Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Grande BH tem mais de 5,7 mil captações clandestinas
Média de gatos identificados pela Copasa nos primeiros seis meses chega a 28 por dia. Segundo a companhia, ligações irregulares são responsáveis pela perda de água em MG

Fiscais lacram bombas de residências que captam de forma irregular água da Vargem das Flores: número de autuações por captação clandestina subiu (Euler Júnior/EM/D.A Press %u2013 10/6/15)

Fiscais lacram bombas de residências que captam de forma irregular água da Vargem das Flores: número de autuações por captação clandestina subiu

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As ligações clandestinas criadas para desviar o curso de água que passa pela rede subterrânea da Copasa está entre os fatores apontados pela estatal responsável por causar perda do recurso. Para tentar eliminar os famosos ‘gatos’ e os vazamentos nesta época em que os reservatórios estão com os níveis bem abaixo do esperado foi criada a Operação Caça Gotas. De janeiro a junho, foram identificadas 5.784 ligações clandestinas na Grande BH, média de 28 por dia. No ano passado, 5.028 flagrantes foram realizados no mesmo período.

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O rastreamento dos vazamentos e gatos pelas ruas é feito com uma sonda eletrônica chamada geofone, que amplifica as ondas sonoras e permite aos fiscais escutar a água correndo para fora do encanamento ou em direção a uma ramificação clandestina. Quando a ligação clandestina é descoberta, o fornecimento para o duto é interrompido e os usuários são autuados, com pagamento de multa baseada na média de consumo do imóvel.

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Em janeiro, o Estado de Minas mostrou que a captação clandestina de água agrava a seca no estado e, em junho, reportagem do EM mostrou fiscais lacrando bombas de residências que retiram água irregularmente do manancial Vargem das Flores. Entre 2013 e 2014, a Companhia da Polícia Militar do Meio Ambiente, sediada na capital, registrou aumento de 3,84% (de 286 para 297) no número de autuações por captação clandestina de água em 47 cidades fiscalizadas. Segundo a PM ambiental, os dados se referem à captação irregular via caminhões-pipa, poços artesianos sem outorga, desvio para irrigação e barragens proibidas, praticados por pessoas ou empresas. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) aplicou R$ 1 milhão em multas no ano passado, 20,4% a mais do que os R$ 830 mil de 2013.

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Em 2014, das 901 operações de fiscalização da polícia ambiental nas 47 cidades, 428 foram feitas nos reservatórios Serra Azul (Juatuba), Vargem das Flores (Contagem e Betim) e Rio das Velhas (Nova Lima), mananciais de captação da Copasa. As outras 473 se basearam em denúncias (329) e na fiscalização de rotina.

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CONSUMO A economia de água por parte da população não está ocorrendo de forma ideal. A Copasa informou que a redução de consumo em junho foi de apenas 15,02% na comparação com igual período de 2014. A estatal destacou a melhora em relação a maio, quando a poupança foi de 14,5%. O menor índice ocorreu em fevereiro, 9,4%, primeiro mês da campanha de economia. Em março, o índice deu um salto, para 16%, mas, em abril, voltou a cair, para 15%.

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Ontem, os níveis dos reservatórios do Sistema Paraopeba continuavam abaixo do esperado. O Sistema Paraobepa, responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte, apresenta 33,2% de seu nível. O Rio Manso está com 44,3%, Serra Azul, 14,1%, e Vargem das Flores, 33,8%. Todos tiveram queda ou se mantiveram estáveis nos últimos dias. A vazão do Rio das Velhas está em 14,2 metros cúbicos por segundo.

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FONTE: Estado de Minas.


De porta e coração abertos
Receber um pet em casa significa estar preparado para dar toda a atenção e cuidado

Veterinário José Geraldo Lasmar diz que o animal precisa ter um  lugar que identifique como seu para sentir que ali é seu refúgio (Cristina Horta/EM/D.A Press)Veterinário José Geraldo Lasmar diz que o animal precisa ter um lugar que identifique como seu para sentir que ali é seu refúgio

