de encarregado geral na nova empreitada. O novo Mater Dei vai funcionar por etapas. Começa domingo com 10 das 21 salas de cirurgia, 21 dos 73 leitos de UTI, área ampla, conceito moderno, com acolhimento por fluxos de gravidade, e, aos poucos, haverá a ocupação de 22 andares, dois subsolos, com 14 elevadores que possibilitam operação tanto na vertical quanto na horizontal.

Já existem planos para uma nova unidade em Betim e outra em Nova Lima. Que pena que nem todos possam usar o Mater Dei. Mas isso não diminui a grandeza do empreendimento, sustentável, planejado, dentro da lei, pagando os impostos, cumprindo sua missão e nos ensinando como o Brasil seria diferente se essa seriedade não fosse exceção. Lá, no Mater Dei, filho ou neto do dono só trabalha se, antes, conhecer bem a casa e fazer um MBA em uma das grandes escolas de gestão do mundo. Lá, médico só opera se provar qualificação. Portanto, não há segredo no sucesso!

FONTE: Itatiaia.


LIÇÃO QUE VEM DE BH: PROTESTO, SIM. VIOLÊNCIA, NÃO. BADERNEIROS SÃO POSTOS PRA CORRER

Maioria dos manifestantes se mobiliza para barrar ataques de vândalos e ajudar Polícia Militar a prendê-los durante protestos

Milhares de pessoas voltaram a ocupar pacificamente a Praça Sete e outras regiões de BH. Houve tumultos isolados causados por vândalos e repudiados pelos manifestantes (ALEXANDRE GUZANSHE/EM/D.A PRESS)
Milhares de pessoas voltaram a ocupar pacificamente a Praça Sete e outras regiões de BH. Houve tumultos isolados causados por vândalos e repudiados pelos manifestantes

“Cara limpa, cara limpa”, gritaram os manifestantes, ontem, depois que um grupo de vândalos, com os rostos cobertos por camisas, quebrou a vidraça de uma loja de produtos naturais na Avenida Cristóvão Colombo, na Savassi, e furtou potes de suplementos alimentares. O pedido para um protesto sem violência fechou mais um dia de manifestações em Belo Horizonte, marcado pela concentração e passeatas de pelo menos 10 mil pessoas que começaram no início da tarde e terminaram à noite na Praça Sete, se estendendo para o Viaduto Santa Tereza, a Praça da Assembleia e outras regiões.

A Polícia Militar informou que também está atenta à atuação de vândalos durante as manifestações. Na noite de anteontem, por exemplo, 12 pessoas foram presas em flagrante por depredação, sendo nove com ficha criminal. E ontem houve novas prisões de suspeitos de crimes.

Os atos de violência durante os protestos, principalmente de criminosos infiltrados, são uma preocupação crescente de quem está indo às ruas da capital pacificamente por causas diversas. Mesmo sem uma estratégia conjunta para lidar com o problema, a ideia geral é abordar na hora quem pretende ou começa a agredir ou depredar.

Foi o que aconteceu na noite de ontem. Às 20h40, os manifestantes chegaram à Praça da Savassi. Após uma bandeira do Brasil ser pendurada em um poste, a multidão cantava o Hino Nacional, quando vândalos subiram a Cristóvão Colombo, em direção à Avenida do Contorno. Eles colocaram fogo em sacos de lixo na calçada e quebraram a vidraça da loja. Rapidamente, a multidão reagiu gritando: “sem vandalismo”.

Além dos apelos, um grupo correu para frente da loja e fez uma corrente humana de braços dados para impedir os saques. Nesse momento, manifestantes e vândalos entraram em confronto, mas, com a chegada de mais gente contrária às depredações, os criminosos fugiram. Quando a polícia chegou foi informada de que ali só havia manifestantes e que os baderneiros haviam corrido. Começou então o apelo da maioria para que outros manifestantes tirassem as camisas e máscaras dos rostos. Por volta de 21h, eles retornaram para a Praça Sete. Exausta pela caminhada, a maioria se sentou no chão e depois se dispersou aos poucos.

Na noite de terça-feira, manifestantes já haviam tentado sem sucesso impedir a ação dos encapuzados, que atacaram a sede da prefeitura, lojas, agências bancárias e ônibus e outros veículos,. prova de que a resistência ao vandalismo e á violência é crescente entre a maioria.

