Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 08/06/2015, 05:30.

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Tragédia
Após decolagem na Pampulha, bimotor cai e explode em garagem de casa pouco depois de partir do aeroporto em BH. Piloto, tripulante e policial que estavam a bordo morreram. Moradores escapam milagrosamente

Aeronave caiu em garagem, entre duas casas, o que evitou que o número de vítimas fosse ainda maior. Explosão depois do acidente impossibilitou socorro aos ocupantes do aparelho, que ficou carbonizado ( fotos: rodrigo clemente/EM/D.A Press)

Está nas mãos de peritos da Aeronáutica esclarecer se falha humana, mecânica ou combinação de fatores foi o que causou a morte de três pessoas, em acidente com o avião bimotor King Air prefixo PR-ABG, que caiu pouco depois de decolar, às 15h20, do Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha, em Belo Horizonte. Em uma dinâmica que intriga especialistas, a aeronave despencou sobre a casa de número 105 da Rua São Sebastião, no Bairro Minaslândia, Região Norte da capital, explodindo em seguida. Surpreendentemente, os dois moradores da residência escaparam ilesos. Eles estavam na horta do imóvel, cuidando de galinhas, quando tiveram a garagem destruída pelo avião em chamas. Uma mulher que estava nos fundos do imóvel vizinho, onde também funciona uma igreja evangélica, sofreu ferimentos. Desde agosto de 2014, foi a sétima ocorrência de pouso forçado ou queda na Região Metropolitana de BH, a primeira com mortes.
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De acordo com a Infraero, o bimotor turbo hélice fabricado pela Hawker Beechcraft, modelo C90GTi, tinha como destino a Fazenda Sequoia, em Setubinha, no Vale do Mucuri. Estavam a bordo dois tripulantes – o comandante Emerson Thomazine, de 43 anos, de São Paulo, e o copiloto Carlos Eduardo Abreu, de Piumhi, no Centro-Oeste mineiro – e um carona, o policial civil Gustavo de Toledo Guimarães, de 38. De acordo com colegas que foram ao local, Toledo não estava a serviço, mas também era piloto e estava no hangar.
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De acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro, o bimotor estava com a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) e o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) em dia. O primeiro tinha data de validade de 30 de janeiro de 2016. Já o CA tinha validade de 16 de julho de 2020. O avião era operado pela Atlântica Exportação e Importação, empresa especializada em grãos de café cru. A empresa faz parte da Montesanto Tavares, uma holding mineira que já foi dona das marcas Café Três Corações e Sucos Mais – as duas foram vendidas para grupos internacionais. A propriedade da aeronave é de um banco.
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PARAFUSO Por pouco o acidente não fez mais vítimas. A aeronave caiu a apenas 50 metros do Centro de Referência de Assistência Social, conhecido como Campo da Providência, onde ocorria uma partida de futebol amador, com torcida formada por moradores do bairro. A atenção dos jogadores e de outras testemunhas do acidente foi despertada antes mesmo de a aeronave bater no solo e se incendiar. O barulho forte de motor falhando causou curiosidade dos que observavam a aeronave, que repentinamente iniciou uma queda rápida, em espiral.
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“Eu moro exatamente de frente para a casa onde caiu o avião. Foi um susto muito grande; custei acreditar no que via”, relatou Syllas Valadão. “O avião começou a falhar e parece que o piloto tentou algo para estabilizar e não conseguiu. Ele caiu de ponta na garagem e explodiu”, contou. Segundo ele, a explosão pôde ser sentida em várias casas da região. Com o tremor, telhas de residência próximas se desprenderam e voaram.
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“Tinha gente na casa em que ele caiu, mas como ele acertou só a garagem, eles conseguiram sair. Alguns tentaram até voltar e entrar para salvar algo, mas foram impedidos por quem estava perto”, disse Syllas. “Eu mesmo tentei me aproximar do fogo, mas não consegui, estava muito quente. Infelizmente, não dava para salvar ninguém ali”, lamentou.
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MILAGRE Quem viu de perto a morte não acredita que tenha escapado ileso. O empresário Isael Franco, de 57 anos, morador da casa número 125, vizinha à residência atingida, diz que a mulher Rosângela da Rocha Diniz, de 50, e seu filho Vitor Hugo estavam em casa na hora em que o avião caiu. Com o grande barulho e a intensidade da fumaça, eles deixaram o imóvel correndo, sem entender o que se passava. A casa foi interditada, mas teve apenas as vidraças quebradas, em razão do choque da aeronave no solo. “Eu tinha ido buscar minha filha e um vizinho me avisou que o avião caiu ao lado da minha casa. Fiquei louco e avancei um sinal fechado na Avenida Cristiano Machado, porque não sabia como estavam minha mulher e meu filho”, contou.
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Sem poder voltar para casa, que está interditada, Isael estava atônito e só conseguiu acolher a mulher e o filho em seu Fiat Uno, estacionado a poucos metros do local do acidente. “Apesar do susto, estou feliz, porque meus vizinhos, Zezinho (José Maforte Knupp), aposentado da Aeronáutica, e Maria Geralda (Estanislau), que tiveram a casa atingida, escaparam ilesos. Eles estavam no fundo do quintal, cuidando da horta. O avião passou por cima deles e caiu na garagem”, conta, aliviado. “Lamentamos mesmo só pela vida das pessoas que estavam dentro do avião”, conclui.
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PÂNICO
 O metalúrgico Gleyson Fernando, de 21, foi a primeira pessoa a entrar na casa atingida pela aeronave, acompanhado do filho dos moradores. “Ele estava jogando bola e se desesperou. Como tinha muito fogo na entrada, em razão da explosão, passamos pelo telhado e vimos que os dois estavam bem, no fundo do quintal” conta. Gleyson disse que a explosão provocou incêndio no interior da casa.

