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Supermercado deverá indenizar menino acusado de furto

BH

O supermercado BH Comércio de Alimentos deverá pagar a um garoto, representado por sua mãe, R$ 6 mil por danos morais por tê-lo abordado de forma truculenta dentro do estabelecimento comercial. A decisão é da 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

 
O garoto afirmou que, ao sair do supermercado, foi abordado por um homem que se identificou como policial, agarrou-o pelo pescoço na frente de vários clientes e o arrastou para o banheiro sob a acusação de que furtara algum produto. Ele permaneceu por cerca de 40 minutos no banheiro e foi agredido com tapas no rosto, socos e chutes.

 

Ele disse ainda que foi humilhado perante vários clientes e funcionários do supermercado, foi chamado de ladrão por diversas vezes e, embora não portasse qualquer produto, o agressor insistiu que ele estava mentindo e o obrigou a confessar um suposto furto.

 

De acordo com o garoto, um segurança do supermercado permaneceu durante todo o tempo na porta do banheiro e, depois de ter constatado que ele não tinha furtado nenhuma mercadoria, o liberou para ir embora.

 

O supermercado, por sua vez, disse que o garoto não foi abordado de forma inadequada por nenhum de seus funcionários, que são treinados para tratar os clientes de forma cordial e educada. Alegou ainda que não houve nenhum constrangimento e humilhação nem foi comprovada a ocorrência de dano moral.

 

A desembargadora Mariângela Meyer, relatora do recurso, concluiu a partir dos depoimentos prestados pelos funcionários do supermercado que ficaram comprovados os fatos narrados pelo garoto. Ela reformou parcialmente a sentença de primeira instância, aumentando a indenização para R$ 6 mil, pois entendeu que o valor de R$ 2 mil fixado inicialmente não se mostrava adequado.

 

Os desembargadores Vicente de Oliveira Silva e Manoel dos Reis Morais votaram de acordo com a relatora.

 

Veja o acórdão e acompanhe a movimentação processual.

FONTE: TJMG.


Polícia encontra garoto de 11 anos que estava desaparecido em Belo Horizonte

Garoto Pedro Lucas saiu de bicicleta e ficou perdido em outros bairros da região. Ele foi encontrado por uma viatura da Polícia Militar

Pedro
Marcos Vieira/EM/DA Press

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A Polícia Militar (PM) encontrou o garoto Pedro Lucas, de 11 anos, que desapareceu na tarde desta terça-feira, no Bairro Céu Azul, na Região Venda Nova. O desespero da família pela falta de informações sobre o menino mobilizou parentes e amigos em uma busca que durou aproximadamente seis horas. Vários carros foram usados para procurar o garoto e milhares de pessoas compartilharam a foto de Pedro Lucas pelas redes sociais.
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O menino havia sido visto pela útlima vez na porta de casa, às 16h. Embora o desaparecimento não ter sido considerado oficial pela polícia, militares auxiliam nas buscas pelo jovem Pedro Lucas. Foi exatamente uma viatura da corporação que encontrou o garoto, em um bairro da região.
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Conforme Cristiano Alves, de 35 anos, diversos familiares e amigos estão em festa na casa da família. “Estão chegando aqui. Ainda não sabemos os detalhes mas queremos agradecer a Deus e à todos que ajudaram de qualquer maneira”, disse o tio de Pedro Lucas.
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Reprodução/WhatsApp

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Desaparecimento, mobilização e encontro
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De acordo com um amigo da família, Pedro foi visto pela última vez às 16h, na porta de casa. A suspeita é de que o garoto tenha saído de bicicleta, apesar de não ter motivos para não ter avisado aos familiares. Às 21h30, uma foto do menino em uma rede social já havia sido compartilhada quase 15 mil vezes, pouco mais de três horas após ser publicada.
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O pai e a irmã do menino fizeram buscas, juntamente com outros parentes e amigos, em carros pelo bairro e região. “A mãe dele está muito abalada. Recebemos uma ligação que disse ter visto um menino com as características do Pedro Lucas, perdido, andando de bicicleta por outros bairros aqui da região” completa.
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O pai de Pedro Lucas, o cirurgião dentista e pastor da Igreja Batista, Clóvis Chaves, de 38 anos, disse que a informação foi um desencontro na tentativa de ajudar nas buscas pelo gatoro. “Uma vizinha disse ter escutado um grito e ter visto um carro saindo. Mas todos achamos que foi o grito da minha filha ao perceber que o Pedro Lucas tinha sumido”, conta.
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Reprodução/WhatsApp

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Chaves comentou que ainda não sabe todos os detalhes e motivações que levaram o filho a sair sem avisar e que foi aconselhado por um psicóloga a esperar pelo menos até esta quarta-feira para conversar mais a respeito com o filho. “Quando vi ele, abracei e beijei muito. Disse que amo ele. Agradeço a Deus por ele ter voltado para casa”, relata.
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Os policiais militares encontraram Pedro Lucas em estado de choque, em um quartinho sem luz, em um lote abandonado, no Bairro Lagoinha, a cerca de 5 km de distância da casa da família. “Ele está mais calmo agora e já foi descartada a hipótese de rapto. Ao que parece, ele se irritou com alguma coisa e saiu. Levou velas, bananas e alguns jogos de vídeo game na mochila e foi encontrado com tudo isso”, revela Chaves.
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FONTE: Estado de Minas.


