Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Defesa Civil faz nova vistoria em imóvel que desabou em Venda Nova e aponta falha estrutural

A Defesa Civil realizou no fim da manhã desta quarta-feira (2), uma vistoria complementar do imóvel que desabou no início da noite dessa terça-feira (1º), na rua Antônio Marçal Sampaio, nº 283 B, no bairro Mantiqueira, na região de Venda Nova. O levantamento, realizada com a presença do Corpo de Bombeiros e  Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (IBAPE), confirmou o parecer da primeira vistoria. O desabamento do imóvel aconteceu por motivos estruturais.

De acordo com a Defesa Civil, o novo levantamento apontou ainda que não houve nenhuma outra interferência externa, como movimentação do terreno, chuva ou deslocamento de terra. Foi constatado também, que o ocorrido não gerou danos nos imóveis da vizinhança. O proprietário da casa que desabou será notificado para a remoção de entulhos e o fechamento da área do imóvel. A vistoria complementar teve como objetivo reforçar a vistoria realizada na noite de terça, durante a movimentação do resgate, que não foi conclusiva por causa das limitações visuais provocadas pela pouca iluminação.

O acidente aconteceu durante um encontro religioso, no fim da tarde de dessa terça-feira (1º). De acordo com o Corpo de Bombeiros, nove pessoas estavam dentro do local e uma delas conseguiu sair para procurar ajuda. As outras oito vítimas tiveram ferimentos e escoriações e foram encaminhadas para os hospitais João XXIII, Risoleta Neves e UPA Norte. Quatro delas já tiveram alta. Foram resgatados também três cachorros, dois vivos e um morto.

Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Júlio Brant o trabalho de salvamento das vítimas foi difícil, mas todos foram resgatados com vida. “O balanço dos trabalhos é plenamente positivo. Foi uma operação difícil, que envolveu cerca de 40 militares de diversos batalhões. Como foi um acidente complexo e conseguimos tirar todos com vida, ficamos bastante satisfeitos”, comenta.

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FONTE: Hoje Em Dia.


Acidente entre dois ônibus deixa dois mortos e 14 feridos no Centro de BH

Colisão ocorreu na saída do Viaduto da Floresta e duas vítimas sofreram ferimentos graves

Acidente entre dois ônibus deixou dois idosos mortos e ao menos 14 pessoas feridas; duas em estado grave, na manhã desta quinta-feira em Belo Horizonte. Segundo a BHTrans, um coletivo do Move metropolitano da linha 512H (Terminal Vilarinho/Hospitais/via Cristiano Machado) e um da rota 8107 (Concórdia/São Pedro) colidiram na Avenida dos Andradas, próximo à Avenida do Contorno, no Centro da capital.

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Jorge Luiz Vetoraz, de 64 anos, passageiro do coletivo 8107, morreu no local. Izza Atalla Azizi, 65 anos, foi socorrido, mas morreu no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Aristides Soares, Francisco de Assis Filho, Edivaldo Oliveira, Euler da Fonseca e Reginaldo Lopes também foram encaminhados ao HPS.

O motorista do 8107, Reginaldo Lopes Martins, de 37, fraturou três costelas e teve escoriações no braço. A mulher dele, Márcia Gabriela Mendes, soube do acidente pela TV. Segundo ela, ele não se lembra de como foi o acidente. “Ele disse que o Move veio do nada. Ele tentou reagir, tirar, mas não deu tempo”, afirma.

A colisão ocorreu na saída do Viaduto da Floresta, quando o ônibus convencional atingiu a lateral do Move, que colidiu em um poste de sinalização. Devido ao impacto, a estrutura ficou inclinada e corre o risco de cair.

O trânsito na Andradas, no sentido Complexo da Lagoinha, ficou interditado e teve que ser desviado para a ruas Guaicurus e Espírito Santo. Na direção contrária, o tráfego flui com lentidão.
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FONTE: Estado de Minas.


Carro tem pane em linha férrea e acaba arrastado por trem na Região Central de MG

No veículo estavam cinco pessoas. Uma criança de dois anos e uma idosa de 76 ficaram gravemente feridas e foram levados para hospitais de Barbacena

O grave acidente entre um carro e um trem deixou quatro pessoas feridas na tarde desta segunda-feira na zona rural de Alfredo Vasconcelos, na Região Central de Minas Gerais. O automóvel apresentou um problema e desligou em cima da linha férrea. Um dos ocupantes desceu e tentou empurrar o veículo, mas não conseguiu evitar a batida. O carro foi arrastado por aproximadamente 400 metros. Uma criança e um idoso estão em estado grave.
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O acidente aconteceu por volta das 13h30. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o Prisma seguia do distrito de Pouso Alegre para Alfredo Vasconcelos quando o carro ‘morreu’ ao passar pelos trilhos. “O marido da motorista contou que desceu para empurrar o carro, mas não conseguiu evitar o acidente. O carro acabou arrastado por aproximadamente 400 metros”, afirma o sargento Jorge Almeida, que participou do resgate.
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No veículo, estavam quatro pessoas. Uma criança de 2 anos e outra de 4 estavam no banco de trás presas nas cadeirinhas. Porém, mesmo assim, sofreram ferimentos. A mais nova teve fratura exposta em uma das pernas e quebrou alguns dentes. Ela foi socorrida por uma ambulância da cidade. “Nós interceptamos o veículo no caminho, imobilizamos a criança e a transferimos para o Samu”, explica o sargento. Ela e a outra criança foram levados para a Santa Casa de Barbacena.
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Uma idosa de 73 anos também se feriu gravemente. Segundo o Corpo de Bombeiros, ela estava consciente, mas não conseguia falar nada. Possivelmente, ela estava em choque, segundo a corporação. Ela e a motorista foram levadas para o Hospital Regional de Barbacena. O marido da condutora não ficou ferido.
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A passagem não possui cancela. Moradores de comunidades próximas ao local reclamaram da falta de visibilidade no local. Segundo eles, esse foi o quarto acidente com trem na região neste ano.
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A MRS Logística, responsável pelo trem, informou que não houve problemas operacionais com a composição. Segundo a empresa, os faróis estavam acesos, os sinos estavam sendo acionados pelo maquinista e a velocidade estava compatível. Informou, ainda, que o trem pode chegar a 15 mil toneladas quando está cheio e a 3 mil toneladas vazio, por isso demora para frear totalmente.
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A empresa lamentou o acidente e informou que as reclamações dos moradores serão apuradas nos próximos dias.

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FONTE: Estado de Minas.


Integrantes de ocupações bloqueiam MG-010 e queimam ônibus em protesto

Segundo manifestantes, militares usaram balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. PM confirma “enfrentamento”. Há pessoas feridas, conforme relatos de moradores das ocupações

Paulo Filgueiras/EM DA Press

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Integrantes de ocupações de Belo Horizonte fizeram um protesto na manhã desta sexta-feira na MG-010, região norte da capital. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), cerca de 500 pessoas bloquearam a rodovia no sentido BH/Confins caminhando em direção à Cidade Administrativa. Conforme a PMRV, o grupo foi retirado depois de aproximadamente uma hora de fechamento, mas o congestionamento é longo. 
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O Batalhão de Choque da PM está presente na manifestação e negociou a abertura da rodovia. De acordo com a polícia, o clima é tenso no protesto e manifestantes denunciam violência durante liberação do trânsito. O grupo foi para as ruas laterais à rodovia estadual e até queimaram um ônibus. 