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Avião cai em cima de casa e deixa três mortos no Bairro Minaslândia, em BH

Bombeiros combatem incêndio na residência atingida. Vítimas estavam na aeronave

Camila Arrais/Divulgação

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Um avião de pequeno porte caiu em cima de uma residência na tarde deste domingo, no Bairro Minaslândia, Região Norte de Belo Horizonte. O acidente ocorreu na Rua São Sebastião, próximo à estação de metrô Primeiro de Maio. Três pessoas morreram e uma ficou ferida. O avião vinha de Americana (SP) com dois tripulantes e um carona, que também era piloto, quando a aeronave perdeu a sustentação e caiu.
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Com a queda do avião, segundo o Corpo de Bombeiros, houve incêndio na casa. Quatro viaturas da corporação estão no local. Equipe da Infraero e da Defesa Civil foram acionadas. O avião era um monomotor King Air.
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Esta é a sétima ocorrência de pouso forçado ou queda de aeronave na Região Metropolitana de Belo Horizonte desde agosto de 2014, dessa vez, com vitimas. Nas outras, o pouso permitiu que as vitimas fossem salvas.

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FONTE: Estado de Minas.


Para ocupar lugar de Campos, Marina deverá renunciar ao cargo de vice na chapa

A coligação Unidos Para o Brasil terá 10 dias a contar desta quinta-feira para indicar o novo nome para a disputa. O prazo se encerra no dia 23 deste mês

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VEJA DETALHES DO ACIDENTE AQUI!

marina

Com a morte de Eduardo Campos, o PSB terá até 10 dias para indicar o substituto para concorrer nas eleições deste ano. De acordo com a legislação eleitoral, a preferência na substituição é de integrantes do partido, mas as outras legendas que compõe a chapa também poderão indicar pessoas dos seus quadros para se tornar o cabeça de chapa. Essa possibilidade permite que a Marina Silva possa assumir a disputa. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quem for substituir Campos, deve sair da indicação aprovada por maioria absoluta das executivas das siglas que formam a coligação Unidos para o Brasil, formada por PSB, PPS, PPL, PRP e PHS. 

De acordo com Weberson Advíncula, integrante da comissão eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para que Marina Silva assuma, ela deverá, primeiramente, renunciar ao cargo de vice na chapa, função que ela ocupa atualmente. Na sequência, ela deve ser indicada para concorrer a vaga deixada por Campos. 

