Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Pizzolato já está a caminho do Brasil
Chegada do mensaleiro ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, está prevista para o início da manhã de sexta-feira (23)
Pizzolato
O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato embarcou nesta quinta-feira (22) de volta para o Brasil no Aeroporto de Malpensa, em Milão, por volta das 22h40 (18h40, horário de Brasília). Sua chegada ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, está prevista para o início da manhã de sexta-feira (23).

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Segundo a Polícia Federal, após longa disputa judicial, o catarinense de 63 anos foi extraditado nesta quinta-feira (22) e escoltado por uma equipe formada por três policiais federais e uma médica do órgão.

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De São Paulo, em aeronave da Polícia Federal, Pizzolato será conduzido até Brasília, onde irá para o Instituto Médico-Legal, onde fará exames. Posteriormente, será transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda.
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Em agosto de 2012, Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão. Em novembro de 2013, ele fugiu para a Itália com o passaporte falso de um irmão morto para evitar ser preso no Brasil.

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Em 18 de novembro, o nome dele foi incluído na lista de procurados internacionais, conhecida como difusão vermelha, da Interpol.

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Três meses depois, a Polícia Federal, em conjunto com a polícia italiana, localizou-o no Norte do país. No dia 5 de fevereiro de 2014, ele foi preso em Maranello por porte de documento falso. Ele estava escondido na casa de um sobrinho.

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O ex-diretor do Banco do Brasil chegou a ser solto em outubro de 2014 pela Justiça da Itália. Em fevereiro deste ano, após recurso apresentado pelo Brasil, a extradição foi autorizada e Pizzolato retornou à prisão. No dia 24 de abril, a Justiça italiana confirmou a decisão de extraditá-lo.

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No dia 22 de setembro, após novo recurso apresentado pela defesa do brasileiro, o Conselho de Estado italiano considerou que o Brasil reunia as condições para o cumprimento da sentença.

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No dia 6 de outubro, a Corte Europeia de Direitos Humanos rejeitou a última tentativa de recurso de Pizzolato contra sua extradição para o Brasil. No recurso protocolado na corte, a defesa de Pizzolato, como nas demais ações contra a extradição, voltou a alegar que os direitos humanos não são respeitados nos presídios brasileiros. O argumento foi usado pela defesa para pedir que o ex-diretor do Banco do Brasil continuasse na Itália.

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O ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, decidiu adiar por duas semanas a entrega de Henrique Pizzolato às autoridades brasileiras, anteriormente prevista para o dia 7 deste mês.

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FONTE: O Tempo.


Após extradição, Pizzolato deverá começar a cumprir pena na Papuda

Defesa poderá depois pedir transferência para presídios de Santa Catarina.
Justiça administrativa da Itália aprovou entrega, mas petista pode recorrer.

Pizzolato

O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, deverá, inicialmente, começar a cumprir pena na Penitenciária da Papuda, nos arredores de Brasília, quando chegar ao país após a conclusão do processo de extradição, conforme informado pela Procuradoria Geral da República.

 

Posteriormente, a defesa de Pizzolato, no entanto, poderá requerer sua transferência para dois presídios localizados em Santa Catarina, onde tem familiares: em Curitibanos ou Itajaí. Todas as unidades foram vistoriadas pela PGR, que garantiu às autoridades italianas terem condições de alojar o ex-diretor do BB, sem risco à sua integridade física e moral.

Nesta terça (22), o Conselho de Estado da Itália, última instância da justiça administrativa do país europeu, rejeitou uma decisão liminar anterior que suspendia a extradição.

Com a decisão, o governo italiano está apto para entregar o petista ao Brasil. Ele, no entanto, ainda tem a possibilidade de recorrer à Corte Europeia de Direitos Humanos, sediada em Estrasburgo, na França, paralisando novamente o processo.

Na sessão desta terça, foram analisados novos documentos e vídeos entregues pelo Brasil para assegurar o respeito aos direitos fundamentais dos presos. A defesa de Pizzolato usava como argumento contra a extradição as más condições das cadeias no Brasil.

Pizzolato fugiu em 2013 do Brasil para escapar da prisão. Ele foi preso no início de 2014 na Itália e desde então o governo brasileiro tenta a extradição.saiba mais

Em nota, o Ministério da Justiça do Brasil disse que “as autoridades brasileiras estão prontas para cumprir o processo de extradição do Sr. Henrique Pizzolato, tão logo receba as informações sobre o momento em que será feita a entrega pelo governo italiano”.

O secretário de cooperação internacional da Procuradoria Geral da República, Vladimir Aras, que atua no caso, informou ainda que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai pedir urgência ao Ministério da Justiça do Brasil na condução dos trâmites para trazer o ex-diretor do BB.

Fuga e processo
Pizzolato foi condenado em 2012 por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. No ano seguinte, antes de ser expedido o mandado de prisão, ele fugiu para a Itália.

Declarado foragido em 2014, ele foi encontrado e preso pela Interpol em Maranello, município do norte da Itália. Após Pizzolato ser detido, o governo brasileiro pediu sua extradição à Justiça italiana.

A solicitação do Brasil foi negada na primeira instância pela Corte de Apelação de Bolonha, mas a Procuradoria-Geral da República recorreu e a Corte de Cassação de Roma decidiu, em fevereiro deste ano, conceder a extradição. Em 24 de abril, o governo da Itália autorizou que ele fosse enviado ao Brasil para cumprir a pena do mensalão.