‘Isso não foi uma manifestação, foi um ato criminoso’, diz PM

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Participam da mobilização moradores das ocupações Vitória, Rosa Leão e Esperança, que vivem no terreno da Granja Werneck, na Região Norte de Belo Horizonte. O motivo do protesto é o aviso de reintegração de posse que será tratado em reunião nesta sexta-feira, às 14h, entre Comando de Policiamento da Capital, Ministério Público e membros das ocupações. 
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Moradores que participam da manifestação de hoje denunciaram, por meio das redes sociais, ações violentas da PM. Segundo eles, os militares usaram “para liberar a linha verde balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo”. Ainda conforme os membros das ocupações, várias pessoas ficaram feridas, entre elas uma bebê que levou um tiro de bala de borracha. 
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Manifestantes colocaram fogo em um ônibus do Move na Rua João Nascimento Pires, no Bairro Juliana, região norte, via de acesso à MG-010. Bombeiros atuam no combate às chamas e a Cemig foi acionada por causa do risco para rede elétrica. 
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A PMRv confirmou que houve “enfrentamento” durante a manifestação e que foi necessário uso de bombas de gás. Sobre a bala de borracha, a polícia ainda não confirmou. Além da PMRv e Batalhão de Choque, viaturas do 13º Batalhão e BPTrans atuam na ocorrência. A corporação não tem informações de presos ou feridos durante o protesto. 
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O despejo dessas ocupações é um embate judicial que vem desde 2013. No ano passado, a PM chegou a marcar pelo menos duas datas para uma megaoperação de reintegração de posse que não ocorreu. As comunidades estão instaladas em parte de uma área de mais de 3 milhões de metros quadrados. 
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No caso da Ocupação Vitória, a permanência de famílias tem impedido a implantação de empreendimentos do programa federal Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, capaz de abrigar 13,2 mil famílias de baixa renda em Belo Horizonte. 
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Nota da PM, na íntegra:
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A PMMG informa que, nesta manha por voltas das 10:15, uma multidão com aproximadamente 500 pessoas, provenientes da ocupação conhecida como Isidoro, tentaram ocupar a MG 10, na altura da cidade administrativa, ocasião em que provocaram uma grande quebradeira, inclusive atearam fogo em um ônibus coletivo.A PMMG Prontamente Restaurou A Ordem Publica No Local, E No Momento Se Faz Presente Contanto Com As Seguinte Estrutura Operacional: A tropa de Choque, ROTAM, Batalhão Aéreo, Batalhão de Polícia Militar Rodoviário, além do efetivo do 13º Batalhão. A PMMG ao impedir a ação criminosa foi agredida pelos manifestantes, ocasião em que precisou empregar instrumentos de menor potencial ostensivo (agente de pimenta, agente lacrimogêneo, elastômero).
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FONTE: Estado de Minas.


Batida entre caminhão-tanque e caminhonete provoca incêndio e mata cinco na BR-040

Acidente aconteceu por volta das 14h30, próximo a Fábrica da Coca-Cola. Trânsito está totalmente bloqueado e não há previsão para liberação

 

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Um grave acidente envolvendo um caminhão-tanque e uma caminhonete deixou pelo menos cinco mortos e um ferido na tarde desta quarta-feira na BR-040, altura do quilômetro 582, em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a batida foi frontal e não há previsão para a liberação do trânsito.
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Duas viaturas do Pelotão de Ouro Preto e o helicóptero Arcanjo 2 do Corpo de Bombeiros compareceram ao local para prestar atendimento às vítimas. O acidente aconteceu por volta das 14h30, próximo a fábrica da Coca-Cola.
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Por volta das 14h50, o Corpo de Bombeiros informou que houve vazamento de combustível e há suspeita de contaminação de um córrego que passa pela área. A Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) já foi acionada. Com a colisão, os veículos pegaram fogo e os ocupantes da caminhonete morreram carbonizados.
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De acordo com a Via-040, concessionária que administra a pista, foram empenhados no resgate às vítimas, duas ambulâncias, dois caminhões-pipa, um guincho leve e outro pesado. Por volta das 16h, os motoristas encontravam cerca de sete quilômetros de congestionamento no sentido Juiz de Fora/Rio de Janeiro e seis no sentido BH/Brasília.
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Para evitar o congestionamento, os condutores que trafegam no sentido Juiz de Fora podem entrar no Km 597, em Belo Vale. Já os que estão rumo à BH, podem entrar em Moeda, no Km 442.
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Conforme a PRF, o caminhão-tanque envolvido no acidente é do modelo 1620 e a caminhonete é uma S10, placa KRY-2132, do Rio de Janeiro.

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FONTE: Estado de Minas.


17 heróis: policiais se negam a bater em professor, são presos e dão lição

Assim a PM trata os professores no Paraná - Foto Joka Madruga/Futura Press/Estadão Conteúdo

 

Quem disse que os porteiros de Auschwitz não tinham escolha?

Que os médicos de salas de tortura não poderiam se recusar a estar ali?

Que soldados não têm chance de recorrer a objeções de consciência para não massacrar os mais fracos?

Que taxista carece do direito de se negar a rodar com o taxímetro adulterado pelo dono da frota?

Que funcionário de empresa privada e funcionário de companhia pública devem fingir que não veem assaltos ao patrimônio público?

Que jornalistas não têm como se rebelar contra a manipulação inescrupulosa de informações?

Sim, é possível dizer não.

Eis a lição dos pelo menos 17 policiais militares do Paraná que ontem disseram não à ordem de atacar milhares de professores que protestavam contra a iminente retirada de direitos seus pela Assembleia Legislativa.

A Polícia Militar informou que esses policiais foram presos por se recusar a participar do “cerco” contra os mestres em greve.

“Cerco” é eufemismo. Não se tratava de cercar, bem sabiam os 17.

A PM avançou contra os professores empregando cão pitbull. Um dos cachorros mordeu um cinegrafista da Band.

Quais são os valores de uma corporação que lança pitbull contra professor e jornalista?

Atiraram com bala de borracha mirando a cabeça.

Bala de borracha pode matar, ferir gravemente, deixar sequelas.

Um chefe mandou bater com o cassetete por baixo, para evitar imagens.

Os professores só queriam assistir à sessão da Assembleia que tornaria ainda mais difícil a vida dos trabalhadores da educação.

Os PMs jogaram bombas de gás que afetaram até crianças em uma creche vizinha.

Saber que há creche ao lado e lançar gás configura selvageria imoral.

É mais digna a retirada do que maltratar criança.

Os 17 do Paraná disseram não a tudo isso.

Pobre do país que precisa de heróis é uma boa tirada, mas circunscrita a circunstâncias.

Miserável é a nação que ergue monumentos para heróis de fancaria.

Como disse noutra quadra um grande cronista, o povo urina nos heróis de pedestal.

Os 17 PMs honraram a promessa de proteger os cidadãos.

E periga serem os mais atingidos pela truculência do governo Beto Richa.

A quarta-feira sangrenta deixou centenas de professores feridos em Curitiba.

Mas também legou a lição de 17 policiais que são heróis brasileiros.

P.S.: o post acima foi baseado em reportagem do “Estadão Conteúdo”. Tal reportagem foi reproduzida ou noticiada pelo UOL, “Veja”, “Gazeta do Povo” e outros portais e publicações. De acordo com o “Estadão Conteúdo”, a origem do relato sobre a prisão de policiais que se recusaram a participar do “cerco” aos professores foi a própria Polícia Militar do Paraná. Nesta quarta-feira, uma porta-voz da PM afirmou que não procede a informação sobre prisão de policiais. E que nenhum deles teria se negado a participar da operação contra os manifestantes. Quando houver mais informações sobre as versões da PM e o que realmente ocorreu, o blog voltará ao assunto (quarta-feira, 30/04/2015, às 16h04).

FONTE: Blog do Mário Magalhães – UOL.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 03/09/2014, 05:30.

Apagão de motorista acende sinal de alerta
Condutor de ônibus de 28 toneladas perde a consciência e articulado quase provoca tragédia: em 70 metros de destruição, 13 veículos foram atingidos e 18 pessoas se feriram.
Causas do desastre envolvendo profissão sujeita a alto grau de estresse são investigadas

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Destruição em frente e verso – Coletivo do BRT/Move parou depois de arrastar um ecosport, uma van e atingir outros 11 veículos

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A dona de casa Célia Aparecida Guimarães, de 58 anos, viveu um pesadelo acordada, às 7h20 da manhã de ontem. Ela estava a caminho de uma consulta médica, andando pela calçada da Avenida Alfredo Balena, na Região Hospitalar de Belo Horizonte, quando um barulho ensurdecedor chamou a sua atenção. Célia olhou para trás e se assustou com um ônibus de 28 toneladas e 18 metros de comprimento vindo desgovernado em sua direção, destruindo os carros e tudo o que encontrava pela frente. O motorista Ramon Apolinário de Lima, de 29 anos, sofreu um “apagão” na direção de um ônibus articulado da linha 82 do BRT/Move (Savassi/Hospitais), que atingiu 13 veículos, entre eles um coletivo da linha 5503 A (Goiânia). 

O resultado do desastre foi um rastro de destruição de 70 metros: a um triz de provocar uma tragédia, o articulado só parou sobre o passeio, depois de passar por cima de um semáforo de pedestre, destruir placas de sinalização, bater de raspão em uma árvore e arrastar um Ford EcoSport e uma van por vários metros. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) informou ontem que o pagamento dos prejuízos depende de avaliação das cláusulas do seguro e, eventualmente, de ações judiciais.

O acidente – o nono envolvendo coletivos do Move desde a implantação do sistema e o de maiores proporções – chama a atenção sobre as condições dos motoristas encarregados de transportar passageiros em uma profissão reconhecidamente suscetível ao estresse, principalmente diante das dimensões dos novos ônibus incorporados ao sistema de Belo Horizonte. No desastre de ontem, 18 pessoas ficaram feridas, entre motorista e passageiros do coletivo e ocupantes dos carros. Todos foram atendidos no Hospital João XXIII e no Hospital das Clínicas, próximos ao local. “Pela destruição dos veículos, foi sorte ninguém ter morrido. Testemunhas relatam que o ônibus passou entre os carros, jogando todos para as laterais”, conta o tenente Gil César de Paula, do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). Peças dos veículos ficaram espalhadas pelo asfalto e houve vazamento de combustível na pista.