Em caso de morte do candidato que for de coligação, a lei eleitoral dá preferência à substituição por outro do mesmo partido, neste caso, o PSB, e orienta para que a mudança seja definida por maioria absoluta dos partidos coligados. A legislação também diz que é obrigação do partido dar ampla divulgação à troca de nomes e esclarecer o eleitorado sobre as mudanças da coligação.
A escolha do substituto será feita na forma estabelecida no estatuto do partido político a que pertencer o substituído, devendo o pedido de registro ser requerido até 10 dias contados do fato ou da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição (Lei nº 9.504/97, art. 13, § 1º). 

Morte 

O ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos(PSB) saiu do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para um compromisso no Guarujá (SP). O piloto tentou aterrisar, mas devido ao mau tempo, arremeteu e fez um novo procedimento de aproximação. Nesse momento, o jato caiu próximo ao Canal 3, bairro nobre de Santos, sobre uma academia de ginástica na Rua Vahia de Abreu, no Boqueirão. Além de Campos, também morreram no desastre aéreo o fotógrafo Alexandre da Silva, o assessor Carlos Augusto Leal Filho (Percol), os pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins; Pedro Valadares Neto e Marcelo Lira.

 

Cinco perguntas sobre o impacto da morte de Campos na corrida eleitoral

A morte do ex-governador pernambucano Eduardo Campos gera uma série de incertezas para a corrida eleitoral deste ano – talvez as mais relevantes delas, neste momento, se a ex-senadora e presidenciável Marina Silva, vice na dobradinha, continuará na disputa e passará à cabeça da chapa para disputar o pleito.

Marina, que terminou as eleições de 2010 com 19% dos votos, é creditada por aportar uma parte importante do apoio dos eleitores à candidatura do PSB. Campos ocupava o terceiro lugar na disputa, atrás da presidente Dilma Rousseff (PT) e do senador Aécio Neves (PSDB).

Por outro lado, analistas ouvidos pela BBC Brasil apontam que ela não circula com a mesma desenvoltura por círculos ideológicos diferentes, incluindo setores influentes do ponto de vista do financiamento de campanha.

A ex-senadora ainda não indicou o que pretende fazer.

Para explorar os diferentes cenários, elaboramos cinco perguntas sobre os possíveis impactos da morte de Campos para a disputa eleitoral.

Quem pode assumir o lugar de Campos na chapa?

Segundo a legislação eleitoral, o partido de Campos poderá escolher outro candidato em até dez dias. A candidatura terá de ser respaldada pelas direções dos partidos que se coligaram com o PSB na disputa à Presidência: PHS, PRP, PPS, PPL e PSL.

O candidato poderá ser do PSB ou de qualquer um desses partidos, desde que todos estejam de acordo. Entre os nomes mais cotados está o da ex-senadora Marina Silva, atual vice da chapa. Marina se filiou ao PSB após a Justiça Eleitoral rejeitar a criação de seu partido, a Rede Sustentabilidade.

No entanto, a relação entre Marina e dirigentes do PSB é delicada. Cabia a Campos harmonizar posições divergentes entre a vice e o PSB.

Se por um lado a morte de Campos a torna a candidata natural do PSB para a disputa, por outro, unificar o partido – e as demais siglas da coalizão – em torno de seu nome será um grande desafio.

Marina pode, ainda, abrir mão da disputa. A ex-senadora ainda não disse qual será sua posição.

Para onde vão os eleitores dele?

Na última pesquisa do Ibope, divulgada na semana passada, Campos aparecia com 9% das intenções de voto. Segundo analistas, seus votos não têm um herdeiro óbvio – nem mesmo se Marina Silva assumir a cabeça da candidatura.

Apesar da aliança com Marina, muitos dos seguidores de Campos expressam reserva com a vice.

“Campos circula melhor que a Marina entre os eleitores, porque não tem um discurso associado a dois perfis de eleitor muitos distintos: o evangélico e o ambientalista”, diz Silvana Krause, professora de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Por outro lado, caso se candidate, Marina poderia recuperar votos de eleitores que a apoiaram em 2010, mas planejavam votar em Dilma ou Aécio em 2014. A ex-senadora terminou em terceiro lugar naquela eleição, com 19% dos votos.

