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Brasileiros faturam alto com profissões inusitadas

Onda de ostentação no país fez crescer demanda de serviços como aluguel de iPhones e bolsas de grife

 
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De preparativos para uma noite romântica a aluguel de iPhones. Os brasileiros fazem quase tudo para garantir uma renda extra no fim do mês e atender extravagantes desejos. Com lucros que chegam a R$ 4 mil por mês, as ofertas de serviços são variadas.

A vaidade e ostentação foram o ponto de partida para o editor de imagens Marco Aurélio Constantino, 28 anos, se tornar empresário. Para alguns pode soar estranho, mas o aluguel de iPhones caiu no gosto de jovens do Rio Grande do Norte. Com estoque de quatro aparelhos do modelo 5 disponíveis, Marco Aurélio garante: “Todos são reservados de sexta a segunda”.

A procura foi tanta que Constantino resolveu disponibilizar o seu smartphone pessoal para alugar. “Além dos quatro modelos da cor branca, pagando um pouco mais, os clientes podem reservar com antecedência o meu, um iPhone 5S”, explica. Segundo o empresário, as mulheres alugam mais o dele porque é dourado. “As garotas gostam de fazer selfie na academia”, comentou. A diária do aluguel de um iPhone varia entre R$ 120 e R$ 170.

O editor de imagens conta que o negócio começou sem grandes pretensões. “Anunciei meu iPhone para vender em agosto. Uma semana depois, o emprestei para um amigo tirar fotos. A partir daí, surgiram outros pedidos e resolvi capitalizar o empréstimo, que rende mais do que a venda do aparelho”, explicou. Com farta procura, foi preciso adquirir mais três aparelhos.

Metade do valor é pago no momento da entrega. O cliente assina um contrato e recebe o aparelho com os aplicativos instalados. No momento da devolução, o celular é reconfigurado aos padrões originais. Para evitar perdas, Constantino registra os iPhones no iCloud para rastreá-los.

Um cabeleireiro de 21 anos, que preferiu não se identificar, aluga os aparelhos com frequência e não esconde que o objetivo é ostentar. “Não basta ir bem arrumado para um festa, tem que ter um iPhone”. O jovem, que tem um celular de um modelo não tão popular acrescenta que busca os serviços para tirar fotos na frente do espelho e exibir o aparelho em eventos. “Sempre que estou com o iPhone, tiro centenas de fotos e guardo em um arquivo. Aos poucos, publico algumas com mensagens de “bom dia” ou “boa noite”. As minhas amigas realmente pensam que o celular é meu”, assumiu.

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De olho na grife

A advogada Marina Perktolb, 35 anos, também apostou na vaidade para faturar. Há um ano e meio, a empresária resolveu abrir uma loja especializada em aluguel de bolsas e vestidos de marcas internacionais, em sociedade com uma amiga, em Belo Horizonte. Com bolsas que custam até R$ 25 mil e alugueis que chegam a R$ 850 diários, Marina conta que o perfil das clientes é variado. Elas procuram quando precisam ir em eventos, jantares de negócios ou para testar os produtos. “Algumas fazem uma espécie de test-drive, usam as bolsas por um determinado período para checar se vale a pena comprar”, explicou. “Outras têm desejo de usar, mas não possuem poder aquisitivo para comprar, então o aluguel aparece como melhor opção”, completou. 

Mercado do amor

Proporcionar um momento inesquecível para os casais é a missão de Priscila de Oliveira, 29 anos, que também atua como auxiliar administrativa. Em parceria com o marido, Igor Alves, 30 anos, Priscila abriu uma empresa que oferece os serviços de decoração e jantar para casais de todas as idades. No entanto, associar a rotina de escritório com as rosas e fondues de apartamentos e suítes de motel não é tarefa fácil.

Com a média de seis jantares por dia e 12 aos fins de semana, cada um a R$ 160, Priscila coleciona histórias e não recusa um desafio. “Já fiz eventos em fazendas e até em barcos”, contou. A noite romântica em uma lancha já rendeu R$ 1,6 mil.

A ideia de criar a empresa surgiu em 2013, quando o casal comemorava o aniversário de casamento. Ao se revezar para jantar em um restaurante e cuidar do filho pequeno que ficou na brinquedoteca do local, a empresária pensou em dar outra opção aos casais que buscam sair da rotina. “Um jantar especial preparado em casa dá um toque de romantismo e renova os relacionamentos”, disse. O negócio, inicialmente, teve investimento de R$ 500 reais.

Bagunça organizada

Separar itens por cor, nome e formato sempre atraiu a administradora Maria Thereza Mochel, 50 anos. Com foco no vasto “mercado da bagunça”, a empresária encontrou uma forma de aliar o que mais gosta de fazer com uma renda a mais no fim do mês.

Inaugurada há seis meses, a empresa rende ao menos R$ 1,6 mil mensalmente. “Sempre fui muito organizada, gosto de decoração. Me encontrei nessa profissão”, revela.

A área de atuação não se restringe a casas de família. A personal organiza escritórios e planeja até listas de festas. “Facilitar a vida dos clientes é o meu trabalho. Faço relação de compras, guardo presentes de casamento, arrumo armários e dou treinamento para empregadas”, disse. “O retorno é incrível. Com a casa arrumada, as pessoas têm mais qualidade de vida, aumentam a praticidade, economizam tempo e melhoram a produtividade”, completou.