O que se viu ontem nas ruas e praças foi muita gente com os rostos pintados de verde e amarelo, bandeiras do Brasil, diversas reivindicações – do passe livre estudantil à destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para as áreas de educação e saúde e muitos cartazes condenando a violência.

“Vandalismo não me representa”, lia-se no cartaz erguido pelo estudante Pedro Cordeiro, de 17. “O pessoal tem um raiva contida da corrupção mais, mas os vândalos não nos ajudam a conseguir as mudanças que queremos. Falta liderança para motivar as pessoas a evitarem esse tipo de coisa”, analisa.

Repúdio crescente

A empresária Alice de Faria, de 24, foi para a manifestação acompanhada do marido, o também empresário Hernane Afonso, 26, e dos filhos Rodrigo e Erick, de 6 e 3. Os quatro foram a todas manifestações, desde segunda-feira. “Esses casos de violência são isolados e envolvem pouca gente. Costumam ocorrer mais tarde, quando a maioria já foi embora. O pessoal tenta conter, mas acaba recuando, com medo de se machucar”, observa. “Isso acaba ofuscando a beleza do movimento, mas a gente que está na paz vai conseguir passar nossa mensagem”, disse a moça.

Emocionados, ela e Hernane choraram quando Erick, sentado nos ombros do rapaz, ergueu um cartaz com a inscrição “Eu mereço um país melhor” e foi ovacionado pela multidão em volta. “Ficamos emocionados. As crianças também têm o direito de lutar”, disse Hernane.

FONTE: Estado de Minas.

Estudantes de BH organizam protesto pela redução da passagem de ônibusEvento criado no Facebook já conta com mais de 8 mil pessoas confirmadas. Manifestantes devem sair da Praça da Savassi, às 13h deste sábado, em direção à Praça Sete

 

Mais de 8 mil pessoas já confirmaram presença na página do evento, marcado para este sábado, às 13h, na Praça da Savassi (Reprodução/Facebook )
Mais de 8 mil pessoas já confirmaram presença na página do evento, marcado para este sábado, às 13h, na Praça da Savassi

Em meio às manifestações contra o aumento da passagem de ônibus pelo país, estudantes de Belo Horizonte organizam um ato para discutir o transporte público na capital. O protesto, intitulado “1º Reunião pela Redução da Passagem – R$ 2,80 não!”, já conta com mais de 8 mil presenças confirmadas na rede social Facebook.

Além de São Paulo e Rio de Janeiro, movimentos em diversas cidades do país estão se organizando para pedir redução das tarifas e melhoria do sistema de transporte. Na capital mineira, o último reajuste aconteceu em dezembro de 2012. Os coletivos azuis tiveram um aumento de 5,66%, passando de R$ 2,65 para R$ 2,80.

Para reunir o maior número de pessoas, o local escolhido para o encontro foi a Praça da Savassi, onde será realizada, no mesmo dia, uma competição de futebol do Comitê Popular de Atingidos pela Copa (Copac). Na mesma região, na avenida Bernardo Monteiro, ocorrerá, ainda, o Pic Nic Junino do Movimento Fica Fícus.

Depois de sair da Praça da Savassi, os estudantes devem seguir em direção à Praça da Liberdade, passar pela sede da prefeitura e, finalmente, irão se concentrar na Praça Sete, onde também está marcado para ocorrer o Ato contra o Estatuto do Nascituro. O objetivo é integrar os protestos.

De acordo com o Tenente André Miguel, da 4ªCia do 1ª Batalhão da Polícia Militar, além do Batalhão de Policiamento e Eventos de “Choque” (BPE), militares do Tático Móvel, Rotam e uma equipe do Programa Polícia e Família farão o acompanhamento dos manifestantes. “Se o protesto for pacífico, como esperamos que seja, o nosso dever é garantir a segurança dos manifestantes. Mas se for violento e houver alguma agressão, a polícia vai usar a força de forma proporcional”, explica.

Na página do evento criado no facebook, foram divulgadas orientações para os estudantes que vão comparecer. É sugerido o uso de óculos protetores, lenço para o rosto, tênis ou bota para correr , além de calças e blusas “para proteger o corpo de estilhaços de bomba”. Além disso, os organizadores recomendam levar garrafa de água, capa de chuva, vinagre, kit primeiros socorros, comida e roupas extras.