O processo sofreu um revés depois que a defesa apelou à Justiça administrativa da Itália, instância que tem poder para suspender decisões do governo. No caso, a autorização do Ministério da Justiça italiano que liberou a entrega de Pizzolato a partir da decisão judicial.

FONTE: G1.

 


Prefeita foragida da PF teve vida humilde antes de ostentar luxo na web

Lidiane da Silva Leite, 25, está foragida desde a semana passada.
Ela é suspeita de desviar milhões em verbas da educação.

Lidiane Leite assumiu a prefeitura aos 22 anos (Foto: Arquivo pessoal)Prefeita Lidiane Leite é natural de Bom Jardim

Antes de se tornar prefeita por acaso e passar a ostentar uma vida de luxo nas redes sociais, a jovem Lidiane Leite da Silva, de 25 anos, vendia leite na porta da casa da mãe para sobreviver na pequena Bom Jardim, no Maranhão. Na cidade onde nasceu e foi criada, estudou até o ensino fundamental. Se valia da simpatia e da boa aparência para atrair a freguesia e acabou chamando a atenção de Humberto Dantas dos Santos, o Beto Rocha, fazendeiro de Lagarto (SE), com quem iniciou o namoro que mudaria sua vida para sempre.

Prefeita de Bom Jardim (MA) ostentava boa vida nas redes sociais (Foto: Fotos: Divulgação)
Prefeita de Bom Jardim (MA) ostentava boa vida nas internet

O fazendeiro com patrimônio em torno de R$ 14 milhões, incluindo fazendas, caminhonetes de luxo e apartamentos em São Luís, foi lançado em 2012 pelo PMN como candidato a prefeito de Bom Jardim, mas teve a candidatura impugnada no mês agosto, após o Ministério Público Eleitoral (MPE) denunciar à Justiça a prática de “captação ilícita de sufrágio” (compra de voto).

Beto então renunciou e lançou a candidatura da namorada pelo PRB, com limite de gasto de até R$ 500 mil. Lidiane, que sequer possuía bens registrados em seu nome, acabou se elegendo com 50,2% dos votos válidos (9.575) frente ao principal adversário, o médico Dr. Francisco (PMDB), que obteve 48,7% (9.289). Beto então assumiu a Secretaria Municipal de Assuntos Políticos e acabou preso na “Operação Éden”, na quinta-feira (20).

A rotina de viagens, festas, roupas caras, veículos e passeios de luxo é incompatível com o salário de pouco mais de R$ 12 mil que Lidiane recebia como prefeita de Bom Jardim e passou a compartilhar por meio de fotos nas redes sociais.

“Eu compro é que eu quiser. Gasto sim com o que eu quero. Tô nem aí pra o que achem. Beijinho no ombro pros recalcados”. Em outro post, ela diz: “Devia era comprar um carro mais luxuoso pq graças a Deus o dinheiro ta sobrando (sic)”.

No Maranhão, entre 217 municípios, Bom Jardim ocupa a 175ª posição no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da Organização das Nações Unidas (ONU), que analisa o acesso à educação, renda e expectativa de vida. É considerada a segunda pior para se viver no Vale do Pindaré, composto por 22 cidades maranhenses.

No local, o clima é de incerteza. Os vereadores estão impedidos de realizar votação para afastar a prefeita por causa de uma medida cautelar obtida por Lidiane na Justiça. Ela já havia sido afastada três vezes do cargo: a primeira em abril de 2014, pelo prazo de 30 dias, após denúncias de improbidade administrativa, retornando ao cargo em 72 horas, depois de obter liminar na Justiça; a segunda pelo período de 180 dias, em dezembro de 2014, com liminar suspensa pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) em 48 horas; e, na terceira, em maio de 2015, retornando em 72 horas.

Procurada pela PF
A PF lançou nesta segunda-feira (24) um alerta: quem ajudar a prefeita a se esconder será tratado como integrante de organização criminosa, de acordo com o superintendente da PF no Maranhão Alexandre Saraiva.

“Pelo tempo que ela está desaparecida, é muito provável que ela esteja recebendo o auxílio de outras pessoas. Isso pode fazer com que essas pessoas sejam incluídas na organização criminosa que se investiga”, disse.

A PF informou também que a vigilância em aeroportos e rodoviárias foi reforçada. Além de Beto Rocha, está preso o ex-secretário de Agricultura, Antônio Gomes da Silva, conhecido como Antônio Cesarino.

Esquema
A polícia investiga transferências de cerca de R$ 1 mil realizadas da conta da prefeitura para a conta pessoal de Lidiane que chegam a R$ 40 mil em um ano. Também foram feitas transferências para o advogado da prefeitura, Danilo Mohana, que somam mais de R$ 200 mil em pouco mais de um ano.

Além da prefeita, secretários, ex-secretários e empresários também estão sendo investigados por causa de irregularidades encontradas em contratos firmados com “empresas-fantasmas”. Houve duas licitações para reformar 13 escolas, pelas quais a “Zabar Produções” obteve R$ 1,3 milhão e a “Ecolimp” recebeu R$ 1,8 milhão. Nenhuma das empresas foi encontrada.