Para Krause, os eleitores de Campos que não aderirem a uma eventual candidatura de Marina deverão se dividir entre Dilma e Aécio pelos seguintes critérios: a petista deve herdar os votos de eleitores de centro-esquerda, preocupados com políticas sociais, enquanto o tucano ficará com os votos dos eleitores antipetistas, com perfil mais conservador.

Qual será a posição dos doadores da candidatura do PSB?

Bem relacionado com empresários, Campos havia recebido até agora R$ 8,2 milhões em doações para a disputa de 2014, segundo a primeira parcial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dilma recebeu R$ 10,1 milhões, e Aécio, R$ 11 milhões.

A morte dele lança dúvidas sobre a capacidade do PSB de manter o fluxo de doações.

As três empresas que até agora mais doaram para Campos são do ramo do agronegócio: a Atasuco, fabricante de sucos e aromas, doou R$ 1,5 milhão, a JBS, maior produtora de carnes do mundo, doou R$ 1 milhão, e o mesmo valor foi doado pela Cosan, gigante do setor de açúcar e biocombustíveis.

Caso Marina assuma a cabeça da chapa, é improvável que empresários do agronegócio mantenham o nível de doações, já que a candidata é vista pelo setor com reserva.

Com menos doações, uma eventual campanha de Marina teria de ser mais modesta.

De que forma a morte afeta as coligações do PSB nos Estados?

Segundo a cientista política Silvana Krause, da UFRGS, as alianças costuradas por Campos para eleições estaduais não deverão ser alteradas, mesmo que Marina assuma a cabeça da chapa.

Em busca de nacionalizar sua campanha, Campos aliou-se a candidatos de outros partidos em disputas para governos estaduais. As negociações geraram atritos com Marina, que rejeitava alianças com partidos não alinhados ideologicamente com a candidatura.

Em nota divulgada em junho, a Rede Sustentabilidade, grupo político de Marina incorporado pelo PSB nesta eleição, anunciou que a ex-senadora só participaria de atividades de candidatos a governos estaduais apoiados pela Rede.

A Rede ainda não disse se a morte de Campos altera esse quadro.

Para Krause, a tendência é que, caso assuma a candidatura do PSB, Marina só busque o apoio de candidatos cujas alianças ajudou a negociar.

 

FONTE: Estado de Minas e UOL

 


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/07/2014, 04:45.
Fábrica proibida de produzir bombas
Superintendência Regional do Trabalho interdita produção de explosivos de empresa em Santo Antônio do Monte
Depois da explosão, a fábrica deu férias coletivas



A empresa Fogos Globo, em Santo Antônio do Monte, Centro-Oeste de Minas, onde uma explosão matou quatro trabalhadoras na terça-feira, não poderá retomar a produção de bombas numeradas. A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE/MG) interditou ontem a atividade da fábrica, que deu férias coletivas aos funcionários e mantém apenas serviços essenciais. Segundo o chefe da seção de saúde e segurança do trabalho da SRTE, Francisco Alves dos Reis Júnior, as demais linhas produtivas da empresa não foram suspensas pelo órgão.

“Estamos realizando amplo levantamento técnico, já que esse tipo de acidente não tem apenas uma causa. É um conjunto de fatores. A interdição da atividade ocorre quando se constatam situações de risco iminente de prejudicar gravemente os trabalhadores”, explicou Francisco Alves. 

“Existem indícios de que nos pavilhões atingidos havia volume de material explosivo superior ao permitido”, informou Reis. Outro fator que pode ter contribuído para o acidente é a baixa umidade do ar. O ar seco propicia acúmulo de energia estática, que produz faíscas. No dia do ocorrido, a umidade estava abaixo dos 40%. Nessa situação, deve-se suspender a manipulação de explosivo.

De acordo com Francisco, a empresa só poderá retomar a produção de bombas numeradas, mesmo que em outros pavilhões, depois que a SRTE/MG desinterditar a atividade. Em caso de descumprimento da determinação, a Globo poderá ser multada entre R$ 600 e R$ 4 mil a cada fiscalização e denunciada por desobediência no Ministério Público do Trabalho e na polícia. O mesmo valor de multa será aplicado para cada irregularidade que for apurada como causa da explosão.