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Assim como se prepara a casa para uma criança, a chegada de um animal de estimação também exige cuidados: é preciso dar segurança e conforto ao novo morador, o que pode demandar menor ou maior investimento, dependendo do bichinho escolhido. Não se cria peixe sem aquário, passarinho sem gaiola, gato sem caixa higiênica e cachorro sem coleira. Mas a chegada do pet, tão sonhada em alguns casos, vai muito além de onde ele vai dormir. Animal de estimação é sinônimo de compromisso, a partir daquele momento um novo ser depende de você. E para sempre, porque cachorro algum vai querer sair de casa quando crescer.
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É preciso preparar a casa, mas também a cabeça. Cachorros, ao contrário dos gatos, que instintivamente procuram suas caixas de areia, não aprendem a fazer suas necessidades no lugar certo de um dia pro outro. “É preciso lembrar que se trata de um filhote e que ele não vai aprender onde fazer xixi e cocô sem muita paciência do dono. É preciso demarcar o local, com jornal ou fralda própria, pingar um atrativo ou a própria urina do animal, pois ele sente o cheiro e volta ao local para repetir o ato”, alerta o veterinário José Lasmar, da Bom Garoto Pet Shop e Clínica Veterinária Gutierrez. 
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Segundo José Lasmar, alguns itens básicos devem ser providenciados desde o início, caso de uma cama ou caixinha (tipo iglu), de material lavável, para facilitar a limpeza. Para os maiores a cama é o ideal, enquanto a caixinha vai bem para os de pelo curto, por sentirem mais frio. Nesse caso, pode também ser uma cama com edredon. Lasmar defende sua importância mesmo em casas onde os cães podem dormir nas camas ou sofás dos donos. “É ideal que ele tenha um lugar que identifique como seu, para que sinta que ali é seu refúgio.”
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Também é preciso providenciar recipiente para água e ração, coleira com identificação e guia leve, escova de dente e brinquedos. Para Lasmar, os passeios com animais são essenciais e devem começar cedo. “Muitos veterinários defendem que o cão só saia para passeios após a vacinação completa, que termina aos cinco ou seis meses. Sou contra. Acho que assim ele já está deixando se ser um filhote e perdeu o tempo de socialização, o que pode torná-lo um cão nervoso ou medroso. Além disso, o sistema imunológico precisa de desafios, o que não ocorre quando se mantém o animal sem contato com vírus e bactérias.”
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ADOTADA Raquel Dutra, de 35 anos, passeia com Amora todos os dias. Ter um cachorrinho em casa era um sonho para a atriz e dubladora que, na infância, no interior, teve não só cães, mas também gato, pato, coelho e passarinho. “Ela tem 3 anos e corre muito. Sempre a perco de vista. Aqui no bairro todos sabem seu nome, de tanto que corro atrás gritando, porque tenho tentado adestrá-la para andar sem coleira e na calçada. Eles a veem e dizem: ‘Lá vem Amora’. Uma vizinha até sugeriu que a chamasse de Lola, em referência ao filme Corra, Lola, corra, porque ela só para quando encontra um ossinho.”
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Moradora de apartamento, Raquel, acostumada a cães de guarda, criados fora de casa, queria um cachorro de cama e sofá. Evitou por temer que o espaço restrito fosse ruim para o bichinho, mas ao ver tantos cães adaptados à vida doméstica, arriscou. Os bassets, “linguicinhas”, são sua raça preferida, mas, com tantos animais precisando de adoção, não teve coragem de comprar. Amora é uma vira-lata, que pegou com uma cuidadora da ONG Cão Viver. “Ela chegou assustada e magrinha. Até hoje o temperamento é temeroso, desconfiado. No entanto, é meiga e calma.”
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Já os gatos, de atitude mais vertical, têm outras demandas. Não precisam de caminhadas pelo bairro, mas não vivem sem um arranhador. Economizar nesse item pode sair mais caro, pois eles vão matar a vontade nos móveis da casa. Também requerem brinquedos próprios, de preferência que permitam ocupar espaços mais altos. Esse mesmo hábito exige cuidados como proteger janelas, para que não pulem, e retirar tudo que pode cair nesses passeios adorados pelos “bichanos”. Lasmar também chama a atenção para não deixar no chão qualquer coisa que os bichos possam engolir. 
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Antes que o bichinho chegue a casa, sua comida precisa estar garantida. Pensando nos cachorros, os pets mais comuns, em relação à qualidade elas se dividem em quatro grupos: A, B, C e D. “Escolhe-se de acordo com o que se está disposto a pagar”, explica Lasmar. Elas também se agrupam em relação à idade. Até um ano, deve-se usar a de filhote, depois disso, a de adulto. A partir dos 8 anos, o ideal é a de idoso. Rações especiais só devem ser adotadas segundo orientação do veterinário, que também indicará o tamanho da porção diária.

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Cobra em casa
Animal que não demanda muitos cuidados é uma opção diferente

Jiboia arco-íris da caatinga é liberada para criação (Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

Jiboia arco-íris

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Um animal de estimação que não suje a casa, não precise de carinho o tempo todo, seja alimentado apenas duas vezes por mês e não faça barulho é o sonho de todas as pessoas que amam pets, mas não têm tempo de dar atenção a eles e prezam por uma casa organizada. Mas e se esse bichinho for uma cobra? Esse foi o conflito que o geógrafo Iran Alencar Carvalho Filho passou, ao levar, em 2011, uma jiboia arco-íris para casa, onde mora com sua mãe e a avó. Depois de quase quatro anos, elas se acostumaram com o pet. 
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Para ter uma cobra, é necessário documentação. O animal vem com microchip e nota fiscal. Segundo o biólogo Tiago Lima, sócio-diretor da Jiboias do Brasil, a lei brasileira permite que apenas duas espécies sejam liberadas para o comércio: a jiboia arco-íris e a jiboia comum. O preço pode variar de R$ 2 mil a R$ 5 mil. Porém, ele garante que o valor investido compensa.

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Elas gostam de chamego
Calopsitas podem ser criadas em gaiola ou ficar soltas pela casa

Criador de calopsitas, Alberto Petrillo diz que é preciso estabelecer contato com a ave desde cedo (Beto Novaes/EM/D.A Press-3/4/15)

 