Em 2013, a prefeitura firmou contrato com 16 agricultores para o fornecimento de merenda escolar nas escolas municipais, pelos quais cada agricultor receberia em média R$ 18 mil por ano. Os agricultores afirmaram que não receberam os pagamentos.

 

FONTE: G1.


Com sumiço da prefeita, clima em Bom Jardim (MA) é de incerteza

Prefeita é procurada pela PF em operação que investiga desvio de verbas.
Cautelar obtida por Lidiane Leite proíbe a Câmara de realizar afastamento.

Lidiane Leite assumiu a prefeitura aos 22 anos (Foto: Arquivo pessoal)
Lidiane Leite assumiu a prefeitura aos 22 anos

Com o sumiço da prefeita de Bom Jardim (MA), Lidiane Leite (PP), de 25 anos, moradores da cidade estão sem saber quem está no comando do município, a 275 km de distância da capital maranhense, São Luís. Lidiane Leite está foragida desde quinta-feira (20), procurada pela Polícia Federal (PF), que investiga denúncias de desvios de verbas da educação no município. A denúncia partiu do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) e Ministério Público Federal (MPF).

Os vereadores estão impedidos de realizar votação para afastar a prefeita do comando da cidade por causa de uma medida cautelar obtida por Lidiane na Justiça. Ela já havia sido afastada três vezes do cargo: na primeira vez, em abril de 2014, pelo prazo de 30 dias após denúncias de improbidade administrativa, retornando ao cargo em 72 horas, depois de obter liminar na Justiça; na segunda, pelo período de 180 dias, em dezembro de 2014, com liminar suspensa pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) em 48 horas; e  terceira em maio de 2015, retornando em 72 horas.

Na cidade, o clima é de incerteza na cidade com 39.049 habitantes. “Não sei, não, senhor”, diz um morador, questionado sobre onde andava a prefeita. “A prefeita sumiu e sumiu com dinheiro, ainda mais”, ironiza o mototaxista Edmilson das Neves. Já outros habitantes têm medo e preferem não falar sobre o assunto.

Na prefeitura, o expediente é de 8h às 12h, mas poucas pessoas foram encontradas no prédio nessa sexta-feira (21). Somente o secretário de Administração e Finanças, Dal Adler Castro, poderia responder pelo órgão, mas não quis falar com a imprensa.

Por outro lado, há moradores que esperam por uma solução rápida para o impasse na cidade. “A expectativa é que a vice assuma”, diz o comerciante Reginaldo Carrilho. Segundo o presidente da Câmara Municipal, Aarão Silva, a vice-prefeita Malrinete Gralhadas (PPS) só poderá assumir o cargo quando houver o afastamento da prefeita.

Investigações
Lidiane Leite está foragida desde quinta-feira, quando foi iniciada a Operação Éden, da PF, que investiga denúncias de desvios de verbas da educação no município de Bom Jardim. Nessa sexta-feira, a PF reforçou a vigilância em aeroportos e rodoviárias do Maranhão a fim de capturar a prefeita.

Na quinta-feira, foram presos o ex-secretário de Agricultura, Antônio Gomes da Silva, conhecido como “Antônio Cesarino”, e de Assuntos Políticos, Humberto Dantas dos Santos, conhecido como Beto Rocha, que seria ex-namorado da prefeita. A repercussão nacional do caso acelerou a operação.

PF faz busca na sede da Secretaria de Agricultura de Bom Jardim (Foto: Divulgação / PF)
PF fez busca na sede da Secretaria de Agricultura de Bom Jardim

Desvios
A polícia investiga transferências de cerca de R$ 1 mil realizadas da conta da prefeitura para a conta pessoal de Lidiane que chegam a R$ 40 mil em um ano. Também foram feitas transferências para o advogado da prefeitura, Danilo Mohana, que somam mais de R$ 200 mil em pouco mais de um ano.

Além da prefeita, secretários, ex-secretários e empresários também estão sendo investigados por causa de irregularidades encontradas em contratos firmados com “empresas-fantasmas”. Houve duas licitações para reformar 13 escolas, pelas quais a Zabar Produções obteve R$ 1,3 milhão e a Ecolimp recebeu R$ 1,8 milhão. Nenhuma das empresas foi encontrada.

Em 2013, a prefeitura firmou contrato com 16 agricultores para o fornecimento de merenda escolar nas escolas municipais, pelos quais cada agricultor receberia em média R$ 18 mil por ano. Os agricultores afirmaram que não receberam os pagamentos.

Luxo na internet
Lidiane se tornou prefeita aos 22 anos, em 2012, depois que o namorado dela na época Beto Rocha, candidato a prefeito, teve a candidatura impugnada ao ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Ela assumiu o lugar dele e foi eleita.

Prefeita de Bom Jardim (MA) ostentava boa vida nas redes sociais (Foto: Fotos: Divulgação)
Prefeita de Bom Jardim (MA) ostentava boa vida nas redes sociais

Depois que assumiu o cargo, Lidiane passou a compartilhar fotos da nova rotina nas redes sociais. Nos perfis pessoais, ela escreveu: “eu compro é que eu quiser. Gasto sim com o que eu quero. Tô nem aí pra o que achem. Beijinho no ombro pros recalcados”. Em outro post, ela diz: “devia era comprar um carro mais luxuoso pq graças a Deus o dinheiro ta sobrando”.