DEPOIMENTOS O delegado Lucélio Silva, de Santo Antônio do Monte, que apura o caso, ouviu ontem dois encarregados de pessoal da Globo. “O objetivo é levantar o maior número de informações técnicas para termos uma compreensão do que ocorreu. A área da explosão está isolada para os trabalhos da perícia, que vão prosseguir nos próximos dias”.

Na quarta-feira, duas testemunhas prestaram depoimento. Elenilton Gonçalves, de 19 anos, que trabalhava num dos pavilhões destruídos, deu detalhes de como começou o incêndio. Mas o teor da declaração não foi divulgado, a pedido de Gonçalves. Uma mulher, que trabalhava num pavilhão próximo também foi ouvida.

No dia da tragédia, Elenilton contou à namorada que viu o fogo começando e gritou para as funcionárias fugirem. Elas estavam em uma área interna do barracão e ele, do lado de fora, carregando e descarregando bombas para secagem. Morreram na hora Daiana Cristina Maciel, de 25, Maria José da Soledade Campos, de 27, Maria das Graças Gonçalves Siqueira, de 42, e Marli Lúcia da Conceição, de 39. Elenilton teve três queimaduras nas costas causadas por estilhaços e ficou em estado de choque. Ele foi atendido em um hospital de Santo Antônio do Monte e liberado. 

O local que ficou destruído era destinado à bicação de bombas numeradas, artefatos comuns em comemorações esportivas. O procedimento consiste em usar pólvora líquida para garantir que o bico da bomba fique semelhante à cabeça de um palito de fósforo.
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 17/07/2014, 05:40.
TRAGéDIA NA FáBRICA
Entre o medo e a necessidade
Moradores de Santo Antônio do Monte relatam a angústia de trabalhar na indústria de fogos.
“É a única coisa que tem”, diz funcionária de empresa em que explosão matou 4

Amigos e parentes no velório da operária Maria das Graças Gonçalves, morta na explosão de 15/07.


Reféns da indústria de fogos de artifício, praticamente a única possibilidade de trabalho no município, responsável pela geração de cerca de 15 mil empregos na cidade, os moradores de Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas, não escondem o temor que os acompanha quando saem de casa e se dirigem para o trabalho diário nas fábricas de bombas, rojões e foguetes. Ontem, um dia depois da explosão da Fogos Globo, que causou a morte de quatro operários, a preocupação com a ocorrência de mais acidentes era o principal assunto.

Há 15 anos trabalhando na empresa onde ocorreram as mortes, Benvinda Maria da Costa Silva, de 33 anos, reconhece que a empresa se preocupa em seguir padrões de segurança, mas lamenta que quatro companheiras de trabalho tenham sido vítimas da tragédia. Ela afirma que a população de Santo Antônio do Monte não tem outra alternativa a não ser trabalhar na indústria de fogos. “A gente precisa trabalhar e é a única coisa que tem. Os produtos químicos usados na confecção de fogos e bombas reagem até mesmo com a mudança brusca de clima, o que cria o risco mesmo se todas as normas forem seguidas”, diz ela, relembrando casos em que houve explosões mesmo à noite na fábrica, sem nenhum funcionário manipulando produtos.

Benvinda conta que há dois anos perdeu um cunhado, quando houve explosão semelhante na Fogos Estrela. “Completou dois anos em 8 de maio. Lembro na época que os mais antigos diziam que esse não era o primeiro e muito menos seria o último acidente a matar trabalhadores do ramo em Santo Antônio do Monte”, completa. 

SEPULTAMENTO Além do medo, a tristeza marcou a manhã de ontem no enterro de duas das quatro funcionárias que morreram na explosão de um pavilhão da Fogos Globo. Maria das Graças Gonçalves Siqueira, de 42, e Marli Lucia da Conceição, de 39, foram sepultadas no Cemitério Municipal de Santo Antônio do Monte. Inconsoláveis, os parentes ainda tentavam compreender o que havia acontecido. A primeira a ser enterrada foi Marli, às 10h. O cortejo deu a volta na praça em frente ao cemitério, antes de seguir para o túmulo. 