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Os animais de estimação são ótimos companheiros para o dia a dia. Para aqueles que querem ter um pet que goste de dar e receber carinho, a dica é ter calopsitas. Elas são totalmente dependentes da atenção dos humanos e, assim como qualquer outro pet, precisam de cuidados especiais, como alimentação balanceada, higienização e, antes de mais nada, muito amor. Essa espécie vive cerca de 25 anos e pode custar até R$ 300, dependendo do sexo. Mesmo não precisando de ir ao veterinário com frequência, como outros pets, elas precisam ser vermifugadas anualmente.
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De origem australiana, a ave pode ser criada em gaiola fechada, ou pode ficar solta passeando nos móveis da casa, desde que esteja sempre acompanhada do dono. De acordo com o criador de calopsitas Alberto Petrillo, para ter o pássaro manso e domesticado, é necessário comprá-lo ainda filhote. “É preciso que o dono estabeleça um contato direto com o pássaro desde cedo. O ideal é manusear bastante e dar a papinha pela seringa, mas, depois de adulto, apesar de ele já se alimentar sozinho, é preciso que o contato e a atenção continuem. Dessa forma, a ave cria um vínculo de confiança com o dono e dificilmente se tornará um pássaro bravo”, destaca.
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Para manter uma calopsita saudável, Alberto recomenda uma alimentação rica em vários tipos de nutrientes. Existem no mercado rações específicas para a espécie. “Elas amam alpiste e semente de girassol. Com a ração, alcançam os níveis de vitaminas, sais minerais e outros nutrientes necessários”, afirma. Outros alimentos que podem ser oferecidos ao pássaro são beterraba, cenoura e milho. 
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Além da alimentação, o local de moradia precisa ser adequado para a espécie. Quando a pessoa não pretende criar o pássaro solto, deve oferecer espaço adequado para que ele consiga se movimentar sem ficar apertado e possa fazer voos curtos. 
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Apaixonado por animais desde a infância, Jairo Leitte tem um casal que reproduz com frequência, além de dois filhotes que saíram do ninho há menos de um mês. “Elas são muito dóceis, gostam de atenção e não vivem sozinhas.”

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Animal de personalidade
Felinos carinhosos não dão trabalho para o dono

 

 (Letícia Martinez Matos/Divulgação)

 

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O primeiro passo para quem decide conviver com um gato é entender que ele não é cachorro. As pessoas que buscam um bichinho de estimação e que têm a carência dos cães como parâmetro estranham quando começam a conviver com um animal de tanta personalidade. Os gatos são companheiros e amorosos, mas dão carinho quando querem, como querem e, principalmente, no momento que for mais adequado para eles. Não ouse interromper o sagrado soninho.
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“É preciso ter consciência de que é um ser vivo e, ao contrário do que dizem, o gato é um animal extremamente dependente do dono, apenas não dá trabalho”, sintetiza a veterinária Luciana Duchamps, da clínica Sr. Gatos. Segundo ela, muita gente se deixa levar pelo impulso, adota e, no primeiro imprevisto, abandona. 
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Estar preparado para cuidar de um gato envolve disposição para mudanças na casa. Eles gostam de sofás, sobem em todos os móveis, passeiam entre as plantas. Quem mora em apartamento, por exemplo, deve colocar telas nas janelas. “Muita gente acha que gato não cai. Mas, se ele vir uma borboleta, ele não cai, ele se atira”, afirma Luciana. Ela diz que somente depois desses cuidados se deve pensar na escolha do animal.

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Existem critérios técnicos. Nenhum deles, no entanto, é mais importante do que você bater o olho e gostar. Tipo amor à primeira vista mesmo. Numa segunda etapa, comece a avaliar a pelagem, procure informações sobre o comportamento dos pais e atualize-se sobre a saúde do bichano.
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Em relação à pelagem, a veterinária Myrian Iser, da clínica Gato Leão Dourado, afirma que isso varia de acordo com o gosto pessoal. “Em alguns casos, os gatos de pelos longos, quando a limpeza não é adequada, podem apresentar pelos embolados, o que, em última instância, exige uma tosa.”
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Não existem tantas diferenças de atitude entre machos e fêmeas. As moças costumam ser menores e, se não forem castradas, dão trabalho no cio. Já os machos adoram dar voltas nas redondezas para marcar seu território.

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Sempre no pique
Hamsters são boa pedida para quem chega em casa à noite e quer um bichinho para brincar

A veterinária Marcela Ortiz apresenta um hamster anão russo  (Euler Júnior/EM/D.A Press)

Hamster anão russo

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De hábito noturno, eles são opção para quem passa o dia fora, mas não abre mão de um animalzinho. Ao chegar a casa, o  bichinho estará no maior pique,  correndo sem parar em sua rodinha de exercícios. Não ouse deixar um hamster sem ela. Ele também precisa desgastar os dentes, que crescem constantemente. Ração e brinquedos próprios ajudam. 

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Da classe dos roedores, tal como a chinchila, o porquinho- da-índia, o esquilo-da-mongólia, o topolino, os ratos e camundongos, os hamsters vivem no máximo dois anos.  Se o apego é muito grande, é bom considerar essa questão ao escolher o pet. Segundo a veterinária da Animalle Marcela Ortiz, especialista em animais silvestres e exóticos, no Brasil, é comum achar três espécies: o sírio, de maior porte; o chinês e o anão russo. Todos são carismáticos e de custo baixo, mas  o kit necessário para criá-los exige um investimento na faixa de R$ 200. É imprescindível uma gaiola própria para hamster, com a rodinha, pois ele passa a noite correndo. Para evitar barulho, há opções de acrílico, mais silenciosas. Eles também gostam de entrar em canos, que lembram suas tocas.

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Também é necessário   serragem, bebedouro em forma de chupeta e coxinho para a ração. Há, no mercado, mix de sementes, mas, segundo Marcela, elas não têm as vitaminas necessárias. Também são gordurosas e moles, não ajudando no desgaste dos dentes. O ideal é a ração extrusada, própria para hamster, em forma de palet e equilibrada.