Na noite de ontem, o Estado de Minas conseguiu contato com o motorista do ônibus . Ramon Apolinário de Lima permanecia internado no Hospital João XXIII, onde passaria por avaliação neurológica. Em entrevista concedida pouco após o desastre, o condutor disse ter perdido a consciência ainda quando subia a Avenida Francisco Sales. Ele, inclusive, se desviou de sua rota: deveria seguir direto, passar em frente à Santa Casa e virar na Avenida Brasil, mas virou à direita antes da Praça Hugo Werneck e pegou a Avenida Alfredo Balena, no sentido Centro. Ramon andou por vários metros agarrado ao volante, paralisado, sem se lembrar de nada. “Senti muito sono e acho que dormi ao volante. O cobrador disse ter me chamado várias vezes, mas não escutei. Acordei e já tinha batido nos carros. Não vi nada”, contou o motorista. O teste do bafômetro comprovou que ele não havia ingerido bebida alcoólica.

Ramon contou que acordou por volta das 3h50, depois de quase 12 horas de sono, para pegar serviço às 5h. Porém, como sentia fortes dores de cabeça e no corpo, tomou um analgésico e relaxante muscular antes de seguir para a sede da empresa Bettânia Ônibus, no Bairro Betânia, Região Oeste. Pegou o articulado para começar a rota a partir da Estação São Gabriel, na Região Nordeste. O acidente aconteceu na segunda viagem. “Não comentei com ninguém que estava passando mal. Mas não é a primeira vez que sinto dor de cabeça. Tomo remédio direto”, contou. 

Motorista profissional há quatro anos, Ramon afirmou que há três é condutor de ônibus, depois de um ano ao volante de caminhões. “Fiz dois meses de treinamento para dirigir os ônibus do Move”, informou. O cobrador Napoleão Jorge conta que trabalha com o colega há dois meses e que nunca percebeu nada de diferente nele, nem mesmo ontem, antes do desastre. Na hora do desespero, ele conta que tentou de todas as formas despertar o motorista. “Os passageiros assustados, gritando, querendo descer, mas o Ramon não reagia de jeito nenhum. Ficou paralisado”, contou. Segundo ele, são sete horas e 20 minutos de jornada diária. No dia anterior, a dupla pegou serviço às 5h e largou ao meio-dia. “Tivemos tempo para descansar”, contou. 

CONGESTIONAMENTO O trânsito parou em diversas regiões da cidade por causa do acidente, apesar dos desvios montados pela BHTrans para tentar garantir o fluxo de veículos. Das 7h20 às 10h49, a pista da Avenida Alfredo Balena sentido Centro permaneceu isolada para o trabalho da perícia, que foi demorado devido à quantidade de carros e pessoas envolvidos. Às 9h50, os veículos começaram a ser rebocados. Na noite de ontem, além do motorista do coletivo, uma das 70 passageiras do ônibus permanecia em observação no Hospital João XXIII. Os demais feridos foram liberados.

Três perguntas para…

Ramon Apolinário de Lima, motorista

 

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Como aconteceu o acidente? Por que você saiu do seu itinerário?

Tudo foi muito rápido. Senti um mal-estar ao virar o ônibus para a direita na Avenida Francisco Sales. Mas não me lembro de nada. Não sei o que aconteceu. Antes do BRT, em abril, eu dirigia um ônibus da linha 3050 que passava pela Avenida Alfredo Balena, mas no sentido contrário ao da pista onde aconteceu o acidente.

Você, aparentemente, estava bem fisicamente depois do acidente. Qual o motivo da sua internação?  Você sente alguma dor?

Não, só a dor de cabeça. Acordei com ela e continua até agora (às 19h50 de ontem). Agora mais leve, pois fui medicado. Sinto também uma dorzinha na coluna, por causa do cinto de segurança. Fui internado para fazer uma avaliação neurológica, por causa do meu apagão, mas o exame ainda não foi feito. Uma psicóloga conversou comigo e quis saber se eu dormi bem à noite e se me alimentei. Eu disse que fui para a cama às 4 horas da tarde de ontem (16h de segunda) e não jantei. Acordei 3h50 da madrugada para trabalhar e tomei café com leite e comi dois pães. Só isso.

Qual a avaliação da psicóloga?

Ela disse que, se eu tivesse tomado bebida alcoólica, eu iria acordar na primeira batida do ônibus. Mas eu não bebo. Não foi imprudência minha. Eu amo a minha profissão. Amo o que eu faço.

Vítimas de acidente com BRT/Move recebem alta do Hospital das Clínicas

Dez pessoas foram socorridas com ferimentos leves e trauma emocional. Outras oito foram encaminhadas ao Hospital João XXIII

 (Paulo Filgueiras/Em/DA Press)

As 10 vítimas que foram socorridas no Hospital das Clínicas da UFMG após o acidente envolvendo um ônibus do BRT/Move e 14 veículos já receberam alta. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do hospital na tarde desta terça-feira. 
Quinze pessoas foram avaliadas no HC no início da manhã. As 10 que permaneceram no local sofreram ferimentos leves e trauma emocional. Pelo menos outras oito pessoas deram entrada no Hospital João XXIII. Segundo a assessoria de imprensa da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), as informações sobre o estado de saúde delas devem ser divulgadas no fim da tarde. 

O acidente aconteceu por volta das 7h20. O motorista da linha 82 (Savassi via Hospitais) disse à reportagem que começou a trabalhar às 5h de hoje. O homem de 29 anos explicou que já estava se sentindo mal, com dores no corpo e na cabeça, mas tomou um remédio e assumiu o serviço.

 (Janey Costa/Arte EM)

Na segunda viagem, ao sair da Avenida Francisco Sales, ao invés de entrar na Avenida Brasil, ele seguiu para a Avenida Alfredo Balena, onde perdeu a consciência. Segundo o cobrador, o colega ficou paralisado e não atendeu aos seus chamados. O ônibus desgovernado arrastou outros 14 veículos pela Alfredo Balena, bateu em postes na calçada e parou em frente ao Hospital das Clínicas da UFMG. O motorista só voltou a si no momento das colisões.

A movimentação de viaturas do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tomou conta da Avenida Alfredo Balena. O trânsito precisou ser interditado para os trabalhos de resgate e perícia, o que congestionou vias em diferentes pontos da cidade. Além da região do Floresta e a área hospitalar, as ruas e avenidas do entorno da Praça da Estação, hipercentro e Avenida Cristiano Machado foram afetadas pelo acidente.

 

Ônibus do BRT/Move arrasta carros na Avenida Alfredo Balena

Coletivo desgovernado atingiu outros 14 veículos e derrubou postes pelo caminho. Mais de 15 pessoas foram hospitalizadas

 (Paulo Filgueiras/EM DA Press)

Um ônibus articulado do BRT/Move se envolveu em um grave acidente na manhã desta terça-feira na Avenida Alfredo Balena, na região hospitalar de Belo Horizonte. Mais de 15 pessoas ficaram feridas e pelo menos 14 veículos foram atingidos. O motorista da linha 82 (Savassi via Hospitais) perdeu a consciência ao volante.

O motorista, de 29 anos, disse que já estava sentindo dores de cabeça há algum tempo, mas não comentou com ninguém da empresa porque pensou que fosse um mal estar comum. Nesta terça, ele acordou passando mal, com dores no corpo e na cabeça, mas tomou um remédio e foi trabalhar, assumindo o posto por volta das 5h. Esta era a segunda viagem da manhã na linha 82. Por volta das 7h20, ele subiu a Avenida Francisco Sales e devia ter seguido para a Avenida Brasil, mas perdeu a consciência e entrou na Avenida Alfredo Balena.

Desgovernado, o veículo andou mais de 100 metros. O cobrador do ônibus disse que chegou a gritar o nome do motorista, mas ele não reagiu e ficou paralisado, com os olhos abertos e segurando o volante. O condutor só voltou a si quando o BRT/Move já havia atingido vários carros e subido na calçada, derrubando um poste de sinalização, outro de iluminação pública e uma árvore. O veículo, que tem 18 metros de comprimento, só parou depois que bateu em um Ecosport que estava entrando no estacionamento do Hospital das Clínicas da UFMG.
Pelos estragos nos veículos, o tenente Gil César de Paula, do Batalhão de Trânsito, disse que foi sorte não haver vítimas fatais ou pedestres atropelados na calçada. Segundo ele, o ônibus seguiu pela via empurrando os carros para as laterais. “Igual àqueles filmes americanos que a gente vê”, diz.

