Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Santa Tereza se transforma em polo gastronômico com bares descolados e tradicionais

Selecionamos 26 endereços para você ficar expert na região que os íntimos chamam de Santê

O bar Birosca s2 serve rolinho de primavera com carne desfiada, queijo minas e couve ao molho de mel. Clientes podem se instalar nas mesas ou em cadeiras de praia (ANDRÉ HAUCK/EM/D. A. PRESS)

O bar Birosca s2 serve rolinho de primavera com carne desfiada, queijo minas e couve ao molho de mel. Clientes podem se instalar nas mesas ou em cadeiras de praia
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Santa Tereza é o bairro boêmio de Belo Horizonte, onde estão casas conhecidas e tradicionais como Bolão, Parada do Cardoso, Köbes, Temático, Bartiquim e o folclórico Bar do Orlando, aberto em 1919 e frequentemente apontado como o mais antigo da capital mineira. Entretanto, ainda que a região não tenha o dinamismo de Lourdes (no vaivém de tendências), não parou no tempo. Nos últimos anos, vem ganhando casas de perfis distintos, nem sempre lembradas pelos visitantes ocasionais.
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Uma interessante mescla de novatos e veteranos tem se formado ali. Do clima descolado da Birosca S2 à simplicidade cativante do Bar do Xumba, há creperia, hamburgueria, cachaçaria, pizzaria, empório,restaurante italiano e até um bar inspirado no mundo fantástico dos duendes, fadas e bruxas. Surpresas aguardam quem tem olhar atento e está disposto a conhecer melhor aqueles quarteirões cheios de história. Aliás, perambular pelas ruas com jeito de cidade do interior já é um programa.

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Santa Pizza
O “catupiry de moranga”, mistura criada no local, é aplicado em pizzas como a de camarão. O ambiente é aconchegante e as redondas são assadas em forno a lenha. Rua Silvianópolis, 452. (31) 2555-8222.
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Birosca S2
Endereço dos mais disputados, reformulou o cardápio e tem no rolinho primavera com carne desfiada, queijo minas e couve ao molho de mel o petisco mais vendido. Rua Silvianópolis, 483. (31) 2551-8310.
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Bitaca da Leste
Apesar de minúsculo, opera como bar e empório. É possível tomar chope e comer torresmo de barriga em meio a queijos, doces e quitandas selecionados a dedo. Rua Salinas, 2.421. (31) 9117-1563.
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Old Bar
Além de espaguetes, o chef Beto Farias prepara petiscos como a polenta frita com provolone e parmesão, uma das especialidades da bar. Rua Alvinópolis, 122A. (31) 3075-0691.
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Primelli
O forte do restaurante, que tem mesas ao ar livre, são as massas feitas no local, como o fagottini de camarão. Há também risotos, como o de alho-poró com salmão. Rua Alabastro, 49. (31) 3421-3008.
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Godofredo
Fundado por Gabriel Guedes, filho do cantor e compositor Beto Guedes, tem agenda intensa de shows. Membros do Clube da Esquina costumam comparecer. Rua Paraisópolis, 738. (31) 3483-6341.
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La Crepe
Nada menos que 33 crepes salgados e doces formam o cardápio, com sabores como camarão com palmito e goiabada com requeijão. Rua Dores do Indaiá, 84. (31) 2552-1317.
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Clube Mineiro da Cachaça
Se for difícil escolher uma entre as 900 cachaças disponíveis, peça a degustação de cinco doses. Para acompanhar, linguiça flambada (na branquinha, é claro). Rua Mármore, 373. (31) 9102-9405.
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Fundos da Floresta
Tem cachaça de São Tomé das Letras, duendes na decoração, rock na trilha sonora e visita de bruxa em noites de lua cheia. Rua Paraisópolis, 855A. (31) 9989-1465 / (31) 3461-8113.
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Odeon 
O bar, que fica num antigo sobrado, mudou de proprietários ano passado e investe na programação de shows, alguns deles de jovens compositores de BH. Rua Adamina, 125. (31) 2514-8487.
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In Casa 
Entre os hambúrgueres produzidos ali, a estrela é o que leva duas carnes e seis tiras de bacon. Rebata com milk shake de paçoca. Rua Tenente Freitas, 149. (31) 3457-8854.
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Bardagabi