Afastamentos
A Justiça do Maranhão havia determinado o afastamento da prefeita pelo prazo de 180 dias em dezembro de 2014, com base no descumprimento da regularização das aulas e do fornecimento de merenda e de transporte escolar em Bom Jardim.

Na ação, o Ministério Público do Estado afirma que Lidiane havia apresentado informações falsas a respeito das irregularidades, mas as informações acabaram desmentidas por meio de denúncias dos próprios moradores da cidade.

A gestora também já havia sido citada pela Justiça por má conduta no início de 2014, quando foi deferida liminar, a pedido do MP-MA, para declarar a ilegalidade de decreto municipal que tornou nulas as nomeações dos excedentes do concurso público homologado em novembro de 2011.

 

FONTE: G1.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 05/06/2015

De volta para a amada
Xerife, cachorro de rua que havia desaparecido na Cidade Nova, retorna à rua do Prado onde vive a cadela com quem teve 10 filhotes. Dona do imóvel vai tentar ficar com o cão

Xerife, Olívia e filhotes em casa da Rua Turquesa: dona do imóvel quer que eles fiquem juntos, mas brigas com outro cachorro atrapalham (Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

Novo capítulo do romance entre Xerife ou Lord Voldemort e Olívia Palito. Depois de quatro dias sem ser visto na Rua Turquesa, esquina com a Avenida Francisco Sá, no Bairro Prado, na Região Oeste de Belo Horizonte, o cachorro de rua voltou a cortejar a cadela e sua ninhada de filhotes. Como mostrou o EM na semana passada, Xerife costuma ficar deitado no passeio em frente à casa onde vive Olívia, que deu à luz no mês passado 10 filhotes do casal.

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Xerife desapareceu, na última terça-feira, quando foi levado a um veterinário na Avenida José Cândido da Silveira, no Bairro Cidade Nova. Pelo menos sete quilômetros separam o local onde ele desapareceu e a casa no Prado. Mas, mesmo com toda a distância, o cachorro voltou à Rua Turquesa. Por volta de 8h30 de ontem, os vizinhos viram Xerife se aproximar do portão da casa de Olívia.

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“Ele veio sozinho. Achou o caminho por conta própria, sem ajuda de ninguém”, disse a aposentada Cleusa de Azeredo Coutinho, de 69 anos, que mora no imóvel. “Hoje, eles já deram um beijinho de focinhos, mas Xerife é bem arisco”, completou. No dia em que Xerife desapareceu, Tatiana de Azeredo Coutinho, filha de Cleusa, rodou a vizinhança do petshop por três horas para tentar encontrá-lo, mas não conseguiu. A jovem adotou Olívia e também é a dona de Kurt Cobain, outro cachorro que vive na casa.
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No regresso, Xerife chegou de vagar e com receio. Foi preciso que Tatiana colocasse comida para encorajá-lo a atravessar a rua e se aproximar. Quando Olívia apareceu, ele ficou mais à vontade e, minutos depois, estava dentro da casa com a cadela e a ninhada de filhotes.
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Futuro O destino dos dois é incerto. Depois de o EM publicar a história, uma mulher de Juiz de Fora se interessou em adotá-lo. Tudo caminhava bem até Xerife desaparecer. O tempo em que esteve sumido fez com que a interessada e a própria Tatiana avaliassem que não é boa ideia separá-lo de Olívia. O desejo de Tatiana é que, em caso de adoção, os dois possam seguir juntos.

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A rivalidade entre Xerife e Kurt Cobain é o maior empecilho para que ele possa viver sob o mesmo teto de Olívia. No regresso, os dois voltaram a se estranhar, demonstrando que falta muito para uma boa convivência. “Vamos ver se conseguimos ficar com os dois juntos. Estamos olhando um adestrador para que ele possa conviver com o Kurt”, contou Tatiana.
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Linha do tempo
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29 de maio – O EM publica reportagem sobre o romance de Olívia Palito e Xerife, ou Lord Voldemort. Havia três meses o cachorro passava boa parte do tempo no portão da casa onde vive a cadela adotada.
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30 de maio – A história teve grande repercussão, inclusive nas redes sociais, e muita gente demonstrou interesse em adotar o cachorro. Ativistas da defesa dos animais sugeriram que os vizinhos se unissem e cuidassem do animal.No mesmo dia, Xerife conseguiu escapar de um táxi-dog no Bairro Cidade Nova, Região Nordeste, quando era levado para uma clínica para ser castrado, a pedido de uma pessoa de Juiz de Fora, Zona da Mata, interessada em adotá-lo.
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Ontem – Xerife reapareceu no Prado, em frente à casa de Olívia. O cão percorreu mais de sete quilômetros  e acertou o caminho de volta. A dona de Olívia, Tatiana Azeredo, estuda a possibilidade de adotar o cachorro de rua.
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“Vamos ver se conseguimos ficar com os dois juntos”

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Tatiana Coutinho, moradora da casa de onde Xerife não desgruda

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Futuro de cão apaixonado vira assunto entre ativistas e internautas

Um dia depois de o EM mostrar romance de vira-lata que vive na rua e cadela adotada no prado, todos querem saber qual será o destino do animal. Adoção e guarda dividida são opções

Fotos: Beto Novaes/EM/D.A Press

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Quem vai ficar com Xerife, também chamado de Lord Voldemort? A pergunta passou de boca em boca nessa sexta-feira nas imediações de uma residência no Bairro Prado, Região Oeste de Belo Horizonte, onde, há mais de três meses, um cão de rua fica deitado no passeio, dia e noite, na esperança de ver sua “amada” Olívia Palito, que deu à luz, em 9 de maio, 10 filhotes do casal. Nem a chuva e o frio da manhã impediram a visita do esperto vira-lata – na quarta-feira, ele escapou da coleira de um agente de endemias do Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura, que foi ao local capturá-lo após denúncias anônimas de que poderia atacar os pedestres (VEJA A HISTÓRIA DA FUGA ABAIXO).