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O contato do dono com o hamster deve começar cedo. É importante que ele seja colocado na mão para se acostumar. As crianças devem fazê-lo com supervisão, porque o bichinho  é ágil e frágil e, se cair, pode se machucar facilmente. “Tenho clientes que chegam a casa e assistem à TV com o bichinho na mão”, conta.  Territorialistas, só aceitam outro na gaiola se forem criados assim desde cedo. E, nesse caso, é bom que sejam de sexos diferentes. Um casal vai significar uma ninhada atrás da outra.

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Peixes
Qual a espécie ideal?
Antes de escolher o tipo, é preciso definir o aquário

 (Aquários Ornamentais/Reprodução da internet).

Muitas pessoas têm desejo de ter um aquário em casa ou no escritório, pois ele é um excelente objeto de decoração. Mas não basta ter o desejo e colocar qualquer peixe dentro de um recipiente de vidro. Um aquário requer cuidados durante a montagem, bem como a escolha dos peixes. Para aqueles que querem ter um aquário e não sabem por onde começar, o aquarista Jockson Melo, graduando de ciências biológicas pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), dá algumas dicas.
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“Para os iniciantes, existem peixes e plantas que são mais fáceis de serem cuidados e mantidos. É importante lembrar que os peixes precisam de cuidados básicos para mantê-los confortáveis e saudáveis”, diz o aquarista. Outro fator é o dinheiro que a pessoa está disposta a gastar pela montagem e manutenção do aquário, pois existem tipos e preços diversos. 
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Os filtros são essenciais em todos os aquários, mesmo para aqueles que contenham peixes que conseguem capturar o oxigênio atmosférico, conhecidos como beta. Muitas pessoas colocam esse tipo de peixe em aquários minúsculos, com cerca de 0,5 litro de água, o que é errado. Segundo Jockson Melo, esses peixes necessitam de um aquário que tenha de 30 a 40 litros, e de preferência com vegetação subaquática, filtro compatível com o tamanho, além de termostato para controle da temperatura. Porém, se houver troca regular de água, é possível criar o peixe betta confortavelmente sem o uso do filtro. 
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É importante ressaltar que a melhor forma de escolher os peixes é perguntar para aquaristas mais experientes e também lojistas, que podem ajudá-lo na montagem do aquário.

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DIREITO ANIMAL
Daniela Guimarães Loures, Pós-graduada em direito de empresa pelo Instituto de Educação Continuada da PUC Minas
Meu gato foi atropelado e ficou com sequelas nas patas. O motorista que o atropelou se recusa a bancar o tratamento veterinário. O que devo fazer?
No Brasil, a legislação em caso de atropelamentos de animais é inexistente. A falta de regras específicas que protejam os nossos bichinhos é um problema que precisa ser discutido. O certo é que um animal, por mais dócil e domesticado, ainda tem instintos e agirá impulsivamente diante de determinadas situações. Por essa razão, é obrigação do proprietário zelar pela sua guarda, bem-estar e segurança. Para evitar surpresas, em locais públicos, os cães e gatos devem andar com coleiras ou peitorais. Se o seu gatinho estava na calçada e na guia quando foi atropelado, o motorista é responsável pelo socorro e pode ser acionado judicialmente caso não cumpra com sua obrigação. No entanto, não há como responsabilizá-lo se o gato estava solto pela rua. Seria praticamente impossível evitar o atropelamento de um gato que surgisse inesperadamente na frente de um veículo.


Centro de Zoonoses de BH oferece castração gratuita de cães e gatos

Serviço é feito em três unidades da capital mineira.
Dono precisa levar comprovante de residência e identidade.

 

O serviço de castração de cães e gatos é feito gratuitamente pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Belo Horizonte. O agendamento pode ser realizado presencialmente ou pelo telefone. As unidades ficam nos bairros Caiçara, Salgado Filho e São Bernardo. É preciso levar documentação de identidade, ser morador da capital e ainda apresentar comprovante de endereço.

Há risco cirúrgico, por isso o animal deve estar saudável. Além do controle da superpopulação, a castração no caso das fêmeas previne o surgimento de tumores e doenças no útero. Os procedimentos levam em média 20 minutos. Outras informações no portal da Prefeitura de Belo Horizonte.

CLIQUE ABAIXO PARA VER O VÍDEO DA REPORTAGEM:

Veja abaixo os endereços e os telefones das unidades:
Centro de Controle de Zoonoses
Endereço: Rua Edna Quintel, 173 – São Bernardo
Telefone: 3277-7411 / 3277-7413

Centro de Esterilização de Cães e Gatos Noroeste
Endereço: Rua Antônio Peixoto Guimarães, 33 – Caiçara
Telefone: 3277-8448

Centro de Esterilização de Cães e Gatos Oeste
Endereço: Rua Alexandre Siqueira, 375 – Salgado Filho
Telefone: 3277-7576

FONTE: G1.


