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Filho de ditador africano é suspeito de crime no Brasil

O filho mais velho do ditador da Guiné Equatorial e segundo vice-presidente do país africano, Teodorin Nguema Obiang Mangue, 41, é suspeito de lavar dinheiro no Brasil com compra de imóvel.

A suspeita aparece em um documento da Justiça americana, ao qual a Folha teve acesso. Segundo o Departamento de Justiça, Nguema –como ele é conhecido– gastou, em 2008, mais de US$ 65 milhões em bens e serviços, valor 650 vezes superior ao seu salário público anual.

Como funcionário público, Nguema recebe oficialmente, segundo os EUA, US$ 6.799 por mês, ou menos de US$ 100 mil (R$ 225 mil) por ano.

Seu maior gasto individual em 2008 foi a compra de um apartamento tríplex, por US$ 15 milhões, em São Paulo, no bairro nobre dos Jardins. Ele adquiriu também seis quadros de Edgar Degas, Pierre Auguste Renoir, Paul Gauguin e Henri Matisse, num total de US$ 35 milhões, além de carros, joias e antiguidades.

De acordo com os documentos obtidos pela Folha, o ano de 2008 foi aquele em que Nguema mais gastou dinheiro com aquisições. Em 2009, foram US$ 9 milhões; em 2010, US$ 37 milhões e, em 2011, US$ 7,6 milhões.

Responsável pelas políticas de segurança nacional da Guiné Equatorial, Nguema é filho do ditador Teodoro Obiang, no poder desde 1979.

25.jun.2013 – Jerome Leroy/AFP
Nguema em seu aniversário em Malabo, Guiné Equatorial
Nguema em seu aniversário em Malabo, Guiné Equatorial

O país que seu pai governa, uma ex-colônia espanhola, situa-se parte em uma ilha na África ocidental, parte no continente. Rica em petróleo, tem índices extremos de pobreza.

Em fevereiro deste ano, Nguema chegou a ser monitorado pela Polícia Federal. Um relatório foi produzido para a Interpol. Agentes da PF também fizeram uma missão até a casa comprada por Nguema em São Paulo.

“O alvo declara à Receita Federal que reside no imóvel localizado no endereço. Diligências preliminares confirmaram junto a moradores e funcionários do edifício que o alvo é o proprietário do apartamento tríplex”, afirma o documento. Naquele momento, a França emitiu pedido para que fosse confiscado um avião comprado por Nguema, mas ele não veio ao Brasil com o jato particular.

Como a lei brasileira de lavagem de dinheiro exige que seja apurado o crime antecedente, ou seja, o que originou o dinheiro usado para a suposta lavagem, especialistas acreditam ser difícil processá-lo aqui por esse delito.

“Isso não é corrupção africana, é corrupção global. Esses tipos de desvios não existiriam sem uma junção de empresários dúbios, banqueiros, empreiteiros e outros profissionais que pagam propinas ou ajudam a lavar dinheiro”, diz o advogado Kenneth Hurwitz, da ONG Open Society.

NEGÓCIOS

A relação entre a Guiné Equatorial e o Brasil se estreitou nos últimos anos, com a presença cada vez maior de empreiteiras brasileiras nas construções do país.

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, o ramo de construção civil é justamente a fonte da riqueza de Nguema, sendo a área do governo em que “a corrupção é mais proeminente”.

Em 2009, o diplomata Anton Smith preparou documento informando que o setor de construção era particularmente vulnerável à corrupção na Guiné Equatorial. Segundo ele, é nessa área em que “os gastos perdem visibilidade e em que persistem as maiores oportunidades para a corrupção”.

Um relatório da embaixada em 2011 descreve as diversas formas de corrupção no país –“transações obscuras, ofertas de propina, tráfico de influência em contratos de construção e taxas de sucesso por contratos firmados”.

Folha procurou o governo da Guiné Equatorial para que explicasse a fortuna do filho do presidente, mas não obteve resposta. O embaixador no Brasil, Benigno Pedro Matute Tang, disse não poder tratar do tema por não ter sido oficializado no cargo.

Nos documentos da Justiça americana, Nguema atribui seu enriquecimento a contratos de infraestrutura assinados por sua empresa particular de construção.

FONTE: Folha de São Paulo.