CÃO DE GUARDA

Os bons companheirosVira-lata acompanha e vigia menino de 2 anos que ficou perdido por 12 horas em mata na zona rural de Bom Jesus do Amparo, na Região Central. “Foi um anjo protetor”, diz mãe

Oreia e o pequeno Luiz, um dia depois de serem achados em mata  a um quilômetro de casa (Tulio Santos/EM/D.A Press)
Oreia e o pequeno Luiz, um dia depois de serem achados em mata a um quilômetro de casa

Bom Jesus do Amparo – O cão é mesmo o melhor amigo do homem – e, principalmente, das crianças. A história do pequeno Luiz Otávio Soares Barcelos, de dois anos e meio, e seu companheiro, o vira-lata “Oreia”, de três, emociona a cidade localizada na Região Central, a 70 quilômetros de Belo Horizonte, e leva um grande alívio à comunidade rural de Três Barras, a pouco mais de meia hora do Centro da cidade. Tudo começou por volta das 18h de segunda-feira, quando, logo depois de chegar cansada da capital e dar um banho caprichado no filho, a dona de casa Mislene Gonzaga Soares, de 24, por um descuido, não viu quando o garotinho desapareceu, como se fosse num passe de mágica. Amigo verdadeiro, Oreia foi atrás. “Foi mesmo um descuido de segundos. Meu filho é muito esperto, a gente tem que ficar de olho, mas ele nunca sumiu assim”, disse, ontem, Mislene, que só teve novamente os filhos nos braços, para muitos beijos e amamentação, às 6h de terça-feira. “Oreia foi um anjo protetor”, definiu ela.

Mais de 30 pessoas da comunidade, além dos bombeiros do município vizinho de Nova União, se embrenharam no mato até que o menino foi encontrado, sem fralda, dormindo tranquilamente numa moita, a mais de um quilômetro de casa. Ao lado, estava o cão protetor e de estimação. Foram 12 horas de tensão, agonia e muitas lágrimas. Desesperada e aflita, Milene caminhou horas no mato com um lanterna. “Logo que saí à procura dele, encontrei a fralda no caminho. Um motoqueiro passou e, ao me ver nervosa, disse que tinha visto um menino correndo em direção ao alto da serra”, recorda-se Mislene. “Então, ouvi a voz de uma criança, mas não consegui encontrar meu filho”, conta com os olhos brilhando.

Ao serem acionados, os bombeiros chegaram e intensificaram as buscas, que vararam a madrugada. “Eu me lembro que, numa certa hora da noite, quando voltei à minha casa, vi Oreia no quintal. Mas logo ele desapareceu no meio da escuridão”, diz Mislene abraçada ao menino, que não desgruda do cachorro nem de um chapeuzinho preto.

Vira-lata acompanha e vigia menino de 2 anos que ficou perdido por 12 horas em mata na zona rural de Bom Jesus do Amparo (Tulio Santos/EM/D.A Press)
Vira-lata acompanha e vigia menino de 2 anos que ficou perdido por 12 horas em mata na zona rural de Bom Jesus do Amparo

Sem ferimentos Luiz Otávio não para quieto um minuto. Quando não está correndo pelo caminho poeirento, próximo à casa, corre atrás ou ao lado de Oreia. “Ele quase não fala, mas é muito esperto”, brinca a mãe, sem esconder o olhar de vigilância sobre o garoto. Ela conta que, ao ser encontrado, o menino foi levado para o hospital de Itabira, a 45 quilômetros de Bom Jesus do Amparo, para exames. “Felizmente, ele não ficou ferido, não tinha nem arranhão. Imagina, passou a noite no mato.”

Na tarde de ontem, o sargento Rafael Alves, do Corpo de Bombeiros de Nova União, esteve na comunidade de Três Barras e reencontrou a família. Pegou Luiz Otávio no colo e ressaltou que a topografia da região é muito acidentada, além de ter animais peçonhentos, como cobras. “Foi uma grande vitória e este menino é o troféu. É uma história com final feliz”. Ele disse que a lua cheia facilitou as buscas.

O nome Oreia, lembrou a mãe, foi dado porque, ao chegar filhote à casa, o vira-lata era magricelo e tinha orelhas enormes. “Aí, ficou o nome.” Os moradores de Bom Jesus do Amparo também comemoraram. “Este caso mostra que o cão é mesmo o melhor amigo do homem. Estamos todos muito satisfeitos”, disse a agente de saúde Jéssica da Mata Oliveira.

FONTE: Estado de Minas.



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