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A história de amor no reino animal, publicada pelo Estado de Minas, teve grande repercussão nas redes sociais, com muita gente interessada em adotar o cachorro de pelo preto e olhos apaixonados. Ativistas da defesa dos animais sugerem que os vizinhos se unam e cuidem do bicho, dando vacina, alimento, vermífugo, casa e afeto, em vez de enviá-lo a um abrigo.
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A casa da Rua Turquesa, com grade marrom, virou atração logo cedo e chamou atenção de quem passava a pé, no volante ou indo para a escola de van. “Há muito tempo estou pedindo, pela internet, para adotarem esse cachorro. Ele não pode mais ficar desse jeito, sem dono, solto por aí. Sempre o vejo parado em frente ao portão”, disse a motorista Mônica, obrigada a acelerar o carro, quando o sinal da Avenida Francisco Sá abriu para os veículos. O mestre de obras Alaerte Alves Pereira, de 53 anos, reafirmou a intenção de levar o bicho, batizado por ele de Xerife, para sua casa em Ribeirão das Neves, na Grande BH, mas notou mudanças no comportamento do animal e está pensando duas vezes antes de agir.
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“Acho que ele ficou meio traumatizado com a tentativa de captura, por isso se afasta ao notar a minha presença. Gostaria muito de ficar com ele, e não descarto a possibilidade, mas agora estou preferindo um filhotinho. Xerife sempre foi dócil, não faz mal a ninguém”, comentou, ao ver a ninhada na varanda da casa sendo paparicada pela funcionária pública Tatiana de Azeredo Coutinho Ferreira e por sua mãe, a dentista aposentada Cleusa. Apaixonadas por animais, assim como toda a família, as duas moradoras deram ontem um dia especial a Xerife, que entrou na varanda de rabo em pé, cortejou Olívia Palito, saiu com ela para um passeio pelo bairro e, depois teve direito a almoço no mesmo prato, no melhor estilo A dama e o vagabundo, filme de animação dos estúdios Disney lançado há 60 anos. “É só oferecer um pouco de queijo que ele vem louco. É louco por queijo!”, disse Cleusa, com carinho. Dito e feito, e lá veio o cão com pinta de galã do pedaço.
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Tatiana esclarece que gostaria de ficar com o animal, mas não há a menor chance. É que na casa moram, além de Olívia Palito – “por ser magrinha ao chegar aqui, parecia a namorada do marinheiro Popeye”, recorda-se –  Kurt Cobain, de 11 anos, nome em homenagem ao guitarrista (1967-1994) da extinta banda Nirvana. O estranho triângulo se forma, pois Kurt é louco pela cadelinha de sangue nobre e viralata, embora a paixão nunca tenha se consumado. O problema é o cãozinho não ter altura suficiente para cruzar. “Nas vezes em que Lord Voldemort, como tratamos o Xerife, entrou aqui para beber água, mordeu o Kurt. Eles brigam muito”, contou Tatiana. Ao lado, Cleusa traduziu o sentimento mútuo: “Puro ciúme”. O nome Lord Voldemort é o do vilão da série Harry Potter, mas Xerife é tratado com todo carinho pela família.
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CUIDADO DIVIDIDO Há muitas sugestões para o destino de Xerife, que, até agora, só tem promessas de pretendentes à adoção, sem nada de concreto. A presidente da Associação Cão Viver, Marisa Catelli, propõe o sistema “cão comunitário”, no qual os vizinhos se unem para cuidar de um animal. “Os abrigos das organizações governamentais, os canis, enfim, todos os lugares que poderiam receber o cão estão superlotados”, afirma. “Os moradores podem se responsabilizar fazendo uma casinha na própria rua para o cachorro, além de dar vacina, vermífugos, cobertor para os dias frios, consultas no veterinário e providenciando a castração”, indicou.
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Ao ler a reportagem no EM e assistir ao vídeo no portal Uai, a psicóloga Débora Vaz, moradora do Bairro São Marcos, na Região Nordeste de BH, confessa que chorou. E é candidata a adotar Xerife. “Fiquei com muita pena dele, tão romântico…”, comentou ela, que acrescentou com bom humor: “Acho que estou assim, tão enternecida, pois vou me casar”. Na opinião da psicóloga, Xerife deveria ficar com a família que já tem Olívia Palito e Kur Cobain. “Mas entendo a impossibilidade, devido ao Kurt”.
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FESTA NA PORTA Por volta das 11h, Tatiana saiu com Olívia Palito com a guia, mas logo deixou a cachorrinha correr livre e solta ao lado do seu grande amor, Xerife. A parte conhecida da história dessa dupla começou pouco antes do carnaval, quando Tatiana acolheu em casa a fêmea, que, logo depois, no cio, escapuliu e voltou prenha. Não tardou muito para Xerife rondar a área e ficar de prontidão no portão da frente.
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Depois da refeição ao meio-dia, hora de lamber as crias, que Olívia Palito ainda está amamentado. Se alguém se aproxima, como fez o repórter, ela dá um “chega pra lá”, marcando a roupa do intruso com a pata suja de barro. Com a netinha Luiza, de 2 anos, no colo, a pedagoga Terezinha Passos, moradora do bairro, contemplou durante longos minutos a cena de Xerife, Olívia Palito e a prole se enroscando sobre uma almofada no chão da varanda.
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Feliz ao contemplar a família canina, a vendedora de loja infantil Aline de Abreu não escondeu a emoção: “A natureza nos surpreende. Esse sentimento é mais bonito do que o dos seres humanos, algo inexplicável”. Já a atendente de uma loja de pet shop da Avenida Francisco Sá, Tatiane Viana, contou que Xerife é muito esperto. “Ele andava com uma coleira antipulgas, mas não está mais com ela. Tentei pegá-lo para cuidar, mas ele se assustou e mordeu a minha mão”.

