Antequam noveris, a laudando et vituperando abstine. Tutum silentium praemium.

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Prefeito que despreza pobre vê turismo da cidade cair 40% 

Balanço divulgado após Carnaval revela que só 10% dos hotéis tiveram sua capacidade máxima

Guarapari

Ressaca.
Praia do Morro teve pouco movimento, durante o Carnaval, uma cena bem diferente dos anos anteriores

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Guarapari. Ruim com eles, pior sem eles.
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O prefeito de Guarapari, Orly Gomes (DEM), que alçou a fama em dezembro de 2014 ao desdenhar os farofeiros de Guarapari em privilégio do turista rico, assistiu no Carnaval de 2015 a uma queda expressiva no número de visitantes.
Magoados com a preferência explícita do prefeito por gente que gasta pelo menos R$ 200 por dia na cidade, boa parte do público que sempre fez excursão de ônibus pela cidade deixou de lado o tradicional reduto de mineiros. Para o pessoal que trabalha na praia, a queda no movimento chegou a 40% nesse Carnaval.

Num dia bom, Aílton de Jesus Ferreira, 34, vendia até 600 churrasquinhos por dia na praia do Morro, a mais conhecida de Guarapari. Neste ano, porém, ele diz que amargou prejuízo. No melhor dia do Carnaval, domingo, ele conta que vendeu 400 unidades. “O movimento diminuiu muito, muitos turistas reclamam do prefeito. Tem outros motivos também, mas o principal que eu acho é o prefeito. Ele não pode falar essas coisas, pega mal”, critica o vendedor ambulante. Ferreira calcula uma queda entre 30% a 40% no faturamento. Ele mora em Guarapari há dez anos e torce para que, na Semana Santa, o movimento seja maior.

Jedilson Nascimento, 45, também reclama que os visitantes diminuíram neste ano. Dono de um quiosque na praia do Morro, Nascimento critica o prefeito por ter falado que turista pobre não é bem-vindo, mas diz que, além disso, a ameaça de falta de água também assustou o turista. “Foi equivocado o que ele falou, foi muito infeliz. Ele não pode interferir no direito das pessoas de vir para cá. Mas acredito que o que pesou mais na decisão do visitante foi o medo de faltar água. Além disso, a economia está em crise, as pessoas estão sem dinheiro”, analisa o comerciante, que nasceu na cidade e atesta que o fluxo de turistas só tem diminuído. “Há dois anos, uma família gastava em média R$ 100 aqui no quiosque. Agora, gasta metade”, lamenta. Jedilson diz que o estoque que ele adquiriu esperando um grande público no Carnaval será guardado para a Semana Santa, com exceção dos produtos perecíveis, que terão que ser descartados.

Balanço. No balanço divulgado depois do Carnaval pela Associação de Hotéis e Turismo de Guarapari, o desânimo dos turistas se refletiu fortemente na ocupação dos estabelecimentos. Somente 10% deles chegaram a ter ocupação total no feriado de folia. Diferentemente dos vendedores ambulantes, porém, a entidade culpa a crise hídrica pela baixa.

“Está muito vazio aqui. Acho que o pessoal não veio por causa do prefeito, que ficou falando mal de pobre”, afirma a faxineira Camila Dias, 19. “Vê se pode? O prefeito queria mudar o nome da praia do Morro para Alphavile porque morro lembra favela. É um absurdo”.

A reportagem tentou insistentemente falar com o prefeito Orly Gomes, mas ele não retornou aos recados deixados em seu celular. Procurado, o secretário de Turismo de Guarapari, Adriani Serpa, também não retornou as ligações.

 