As pedidas mais populares no bar são as batatas rosti, como a de filé com gorgonzola. Quinta tem jukebox e fliperama liberados. Rua Silvianópolis, 197.  (31) 9179-8576 e (31) 8885-6525.
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Diadorim 
O Vale do Jequitinhonha inspira a decoração, a variedade de cachaças e o cardápio, que tem na carne serenada (feita ali) um destaque. Empresta livros de graça. Rua Mármore, 600. (31) 8724-3630.
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Santa Praça
Um dos mais recentes bares do bairro. No quintal, há árvores, mesas e espaço para música ao vivo – shows de MPB e jazz são constantes. Praça Duque de Caxias, 306. (31) 3243-5993.
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Auguri 
Com mesas de madeira e pizzaiolos trabalhando diante do freguês, o ambiente é um dos trunfos da casa. Entre as redondas que saem do forno a lenha está a de presunto cru com queijo brie. Rua Alabastro, 38. (31) 3047-1004.
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Santê também tem
Baianera – Rua Bocaiúva, 3. (31) 2552-0660.
Bar do Orlando – Rua Alvinópolis, 460. (31) 3481-2752.
Bar do Xumba –  Rua Salinas, 1.173. (31) 3481-3128. 
Bartiquim – Rua Silvianópolis, 74. (31) 3466-8263.
Bocaiúva – Rua Paraisópolis, 550. (31) 3463-2812.
Bolão – Rua Mármore, 391. (31) 3463-0719. 
Desde 1999 – Rua Mármore, 758. (31) 9725-6515.

Espetinho Pimenta – Rua Salinas, 2.376. (31) 8877-9895.

Espetinho Pimenta

Espetinho Pimenta – Rua Salinas, 2.376. (31) 8877-9895.

Köbes – Rua Professor Raimundo Nonato, 31A. (31) 3467-6661.
Parada do Cardoso – Rua Dores do Indaiá, 409. (31) 3468-0525.
Temático – Rua Perite, 187. (31) 3481-4646.
Baianera – Rua Bocaiúva, 3. (31) 2552-0660.

FONTE: Estado de Minas.


Mercado Central de BH comemora 85 anos neste domingo

Local recebe cerca de um um milhão e 300 mil visitantes por mês

Mercado

Com 410 lojas, mercado reúne os mais variados produtos

Um dos principais pontos turísticos de Belo Horizonte faz aniversário neste dia sete de setembro. O Mercado Central, que recebe cerca de um um milhão e 300 mil visitantes por mês, completa 85 anos.

No domingo (7) a celebração começa às 7h com uma missa. Em seguida será distribuído um bolo de 600 kg para os visitantes. A banda militar anima a festa a partir de 11h. A expectativa da direção do mercado é que cerca de 7.000 pessoas compareçam.

Para o diretor presidente do Mercado Central, José Agostinho Oliveira, o local já se consolidou como referência em turismo em Minas Gerais.

— O diferencial do mercado é o calor humano que não tem em espaço comercial nenhum. É onde o belo horizontino se sente em casa. Quando alguém recebe uma visita de fora sempre traz a pessoa aqui.

85 anos

Ainda dentro das comemorações de aniversário o local recebe a exposição Histórias e Memórias do Mercado Central que reúne objetos, fotografias e produtos que reproduzem o mercado de 1929, quando foi fundado. A exposição fica em cartaz no estacionamento, até o dia 6 de outubro, de segunda a sábado, de 9h às 17h, e aos domingos, de 9h às 13h. A entrada é gratuita.

Além disso, a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou na última semana que irá digitalizar toda a documentação histórica do local, para que seja preservada e disponibilizada para a população.

História

Belo Horizonte tinha 31 anos, quando o então prefeito Cristiano Machado criou um lugar que centralizava os produtos voltados ao abastecimento alimentício da população, à época 47 mil habitantes. As duas grandes feiras da cidade, da Praça da Estação e a da praça da atual rodoviária, foram reunidas em um terreno de 14 mil metros quadrados, próximo à Praça Raul Soares. Assim nasceu o Mercado Central, em 7 de setembro de 1929.