Da mesma forma fizeram os familiares de Maria das Graças, antes do sepultamento. “A gente procura entender, mas está difícil. Não dá para imaginar que uma coisa dessas aconteça na família da gente. Uma fatalidade que levou minha irmã”, diz o frentista e pedreiro Edson Gonçalves, de 39, irmão de Maria das Graças. “Infelizmente, é esse tipo de serviço que mais dá emprego para nossos moradores e as pessoas precisam do trabalho”, afirma Edson.

Diante do clamor causado pela explosão, o coordenador do Sindicato das Indústrias de Explosivos no Estado de Minas Gerais, Américo Libério, disse que já está marcada uma reunião entre os empresários na semana que vem para discutir o fato. Ele nega que haja um temor entre os funcionários. “O trabalhador sabe que se ele fizer tudo corretamente, não tem perigo”, afirma.

Libério informou que as 79 fábricas da região de Santo Antônio do Monte têm profissionais capacitados em segurança nos locais de manuseio de explosivos e que os funcionários também são treinados para atuar de forma segura. “Seguimos à risca uma regulamentação que é regida pelo Exército Brasileiro e, inclusive, temos um posto do órgão apenas para isso aqui em Santo Antônio do Monte”, afirma. Ele considera que houve uma fatalidade. “Nossa indústria é centenária e emprega e três a quatro mil pessoas diretamente as fábricas. São 15 mil empregos indiretos”, completa.

INVESTIGAÇÕES Ontem, o operário Eleniton Gonçalves, de 19, que sobreviveu à explosão, foi ouvido pela Polícia Civil. O delegado Lucélio Silva, encarregado das investigações, disse que conseguiu informações suficientes para a apuração. “O fogo começou no local de trabalho do Elenilton. Ele citou outras pessoas que ainda serão ouvidas e podem fornecer mais detalhes”, disse o policial. A previsão é que daqui a 30 dias ele tenha em mãos laudos da perícia e do Exército Brasileiro, imprescindíveis para o caso. O jovem ficou mais de três horas na sala do delegado, mas não quis falar com a imprensa após deixar a delegacia. Segundo a namorada, Patrícia Alves, de 24, ele descarregava bombas prontas quando percebeu que o contato entre duas unidades causou um incêndio seguido de explosão. 

A reportagem entrou em contato com a empresa, mas ninguém foi localizado. Ontem, nenhum funcionário da empresa trabalhou.

Memória

Tradição e muitos acidentes


Santo Antônio do Monte tem tradição na produção de fogos e concentra alto número de acidentes em fábricas do produto. Em setembro de 2013, uma pessoa morreu e duas ficaram feridas em explosão na empresa Polvo. Em maio de 2012, duas pessoas morreram em acidente parecido na empresa Fogos Estrela. Em janeiro de 2011, foram duas mortes em uma fábrica na MG-429, no limite entre Lagoa da Prata e Santo Antônio do Monte. Segundo a Associação Brasileira de Pirotecnia, no ano 1800 já havia fabricantes de fogos de artifício no município. Em 1859, os irmãos Joaquim Antônio da Silva e Luiz Mezêncio da Silva (Luiz Macota) começaram a fabricar rojões. Ganharam muito dinheiro com a fabricação e venda do produto, atraindo o interesse de outras pessoas e dando origem ao polo pirotécnico que hoje reúne 79 fábricas.

Tragédia em fábrica de fogos
Quatro funcionárias não tiveram tempo de sair do galpão e morreram.
Polícia Civil vai investigar o que causou acidente em Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas

 

Era por volta de 7h30 quando a terra tremeu em Santo Antônio do Monte, na Região Centro-Oeste de Minas. Uma explosão em um dos barracões da empresa Fogos Globo, de fogos de artifício, matou quatro funcionárias e deixou outro empregado ferido, além de assustar os moradores e pessoas que trabalhavam perto. A Polícia Civil, que comanda um inquérito em fase de conclusão referente a um acidente em outra fábrica de fogos em 2013, vai apurar o caso. 

