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PAZ E GUERRA

Após protesto pacífico de 10 mil pessoas, vândalos atacam prédios e veículos no Centro de BH e na Praça da Liberdade

Após protesto pacífico de 10 mil pessoas, vândalos atacam prédios e veículos no Centro de BH e na Praça da Liberdade (Marcos Michelin/EM/D.A Press)
Após protesto pacífico de 10 mil pessoas, vândalos atacam prédios e veículos no Centro de BH e na Praça da Liberdade

A manifestação pacífica de cerca de 10 mil pessoas que se reuniram ontem à tarde perto da UFMG, na Pampulha, e seguiram para a Praça Sete, foi manchada por grupos isolados de vândalos à noite, que depredaram a sede da prefeitura, na Avenida Afonso Pena, agência bancária e lojas na Rua Tamoios, no Centro, o relógio de contagem regressiva para a Copa do Mundo, na Praça da Liberdade, e atacaram ônibus e carros particulares nos dois locais.

A maioria dos manifestantes tentou impedir os ataques, mas acabou recuando diante da agressividade. Desde o início da tarde, o clima foi de paz entre as cerca de 10 mil pessoas que se concentraram na Avenida Antônio Carlos, na Pampulha e seguiram em passeata pacífica até a Praça Sete, no início da noite, diferentemente do cenário de confronto com policiais e depredação na segunda-feira.
Diante da expectativa de novas manifestações hoje e nos próximos dias, a PM informou que poderá triplicar o efetivo para 9 mil agentes nas ruas no sábado, quando México e Japão se enfrentarão no Mineirão. Enquanto isso, 150 homens da Força Nacional de Segurança apoiarão a PM, conforme o governador Antonio Anastasia acertou ontem com a presidente Dilma Rousseff.
A marcha de estudantes da UFMG e outros manifestantes começou no acesso à Antônio Carlos, com cerca de 200 jovens no fim da tarde, mas ganhou força ao sair do câmpus rumo à Praça 7, chegando a juntar quase 10 mil pessoas, segundo o Batalhão de Trânsito (BPTran) da PM, que não levantou bloqueios e acompanhou a distância, enquanto fazia desvios na região. Mesmo assim o trânsito ficou caótico no Anel Rodoviário e no entorno. A fila de veículos na faixa de sentido Pampulha se estendeu por cerca de quatro quilômetros.
Manifestantes que seguiam à frente bloquearam acessos do Anel e da Avenida Bernardo Vasconcelos e motociclistas que tentaram furar o bloqueio foram hostilizados. Os cânticos Em alguns momentos, punks quiseram depredar propagandas, o que gerou atrito com os demais manifestantes. Entre lemas como “Você aí parado, também é explorado” e “ô motorista, ô trocador, me diz aí se o seu salário aumentou”, havia gente que levou até os filhos para as ruas. Como a auxiliar de dentista Jussara Nogueira, de 29 anos, que carregava o filho de 4 anos, Felipe Nogueira.
Enquanto o menino cantava e dançava, ela protestava contra o salário dos professores. “É por isso que viemos aqui, para ele aprender a lutar pelo que acredita”, disse. No caminho mais e mais pessoas desceram de suas casas e até dos ônibus para seguirem com a manifestação.
Quando chegaram ao complexo da Lagoinha, os manifestantes tentaram entrar numa faixa do viaduto que leva para a Contorno. Um ônibus metropolitano acelerou e furou o bloqueio, mas teve os vidros quebrados por pedras. Os manifestantes seguiram para a Praça Sete, que já estava tomada por outras pessoas à noite.
Foi então que a partir de atos de grupos isolados, o movimento pacífico de jovens estudantes gritando palavras de ordem ganhou contorno de vandalismo. Por volta das 21h30, um grupo saiu em direção à Praça da Liberdade, mas em frente ao prédio da prefeitura ficaram cerca de 300 pessoas. Em pouco tempo, as palavras exaltadas deram lugar ao vandalismo de cerca de 20 pessoas.
Uma rampa de madeira na escadaria do prédio foi destruída. A explosão de bombas de pequeno potencial começou a dispersar as pessoas que buscavam manifestar de forma pacífica. Um rapaz de 18 anos ficou ferido e foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Em pouco tempo, os vândalos jogavam pedras no prédio e, além de quebrar vidraças, investiram contra a guarita de vigilância.
Tentar pôr fogo no prédio várias vezes. A tentativa de outros manifestante em interromper a violência gerou enfrentamentos com agressões físicas entre os envolvidos. Não satisfeitos, os vândalos seguiram até a esquina das ruas Espírito Santo e Tamoios, onde fecharam o trânsito, chegando a fazer barricadas com cavaletes e cones. Alguns subiram no veículo e quebraram vidros. Um motorista chegou abandonar o coletivo. Outros três coletivos também foram alvo dos vândalos, que cobriam o rosto com máscaras e camisas e ainda atacaram uma agência do Banco do Brasil .
A estudante de marketing Rafaella Magalhães, de 23, lamentou:. “É triste ver uma minoria de vândalos está destruindo muito mais do que prédios ou ônibus. Estão destruindo um sonho de sermos ouvidos pelos governantes”.
Entre o outro grupo que seguiu para Praça da Liberdade, havia pessoas com rosto parcialmente coberto por camisas e armadas com pedras que atacou o relógio de contagem regressiva para a Copa, apesar de outros manifestantes tentarem evitar a ação. Parte do objeto foi quebrado, inclusive um monitor digital, e pedaços de vidro se espalharam pelo chão. Nas grades do portão do Palácio da Liberdade, foi fixada uma faixa em que se lia: “Não vai ter Copa! O povo decidiu jogar”. Também foram colados cartazes, com dizeres como “Brasil, mostra a tua cara! vem pra rua” e “Não queremos mais ser roubados por estes ratos da política”.
Na esquina das avenidas Cristóvão Colombo e Brasil, cerca de 200 manifestantes interditaram o cruzamento até por volta das 22h30 e causaram congestionamento. Encapuzados e segurando pedaços de pau, alguns jovens ameaçaram jornalistas e motoristas, além de dar chutes e murros em carros. A equipe mais próxima da PM estava do outro lado, no encontro das avenidas Brasil e Bias Fortes, orientando o trânsito.
FONTE: Estado de Minas.