Fotos: Beto Novaes/EM/D.A Press

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Castração: a nova fuga de Xerife
Vira-latas mais famoso do Prado escapa de táxi-dog a caminho de pet shop. Cão, que já se livrou da carrocinha para voltar para a cadela Olívia, é procurado nos quatro cantos de BH

Olívia recebeu visitas e carinho durante todo o dia de ontem, mas seu olhar atento procurava por Xerife, que ainda não havia aparecido<br /><br /><br />
 (Alexandre Guszanche/EM/D.A Press)

Depois da primeira noite dormindo em família – com a amada Olívia Palito e seus 10 filhotes, Xerife desapareceu. O cão vira-lata, que há mais de três meses montou vigília na porta de uma residência na Rua Turquesa, no Bairro Prado, à espera de viver junto à cadela, foi acolhido pela funcionária pública Tatiana Azeredo Coutinho Ferreira, dona de Olívia, para estar de prontidão às 7h de ontem, quando seria levado por um táxi-dog. Ele seria encaminhado para adoção.
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Mas Xerife não chegou nem mesmo a conhecer o novo lar. Apanhado pelo táxi-dog na porta da casa onde Olívia mora desde fevereiro, para seguir a uma clínica no Bairro Cidade Nova, onde seria castrado, tomaria banho e faria teste de leishmaniose, o cão fugiu quando a motorista abriu a porta do veículo. A fuga impôs um novo capítulo à saga entre Xerife, também conhecido por Lord Voldemort (personagem de Harry Porter), e a cadela Olívia. Na casa da funcionária pública, a pergunta é: “Será realmente o destino do cão viver ao lado da ‘amada’?” A família ainda acredita que o vira-latas irá voltar e tenta achar uma solução para que os dois não mais se separem.
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O desafio, até então, era lidar com o triângulo amoroso entre o casal e o cão Kurt Cobain – cachorro de 11 anos que também mora na casa de Tatiana e “morre de ciúmes” do rival Xerife. Além do mais, com a ninhada de 10 filhotes, Tatiana não via condições de abrigar mais um animal em casa. A funcionária pública conta que foram várias as tentativas de conseguir um lar adotivo, sem sucesso. “O que ele queria mesmo era ficar aqui. Sempre fica batendo a patinha no portão, pedindo para a gente abrir e faz festa quando vê Olívia. Mas já temos muitos cães”, justifica.
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Agora, a angústia passou a ser outra. Na tarde de ontem, Tatiana e a mãe, a dentista aposentada Cleuza Azeredo Coutinho, de 69, tentavam imaginar onde estaria Xerife. “Para onde ele pode ter ido? Ele é um cão difícil, arredio. Quando a moça veio buscar, explicamos isso a ela. Agora, para voltar, vai ser difícil, porque vai ter que passar pelo Túnel (da Lagoinha) e pela Via Expressa”, conjecturou Cleuza. Pela manhã, Tatiana passou três horas percorrendo o Bairro Cidade Nova, na tentativa de encontrar Xerife, sem sucesso. “Vou voltar lá com Olívia, para ver se eles sentem o cheiro um do outro”, disse.
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Tatiana mora em Brasília e vem para Belo Horizonte nos fins de semana. Está decidida de que, na viagem de volta, vai levar Kurt para o Distrito Federal. Nas entrelinhas, dá a deixa para que a mãe adote Xerife e ponha fim ao sofrimento do vira-lata, que vive à espera de Olívia na grade marron da casa no Prado.
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FUGA Essa não foi a primeira vez que Xerife fugiu, depois de ser retirado da porta da casa de Olívia. No bairro, a história já é conhecida e muita gente tentou levar o cão pra casa, mas ele se recusa. “Uma vez, levei ele para vacinar e o veterinário contou que umas seis pessoas já levaram ele à cliníca, na tentativa de adotá-lo, mas ele sempre fugia”, lembrou Tatiana. Na quarta-feira, ele escapou da coleira de um agente de endemias do Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura, que foi ao local capturá-lo, depois de denúncias anônimas de que poderia atacar os pedestres. Dona Cleuza não esconde o carinho que tem pelo animal, mas explica a dificuldade em ficar com o bicho, por questões de saúde. “Não estou muito bem. Esse tanto de cachorro dá muito trabalho. Vamos ver se ele vai voltar”, deixa o assunto no ar.
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As protetoras de animais que estavam intermediando a adoção de Xerife e os tratamentos na clínica no Bairro Cidade Nova também estão preocupadas com o futuro de Xerife. Uma delas, que preferiu não se identificar, disse temer pela situação em que o bicho se encontra. “No Prado, pelo menos, ele já conhecia o bairro, as pessoas. Agora está em um lugar estranho. Estamos angustiadas, porque não sabemos como e o quê ele está passando”, disse. As protetoras estão avaliando quais providências serão tomadas junto ao serviço de táxi-dog, contratado para buscar Xerife. “A motorista foi alertada de que ele era arisco e não se precaveu para evitar que ele fugisse. Foi uma irresponsabildiade”, avalia.