O local funcionou até 1964 quando a prefeitura decidiu vender o terreno alegando impossibilidade de administrar a feira. Para impedir o fechamento do Mercado, os comerciantes do local se organizaram e compraram área e contruíram a estrutura atual, já que a condição da prefeitura era que a feira fosse fechada.

Atualmente o Mercado tem 410 dos mais diversos tipos de produtos: desde temperos que custam 60 mil por kg, lojas de móveis e salões de beleza. Diariamente, circulam no local 31 mil pessoas, entre segunda e sexta-feira. Aos sábados, o número de visitantes chega a 68 mil.

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Festa para os 85 anos do Mercado Central  de Belo Horizonte 

Atrativo reúne variedade de produtos, cores, sabores e cheiros

Projetado no centro de Belo Horizonte com o intuito de abastecer a cidade, o Mercado Central ganhou, ao longo dos anos, status de ponto turístico. Perto de completar 85 anos – a serem celebrados neste domingo –, o centro comercial é um local onde as pessoas encontram produtos típicos de Minas e vindos também de todo o mundo, além de vivenciar clima interiorano, com mais tempo para feirantes e clientes fazerem amizade.

O mercado conserva a tradição e a história da cidade, segundo Suely Mota, 50, que está à frente do Ponto do Queijo, loja especializada em queijos e outros derivados do leite, que o irmão herdou do pai. “As pessoas vêm por se sentirem mais à vontade. Elas querem tocar os produtos, estar em contato com os outros. É uma relação diferente. Ao contrário de um shopping, onde os clientes estão de passagem e vão com o intuito único de comprar, aqui, eles voltam para conversar”, conta a comerciante, entre interrupções para um habitual cumprimento aos cliente. Alguns vêm e compram um pedaço de queijo todos os dias, só para voltar”, diz.

Andar pelos corredores do mercado – que tem 400 lojas – sugere experimentar cores, sons, sabores e texturas. O local virou referência para quem procura produtos específicos, como artigos religiosos, ervas medicinais, açougue, aquários, artesanato, bebidas, condimentos, quitandas, plantas e laticínios.

Quem vive o cotidiano da capital mineira tem o mercado como um oásis. A pressa e confusão da cidade contrastam com o modo tranquilo de quem passeia pelo lugar, com olhos atentos a cada bazar. No Bar da Lora, a proprietária Eliza Fonseca já presenciou casais e amigos se conhecendo e conheceu turistas estrangeiros. Experiências que, para ela, tornaram-se grandes aprendizados.

“Faço amizades aqui. Fui madrinha de casamento de um casal que se conheceu no meu bar. Acho interessante essa multiplicidade de classes e de pessoas que passam pelo mercado todos os dias. Isso torna o meu trabalho mais divertido, e aprendo algo novo sempre”, diz.

Cachaça. A cada visita, há sempre algo novo a ser descoberto. O prédio octogenário é testemunha de histórias e causos. Na loja Cachaça de Minas, como relata a gerente Eny Borel, certa vez, um cliente levou uma garrafa de cada marca.

“Um rapaz chegou aqui extrovertido, perguntou quantas marcas tínhamos e disse que levaria todas. Encaramos a situação como brincadeira e começamos a sorrir. E, realmente, ele levou uma de cada – nove carrinhos de supermercado só de cachaça”, lembra a comerciante.

Festa vai distribuir 6.000 pedaços de bolo aos clientes

Uma grande festa está programada para nesta domingo, aniversário de 85 anos do Mercado Central. Às 7h, o bispo auxiliar da capital, dom João Justino, celebra missa na capela do local, no estacionamento.

Às 10h30, após os “parabéns”, cerca de 6.000 pedaços de bolos brownie serão distribuídos aos presentes. A típica festa de aniversário irá continuar com muita música, garantida pela banda “Universo em Desencanto”. O grupo se concentrará às 11h, na avenida Afonso Pena, no centro, e seguirá pela avenida Amazonas até chegar ao mercado.

Às 12h, clientes que participaram da promoção de aniversário concorrem ao sorteio de um carro-zero quilômetro. O vendedor do cupom sorteado vai receber três iPhones e uma moto.