Bichinhos de estimação conquistam clientes em Belo Horizonte

 

Grafite de Beré, no antigo endereço do Balaio de Gato, que morreu semana passada
Grafite de Beré, no antigo endereço do Balaio de Gato, que morreu semana passada
Bom amigo, protetor, “filho”… e garantia certa para a diversão no “recesso do lar”. Há casos, porém, em que as funções desempenhadas pelo animal de estimação extrapolam territórios, estendendo-se para o local de trabalho de seus felizes proprietários – são raros, mas há inclusive bichinhos que batem o ponto quase que diariamente.
Beré, Zé Branco e Dimitry foram além. Esses três “best friends forever” – dois caninos e um bichano, respectivamente – não só conquistaram a clientela como viraram cartões de visitas. “O Zé é mais conhecido do que eu”, reconhece a “dona”, Mariana Hardy.
Proprietária da agência de design que carrega seu sobrenome, Mariana conta que o dálmata virou personagem de vários produtos da Hardy (agendas, cadernos e cartões de Natal), distribuídos como material de divulgação. “É o nosso garoto-propaganda”, orgulha-se a moça. Mesmo papel desempenhado por Dimitry, um gato que, ao primeiro contato, leva os frequentadores da Cat’s Shop a confundi-lo com um cão. “Culpa” do tamanho. “É a maior raça de gato”, alerta o vendedor Giovanni Barros da Silva. Presente de uma fabricante de ração, o felino suscita uma certa idolatria. “Muita gente vai à loja só para vê-lo”, diz Giovanni.
Apesar do nome Balaio de Gato, a principal atração do bar cultural era Beré, vira-lata que latia com entusiasmo quando começavam a cantar “Parabéns para Você”. “Os clientes adoravam vê-la sentada em sua mesa”, recorda a proprietária do espaço, Luciana Alvim.
Mascote do Balaio de Gato tinha mesa cativa
bere
“Beré faleceu na semana passada”. Foram as primeiras palavras de Luciana Alvim à reportagem do Hoje em Dia. A proprietária do Balaio do Gato, hoje localizado no Mercado Distrital do Cruzeiro, ainda está, claro, abalada com a perda, após 17 anos de convivência estreita com a vira-latinha. “Estava velhinha demais, com um tumor no cérebro. A matéria será uma homenagem”, registra Luciana, que lembra como se fosse ontem o dia em que socorreu a cadelinha, que havia sido atropelada.
À época, Beré tinha outro dono, que, vendo a fratura resultante do acidente, resolveu que não, não iria cuidar dela. “Disse: ‘levo ao veterinário desde que fique com ela’. E ele liberou”. Mais tarde, o ex-dono admitiu, ao ser recebido com receio por Beré, que (acredite) batia na cachorra. Luciana, naturalmente, não quis mais que se reencontrassem.
O período difícil ficou para trás e Beré angariou a atenção que merecia no Balaio de Gato, quando o bar cultural ainda funcionava no Funcionários. Foi lá que ganhou, por exemplo, um grafite na área externa. “Antes, tínhamos feito um tratamento acústico, que deixou o lugar o feio”, conta. A solução para diminuir o impacto da “feiúra” foi um trabalho artístico. Convidado para dar vazão à criatividade, Ramon Marquinhos pediu sugestões e a proprietária não conseguiu pensar em outra coisa que não Beré, que teve reproduzida uma “foto 3X4” sua, postada no Facebook do bar.
“Beré estava sempre comigo. Viajamos para vários lugares”, lamenta Luciana, que não economizou no enterro da cadela. Comprou um jazigo no cemitério de animais, com direito ao nome da cadelinha gravado. “Não queria cavar um buraco qualquer e jogar seu corpo. Fechamos nossa história com chave de ouro”.
Dimitry tem papel de suma importância
Dimitry está na Cat’s Shop desde a inauguração dessa que é a primeira de Belo Horizonte dedicada exclusivamente aos felinos, em 2009. Foi um presente de uma marca de ração para a proprietária, Paula Andrade. Apesar de ficar boa parte de seu dia deitado ou preso à coleirinha, ele exerce um papel de suma importância por lá.
“O objetivo de tê-lo aqui é o de estreitar laços e mudar conceitos junto aos clientes e pessoas em geral que visitam a loja. Principalmente em se tratando de gatos, pois quem não convive ou conhece bem esses belos animais não sabe como podem ser carinhosos, divertidos e companheiros”, pondera Paula.
Segundo ela, ainda há pessoas que alimentam um certo preconceito em relação aos bichanos. “Felizmente, isso está mudando rapidamente e elas estão passando a ver, no gato, um animal independente, mas companheiro, com facilidade para aprender, e um bicho muito sensível”, assinala.
A raça de Dimitry, a maine coon, é chamada de “gatos gigantes” e figura no Guinness como a mais comprida entre os peludos. Mas o gato mineiro é pequeno se comparado a outros companheiros do estado norte-americano do Maine, onde a raça se originou.
Muito dócil, Dimitry se transformou num xodó, a ponto de um dos clientes da Cat’s Shop ter se especializado na criação do maine coon. “É um gato muito resistente, principalmente à neve, já que é bastante frio no Maine. Dificilmente fica doente e vive muito tempo”, garante o vendedor Giovanni da Silva.

 

FONTE: Hoje Em Dia.