Manifestações proibidas

Nessa quinta-feira, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu manifestações no estado durante a Copa das Confederações. O pedido foi feito pelo Governo Minas Gerais logo após os policiais civis e os professores informarem que iriam fechar ruas e avenidas de acesso ao Mineirão, além de promoverem outros protestos pela cidade durante a realização da Copa das Confederações. A manifestação teria mais intensidade nos dias 17, 22 e 26 de junho, datas em que serão realizados jogos na capital mineira. Em caso de descumprimento, as duas entidades serão penalizadas em multa diária de R$ 500 mil.

Na ação, o governo pede que “a proibição se estenda a todo e qualquer manifestante que porventura tente impedir o normal trânsito de pessoas e veículos, assim como o regular funcionamento dos serviços públicos estaduais, apresentação de espetáculos e de demais eventos esportivos e culturais”.

FONTE: Estado de Minas.

Dona Josefina completou 111 anos e entrou para a lista das raras pessoas que ultrapassam onze décadas. Natural de Rio Espera, na Zona da Mata, ela mora com filhos e netos em SP

Mineira relembra o dia em que viu o cometa Halley, quando tinha 8 anos (Arquivo Pessoal)
Mineira relembra o dia em que viu o cometa Halley, quando tinha 8 anos

São Paulo – Passar por duas guerras mundiais, 11 papas, 19 Copas do Mundo, 25 presidentes do Brasil, 26 Jogos Olímpicos e ainda esbanjar lucidez e vitalidade é um privilégio para raras pessoas no planeta. Aos 111 anos, dona Josefina Neto de Assis Silveira é exemplo de vida para qualquer um. Nascida em Rio Espera, na Zona da Mata, em 22 de março de 1902, ela é a matriarca de uma família de mineiros que se estabeleceu na capital de São Paulo há cinco décadas. Apesar da idade avançada, dona Josefina tem forças para subir e descer sozinha a escada de seu sobrado no Bairro da Mooca todos os dias e ainda guardar vivas na memória lembranças que ultrapassaram os séculos.

Ao contrário de algumas mulheres que escondem sua data de nascimento, dona Josefina orgulha-se de tamanha longevidade. “Tenho 111 anos e estou feliz. Quanto mais a gente viver, melhor!”, diz, com um sorriso largo no rosto de poucas rugas. Tímida diante de desconhecidos, mas atenta a tudo que se passa ao redor, aos poucos ela se solta e recorda episódios de um passado rico em histórias. “Eu estava com oito anos quando falaram que um cometa ia passar no céu. Eu fui pra janela para ver e lembro-me como se fosse hoje. A gente enxergou aquela cauda grande dele. Foi uma beleza”, conta, referindo-se ao cometa Halley, que rasgou o céu brasileiro na madrugada de 19 de maio de 1910.

Dona Josefina não esquece também o dia em que o primeiro carro chegou a Rio Espera, cidade de 6.078 habitantes de acordo com o Censo 2010. “O primeiro carro da cidade era do sobrinho do padre Agostinho. Quando eu vi não senti nada de mais, mas as outras moças ficaram todas assanhadas. Ele cobrava cinco mil réis de cada uma para dar uma volta e enchia o carro de gente”, relembra. Saudosa, a mineira centenária guarda até hoje paixão pela terra, que não visita há mais de uma década. “Faz tempo que não vou pra lá, mas ainda me lembro de tudo. Tenho muitas saudades de Minas. Eu vim para São Paulo contrariada. Estava cheia de serviço como costureira lá, mas meu marido veio pra cá, o que eu ia fazer?”, repete várias vezes, chegando a se emocionar mesmo depois de tantos anos.

MEMÓRIA  Josefina nasceu em uma família tradicional de Minas Gerais. Ela é neta por parte de mãe do doutor José Francisco Netto (1827-1886), nomeado Barão de Coromandel por dom Pedro II em reconhecimento aos serviços médicos prestados durante um surto de varíola que atingiu o estado. Nascido em Congonhas e radicado em Itaverava, o Barão de Coromandel chegou a governar a província entre 1880 e 1881. Durante a infância, a neta Fina, como era chamada, viveu junto com 10 irmãos na fazenda Pouso Alegre, produtora de leite e cachaça, onde conviveu com filhos de escravos libertos em 1888. No casarão e mais tarde no Colégio Imaculada Conceição, em Barbacena, ela aprendeu a ler, escrever, dançar, cantar, tocar violão, bordar e costurar – atividade que exerceu por quase um século.

