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Um terceiro agente é investigado por envolvimento na morte de eliza samUdio, a pedido do ministério público, que desconfia também que bola tenha PLANEJADO matá-la em santos

 

O envolvimento de um terceiro policial civil na morte de Eliza Samudio está sendo investigado pela polícia, a pedido do Ministério Público. O novo suspeito, o agente Gilson Costa, é corréu no processo do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, sobre o desaparecimento e morte de duas pessoas em Esmeraldas, na Grande BH, há cinco anos. Os dois atuaram juntos no extinto Grupamento de Respostas Especiais (GRE) e mantiveram, segundo a promotoria, “inúmeros contatos telefônicos” durante o período em que a ex-amante do goleiro Bruno Fernandes esteve em Minas Gerais, inclusive no dia da morte dela.

Às vésperas do julgamento de Bruno, marcado para segunda-feira, o documento sigiloso assinado pelo promotor Henry Wagner Vasconcelos – ao qual o Estado de Minas teve acesso – inclui ainda informações de que Bola teria estado em Santos, no litoral paulista, dois meses antes do desaparecimento de Eliza, de tocaia à modelo. Outro policial investigado no caso é José Lauriano de Assis Filho, o Zezé. O promotor informou, por meio da assessoria de imprensa, que ainda reúne provas para denunciá-lo.

O relatório do promotor foi entregue à juíza do Tribunal do Júri de Contagem, Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, solicitando o complemento das investigações e quebra do sigilo telefônico e bancário dos três policiais, entre abril e julho de 2010. O inquérito anterior, que resultou na denúncia de oito réus e na decretação de medida socioeducativa para Jorge Luiz Rosa, primo do goleiro, não incluiu a quebra do sigilo bancário de Bruno e de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, e, por isso, o promotor também fez esse pedido.

Segundo o delegado Wagner Pinto, do Departamento Investigação de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Belo Horizonte, as novas investigações estão em curso e os suspeitos não foram ouvidos ainda. Ele confirma, no entanto, que Bola, Zezé e Gilson (investigado ainda pela Corregedoria da Polícia Civil) conversaram no período em questão.

O documento assinado pelo promotor cita ainda as “reiteradas informações” que chegaram ao Ministério Público, de que Bola teria estado em Santos, dois meses antes de Eliza desaparecer. Com medo das ameaças de Bruno, a moça vivia escondida na casa de uma amiga com seu filho, Bruninho, e dizia a amigos, por mensagens de bate-papo na internet, que evitava dizer onde estava. Pessoas próximas ao goleiro tentaram descobrir o endereço, mas Eliza sempre se negava a passar. Segundo o promotor, Bola estaria armado e até teria sido detido por porte ilegal de arma. No entanto, ele alerta que não há registro formal da prisão do ex-policial, porque um advogado atuante em Minas Gerais, a pedido de Macarrão, teria providenciado o suborno de agentes paulistas.

Ainda que não tenha sido apontado por Macarrão, já condenado, nem pelo primo de Bruno, na entrevista que concedeu no domingo ao Fantástico, da Rede Globo, Bola pode estar ainda mais complicado por essas relações. Ele e Gilson Costa respondem pelo desaparecimento, tortura e morte de Marildo Dias de Moura e Paulo César Fernandes, no interior do centro de treinamento do GRE, em 2008. Assim como o corpo de Eliza, os restos mortais das duas vítimas nunca foram encontrados.

DEFESA Segundo a advogada de Gilson, Rita Virgínia das Graças Andrade, o processo da comarca de Esmeraldas ainda está na fase de depoimentos, mas ela garante que o policial é inocente porque estava em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, na época desse crime. Segundo a advogada, Gilson e Bola só mantiveram relacionamento profissional e não são amigos. Ela afirma que seu cliente nem estava em BH quando Eliza foi trazida a Minas.