Casais disputam na Justiça quem fica com a “guarda” do animal

 

Disputa animal na Vara de Família
Em guarda compartilhada, Syd fica 4 meses na casa de carolina e outros 4 na casa de Guilherme
Ao fim de quatro anos de relacionamento, a fotógrafa Carolina Salgado e o engenheiro de automação Guilherme Carvalho quase foram à Justiça para definir com quem ficaria a guarda do gato Syd. Eles, porém, decidiram que o melhor para ambos e para o bichinho de estimação seria dividir as responsabilidades. A partir da orientação de um advogado, ficou acordado que cada um cuidaria de Syd em períodos intercalados de quatro meses.
Mas nem sempre fins de romances terminam em um simples aperto de mãos. Nos últimos anos, reivindicações de tutela de cães e gatos têm movimentado a Vara de Família, que bate o martelo sobre as guardas compartilhada ou unilateral dos animais.
Mesmo sem legislação específica, em muitas ações, as partes chegam a exigir pensão para custear despesas relacionadas – de ração a viagens.
A Justiça tem optado pela divisão de responsabilidades, melhor condição financeira ou ainda a quem comprovar ser o dono legítimo do bicho. “O Código Civil Brasileiro trata apenas da questão de maus-tratos aos animais. Sobre guarda unilateral ou compartilhada, fica a critério do entendimento e da sensibilidade de cada juiz”, explica o especialista em direito de família Nacib Rachib Silva.
Nos processos, explica ele, a jurisprudência leva em consideração a afetividade de cada um dos donos. “Dependendo da situação, o afastamento definitivo pode até comprometer a estrutura psicológica das partes. Por isso a necessidade de tratar o assunto ponderando os dois lados, além do benefício do animal”, analisa Silva.
Às vezes, a decisão sobre a tutela foge da alçada da Vara de Família, como foi o caso da cadela Mimi, da raça labrador, hoje sob os cuidados da dentista Fayanne Machado. O cão foi tratado como um objeto e entrou na partilha de bens dos proprietários, em processo julgado na Vara Cível.
“Mimi foi um presente dos nossos padrinhos de casamento. Com a separação, o meu ex-marido quis levá-la, mas eu não deixei. Acabei ficando com a responsabilidade pelos cuidados dela”, conta. Antes de ter a guarda definida, a dentista participou de várias audiências nos tribunais. “Foram meses desgastantes. Até a Mimi ficou triste e sentiu essa disputa. Não imaginava que seria tão cansativo e sofrido”.
A guarda compartilhada apresenta-se como a melhor saída. Para o gato Syd, a divisão das atenções parece vantajosa. “Quando é minha vez, adapto minha rotina de trabalho para ficar mais tempo em casa com ele. É a forma que encontrei para poder dar carinho e atenção”, afirma o engenheiro Guilherme Carvalho. As despesas com veterinário, remédios e alimentação também fazem parte dessa partilha. “Assim, conseguimos ficar presentes na vida do Syd de maneira igualitária. Acredito que ele consegue sentir todo o carinho que temos por ele”, conclui a fotógrafa Carolina Salgado.
Primeiro caso foi julgado há dez anos
Com o fim do casamento, a funcionária pública Helenice Machado Mendes, de 55 anos, recorreu à Justiça para ter direito de cuidar, juntamente com o ex-marido, das cadelas Bela e Hortência. “Era um desejo nosso continuarmos essa convivência, e decidimos deixar isso formalizado. Seria doloroso tanto para nós quanto para as cadelinhas, a separação”.
Para explicar os motivos da decisão ao juiz, eles tiveram de descrever, em uma carta, o que a guarda compartilhada dos cães significava para os dois. “Bela e Hortência eram nossas filhas. O amor é incondicional, e foi isso que colocamos no papel”, disse Helenice.
O caso, pioneiro em Minas, foi julgado há dez anos na Vara de Família e teve como parecer o compartilhamento da guarda e dos custos referentes aos cuidados dos animais. “Lembro do espanto do juiz como se fosse hoje, porque era algo inédito a ser tratado. Até a minha advogada ficou curiosa com o pedido. Foi uma vitória elas não serem analisadas no acordo como um objeto ou um bem, mas como membros da casa”, disse Helenice.
Hortência e Bela, que viveram 8 anos, foram acompanhadas de perto pelos donos. “Nenhuma decisão era tomada sem um consultar o outro. Quando um viajava, o outro assumia a responsabilidade sem nenhum problema. Isso fez com que elas não sentissem essa mudança de casa”, explicou a funcionária pública.
Após a morte das cadelas, as fotos e a boa relação com o ex-marido são as lembranças da divisão da guarda inusitada.
“Acredito que isso somente deu certo porque era um desejo dos dois. Apesar da separação, tínhamos uma amizade que favoreceu a criação delas”, afirma Helenice.
Bichos de estimação podem ficar agressivos
Ansiedade, falta de apetite, desânimo e até agressividade afetam bichos de estimação de proprietários em processo de separação litigiosa. “Em questões emocionais, cães e gatos vivenciam intensamente essas mudanças e percebem as mudanças no ambiente. Os que são mais próximos dos donos sofrem ainda mais”, afirma o mestre em medicina veterinária Demerson Ferreira Rocha.
Júlio Cambraia, medico veterinário da Escola de Veterinária da UFMG, explica que as mudanças no comportamento de cães e gatos durante o processo de disputa de tutela são previsíveis. “O animal pode apresentar desde prostração a agitação e agressividade”.
Cambraia alerta que o excesso de afetividade dos donos também pode prejudicar. “Muitos mimos e cuidados podem ser danosos no que se refere ao comportamento. São importantes os limites e separar o que é característico do ser humano e de um animal. Deixar que cão e gato sejam verdadeiramente animais domésticos”.
Saúde
Apesar da alteração de humor dos bichos, segundo especialistas, a mudança de casa não afeta a saúde dos animais. “Não existe nenhuma comprovação científica que correlacione essa situação de separação ou disputa de tutela ao ponto que interfira na saúde do cão ou gato. O que observamos é que alguns se tornam mais emotivos e outros ficam indiferentes”, explica Cambraia.
Projeto de lei tenta diminuir conflitos
Para tentar reduzir os conflitos sobre a guarda ou tutela dos pets, tramita desde 2010, na Câmara dos Deputados, em Brasília, o Projeto de Lei nº 7.196, que determina a guarda para quem comprovar ser legítimo proprietário do animal, por meio de documentos (cartão de vacinação, registro de pedigree) considerados válidos pelo juiz.
Na falta desse registro que comprove a propriedade do pet, a guarda seria concedida a quem demonstrar maior capacidade financeira.
A ideia é que o projeto de lei beneficie também casos de disputa de guarda de animais que envolvam irmãos, pais e filhos. Porém, especialistas em direito de família recomendam o acordo entre as partes.