Em 22 de fevereiro de 1930, ainda em Rio Espera, ela se casou com Jacob Nogueira da Silveira, dentista por instrução e comerciante e vereador por vocação. Com seu esposo teve três filhos – Aloísio, José e Geraldo –, e adotou mais um, a Nazinha, que vive com ela até hoje, aos 86 anos. Foi no fim da década de 1950, quando Jacob recebeu o convite de um amigo para trabalhar em São Paulo, que Josefina teve que deixar sua amada terra. O marido veio antes. Ela resistiu às cartas que chegavam com frequência, mas depois pegou a estrada também, em 1959. Os quatro filhos acompanharam a família e se estabeleceram na capital paulista. Quando Jacob faleceu, em 1982, Josefina já não tinha mais razões para voltar.

Hoje, ela tem cinco netos e dois bisnetos, e se o tempo deixar ainda verá outros nascerem. “Ela diz que não é fruta rara. Mas ela desce e sobe escada, toma banho sozinha. Ela tem muita vontade de viver”, conta Geraldo de Assis Silveira, de 71, administrador, o filho caçula. Aos 111 anos de idade, Dona Josefina carrega em si mais vida que muitas pessoas.

FONTE: Estado de Minas.

João Dias, de 69 anos, se formou em direito: ‘Muita gente não aceitava’.
Mesmo doente, ele estuda mais de 4 horas por dia, em Rio Verde, GO.

 

O aposentado de 69 anos que, mesmo doente, deixou de pagar o plano de saúde para fazer faculdade, realizou o sonho de se formar, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Bacharel em direito, João Gonzaga Dias agora se prepara para fazer o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O exame da OAB é obrigatório para quem se forma em direito exercer a advocacia. Para passar na prova, o aposentado estuda de quatro a seis horas por dia, com intervalos. “Muita gente não aceitava, por causa da minha idade, mas eu não dei a mínima importância. Respondi às críticas com a minha formatura”, disse João Dias.

O aposentado se formou no último fim de semana. Durante a cerimônia de colação de grau houve um imprevisto: faltou energia elétrica. Mas nem o apagão tirou o brilho da festa e a animação dos formandos. Mais velho da turma, seu João, como ele é chamado pelos colegas de curso, recebeu abraços da família e do melhor amigo de sala, Fabrício Lamas Borges, de 23 anos.

O jovem, que tem idade para ser neto do aposentado, fala que aprendeu a correr atrás dos sonhos com o exemplo do amigo: “Eu acho que a maior lição no curso quem deu foi o seu João. Ele sofreu um infarto, passou por problemas pessoais e nada fez ele desistir do sonho dele”.A mulher, Izamar Braz Dias, e três filhos do aposentado também participaram da festa.  “É uma coisa que ele sempre quis, teve oportunidade de fazer naquele momento e eu sabia que ele ia conseguir”, comemorou a filha Vanuza Braz Dias.

João Dias, de 69 anos, deixou de pagar plano de saúde para se formar em direito, em Rio Verde, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
João Dias, de 69 anos, durante colação de grau
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Determinação
Para a esposa, a determinação do marido foi o que mais chamou a atenção: “Eu não pensei que ele fosse levar tão a sério. Foi uma surpresa para todos nós”, disse a esposa.

João Gonzada surpreendeu a família ao dizer que queria voltar a estudar, após os 60 anos de idade. Ele sonhou durante anos fazer faculdade de direito, mas não teve condições de entrar no curso quando era jovem.

Para pagar o curso em uma faculdade particular, com taxa mensal de R$ 842, além de deixar de pagar o plano de saúde, o aposentado também vendeu o carro.

Como estava sem carro, a filha ou colegas davam uma carona ao aposentado. Na sala de aula, ele virou exemplo para os colegas mais novos.

A determinação do aposentado em realizar o sonho conquistou alunos e professores. O exemplo de vida lhe rendeu uma homenagem durante o baile, realizado no sábado (2).

Em sala de aula, colegas admiram a força de vontade do aposentado, em Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Em sala de aula, colegas admiram a força de vontade do aposentado (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
FONTE: G1.


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