Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Grupos transformam trabalho de coleta de lixo em música e dança

Quarteto da coleta de lixo de BH reúne multidões por onde passa.
Em Santos, outro grupo dança em cima de um caminhão de lixo.

Quando amanhece em Belo Horizonte, elas se arrumam, mexem no cabelo e acertam a maquiagem, porque o show já vai começar. É tanto sucesso que, de repente, um monte de marmanjos descobre uma vontade enorme de subir no caminhão. O quarteto da coleta de lixo na capital mineira reúne multidões por onde passa. E tem até música própria.

Marcelo Senna é o chefe. Foi dele a ideia de ter um time de coleta de lixo só com mulheres. “O restante nasceu delas. A música, a alegria e a espontaneidade são delas”, diz o gerente de limpeza urbana.

“A gente trabalha brincando, resolveu pendurar a caixinha e começou a interagir, brincar com as pessoas”, conta a coletora Grazielle Oliveira.

A caixinha de música também foi parte importante da história de outro grupo que dança em cima de um caminhão de lixo em Santos, no interior de São Paulo. “Nós levávamos uma caixinha de rádio. Aí a caixinha pifou, não pegou mais. Eu já comecei a cantar”, conta o coletor José Aparecido, conhecido como MC Cido.

Na carteira de identidade, eles são Lucas, José Aparecido e Luís Anderson, mas, nas ruas de Santos, são conhecidos como Menor Gigante, MD Cido e Nego Mala do Passinho, respectivamente. Eles cantam, dançam e ensinam a dançar.

“Muitas vezes a gente pedia água para os moradores. O pessoal ficava meio assim, porque vê a gente suado, caminhão fedido. Hoje em dia, mesmo a gente estando assim meio sujo, meio fedido, o caminhão assim, o pessoal vem aqui, vem tirar foto e tal”, diz Luís Anderson.

A bagunça em Santos e em Belo Horizonte continua até o fim do expediente.

Confira a letra da música da coleta de lixo feminina abaixo:
As meninas da limpeza vêm lançando um jeito novo
Vêm fazendo um quadradinho em cima do cheiroso
O Marcelo Senna inventou a guarnição
Em cima do cheiroso, só mulher tantão
Então, então vem com a gente, praticando o passo então
As meninas da limpeza vêm lançando um jeito novo
Vêm fazendo um quadradinho em cima do cheiroso
Vai vai vai vai vai vai
Em cima do cheiroso!
Vai vai vai vai vai vai
Em cima do cheiroso!

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FONTE: G1 e Jornal da Alterosa.


Justiça isenta Boris Casoy e Band de multa de R$ 3,5 milhões a garis

Apresentador Boris Casoy deixa escapar comentário sobre garis

  • Apresentador Boris Casoy deixa escapar comentário sobre garis

Na ultima sexta-feira (19), o TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) revogou uma decisão que condenava a TV Bandeirantes e o jornalista Boris Casoy a pagarem juntos uma multa de R$ 3,5 milhões por danos morais coletivos aos garis. A decisão, da qual cabe recurso, é mais um desdobramento da batalha judicial que envolve Garis, Band e Boris Casoy.

Além da multa milionária, o jornalista e a Band haviam sido condenados a pagarem uma indenização de R$ 21 mil para cada um dos dois garis que apareceram em uma vinheta do Jornal da Band, no réveillon de 2009. Após a veiculação da vinheta, uma falha técnica deixou vazar um áudio no qual Boris Casoy comenta: “Que ‘m.’: dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo da escala do trabalho”.

O áudio foi transmitido ao vivo durante o “Jornal da Band” e gerou grande repercussão. No dia seguinte, quando o vídeo já tinha milhares de visualizações na internet, Boris Casoy se retratou sobre o comentário que definiu como “uma frase infeliz”. “Peço profundas desculpas aos garis e a todos os telespectadores”, afirmou Boris Casoy. O caso não terminou na imprensa e foi parar na Justiça, rendendo diversas condenações ao âncora e a Band.

A decisão da ultima semana cancela apenas a multa de R$ 3,5 milhões, mas a indenização de R$ 21 mil, que deve ser paga para cada gari, está mantida. O entendimento da corte paulista é de que as palavras de Boris Casoy ofendem apenas os garis que apareceram na vinheta e não toda a categoria.

“Não se constata a intenção de proferir qualquer juízo de valor negativo referente à função dos varredores de rua, referindo-se somente à baixa remuneração por eles auferida, o que é uma verdade, sem, no entanto, afirmar que esta é mais ou menos importante e fundamental que outras”, ressaltou o desembargador Teixeira Leite, relator do processo.

Procurados por meio da assessoria de imprensa, Boris Casoy e a Band ainda não haviam se manifestado sobre o caso, mas, no processo, Boris Casoy afirmou que jamais teve o intuito de criticar o gari pela profissão exercida. Também disse que não houve discriminação, desrespeito nem humilhação à dignidade dos varredores de rua, mesmo assim, pela “frase infeliz” pediu espaço à direção do telejornal para pedir desculpas.

FONTE: UOL.



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