Flash 1

Até 6 de outubro, a exposição “Histórias e Memórias do Mercado Central” exibe as origens do local. Objetos, fotografias e produtos estão à mostra no estacionamento, com entrada franca, no horário comercial.

Até 6 de outubro, a exposição “Histórias e Memórias do Mercado Central” exibe as origens do local. Objetos, fotografias e produtos estão à mostra no estacionamento, com entrada franca, no horário comercial.

Flash 2

A Costa Comércio e Frutas – com espécies exóticas e importadas – chama a atenção pelo simpático dono, Hermício Carvalho de Aguiar, 51. “A gente trabalha muito, ganha pouco, mas come o dia inteiro e faz amigos”, diz.

Bar da Lora

Eliza Fonseca, 45, a lora do Bar da Lora, assumiu o estabelecimento do pai após ele se aposentar. Então o local, que se chamava Lumapa Bar, adquiriu o apelido após as pessoas se referirem comumente ao local como o bar da Lora. A especialidade da casa é o jiló com fígado de boi.

Queijos e doces

Desde 1986 a Ponto do Queijo oferece derivados de leite, como queijos dos mesmos fornecedores e doce de leite mineiro. “Só aqui a gente encontra o clima de interior em plena cidade. Alguns clientes vêm aqui desde que o início da loja”, diz Suely Mota, 50, uma das gerentes do negócio familiar.

Pimentas e prosa

Silvio Martins Ferreira, 33, está há dez anos no Mercado Central. “Eu abri minha loja (com todo tipo de condimentos) aqui por causa da experiência do meu sogro. Eu gosto do que faço, do contato diário com as pessoas. E o meu trabalho proporciona isso. Tem dias que alguns clientes vêm para conversar, saber como estou e falar da vida, e não para comprar. A gente cria essas relações de amizade”, revela o comerciante.

História

O Mercado Central surgiu em 7 de setembro de 1929, quando as primeiras barracas foram montadas. Em 1964, o terreno foi comprado por comerciantes que formaram uma cooperativa. Em 1969, foi concluída a construção de um galpão coberto – uma imposição feita pela prefeitura.

ANIVERSÁRIO
É dia de festa no mercado

O passeio ao Mercado Central é obrigatório para a família Gomes Vieira, de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Uma vez por mês, sempre aos sábados, o casal Geraldo e Antonina dá as mãos aos gêmeos Isac e Sofia, de 11 anos, e, juntos, pegam a estrada em direção ao patrimônio cultural, histórico e gastronômico que comemora hoje 85 anos. “Cumprimos um ritual com os filhos desde que eram pequenos. Almoçamos, comemos abacaxi e depois saboreamos algumas empadas. Isso é sagrado! Só então voltamos para casa”, contou ontem Antonina, técnica em patologia, ao visitar a exposição comemorativa do aniversário. O domingo começa com missa (veja programação) e terá o tradicional parabéns com distribuição de bolo.
Na mostra Histórias e memórias do Mercado Central, que vai até 6 de outubro, a família de Sabará observou a linha do tempo, com fotos e informações detalhadas, e deixou recado no espaço disponível para os visitantes. “Gosto muito dos doces daqui”, comentou Sofia, com um sorriso. Muito esperta, escreveu que o mercado é polo forte em economia e diversão. Enquanto isso, Isac aproveitava o rolo de papel para registrar a importância do comércio.
Acompanhando a movimentação nos corredores, o presidente do polo de compras, José Agostinho Oliveira Quadros, conhecido como Nem, resumiu a sua satisfação: “Não consigo enxergar Belo Horizonte sem o Mercado Central”. Comerciante há 50 anos no local, ele explicou que a história do mercado de Belo Horizonte começou, na verdade, em 1900. “Ele tem 114 anos, é quase da idade de BH. Os 85 anos se referem à instalação aqui na Avenida Augusto de Lima”, disse. 