Bola e Zezé foram da mesma turma na Polícia Civil. Foi Zezé, inclusive, quem apresentou Bola a Bruno e Macarrão. O argumento alegado, porém, é de que o filho de Bola sonhava ser jogador de futebol. O rastreamento das ligações dos suspeitos mostra, entretanto, que Zezé falou 53 vezes por celular com Macarrão, Bola e com o primo de Bruno, que era menor na época do crime, nos dias em que Eliza foi mantida no sítio. Apenas entre Zezé e Macarrão foram 37 ligações em cinco dias. Segundo as investigações, Zezé e Bola se falaram no dia da morte de Eliza e se encontraram pouco tempo depois do assassinato dela.

O policial aposentado também conversou 18 vezes com o caseiro do sítio de Esmeraldas, Elenilson Vitor da Silva, entre 5 e 10 de junho de 2010, período em que Eliza e o filho estavam no local. No processo consta que Zezé ligou para a delegacia no dia em que ex-mulher de Bruno Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, detida, foi acusada de sequestrar o bebê. Naquela data, foi ele quem mandou uma mensagem para o celular de Macarrão, informando-o sobre a movimentação da polícia em busca do menino. Zezé e os advogados de Bola não foram encontrados para comentar o caso.

DENÚNCIA A suspeita do Ministério Público é confirmada pelo assistente de acusação do caso Bruno, José Arteiro. “Já existiam suspeitas sobre a presença de Bola e dois policiais em Santos para executar Eliza. Os três teriam sido presos e um advogado mineiro intermediou o pagamento de propina para libertação deles”, disse. “Tão logo Bruno seja condenado, acredito que os outros dois policiais serão denunciados”, completou.

 

 

QUEM É QUEM

 

 (EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS %u2013 5/10/12)

 

Marcos Aparecido dos Santos, o Bola

Ex-policial civil, acusado de matar e ocultar o corpo de Eliza Samudio. Ele foi absolvido, em novembro, da acusação de ter assassinado um carcereiro em 2000, em Contagem, mas responde a um processo pelo desaparecimento, tortura e morte de duas pessoas no centro de treinamento do Grupo de Respostas Especiais (GRE), em Esmeraldas.

José Lauriano de Assis Filho, o Zezé

Policial aposentado que foi da turma de Bola no curso para a Polícia Civil. Rastreamento telefônico mostra que ele conversou 37 vezes com Macarrão, 15 minutos antes de Eliza ter sido trazida do Rio e nos dias em que permaneceu no sítio. Zezé também falou com Bola momentos antes e depois do crime e o recebeu na delegacia do Bairro Floramar, levantando a suspeita da polícia de que possa ter ajudado a ocultar o cadáver.

Gilson Costa

Policial civil da ativa. Ele e Bola trabalharam juntos no GRE e são réus no processo na comarca de Esmeralda, que apura o desaparecimento, tortura e morte de duas pessoas em 2008. Os corpos nunca foram encontrados. Por esse crime, Gilson também é investigado pela corregedoria. Mas no período em que Eliza esteve em Minas, segundo a promotoria, ele conversou diversas vezes por telefone, em momentos cruciais, com os policiais envolvidos.

FONTE: Estado de Minas.


 

Vice-presidente do Boa Esporte, que vem negociando para contratar o goleiro Bruno, dependendo do resultado do julgamento marcado para o dia 4 de março, pelo assassinato de sua ex-amante Eliza Samúdio, Roberto Moraes revelou que não cabe ao clube fazer comentários sobre a inocência ou não do jogador que está na mira do time de Varginha.

“O Boa é uma empresa e quando tem a dificuldade de contratar um atleta procura em todos os campos para buscar esse atleta para suprir a necessidade. Há a necessidade de ter mais um goleiro no Boa e a gente agora espera que as coisas possam acontecer e no futuro a gente possa ganhar frutos com isso. Agora, sobre inocência ou não, não cabe ao Boa falar”, afirmou o dirigente, em entrevista ao Programa Bastidores, da Rádio Itatiaia.