O veículo transportava 70 pessoas. Uma delas sofreu ferimentos mais graves. Outros feridos estavam nos carros de passeio. A polícia faz um levantamento para saber se outras pessoas procuraram hospitais por conta própria. No Hospital das Clínicas, 15 vítimas foram avaliadas, sendo 10 com ferimentos leves e trauma emocional. Todas permanecem em observação. Outras cinco vítimas foram encaminhadas ao João XXIII. A assessoria da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) informou que oito deram entrada na unidade, apenas com ferimentos leves.

 (Paulo Filgueiras/EM DA Press)

 

DESESPERO Os motoristas que estavam na avenida relataram que houve pânico no momento do acidente, porque a velocidade do ônibus não diminuiu após a manobra na Francisco Sales. Muitos pedestres saíram correndo para fugir do veículo desgovernado.

De acordo com funcionárias da Escola Estadual Pedro II, que fica bem perto do local do acidente, os pais de alunos começaram a ligar desesperados para a instituição para ter notícias, mas oor sorte, os alunos já estavam dentro das salas no momento da batida.

Mapa mostra o local do acidente (clique para ampliar) (Janey Costa/Arte EM)
Mapa mostra o local do acidente (clique para ampliar)

Entre as vítimas do acidente, há três crianças que estavam a caminho de uma escola em um Linea, primeiro veículo atingido pelo BRT/Move. O farmacêutico Marcelo Augusto Vieira, de 45 anos, é pai de um menino de 7 anos e uma menina de 9. O carro era conduzido pela esposa dele, que também levava um colega dos filhos. A menina sofreu um ferimento na boca e o menino machucou a testa, mas não foi preciso atendimento hospitalar. Ele foi para o local depois que soube do acidente e disse que as crianças choravam muito, em pânico. O farmacêutico questionou o treinamento recebido pelos motoristas do novo transporte, que é composto por ônibus maiores.

Os veículos acidentados ficaram parados na pista da Alfredo Balena no sentido Centro, onde também se posicionaram as ambulâncias do Corpo de Bombeiros, Samu e viaturas policiais. O local foi isolado. No sentido área hospitalar, a movimentação de curiosos que reduziam a velocidade para observar o acidente também deixou o trânsito congestionado. A perícia da Polícia Civil trabalha na via, onde há muitos pedaços de veículos espalhados. Houve vazamento de óleo e foi preciso despejar serragem na pista.

Por volta das 9h48, os veículos começaram a ser retirados com a ajuda de reboques. Às 10h15, os trabalhos para liberação da via ainda continuavam. Alguns veículos saíram sem rodas e foram retirados com patins automotivos. Remoção entrou na fase de encerramento às 10h30.

FONTE: Estado de Minas.


ULTIMA ATUALIZAÇÃO: 26/08/2014, 06:00.
VEJA AQUI: AVIÃO SUSPEITO!
A MORTE DE EDUARDO CAMPOS
Dúvidas em série
Peritos investigam três hipóteses para a queda do avião que matou Eduardo Campos

 

acidente

Investigadores da Força Aérea buscam nos destroços provas que possam identificar as causas da queda do jato
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Os técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado à Força Aérea Brasileira (FAB), trabalham com pelo menos três hipóteses para o acidente que matou o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, e outras seis pessoas na manhã de quarta-feira, em Santos, no litoral paulista.
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Além da possibilidade de a queda ter ocorrido devido a falha humana na condução da aeronave ou por problemas mecânicos do avião, os técnicos avaliaram também a presença de pássaros ou drones próximos ao aeroporto, que poderiam ter se chocado com  o Cessna 560XL, que caiu com o político e sua equipe de campanha. Os especialistas da aeronáutica não definiram um prazo para esclarecer o que provocou o acidente, e as investigações devem se arrastar nos próximos dias. As buscas pelos restos mortais terminaram e o trabalho de identificação das vítimas no Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo seguiu durante todo o dia de ontem e deve continuar hoje. Os peritos usam amostras do material genético de parentes para identificar cada um dos sete mortos.
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Em reunião no fim da tarde de ontem entre o governador de Pernambuco, João Lyra Neto (PSB), e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ficou definido que os restos mortais de Eduardo Campos seguirão para Recife na manhã de sábado. O enterro foi marcado para domingo, às 16 horas, no cemitério de Santo Amaro, no Recife, mas pode haver atraso nos trâmites burocráticos.
No meio político, o futuro da chapa que tinha Campos como candidato a presidente e Marina Silva (PSB) a vice começou a ser discutido pelos socialistas.
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No entanto, as decisões devem ser tomadas somente na próxima semana. Segundo o presidente do PSB, Roberto Amaral, os próximos passos da candidatura serão definidos somente após o sepultamento de Campos. Ele evitou comentar a possibilidade de Marina assumir a cabeça da chapa para a Presidência. “Acho um desrespeito alguém tratar desse assunto enquanto estamos coletando os pedaços do Eduardo. Sou eu que vou abrir o processo para a nova candidatura e isso não será feito enquanto ele não for enterrado”, disse Amaral.
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Quebra-cabeça Ontem, técnicos que investigam o acidente, apontaram várias possibilidades para a queda do jato, mas evitaram destacar um motivo principal. A caixa preta da aeronave foi encontrada no final da noite de quarta-feira e levada para a Brasília na manhã de ontem. Segundo os técnicos do Cenipa, a caixa ficou muito danificada por causa do impacto e da elevação da temperatura causada pela explosão quando o avião atingiu as casas. Os destroços da aeronave foram recolhidos para a base aérea de Santos, onde passarão por uma perícia técnica e devem ser enviados para o Centro de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, em São José dos Campos, ou para o Cenipa, em Brasília. A FAB divulgou um vídeo que mostra como será o trabalho dos peritos que, por meio da análise da caixa-preta, buscarão elementos para descobrir o que motivou o acidente.
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A Aeronáutica vai investigar se os dois pilotos voaram mais horas seguidas nas últimas semanas do que a lei permite. A legislação determina que os pilotos tenham jornada de até 11 horas, para uma tripulação formada por duas pessoas, como era o caso. Serão pedidos os registros que mostram em quais aeroportos o avião passou e quanto cada piloto voou. Apesar de não descartar a chance de falhas mecânicas na máquina, especialistas apontam que o acidente pode ter acontecido por uma conjunção de motivos, sendo o fator meteorológico o principal deles.
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A hipótese de que o avião tenha sido atingido por um drone, veículo não tripulado, também foi investigada pela Força Aérea. Um alerta sobre informações de pousos e decolagens foi entregue aos pilotos com o plano de voo, informando à tribulação da aeronave que levava a comitiva de Eduardo Campos sobre a existência de uma área destinada a decolagens e pousos de drones, a 19,5 quilômetros da base aérea de Santos. A distância geográfica foi considerada grande por especialistas e a hipótese de uma colisão com um veículo não tripulado perdeu força entre as investigações na noite de ontem. 

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Identificação Ao todo, os peritos do IML de São Paulo recolheram 11 sacos com fragmentos de corpos dos passageiros e da tripulação da aeronave entre a madrugada e a manhã de ontem. O diretor do instituto, Ivan Miziara, avaliou que os trabalhos para o reconhecimento dos corpos seria complicado. “Esperamos concluir os trabalhos o mais rápido possível. É um trabalho muito complexo. A gente segue padrões e protocolos internacionais de identificação que precisam ser feitos em uma situação como essa”, explicou Miziara. Familiares das vítimas passaram pelo IML para ceder material genético que foi usado no reconhecimento dos corpos. Cerca de 50 profissionais, entre peritos do IML e especialistas em genética, trabalharam na identificação dos corpos.
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Os familiares do ex-governador pernambucano permaneceram em casa ontem e receberam visitas de parentes e amigos da família. A viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, em conversa com o presidente do PSB, Roberto Amaral, disse que não quer que a liberação do corpo do ex-governador seja feita sem que o mesmo ocorra com os outros seis que morreram no voo. Segundo Amaral, enquanto esperam a definição sobre o enterro, Renata e os cinco filhos do casal estão mais calmos, apesar de ainda muito abalados com o acidente.