FONTE: Hoje Em Dia.


 

 

 

Não deixe seu animalzinho sofrer com os fogos de artifício

 

Com a audição muito mais aguçada que a dos humanos, os pets sofrem com fogos de artifício e buzinas e podem até ficar doentes.

Durante a Copa do Mundo, eles precisam de cuidados especiais

A estudante Michelle Hallais e os cães Lola, Nina e Kira: 'Vamos assistir os jogos juntinhos. Com amor e carinho, não há medo que resista' (Samuel Gê)

FONTE: Estado de Minas.
Fogos de artifício, cornetas, apitos, buzinas e, claro, uma multidão de vozes gritando ao mesmo tempo. Nos jogos da Copa do Mundo, a euforia é certa e o barulho também. O que para as
pessoas é uma maneira de comemorar, para os animais de estimação é uma verdadeira tortura.

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Com a audição quatro vezes mais aguçada que a dos humanos, os pets sofrem
profundamente com o excesso de ruídos, e até mesmo animais saudáveis podem vir a óbito. “O excesso de estresse por conta do barulho pode provocar edema pulmonar agudo, extremamente fatal”, diz a veterinária Simone Paulino, da Clínica Pet Zoo. O pânico é tanto que o índice de
animais desaparecidos nesses períodos é grande. Assustados e tentando se proteger, alguns fogem e acabam sendo atropelados. Para evitar tantos transtornos e garantir o bem-estar dos animais, algumas técnicas podem ser utilizadas. Fazer uma boa caminhada com o cão antes do jogo ajuda a relaxar e a deixá-lo mais tranquilo. Em casa, a recomendação é verificar se todas as portas e janelas estão trancadas, para evitar fuga, especialmente dos gatos.
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Criar ambientes aconchegantes, com alguns esconderijos do tipo cabanas ou casinhas acolchoadas ajuda a abafar o ruído externo. Também contribui ligar a televisão ou colocar uma música suave. “Também aconselhamos retirar móveis de vidro e objetos pontiagudos que possam resultar em acidentes”, diz Ceres Faraco, veterinária da Comac (Comissão de Animais de Companhia do Sindan). Além de redirecionar o foco do animal com petiscos e brincadeiras, a presença do dono é muito importante para lhe transmitir segurança. Caso isso não seja possível, o ideal é deixar roupas com o cheiro do proprietário junto a ele. Para aqueles que aguardam muitas visitas,
a dica é associar a presença de estranhos a coisas positivas. Nos dias que antecederem os jogos, peça a amigos para visitá-lo levando agrados para o seu bichinho.
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Em alguns casos, o uso de calmantes é recomendado, mas somente com orientação do especialista.
A recomendação é dar preferência para os medicamentos homeopáticos e fitoterápicos, como os florais. “Os calmantes são indicados para reduzir o estresse de animais muito ansiosos e agitados. Mas o seu uso deve ser moderado”, diz o veterinário Manfredo Werkhauser, da Clínica São Francisco de Assis. Ansiosa pela Copa, mas também preocupada com os seus três cãezinhos – Lola (pretinha SRD de 8 meses), Nina (SRD de 4 anos) e Kira ( weimaraner de 5 anos) –, a estudante Michelle Hallais, de 22 anos, sabe bem o que fazer para proteger seus animais de estimação. “Vamos assistir os jogos juntinhos. Com amor e carinho, não há medo que resista”.
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Sob a proteção da lei
Pressionados pela opinião pública, políticos investem em projetos que asseguram o bem-estar dos bichos. Na Câmara de BH, 11 iniciativas ampliam os direitos animais

 

 

 Marina, o labrador Tunico e a cadela Olívia, amor baseado no respeito aos direitos dos animais, causa pela qual a veterinária luta (Beto Novaes/EM/D.A Press)
Marina, o labrador Tunico e a cadela Olívia, amor baseado no respeito aos direitos dos animais, causa pela qual a veterinária luta

Aos animais, no mínimo, a dignidade. A Constituição Brasileira de 1988 colaborou com a natureza ao reconhecer que os bichos são dotados de sensibilidade e impor aos cidadãos o dever de respeitar a vida, a liberdade corporal e a integridade física dos animais. Assim, ficam expressamente proibidas as práticas que coloquem em risco sua função ecológica ou os submetam à crueldade. Dez anos depois, a Lei Federal nº 9.605/98 estabeleceu penas de prisão para quem maltrata os bichos. Nas três esferas do poder público, em atenção à demanda social, políticos das mais diversas siglas partidárias propõem normas de proteção e defesa dos bichos – só na Câmara Municipal de Belo Horizonte são 11 os projetos de lei pela causa animal, que vão do fim das carroças à criação de hospital veterinário público 24 horas. Entretanto, defensores e especialistas se unem em coro, dizendo que a lei é pouco. O que vale é a prática da presença ética e responsável.