Elenilton Gonçalves, de 19 anos, viu o fogo começando e gritou para as funcionárias fugirem. Elas estavam em uma área interna do barracão e ele, do lado de fora, carregando e descarregando bombas para secagem. Morreram na hora Daiana Cristina Maciel, de 25, Maria José da Soledade Campos, de 27, Maria das Graças Gonçalves Siqueira, de 42, e Marli Lúcia da Conceição, de 39. Elenilton teve três queimaduras nas costas graças a estilhaços que o atingiram e ficou em estado de choque. Ele foi atendido em um hospital de Santo Antônio do Monte e até o fechamento desta edição permanecia em observação por ter inalado fumaça e outras substâncias tóxicas.

Para a namorada dele, Patrícia Alves de Carvalho, de 24, que também trabalhava na empresa no momento do acidente, Elenilton contou que retirava bombas que já estavam prontas. “Ele percebeu que o fogo começou e causou uma explosão naquele conjunto de bombas que ele trabalhava”, disse Patrícia. Ela contou ainda, segundo relato feito pelo namorado, que em uma fração de segundo o fogo atingiu o barracão, sem dar chance para que as quatro funcionárias escapassem. “Ele gritou muito para as pessoas correrem e ainda ajudou outras duas que estavam em um barracão próximo”, acrescentou. “Meu barracão balançou e foi um alerta geral para todos deixarem suas funções”, disse. 

O namorado, natural de Peçanha, na Região Leste de Minas, disse que não quer mais saber de trabalhar na fábrica. “Ele só fala em voltar para a família e esquecer fogos de artificio”, completou. Segundo um dos funcionários da empresa Fogos Globo, que compareceu à Polícia Civil para auxiliar com informações sobre as vítimas, o local que ficou destruído era destinado à bicação de bombas numeradas, artefatos comuns em comemorações esportivas. O procedimento consiste em usar pólvora líquida para garantir que o bico da bomba fique semelhante à cabeça de um palito de fósforo. 

INVESTIGAÇÃO O delegado titular de Santo Antônio do Monte, Lucélio Silva, afirmou que é o segundo caso em dois anos que ele está trabalhando na cidade. “Estamos concluindo o inquérito dessa primeira situação e vamos investigar o que aconteceu hoje (ontem). A perícia de Bom Despacho esteve no local para colher os elementos necessários e também auxiliarmos na remoção dos corpos”, disse. O policial afirmou que cabe ao Exército Brasileiro a fiscalização desse tipo de empreendimento.

A seção de comunicação da 4ª Região Militar do Exército informou que a empresa Fogos Globo, que tem mais de 40 anos de atuação no mercado, passou por inspeção em março deste ano, quando não foi encontrada qualquer irregularidade, incluindo os pavilhões 85 e 86 que explodiram ontem. O Exército mantém um posto avançado na cidade por causa da quantidade de fabricantes de fogos de artifícios no município. À corporação cabe o acompanhamento de produtos controlados, incluindo explosivos, do tipo usado como matéria-prima nas fábricas de Santo Antônio do Monte. 

Segundo o órgão, caso a perícia da Polícia Civil e as investigações apontem irregularidades, como o mal acondicionamento de explosivos ou a superlotação dos produtos, a empresa sofrerá as sanções previstas na legislação, como o descredenciamento, pelo Exército, para o exercício da atividade.

 

 

Parentes ficaram em estado de choque

 “Nasci de novo. Só pensei no meu marido e nos meus filhos o tempo todo. Isso é coisa de Deus, só ele explica”, disse Bernadete Auxiliadora da Silva, de 38 anos, uma das funcionárias da empresa. Ontem, ela sentiu-se mal e não foi trabalhar, por isso, estava aliviada por ter se salvado. Mas a dor veio pela morte da cunhada, Maria das Graças Gonçalves Siqueira, de 42. Seu marido e irmão de Maria das Graças, Edson Gonçalves, de 39, parecia não acreditar no que estava acontecendo. “Não tem explicação. De um lado, vai minha irmã, e, de outro, se salva minha mulher”, desabafa. Maria das Graças, mãe de dois filhos, natural de Cantagalo, no Vale do Rio Doce, e era funcionária da fábrica há cerca de dois anos. 