 

VEJA AQUI: E AGORA?
Eduardo Campos morre em acidente aéreo em Santos
Candidato à presidência da República estava em jato particular com mais seis pessoas.
Campanha ainda não se manifestou.
Marina Silva se dirigiu para o litoral paulista
Campos

O candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB) morreu na manhã desta quarta-feira (13/08/2014) em um acidente aéreo em Santos (SP). O ex-governador de Pernambuco saiu do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para um compromisso no Guarujá (SP). O piloto tentou aterrisar, mas devido ao mau tempo, arremeteu e fez um novo procedimento de aproximação. Nesse momento, o jato caiu próximo ao Canal 3, bairro nobre de Santos, sobre uma academia de ginástica na Rua Vahia de Abreu, no Boqueirão.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os certificados de aeronavegabilidade e a inspeção anual de manutenção estavam em dia. A aeronave foi fabricada em 2011 e foi exposta na edição 2012 da LABACE, a feira de aviação executiva que acontece anualmente no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

 

Repercussão

 

A morte de Campos deixou políticos e partidários estarrecidos. Ao Blog da Bertha, o candidato do PSB ao governo de Minas, Tarcísio Delgado, afirmou que está  “completamente traumatizado e em estado de choque”. O prefeito de Belo Horizonte, prefeito Marcio Lacerda (PSB), diz estar chocado com o acidente. “É uma grande perda para o partido e para o processo democrático”, acaba de afirmar Lacerda a este blog.

 

Morador reconheceu e tentou socorrer Eduardo Campos após acidente

 

Queda de aeronave em Santos - Eduardo Campos
Aeronave caiu sobre uma academia de ginástica no bairro do Boqueirão, em Santos

Moradores do Boqueirão, na região central de Santos, correram ao local da queda do avião que matou o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos (PSB) e tentaram socorrer as vítimas.

O estivador Donizete Maguila, que retornava do trabalho no porto de Santos e mora perto do lugar do acidente, disse ter socorrido os primeiros feridos, antes mesmo da chegada do Corpo de Bombeiros. “Foi um barulho muito forte. Depois eu escutei gritos e como eu tenho treinamento de resgate, corri para ajudar.” A aeronave caiu em uma área residencial da cidade atingindo ao menos três imóveis.

Segundo ele, ao se aproximar, viu pedaços de corpos dilacerados e sentiu um cheiro muito forte de querosene. “Eu vi o corpo do Eduardo Campos. Eu vi os olhos claros dele e cheguei a limpar o rosto dele. Na hora não acreditei… Eu vi o candidato”.

Ruas das redondezas do local foram bloqueadas. Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros estão no local para o resgate.

Outra testemunha do acidente, o empresário Vinícius Lopes, que tem uma escola de inglês na região, também foi ao local da queda. “Eu estava me preparando para abrir a escola quando escutei o barulho alto de um jato se aproximando. Então, o jato bateu no prédio. Parecia uma cena de guerra, um míssil atingindo um alvo”, diz ele.

A dona de casa Mariléia França, 65, mora a três quadras do acidente e diz que temeu que a aeronave atingisse sua casa. “Ele já desceu pegando fogo e bateu no prédio. Parecia uma bola de fogo”, disse ela.

Na área do acidente, a movimentação é grande de bombeiros, policiais militares e civis, soldados do Exército e Aeronáutica, além de membros da Defesa Civil e da Guarda portuária. Há também muitos curiosos próximos ao acidente.

 

 

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, cancelou na tarde desta quarta-feira, 13, toda a agenda de hoje no Rio Grande do orte e também os compromissos que estavam previstos em Patos, na Paraíba. Assim que seu avião aterrissou em Natal, Aécio recebeu as nformações sobre o acidente envolvendo a aeronave de Eduardo Campos (PSB) e desceu para dar uma declaração à imprensa.

“Estamos todos absolutamente perplexos com as notícias envolvendo o candidato e meu amigo Eduardo Campos. Estamos cancelando toda nossa genda no Rio Grande do Norte e as outras que teríamos”, afirmou Aécio.

Aguarde mais informações

FONTE: Estado de Minas e Hoje Em Dia.


 

 

 

 

Pelo menos três pessoas morreram e uma ficou ferida em uma explosão em fábrica de fogos de artifício na cidade de Santo Antônio do Monte, no Centro-Oeste de Minas. Segundo a Policia Militar, a explosão aconteceu por volta das 7h20, na empresa Fogos Globo. Peritos da Polícia Civil e uma equipe técnica do Exército Brasileiro foram enviadas para o local da explosão. Eles vão apurar as causas do acidente, que anda são desconhecidas. 

A cidade de Santo Antônio do Monte tem tradição em produção de fogos e registra alto número de acidentes em fábricas. Em setembro de 2013, uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas em explosão na empresa Polvo, que fica na comunidade Buritis. Em maio de 2012, duas pessoas morreram em acidente parecido na empresa Fogos Estrela. Em janeiro de 2011, foram duas mortes em uma fábrica na MG-429, no limite entre Lagoa da Prata e Santo Antônio do Monte.

Cidade polo na fabricação de fogos

Segundo a Associação Brasileira de Pirotecnia, em 1800, já havia fabricantes de fogos de artifício em Santo Antônio do Monte. Em 1859, os irmãos Joaquim Antônio da Silva e Luiz Mezêncio da Silva (Luiz Macota) fabricavam rojões e castelos. Ganharam muito dinheiro com a fabricação e venda de foguetes. A arte pirotécnica foi passada para gerações futuras.

Entre 1931 a 1940 a produção ganhou escala industrial com as empresa Fogos 2 Irmãos, Fogos Primor, Fogos Radiante e Fogos Estrela. De 1945 a 1963 foram constituídas diversas fábricas, gerando empregos e impulsionando o comércio de fogos. A grande era dos fogos em Santo Antônio do Monte, aconteceu a partir de 1963. 

De 1970 até os dias de hoje a cidade conta com 75 empresas ligadas a pirotecnia. Segundo a associação, os produtos fabricados atendem as exigentes normas de segurança, passando pelo Centro Tecnológico em Pirotecnia, único na América Latina.

 

FONTE: Estado de Minas.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 14/06/2014, 08:30.

BH CADA VEZ MAIS BLINDADA
Novo ataque de vândalos leva mais comerciantes a colocar estruturas de proteção para impedir depredação do patrimônio, principalmente em dias de jogos do brasil

Concessionária na Av. Bandeirantes, no Sion

 

Loja na Av. Bias Fortes com Rua Gonçalves Dias

 

ICBEU, na R. da Bahia

O rastro de destruição deixado pelo grupo de vândalos mascarados no entorno da Praça da Liberdade na tarde de quinta-feira reacendeu o medo, aumentou a corrida de comerciantes para garantir a proteção do patrimônio por várias regiões de BH e reforçou o efetivo de segurança pelo poder público. A lista de prédios com estruturas de proteção nas fachadas aumentou de ontem para hoje, dia do primeiro jogo da Copa do Mundo no Mineirão. Estações e terminais de transporte público, incluindo do BRT/Move, ganharam policiamento extra. Nova manifestação está marcada para hoje, com concentração na Praça Sete, às 10h.

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Tapumes de madeira foram instalados ontem diante da vitrine de uma loja de presentes na Avenida Bias Fortes, esquina com Rua Gonçalves Dias. Na quinta-feira, mascarados destruíram vidraças do imóvel. O mesmo procedimento foi feito na fachada do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos, na Rua da Bahia, perto dos prédios depredados anteontem.

O receio de ter prejuízo afeta até comerciantes distantes dos locais de vandalismo em junho de 2013. Na Avenida Bandeirantes, ao lado da Praça JK, uma concessionária Honda se blindou com altas placas de metal apoiadas por grossas vigas. Em dias de jogos do Brasil, os veículos serão deslocados do pátio para um estacionamento subterrâneo.

Segundo o gerente de serviços da concessionária, Rodrigo Greco, a empresa faz parte do mesmo grupo que detém a loja que empilhou contêineres, cada um com 2,5 toneladas, para formar uma espécie de muralha em sua fachada, na Avenida Antônio Carlos. “O grupo decidiu pôr proteções em todas as suas 10 concessionárias, inclusive uma na Rua Rio Grande do Norte, na Savassi. Não dá para prever onde vândalos podem agir. É melhor prevenir do que arcar com prejuízos”, avaliou.

Já o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo em Minas (Minaspetro) entrou com ação contra o governo estadual para garantir, por meio de uma tutela de urgência específica, que seja resguardada a segurança dos postos de combustível durante a Copa. A ação, em tramitação na 2ª Vara da Fazenda Estadual da Comarca de BH, foi ajuizada por causa da possibilidade de confrontos entre PM e manifestantes provocarem uma tragédia, segundo nota da entidade. “Posto de combustível é um estabelecimento que armazena produtos inflamáveis e, portanto, é suscetível a incêndios e explosões sob qualquer ameaça com bombas, fogo e depredações”, afirma o texto.

O sindicato orienta os comerciantes a registrar boletim de ocorrência caso o posto sofra depredação. Na Antônio Carlos, esquina com a Rua Noraldino Lima, um posto foi protegido com placas de metal. Tapumes foram postos diante das vidraças da loja de conveniência e em volta de um depósito de bebidas saqueado durante manifestação em junho do ano passado.