Prato tradicional da cozinha parisiense, a sopa de cebolas gratinada chega à atualidade com a mesma popularidade de tempos atrás

Sopa de cebola-2
O friozinho começa a dar o ar da sua graça e com ele a temporada mais gostosa da cozinha. Tempo de vidraças embaçadas pelo calor das panelas. Tempo de andar de meias pela casa, de ver TV com mantinhas nos pés e terminar o dia com uma sopa quentinha que conforta o estômago e acalma as tensões do dia a dia. Particularmente, tenho o maior respeito por esse prato que resiste aos modismos e chega à atualidade com a mesma popularidade de outrora.
A tradicional sopa francesa de cebolas é capaz de surpreender tanto pela simplicidade quanto pela delicadeza da textura e dos sabores. O lendário cozinheiro francês Augusto Escoffier disse que a boa comida é a base da verdadeira felicidade.
Que me perdoem aqueles que torcem o nariz e separam pedaçinho por pedaçinho no canto do prato, mas cebola é fundamental. Se como base e tempero ela é indispensável, como ingrediente principal desse ícone da gastronomia francesa o resultado é melhor ainda.
Detectar a origem exata de preparos tão tradicionais quanto o da soupe l’oignon não é tarefa fácil, uma vez que a receita é preparada por toda a França. Boa parte dos estudiosos acredita que ela nasceu na região de Lyon, no Sudeste do país.
Mas a versão incrementada e gratinada da sopa certamente é parisiense. Na Cidade Luz, ela está em tudo quanto é cardápio, de bistrôs populares a requintados restaurantes. Entretanto, o endereço ideal para se provar a receita é certamente o Au Pied de Cochon, em Les Halles. Aberto 24 horas, mesmo aos domingos e feriados, o local é procurado, particularmente, durante toda a madrugada, no inverno frio parisisense, devido ao seu caldo gratinado fumegante capaz de curar desde ressaca até mau humor. A cebolas servidas ali ficam com um gosto meio adocicado e bem macias, enquanto o pão e o queijo vão se derretendo e se homogeneizando num casamento perfeito. Não há ressaca que resista.
É muito comum ouvir dizer que a popular sopa francesa teria sido inventada por um rei Luís, não se sabe se o 14 ou o 16, que na calada da noite percebeu que só tinha cebola, manteiga e queijo na cozinha. Fato totalmente improvável, pois os reis não se interessam em saber o que têm na despensa e nem sequer preparam sua própria comida.
A história pode ser simpática, mas não dá para imaginar um pomposo rei francês, com sua peruquinha branca encaracolada, picando cebolas num ataque de fome durante a madrugada.
O certo é que a cebola, que é nativa da Ásia Central, sempre foi um ingrediente barato e disponível para populações mais pobres. Para elas podemos direcionar, então, o crédito e o mérito da origem da tradicional receita.
Em tempos de reflexões e críticas apimentadas sobre os novos rumos da gastronomia mundial, tiro meu panelão do gancho, acendo o fogo e vou fazer o que mais gosto: cozinhar. Rendo-me a qualquer cozinha que me dê uma receita boa. Sou assim mesmo, deixo as causas e as bandeiras para aqueles que gostam do discurso. Eu gosto mesmo é das panelas.
Gosto de ver, pacientemente, a cebola dourar e caramelizar na manteiga, observar as reações dos ingredientes e ao final celebrar o paladar com o resultado. A receita que reproduzi nesta página é de autoria do americano Antony Bourdain, e está no cardápio de seu restaurante Les Halles em Nova York.
Surpreenda-se!
Para esta e outras receitas, CLIQUE AQUI!
FONTE: Estado de Minas (Degusta).

Após duro debate e protestos que atraíram centenas de milhares às ruas de Paris, França se torna o 14º país do mundo a aprovar medida

A Assembleia Nacional francesa, de maioria socialista, aprovou nesta terça-feira por 331 votos contra 225 a legalização do casamento gay e a adoção por casais homossexuais depois de meses de duros debates e protestos que atraíram centenas de milhares às ruas de Paris .

Ativistas do casamento gay comemoram do lado de fora da Assembleia Nacional (ao fundo) após medida ter sido aprovada na França

A ministra francesa da Justiça, Christiane Taubira, disse que os primeiros casamentos podem ser celebrados já em junho. “Acreditamos que os primeiros casamentos serão lindos e trarão um sopro de alegria, e aqueles que atualmente se opõem a isso certamente mudarão de posição quando virem a felicidade dos recém-casados e suas famílias”, disse.