Falta muito para que os bichos conquistem a dignidade sonhada por tantos. “O mundo seria maravilhoso se não precisássemos dessas tais leis para vivermos de forma harmoniosa e respeitosa, e mesmo regido por elas, o homem, ainda assim é capaz de destruir, matar, desrespeitar, entre tantas outras reticências noticiadas e vividas no nosso cotidiano”, diz Marina França Pellegrino, “desde sempre”, defensora da causa animal. Para a médica veterinária, a proteção e a defesa dos animais “via lei” são uma grande conquista no Brasil. Contudo, Marina entende que o melhor seria não haver a obrigação do que deveria ser natural. “Não adianta a lei se não aprendemos a amar e, acima de tudo, a respeitar os animais”, considera.

Casada com Carlos Augusto Gontijo Pellegrino, também médico veterinário, Marina tem em casa o labrador Tunico e a shih tzu Olivia, ambos tratados como sujeitos da família. Recentemente, o casal fez de tudo, sem poupar recursos, para salvar a yorkshire Mel, com problemas de saúde, “irmãs de coração” de Tunico e Olivia. Não teve jeito. Marina não segura as lágrimas ao relembrar as alegrias da pequena travessa e os tempos difíceis de idas e vindas nos melhores hospitais veterinários da cidade. “Era o mínimo que podíamos fazer por ela. Vivenciamos com esses bichinhos o verdadeiro amor. Amor que não pede ou espera nada em troca”, emociona-se.

A doutora vê com a alegria o movimento crescente de ativistas, que tem mobilizado políticos de partidos diversos pela causa. Marina, contudo, cobra das autoridades mais recursos para abrigos e atenção à necessidade urgente de um hospital veterinário público. “Muitas famílias carentes gostariam de oferecer aos seus bichinhos um atendimento adequado e não têm condição. Falta, ainda, a valorização do médico veterinário. Muitos profissionais abandonam a área por falta de suporte técnico e financeiro.” Marina também espera da justiça maior rigor contra maus-tratos e abusos de qualquer natureza. “Assusta a quantidade de animais abandonados . E os cavalos, que são forçados a trabalhar exaustivamente?”, denuncia.

SUPORTE DA UFMG Marina elogia o suporte da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aos cavalos, mulas e burros dos carroceiros e o atendimento do Hospital Veterinário do câmpus da Pampulha. Entende que a oferta, porém, “é insuficiente” para a necessidade dos cidadãos. Duas das demandas listadas pela doutora estão na Câmara Municipal de Belo Horizonte. O Projeto de Lei nº 832/2013, de autoria do vereador Adriano Ventura (PT), cria o Programa BH de Bem com os Animais e propõe a redução gradativa do número de veículos de tração animal. Já o Projeto de Lei nº 0041/2013, de autoria do vereador Leo Burguês de Castro (PTdoB) “autoriza o poder executivo a criar o pronto-socorro veterinário gratuito 24 horas”.

Esperançosa com o encaminhamento dos assuntos, Marina França diz que gostaria de ver, além dos projetos de lei, medidas efetivas contra a venda de animais e investimento do poder público em campanha vacinal para leishmaniose. “Acho um absurdo o comércio de animais no Mercado Central.São urgentes, também, medidas contra a leishmaniose. BH é uma zona endêmica. Mesmo que as vacinas não garantam 100% de proteção, uma campanha do governo poderia diminuir muito a incidência”, ressalta.

Legislação em vigor em BH
» Lei nº 6.223, 
de 5 de agosto de 1992
Dispõe sobre a criação e a manutenção de animais exóticos e alienígenas de alta periculosidade em residências e sítios.

» Lei nº 6.313,
de 11 de janeiro de 1993
Estabelece normas para abate de animais destinados ao consumo e dá outras providências.

» Lei nº 7.452, 
de 9 de março de 1998
Estabelece normas sanitárias para abatedouros, criatórios comerciais de animais, micro e pequenas indústrias de embutidos e dá outras providências.

» Lei nº 9.830, 
de 21 de janeiro de 2010
Dispõe sobre a manutenção, utilização e apresentação de animais em circos ou espetáculos e atividades e dá outras providências.

» Lei nº 10.148, 
de 24 de março de 2011
Institui a política de estímulo à adoção de animais domésticos e dá outras providências.


Lei federal
No Brasil, os maus-tratos aos animais são crime previsto no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605, chamada Lei de Crimes Ambientais. Para o infrator, a lei imputa multa ou pena de três meses a um ano de prisão. As denúncias podem (e devem) ser feitas em qualquer um dos seguintes órgãos competentes: Delegacia do Meio Ambiente, Ibama, Polícia Florestal, Ministério Público, Promotoria de Justiça do Meio Ambiente ou até mesmo na Corregedoria da Polícia Civil.

Declaração Universal dos Direitos dos Animais

» 1 – Todos os animais têm o mesmo direito à vida

» 2 – Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem

» 3 – Nenhum animal deve ser maltratado

» 4 – Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu hábitat

» 5 – O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser abandonado nunca

» 6 – Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor

» 7 – Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida

» 8 – A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais

» 9 – Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei

» 10 – O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais

FONTE: Estado de MInas.



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