PREFERÊNCIA Orgulhoso do espaço, José Agostinho lembrou que na Copa do Mundo passaram pelos corredores cerca de 160 mil turistas de vários países e estados brasileiros. O superintendente Luiz Carlos Braga contou que, atualmente, são 400 lojas e público diário de 31 mil pessoas, número que dobra nos sábados (68 mil). Entre os frequentadores, estão as irmãs Diva Carvalho, analista de sistemas e moradora do São Cristóvão, e Fátima Carvalho, professora, do Bairro Floresta. “O aroma do Mercado é inigualável. O lugar é ótimo para a cervejinha gelada e petiscos”, afirmou. Para Diva, nada se compara à hospitalidade.

 

 

PROGRAMAÇÃO DE HOJE

7h – Missa em ação de graças celebrada pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de BH, 
dom João Justino

10h30 –Parabéns e 
distribuição do bolo

11h – Chegada da Banda Universo em Desencanto, com 250 integrantes desfilando pelos corredores do Mercado Central

12h – Sorteio da compra 
premiada (carro zero quilômetro e três iPhones 5S)

 

FONTE: Estado de Minas, O Tempo e R7.


Festivais Botecar e Comida di Buteco tomam conta de Belo Horizonte e lotam 100 bares. Escolha dos campeões fica a cargo do público, que vota para escolher o melhor tira-gosto

 

 

Ricardo William e Lilian Azevedo escolheram o bar Patorroco, no Prado, para saborear o tira-gosto (Ramon Lisboa/EM/D.A Press<br /><br />
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Ricardo William e Lilian Azevedo escolheram o bar Patorroco, no Prado, para saborear o tira-gosto

Mesmo com o céu nublado, ontem foi dia de botecar em Belo Horizonte, cidade que sustenta o título de capital nacional de jogar conversa fora nos bares da vida, com direito a tira-gosto com sabor mineiro e cerveja estupidamente gelada. Pela primeira vez dois festivais de comida de boteco acontecem ao mesmo tempo. São 100 bares que participam com pratos especiais, inventados com carinho pelo próprio dono. Os preços variam de R$ 17,50 a  R$ 29,90. Este ano, os dois eventos têm tema livre. 

Com 55 bares participantes, o Botecar apresenta-se como o maior e mais novo festival de botecos de raiz, ao lado do já tradicional Comida di Buteco, que completa este ano a sua 15ª edição, com 45 inscritos. Visitantes e jurados irão votar nos melhores pratos durante o festival, que vai até o dia 30. Metade dos participantes são estreantes neste tipo de evento. É o caso de Leopoldo Marques Pinto, dono do Boteco da Carne, no Bairro de Lourdes, que estreou este ano no Botecar. “Meu movimento aumentou uns 40%”, comemorou Leo, que criou pessoalmente o Lombinho Bom de Bola, inspirado no tema da Copa do Mundo no Brasil. 

Para quem ainda não provou, o prato consiste em “lombinho de lata” com batata bolinha, farofa de farinha de milho, couve e molho de rapadura. “Está tão bom, mas tão bom, que já repetimos três vezes”, elogiava o engenheiro Marcelo Matos. Ele levou a turma de amigos do futebol, que se reúne há mais de 15 anos para almoçar no boteco. Entre eles o jogador do Vila Nova Rodrigo Ramos, mais conhecido como Ferrugem, o administrador Murilo Henrique Assis, o servidor público Luiz Miranda e o economista Sérgio Moreira Reis. Para este último, o diferencial do prato era o molho de rapadura, sem falar na cerveja servida no ponto certo, bem gelada. 

Ao lado dos novatos, convivem no Botecar vencedores de outros festivais. No Patorroco, no Bairro do Prado, Região Oeste de BH, a ampliação da casa em 30% não foi suficiente ontem para receber o volume esperado de público. Na verdade, nem mesmo a cozinha deu conta de atender todo mundo. O tempo de espera pelo Tutu Bola, que deveria ser de 20 minutos, dobrou para 40 minutos. “Pela primeira vez, subestimei o evento. A saída dos pratos está muito maior do que eu esperava”, admitiu Marcos Proença da Matta Machado, que responde pelo apelido de Patorroco, recebido durante uma pescaria, em função da voz rascante.