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Zoonoses só age com nova denúncia
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Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), o agente de endemias só retornará ao Bairro Prado se houver nova denúncia de agressão. Em nota, a direção do órgão informa que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) recolhe os animais em situação de rua por meio de ações de rotina e também via demanda espontânea da população. Ao chegar à unidade, os cães são avaliados clinicamente por médico veterinário e submetidos à coleta de sangue para exame de leishmaniose visceral, informam os técnicos, ficando aguardando por três dias úteis o resgate por seus proprietários. Expirado o prazo, os animais se tornam disponíveis para adoção, após serem castrados, vacinados contra raiva e outras doenças, vermifugados e identificados com microchip e com resultado negativo para leishmaniose visceral. De acordo com o censo canino realizado em 2014, BH tem aproximadamente 283 mil cães e 64 mil gatos. Desse total, cerca de 10% têm acesso às ruas sem supervisão.

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Discussão na Web
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Comentários de leitores e internautas nas redes sociais
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Que lindo! Ele precisa de um lar e ser castrado, afinal não dá pra deixar cachorrinhos abandonados. Estes estão bem, mas outros… vai saber.
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Aline Vieira 
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Próximo capítulo? Se a zoonoses pegou, já era!
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Raquel Colares
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Excelente, em meio a tanta notícia de desastre, corrupção e outras coisas ruins, os leitores precisam de algo bom assim. Espero e torço que algum vizinho adote o xerife.
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João
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Em janeiro, ao chegar em casa do trabalho, fui atacado por dois cães de rua, morderam minha perna e por sorte passava um carro que atropelou os dois e me salvou. Minha esposa tinha acabado de chegar com meu filho de 3 anos. Imagina se fosse com eles? Na verdade, esses cães de rua, são, sim,  perigo para população. 
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Marcos
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E cadê o Xerife? Ele realmente fugiu? Eu adoto ele. E a história foi muito legal..
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Eduardo
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Muito legal. Só aparece coisa ruim e a gente fica surpreso com uma história dessa. Tomara que essa família adote o Lord também.
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Wesley

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FONTE: Estado de Minas.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 12/02/2015.

BARRACO NA ITÁLIA – mulher do condenado culpa a imprensa

Esposa de Pizzolato tenta agredir fotógrafos

Andrea Haas tentou agredir a socos fotógrafos que esperavam informações sobre Pizzolato diante da delegacia onde o brasileiro está preso

Itália – Andrea Haas, esposa do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, tentou agredir a socos na tarde desta quinta-feira (horário local) fotógrafos que aguardavam informações sobre o brasileiro diante da delegacia da cidade italiana de Maranello. Pizzolato, condenado por envolvimento no mensalão, se apresentou à polícia após a Corte italiana autorizar sua extradição ao Brasil.

Andrea chegou ao local e, ao descer do carro, partiu em direção ao fotógrafo do jornal O Estado de S. Paulo, Alexandre Auler. Mas acabou escorregando no gelo e, quando conseguiu ficar de pé, partiu em direção a outro profissional, o fotógrafo italiano contratado pelo jornal Folha de S. Paulo, Alessandro Fiochi.A esposa tentou dar socos e o fotógrafo caminhou para a rua, obrigando os carros a desviarem. Ela ainda gritava aos policiais, os acusando de terem informado a delegacia para a qual ele teria se entregue. “Porque vocês fizeram isso?”, gritava.

Não é a primeira vez que Andrea reage contra a imprensa. No ano passado, depois de uma visita a Pizzolato na cadeia, ela acusou os jornalistas que esperavam ao lado de fora de serem “os responsáveis” pelas prisões e condenações no caso do mensalão.

Com o posicionamento anunciado nesta quinta, a Corte de Cassação em Roma reverteu a decisão de primeira instância de rejeitar o envio do ex-diretor de volta ao País e aceitou as garantias dadas pelo governo brasileiro de que a integridade física de Pizzolato será assegurada.

Caberá ao ministro da Justiça do governo de Mateo Renzi uma decisão final sobre o caso. Fontes na Itália admitem que, a partir de agora, pode pesar o atrito entre Brasil e Roma no que se refere à decisão do ex-ministro da Justiça Tarso Genro de não extraditar Cesare Battisti, condenado na Itália por assassinato.