Roberto Moraes procurou conduzir o assunto sempre pelo lado técnico, em função da procura pelo Boa Esporte de um goleiro em condições de solucionar uma carência dessa posição. “Temos necessidade de contratar um goleiro para chegar e ser o dono da posição, a gente pensou e no final do ano fizemos proposta para o advogado do atleta (Bruno) e se as coisas acontecerem a gente tem interesse em trabalhar com ele no Boa Esporte”, afirmou.

Boa negocia com goleiro Bruno Fernandes e aguarda julgamento em março para acordo

  • Cristiano Trad/O Tempo/Agência EstadoApesar de estar preso desde julho de 2010, o goleiro Bruno é cobiçado por alguns clubes de futebol. Neste sábado, a diretoria do Boa Esporte confirmou que pretende contratar o arqueiro, após o seu julgamento, que acontecerá no próximo dia 4, sobre a morte de Eliza Samúdio. De acordo com o presidente do Boa, Rone Morais, em nota divulgada pelo site oficial do clube, as trativas para que um contrato seja firmado entre o goleiro e o time de Varginha, caso Bruno seja libertado, já iniciaram. Porém, o contrato só será anunciado com a liberdade total do jogador.

No sábado, em nota oficial, assinada pelo presidente Ronê Moraes, o Boa Esporte admitiu ter iniciado tratativas com advogados de Bruno para contratar o ex-goleiro do Flamengo, dependendo do resultado do julgamento. O arqueiro e sua ex-mulher Dayane Rodrigues do Carmoserão julgados em 4 de março, em Contagem.

Roberto Moraes não quis falar sobre a expectativa de Bruno ser libertado. “A gente entrou em contato, mas não temos certeza e tranquilidade que as coisas possam acontecer, temos de aguardar a Justiça, esperar e ver o procedimento da Justiça para ver se poderemos ou não contratar o jogador”, destacou.

O dirigente não se mostrou preocupado com uma possível reação contrária dos jogadores do Boa Esporte, caso a contratação venha a ser concretizada, em função das acusações respondidas na Justiça por Bruno, que está preso há mais de dois anos. “Cada um é cada um e todos são trabalhadores normais. Se colocar dessa forma, as pessoas não podem errar e não tem direito de pagar por seus erros. A sociedade tem de abrir espaço para essas pessoas retornarem e voltarem a ter sua vida normal”, disse.

Goleiro Bruno

19.nov.2012 – O goleiro Bruno Fernandes de Souza (sentado à direita) durante seu julgamento no fórum de Contagem (MG), nesta segunda-feira (19). Ele é acusado de mandar matar a jovem Eliza Samudio, 24, sua ex-amante. Primeira testemunha a depor no júri do caso, Cleiton Gonçalves, ex-motorista de Bruno, confirmou que Sérgio Rosa Salles, primo do ex-atleta, lhe disse que ‘Eliza já era’. A declaração foi dada após ele ser questionado pelo promotor de acusação caso, Henry Castro Vagner Antonio /TJ-MG

“Até o momento eu acho que não há questões para a gente se preocupar por isso, porque ele não foi condenado ainda. Mas isso não se refere ao Boa e sim à Justiça. Nós temos que buscar o melhor para o Boa, que é ter atletas de qualidade e que possa representar bem a nossa camisa. Estamos procurando fazer uma equipe forte dentro das nossas condições para que possamos fazer grande Campeonato Brasileiro (Série B)”, acrescentou.

Em relação à parte técnica, já que Bruno não joga ou mesmo treina adequadamente há muito tempo, Roberto Moraes não vê problema. “É um atleta jovem ainda, a gente acredita que se ele conseguir sua liberdade em pouco tempo poderá voltar às suas atividades normais e seguir sua vida”, observou.

 

FONTE: UOL.



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