Ao criar o Tutu Bola, Patorroco tentou resgatar as origens da gastronomia mineira e apresentar o tutu de feijão, em formato de bolinho, para o turista que virá visitar BH durante o campeonato mundial de futebol. “Na minha opinião, é forte candidato a ser campeão do Botecar”, afirma o engenheiro Ricardo William, de 24 anos, noivo da relações públicas Lilian Azevedo, também de 24. Os dois acompanham todas as criações do Botecar e optaram por iniciar a corrida aos bares no Prado. No mesmo dia, pretendiam visitar outros três bares. 

No Comida di Buteco, que vai até 11 de maio, a tradição de 76 anos do Café Palhares convive ao lado do jovem casal Mariana e Ézio Morais, de 31 e 29 anos, que há apenas um ano, abriu o D’Leve, na região do Barro Preto. Venderam a casa, o carro e largaram os antigos empregos para investir tudo no bar. Para bolar o prato inscrito na competição, Ézio fez uma oração e pediu inspiração a Deus. Criou o Poliglota Cachaceira: bolinho de língua empanado gergelim e aveia, com mandioca; bolinho de língua empanado, com abóbora e mini quibe de língua com ervas e canela. “Servir língua é o nosso desafio, pois se trata de uma carne diferenciada, da qual as pessoas têm um pouco de aversão. Quem come acha uma delícia”, afirma Mariana. 

“É uma pena ter escrito aqui na plaquinha, porque eu ia fazer minha irmã comer primeiro e depois contar o que era”, graceja a consultora de vendas Fabiana Avelar, que levou o marido, o analista de TI Robertson Avelar e a irmã, a contadora Luciana Navarro e amiga, a administradora Lídia Passos, para experimentarem a iguaria. “Nota mil”, comentou a turma em coro, com exceção de Luciana, que se recusou a provar. 

Grupo de amigos preferiu começar o passeio pelo D%u2019Leve, no Barro Preto (Ramon Lisboa/EM/D.A Press<br /><br />
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Grupo de amigos preferiu começar o passeio pelo D%u2019Leve, no Barro Preto


Serviço

Festival Botecar: vai até 30 de abril. Confira os 55 bares participantes no botecar.com.br
Comida di Buteco: vai até 11 de maio, com Festa Saideira no dia 17 do mesmo mês. A lista dos bares está no comidadibuteco.com.br

FONTE: Estado de Minas.

Prato tradicional da cozinha parisiense, a sopa de cebolas gratinada chega à atualidade com a mesma popularidade de tempos atrás

Sopa de cebola-2
O friozinho começa a dar o ar da sua graça e com ele a temporada mais gostosa da cozinha. Tempo de vidraças embaçadas pelo calor das panelas. Tempo de andar de meias pela casa, de ver TV com mantinhas nos pés e terminar o dia com uma sopa quentinha que conforta o estômago e acalma as tensões do dia a dia. Particularmente, tenho o maior respeito por esse prato que resiste aos modismos e chega à atualidade com a mesma popularidade de outrora.
A tradicional sopa francesa de cebolas é capaz de surpreender tanto pela simplicidade quanto pela delicadeza da textura e dos sabores. O lendário cozinheiro francês Augusto Escoffier disse que a boa comida é a base da verdadeira felicidade.
Que me perdoem aqueles que torcem o nariz e separam pedaçinho por pedaçinho no canto do prato, mas cebola é fundamental. Se como base e tempero ela é indispensável, como ingrediente principal desse ícone da gastronomia francesa o resultado é melhor ainda.
Detectar a origem exata de preparos tão tradicionais quanto o da soupe l’oignon não é tarefa fácil, uma vez que a receita é preparada por toda a França. Boa parte dos estudiosos acredita que ela nasceu na região de Lyon, no Sudeste do país.
Mas a versão incrementada e gratinada da sopa certamente é parisiense. Na Cidade Luz, ela está em tudo quanto é cardápio, de bistrôs populares a requintados restaurantes. Entretanto, o endereço ideal para se provar a receita é certamente o Au Pied de Cochon, em Les Halles. Aberto 24 horas, mesmo aos domingos e feriados, o local é procurado, particularmente, durante toda a madrugada, no inverno frio parisisense, devido ao seu caldo gratinado fumegante capaz de curar desde ressaca até mau humor. A cebolas servidas ali ficam com um gosto meio adocicado e bem macias, enquanto o pão e o queijo vão se derretendo e se homogeneizando num casamento perfeito. Não há ressaca que resista.
É muito comum ouvir dizer que a popular sopa francesa teria sido inventada por um rei Luís, não se sabe se o 14 ou o 16, que na calada da noite percebeu que só tinha cebola, manteiga e queijo na cozinha. Fato totalmente improvável, pois os reis não se interessam em saber o que têm na despensa e nem sequer preparam sua própria comida.
A história pode ser simpática, mas não dá para imaginar um pomposo rei francês, com sua peruquinha branca encaracolada, picando cebolas num ataque de fome durante a madrugada.
O certo é que a cebola, que é nativa da Ásia Central, sempre foi um ingrediente barato e disponível para populações mais pobres. Para elas podemos direcionar, então, o crédito e o mérito da origem da tradicional receita.
Em tempos de reflexões e críticas apimentadas sobre os novos rumos da gastronomia mundial, tiro meu panelão do gancho, acendo o fogo e vou fazer o que mais gosto: cozinhar. Rendo-me a qualquer cozinha que me dê uma receita boa. Sou assim mesmo, deixo as causas e as bandeiras para aqueles que gostam do discurso. Eu gosto mesmo é das panelas.
Gosto de ver, pacientemente, a cebola dourar e caramelizar na manteiga, observar as reações dos ingredientes e ao final celebrar o paladar com o resultado. A receita que reproduzi nesta página é de autoria do americano Antony Bourdain, e está no cardápio de seu restaurante Les Halles em Nova York.
Surpreenda-se!
Para esta e outras receitas, CLIQUE AQUI!
FONTE: Estado de Minas (Degusta).

