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Senadora Gleisi Hoffmann vê apoio ao PT em música e comete gafe no carnaval

Cantor Léo Santana cantou a música “Vai dar PT”, que não faz alusão ao Partido dos Trabalhadores, mas a presidente da legenda pegou carona no refrão



A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR) cometeu uma gafe nesse sábado ao twitar notícia sobre o encontro do cantor Léo Santana e o governador da Bahia, Rui Costa dos Santos (PT) no circuito Omar (Campo Grande) na quinta-feira, primeiro dia de carnaval em Salvador. “Reconhecimento da boa administração do governo do PT na Bahia…”, tuitou a petista com o link para o site bahia.ba.

No site, o encontro é anunciado com o título: “Léo Santana puxa “Vai dar PT” após cumprimentar Rui (Costa) no Campo Grande”. O site diz, ainda, que, “durante o encontro, o pagodeiro também convidou o governador petista para subir ao trio”. Embora a presidente do PT tenha pego carona no título da música, a letra não faz nenhuma alusão ou referência ao Partido dos Trabalhadores.
Na letra, o cantor fala de uma moça de 18 anos que vai para um baile “afim de se envolver”. “Foi pro baile muito louca/ Afim de se envolver/ Ela só tem 18 anos/ O que vai acontecer? Cer, cer, o que vai acontecer?”, pergunta o pagodeiro para logo em seguida afirmar: “Vai dar PT, vai dar/ Vai dar PT, vai dar”. Na gíria, o PT da música está associado ao fato de uma pessoa ficar muito bêbada a ponto de cair, vomitar. “Misturou tequila, whisky, vodka/ E a mina vai embrazar”, prossegue a música. “Ela vai dar PT, vai dar” finaliza a letra.
No encontro, segundo o site bahia.ba, Léo Santana teria convidado o governador para subir no trio elétrico independente que arrastou milhares de foliões em Campo Grande. Rui Costa retribuiu a saudação, mas não aceitou o convite para estar no trio de Léo Santana. O petista não se deixou seduzir pelo hit “Vai dar PT” do pagodeiro baiano e permaneceu no camarote do governo. Vai dar PT também é vai dar perda total.

Gleisi, atual presidente do PT, é identificada nas planilhas da Odebrecht pelo codinome “A Amante” (clique no link para ver). Não é a primeira vez que ela vê apoio ao seu partido onde não há. No início de janeiro ela publicou no Twiter um “Forza Lula” que na verdade era “Forza Luca“.

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FONTE: Estado de Minas.


Casal denunciado na lava-jato

Procuradoria segue entendimento da Polícia Federal e pede ao Supremo a abertura de processo criminal contra Gleisi Hoffmann e o marido, Paulo Bernardo, por corrupção passiva

Inquérito da Polícia Federal aponta que Paulo e Gleisi teriam recebido R$ 1 milhão em propinas de contratos entre empreiteiras e a Petrobras (José Cruz/Agência Brasil)

Inquérito da Polícia Federal aponta que Paulo e Gleisi teriam recebido R$ 1 milhão em propinas de contratos entre empreiteiras e a Petrobras

Brasília – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu denúncia  contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro do Planejamento e das Comunicações Paulo Bernardo, ao Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Lava-Jato. A denúncia foi apresentada 37 dias depois de o casal ter sido indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva. O inquérito policial concluiu que eles receberam R$ 1 milhão de propina em contratos firmados entre empreiteiras e a Petrobras. O valor foi usado para custear as despesas da eleição de Gleisi ao Senado, em 2010. O empresário Ernesto Kugler Rodrigues, de Curitiba, também foi denunciado.

Telefonemas e registros de estações radiobase (ERBs), as populares torres de celular, foram as principais provas usadas pela Polícia Federal para indiciar Gleisi e Bernardo. A partir da análise dos dados e uma nova delação premiada, do advogado Antônio Carlos Fioravante Pieruccini, os policiais entenderam que há indícios suficientes para confirmar as afirmativas de outros dois delatores: o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef.

Segundo a PF, Bernardo teria solicitado R$ 1 milhão a Costa, em operação conduzida por Alberto Youssef. Para a PF, o ex-ministro tinha conhecimento de que os valores eram ilícitos, caso contrário não os teria solicitado ao ex-diretor da Petrobras. “O caso presente parte de narrativas convergentes e foi sendo instruído com depoimentos e com algumas provas técnicas, baseadas em registros telefônicos, substancialmente”, explica a PF, no relatório entregue ao STF.

LIGAÇÕES SUSPEITAS Segundo a polícia, Kugler Rodrigues é o elo entre o esquema na Petrobras e a campanha de Gleisi. Embora a parlamentar negue, ele também atuou na arrecadação de fundos, segundo interpretação dos 25 telefonemas entre o empresário e o tesoureiro da parlamentar, Ronaldo Baltazar, e de três ligações para números registrados em nome da senadora. Um telefonema do empresário para Pieruccini, intermediário de Youssef, em período eleitoral, indica uma das quatro entregas de dinheiro vivo, segundo a polícia. A conversa durou 50 segundos e foi feita às 16h58 de 3 de setembro de 2010. Às 15h35 e às 16h26, antes da ligação, a própria Gleisi telefona para a sede do PT, em Curitiba. Horas antes, às 10h30, o partido recebia telefonema de Kugler.

Torres de celular mostram ainda que, no dia anterior, Pieruccini estava em São Paulo, onde visitou os escritórios de Youssef, segundo registros de portaria do doleiro. O advogado disse que, em quatro ocasiões, pegou em São Paulo pacotes de dinheiro com R$ 250 mil para entregar ao empresário em Curitiba, parte deles com a anotação “PB/Gleisi”. Pieruccini disse que a última entrega de dinheiro foi feita em agosto ou setembro de 2010, em seu próprio apartamento, na Água Verde — exatamente a localização de Kugler naquele dia.

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FONTE: Estado de Minas.



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