Guardas municipais em greve instauram o caos na capital e deixam motoristas indignados. PBH decreta situação de emergência e pode substituir agentes, que ameaçam mais protestos

Manifestantes que começaram a protestar na Avenida dos Andradas fecharam a Praça Sete antes de seguir para a Afonso Pena, diante da sede da Prefeitura de BH...  (GLADYSTON RORIGUES/EM/D.A Press)
Manifestantes que começaram a protestar na Avenida dos Andradas fecharam a Praça Sete antes de seguir para a Afonso Pena, diante da sede da Prefeitura de BH…
...enquanto congestionamentos se espalhavam pela Avenida Amazonas e pelo Complexo da Lagoinha, travando a Antônio Carlos (acima) e repercutindo em toda a cidade (JAIR AMARAL/EM/D.A Press)
…enquanto congestionamentos se espalhavam pela Avenida Amazonas e pelo Complexo da Lagoinha, travando a Antônio Carlos (acima) e repercutindo em toda a cidade

Integrantes da corporação responsável por organizar o trânsito em Belo Horizonte e por cuidar da preservação de prédios e espaços públicos participaram ontem de protestos que travaram o tráfego, espalharam infrações por toda a capital e testaram a paciência dos cidadãos durante o dia inteiro. Cerca de mil guardas municipais começaram sua manifestação na Avenida dos Andradas, deslocaram-se para a Afonso Pena, no Centro, e pararam a Praça Sete nos dois sentidos antes de seguir para a frente da prefeitura, onde se concentraram. Enquanto os manifestantes reivindicavam melhorias para a categoria, o trânsito na cidade parava progressivamente. A lentidão atingiu todo o hipercentro, se alastrou pela Avenida Amazonas e pelo Complexo da Lagoinha até chegar às avenidas Antônio Carlos, Cristiano Machado e Pedro II, além das vias e bairro vizinhos, inclusive a região hospitalar. No fim da tarde, os mesmos manifestantes invadiram a sede da Guarda, causando mais confusão. A gravidade da situação foi tamanha que levou a administração municipal a decretar situação de emergência e ameaçar convocar pessoal para substituir servidores que deixarem seus postos.