Maria Thereza já tem planos para 2015. Ela revelou que está treinando um novo funcionário para a empresa e pretende atuar em novos meios, como aniversários e organização de casamentos. Os serviços de personal organize chegam a custar R$ 40 por hora.

 

 

FONTE: Estado de Minas.


Caça às pechinchas »Moda de outlets pega em BH

Segmento aumenta o número de lojas que conquistam a clientela por causa dos preços abaixo da média

Chris Soares e Sophia França oferecem peças diversas a partir de R$ 80 (Beto Magalhães/EM/D.A Press)
Chris Soares e Sophia França oferecem peças diversas a partir de R$ 80
Se buscar peças com desconto já foi sinônimo de constrangimento, hoje não é mais. Tanto que os outlets, antes conhecidos como pontas de estoque, crescem cada vez mais na preferência dos consumidores, que vão atrás de preços 80% menores que os originais e se orgulham de comprar barato. A demanda é tanta que faz com que grandes marcas repensem sua participação no mercado, abram lojas especialmente voltadas para esse público e assim movimentem um comércio de vendas mornas. Em maio, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as vendas do varejo permaneceram estáveis frente a abril.Funcionando há pouco mais de um ano no segundo piso do Restaurante Trindade, no Bairro de Lourdes, a Lojinha Outlet, das sócias Chris Soares e Sophia França, oferece de biquínis a vestidos de festas, com valores a partir de R$ 80. A presença de marcas sofisticadas por um preço menor que o encontrado nas lojas faz com que as vendas cresçam n 10% ao mês. “A indústria prefere transformar os custos para vender as sobras do estoque com desconto e assim conseguimos repassar com um preço muito menor”, explica Sophia.

De acordo com ela, algumas peças chegam à loja com preço real de R$ 1 mil e são vendidas por R$ 150. “Isso ocorre porque em alguns casos o segmento do vestuário trabalha com uma margem de lucro até 2.500%, o que encarece o produto na loja própria, mas nos permite vender mais barato e ainda conseguir ganhar”, justifica Sophia.

Para a designer e cliente da loja Maria Flávia Zech Coelho, esse é um mercado que deve crescer muito nos próximos anos. A justificativa, segundo ela, é o fato de os brasileiros irem para o exterior, encontrarem preços acessíveis e também buscarem isso onde moram. “Todo mundo procura um preço justo”, diz. No entanto, ela reforça que só sobreviverão as lojas que trabalharem com bom gosto e criatividade. “É preciso se diferenciar porque o mineiro é muito desconfiado. Ele quer desconto, mas também qualidade”, acrescenta.

Desde abril do ano passado, a grife Ave Maria optou por investir em um outlet, que funciona em endereço diferente do da loja. A ideia, segundo o gerente Heleno Fontes, era dar saída ao estoque, que ficava parado no fim de cada coleção, e girar o capital. “O comércio ruim é um dos motivos para o surgimento desse modelo de loja. Hoje, muitas pessoas não abrem mão da marca, do conceito, mas querem pagar menos”, lembra. De acordo com ele, a forma de consumir mudou e pressiona o mercado a mudar. “As pessoas compram peças por US$ 50 fora do país e não aceitam pagar R$ 500 por um produto parecido aqui”, lembra.

Prova do bom desempenho do segmento é que o BH Outlet, inaugurado em 2011, prepara uma expansão do empreendimento, com 100 novas lojas. O gerente Aroldo Soraggi explica que o crescimento da operação ocorre de forma natural em função do bom desempenho das 40 lojas já existentes. “Esse é um novo nicho de mercado, que todos os fabricantes brasileiros estão descobrindo agora e a tendência é que cresça ainda mais nos próximos anos”, estima. De acordo com o Ibope Inteligência, que simula o mercado e prevê as vendas desses empreendimentos, serão inaugurados 30 outlets, no formato de shoppings, no país nos próximos seis anos.

FONTE: Estado de Minas.

O novo esmalte da Chanel, Elixir, lançado durante o desfile de inverno 2014 da maison.

  • O novo esmalte da Chanel, Elixir, lançado durante o desfile de inverno 2014 da maison.

Acostumada a lançar tendências quando o assunto é moda e beleza, a Chanel desfilou sua coleção de inverno 2013 nesta terça (5), em Paris. Além das novas criações de Karl Lagerfeld, a maison também apresentou seu novo esmalte, que tem tudo para ser sucesso no mundo todo. Quem não se lembra do verde Jade ou do marrom-acinzentado Particulière, copiados a exaustão fora das passarelas?

Para a estação, a aposta da grife francesa é um tom coral avermelhado, batizado de Elixir, que começa a ser vendido no outono europeu. O esmalte é um de ponto de cor em meio a sóbria coleção, pontuada por muito preto, cinza e azul-marinho. A beleza do desfile também contou com glitter prateado, colado manualmente na pálpebra das modelos acima dos cílios.

Esta é a última criação de Peter Philips como diretor criativo de beleza da Chanel. No início de fevereiro, o maquiador anunciou que deixará o cargo para se dedicar a projetos paralelos.

Conheça as coleções do inverno 2013 das grifes de luxo na semana de moda de Paris

05 mar. 2013 – Os acessórios também receberam atenção especial na nova coleção da Chanel. Detaque para os sapatos com corrente, as luvas em couro com espetos e o gorro que ganhou o formato de capacete “Playmobil”


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