Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

Arquivo da tag: grimor

Faturamento da cerveja artesanal fabricada em MG cresce 21% ao ano

Patrus, da Inconfidentes

Microcervejeiros apostam na inovação para atender quem valoriza bebidas especiais, com cores, aromas e sabores distintos da cerveja industrial. Muitos aprenderam a produzir cerveja em casa. O faturamento do setor tem crescido, em média, 21% ao ano.

Uma das caçulas é a Cervejaria Inconfidentes, “uma espécie de cooperativa que reúne amantes da bebida”, define o mestre cervejeiro Paulo Patrus, de 30 anos. Os sete sócios fizeram do hobby um bom negócio, investindo R$ 700 mil em equipamentos.

VEJA TAMBÉM: MINAS FAZ A MELHOR CERVEJA DO MUNDO!

Aberta em 2013, fabrica sete tipos (ou estilos, no jargão cervejeiro) sob as marcas Grimor, Jambreiro e Vinil, num total de 12 mil litros por mês. Os próprios cervejeiros põem a mão no malte. “A casa tem um funcionário, por enquanto”. A Inconfidentes fica no Jardim Canadá, em Nova Lima, onde estão pelo menos oito cervejarias artesanais.

Para o setor, a Copa do Mundo sinaliza bons lucros, mas “de julho em diante, com certeza, só vão aumentando as vendas até o verão”, afirma o mestre cervejeiro Bruno Parreiras, de 34 anos, um dos cinco sócios da Cervejaria Küd.

A Küd produz seis estilos. Lançou o último na Páscoa e se prepara para lançar o sétimo rótulo em outubro. Abriu em 2010 com dois tanques e já tem capacidade instalada para produzir 9 mil litros por mês em 14 tanques.

A Backer investiu R$ 5 milhões na nova fábrica e inaugura em agosto o novo “templo cervejeiro”, com restaurante para 240 pessoas. A produção de 320 mil litros por mês é quase toda vendida em Minas, afirma a diretora de marketing, Paula Lebbos.

Exportação

As premiadas cervejas de Belo Horizonte e entorno estão ganhando também o mercado externo. As pioneiras Backer, Falke, Krug Bier e Wälls estão aptas a exportar, mas a maioria das microcervejarias opera no limite da capacidade.“O mercado está em expansão porque aumentou a renda da população. Os fabricantes não estão dando conta de atender à demanda interna”, diz o superintendente do Sindicato de Cervejas e Bebidas, Cristiano Lamêgo.

“Teríamos como vender hoje trinta vezes mais o que produzimos”, diz o mestre cervejeiro da Wälls, José Felipe Carneiro, de 28 anos. Instalada na Pampulha, produz 30 mil litros por mês e se prepara para dobrar a exportação para Estados Unidos e Canadá dos atuais cinco mil para 10 mil litros por mês até o fim do ano.

Pesquisa para criar bebida com sabores regionais

A diversidade de estilos reina nas microcervejarias. Minas Gerais já produz 55 dos 120 existentes no mundo. O estímulo da Prefeitura de Nova Lima para produzir cerveja em casa e as pesquisas impulsionam o setor. A Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), por exemplo, desenvolve estudo para seleção de leveduras de fermentação da cachaça para produzir cervejas com características regionais.

Artesãos

As microcervejarias nascem, normalmente, da iniciativa de apaixonados pela bebida que começam a produzir em casa, sem escala comercial. Apenas a Associação dos Cervejeiros Artesanais reúne 110 desses fabricantes, que produzem 5 mil litros por mês, calcula o presidente da entidade, Humberto Ribeiro. “São produções pequenas, para experimentação”.

O estilo livre permite o uso de ingredientes relacionados à nossa cultura gastronômica, como paçoca de amendoim, doce de leite, polvilho azedo e frutas do Cerrado. “As pessoas estão apreciando as cervejas especiais. Nisso é importante o conhecimento, a degustação”, afirma Lícia Vieira, que preside a Associação Brasileira de Sommeliers em Minas.

FONTE: Hoje Em Dia.


Cervejas produzidas em Belo Horizonte e região conquistam prêmios importantes e já podem ser encontradas facilmente em lojas e bares da cidade. Fábricas estão abrindo as portas para degustação

 

Na fábrica da Wäls é possível conhecer todo o processo de produção, provar as cervejas e degustar pratos e petiscos (Fotos: Paula Huven/Esp. EM/D. A Press)
Na fábrica da Wäls é possível conhecer todo o processo de produção, provar as cervejas e degustar pratos e petiscos

Os prêmios que a cervejaria belo-horizontina Wäls conquistou recentemente na World Beer Cup, nos Estados Unidos, impressionaram (foi a primeira vitória de brasileiros na competição) e jogaram ainda mais luz na já comentada cena cervejeira mineira. Entretanto, não é de hoje que os produtores locais vêm fazendo bonito. Amadores se profissionalizaram, fábricas pequenas apostaram na segmentação e marcas maiores se consolidaram no mercado. Nesse momento, a evolução entra num segundo estágio, no qual é cada vez mais fácil beber as cervejas produzidas aqui.