Justiça da Itália decide extraditar Pizzolato, condenado no mensalão

Corte de Cassação de Roma aceitou recurso do governo brasileiro. Ex-diretor do BB foi condenado a 12 anos por participar do mensalão do PT.

 

Henrique Pizzolato é solto na Itália (Foto: Reprodução)Henrique Pizzolato foi condenado no julgamento do mensalão

A Corte de Cassação de Roma, na Itália, decidiu nesta quinta-feira (12) extraditar para o Brasil o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no julgamento do mensalão do PT. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), ele cometeu os crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Segundo a GloboNews, a decisão sobre a extradição para o Brasil será agora política e irá para o Ministério da Justiça da Itália, que tem até três semanas para decidir. Ainda não se sabe se Pizzolato vai esperar em liberdade pela decisão.

A decisão aceita um recurso feito pelo governo brasileiro contra a negativa de extraditar Pizzolato feita no ano passado pela Corte de Bolonha.

Em 2013, quando o STF se encaminhava para rejeitar os últimos recursos da defesa e determinar a execução da sentença, Pizzolato, que tem cidadania italiana, fugiu para a Itália.

Ele foi preso na cidade de Maranello em fevereiro de 2014 por portar documento falso. Depois, foi solto em 28 de outubro, quando a Corte de Bolonha negou sua extradição e permitiu que ele respondesse em liberdade. No mês seguinte, a Advocacia-Geral da União (AGU) do Brasil apresentou o recurso contra a decisão.

Nesta quarta-feira (11), o Ministério Público italiano, que em novembro apresentou recurso contra a negativa de extraditar Pizzolato, pediu à Corte de Cassação de Roma a anulação da decisão de Bolonha. O ex-diretor do BB, que responde em liberdade na Itália, não compareceu ao tribunal.

A defesa de Pizzolato usou como argumento o caso do ativista italiano Cesare Battisti, que teve o pedido de extradição para a Itália negado pelo Brasil. A defesa do ex-diretor do BB apela para o princípio da reciprocidade, em que a Itália deveria tomar a mesma decisão tomada pelo Brasil. Isso, entretanto, não foi aceito pela Justiça.

Tratamento adequado em presídios
No recurso apresentado pela AGU em novembro do ano passado à Corte de Bolonha, o governo brasileiro busca demonstrar, em 62 páginas de argumentação, que não há motivo concreto e específico para supor que Pizzolato estará sujeito a tratamento que viole seus direitos fundamentais. Segundo a AGU, o Brasil apresentou provas de que Pizzolato terá tratamento adequado enquanto cumprir pena em território brasileiro.

O Brasil também apresentou no recurso garantias de que não houve episódio de violência durante a execução da pena dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão.

Ainda que a Justiça italiana decida favoravelmente à extradição de Pizzoalato, o governo da Itália pode se recusar a extraditá-lo, já que ele tem dupla cidadania. No entanto, ao contrário do Brasil, não há proibição na legislação italiana para a extradição de nacionais.

‘Inocência no mensalão’
Pizzolato alega inocência no processo do mensalão, afirmando que pagamentos do Banco do Brasil para agências de Marcos Valério foram autorizados para serviços efetivamente prestados. A denúncia que levou à sua condenação dizia que recursos oriundos do Fundo Visanet administrados pelo banco serviram para abastecer o esquema de compra de apoio político.

FONTE: G1 e Estado de Minas.


Justiça da Itália nega pedido de extradição de Henrique Pizzolato

O Ministério Público do país europeu, que representa o Brasil, afirmou que vai recorrer da decisãO

A Justiça brasileira teve o pedido de extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato , negado pela Corte de Apelações do Tribunal de Bolonha, na Itália. Depois de cerca de quatro horas de julgamento, os três juízes se reuniram por mais duas horas e anunciaram o resultado. O Ministério Público Italiano, responsável por representar o Brasil na ação, já informou que vai recorrer da decisão.

Pizzolato 

A Corte de Apelação de Bolonha julgou o pedido feito pelo governo brasileiro e decidiu que, diante da situação das prisões no Brasil, de sua condição de saúde e por ter cidadania italiana, ele não pode ser devolvido ao Brasil para que cumpra pena no País.

O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão por envolvimento no mensalão. Ele fugiu para a Itália ainda no segundo semestre de 2013 com um passaporte falso de um irmão morto há mais de 30 anos. Em fevereiro deste ano, ele acabou sendo descoberto na casa de um sobrinho na cidade de Maranello, no norte da Itália, e levado para a prisão de Módena.

Com dupla cidadania, a esperança de Pizzolato era a de garantir sua permanência no país europeu. O jornal O Estado de S. Paulo revelou com exclusividade, porém, que o Ministério Público da Itália deu um parecer favorável à extradição do brasileiro em abril deste ano, apesar de sua dupla cidadania. O chefe de gabinete do Ministério Público Federal brasileiro, Eduardo Pelella, prefere não se antecipar ao resultado. “Fizemos o nosso trabalho e agora é aguardar uma decisão da Justiça italiana. Não há como saber qual será essa decisão, mas o que é certo é que em caso de uma decisão não favorável podemos ainda recorrer”, afirmou antes do começo do julgamento.



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