Há alguns anos, o povo da moda adotou a palavra “fashion”. No Brasil, “fashion” virou sinônimo de coisa moderna e estilosa. E começaram a pipocar frases como: “Nossa, essa sunga branca é tão fashion!” ou “Fashion mesmo é usar sapatênis”.

gourmet_poster

Se você acompanha o noticiário gastronômico, certamente tem percebido outro exemplo de apropriação de um estrangeirismo: o da palavra “gourmet”. De alguns anos para cá, prédios não têm mais churrasqueiras na varanda, mas “terraços gourmet”.

Termos como “glutão”, “poço sem fundo” ou “draga” saíram de moda. Agora, qualquer um que trace um gigantesco sanduíche de pernil na saída do Pacaembu merece ser chamado de “gourmet”.

O “gourmet” invadiu nossa vida. Uma revista carioca publicou reportagem sobre os “hambúrgueres gourmet” mais caros da cidade maravilhosa. E tome filé-mignon de boi da raça wagyu, foie gras, cebolinhas caramelizadas, tomates confitados, chutney de manga, compota de bacon e até chantili trufado. O sanduba mais caro custava R$ 395.

A sofisticação não se limita aos hambúrgueres. Que tal uma pastelaria gourmet? Sim, já existem algumas, que trazem inovações como essência de baunilha e recheio de alcachofra.

Quanto tempo vai levar para nossas barracas de pastel introduzirem sommeliers de garapa, para harmonizar as iguarias com o caldo de cana apropriado? “O senhor não quer experimentar, com esse pastel de palmito, um sumo antilhano, safra 2009? Ele tem uma coloração clara e jovial, eu diria até mesmo solar, que passeia entre o herbáceo delicado e uma intensa cremosidade.”

A tendência é que todos os clássicos de nossa comida popular ganhem sua versão “gourmet”: nossas empadas trarão azeitonas Koroneiki, importadas diretamente da Grécia, nossos espetinhos de coração de frango virão em varetas de madeira Mpingo, extraídas de florestas da Tanzânia, e o ovo azul será tingido com milenares técnicas de Batik javanês. Ulalá.

André BarcinskiAndré Barcinski é crítico da “Ilustrada” e diretor e produtor do programa “O Estranho Mundo de Zé do Caixão”, no Canal Brasil. Escreve às quartas, a cada duas semanas, na versão impressa do caderno “Comida”.FONTE: UOL.



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