Fábio<br />César<br />de<br />Almeida<br />Soares
Fábio César de Almeida Soares
Gastar R$200,00 por dia em Guarapari é o cúmulo da falta de criatividade. Quem tem essa disponibilidade financeira possui inúmeras opções mais interessantes do que aquela roça na beira do mar.
Responder   10:31 PM Feb 22, 2015
eduardo<br />mello
eduardo mello
A cidade nao tem saneamento basico e a agua de la faz muita gente ficar doente…. todo turista tem que comprar agua de garrafinha. Em varios bairros, se ve ratos por causa da sujeiro. E por cima de tudo, tem um prefeito que fala uma coisa destas. 
Responder   2:16 PM Feb 22, 2015
CLAUDIA<br />DE<br />OLIVEIRA
CLAUDIA DE OLIVEIRA
Tomou papudo! Só fico com pena dos pequenos comerciantes e ambulantes que tiveram que amargar um prejuízo enorme. Estive lá em janeiro e ficou claro a insatisfação de muitos turistas e da “sem graceza” dos comerciantes que faziam de tudo pra nos agradar. O prefeito até deu as caras por lá, se fazendo de coitado e que foi mal interpretado. Mas tudo por causa da repercussão negativa daquela fala infeliz. Pobre também gasta, ainda que junte dinheiro o ano todo!
Responder   1:19 PM Feb 22, 2015
Dago
Dago
Este prefeitinho perdeu uma maravilhosa oportunidade de ficar calado. NÃO é a classe A ou B que frequenta Guarapari. A frequencia destas classes é no sul da Bahia, em Búzios, São Luis, Maceió e outros lugares como estes. Em Guarapari NÃO TEM NADA que atraia os turistas classe A e B. Falou demais e falou errado. Agora guenta!!!!!!!!!!!!!!
Responder   11:17 AM Feb 22, 2015
edgar<br />ribeiro
edgar ribeiro
Parece que a jornalistica teve diversos orgasmos ao elaborar a materia.Não que esteja defendendo o prefeito,mas conheço Guarapari e já fui 3 vezes e realmente a cidade tinha alguns problemas.Mas isto não quer dizer que o turismo caiu foi exatamente devido a materia onde o prefeito pensa que pode correr com determinado tipo de turista.Tambem teve um fator da falta de agua,onde a TV assustou que tinha planejado viajar,combustiveis caros,estradas precarias,onde vc entra vivo e não sabe se volta.Aliás,o governo do Espirito Santo nunca fez uma pressão junto ao governo federal para melhorar a BR 381,apoiava em troca de cargos,esquecendo que o turismo não precisa de muito investimento e o retorno é altissimo,mas politico brasileiro foi na onda de que o povo tava rico e só andava de avião.Agora mesmo tem uma materia neste edição dizendo que os hoteis de BH estão em via de fecharem por estar com altissima capacidade ociosa.Entretanto,a materia servirá para que o pessoal de Guarapari entenda que dinheiro não aguenta desaforo….tratar o turista com educação e serviços de qualidade é tudo que desejamos,e não ter que suportar pessoas arrogantes que acham que estão tirando o seu sossego.
Responder   10:30 AM Feb 22, 2015
isidoro<br />perez<br />ramos
isidoro perez ramos
A cidade cresceu muito, principalmente com o boom imobiliário que atraiu gente de outros estados a comprar imóveis para o período de veraneio. Mas a expansão não veio acompanhada de infraestrutura que pecou na questão de saneamento e água. A limitação de acesso, por meio de taxas ou regular pontos de estacionamento tirou o turista de baixa renda, que contribuia para os microempreendedores e pequenas empresas. Se a proposta foi evitar um colapso, pontualmente no fornecimento de água, o prefeito conseguiu. Mas a crise, seja econômica, seja hídrica, pode ter refletido no carnaval de Guarapari, assim com refletiu em diversas cidades. Talvez o turista que não estava em Guarapari ficou nos blocos de rua de BH.
Responder   10:07 AM Feb 22, 2015
Celso<br />Gomes
Celso Gomes
Foi um tiro no pé
Responder   9:47 AM Feb 22, 2015

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FONTE: O Tempo.

 


PRECÁRIO

Rico ou pobre, turista sofre com a infraestrutura de Guarapari

Dados do IBGE revelam que 33,91% dos domicílios não estão ligados à rede de esgoto

As férias de janeiro chegaram e, a despeito das declarações polêmicas do prefeito Orly Gomes (DEM) nas últimas semanas, Guarapari, no Espírito Santo, está cheia de turistas – muitos deles, como de costume, mineiros. Em entrevista à rádio CBN Vitória no último dia 16, o político afirmou que a cidade precisa de “pessoas que venham com dinheiro para gastar e, assim, justificar os investimentos na cidade”. Na prática, porém, o que turistas e moradores percebem é que os investimentos ainda estão longe de ser suficientes para promover melhorias reais na cidade.

Uma crítica frequente de moradores e visitantes é sobre o tratamento das águas. Segundo dados do IBGE, 33,91% dos domicílios do município não têm conexão com a rede de esgoto nem possuem fossa séptica. Os dejetos domésticos são despejados irregularmente na rede fluvial e pluvial.

O resultado disso são multidões de pessoas doentes, como ocorreu com a família da psicóloga Queli Aparecida Batista da Silva Abreu, 40. Em 2011, ela e a filha Helena, então com 6 anos, viram as férias virarem pesadelo. “Ela passou três dias no hospital tomando soro e medicamento.

Vomitava muito e tinha diarreia forte. No dia em que a levei para casa, voltei para o hospital com os mesmos sintomas”, conta a psicóloga. A “virose”, segundo o médico que a atendeu, pode ter sido contraída pela água. Desde o trauma, a família de Queli nunca mais voltou à cidade. “Nem se me pagarem a passagem e hospedagem no melhor hotel”, diz.