BRT/MOVE Policiais do Batalhão Copa fazem a segurança desde quinta-feira de estações e terminais de transporte público. No caso do BRT/Move, os agentes ficam nos terminais e nas estações de transferência de maior movimento ao longo das avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado, segundo o comandante do batalhão, tenente-coronel Hércules Freitas. Viaturas fazem ronda nas vias destinadas aos veículos do sistema. 

Os agentes também resguardam estações do metrô e do sistema BHBus. “São três ou 10 policiais em cada ponto, a depender do tamanho do local e do volume de pessoas”, informou o oficial “Em dia de jogo no Mineirão, o contingente é reforçado nas estações do BRT, por fazerem parte do itinerário de eventuais manifestações”, acrescenta.

O Exército mantém 1.470 homens de prontidão, que podem ser convocados para garantir a segurança nas ruas, informou o chefe da comunicação social da 4ª Região Militar, tenente-coronel Marcus Vinícius Messeder. Segundo ele, o efetivo pode atuar em quatro eixos de defesa: aeroportos, hotéis, centros de treinamento e rotas protocolares. 

O oficial informou que foi criado para a Copa o Comitê Executivo de Segurança Integrada Regional (Cesir), composto pelo comandante da 4ª Região, general Mário Lúcio Alves de Araújo; o secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz; e o superintendente da Polícia Federal em Minas, delegado Sérgio Barboza Menezes. “Se eles decidirem empregar o Exército em um dos quatro eixos, o órgão já tem a autorização da Presidência da República”, afirmou Messeder.

PM promete mais rigor com vândalos

 

A Polícia Militar garantiu ontem que não vai mais tolerar violência nas manifestações da Copa como a de quinta-feira. A informação é do chefe da comunicação social da corporação, tenente-coronel Alberto Luiz, que anunciou que a partir de hoje a PM aumentará o número de prisões. “Já chega! Bandido a gente trata como bandido. Vamos rever algumas estratégias e atuar com mais rigor”, disse. 

Segundo o oficial, “o cidadão do bem” não está proibido de manifestar suas insatisfações nas ruas, mas recomenda que ele se afaste dos “bandidos”, pois a polícia vai ser “cirurgicamente atuante e eficaz”. E desabafou: “Chega! Chega! Chega! Não podemos mais ficar apenas indignados com tamanha insensatez e tamanho abuso”. 

O tenente-coronel considera que a polícia foi eficiente na quinta-feira, mas reconhece que não foi eficaz. “A PM permitiu que manifestantes saíssem da Praça Sete e subissem para a Praça da Liberdade, achando que se tratava apenas de manifestantes civilizados. Agora, não podemos dar mais espaço a eles. A PM usará tudo que for preciso para conter a agressividade, a violência e o crime. Vamos usar balas de borracha, gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral, tudo que for menos letal”, avisou. Serão 13 mil homens à disposição dos manifestantes.    

Alberto Luiz criticou o que considera fragilidade das leis, pois os presos pela PM sempre voltam para as ruas, segundo ele. “Fizemos prisões e duas apreensões agora, totalizando 18. E aí? Eles têm que ficar presos. A Polícia Civil está olhando as imagens e outras prisões serão feitas. Os vândalos serão todos monitorados”, promete o tenente-coronel. “Vamos agir com firmeza, pois estamos indignados, do soldado ao coronel. Não quero voltar a dizer que esses bandidos prosperaram. Um capitão tomou uma pedrada no nariz. Policiais não são saco de pancada. Já chega! Se protestar pacificamente, é legal, e estou ali para proteger, mas bandido a gente trata como bandido”, desabafou Alberto Luiz. 

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que não pode julgar um réu se não for baseado em lei e que se a lei fala que o preso tem direito de ser solto, ele será solto. O Ministério Público informou que fiscaliza e cumpre a lei e que não cabe comentar ou questionar se a lei está certa ou errada.

 

Reincidente em vandalismo participa de depredação na capital durante protesto
Jovem que participou de quebradeira em carro da Polícia Civil na porta do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MG) já havia sido autuado no ano passado


Belo Horizonte virou uma praça de guerra neste primeiro dia de manifestação. Em aproximadamente uma hora, alguns jovens mascarados depredaram patrimônios públicos, agências bancárias, lojas e até uma viatura da Polícia Civil. Um dos homens que participou da destruição do veículo foi identificado e é reincidente em atos de vandalismo. R.P.A, de 34 anos, já havia sido detido, no ano passado, durante protesto na capital, no dia da Independência. 

A informação foi confirmada por fontes ligadas a Polícia Militar. R.P.A foi flagrado enquanto destruía a viatura da Polícia Civil no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MG). O homem não foi detido. No ano passado, ele foi autuado por incitação ao crime e formação de milícia ao ser abordado na Praça Sete. Veja abaixo o vídeo em que o manifestante foi identificado. 

 

 

O saldo do protesto, além dos prejuízos para os empresários, foi de pessoas feridas, entre elas um repórter fotográfico da Reuters, e ao menos 11 pessoas detidas por vandalismo. A manifestação começou de forma pacífica. Aproximadamente 200 pessoas fecharam os cruzamentos das avenidas Amazonas e Afonso Pena às 13h45. Em seguida, caminharam em direção a Praça da Liberdade. O grupo parou em frente à sede da Prefeitura de Belo Horizonte onde picharam os muros do imóvel.


A situação ficou tensa quando o grupo subiu a Avenida João Pinheiro e chegou na Praça da Liberdade. Por volta das 16h01, lojistas, com medo de vandalismo, fecharam as portas. Quando a passeata chegou ao relógio da Copa, a tropa de choque da PM já estava no local para evitar a depredação do marco. Jovens mascarados atiraram pedras contra os militares que revidaram com tiros de balas de borrachas e bombas de efeito moral.

Foi neste momento que começou a quebradeira. Jovens mascarados recuaram pela Avenida João Pinheiro e Rua Gonçalves Dias. Eles atacaram os prédios nos arredores, como o INSS, Memorial Vale, Cine Belas Artes, Secretaria de Estado da Fazenda e uma loja de utensílios domésticos.

A ousadia dos vândalos impressionou quem passava pela Região Centro-Sul de BH. Os manifestantes entraram no Detran-MG e viraram uma viatura da Polícia Civil. Bicicletas que estão expostas para aluguel também foram danificadas. Algumas agências bancárias, como a do Santander na Avenida João Pinheiro, tiveram as vidraças quebradas. 

No confronto entre os manifestantes e a Polícia Militar, o repórter fotográfico da Reuters. Sérgio Morais. ficou ferido com uma pedrada. De acordo com a Polícia Militar (PM), o homem sofreu ferimentos na cabeça e foi encaminhado para o Hospital Pronto-Socorro João XXIII. De acordo com a unidade de saúde, ele sofreu um traumatismo craniano leve e ficará em observação. 

O grupo se dispersou e, por volta das 16h30, desceu pela Avenida Bias Fortes. Novamente houve confronto. Os jovens apedrejaram policiais e três viaturas que estavam na via. Os manifestantes voltaram para a Avenida Afonso Pena e foram cercados pela PM. A via foi novamente fechada entre a Avenida Carandaí e Rua da Bahia. Em seguida, o mesmo aconteceu na Praça Sete. 

Os manifestantes apenas se dispersaram por volta das 18h25, quando a Polícia Militar conseguiu liberar os cruzamentos das Avenidas Afonso Pena e Amazonas. 

O repórter ferido.



Jovens detidos

Pelo menos 11 pessoas foram detidas e uma adolescente apreendida, segundo nota divulgada pelas Polícias Militar e Civil de Minas Gerais, na noite desta quinta-feira. No entanto, o número pode subir para 12, já que informações ainda não confirmadas pela polícia dão conta que uma jornalista do Mídia Ninja, movimento independente que transmite os protestos no país, também foi encaminhada para a delegacia.

Segundo a polícia, os detidos foram flagrados praticando atos de vandalismo na Região Central de Belo Horizonte, entre eles dois suspeitos de participar da depredação de uma viatura da Polícia Civil, na Avenida João Pinheiro. Imagens do momento do vandalismo estão sendo aguardadas para comprovar a participação deles. Entre os detidos também estão um médico, um engenheiro de automação e uma enfermeira. Na Praça Sete, antes mesmo do confronto entre os manifestantes e a PM, outros dois homens foram flagrados com socos-ingleses.

 

LIVRES PARA DESTRUIR
Grupo reduzido de vândalos surpreende PM e deixa rastro de destruição em BH.
Nem símbolos da cultura, como cinema e biblioteca, foram poupados. Onze pessoas foram presas

 

Cerca de 70 mascarados espalharam pânico, enfrentaram policiais militares e deixaram um rastro de destruição em Belo Horizonte, principalmente nas imediações da Praça da Liberdade. A PM acompanhou tudo de longe, revidando as pedradas dos vândalos com tiros de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. A impressão de quem viu de perto a fúria dos vândalos é de que a polícia foi pega de surpresa. Pelo menos quatro agências bancárias foram apedrejadas, quatro viaturas da polícia atacadas – uma delas virada -, edifícios públicos, cinema, museu, a Biblioteca Pública Luiz de Bessa (que foi apedrejada, mas não houve danos) e lojas foram atacados entre as praças Raul Soares, da Liberdade, Sete e Afonso Arinos, região distante da Avenida Antônio Carlos, principal alvo do ano passado e onde o comércio se protegeu com tapumes e placas metálicas.


Depois da destruição, 11 pessoas foram detidas (entre elas um médico, um engenheiro e uma enfermeira, suspeitos de virar uma viatura da Polícia Civil) e uma adolescente acabou apreendida por suspeita de envolvimento com vandalismo. Segundo a polícia, havia entre 800 e mil manifestantes, entre eles militantes de partidos, sindicalistas, membros de movimentos sociais, de ocupações urbanas e estudantes. A PM tinha aparato numericamente superior, com 6 mil militares, sendo 1,2 mil do Batalhão Copa.


A manifestação saiu da Praça Sete pela Avenida Afonso Pena e subiu a Avenida João Pinheiro, até, então, pacífica. Os confrontos só começaram quando os cerca de 70 jovens mascarados tomaram a dianteira do protesto e avistaram um destacamento de policiais protegendo o relógio da Fifa com escudos.


A tática do grupo foi distrair os policiais queimando uma bandeira do Brasil na frente deles, enquanto outra parte dos mascarados reunia pedras e preparava bombas. Num instante, a bandeira que queimava foi baixada, uma bomba explodiu perto dos policiais e pedras começaram a ser lançadas pelos manifestantes. A polícia reagiu disparando balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Nesse momento, a maioria das pessoas que integrava o protesto se afastou.


Na Praça da Liberdade, o fotógrafo Sérgio Moraes, da Reuters, levou uma pedrada de um manifestante e foi levado por uma viatura da PM para o HPS João XXIII, onde permanecia internado ontem à noite com traumatismo craniano leve. 
 Enquanto parte dos vândalos jogava pedras nos policiais, outros se encarregaram da quebradeira. Chutaram lixeiras, espalharam lixo e materiais de construção nas ruas, arrebentaram placas de trânsito, arrancaram tapumes e cercas metálicas para usar de escudo para se proteger dos disparos dos policiais. 

MAIS QUEBRADEIRA 
O Batalhão de Choque permaneceu parado no entorno do relógio da Copa, enquanto metade dos manifestantes descia a João Pinheiro quebrando tudo. A primeira depredação foi bem à vista dos policiais: um ponto de ônibus próximo ao fast food Xodó. Vândalos chegaram a gangorrar na parte superior dos bancos metálicos. Depois, desceram a avenida atacando agências bancárias, como a do Santander, que foi totalmente depredada. Não havia policiais para conter o ato. Até mesmo um carro da Polícia Civil, estacionado na porta Detran foi alvo do vandalismo. Dezenas de mascarados, ou não, chegaram a virar o carro e atearam fogo no veículo.


Do outro lado da Avenida João Pinheiro, a polícia também não conteve o quebra-quebra e acompanhava de longe quando os manifestantes começaram a descer a Bias Fortes. Os militares precisaram de se movimentar mais rápido para bloquear cruzamentos e tentar impedir que os vândalos se encontrassem com motoristas que circulavam por outras vias. Não havia bloqueios prévios porque essa rota não estava prevista pela PM.

insultos Em motocicletas e viaturas, a PM tentava fechar as ruas Espírito Santo e Rio de Janeiro e a Avenida Álvares Cabral. Assim que os policiais eram avistados, os manifestantes atiravam pedras e os insultavam, sendo repelidos por disparos de balas de borracha. Um dos manifestantes saiu mancando depois de ser ferido com um tiro na perna direita. Uma agência da Caixa Econômica teve os vidros destruídos por chutes e pedradas. O grupo começou a se dispersar, mas ainda atacou com pedras uma agência na Avenida Amazonas e outra na Rua Curitiba. A partir desse ponto eles se dispersaram.
Enquanto isso, um homem de identidade desconhecida, que xingava os policiais na esquina da João Pinheiro com a Gonçalves Dias, foi detido por dois militares, que chegaram a puxá-lo pela jaqueta e arrastá-lo sentado no asfalto da Gonçalves Dias, em direção à Praça da Liberdade. Policiais usaram os cassetetes para bater em manifestantes que se aproximaram para tentar liberar o homem.


O homem só foi liberado com a intervenção do tenente-coronel Alberto Luiz. Ao ver a cena, o inspetor da Polícia Civil Vander Marinho, de 51 anos, revoltado, anunciou que daria voz de prisão aos militares que haviam detido o homem. “Calma. Eu verifiquei, ele não está ferido, já o liberei. Avaliamos que ele não estava fazendo nada”, disse Alberto Luiz. 
Por volta das 17h, os manifestantes tomaram a Praça Sete, porém, ali a estratégia policial foi outra. Em pouco tempo, a área foi cercada pelo Batalhão de Choque. Apesar de também haver vandalismo na praça, a polícia conteve os manifestantes e, por volta das 18h, já não havia mais protestos.


Na avaliação do advogado Alexandre Silva, a polícia pouco fez para conter o vandalismo. Por outro lado, ele criticou o uso de balas de borracha contra manifestantes que estavam de costas. Uma menina foi atingida na nuca”, criticou Alexandre, que faz parte de uma rede de advogados de diversas frentes, inclusive da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados (OAB).


“A PM reagiu no momento em que foi agredida, em que começaram a querer destruir os patrimônios público e privado. A PM não tem como ficar estática”, explicou o tenente-coronel Alberto Luiz, chefe da comunicação do órgão. 

Tenente-Coronel Alberto Luiz, chefe da comunicação social da PM

‘‘Temos de reavaliar’’

O tenente-coronel Alberto Luiz, chefe da comunicação social da Polícia Militar, defendeu a ação da corporação durante os protestos de ontem em Belo Horizonte. “Não podemos descer a (avenida) João Pinheiro descendo a borracha em todo mundo”, disse. Ele admitiu, porém, que pode rever “pontualmente” a estratégia. 

Houve críticas de parte da população de que a PM foi branda. O senhor concorda?
Temos que ser intelectualmente razoáveis porque numa ação dessa não podemos adotar uma medida que ultrapasse os limites da lei, como eles fizeram. Nós também não podemos descer a João Pinheiro descendo a borracha em todo mundo, atingindo pessoas inclusive que não têm nada com a ação criminosa. Não fomos brandos, não fomos inertes. Fomos pontuais e dinâmicos. Houve um equilíbrio. Temos que reavaliar pontualmente, atuar para que isso não volte a acontecer, para que eles nos respeitem e respeitem a cidade onde moram.

Qual o balanço que o senhor faz da manifestação?
É recorrente o vandalismo e a depredação. A polícia pretende agir pontualmente, mas de forma enérgica, mantendo o equilíbrio, a razoabilidade e a proporcionalidade das suas ações. Tivemos depredações ao longo da João Pinheiro. Nós evitamos que a Praça da Liberdade fosse depredada. Fizemos duas apreensões, de um menor e uma adolescente, e prisão de quatro adultos em razão das depredações. (Depois da entrevista, o total de prisões chegou a 11, com uma apreensão) 

Como o senhor avalia a tática da PM? 
A polícia só pode agir quando a violação da lei for caracterizada. Não é que a polícia tem que esperar quebrar para isso acontecer. Quando começava o vandalismo, a polícia agia, pois poderia ser pior. A polícia tem que seguir um protocolo internacional no caso de distúrbios civis. Nós conseguimos realizar isso ao dispersar a manifestação. Não conseguimos evitar totalmente depredação. Podemos fazer muito, mas não podemos fazer tudo.

 

FONTE: Estado de Minas.


Bombeiros resgatam trabalhadores após acidente em mina, na Grande BH

Primeiras informações dos militares apontam dois mortos e dois feridos. 
Mineradora AngloGold afirma que irá apurar motivação do acidente.

 
Acidente aconteceu no subsolo da mina. Bombeiros se mobilizaram para socorrer as vítimas.  (Foto: Humberto Trajano/ G1)Acidente aconteceu dentro de uma mina subterrânea. Bombeiros se mobilizaram para socorrer as vítimas.

O Corpo de Bombeiros realizou um resgate após a queda de uma gaiola usada para transportar trabalhadores dentro de uma mina, na tarde desta quinta-feira (20), no Complexo Cuiabá, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com as primeiras informações do Corpo de Bombeiros, dois mortos e dois feridos foram resgatados até o fim desta tarde. Às 19h, a mineradora AngloGold ainda não havia se pronunciado sobre o número de vítimas.