A França é o 14º país do mundo a legalizar o casamento gay, e a votação desta terça ocorreu uma semana depois de a Nova Zelândia – com pouca controvérsia – ter permitido o casamento entre casais do mesmo sexo .

Oponentes da lei afirmavam que a França não estava pronta para legalizar a adoção por casais do mesmo sexo, e pesquisas mostravam o país fortemente dividido na questão. Milhares de policiais foram mobilizados previamente à votação, preparando-se para protestos de partidários e oponentes da medida ao redor do prédio da Assembleia Nacional e ao longo do Rio Siena.

Durante a votação, um espectador vestido de rosa, a cor usada pelos oponentes do casamento gay, foi retirado à força do Parlamento. “Apenas aqueles que amam a democracia estão aqui”, disse irritado o presidente da Assembleia Nacional francesa, Claude Bartelone.

Em semanas recentes, violentos ataques contra casais gays aumentaram, e alguns legisladores receberam ameaças – incluindo Bartelone, que recebeu um envelope cheio de pólvora na segunda-feira.

Um dos maiores protestos contra o casamento gay atraiu centenas de milhares de ativistas conservadores, estudantes e seus pais, aposentados, padres e outros que chegaram a Paris vindos das províncias francesas de ônibus. Essa marcha terminou com o uso de gás lacrimogêneo enquanto manifestantes linha-dura, alguns usando máscaras e capuzes, entraram em confronto com a polícia, danificando carros ao longo da Avenida Champs-Elysees.

Ativistas do casamento gay se beijam depois de Assembleia Nacional francesa aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo em Paris

Quando o presidente François Hollande prometeu legalizar o casamento gay , a medida foi vista como algo relativamente não controvertido. Mas a questão se tornou polêmica à medida que a popularidade do líder francês caiu para baixas sem precedentes, amplamente por causa da má fase da economia do país.

Os conservadores franceses, divididos por disputas internas e pela derrota eleitoral de Nicolas Sarkozy , encontraram um causa comum no casamento gay. Esperando manter o assunto vivo, o conservador partido UMP planeja desafiar a lei no Conselho Constitucional.

As uniões civis francesas, permitidades desde 1999, são ao menos tão populares entre heterossexuais quanto entre casais gays e lésbicas. Mas essa lei não tem nenhuma provisão relativa à adoção, e a oposição na França aos casais do mesmo sexo cresce quando crianças são envolvidas. De acordo com pesquisas recentes, um pouco mais da metade dos franceses se opõe à adoção por casais homossexuais – praticamente o mesmo número que diz apoiar o casamento gay.

FONTE: iG.


 

Agente de saúde faz teste rápido para detectar o vírus: estudo traz nova esperança na batalha para combater a doença (Gladyston Rodrigues/EM DA Press)
Agente de saúde faz teste rápido para detectar o vírus: estudo traz nova esperança na batalha para combater a doença

Brasília – Após o anúncio da cura funcional de um bebê americano infectado com o HIV, duas semanas atrás (VEJA AQUI!), pesquisadores franceses divulgaram, ontem, que 14 pacientes adultos se livraram dos efeitos do vírus da Aids mesmo depois de suspenderem o tratamento com as drogas antirretrovirais. Da mesma forma como ocorreu com a criança nos Estados Unidos, esses pacientes não se livraram totalmente do micro-organismo causador da síndrome – ele permanece no corpo, mas em quantidades mínimas e quase indetectáveis.

Com esse baixíssimo índice de contágio, o sistema imunológico dos pacientes se mostrou capaz de evitar a multiplicação do vírus, impedindo que qualquer sintoma se manifestasse. Os resultados, descritos em artigo publicado na revista Plos One Pathogens, são animadores e parecem colocar o ser humano mais perto da cura completa do mal.

Os 14 pacientes atendidos pela equipe de Asier Sáez-Cirión, da Unidade de Regulação das Infecções Retrovirais do Instituto Pasteur, em Paris, estão sem a medicação há sete anos em média. Antes disso, foram tratados por cerca de três anos. O longo período sem o coquetel e a idade dos pacientes fazem com que o estudo seja recebido com mais otimismo do que o caso do bebê americano.