O mestre de obras Gilmar Silva, 40, natural de Congonhas e morador de Guarapari há sete meses, gasta cerca de R$ 50 por mês com água mineral, que usa para beber e cozinhar. “Eu moro na Praia do Morro. Lá, a maioria das pessoas conta com poços artesianos, mas a água é imprópria para consumo. Muitas casas têm poço e fossas irregulares no mesmo terreno”, denuncia.

Na opinião do historiador José Amaral Fernandes Filho, 42, morador de Guarapari, o que falta é um plano de desenvolvimento para o turismo. “Existem ações isoladas, mas não políticas públicas. A prefeitura organiza um evento aqui, outro ali, promove shows, mas nada disso segue uma ordem, um critério”, critica.

Ele, que faz levantamentos históricos da região, afirma ainda que a cidade está engatinhando em um processo que deveria estar muito mais avançado. “Nos anos 50 já havia um turismo interessante na cidade por conta das propriedades terapêuticas das areias de Guarapari. Mas, de uns 30 anos para cá, praticamente cessaram os investimentos em turismo”, diz.

A Prefeitura de Guarapari foi procurada insistentemente na última semana, mas não retornou à reportagem.

Protesto
Seca
. Trinta moradores de Setiba, em Guarapari, fecharam a pista da Rodovia do Sol sentido Sul, na manhã de ontem, em protesto com a falta de água. O congestionamento na cidade foi grande.

O desconforto das filas e do rodízio de água

A falta de infraestrutura de Guarapari gera desconforto para visitantes e moradores. “No dia 31 de dezembro, havia 32 pessoas na minha frente na fila para pegar o pão na padaria”, conta a designer Érica Ranieri. A cidade ainda enfrenta rodízio no fornecimento de água.

Segundo o historiador José Amaral, há uma rixa. “Os moradores culpam os turistas pela falta de água, luz e pelas filas. Os turistas acham injusto, pois são eles que levam dinheiro para a cidade. E a culpa não é de nenhum dos dois”, opina.

 

FONTE: O Tempo.


Prefeito de Guarapari (ES) quer qualificar turismo e barrar turistas pobres

O balneário de Guarapari (ES), destino de milhares de turistas, principalmente mineiros, estima receber entre o Natal e o Carnaval mais de 1 milhão de visitantes. Ainda assim o prefeito Orly Gomes (DEM) confirmou nesta quinta-feira (18) sua intenção em “qualificar” o turismo na cidade e dificultar a entrada de turistas pobres com “menor” poder aquisitivo.

“Prefiro 100 mil turistas que gastam R$ 200 por dia do que 1 milhão gastando apenas R$ 40 por dia”, afirmou ele, em uma entrevista à radio CBN Vitória. A intenção de Gomes é cobrar taxas de empresas de ônibus, limitação de pessoas em casas de veraneio e a cobrança de impostos para transformar a cidade veranista em uma região turística durante todo o ano. “Para sobrevivermos, precisamos de turistas que gerem renda.”

As medidas, como justificou ele, são necessárias para atrair investimentos da iniciativa privada. Mas ainda não estarão em vigor no verão de 2015. “O turismo de uma maneira geral é feito pela iniciativa privada. Precisamos, portanto, favorecer um ambiente de ordem para que o investimento apareça”, disse o prefeito, que alega que turistas que gastam menos de R$ 200 por dia na cidade não são capazes de fomentar restaurantes, bares e hotéis e ainda causam transtornos aos visitantes “qualificados”.

“Precisamos de pessoas que venham com dinheiro para gastar e, assim, justificar os investimentos na cidade.” Segundo ele, a maioria dos veranistas não gera receita para a cidade e acaba inclusive gerando gastos. “Tem turista que traz até botijão de gás e pacote de macarrão”, relatou ele, que disse não ter medo de as novas ações afastarem os turistas da cidade.

Gomes afirma que o turista “qualificado” não pode ser prejudicado em função daquele que gera apenas excesso de lixo, aumento no consumo de água e estrangulamento no transporte público. “Não quero só turista rico. Quero turista que gere receita.”

Ampliar

De naufrágios à balada: tem praias para todos os gostos em Guarapari

Procurando por esportes, baladas ou mais interessado em explorar a diversidade marinha em um navio naufragado? Não importa quais sejam os seus interesses, há uma praia perfeita para você em Guarapari, no Espírito Santo. Escolha a sua e aproveite o restinho de calor Divulgação Setur ES/Sagrilo

FONTE: UOL.



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