Durante os protestos, agentes da BHTrans e do Batalhão de Trânsito da PM tentaram sem sucesso organizar o caos. Enquanto os servidores da Guarda fechavam vias vitais para a cidade, inclusive acessos a hospitais, motoristas irritados buzinavam e avançavam sobre canteiros centrais de vias como a Afonso Pena para tentar fugir do engarrafamento. Mas muitos não tinham saída. Ângelo Gontijo, de 19 anos, gastou mais de uma hora e meia entre BH e Betim, trajeto que normalmente consumiria a metade do tempo. “Acho um desrespeito com os moradores da cidade. Todos têm que buscar seus direitos, mas sem atrapalhar os outros”, afirmou. Ivan Batista, de 57, se mostrava impaciente. “Gastei meia hora da Andradas até a Rua da Bahia, quando o normal seriam cinco minutos. É um absurdo”, disse. Para ele, as manifestações precisam ocorrer em lugares que não prejudiquem a cidade.

Os manifestantes querem recomposição salarial referente a cinco anos, concurso público, armamento, mais viaturas e coletes, além da saída de policiais militares reformados que, segundo o diretor do Sindicato das Guardas Municipais de Minas Gerais (Sindiguarda) Wellington José Nunes Cesário, ocupam cerca de 200 cargos na corporação. “A recomposição prometida foi de 13,92% mais 27% de defasagem, e isso não foi cumprido”, afirmou. Hoje são 2.324 guardas municipais e há um estudo para um concurso público com mais 500 vagas. Mas, para o sindicalista, a demanda é duas vezes maior. Na noite de ontem a categoria decretou greve por tempo indeterminado, com possibilidade de mais protestos.

A Prefeitura de BH informou que a Guarda tem 18 profissionais egressos da PM e que não há impedimento legal para eles atuarem. “A inserção desses profissionais é criteriosa e considera sua formação e capacidade de gerenciamento”, informa a nota. Sobre o porte de armas, informou que a instituição está se adequando às exigências do Estatuto do Desarmamento. Quanto à recomposição salarial, a administração sustenta que de 2007 a 2012 foi concedido reajuste de 83,75% aos guardas, contra a inflação acumulada de 39,83%. Projeto de lei tratando do próximo reajuste está em tramitação no Legislativo municipal, sustenta a PBH.

FONTE: Estado de Minas.


Motoristas precisaram de paciência para vencer congestionamento na capital

 

Protesto de professores estaduais fechou a Avenida Antônio Carlos às 18h (Alexandre Guzanshe/EM/DA Press)
Protesto de professores estaduais fechou a Avenida Antônio Carlos às 18h

Os torcedores que prestigiaram o amistoso entre Brasil e Chile nesta quarta-feira e os trabalhadores que apenas precisavam passar pela Região da Pampulha na volta para a casa sofreram com trânsito de Belo Horizonte. No primeiro grande teste do novo Mineirão durante um dia útil, a capital mineira viu as duas avenidas que ligam o Centro ao estádio travarem com o protesto de professores da rede estadual de educação e com o grande fluxo de veículos.

Por volta de 18h, manifestantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) fecharam as quatro faixas da Avenida Antônio Carlos. A BHTrans fez um desvio por uma rua lateral para diminuir a retenção do trânsito, o que não evitou o congestionamento. Os motoristas também foram orientados a dar preferência para a Avenida Presidente Carlos Luz, a Catalão, que também travou com o excesso de carros.

Somados, os congestionamentos nas duas avenidas chegaram a formar uma fila de aproximadamente dez quilômetros dentro da cidade. Para conseguir chegar ao estádio, o ônibus da Seleção Brasileira precisou ser guiado por viaturas pela contramão da Carlos Luz.

FONTE: Estado de Minas.


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