De acordo com os bombeiros, quatro homens estavam em uma gaiola que funciona como um elevador, com três compartimentos emendados um no outro. Dois funcionários estavam na parte de cima e dois na parte de baixo. A gaiola já tinha descido cerca de 300 metros quando houve problemas mecânicos, fazendo-os cair de uma altura de quase 500 metros. A profundidade total é de 800 metros. Segundo a corporação, os dois homens que estavam na parte de baixo da gaiola foram esmagados pelos que estavam na parte de cima. Os bombeiros informaram que todos usavam equipamentos de segurança.

Por volta das 17h50, os bombeiros informaram que um dos feridos foi encaminhado para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. O outro funcionário resgatado foi atendido pelo Serviço Móvel de Urgência (Samu) e levada para o Hospital de Caeté.

Polícia indicia engenheiro e operadores pelas mortes!

A AngloGold informou que o acidente ocorreu com funcionários de uma empresa terceirizada Shaft Engenharia, que trabalhava no local e afirmou que todo o suporte está sendo dado aos feridos e aos familiares das vítimas.

No começo da noite a AngloGold informou que trabalhava com a polícia e com o Corpo de Bombeiros para conseguir informações sobre o motivo do acidente. Uma posição oficial ainda será divulgada.

FONTE: G1.


PERIGO »Linha chilena: novidade é pior que cerol

Com pó de quartzo e óxido de alumínio, produto mais cortante já é usado por jovens para soltar papagaio, mesmo proibido no estado. Só neste ano, 39 pessoas ficaram feridas

Linhas cortantes como a que matou o motociclista Leandro Augusto são usadas até por crianças em BH (Túlio Santos/EM/D.A Press)
Linhas cortantes como a que matou o motociclista Leandro Augusto são usadas até por crianças em BH

A venda e uso da linha chilena, uma espécie de cerol industrializado e com poder muito mais cortante que a mistura de vidro moído e cola, são proibidos em Minas Gerais, segundo a Lei Estadual 14.349/02. Mas os materiais usados para cortar papagaios continuam fazendo vítimas, como Leandro Augusto Caetano, de 34 anos, que teve 80% do pescoço cortado anteontem quando andava de moto na Avenida dos Andradas, no Bairro Santa Efigênia, Região Centro-Sul da capital. De janeiro até ontem, 39 motociclistas feridos por linhas de papagaio na capital deram entrada no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, número que ultrapassou o registrado no ano passado, que teve 38 vítimas.

Das 25 vítimas de cerol e outras linhas cortantes atendidas pelo Corpo de Bombeiros em 2012, 19 foram somente em junho e julho. Em BH, a linha chilena, também conhecida como linha de combate, é facilmente adquirida pela internet mas a legislação estabelece multa de R$ 100 a R$ 1.500 para quem usar e, no caso de lesão corporal ou morte, a pessoa pode responder criminalmente. Ela é feita em escala industrial com algodão e produtos cortantes, como uma mistura de pó de quartzo com óxido de alumínio. Foi esse material usado para cortar pipas que atingiu o motociclista Leandro Augusto. Ontem, em seu sepultamento, no Cemitério da Paz, o clima era de revolta. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a morte, mas o culpado ainda não foi identificado.

Mesmo com a lei, ela é comercializada livremente. Um homem que vende a linha chilena pela internet na capital disse, em contato feito via telefone, que adquire o produto de um primo que mora no Espírito Santo, que, por sua vez, tem um fornecedor no Rio de Janeiro. “Comprei uma remessa boa, mas já acabou tudo”, disse o rapaz, que oferece também linha da Indonésia, outra usada em papagaios. “Hoje, ninguém tem mais trabalho de fazer cerol. Todo mundo ‘brinca’ com linha chilena”, disse sem preocupação com o risco.

Em contrapartida, o presidente do Sindicato dos Motociclistas, Ciclistas e Afins de Belo Horizonte, Rogério Santos Lara, está preocupado com o uso ilegal. Segundo ele, “a polícia não fiscaliza ou prende infratores por acreditar que não é seu papel correr atrás de crianças que soltam papagaio com cerol”. Rogério disse que vai pedir providência ao comandante do Batalhão de Trânsito (BPTran), coronel Roberto Lemos, e à comandante do Policiamento da Capital (CPC), coronel Cláudia Romualdo, para que haja uma fiscalização mais eficaz. “Eles não podem ficar parados. Mais mortes vão acontecer”, alertou.

No mês passado, outro motociclista, Rogério Alves Adriano, de 49, morreu ao ser atingido no pescoço por uma linha de cerol na BR-381, Bairro Jardim Vitória, Região Nordeste da capital. Cinco dias antes, o soldado do 34º Batalhão da PM Ronaldo Luiz Pereira Brito, de 29, quase foi degolado no Anel Rodoviário, no Bairro Universitário, Região da Pampulha, e sobreviveu por sorte. O corte foi tão profundo que atingiu a traqueia do militar, que foi levado para o Hospital João XXIII. Apesar dos riscos que os motociclistas enfrentam nas ruas, muitos deles não se protegem instalando as antenas corta-linhas em suas motos. A polícia recomenda também outros itens de segurança, como capacete, luvas, jaquetas e máscara de proteção com silicone para o pescoço.

Consumidores sem energia

Usar linhas cortantes em papagaios pode causar também outros tipos de prejuízo. Este ano, segundo dados da Cemig, pelo menos 500 mil consumidores já ficaram sem energia elétrica por causa do cerol. Ele rompe os cabos da rede e ainda podem provocar curtos-circuitos quando as pessoas tentam retirar o papagaio. A Cemig atendeu este ano 1.739 ocorrências de interrupção de fornecimento de energia.

Para o engenheiro de tecnologia e normalização Demétrio Venício Aguiar, a linha chilena surgiu para agravar ainda mais a situação. Ela é feita, segundo ele, em escala industrial usando materiais mais abrasivos que o cerol. “Esse tipo de linha é muito mais cortante que o cerol comum e, infelizmente, é possível adquirir no mercado paralelo e até pela internet”, afirmou. A Cemig tem registro de uma morte causada por pipas na rede elétrica no ano passado no estado. Em 2011, duas pessoas ficaram feridas.


ALERTA NO PARQUE ECOLÓGICO

No último dia 14, o Corpo de Bombeiros, Fundação Zoo-Botânica, Guarda Municipal, Tribunal de Justiça de Minas Gerais e Juizado da Infância e da Juventude participaram de uma campanha no Parque Ecológico da Pampulha para conscientizar pais e crianças dos riscos do cerol e da linha chilena. Em menos de quatro horas, 40 latas com linhas cortantes foram apreendidas. Na região do zoológico, segundo os bombeiros, tem sido comum encontrar pássaros feridos por cerol. O coronel da PM Antônio Carvalho, que responde interinamente pelo CPC, disse que as abordagens de crianças, adolescentes e adultos soltando papagaio têm sido frequentes. “A gente manda baixar a linha para ver se tem cerol”, afirmou. Quando tem, segundo ele, as latas são apreendidas, os menores encaminhados aos pais e os adultos à delegacia, ressaltando que eles colocam a vida dos outros em risco e cometem um crime.

FONTE: Estado de Minas.


Mais de cem agentes participaram do cerco ao local onde o suspeito estava (REUTERS/Shannon Stapleton)
Mais de cem agentes participaram do cerco ao local onde o suspeito estava

Dzhokha Tsarnaev, de 19 anos, foi preso depois de um forte cerco na cidade de Watertown, na Região Metropolitana de Boston. O jovem estava dentro de um barco, no quintal de uma casa, e foi cercado por mais de 100 militares. Ele estava sangrando e apresentando sinais de fraqueza. Policiais e moradores vizinhos aplaudiram o momento em que Dzhokha se entregou.

No início da noite desta sexta-feira, policiais encontram um rastro de sangue que ia até a embarcação colocada no quintal de uma residência em Watertown. Rapidamente centenas de policiais foram levados ao local e durante o cerco foram escutados novos disparos durante a ação. A detenção foi confirmada pela polícia local.

Dzhokha Tsarnaev, de 19 anos escapou de um tiroteio com a polícia na noite de quinta-feira e era procurado em uma área de 20 quadras. Viaturas blindadas, helicópteros  e mais de nove mil agentes estavam sendo usados nas buscas pelos suspeitos pelos ataques que deixaram três mortos e mais de 180 feridos no final da Maratona do Patriota, em Boston.

Em uma outra operação, três outras pessoas foram detidas, elas são suspeitas de terem participação nas explosões realizadas nesta seguna-feira.

FONTE: Estado de Minas.


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