O francês acompanhou 70 indivíduos soropositivos. Todos começaram o tratamento entre 35 dias e 10 semanas após a infecção, mais cedo do que a prática normalmente adotada nas instituições de saúde. Eles tiveram a interrupção da medicação por motivos aleatórios. Na maioria dessas pessoas, o vírus, que antes era controlado pela medicação, voltou em grandes quantidades. No entanto, quatro mulheres e 10 homens foram uma surpreendente exceção.

PRECOCE

Para esses 14 pacientes, os coquetéis não precisaram ser ministrados novamente. Os níveis do vírus no sangue se mantiveram baixos e até indetectáveis em alguns. E um paciente já atingiu 10 anos e meio sem qualquer medicação. Sáez-Cirion alerta que essa não pode ser vista como a erradicação da doença, mas demonstra que soropositivos podem viver claramente sem comprimidos por um longo período de tempo.

Ele ressalta que seu time de especialistas verificou que os adultos “curados” não fazem parte do grupo conhecido como “controladores de elite”, pessoas naturalmente resistentes ao HIV, por possuírem genes capazes de codificar proteínas que combatem o vírus.

RESERVATÓRIOS

A descoberta pode ser vista como um indicativo de que a pesquisa médica deva olhar mais profundamente para o sistema de defesa do corpo que apenas estar focada no funcionamento do vírus. Unaí Tupinambás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acredita que o estudo traz uma lição interessante de que talvez essa seja a hora de olhar para o ser humano, o hospedeiro do HIV. “O que algumas pessoas têm que controla a infecção pelo vírus? A dúvida é quais pacientes se beneficiariam de um tratamento mais precoce e por que isso acontece”, avalia. Segundo Tupinambás, a busca deve estar em descobrir qual característica imune torna esses pacientes diferentes. Em seguida, seria possível trabalhar na reprodução da estratégia para outros soropositivos.

O infectologista Alberto Chebabo, do Laboratório Exame e do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), reforça que, apesar de os resultados terem sido recebidos com bastante otimismo pela comunidade médica, não significam de forma alguma que o tratamento possa ser interrompido pelos pacientes à revelia de orientação médica. “Os pacientes que participaram do trabalho foram acompanhados muito de perto e boa parte dos exames feitos nem está à disposição da clínica diária. É importante entender que os resultados precisam ser repetidos e comprovados.”

FONTE: Estado de Minas.

 Lasanha da marca francesa Findus está entre os produtos retirados do mercado na França

  • Lasanha da marca francesa Findus está entre os produtos retirados do mercado na França

Lotes de lasanha de marcas como Picard, Carrefour e Systeme U foram retirados das lojas na França perante a possibilidade de que contenham carne de cavalo ao invés de carne bovina, como ocorria com as mercadorias da Findus, já que em todos os casos os alimentos eram fabricados com carne do mesmo fornecedor em Luxemburgo.

A emissora de rádio “Europe 1” explica que o grupo francês Comigel elaborava as lasanhas para a Findus, Picard, Carrefour e Systeme U e há suspeitas que o circuito de abastecimento de carne seja o mesmo que tinha sua origem em um matadouro romeno de onde saía a carne de cavalo, depois comercializada como bovina.

Um representante da Picard confirmou em declarações que a retirada afeta dois lotes de lasanhas “Formule Express” porque suas exigências com os provedores são “muito estritas: a carne deve ser 100% de bovino”.

O funcionário disse que estão sendo realizadas análises para verificar se o alimento em questão cumpre essa regra.

O escândalo teve início no Reino Unido – onde o consumo de carne de cavalo é muito mal visto – mas se estendeu a diversos países europeus.

Assim, na França o Governo dirige uma investigação através de seus serviços antifraude, enquanto várias empresas envolvidas denunciam que foram vítimas da fraude.

O ministro francês de Consumo, Benoît Hamon, explicou que a carne de cavalo foi comprada em um matadouro pelo grupo francês Spanghero, que para isso passou por um comerciante do Chipre, que por sua vez terceirizou a operação a outro comerciante com base na Holanda.

A Spanghero, que afirma que entregou carne de bovino e não de cavalo, não a elaborou diretamente, mas a adquiriu para Comigel, que em sua fábrica de Luxemburgo a transformou em lasanhas e outros pratos pré-preparados.

FONTE: UOL.



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