O público vem acompanhando com interesse o crescimento e diversificação da oferta de cervejas produzidas em Belo Horizonte e arredores. Como resultado, esses rótulos tornaram-se fáceis de achar não apenas em supermercados, mas também em bares e restaurantes (especializados ou não), sendo motivo de festivais, concursos de cervejeiros caseiros e passeios por fábricas. A nova etapa inclui fábricas estruturadas especificamente para visitação (e com bares próprios) e iniciativas muito criativas.

Virgílio de Barros, Daniel Pinheiro, Paulo Patrus, Humberto Ribeiro e Fabrício Bastos: cervejeiros se unem para fortalecer mercado local (Paula Huven/Esp. EM/D. A Press)
Virgílio de Barros, Daniel Pinheiro, Paulo Patrus, Humberto Ribeiro e Fabrício Bastos: cervejeiros se unem para fortalecer mercado local


Nesse quesito, destaca-se a Inconfidentes, espécie de cooperativa que reúne na mesma fábrica, no Jardim Canadá, em Nova Lima, as cervejarias Grimor, Jambreiro e Vinil. Além de diminuir custos ao compartilhar a mesma estrutura, eles resolveram usar uma Kombi como bar móvel. O veículo foi originalmente comprado para fazer carretos, mas hoje só roda com barris e chopeiras. “A gente é que serve e explica sobre os chopes. Ter contato direto com o consumidor é muito bom”, afirma Paulo Patrus, proprietário da Grimor.

Sempre nos últimos fins de semana de cada mês, a Kombi da Inconfidentes fica estacionada em frente a loja Confraria do Malte, no Mangabeiras, servindo dois chopes de cada uma das três cervejarias. Os chopes custam, em média, R$ 5 (cada), incluindo variedades como a amber lager Grimor 3, a american brown ale Badil (da Jambreiro) e a de trigo Baba (da Vinil). O carro também costuma bater ponto no bar Vintage 13, na Savassi, e em eventos cervejeiros. Fora isso, os rótulos estão disponíveis (em garrafa) em lojas como Confraria do Malte e Mamãe Bebidas e em cada vez mais bares.

Tour cervejeiro

Dia 17, o cervejólogo Rodrigo Lemos promove mais um Beer Tour, tradicional passeio guiado por ele por algumas das principais cervejarias de BH e arredores. Desta vez, estão no roteiro as fábricas da Falke Bier e da Wäls. A programação começa com café da manhã cervejeiro, às 8h30, e inclui visitas guiadas, degustações de mais de 10 cervejas, almoço e transporte. O preço é de R$ 200 por pessoa, com saída da Praça da Savassi e retorno por volta das 16h. Informações: rjlemosarq@yahoo.com.br.

Exigente e seletivo
O Haus München é tradicional reduto de apreciadores da bebida em BH. A casa recentemente incluiu em sua carta de cerveja – já com mais de 200 variedades – todos os rótulos produzidos pela Inconfidentes. A produção mineira pode ser encontrada em outros bares, como Grampa’s Attic, Adriano Imperador da Cerveja, Rima dos Sabores, Mercearia Mello, Duke’n’Duke, Stadt Jever (comprado pelo Wäls), Seu Romão, Jângal, CCCP e Vintage 13.

Nesse último, o cardápio conta com quase todas as marcas mineiras. “O pessoal está ficando mais exigente e seletivo, aderindo com força a cerveja artesanal. Quando a gente avisa que vai ter chope Küd, por exemplo, muita gente vem só por causa disso. As pessoas estão indo atrás das cervejas que querem tomar. O legal é que não temos exclusividade com ninguém”, avalia Lobão, proprietário do Vintage 13, que também funciona como butique voltada para apreciadores de rock, tatuagem e motociclismo.