Na casa de Maria José da Soledade Campos, de 27, nascida em Maceió (AL), o clima não era diferente. A tristeza tomou conta principalmente de seu irmão, José Marcelo Campos, de 28, com quem ela morava. “O serviço sempre foi arriscado. Ela ia, mas nunca sabia se ia voltar. Deixou uma filha de 3 anos”, disse. Quem ajudou nos trâmites para a liberação do corpo de Daiana Cristina Maciel, de 25, foi seu ex-marido, Gilberto Damasceno Leite, de 26. A família da jovem mora em Virginópolis. “Viemos há cinco anos para trabalhar. Quando ouvi o estouro, abri a janela da minha casa e já fiquei louco.” 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Fábricas de Fogo de Artifício de Santo Antônio do Monte, Lagoa da Prata e Itapecerica, Antônio Camargos dos Santos, disse que a empresa é séria, mas pode ter ocorrido alguma falha e o trabalho de investigação deve ser bem feito. A empresa não foi encontrada para falar sobre o assunto.

FONTE: Estado de Minas.


 

 

 

 

Pelo menos três pessoas morreram e uma ficou ferida em uma explosão em fábrica de fogos de artifício na cidade de Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas. Segundo a Policia Militar, a explosão aconteceu por volta das 7h20, na empresa Fogos Globo. Peritos da Polícia Civil e uma equipe técnica do Exército Brasileiro foram enviadas para o local da explosão. Eles vão apurar as causas do acidente, que anda são desconhecidas. 

A cidade de Santo Antônio do Monte tem tradição em produção de fogos e registra alto número de acidentes em fábricas. Em setembro de 2013, uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas em explosão na empresa Polvo, que fica na comunidade Buritis. Em maio de 2012, duas pessoas morreram em acidente parecido na empresa Fogos Estrela. Em janeiro de 2011, foram duas mortes em uma fábrica na MG-429, no limite entre Lagoa da Prata e Santo Antônio do Monte.

Cidade polo na fabricação de fogos

Segundo a Associação Brasileira de Pirotecnia, em 1800, já havia fabricantes de fogos de artifício em Santo Antônio do Monte. Em 1859, os irmãos Joaquim Antônio da Silva e Luiz Mezêncio da Silva (Luiz Macota) fabricavam rojões e castelos. Ganharam muito dinheiro com a fabricação e venda de foguetes. A arte pirotécnica foi passada para gerações futuras.

Entre 1931 a 1940 a produção ganhou escala industrial com as empresa Fogos 2 Irmãos, Fogos Primor, Fogos Radiante e Fogos Estrela. De 1945 a 1963 foram constituídas diversas fábricas, gerando empregos e impulsionando o comércio de fogos. A grande era dos fogos em Santo Antônio do Monte, aconteceu a partir de 1963. 

De 1970 até os dias de hoje a cidade conta com 75 empresas ligadas a pirotecnia. Segundo a associação, os produtos fabricados atendem as exigentes normas de segurança, passando pelo Centro Tecnológico em Pirotecnia, único na América Latina.

 

FONTE: Estado de Minas.


Chinesa morre eletrocutada ao usar iPhone

Aparelho estava sendo carregado e vítima tentou fazer uma ligação no momento do incidente

Apple se comprometeu a ajudar nas investigações da  morte de Ma Ailun, de 23 anos (Reprodução)
Apple se comprometeu a ajudar nas investigações da morte de Ma Ailun, de 23 anos

A morte de uma chinesa de 23 anos provocou o surgimento de dúvidas sobre a segurança do iPhone 5. A jovem, identificada como Ma Ailun, teria morrido eletrocutada enquanto falava ao aparelho, ao mesmo tempo que carregava-o em uma tomada. Após o incidente, os familiares cobram explicações da Apple.

A morte de Ma Ailun ganhou repercussão em todo o mundo, levando a empresa a pedir desculpas e se comprometer a investigar o caso. Contudo, a corporação ainda não informou se o incidente foi isolado ou se há riscos para outros usuários do iPhone 5.

Não é a primeira vez que a China registra acidentes envolvendo celulares da Apple. Ainda em 2013, um iPhone 4 explodiu no quatro em que um homem dormia, dando início a um incêndio. Por sorte, o proprietário do aparelho escapou ileso.

Ma Ailun era funcionária da companhia aérea China Southern Airlines. O incidente ocorreu em Changji, na província de Xinjiang, no noroeste do país.

FONTE: Estado de Minas.



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