Entre garrafas de marcas mineiras como Bäcker, Vinil, Grimor, Jambreito, Küd, Falke Bier, Áustria e Wäls, há cervejas a partir de R$ 10, mas as mais vendidas ficam entre R$ 25 e R$ 30. Para acompanhar, a cozinha prepara petiscos como a costelinha defumada ao molho de goiabada e acompanhada por batatas com pimenta calabresa e chucrute (R$ 37,70, para duas a três pessoas) e sanduíches de salsichão (entre R$ 15,90 e R$ 18,90, com recheios como queijo, cebola caramelizada no uísque e chucrute).
Da fonte para o consumidor
Para quem quer beber literalmente na fonte, a cena mineira disponibiliza cada vez mais fábricas capazes de receber visitantes para rodadas da cerveja mais fresca que se pode querer. Uma das pioneiras nisso é a Küd, no Jardim Canadá, em Nova Lima, que desde ano passado recebe apreciadores em seu brew pub (como são chamados os bares dessas fábricas). “Começamos a produção de forma caseira, em 2008, e em 2010 inauguramos a fábrica, com arquitetura já pensada para receber visitantes”, diz Bruno Parreiras, um dos quatro sócios. Atualmente, são produzidos seis cervejas por lá, como a witbier Tangerine.

No bar, que funciona nas noites de terça a sexta e o dia inteiro nos fins de semana, o público encontra petiscos como a porção de moela com pão feito no local com malte usado na produção da cervejaria (R$ 14,50) e pratos, a exemplo do frango com quiabo e da feijoada (cada um a R$ 42, ambos servindo duas pessoas). Os chopes custam entre R$ 7 e R$ 12 (330ml, cada). As visitas guiadas à fábrica são realizadas aos sábados, incluem café da manhã, degustação de cervejas e almoço, custam R$ 80 (por pessoa) e devem ser agendadas pelo e-mail bpk@cervejariakud.com.br.

Outras fábricas estão seguindo essa tendência. A Bäcker, por exemplo, anuncia para agosto o início das visitas a sua fábrica, no Bairro Olhos d’Água, onde será montado também um restaurante, já batizado de Templo Cervejeiro, funcionando em conjunto com loja de cervejas e souvenires e sala para degustação e treinamento. “O cardápio será direcionado para cerveja, utilizando ou não a bebida no processo, e estará aberto para almoço e jantar”, adianta Paula Lebbos, diretora de marketing da empresa.

A Krug Bier e a Taberna do Vale também estão se preparando para receber amantes da cerveja em suas instalações e a Wäls abriu um brewpub há alguns meses em sua fábrica, no Bairro São Francisco. Lá, mas somente aos sábados (das 11h às 17h), o visitante pode conhecer todo o processo de produção da marca e, no bar ao lado, experimentar qualquer cerveja da casa (12 das 14 são oferecidas também como chope, entre R$ 7 e R$ 20 cada) com petiscos. Na saída, há loja com todos os rótulos à venda.

ONDE IR

 ADRIANO IMPERADOR DA CERVEJA  
Rua Cristina, 1.270, Santo Antônio. 
(31) 3586-9066.

 CCCP
Rua Levindo Lopes, 358, Savassi. 
(31) 3582-5628.

CONFRARIA DO MALTE  
Av. Bandeirantes, 406, Sion. 
(31) 3245-5077.

DUKE’EN’DUKE 
Av. Augusto de Lima, 245. 
(31) 3567-7570.

GRAMPA’S ATTIC  
Rua Major Lopes, 470, São Pedro. 
(31) 3243-2906.

JÂNGAL  
Rua Outono, 523, Cruzeiro. 
(31) 3653-8947.

KÜD  
Rua Kenton, 36, Jardim Canadá. 
(31) 3581-3894.

HAUS MÜNCHEN  
Rua Juiz de Fora, 1.257, Santo Agostinho. (31) 3291-6900.

MAMÃE BEBIDAS
Avenida do Contorno, 1.955, Floresta. (31) 3213-9494.

MERCEARIA MELLO  
Rua do Ouro, 331, Serra. 
(31) 3221-4022.

RIMA DOS SABORES 
Rua Esmeralda, 522, Prado. 
(31) 3243-7120.

SEU ROMÃO  
Rua São Romão, 192, Santo Antônio. 
(31) 3786-4929. 

STADT JEVER 
Av. do Contorno, 5.771, Cruzeiro. 
(31) 3223-5056.

VINATGEi 13
Rua Antonio de Albuquerque, 382 D, savassi. (31) 3227-7505 e (31) 9441-4314.

 WÄLS 
Rua Padre Leopoldo Mertens, 1.460, São Francisco. (31) 3443-2811.
VEJA TAMBÉM: MINAS FAZ A MELHOR CERVEJA DO MUNDO!
FONTE: Estado de Minas.


%d blogueiros gostam disto: